Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

@apostilas_medvet 15 
 
 
 
 
É constituído pela Matriz Extracelular (MEC) e alguns tipos de células 
e fibras e derivado do mesoderma. As células que compõem o TC 
são diferentes e exercem funções variadas 
Se originam do mesênquima, tecido formado por células 
mesenquimais, com núcleo oval, cromatina fina e nucléolo 
proeminente, com prolongamentos citoplasmáticos e imersas em 
MEC abundante e viscosa com poucas fibras. O mesênquima se 
origina do mesoderma. 
FUNÇÕES DO TECIDO COJUNTIVO 
• Estabelecimento e manutenção da forma do corpo 
• Preenchimento e suporte para outros tecidos do corpo 
• Isolamento e proteção 
• Transporte de nutrientes, metabólicos e produtos de excreção 
entre os tecidos e sistema circulatório 
• Sustentação e locomoção 
• Defesa, processos de reparação e regeneração 
• Armazenamento de gordura e íons 
 
MATRIZ EXTRACELULAR 
É formada por diferentes proteínas fibrosas e substância 
fundamental. Serve como meio de troca de nutrientes e catabólicos 
entre a célula e a corrente sanguínea. Proteínas adesivas fibrosas, 
como fibronectina e laminina, unem as fibras estruturais entre si, ou 
ajudam células a se aderirem à matriz de TC. 
FIBRAS COLÁGENAS: 
• Formada por colágeno tipo I. Mais numerosas do TC 
• Moléculas alongadas, paralelas umas às outras 
• Resistentes à tração, são flexíveis, se adaptam a movimentos 
e mudanças. 
• Acidófilas (coram em rosa-eosina). Fibras frescas possuem cor 
branca. 
• Encontradas em tendões, ligamentos e cápsulas de órgãos. 
 
X: fibras agregadas // setas: arranjo longitudinal 
FIBRAS RETICULARES 
• Formadas por colágeno tipo III 
• Finas, com disposição frouxa, formando uma rede ao redor 
das células adiposas, capilares, fibras musculares, nervos e 
hepatócitos, dando sustentação 
• Coradas em prata – argirofilas 
• Parte fundamental das membranas basais 
 
Glândula adrenal. Núcleo em preto. Citoplasma não está corado. 
 
FIBRAS ELÁSTICAS 
• Formadas por elastina 
• Dá elasticidade ao tecido e resistência à tração. 
• Encontradas na pina auricular, cordas vocais, epiglote, 
pulmões, ligamento nucal, derme, aorta e artérias musculares. 
• Produzida por fibroblastos e células musculares lisas dos vasos 
sanguíneos 
• Corada em HE: ficam na cor rosa-claro 
 
FE: fibras elásticas // FC: fibras colágenas 
 
 
TECIDO CONJUNTIVO 
@apostilas_medvet 16 
 
SUBSTÂNCIA FUNDAMENTAL 
Local onde estão mergulhadas as células e fibras do tecido 
conjuntivo. É composta por glicosaminoglicanos (GAGs), 
proteoglicanos, constituintes do plasma, metabólitos, água e íons. 
Forma um gel com propriedades de elasticidade, preenche espaço 
entre as células, hidrata e facilita a passagem de moléculas, células 
e íons. É incolor e gelatinosa 
GLICOSAMINOGLICANOS: 
• Possui afinidade por sódio e água. Hidrata o tecido 
• Fornece resistência à compressão e facilita difusão de 
nutrientes 
• Formado por polissacarídeos 
• Ex: hialuronano, heparina. 
PROTEOGLICANOS 
• Porção central proteica ligada às GAGs 
• Retém fatores de crescimento 
• Regula a passagem de moléculas 
 
CÉLULAS DO TECIDO CONJUNTIVO 
Algumas ficam dentro de células em locais fixos dentro do tecido, 
enquanto outras se movimentam através do tecido, como células 
móveis. 
CÉLULAS MESENQUIMATOSAS 
Possui formato irregular e múltiplos processos. Menores que 
fibroblastos, menos organelas citoplasmáticas, núcleo oval e 
nucléolo visível e cromatina fina. Servem como reservatórios de 
células pluripotentes que podem se diferenciar em outros tipos 
celulares. 
 
FIBRÓCITOS, FIBROBLASTOS, MIOFIBROBLASTOS 
Os FIBRÓCITOS são células alongadas, fusiformes, com processos 
que fazem contato com células vizinhas, núcleo alongado e 
heterocromático escuro, circundado por citoplasma pálido. Possui 
vesículas secretórias no citoplasma. Possui RER disperdo, CG 
pequeno. Nos processos, há filamentos de actina em forma de 
feixes. Preservam a matriz do tecido conjuntivo, formando fibras e 
renovando constantemente a substância fundamental. 
Os FIBROBLASTOS possuem núcleo maior, mais eucromático e 
alongado, citoplasma basofílico e abundante, RER e CG bem 
desenvolvido e longos prolongamentos. Produz matriz de tecido 
conjuntivo de forma mais ativa do que o fibrócito. Podem surgir 
direto de células mesenquimatosas indiferenciadas ou a partir de 
fibrócitos sob influência de fatores microambientais (ex 
citocinas).Seu citoplasma é rico em vimentina e actina. Produzem 
fatores de crescimento e estimulam desenvolvimento e crescimento 
celular, além de sintetizarem proteínas colágenos e elastinas, 
glicosaminoglicanos e proteoglicanas. 
Após lesão, são estimulados pelo fator de crescimento dos 
fibroblastos, produzido pelos macrófagos, se proliferam e secretam 
MEC, contribuindo para a cicatrização. Sob influência do fator de 
crescimento de transformação β1, fibroblastos se diferenciam em 
miofibroblastos, para retrair o tecido cicatricial. 
 
 
Os MIOFIBROBLASTOS são células que possuem filamentos de 
actina em corpos densos. Ajudam na contração da ferida durante 
processo de cicatrização. É uma célula alongada e delgada. 
MACRÓFAGOS 
São oriundos de monócitos que migraram do sangue para o tecido 
conjuntivo. Possuem núcleo ovoide ou com forma de rim e 
excêntrico, citoplasma com RER e CG bem desenvolvidos, e grande 
quantidade de lisossomos, superfície irregular com projeções que 
auxiliam no movimento ameboide e na fagocitose, receptores de 
IgG n e para proteínas do sistema complemento na membrana. 
Fagocitam e digerem bactérias, restos celulares e substâncias 
estranhas, além de secretar colagenase, elastase e enzimas que 
degradam glicosaminoglicanos, facilitando sua migração pela MEC, 
e liberam lisozima, que destrói parede das bactérias. São células 
apresentadoras de antígenos, importante na resposta imune. 
Constituem o Sistema Fagocitário Mononuclear 
 
M: macrófago // N: neutrófilo // VS: vaso sanguíneo 
@apostilas_medvet 17 
 
 
MASTÓCITOS 
Célula globosa/ovoide, grande, citoplasma repleto de grânulos 
intensamente basófilos, núcleo pequeno, esférico e central e de 
difícil observação, pequenas quantidades de RER, mitocôndrias e CG 
no citoplasma. Superfície celular repleta de microvilosidades e 
pregas. Estocam mediadores químicos da resposta inflamatória em 
seus grânulos secretores (que são metacromáticos, ou seja, mudam 
a cor do corante básico que foi utilizado), desencadeiam reação de 
hipersensibilidade imediata (alergia), como por exemplo, 
histaminas (provocam vasodilatação) e heparina (anticoagulante) 
Se originam de células precursoras hematopoiéticas na medula 
óssea. Sua superfície contém receptores específicos para 
imunoglobulina E, produzida por plasmócitos. São numerosos nos 
TC da pele e mucosas, mas não são encontrados no encéfalo e 
medula espinhal. 
São divididos em mastócitos do tecido conjuntivo, encontrado na 
pele e cavidade peritoneal, que contém grânulos secretores de 
heparina, e mastócitos da mucosa, encontrado na mucosa intestinal 
e nos pulmões, e contém grânulos secretores condroitim sulfato. 
Produzem prostaglandinas D2 e interleucina H (IL-5) 
 
PLASMÓCITOS 
São células grandes e ovoides, com citoplasma basófilo com grande 
quantidade de RER e CG. Núcleo é esférico e excêntrico, aparecendo 
geralmente pouco corado, e contém grumos de cromatina que se 
alternam com áreas claras (arranjo lembra roda de carroça). São 
pouco numerosos no TC normal, exceto em locais sujeitos à 
penetração de bactérias e proteínas estranhas (ex mucosa 
intestinal). Abundantes em inflamações crônicas, em que há 
plasmócitos, linfócitos e macrófagos. 
São células derivadas dos linfócitos B e responsáveis pela síntese de 
anticorpos (glicoproteínas). 
 
Setas: plasmócitos num processo inflamatório crônico. 
LEUCÓCITOS 
Também chamados de glóbulos brancos, que migram do sangue 
atravésde capilares (processo chamado de diapedese, que aumenta 
durante invasões locais de microrganismos). São células 
especializadas na defesa contra microrganismos agressores. Não 
retornam ao sangue depois de chegar no tecido conjuntivo, exceto 
os linfócitos, que circulam em vários compartimentos do corpo 
(sangue, linfa, TC, órgãos linfáticos). 
São classificados em dois grupos: Granulócitos (neutrófilos, 
eosinófilos, basófilos) e Agranulócitos (linfócitos ) 
BASÓFILOS 
Se desenvolvem e se diferenciam na medula óssea. Circulam na 
corrente sanguínea e representa menos de 1% dos leucócitos 
periféricos. Possuem grânulos secretores (basófilos) que secretam 
mediadores químicos, receptores para anticorpos IgE na membrana 
celular. Participam das reações alérgicas e liberam histamina, 
heparina sulfato e etc. 
 
NEUTRÓFILOS 
Células arredondadas, núcleos bilobulado ou mais (frequentemente 
são 3) ligados entre si por pontes de cromatina. Célula jovem não 
possui núcleo segmentado em lóbulos, sendo chamada de 
neutrófilo com núcleo em bastonete, ou bastonete. 
@apostilas_medvet 18 
 
Em fêmeas, aparece um apêndice em formato de raquete, no 
núcleo, que contém cromatina sexual formada por cromossomo X 
heterocromático que não transcreve seus genes. 
 
EOSINÓFILOS 
Menos numerosos que neutrófilos, maiores ou do mesmo tamanho 
que eles. Núcleo é bilobulado, RER, mitocôndrias e CG pouco 
desenvolvidos, possui granulações ovoides que coram por eosina. 
Também realizam fagocitose, porém, de forma mais lenta. 
 
LINFÓCITOS 
Possuem borda fina de citoplasma que circunda núcleo 
heterocromático intensamente corado. Normalmente, são 
encontrados em pequena quantidade no TC de todo o corpo, 
porém, o número aumenta em locais de inflamação causada por 
agentes patogênicos. São mais numerosos na lâmina própria dos 
sistemas respiratório e digestório, onde fazem imunovigilância. 
Possui pelo menos 3 tipos de células funcionais: 
 
1) LINFÓCITOS T: efetoras na imunidade celular 
2) LINFÓCITOS B: possui imunoglobulinas IgM e IgG imobilizadas. 
Reconhecem antígenos, apresentam tempo de vida variável e 
são efetoras na imunidade mediada por anticorpos (humoral) 
3) LINFÓCITOS NK: não são antígeno-específicos, porém 
destroem células infectadas por vírus e algumas células 
tumorais por meio de mecanismo citotóxico. 
 
TIPOS DE TECIDO CONJUNTIVO 
 
 
TECIDO CONJUNTIVO 
PROPRIAMENTE DITO 
É separado em duas classes: 
TECIDO COJUNTIVO FROUXO (TCF) 
Possui função de suporte para estruturas que estão sujeitas à 
pressão e atritos pequenos. Preenche espaços entre células 
musculares, suporta células epiteliais e formam camadas entre os 
vasos sanguíneos. Encontrado também em papilas da derme, 
hipoderme, membrana serosas das cavidades peritoneais e pleurais 
e também nas glândulas. 
Contém todos os elementos estruturais típicos, porém sem 
predominância de nenhum deles. As células mais numerosas são 
fibroblastos e macrófagos, porém existem todos os outros tipos 
celulares. Há grandes quantidade de fibras colágenas e elásticas. 
Possui consistência delicada, flexível e vascularizado. Não é 
resistente a trações. 
 
Setas: vasos sanguíneos // células: fibroblastos 
 
 
@apostilas_medvet 19 
 
TECIDO CONJUNTIVO DENSO (TCD) 
Possui função de resistência e proteção aos tecidos. É composto 
pelos mesmos elementos do TCF, porém com menos células e uma 
predominância de fibras colágenas. É menos flexível, porém mais 
resistente a trações. 
Quando as fibras colágenas estão organizadas em feixes sem 
orientação definida, chama-se Denso não modelado, pois as fibras 
formam uma trama tridimensional, conferindo resistência exercida 
em qualquer direção. É encontrado na derme profunda da pele 
 
Ponta de seta: núcleos de fibroblastos // seta: vaso sanguíneo 
Quando as fibras colágenas estão paralelas umas às outras, chama-
se Denso Modelado, e confere resistência á trações exercidas em 
apenas um sentido. Os fibroblastos orientam essas fibras para 
oferecer o máximo de resistência. São encontrados em tendões 
 
Feixes espessos e paralelos de fibrilas de colágeno preenchem os espaços 
entre os fibroblastos alongados 
 
TECIDO RETICULAR 
É do tipo delicado e forma uma rede tridimensional responsável por 
suportar células se alguns órgãos, como órgãos linfoides e 
hematopoiéticos (medula óssea, linfonodos, nódulos linfáticos e 
baço). 
É constituído por fibras reticulares associadas a fibroblastos 
especializados, chamados de células reticulares. Essas células estão 
espalhadas ao longo da matriz e cobrem, com prolongamentos 
citoplasmáticos, fibras reticulares e substância fundamental. Isso 
forma uma estrutura trabeculada como uma esponja, sendo que 
dentro, as células e fluidos se movem de forma livre. 
Ao lado dessas células reticulares, há células do Sistema Fagocitário 
Mononuclear, dispersas ao longo das trabéculas, monitorando o 
fluxo de material que passa através dos espaço (seios) e removendo 
organismos invasores por fagocitose. 
 
Células reticulares e fibras reticulares. Interior dos espaços é chamado de 
seio 
 
TECIDO MUCOSO 
Possui consistência gelatinosa devido à preponderância de MEC 
composta por ácido hialurônico com pouquíssimas fibras. Tem como 
células principais os fibroblastos. Faz parte da composição do 
cordão umbilical, onde é referido como geleia de Wharton. 
 
Fibroblastos imersos em MEC frouxa 
 
 
 
 
@apostilas_medvet 20 
 
TECIDO ADIPOSO 
É um tipo de tecido conjuntivo especial onde há predominância de 
células adiposas, chamadas de adipócitos. Esse tipo celular pode ser 
encontrado de forma isolada ou em pequenos grupos no tecido 
conjuntivo frouxo, porém, a maioria forma grandes agregados, 
formando o tecido adiposo. 
Nesse tipo de tecido, há moléculas de triglicerídeos ou 
triacilgliceróis (TAG), formadas por uma molécula de glicerol + 3 
moléculas de ácidos graxos (AG). São apolares, hidrofóbicas e 
insolúveis em água, também sendo denominadas de gordura 
neutra, podendo ser metabolizadas para extração da energia 
contida na ligação de seus átomos. Os grandes depósitos de TAG são 
considerados os principais reservatórios de energia do organismo, 
se renovando continuamente, e sendo influenciado por estímulos 
nervosos e hormonais. 
Há dois tipos de TA (tecido adiposo): tecido adiposo comum, 
amarelo ou unilocular e o tecido adiposo pardo, ou multilocular. 
TECIDO ADIPOSO UNILOCULAR 
Sua cor varia entre branco e amarelo-escuro, dependendo do tipo 
de dieta. A cor é devido ao acúmulo de caroteno que estão 
dissolvidos na gordura. 
Está localizado sobre a pele, formando o panículo adiposo, camada 
que modela a superfície corporal, forma coxins absorventes de 
choques mecânicos (planta do pé e palma da mão), possui papel 
como reserva energética, importante isolante térmico e preenche 
espaços entre outros tecidos, além de possuir atividade secretora 
de diversos fatores e hormônios. 
Suas células são grandes, esféricas quando isoladas e poliédricas 
quando em conjunto (devido à compressão). Possui gotícula lipídica 
única, e é removida por solventes quando preparada na técnica 
histológica. Seu núcleo é alongado e encontrado na região do anel 
citoplasmático. Cada célula é envolvida por lâmina basal e sua MP 
possui várias vesículas de pinocitose. 
 
G: gotícula lipídica // ponta de seta: citoplasma em forma de anel // VS: 
vaso sanguíneo 
Cada gota de gordura está livre no citosol da célula, pois são 
desprovidas de membrana envolvente. Esse tecido apresenta septos 
de tecido conjuntivo propriamente dito, que contém vasos e nervos 
que irrigam essas células adiposas. Partem fibras reticulares de 
colágeno tipo III desses septos para sustentar cada célula de forma 
individual. A vascularização é abundante. 
Os triglicerídeos que são armazenados nessas gotas de gorduras 
podem se originar:• Através da alimentação, levados até as células adiposas pela 
circulação na forma de triglicerídeos, formando os 
quilomícrons 
• Através do fígado, transportados sob a forma de triglicerídeos 
de lipoproteínas de pequeno peso molecular 
• Pela síntese nas próprias células adiposas a partir da glicose, 
processo chamado de lipogênese. 
Além de receber AG pela circulação, as células adiposas podem 
formas ácidos graxos e glicerol a partir da glicose, sendo acelerado 
pela insulina. Quando necessária, a hidrólise dos triglicerídeos é 
desencadeada pela norepinefrina. 
Também sintetiza lipase lipoproteica, que cliva os triglicerídeos do 
plasma, leptina, que participa da regulação da quantidade de tecido 
adiposo no corpo e ingestão de alimentos, adiponectina, que 
diminui liberação de glicose pelo fígado e resistina, que possui 
função hiperglicemiante. 
É inervado por fibras simpáticos do sistema nervoso autônomo. 
 
TECIDO ADIPOSO MULTILOCULAR 
É chamado de tecido adiposo pardo, pois possui vascularização 
abundante e numerosas mitocôndrias que confere sua cor 
característica. É encontrado apenas em áreas específicas, como por 
exemplo, cinturas escapular e pélvica. E muito abundante em 
animais que hibernam e fetos. 
Possui células menores e com forma poligonal, citoplasma repleto 
de gotículas lipídicas de tamanhos variados e com grande n° de 
mitocôndrias, com cristas longas. Células apresentam arranjo 
epitelióides, formando compactações associados a capilares 
sanguíneos, ficando parecidas com glândulas endócrinas. 
É especializado em produzir calor, importante em animais que 
hibernam, e nos recém nascidos é importante para 
termorregulação. Ao ser estimulado por noradrenalina o tecido 
acelera a lipólise e a oxidação dos ácidos graxos, produzindo calor. 
 
Setas: núcleos esféricos centrais 
 
@apostilas_medvet 21 
 
TECIDO CARTILAGINOSO 
É um tecido que possui consistência rígida e tem diversas funções, 
como suporte de tecidos moles, revestimento de superfícies 
articulares (absorção de choques mecânico e diminuição de atrito, 
deslizamento de ossos nas articulações). É também extremamente 
importante para formar e fazer crescer ossos longos na vida 
intrauterina e depois do nascimento. 
Possui células denominadas de condrócitos e muito MEC. As células 
se organizam em lacunas, na matriz (que é formada por colágeno ou 
colágeno e elastina). As cartilagens (exceto as articulares e as 
fibrosas) são envolvidas por pericôndrio (bainha conjuntiva), onde 
nervos e vasos sanguíneos e linfáticos estão presentes, e que 
continua, de forma gradual, com a face interna e face externa da 
cartilagem. 
Esse tipo de tecido não possui vasos sanguíneos, e sua nutrição é 
feita através do pericôndrio, por capilares. As cartilagens das 
articulações móveis não possuem pericôndrio (recebem nutrientes 
vindos do líquido sinovial) e as cartilagens fibrosas também não. 
Há 3 tipos de cartilagens: 
CARTILAGEM HIALINA 
É o tipo mais encontrado, sendo branco-azulada e translúcida 
quando fresco. É encontrada em fossas nasais, traqueia e brônquios, 
extremidade ventral das costelas e recobrindo superfícies articular 
dos ossos longos nos adultos. Constitui o primeiro esqueleto do 
embrião e o disco epifisário, entre a diáfise e epífise de ossos longos 
em crescimento. 
 
Sua cartilagem é formada por fibras de colágeno tipo II associadas a 
ácido hialurônico e outros glicosaminoglicanos, proteoglicanos e 
glicoproteínas. Uma glicoproteína estrutural extremamente 
importante é a condronectina. 
O pericôndrio é o envoltório das cartilagens hialinas. É considerado 
uma fonte de novos condrócitos para crescimento e é responsável 
pela nutrição, oxigenação e eliminação de refugos metabólicos da 
cartilagem, pois estão localizados nele vasos sanguíneos e linfáticos. 
Possui muitas fibras de colágeno tipo I e poucas células na sua região 
externa. As que estão situadas mais próximas à cartilagem, podem 
multiplicar-se por mitose e originar condrócitos, sendo chamadas de 
condroblastos. Os condrócitos são células mais internas que 
sintetizam colágeno, são arredondadas, núcleo redondo e 
citoplasma basófilo. Vivem sob baixas tensões de oxigênio devido à 
ausência de capilares nas cartilagens. 
Esboços de cartilagem surgem no mesênquima no embrião → 
arredondamento das células mesenquimatosas → formam 
aglomerados → são condroblastos (citoplasma basófilo) → inicio da 
síntese da MEC → afastamento dos condroblastos uns dos outros 
→ diferenciação das cartilagens do centro para periferia. 
 
 
Pode crescer através de dois processos: aposição (a partir das 
células do pericôndrio, ou seja, forma-se uma nova cartilagem na 
superfície de uma já existente) ou intersticial (divisão mitótica dos 
condrócitos preexistentes, ou seja, forma uma nova cartilagem 
dentro de uma passa de cartilagem existente) 
 
CARTILAGEM ELÁSTICA 
É encontrada no pavilhão auditivo, conduto auditivo externo, tuba 
auditiva, epiglote e cartilagem cuneiforme da laringe. É semelhante 
à hialina, porém, além das fibras de colágeno tipo II, possui fibras 
elásticas contínuas com as do pericôndrio. Possui cor amarelada a 
fresco. Apresenta pericôndrio e cresce principalmente por aposição. 
 
CARTILAGEM FIBROSA 
É intermediário entre tecido conjuntivo denso modelado e 
cartilagem hialina. Encontrado em discos intervertebrais, inserção 
de tendões e ligamentos nos ossos e sínfise pubiana. Está sempre 
associada a TCD, e os limites entre os dois são imprecisos. 
Os condrócitos formam fileiras alongadas entre as fibras colágenas, 
que são espessas. A matriz é acidófila pois possui várias fibras 
colágenas do tipo I e do tipo II. A substância fundamental é escassa 
e limitada em regiões próximas às lacunas que contém os 
condrócitos. Não existe pericôndrio nesse tipo de cartilagem. 
@apostilas_medvet 22 
 
Fibras colágenas tipo 1 constituem feixes de orientação irregular 
entre os condrócitos ou um arranjo paralelo ao longo dos 
condrócitos em fileiras. 
 
 
TECIDO ÓSSEO 
É o principal componente do esqueleto, sustenta tecidos moles, 
protege órgãos vitais, aloja e protege a medula óssea, dá apoio aos 
músculos esqueléticos, constitui sistema de alavancas que amplia 
forças originadas na contração muscular, são depósitos de cálcio, 
fosfato e outros íons, absorvem toxinas e metais pesados. 
É formado por células e material extracelular calcificado, chamado 
de matriz óssea. Essas células podem ter origem da linhagem 
osteoblástica (formada por osteoblastos e osteócitos, derivadas de 
células osteoprogenitoras do mesênquima) e da linhagem 
osteoclástica (osteoclastos, originados de monócitos na medula 
hematopoiética) 
 
 
Osteócitos mantém a MEC e se encontram no interior dos ossos, 
ocupando pequenos espaços da matriz chamados de lacunas (estão 
de forma individual nesses locais). De cada lacuna saem canalíticos 
com prolongamentos desses osteócitos, que irão fazer contato com 
osteócitos adjacentes, por onde irá passar moléculas e íons de uma 
célula para outra. A nutrição então, dos osteócitos, depende desses 
canalíticos. Os osteócitos possuem pequena quantidade de RER, CG 
pouco desenvolvido e núcleo com cromatina condensada. Sua 
morte é seguida por reabsorção da matriz ao seu redor. 
 
Osteoblastos sintetizam a parte orgânica da matriz (colágeno I, 
proteoglicanos e glicoproteínas) e estão na superfície dos ossos, 
lado a lado. Quando em intensa atividade, são cuboides e com 
citoplasma basófilo e, quando pouco ativos, são achatados e 
citoplasma pouco basófilo. Podem concentrar fosfato de cálcio, 
participando da mineralização da matriz. Após sintetizar a MED, é 
aprisionado pela própria e passa a ser chamado de osteócito. 
Osteoclastos são células gigantes, móveis e multinucleadas que 
fazem a reabsorção do tecido ósseo para remodelação destes. São 
derivados dos monócitosque se fundem para formar os 
osteoclastos multinucleados. Possuem citoplasma granuloso, às 
vezes contendo vacúolos e fracamente basófilos quando jovens e 
muito acidófilo quando maduros. Estão na superfície do tecido 
ósseo ou em túneis no interior destes. 
Todos os ossos são revestidos, de forma externas e internas por 
periósteo e endósteo, respectivamente. No periósteo, há fibras 
colágenas e fibroblastos. Feixes de fibras colágenas formam as 
Fibras de Sharpey, que penetram o tecido ósseo e prendem o 
periósteo ao osso. Há células osteoprogenitoras na camada mais 
interna. O endósteo reveste as superfícies internas do osso, e é 
formado por células osteogênicas achatadas em uma delgada 
camada, que reveste tanto as cavidades dos ossos esponjosos como 
o canal medular, canais de Havers e os de Volkmann. Fornecem 
novos osteoblastos para crescimento, remodelação e recuperação 
dos ossos. 
A matriz óssea é formada por uma parte orgânica(fibras colágenas 
do tipo I, proteoglicanos e glicoproteínas) e uma parte inorgânica 
(íons cálcio, fosfato, bicarbonato, magnésio, potássio, sódio e 
citrato). 
OSSO COMPACTO E OSSO ESPONJOSO 
Um osso é formado externamente por um tecido sem cavidades 
visíveis, chamado de osso compacto, e interiormente, por cavidades 
intercomunicantes, o osso esponjoso. 
Em ossos longos, as extremidades, chamadas de epífises, são 
compostas por tecido esponjoso. A diáfise (parte cilíndrica) é 
@apostilas_medvet 23 
 
formada quase totalmente por osso compacto, porém possui uma 
pequena região de osso esponjoso, delimitando o canal medular. 
 
 
Ossos curtos possuem centro esponjoso e periferia de ossos 
compactos. As cavidades do osso esponjoso e canal medular da 
diáfise dos ossos longos são ocupados pela medula óssea, que nos 
recém nascidos tem cor vermelha (pois possuem muito sangue) e 
nos adultos, se torna amarela. 
TECIDO ÓSSEO LAMELAR E NÃO LAMELAR 
O tecido não lamelar, também chamado de imaturo ou primário, é 
o primeiro a ser formado, tanto no desenvolvimento embrionário 
como na reparação de fraturas, sendo temporário e posteriormente 
substituído por tecido secundário. Nesse tecido, as fibras colágenas 
estão dispostas de forma irregular, sem orientação definida. 
O tecido lamelar, também chamado de maturo ou secundário, é o 
que substitui o tecido não lamelar, e suas fibras colágenas se 
organizam em lamelas, em disposição ordenada. 
 
Lamelas organizadas concentricamente formam os Sistemas de 
Havers ou ósteons, sendo um cilindro longo, às vezes bifurcado, 
paralelo á diáfise formado por 4 a 20 lamelas ósseas concêntricas. 
Dentro desse cilindro, na região central, existe o Canal de Havers, 
que contém vasos e nervos. O cimento separa os conjuntos de 
lamelas. 
 
 
Os canais de Havers se comunicam entre si, com a cavidade medular 
e com a superfície externa do osso por meio de túneis transversais 
ou oblíquos á diáfise, chamados de Canais de Volkmann, que não 
são envolvidos por lamelas concêntricas. 
O tecido ósseo pode ser formado por dois processos: 
1) Ossificação intramembranosa: ocorre dentro de 
membranas do tecido mesenquimal durante vida uterina 
e de membranas de TC na vida pós-natal. Forma osso 
frontal e parietal e partes do occipital, do temporal e dos 
maxilares superior e inferior. Ajuda no crescimento de 
ossos curtos e espessura dos ossos longos. Inicia numa 
região chamada centro de ossificação primária, com a 
diferenciação de células mesenquimatosas que se 
transformam em osteoblastos que sintetizam osteoide 
(matriz ainda não mineralizada) que logo se mineraliza. Os 
vários centros de ossificação crescem e substitui a 
membrana conjuntiva preexistente. 
@apostilas_medvet 24 
 
2) Ossificação endocondral: Inicia a partir de uma peça de 
cartilagem hialina, que tem formato semelhante ao osso 
que vai se formar, porém possui tamanho menor. É o tipo 
de ossificação que será responsável pela formação dos 
ossos curtos e longos. As células hialínicas sofrem 
modificações (condrócitos aumentam de volume), matriz 
cartilaginosa reduz e sofre calcificação, cavidades 
ocupadas por condrócitos são invadidas por capilares 
sanguíneos e células osteogênicas. Essas células se 
diferenciam em osteoblastos, que depositarão matriz 
óssea sobre as cartilagens calcificadas. Osteócitos 
derivados dos osteoblastos são envolvidos por matriz 
óssea, aparecendo dessa forma, tecido ósseo onde antes 
havia tecido cartilaginoso. 
FORMAÇÃO DE OSSOS LONGOS 
Ossificação intramembranosa no pericôndrio que recobre a parte 
média da diáfise (centro de ossificação primário) → formação de 
colar ósseo → células cartilaginosas que são envolvidas por esse 
colar hipertrofiam e morrem por apoptose → matriz da cartilagem 
se mineraliza → vasos sanguíneos que partem do periósteo do colar 
ósseo vão em direção à cartilagem calcificada levando células 
osteoprogenitoras → proliferação e diferenciação em osteoblastos 
→ camadas continuas → início da síntese de matriz óssea, que se 
mineraliza → surge tecido ósseo primário 
Desde o início do centro de ossificação primário, osteoclastos 
absorvem tecido ósseo formado na cartilagem e formam o canal 
medular, que cresce longitudinalmente. 
Surgem centros secundários de ossificação, um em cada epífise, 
porém um de cada vez e com crescimento radial em vez de 
longitudinal. Na porção central se instala a medula óssea, onde 
ossos foram formados nos centros secundários das epífises. A 
cartilagem hialina, restrita a apenas dois locais, forma a cartilagem 
articular, que persistirá por toda a vida, e o disco epifisário. 
O osso aumenta de largura ou diâmetro quando ocorre crescimento 
aposicional de novo osso entre as lamelas corticais e periósteo. Em 
seguida, a cavidade medular aumenta por reabsorção do osso sobre 
a superfície endosteal do córtex do osso. À medida que o osso se 
alonga, é necessário haver remodelação que consiste na reabsorção 
preferencial de osso em algumas áreas e na deposição de osso em 
outras áreas

Mais conteúdos dessa disciplina