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PRÁTICAS INCLUSIVAS Acadêmicos: Jones Andrade Lisboa Jully Kelly Cordeiro de Albuquerque Tatiane Farias Guimarães Professor Orientador: Eraldo Rocha Filho Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI Educação Física Bacharelado – Prática Interdisciplinar III Turma 0226/5 15/06/2021 RESUMO A educação inclusiva é um grande desafio para o ramo da docência, estar preparado para lidar comas diversidades em sala de aula é tarefa de todo professor, mesmo não sendo um assunto fácil para ser tratado, pois proporciona inúmeras barreiras a serem quebradas é algo de extrema importância que com certeza leva um diferencial e faz o professor mais humano e compreensivo. Esse artigo busca compreender e colocar em discussão os aspectos da educação inclusiva, bem como elucidar esse assunto de extrema importância tanto na formação do professor, quanto na vida dos alunos que serão diretamente atingidos pela boa formação docente. Palavras-chave: Educação inclusiva. Educação. Professor. Diferencial 1 INTRODUÇÃO A evolução pela educação inclusiva é um tema que vem sendo debatido em todos os países e, nos últimos anos, este assunto aumentou, consideravelmente, no Brasil. Resultando na elaboração de políticas públicas educacionais para inclusão de alunos especiais nas escolas regulares. Inclusão escolar é nada mais que aceitar “incluir”, pessoas co m algum tipo de “deficiência”, independente mente da cor, raça e religião. O termo inclusão escolar, está voltado especialmente para a inclusão de pessoas deficientes mentalmente e físicas nas escolas regulares. Os obstáculos enfrentados em tentar concretizar os objetivos da inclusão vêm esbarrando em níveis diferentes, desde o centro governamental até a pessoal. “A principal questão que cinge a inclusão está em melhorar no cotidiano escolar práticas com posturas e políticas educacionais. de deficiências, referente no sistema regular de ensino” que também é constituído no artigo 54 da ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). A inclusão escolar e os desafios de garantir uma educação de qualidade para todos, vem-se desenvolvendo cada ano. A proposta da inclusão escolar parte do momento em que pessoas que possuem ou não necessidades especiais venham a fazerem-se presentes no compartilhamento do processo pedagógico inclusivo no qual estejam inseridos. Temos como objetivo mostrar para a sociedade o valor da inclusão escolar, pois muitas escolas não estão preparadas para receber a diversidade de alunos. O trabalho justifica-se pela importância de pessoas com deficiência na escola. 2 DESENVOLVIMENTO A educação inclusiva tem ganhado espaço nas discussões em torno da edificação de uma qualidade para todos. Portanto, debater sobre a educação inclusiva tem como consequência refletir sobre as políticas públicas educacionais, sobre normas construídas para abordarem o fenômeno educativo e sobre as interferências que a instituição escolar deve transpor para que, de fato, venha a ser uma escola para todos. A implementação das políticas públicas com vistas a uma educação inclusiva requer a sensibilização e a conscientização da sociedade e da própria comunidade escolar frente à diversidade humana; o desenvolvimento de parcerias entre escola comum e instituições especializadas (CARNEIRO 2008). Não basta o governo ter uma política pública inserida no sistema regular de ensino, se a própria escola e a comunidade não reconhecer suas dificuldades e aceitar mudanças, isto é, os docentes não querem assumir mais uma responsabilidade, pois as escolas não estão preparadas para receber estas crianças. De acordo com o ECA está garantido a igualdade de condições para o acesso e a permanência na escola, sendo o Ensino Fundamental obrigatório e gratuito (também aos que não tiveram o acesso na idade própria, o respeito dos educadores, e atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular. Temos grandes avanços sobre o conhecimento de pessoas com deficiência nas escolas, embora ainda tenhamos dificuldades como falta de profissionais qualificados e o aceitamento total da sociedade. 2.1 DA EDUCAÇÃO ESPECIAL A EDUCAÇÃO INCLUSIVA Podemos dizer que a Educação Inclusiva durante sua trajetória, recebeu vários nomes. De forma sintetizada queremos definir a Educação Especial como àquela que é oferecida em instituições especializadas e Educação Inclusiva aquela oferecida aos alunos com necessidades educacionais especiais em escolas de ensino comuns. Diante da situação de segregação em que viviam os portadores de deficiências, tornou-se evidente que esses alunos deveriam ser inseridos na sociedade, acontecendo o que foi chamado de integração. De acordo com Silveira e Nascimento (2013, p. 8) “[...] a integração social surgiu da necessidade de inserir na sociedade o individuo com necessidades especiais, sem que a sociedade se modifique.” Esse processo foi importante no avanço na educação inclusiva, mas ainda estava longe de inserir definitivamente o aluno no contexto escolar, pois mesmo transitando pelo sistema escolar, a inda não participava ativamente das atividades de ensino e aprendizagem. A constituição Federal desde 1988 foi sumamente importante para a educação, pois deu inicio a concepção do que chamamos de Educação Inclusiva, substituindo a integração. A partir desse momento, o aluno com necessidades educacionais especiais tinha como direito o acesso, a permanência e a participação no sistema educacional. Conforme Silveira e Nascimento (2013, p.18) [... ] a inclusão surge então, para romper o paradigma educacional existente, rompendo com a estrutura curricular fechada e com homogeneidade na escola. Os antigos paradigmas começam a ser repensa dos por uma nova visão educacional. Depois de tantos anos de isolamento e segregação, as pessoas com necessidades especiais estão sendo reconhecidas como cidadãos e aceitas em escolas comum. 2.2 PAPEL DO PROFESSOR NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA: A inclusão da diversidade contempla as dificuldades enfrentadas na efetiva inserção das pessoas com necessidades educativas especiais, na medida em que se preocupa com as diferenças individuais e discorre sobre a prática docente voltada para a inclusão, na intenção de mobilizar educadores tratando do compromisso com a transformação social e educacional. Na educação especial é possível perceber que, há tempos, os considerados deficientes vêm lutando por seus direitos na sociedade. Na esfera educacional, não tem ido diferente. Na medida em que apresenta novas propostas educativas, a educação tem mostrado avanços em relação à inclusão social. O papel do professor especializado, nesse sentido, se dá em parceria com professor da escola regular para atender as necessidades e potencialidades peculiares, de cada aluno, dentro do ensino regular. Os professores do ensino regular apontam como principais dificuldades e impasses gerados pelo atual modelo de inclusão: a eficácia da metodologia aplicada; a falta de recursos e de infra-estrutura; as péssimas condições de trabalho; as jornadas de trabalhos excessivas; os limites da formação profissional; o número elevado de alunos por sala de aula; os prédios mal conservados; o despreparo para ensinar seus alunos. Portanto, fica claro que o processo de implantação da educação inclusiva exige arrojo e coragem, mas também prudência e sensatez, tanto na ação educativa quanto nos estudos e nas investigações. 3 CONCLUSÃO A educação é direito de todos, garantido por lei, independente de quaisquer deficiências. Todos merecem igualmente a oportunidade de construir seus conhecimentos e saberes dentro e fora de salas de aulas, sendo cidadãos e participando efetivamente da sociedade. Certamente existe muito a fazer por essas pessoas, que mesmo com seus direitos garantidos por lei, ainda sofrem por falta de informações e conhecimento dessas leis e políticas públicas, o que acaba dificultando a inclusão social. Percebemos ainda, como é necessário e urgente não somente a construção de escolas inclusivas, mas também de uma sociedade inclusiva, onde o respeitopelo ser diferente seja um de seus fundamentos, onde todos vivam seus direitos e deveres. Pois nenhuma deficiência seja ela física, sensorial ou cognitiva é empecilho para ser um cidadão. É necessário quebrar os inúmeros preconceitos e tabus relacionados aos portadores de deficiências, porque não são vítimas, doentes e incapazes de realizar tarefas. São pessoas com potencialidades e talentos como qualquer outra, aguardando uma oportunidade para dar o melhor de si. Apenas precisam de um olhar especial que as acolha e as ensine a viver a vida da melhor forma possível, nas condições que a própria vida lhes propôs. REFERÊNCIAS CARNEIRO, Moaci Alves. O acesso de alunos com deficiência as escolas e classes comuns. 2° Ed. Petrópolis: Vozes, 2008. SILVEIRA, Tatiane dos Santos da; NASCIMENTO, Luciana Monteiro do. Educação Inclusiva - Indaial: Uniasselvi, 2013. (p. 8, p18) https://educacao.imaginie.com.br/praticas-inclusivas/. Acesso: 22 de abril de 2021. https://mundoeducacao.uol.com.br/educacao/uma-nova-pratica-inclusiva.htm. Acesso: 22 de abril de 2021.