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Estrutura das Demonstrações Contábeis

Livro sobre Estrutura das Demonstrações Contábeis por Tatiane Garcia da Silva Santos (UniCesumar, 2017), 136 p. Voltado à graduação EaD, reúne conteúdo contábil com orientações pedagógicas da instituição, proposta de desenvolvimento de competências e integração ao AVA (Studeo).

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Prévia do material em texto

ESTRUTURA DAS 
DEMONSTRAÇÕES 
CONTÁBEIS
Professora Me. Tatiane Garcia da Silva Santos
GRADUAÇÃO
Unicesumar
C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ. Núcleo de Educação a 
Distância; SANTOS, Tatiane Garcia da Silva. 
 
 Estrutura das Demonstrações Contábeis. Tatiane Garcia da 
Silva Santos. 
Maringá-Pr.: UniCesumar, 2017. 
 136 p.
“Graduação - EaD”.
 
 1. Estrutura. 2. Demonstrações. 3. Contábeis. 4. EaD. I. Título.
ISBN 978-85-459-0936-1
CDD - 22 ed. 657
CIP - NBR 12899 - AACR/2
Ficha catalográfica elaborada pelo bibliotecário 
João Vivaldo de Souza - CRB-8 - 6828
Impresso por:
Reitor
Wilson de Matos Silva
Vice-Reitor
Wilson de Matos Silva Filho
Pró-Reitor Executivo de EAD
William Victor Kendrick de Matos Silva
Pró-Reitor de Ensino de EAD
Janes Fidélis Tomelin
Presidente da Mantenedora
Cláudio Ferdinandi
NEAD - Núcleo de Educação a Distância
Diretoria Executiva
Chrystiano Minco�
James Prestes
Tiago Stachon 
Diretoria de Graduação
Kátia Coelho
Diretoria de Pós-graduação 
Bruno do Val Jorge
Diretoria de Permanência 
Leonardo Spaine
Diretoria de Design Educacional
Débora Leite
Head de Curadoria e Inovação
Tania Cristiane Yoshie Fukushima
Gerência de Processos Acadêmicos
Taessa Penha Shiraishi Vieira
Gerência de Curadoria
Carolina Abdalla Normann de Freitas
Gerência de de Contratos e Operações
Jislaine Cristina da Silva
Gerência de Produção de Conteúdo
Diogo Ribeiro Garcia
Gerência de Projetos Especiais
Daniel Fuverki Hey
Supervisora de Projetos Especiais
Yasminn Talyta Tavares Zagonel
Coordenador de Conteúdo
José Manoel da Costa
Designer Educacional
Ana Claudia Salvadego
Projeto Gráfico
Jaime de Marchi Junior
José Jhonny Coelho
Arte Capa
Arthur Cantareli Silva
Ilustração Capa
Bruno Pardinho
Editoração
Kleber Ribeiro da Silva
Qualidade Textual
Cintia Prezoto Ferreira
Ilustração
Bruno Pardinho
Em um mundo global e dinâmico, nós trabalhamos 
com princípios éticos e profissionalismo, não so-
mente para oferecer uma educação de qualidade, 
mas, acima de tudo, para gerar uma conversão in-
tegral das pessoas ao conhecimento. Baseamo-nos 
em 4 pilares: intelectual, profissional, emocional e 
espiritual.
Iniciamos a Unicesumar em 1990, com dois cursos 
de graduação e 180 alunos. Hoje, temos mais de 
100 mil estudantes espalhados em todo o Brasil: 
nos quatro campi presenciais (Maringá, Curitiba, 
Ponta Grossa e Londrina) e em mais de 300 polos 
EAD no país, com dezenas de cursos de graduação e 
pós-graduação. Produzimos e revisamos 500 livros 
e distribuímos mais de 500 mil exemplares por 
ano. Somos reconhecidos pelo MEC como uma 
instituição de excelência, com IGC 4 em 7 anos 
consecutivos. Estamos entre os 10 maiores grupos 
educacionais do Brasil.
A rapidez do mundo moderno exige dos educa-
dores soluções inteligentes para as necessidades 
de todos. Para continuar relevante, a instituição 
de educação precisa ter pelo menos três virtudes: 
inovação, coragem e compromisso com a quali-
dade. Por isso, desenvolvemos, para os cursos de 
Engenharia, metodologias ativas, as quais visam 
reunir o melhor do ensino presencial e a distância.
Tudo isso para honrarmos a nossa missão que é 
promover a educação de qualidade nas diferentes 
áreas do conhecimento, formando profissionais 
cidadãos que contribuam para o desenvolvimento 
de uma sociedade justa e solidária.
Vamos juntos!
Seja bem-vindo(a), caro(a) acadêmico(a)! Você está 
iniciando um processo de transformação, pois quando 
investimos em nossa formação, seja ela pessoal ou 
profissional, nos transformamos e, consequentemente, 
transformamos também a sociedade na qual estamos 
inseridos. De que forma o fazemos? Criando oportu-
nidades e/ou estabelecendo mudanças capazes de 
alcançar um nível de desenvolvimento compatível com 
os desafios que surgem no mundo contemporâneo. 
O Centro Universitário Cesumar mediante o Núcleo de 
Educação a Distância, o(a) acompanhará durante todo 
este processo, pois conforme Freire (1996): “Os homens 
se educam juntos, na transformação do mundo”.
Os materiais produzidos oferecem linguagem dialógica 
e encontram-se integrados à proposta pedagógica, con-
tribuindo no processo educacional, complementando 
sua formação profissional, desenvolvendo competên-
cias e habilidades, e aplicando conceitos teóricos em 
situação de realidade, de maneira a inseri-lo no mercado 
de trabalho. Ou seja, estes materiais têm como principal 
objetivo “provocar uma aproximação entre você e o 
conteúdo”, desta forma possibilita o desenvolvimento 
da autonomia em busca dos conhecimentos necessá-
rios para a sua formação pessoal e profissional.
Portanto, nossa distância nesse processo de cresci-
mento e construção do conhecimento deve ser apenas 
geográfica. Utilize os diversos recursos pedagógicos 
que o Centro Universitário Cesumar lhe possibilita. 
Ou seja, acesse regularmente o Studeo, que é o seu 
Ambiente Virtual de Aprendizagem, interaja nos fóruns 
e enquetes, assista às aulas ao vivo e participe das dis-
cussões. Além disso, lembre-se que existe uma equipe 
de professores e tutores que se encontra disponível para 
sanar suas dúvidas e auxiliá-lo(a) em seu processo de 
aprendizagem, possibilitando-lhe trilhar com tranqui-
lidade e segurança sua trajetória acadêmica.
A
U
TO
R
A
Professora Me. Tatiane Garcia da Silva Santos
Mestre em Gestão do Conhecimento nas Organizações pela Unicesumar 
(2016), possui especialização em Controladoria e Contabilidade pela 
Universidade Estadual de Maringá – UEM (2010). Graduada em Ciências 
Contábeis pela Unicesumar (2004). Atualmente é Professora/Orientadora 
do curso de Ciências Contábeis do Ensino Presencial da Unicesumar – 
Centro Universitário Maringá. Professora do curso de Ciências Contábeis da 
UNIFAMMA – União de Faculdades Metropolitana de Maringá. Também por 
meio de contrato de serviços, é Professora Formadora do Ensino a Distância 
da Unicesumar – EAD. Tem experiência na área de Contabilidade. Autora 
dos livros: Arbitragem (2011), Estágio Supervisionado I (2014) e Estágio 
Supervisionado II (2015). Participação nos livros: Ética Geral e Profissional em 
Contabilidade (2015), Pensando o Conhecimento – Uma abordagem teórica 
à Gestão do Conhecimento (2015), e Envelhecer Saudável – Uma abordagem 
interdisciplinar do envelhecimento ativo (2015).
<http://lattes.cnpq.br/6987439622263692> 
SEJA BEM-VINDO(A)!
Caro(a) aluno(a), seja bem-vindo(a) aos conteúdos sobre a Estrutura das Demonstrações 
Contábeis. Este livro foi elaborado com muito carinho para o seu aprendizado. 
Neste contexto, as unidades do livro apresentam os aspectos que envolvem as Demons-
trações Financeiras/Contábeis em conformidade com a legislação vigente.
Diante disso, na Unidade I serão contextualizados os aspectos introdutórios sobre as De-
monstrações Financeiras, em que são regidas pelas Leis nº 6.404/76 e nº 11.638/07, pelo 
CFC, pela CVM e pelo Regulamento do Imposto de Renda. Desse modo, a abordagem 
do Balanço Patrimonial, que é uma demonstração que apresenta os saldos das contas 
patrimoniais e a evidenciação do patrimônio da entidade nos aspectos quantitativos e 
qualitativos. Na sequência, os componentes do Balanço Patrimonial representados pelo 
Ativo (Bens e Direitos), Passivo (Obrigações) e o Patrimônio Líquido (Capital Investido). 
Na Unidade II, será tratado o Demonstrativo do Resultado (DR), que evidencia o resul-
tado da entidade, ou seja, lucro ou prejuízo do período. Assim, a Lei n. 6.404/76, em seu 
art. 187, regulamenta os componentes e processos necessários para a elaboração da DR, 
em que o relatório é construído a partir dos saldos de encerramento de todas as contas 
de resultado. Finalizando a unidade, um roteiro sobre apuração do resultado do exercí-
cio em função da necessidade de apurar o lucro ou prejuízo das empresas. 
Na sequência, a Unidade III apresenta duas demonstrações contábeis, a DLPA e a DMPL. 
Porém, a Lei n: 6.404/76 exige apenas a DLPA, contudo, a CVM determina a elaboração 
da DMPL para as entidades de capital aberto.Em acordo com o CPC 26, fica estipulado a 
DMPL para todas as entidades de grande porte. Por fim, a DLPA pode ser sucedida pela 
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido, porque a DMPL abrange de forma 
geral as exposições em torno das variações ocorridas no exercício social. Em continui-
dade, mostraremos um modelo da DLPA e da DMPL para uma melhor compreensão dos 
assuntos sobre esses relatórios.
Na Unidade IV será abordada a Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC), que é um rela-
tório contábil com objetivo evidenciar as operações ocorridas e que provocam modifi-
cações no saldo de caixa e equivalentes de caixa das entidades. Dessa maneira, iremos 
mostrar a estrutura e elaboração da DFC, bem como verificar a classificação das entradas 
e saídas de caixa conforme as atividades operacionais, investimentos e financiamentos. 
E, por fim, estudaremos os modelos e métodos de elaboração, tais como indireto e direto.
A Unidade V expõe a Demonstração do Valor Adicionado (DVA) e as Notas Explicativas 
para o fechamento dos assuntos sobre as demonstrações financeiras. Assim, a Demons-
tração do Valor Adicionado (DVA) é um relatório que avalia quantos recursos uma enti-
dade produz em um exercício social. As Notas Explicativas apresentam as informações 
complementares a respeito das demonstrações contábeis, em que são apresentadas 
após a publicação dos relatórios pelas entidades.
Portanto, convidamos você, caro(a) aluno(a), a conhecer o universo que envolve a Es-
trutura das Demonstrações Contábeis para complementar a sua formação profissional. 
Sucesso!
APRESENTAÇÃO
ESTRUTURA DAS 
DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
SUMÁRIO
09
UNIDADE I
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
15 Introdução
16 Demonstrações Financeiras 
22 Balanço Patrimonial 
28 Considerações Finais 
50 Referências 
51 Gabarito 
UNIDADE II
DEMONSTRATIVO DO RESULTADO (DR)
55 Introdução
56 Demonstrativo do Resultado (DR) 
66 Demonstração do Resultado do Período e Resultado Abrangente 
70 Roteiro para Apuração do Resultado do Exercício 
72 Considerações Finais 
78 Anexo I 
80 Anexo II 
84 Referências 
85 Gabarito 
SUMÁRIO
10
UNIDADE III
DEMONSTRAÇÃO DOS LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS (DLPA) 
E DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO 
(DMPL) 
89 Introdução
90 Aspectos Introdutórios 
91 Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA) 
95 Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL) 
100 Considerações Finais 
106 Referências 
107 Gabarito 
UNIDADE IV
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA (DFC)
111 Introdução
112 Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) 
117 Métodos de Estruturação da DFC 
123 Considerações Finais 
128 Referências 
129 Gabarito 
SUMÁRIO
11
UNIDADE V
DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO (DVA) E NOTAS 
EXPLICATIVAS
133 Introdução
134 Demonstração do Valor Adicionado (DVA) 
138 Notas Explicativas 
141 Considerações Finais 
147 Referências 
148 Gabarito 
149 CONCLUSÃO
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N
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A
D
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Professora Me. Tatiane Garcia da Silva Santos
DEMONSTRAÇÕES 
FINANCEIRAS
Objetivos de Aprendizagem
 ■ Apresentar as Demonstrações Financeiras/Contábeis; Comparar as 
Leis n. 6.404/76 e 11.638/07.
 ■ Conhecer o Balanço Patrimonial; Compreender a estrutura do 
Balanço Patrimonial; Conhecer um modelo de Balanço Patrimonial.
Plano de Estudo
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:
 ■ Demonstrações Financeiras
 ■ Balanço Patrimonial
INTRODUÇÃO
Caro(a) aluno(a), nesta unidade, vamos abordar os assuntos em torno das 
Demonstrações Financeiras/Contábeis em conformidade com as Leis n. 6.404/76 
e n. 11.638/07, pelo CFC, pela CVM e pelo Regulamento do Imposto de Renda. 
Contudo, a obrigação em torno das demonstrações financeiras também está 
associada ao formato jurídico de constituição da organização, assim, se trata de 
sociedade anônima ou limitada e também em relação ao porte das entidades, 
ou seja, micro, pequena, média ou grande empresa. 
Neste sentido, a primeira demonstração contábil que vamos contextualizar 
é o Balanço Patrimonial, um relatório da contabilidade que apresenta os saldos 
das contas patrimoniais e, além disso, evidencia o patrimônio da empresa nos 
aspectos quantitativos e qualitativos. 
Desse modo, a principal função do Balanço Patrimonial é a de sintetizar, 
por meio das contas, a posição de cada conta contábil que foi movimentada pelo 
registro dos fatos que foram escriturados em um determinado exercício social. 
Assim, o exercício social tem a duração de um ano, ou pode ser em função do 
ciclo operacional das entidades para processo de escrituração contábil. Logo, o 
objetivo da escrituração contábil é registrar, de maneira formal e padronizada, 
os fatos contábeis.
Em continuidade, os componentes do Balanço Patrimonial são representa-
dos pelo Ativo (Bens e Direitos), Passivo (Obrigações) e o Patrimônio Líquido 
(Capital Investido). Dessa maneira, o Ativo é subdividido em dois grupos, que 
são: Circulante e Não Circulante. O componente Passivo tem a subdivisão de: 
Passivo Circulante, Não Circulante e Patrimônio Líquido. Logo, o Ativo encon-
tra-se ao lado esquerdo da demonstração e o Passivo ao lado direito do relatório. 
A partir da conceituação do Balanço Patrimonial, a unidade apresenta a estru-
tura, bem como um modelo prático sobre essa demonstração financeira. 
Bons estudos!
Introdução
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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IU N I D A D E16
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Demonstrações Financeiras ou Demonstrações Contábeis representam os rela-
tórios desenvolvidos por meio da escrituração contábil, que tem como objetivo 
demonstrar aos usuários internos e externos informações contábeis de natureza 
patrimonial em relação aos aspectos econômicos e financeiros das entidades. 
Assim, essas informações são resultados da escrituração contábil de um deter-
minado exercício social de uma referida entidade.
Em conformidade com o item 9 da NBC TG 26 (R5), as Demonstrações 
Contábeis apresentam a estrutura da posição patrimonial e financeira e também o 
desempenho das organizações. Neste sentido, na visão de Ribeiro (2013, p. 355), 
o objetivo das Demonstrações Contábeis é o de proporcionar informa-
ção acerca da posição patrimonial e financeira, do desempenho e dos 
fluxos de caixa da entidade que seja útil a um grande número de usuá-
rios em suas avaliações e tomada de decisões econômicas.
Dessa forma, as demonstrações contábeis também demonstram os resultados da 
administração sobre a gestão da empresa e a sua prestação de contas em relação 
aos recursos que lhe foram cedidos.
Demonstrações Financeiras
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O exercício social representa o período que a contabilidade tem para apu-
rar os resultados e elaborar as demonstrações contábeis de uma determinada 
organização. Logo, esse exercício social tem a duração de um ano, e a data de 
finalização deve ser fixada pela administração junto com o contador. Desse modo, 
para uma empresa comercial, pode-se determinar para a escrituração contábil o 
exercício social com o período previsto para 01/01/XX até 31/12/XX. Porém, o 
contador também poderá determinar esse período em conformidade com ciclo 
operacional da empresa.
Quando falamos em usuários da informação contábil, estamos expressando 
as pessoas físicas e jurídicas que necessitam das informações geradas pela conta-
bilidade para a tomada de decisões nas organizações. Para Montoto (2011, p. 37), 
“O objetivo fundamental da contabilidade é: prover os seus usuários de demons-
trações financeiras com informações que os ajudarão a tomar decisões”. Assim, 
seguem os tipos de usuários que usam as informações contábeis(Quadro 1):
Quadro 1 - Tipos de usuários
INTERNOS INFORMAÇÕES REQUERIDAS
Empregados
Diretores
Encarregados de Produção
Encarregados de Vendas
Fluxo de caixa capaz de assegurar condições de 
boa remuneração.
Desempenho e rentabilidade.
Produtividade e análise das variações de desempe-
nho.
Desempenho por região, linhas de produtos, ven-
dedores etc.
EXTERNOS INFORMAÇÕES REQUERIDAS
Instituições Financeiras
Entidades Governamentais
Acionistas ou Quotistas
Minoritários (não partici-
pantes da administração 
das entidades)
Sindicatos
Capacidade de pagamento da empresa.
Ao emprestar o dinheiro, sua preocupação é que a 
empresa tenha uma geração de caixa futura sufi-
ciente para pagar com segurança o capital empres-
tado atualizado mais o juros.
Lucro tributável, produtividade e valor adicionado.
Retorno sobre o capital investido. Normalmente 
esperam que a empresa tenha condições de man-
ter um fluxo regular de distribuição de lucros.
Fluxo de caixa futuro e rentabilidade.
Fonte: Fávero et al. (2011, p. 3). 
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IU N I D A D E18
A Lei n. 6.404/76 define que, ao fim de cada exercício social, a diretoria das enti-
dades deve elaborar a escrituração contábil seguida das demonstrações contábeis, 
as quais devem demonstrar, de forma clara e objetiva, a situação patrimonial e 
as mutações ocorridas no exercício social. Logo, a Lei n. 11.638/2007 realizou 
algumas alterações em relação às demonstrações financeiras determinando nor-
matização sobre:
 ■ BL – Balanço Patrimonial;
 ■ DR – Demonstração do Resultado;
 ■ DLPA – Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados;
 ■ DFC – Demonstração dos Fluxos de Caixa;
 ■ DVA – Demonstração do Valor Adicionado (se companhia aberta).
Para melhor compreensão sobre os assuntos em torno das demonstrações con-
tábeis, segue um quadro comparativo da Lei n. 6.404/76 versus Lei n. 11.638/07 
em relação às mudanças realizadas (Quadro 2).
Quadro 2 – Comparação das Leis n. 6.404/76 e Lei n. 11.638/07
LEI 6.404, DE 15 DE DEZEMBRO DE 1976 LEI 11.638, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2007
Publicação das Demonstrações das Origens 
e Aplicações de Recursos – Doar.
Publicação das Demonstrações dos Fluxos de 
Caixas – DFC.
Não havia a exigência da publicação da De-
monstração do Valor Adicionado – DVA para 
as companhias abertas.
Obrigatoriedade da publicação da Demonstra-
ção do Valor Adicionado – DVA para as compa-
nhias abertas.
Os aumentos de valores nos saldos de ativos 
serão registrados com Reserva de Reavalia-
ção, no Patrimônio Líquido.
Os aumentos ou diminuições de valores nos 
saldos de ativos e passivos decorrentes de ava-
liações e preço de mercado serão registrados na 
conta de Ajuste de Avaliação Patrimonial, no Pa-
trimônio Líquido.
O ativo permanente é dividido em: investi-
mentos, ativo imobilizado e ativo diferido.
Ativo permanente passa a ser dividido em: inves-
timentos, imobilizado, intangível e diferido.
Nas operações de incorporação, fusão ou 
cisão, os saldos vertidos poderão ser regis-
trados pelos valores contábeis.
Os saldos serão vertidos a valor de mercado nos 
casos de: fusões, cisões ou incorporações.
http://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/incorporacao
http://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/incorporacao
http://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/incorporacao
Demonstrações Financeiras
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O Patrimônio Líquido: capital social, reserva 
de capital, reservas de reavaliação, reservas 
de lucros ou prejuízos acumulados.
O Patrimônio Líquido: capital social reserva de 
capital, ajustes de avaliação patrimonial, reser-
vas de lucros, ações em tesouraria e prejuízos 
acumulados.
As companhias abertas são obrigadas a 
publicar suas demonstrações contábeis de-
vidamente auditadas. As companhias fecha-
das são obrigadas a publicar suas demons-
trações contábeis.
As companhias abertas e as sociedades de gran-
de porte de capital fechado são obrigadas a 
apresentar demonstrações contábeis segundo 
os mesmos padrões da Lei das S.As. e auditadas 
por auditores independentes.
A escrituração contábil será efetuada de 
acordo com os princípios de contabilidade 
geralmente aceitos, podendo registrar nos 
livros comercias ou em livros auxiliares os 
ajustes decorrentes da legislação tributária.
Deverá ocorrer segregação entre escrituração 
mercantil e tributária.
A CVM expedirá normas contábeis de acor-
do com os princípios de contabilidade geral-
mente aceitos.
A CVM expedirá normas contábeis em conso-
nância com as Normas Internacionais de Conta-
bilidade (IFRS)
As sociedades controladas devem ser avalia-
das pelo método da equivalência patrimo-
nial.
As sociedades controladas, sociedades que fa-
zem parte do mesmo grupo que estejam sob in-
fluência e controle comum, devem ser avaliadas 
pelo método de equivalência patrimonial.
Fonte: Portal Contábeis (2017, on-line)¹. 
Em conformidade com a Lei n. 6.404/76, seu art. 186 determina a dispensa da 
DLPA nas seguintes condições:
Art. 186. A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados discriminará:
I. o saldo do início do período, os ajustes de exercícios anteriores e a 
correção monetária do saldo inicial;
II. as reversões de reservas e o lucro líquido do exercício;
III. as transferências para reservas, os dividendos, a parcela dos lucros 
incorporada ao capital e o saldo ao fim do período.
§1º Como ajustes de exercícios anteriores serão considerados apenas 
os decorrentes de efeitos da mudança de critério contábil, ou da 
retificação de erro imputável a determinado exercício anterior, e 
que não possam ser atribuídos a fatos subseqüentes.
§2º A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados deverá indicar o 
montante do dividendo por ação do capital social e poderá ser inclu-
ída na demonstração das mutações do patrimônio líquido, se elabo-
rada e publicada pela companhia (BRASIL, 1976).
http://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/capital_social
http://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/capital_social
http://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/capital_social
http://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/capital_social
http://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/capital_social
http://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/capital_social
http://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/capital_social
http://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/capital_social
http://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/contabilidade
http://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/contabilidade
http://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/contabilidade
http://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/contabilidade
http://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/contabilidade
http://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/contabilidade
http://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/contabilidade
http://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/ifrs
http://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/ifrs
http://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/ifrs
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
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Portanto, a demonstração do valor adicionado é obrigatória para as sociedades 
anônimas de capital aberto e companhias fechadas com Patrimônio Líquido, 
na data do balanço, inferior a R$ 2.000.000,00, fica dispensada da elaboração da 
DFC. A Lei n. 6.404/76 também determina:
§1º As demonstrações de cada exercício serão publicadas com a indicação 
dos valores correspondentes das demonstrações do exercício anterior.
§2º Nas demonstrações, as contas semelhantes poderão ser agrupadas; 
os pequenos saldos poderão ser agregados, desde que indicada a 
sua natureza e não ultrapassem 0,1 (um décimo) do valor do res-
pectivo grupo de contas; mas é vedada a utilização de designações 
genéricas, como “diversas contas” ou “contas-correntes”.
§3º As demonstrações financeiras registrarãoa destinação dos lucros 
segundo a proposta dos órgãos da administração, no pressuposto 
de sua aprovação pela assembléia-geral.
§4º As demonstrações serão complementadas por notas explicativas e 
outros quadros analíticos ou demonstrações contábeis necessários 
para esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados do 
exercício (BRASIL, 1976).
Com base na Lei n. 6.404/76, as demonstrações contábeis das empresas abertas 
devem ser submetidas à auditoria por auditores independentes registrados na 
CVM e devem seguir as normas que regem os padrões internacionais de conta-
bilidade adotados pelo mercado de valores mobiliários. Assim, a Lei n. 6.404/76, 
em seu art. 289, postula: 
§1º A Comissão de Valores Mobiliários poderá determinar que as pu-
blicações ordenadas por esta Lei sejam feitas, também, em jornal de 
grande circulação nas localidades em que os valores mobiliários da 
companhia sejam negociados em bolsa ou em mercado de balcão, 
ou disseminadas por algum outro meio que assegure sua ampla di-
vulgação e imediato acesso às informações. (Redação dada pela Lei 
n. 9.457, de 1997)
§2º Se no lugar em que estiver situada a sede da companhia não for edi-
tado jornal, a publicação se fará em órgão de grande circulação local.
§3º A companhia deve fazer as publicações previstas nesta Lei sempre 
no mesmo jornal, e qualquer mudança deverá ser precedida de avi-
so aos acionistas no extrato da ata da assembléia-geral ordinária.
§4º O disposto no final do § 3º não se aplica à eventual publicação de 
atas ou balanços em outros jornais.
Demonstrações Financeiras
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§5º Todas as publicações ordenadas nesta Lei deverão ser arquivadas 
no registro do comércio.
§6º As aplicações do balanço e demonstração de conta de lucros e per-
das poderão ser feitas adotando-se como expressão monetária o 
“milhar de cruzeiros”.
§6º As publicações do balanço e da demonstração de lucros e perdas 
poderão ser feitas adotando-se como expressão monetária o mi-
lhar de reais.(Redação dada pela Lei nº 9.457, de 1997)
§7º Sem prejuízo do disposto no caput deste artigo, as companhias 
abertas poderão, ainda, disponibilizar as referidas publicações pela 
rede mundial de computadores (BRASIL, 1976).
Esta conjuntura pode ser observada no ANEXO 1, em que vamos apresentar as 
demonstrações contábeis em conformidade com a Lei n. 6.404/76. Na sequência, 
sobre as demonstrações contábeis, o CPC 26 (R3) – Demonstrações Contábeis. 
Você já ouviu falar do CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis)? O CPC 
foi criado da união de esforços e comunhão de objetivos das seguintes or-
ganizações:
 ■ ABRASCA;
 ■ APIMEC NACIONAL;
 ■ BOVESPA;
 ■ Conselho Federal de Contabilidade;
 ■ FIPECAFI; 
 ■ IBRACON.
Ele tem as seguintes funções: convergência internacional das normas con-
tábeis; centralização na emissão de normas dessa natureza; representação e 
processo democráticos na produção dessas informações.
Acesse o site: <http://www.cpc.org.br/CPC/CPC/Conheca-CPC> e fique por 
dentro das últimas notícias do CPC. 
Fonte: adaptado de CPC ([2017], on-line)5.
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IU N I D A D E22
BALANÇO PATRIMONIAL
O Balanço Patrimonial é um relatório elaborado pela contabilidade que tem 
como objetivo demonstrar o patrimônio das entidades. Assim, esse demons-
trativo é um resumo dos saldos das contas que compõem o patrimônio. Dessa 
forma, o balanço patrimonial informa dados do exercício social finalizado 
e do anterior.
CONCEITO
A primeira demonstração contábil a ser contextualizada é Balanço Patrimonial. 
Assim, em conformidade com a Resolução 1.283/2010, “O balanço patrimonial 
é a demonstração contábil destinada a evidenciar, quantitativa e qualitativa-
mente, numa determinada data, a posição patrimonial e financeira da Entidade”. 
Dessa maneira, a demonstração evidencia os aspectos quantitativos e qualita-
tivos da posição patrimonial de uma estipulada empresa. Neste sentido, a Lei 
n. 6.404/76 diz que: “Balanço Patrimonial é composto por duas partes: Ativo 
e Passivo, onde o ativo representa os bens e direitos; e o passivo identifica as 
obrigações e o Patrimônio Líquido”. Dessa forma, o balanço patrimonial com-
preende todos os bens, direitos e obrigações no sentido tangível e intangível, 
como também as obrigações e o Patrimônio Líquido da organização de acordo 
com os resultados apurados pela contabilidade.
Com base em vários autores da área contábil, seguem alguns conceitos em 
torno do Balanço Patrimonial (Quadro 3):
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Quadro 3 - Conceitos sobre Balanço Patrimonial
Ribeiro 
(2013, p. 357)
O Balanço Patrimonial é a demonstração contábil destinada a eviden-
ciar, qualitativa e quantitativamente, em uma determinada data, o Pa-
trimônio Líquido da entidade.
Montoto 
(2011, p. 137)
O Balanço Patrimonial é um importante relatório da contabilidade por-
que apresenta o seu objeto, o Patrimônio. Esse relatório é um resumo 
dos saldos das contas patrimoniais. O Balanço Patrimonial, assim como 
os demais relatórios, tem como principal missão a de sintetizar em 
contas representativas as posições das contas do exercício findo e as 
mudanças patrimoniais que ocorreram em relação ao exercício anterior. 
Chagas 
(2013, p. 40)
Demonstra, quantitativa e qualitativamente, o patrimônio da entidade. 
É elaborado no encerramento de cada exercício (ou a qualquer tempo, 
para atender à solicitação específica). Poder-se-ia conceituá-lo, tam-
bém, como a relação nominal de todos os componentes de certo patri-
mônio, com seus valores finais, no último dia do exercício social, numa 
ordem (estrutura) fixada por lei.
Fonte: a autora. 
ESTRUTURA DO BALANÇO PATRIMONIAL
De acordo com a NBC TG26 – do Balanço Patrimonial –, essa demonstra-
ção é composta pelo Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido, e as suas contas são 
classificadas em função dos elementos patrimoniais. Neste contexto, o balanço 
patrimonial é representado em forma de gráfico, simbolizando um “T”, justa-
mente porque possui dois lados, sendo o lado esquerdo o Ativo e o lado direito 
o Passivo. Neste segmento, o Balanço Patrimonial é regido pelas Leis 6.404/76, 
11.638/07, 11.941/09 e CPC PME. Logo, os bens, direitos e obrigações são subs-
tituídos por outras nomenclaturas, como segue:
Quadro 4 - Representação gráfica do Balanço Patrimonial
ATIVO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Ativo Circulante 
Ativo Não Circulante
Passivo Circulante 
Passivo Não Circulante 
Patrimônio Líquido
Fonte: a autora. 
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IU N I D A D E24
Assim, as contas que compõem os bens e direitos são apresentadas em ordem 
decrescente de grau de liquidez dos elementos registrados em dois grupos: Ativo 
Circulante e Não Circulante. Logo, o grau de liquidez significa o maior ou menor 
prazo no qual bens e direitos podem ser representados em dinheiro. 
O Passivo evidencia as obrigações - que são as dívidas com terceiros - e tam-
bém a parte do Patrimônio Líquido - que representa a participação dos sócios na 
entidade. Logo, o passivo é constituído pelo Passivo Circulante, Não Circulante e 
Patrimônio Líquido. Assim, as contas do passivo estão em ordem decrescente a par-
tir do grau de exigibilidade dos elementos que são registrados. Portanto, o grau de 
exigibilidade retrata o maior ou menor prazo em que a obrigação deve ser quitada.
Para uma melhor compreensão sobre os elementos que compõem o Balanço 
Patrimonial, você pode analisar o ANEXO 2, em que temos as considerações sobre o 
Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido na visão NBC T.3.2 – Do Balanço Patrimonial.
Passivoé uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos já ocor-
ridos, cuja liquidação se espera que resulte em saída de recursos da entida-
de capazes de gerar benefícios econômicos.
(Montoto, 2011, p. 150)
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MODELO DE BALANÇO PATRIMONIAL
O Balanço Patrimonial pode ser exposto no formato horizontal ou no formato 
vertical. A forma horizontal é exposta em gráfico “T”, no qual posiciona o ativo 
do lado esquerdo e o passivo do lado direito do gráfico. Porém, em função da 
quantidade de contas que podem ser alocadas no balanço patrimonial, ele pode 
ser elaborado em formato vertical, em que o ativo aparece em primeiro plano e, 
na sequência, o passivo.
Veja no ANEXO 3 um modelo de Balanço Patrimonial que apresenta 
as disposições das contas que compõem o Ativo, Passivo e Patrimônio 
Líquido.
EXEMPLO PRÁTICO DE BALANÇO PATRIMONIAL
Para um melhor entendimento sobre a elaboração do Balanço Patrimonial, 
segue um exemplo prático de uma empresa fictícia, Comércio de Móveis 
Souza Ltda., relativo à escrituração contábil realizada com base no exercí-
cio social 2016.
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Tabela 1 - Exemplo de Balanço Patrimonial.
ATIVO 847.366,46
ATIVO CIRCULANTE 749.248,90
Disponível 28.512,85
Caixa 3.957,00
Banco c/Movimento 24.555,85
Valores a Receber 347.854,80
Duplicatas a Receber 263.868,00
Impostos a Recuperar 83.986,80
Estoques 372.881,25
Mercadorias para Revenda 372.881,25
ATIVO NÃO CIRCULANTE 98.117,56
Imobilizado 98.117,56
Móveis e Utensílios 5.413,00
Veículos 78.000,00
Aparelhos Telefônicos 1.423,00
Computadores e Periféricos 15.164,00
(-) Depreciação Acumulada Móveis e Utensílios -45,11
(-) Depreciação Acumulada Veículos -1.300,00
(-) Depreciação Acumulada Aparelhos Telefônicos -284,60
(-) Depreciação Acumulada Computadores e Periféricos -252,73
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PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO 847.366,46
PASSIVO CIRCULANTE 672.640,55
Obrigações por Funcionamento 659.100,00
Fornecedores 659.100,00
Obrigações Trabalhistas e Sociais 2.421,07
INSS a Recolher 1.814,65
FGTS a Recolher 453,92
IRRF a Recolher 152,50
13º Salário e Encargos sobre 13º Salário 605,23
Férias e Encargos sobre Férias 806,97
Obrigações Fiscais 9.707,28
Contribuição Social a Recolher 3.098,99
IRPJ a pagar 6.608,30
PASSIVO NÃO CIRCULANTE 0,00
PATRIMÔNIO LÍQUIDO 174.725,91
Capital Social 150.000,00
Capital Subscrito 150.000,00
Lucros ou Prejuízos Acumulados 24.725,91
Lucros Acumulados 24.725,91
Fonte: a autora.
De acordo com o modelo de Balanço Patrimonial que foi apresentado, vimos que 
essa demonstração apresenta os componentes do Ativo, Passivo e Patrimônio 
Líquido. No ativo, as contas estão dispostas em ordem decrescente de grau 
de liquidez e, assim, temos os seguintes grupos: Ativo circulante e Ativo Não 
Circulante. Logo, no Passivo, as contas são classificadas em Passivo Circulante, 
Passivo Não Circulante e Patrimônio Líquido.
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nesta unidade, verificamos os conteúdos introdutórios em relação às 
Demonstrações Financeiras/Contábeis de acordo com as Leis n. 6.404/76, Lei 
n. 11.638/07, e pelas resoluções do CFC e CVM. 
O Balanço Patrimonial foi a primeira demonstração contábil a ser contex-
tualizada, sendo um dos relatórios que demonstram os saldos das contas que 
pertencem ao patrimônio das entidades. Assim, essa evidenciação abrange os 
aspectos quantitativos e qualitativos da informação contábil.
A função do Balanço Patrimonial é a de sintetizar, por meio das contas con-
tábeis, a posição de cada uma, demonstrando a escrituração contábil referente a 
um exercício social. Portanto, o exercício social representa a movimentação de 
um ano, ou pode ser estipulado em função do ciclo operacional das organiza-
ções. Neste aspecto, a escrituração contábil tem objetivo de registrar de forma 
padronizada os fatos contábeis que acontecem em virtude das operações de com-
pra, vendas, entre outros.
Falamos dos componentes que fazem parte do Balanço Patrimonial, que são: 
Ativo (Bens e Direitos), Passivo (Obrigações) e o Patrimônio Líquido (Capital 
Investido). Logo, o Ativo representa os recursos controlados pela empresa como 
resultado de eventos passados — do qual se espera que resultem benefícios futu-
ros e que constituam a soma dos bens e direitos —, assim, sendo composto por 
dois grupos, que são: Circulante e Não Circulante. O Passivo apresenta as obriga-
ções da entidade, que são as dívidas ou o capital de terceiros de uma organização 
vindos de eventos já ocorridos, que resultem em saídas de recursos. Dessa forma, 
possui a subdivisão de: Passivo Circulante, Não Circulante e Patrimônio Líquido. 
Assim, o Ativo encontra-se no lado esquerdo do Balanço Patrimonial e o Passivo 
no lado direito da demonstração.
A partir de toda contextualização em volta do Balanço Patrimonial, reconhe-
cemos a necessidade de demonstrar sua estrutura e também um modelo prático. 
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1. De acordo com a Lei n. 6.404/76, em seu art. 176, as demonstrações obrigató-
rias são:
a) Balanço Patrimonial, Demonstração do Resultado do Exercício, Demonstra-
ção do Valor Adicionado, DRA.
b) Balanço Patrimonial, Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados, De-
monstração do Resultado do Exercício, Demonstração dos Fluxos de Caixa e, 
no caso de companhia aberta, a Demonstração do Valor Adicionado.
c) Demonstração do Resultado do Exercício, Demonstração dos Fluxos de Caixa, 
Balanço Patrimonial, DRP e DRA.
d) Demonstração dos Fluxos de Caixa e, no caso de companhia aberta, a De-
monstração do Valor Adicionado.
e) Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados, Balanço Patrimonial, De-
monstração do Resultado do Exercício, DRP. 
2. Marque Verdadeiro (V) ou Falso (F) em relação aos usuários da informação con-
tábil.
( ) Empregados: também estão interessados em informações sobre a estabi-
lidade e lucratividade da empresa, por isso são usuários internos. 
( ) Fornecedores: estão interessados em informações que lhe permitam ava-
liar se as importâncias que lhe são devidas serão pagas nos respectivos venci-
mentos, por isso são usuários externos.
( ) Público: as entidades afetam o público de diversas maneiras. Elas podem, 
por exemplo, fazer contribuição substancial à economia local, por isso são usuá-
rios externos.
Assinale a alternativa correta.
a) V, V, F.
b) F, F, V.
c) V, F, V.
d) F, F, F.
e) V, V, V.
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3. O Patrimônio Líquido é constituído pelo capital social, contas de reserva e entre 
outros grupos que o compõe. Desse modo, assinale a alternativa correta em 
relação ao Patrimônio Líquido.
a) Reserva de capital representa as contas que registram o produto de alienação 
de partes beneficiárias e custos recebidos na emissão de debêntures.
b) A conta capital subscrita demonstra a integralização dos bens prometidos 
pelos sócios à empresa.
c) Ações em tesouraria certificam o aumento do capital em função da correção 
monetária.
d) Reservas de prejuízos demonstram a parte da perda retida com apuração do 
resultado do exercício referente a um determinado período.
e) O Patrimônio Líquido sucedeu a abolição dos lucros acumulados somente no 
Balanço Patrimonial que pertencia ao grupo “Lucros e Prejuízos Acumulados”, 
no entanto, o saldo anterior dessa conta deve ser destinada.
4. O patrimônio das empresas são os bens, direitos e obrigações. Assinale a alter-
nativa correta quanto ao que se entende por obrigações.
a) Desempenha a função de fornecer aplicações de recursos para serem consu-midos pelas contas que pertencem ao ativo.
b) Apresentam as dívidas em curto prazo que estão no grupo do passivo circu-
lante e não circulante.
c) Evidencia unicamente as obrigações exigíveis que demonstram as dívidas re-
ferentes à compra de imobilizado para as empresas.
d) Aplicações de recursos referentes ao patrimônio líquido que vem demonstrar 
o saldo negativo das organizações.
e) Representa os direitos para com terceiros por evidenciar as origens de recur-
sos para as contas que pertencem ao grupo do ativo.
5. Saldo em Caixa, Máquinas e Equipamentos, Duplicatas a Receber, Fornecedores, 
Computadores e Periféricos, Impostos a Recolher, Duplicatas a Pagar, Móveis e 
Utensílios representam o que para a empresa?
a) Três bens — dois direitos e três obrigações.
b) Quatro bens — um direito e três obrigações.
c) Um direito — quatro obrigações e três bens.
d) Oito elementos negativos.
e) Cinco elementos positivos e três negativos.
31 
ASPECTOS PRINCIPAIS DE UM SISTEMA CONTÁBIL-FINANCEIRO
O sistema deve ser alimentado com infor-
mações básicas, geradas por todos os 
ciclos gerenciais — planejamento, execu-
ção, acompanhamento e controle — da 
empresa que tenham implicações contá-
beis ou financeiras, compreendendo-se 
aqui também, no caso de um sistema em 
computador, a geração de transações pelo 
próprio sistema ou seus subsistemas.
O sistema e seus subsistemas cobrem, 
em graus de abrangência e integração 
que podem variar grandemente de uma 
empresa para outra, as seguintes áreas de 
aplicações básicas:
 ■ Planejamento e orçamento;
 ■ Compras, recepção, contas a pagar e 
controle de fornecedores;
 ■ Pessoal, folha de pagamento e suas 
apropriações;
 ■ Controle patrimonial e ativo fixo;
 ■ Controle de projetos;
 ■ Contabilidade de custos e valorização 
e controle de estoques;
 ■ Vendas, faturamento, contas a receber 
e controle de clientes;
 ■ Contabilidade financeira, inclusive ban-
cos, aplicações financeiras e contratos 
de financiamento;
 ■ Consolidação.
São usuários típicos do sistema os seto-
res da empresa que atuam nessas áreas. 
Para que o sistema mantenha as informa-
ções necessárias para esse processamento, 
os usuários alimentam informações de 
entrada, que cobrirão basicamente:
 ■ Orçamento e suas revisões;
 ■ Transações em contas de ativo e pas-
sivo;
 ■ Reconhecimento de receitas, custos e 
despesas;
 ■ Lançamentos de ajustes, provisões e 
reavaliações;
 ■ Registros de consolidações, encer-
ramento de ciclos ou fases e outros 
fechamentos;
 ■ Transações diversas orçamentárias, 
financeiras, patrimoniais, de custos etc.
Os relatórios cuja extração é possível consti-
tuem uma lista inesgotável, da qual alguns 
exemplos comuns seriam:
 ■ Contábeis;
 ■ Legais e fiscais;
 ■ Gerenciais e societários.
IMPORTÂNCIA DA DEFINIÇÃO DO PLANO DE CONTAS
Como já foi salientado, o plano de contas 
é o instrumento principal para a captação 
das informações que alimentarão o sistema 
contábil-financeiro e que serão por ele pro-
cessadas e armazenadas para a emissão de 
relatórios.
O plano de contas deve ser, portanto, capaz 
32 
de satisfazer as necessidades de informação 
das diversas áreas envolvidas. O todo das 
operações é constituído, em seu detalhe, 
de diferentes atividades desempenhadas 
por setores diferentes. As necessidades 
de acumulação de informações de uma 
área de custos, por exemplo, nunca serão 
as mesmas das de uma área de compras. A 
definição da estrutura do plano de contas 
deverá cobrir cada segmento dos diferentes 
tipos de atividades de forma especifica-
mente orientada para cada um.
Além disso, os detalhamentos devem ser 
integrados à estrutura de forma homogê-
nea, visando a assegurar a compatibilidade 
de informações e um tratamento consis-
tente ao longo da estrutura.
A definição adequada dos usuários do sis-
tema conduzirá à correta determinação dos 
centros de lucro e custos, das áreas de res-
ponsabilidade, dos agrupamentos lógicos 
de contas e das próprias contas em si.
Definições inadequadas ou insuficientes da 
estrutura do plano de contas que não consi-
derem os múltiplos aspectos mencionados 
trarão um risco de comprometimento do 
sistema como um todo, pois, devido à ine-
ficácia e falta de capacidade do sistema 
para fornecer as informações, poderia ser 
gerado um descrédito entre os usuários, o 
que implicaria a má utilização das poten-
cialidades do sistema.
Caro(a) aluno(a), para realizar a leitura na 
íntegra, acesse o site a seguir:
Fonte: Adaptado de Aresta e Souza (1979, on-line).
Material Complementar
MATERIAL COMPLEMENTAR
Contabilidade Geral e Avançada Esquematizado
Eugenio Montoto; Pedro Lenza
Editora: Saraiva
Sinopse: a obra abrange as matérias de contabilidade geral 
e avançada. O leitor encontrará temas como: escrituração 
contábil, operações financeiras e instrumentos financeiros. 
Indicada para o estudo dos alunos da graduação e dos candidatos 
aos principais concursos públicos nesse segmento. Integra a Coleção 
Esquematizado, coordenada por Pedro Lenza, conhecida pela metodologia pioneira, idealizada com 
base na experiência de vários anos de magistério. 
REFERÊNCIASREFERÊNCIAS
ARESTA, Antonio Jorge Bastos; SOUZA, Ségio Martins de. Plano de Contas: um 
novo enfoque de definição. Rev. adm. empres., São Paulo, v. 19, n. 4, out./dez. 
1979. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pi-
d=S0034-75901979000400006>. Acesso em: 06 set. 2017.
BRASIL. Lei nº 11.638, de 28 de dezembro de 2007. Brasília: Senado Federal, 2007. 
Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/
l11638.htm>. Acesso em: 06 set. 2017.
______. Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009. Altera a legislação tributária fede-
ral relativa ao parcelamento ordinário de débitos tributários; concede remissão nos 
casos em que especifica; institui regime tributário de transição, alterando o Decreto 
no 70.235, de 6 de março de 1972, as Leis nos8.212, de 24 de julho de 1991, 8.213, 
de 24 de julho de 1991, 8.218, de 29 de agosto de 1991, 9.249, de 26 de dezembro 
de 1995, 9.430, de 27 de dezembro de 1996, 9.469, de 10 de julho de 1997, 9.532, 
de 10 de dezembro de 1997, 10.426, de 24 de abril de 2002, 10.480, de 2 de julho de 
2002, 10.522, de 19 de julho de 2002, 10.887, de 18 de junho de 2004, e 6.404, de 15 
de dezembro de 1976, o Decreto-Lei no 1.598, de 26 de dezembro de 1977, e as Leis 
nos 8.981, de 20 de janeiro de 1995, 10.925, de 23 de julho de 2004, 10.637, de 30 de 
dezembro de 2002, 10.833, de 29 de dezembro de 2003, 11.116, de 18 de maio de 
2005, 11.732, de 30 de junho de 2008, 10.260, de 12 de julho de 2001, 9.873, de 23 
de novembro de 1999, 11.171, de 2 de setembro de 2005, 11.345, de 14 de setembro 
de 2006; prorroga a vigência da Lei no 8.989, de 24 de fevereiro de 1995; revoga 
dispositivos das Leis nos 8.383, de 30 de dezembro de 1991, e 8.620, de 5 de janeiro 
de 1993, do Decreto-Lei no  73, de 21 de novembro de 1966, das Leis nos10.190, 
de 14 de fevereiro de 2001, 9.718, de 27 de novembro de 1998, e 6.938, de 31 de 
agosto de 1981, 9.964, de 10 de abril de 2000, e, a partir da instalação do Conselho 
Administrativo de Recursos Fiscais, os Decretos nos 83.304, de 28 de março de 1979, 
e 89.892, de 2 de julho de 1984, e o art. 112 da Lei no 11.196, de 21 de novembro de 
2005; e dá outras providências. Brasília: Presidência da República, 2009. Disponível 
em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/lei/l11941.htm>. 
Acesso em: 06 set. 2017.
______. Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Brasília: Senado Federal, 1976. 
Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6404consol.htm>. 
Acesso em: 19 jun. 2017.
CFC (Conselho Federal de Contabilidade). Normas brasileiras de contabilidade: 
NBC TG - geral - normas completas, NBC TG – estrutura conceitual e NBC TG 01 a 40 
(exceto 34 e 42). Brasília: Conselho Federal de Contabilidade, 2011. Disponível em: 
<http://portalcfc.org.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/04/NBC_TG_COM-
PLETAS03.2013.pdf>.Acesso em: 19 jun. 2017.
34
REFERÊNCIAS
35
______. Resolução CFC n° 686. Normas brasileiras de contabilidade: NBC T XX – 
conteúdo e estrutura das demonstrações contábeis, 1990.
CHAGAS, Gilson. Contabilidade geral simplificada: demonstrações financeiras 
após alterações na lei das S.As e as sociedades empresárias à luz do novo Código 
Civil. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2013. 
COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS. CPC 26 (R3) - Apresentação das De-
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FAVERO, Hamilton Luiz et al. Contabilidade: teoria e prática. 6. ed. São Paulo: Atlas, 
2011. v. 1.
MONTOTO, Eugenio. Contabilidade geral esquematizado. São Paulo: Saraiva, 
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PORTAL CONTÁBEIS. Comparação da Leis n° 6.404/76 e Lei n° 11.638/07. Disponí-
vel em: <http://www.contabeis.com.br/artigos/790/a-nova-visao-contabil-apos-a-
-lei-116382007/>. Acesso em: 19 jun. 2017.
RIBEIRO, Osni Moura. Contabilidade comercial fácil. 18. ed. São Paulo: Saraiva, 
2013.
REFERÊNCIAS ON-LINE
1 Em: <http://www.contabeis.com.br/artigos/790/a-nova-visao-contabil-apos-a-
-lei-116382007/>. Acesso em: 19 jun. 2017.
2 Em: <http://www.cvm.gov.br/export/sites/cvm/audiencias_publicas/ap_snc/ane-
xos/2009/deli595-CPC26-sumario.pdf>. Acesso em: 26 jun. 2017.
3 Em: <http://www.cpc.org.br/CPC/CPC/Conheca-CPC>. Acesso em: 06 set. 2017.
GABARITO
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GABARITO
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Professora Me. Tatiane Garcia da Silva Santos
DEMONSTRATIVO DO 
RESULTADO (DR)
Objetivos de Aprendizagem
 ■ Apresentar o Demonstrativo do Resultado (DR); Conhecer o conceito, 
estrutura e elaboração do DR.
 ■ Compreender a Demonstração do Resultado do Período e a 
Demonstração do Resultado Abrangente do Período.
 ■ Estudar o processo de apuração do resultado do exercício; Verificar 
um exemplo prático do encerramento do exercício.
Plano de Estudo
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:
 ■ Demonstrativo do Resultado (DR)
 ■ Demonstrativo do Resultado do Período e a Demonstração do 
Resultado Abrangente do Período
 ■ Roteiro para apuração do resultado do exercício
INTRODUÇÃO
Olá aluno(a), nesta segunda Unidade do livro, vamos tratar sobre o Demonstrativo 
do Resultado (DR), conhecido também como a DRE — Demonstração do 
Resultado do Exercício. Essa demonstração evidencia o resultado que a entidade 
obteve, ou seja, lucro ou prejuízo, que vem em função do processo da escritura-
ção contábil. A Lei n. 6.404/76, em seu art. 187, disciplina os componentes e o 
processo de elaboração da DR. Assim, a DR é um relatório construído a partir 
dos saldos de encerramento de todas as contas de resultado. 
As contas que fazem parte da DR compõem as receitas, deduções da receita, 
custos, despesas, impostos e participações sobre os lucros. Neste sentido, as recei-
tas e despesas são reconhecidas em virtude do princípio da competência que 
engloba as transações e eventos que devem ser reconhecidos nos períodos a que 
se referem, independentemente do recebimento ou pagamento. Dessa forma, a 
DR evidencia, também, a saúde financeira das entidades em função do detalha-
mento das informações apresentadas que se tornam relevantes para a tomada 
de decisão empresarial. 
Para um melhor entendimento sobre essa demonstração, será apresentado 
um modelo de estrutura e um exemplo prático de como desenvolver esse relató-
rio. Porém, dentro desse processo, também existem outras duas demonstrações 
que complementam a apuração do período e que precisam ser estudadas, que 
são: Demonstração do Resultado do Período e a Demonstração do Resultado 
Abrangente do Período. 
Por fim, será apresentado um roteiro sobre a apuração do resultado do exer-
cício em função da necessidade de apurar o lucro ou prejuízo da entidade. Assim, 
apurar o resultado do exercício significa verificar, por meio das contas de resul-
tado (receitas e despesas), se a movimentação a partir da escrituração contábil 
apresentará lucro ou prejuízo no decorrer do exercício social.
Introdução
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DEMONSTRATIVO DO RESULTADO (DR)
Olá caro(a) aluno(a), nesta unidade será abordado o Demonstrativo do Resultado 
— DR, que é elaborado a partir dos saldos de encerramento de todas as con-
tas de resultado, que são: receitas, despesas, custos etc. Neste contexto, também 
verificaremos a estrutura e a composição desse relatório.
CONCEITO
O Demonstrativo do Resultado — DR, também conhecida como Demonstração 
do Resultado do Exercício — DRE, é um relatório que apresenta os saldos de 
encerramento de todas as contas de resultado. Neste sentido, engloba as contas 
de resultado que são: receitas, deduções de receitas, custos, despesas, impostos 
sobre vendas e participações sobre os lucros. Para Ribeiro (2012, p. 347), “essa 
Demonstração evidencia o Resultado que a empresa obteve (Lucro ou Prejuízo) 
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no desenvolvimento de suas atividades durante um determinado período, geral-
mente igual a um ano”. Assim, as receitas e despesas são reconhecidas de acordo 
com o princípio da competência, trazendo um novo sentido para este: “O Princípio 
da Competência determina que os efeitos das transações e outros eventos sejam 
reconhecidos nos períodos a que se referem, independentemente do recebimento 
ou pagamento” (CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, 2011, on-line)¹. 
Logo, esse princípio sucede à confrontação das receitas e despesas correlatas.
As receitas e despesas são realizadas nas seguintes condições:
As receitas consideram-se realizadas:
1. nas transações com terceiros, quando estes efetuarem o pagamen-
to ou assumirem compromisso firme de efetivá-lo, quer pela in-
vestidura na propriedade de bens anteriormente pertencentes à 
ENTIDADE, quer pela fruição de serviços por esta prestados;
2. quando da extinção, parcial ou total, de um passivo, qualquer que 
seja o motivo, sem o desaparecimento concomitante de um ativo 
de valor igual ou maior;
3. pela geração natural de novos ativos independentemente da inter-
venção de terceiros;
4. no recebimento efetivo de doações e subvenções.
Consideram-se incorridas as despesas:
1. quando deixar de existir o correspondente valor ativo, por transfe-
rência de sua propriedade.
2. pela diminuição ou extinção do valor econômico de um ativo;
3. pelo surgimento de um passivo, sem o correspondente ativo. 
(MONTOTO, 2011, p. 178)
Portanto, uma despesa é incorrida quando acontece a diminuição de um ativo, 
o aumento de um passivo ou ambos. A receita representa a entrada de recur-
sos, aumento de ativos ou diminuição de passivos que resultam em aumentos 
do patrimônio líquido da entidade e que não sejam provenientes do aporte de 
recursos dos donos da empresa.
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IIU N I D A D E42
Dessa forma, em consonância com CPC 30 (R1), seguem alguns aponta-
mentos em relação às receitas:
1. Esta Norma deve ser aplicada na contabilização da receita prove-
niente de:
a) venda de bens;
b) prestação de serviços; e
c) utilização, por parte de terceiros, de outros ativos da entidade 
que geram juros, royalties e dividendos.
2. O termo “bens” inclui bens produzidos pela entidade com a fina-
lidade de venda e bens comprados para revenda, tais como mer-
cadorias compradas para venda no atacado e no varejo, terrenos e 
outras propriedades mantidas para revenda.
3. A prestação de serviços envolve tipicamente o desempenho da en-
tidade em faceda tarefa estabelecida contratualmente a ser execu-
tada ao longo de um período acordado entre as partes. Tais servi-
ços podem ser prestados dentro de um ou mais períodos. Alguns 
contratos para a prestação de serviços estão diretamente relacio-
nados a contratos de construção, como, por exemplo, os contratos 
para gestão de projetos e de arquitetura. As receitas provenien-
tes de contratos dessa natureza não são tratadas no âmbito desta 
Norma, e sim de acordo com os requisitos para os contratos de 
construção, conforme especificados na NBC T 19.21 – Contratos 
de Construção (COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁ-
BEIS, 2017, on-line)².
Na visão de Montoto (2011, p. 179), receita é “o ingresso bruto de benefí-
cios econômicos, durante o período proveniente das atividades ordinárias da 
entidade, que resulta no aumento do seu Patrimônio Líquido, exceto as contri-
buições dos proprietários”, logo, existe a incidência de tributos sobre as vendas 
que devem ser excluídos; a receita de ver mensurada pelo valor justo referente à 
contraprestação recebida ou a receber. Assim, “proveniente de uma transação” 
significa o acordo estipulado entre a empresa e o comprador, sendo conside-
rado pelo valor justo da contraprestação recebida, e desta maneira, deduzida 
dos descontos comerciais ou das bonificações concedidas pela organização ao 
comprador.
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Conforme o CPC 30 (R1), seguem alguns tipos de receitas:
a) contratos de arrendamento mercantil (ver a NBC T 10.2 – Opera-
ções de Arrendamento Mercantil);
b) dividendos provenientes de investimentos que sejam contabiliza-
dos pelo método da equivalência patrimonial (ver a NBC TS sobre 
Investimento em Coligada);
c) contratos de seguro (ver a NBC T 19.16 – Contratos de Seguro);
d) alterações no valor justo de ativos e passivos financeiros, ou da sua 
alienação (ver a NBC TS sobre Instrumentos Financeiros: Reco-
nhecimento e Mensuração);
e) alterações no valor de outros ativos circulantes;
f) reconhecimento inicial e alterações no valor justo de ativos bioló-
gicos, relacionados com a atividade agrícola (ver a NBC T 19.29 
– Ativo Biológico e Produto Agrícola);
g) reconhecimento inicial de produtos agrícolas (ver o NBC T 19.29); e
h) a extração de recursos minerais (COMITÊ DE PRONUNCIA-
MENTOS CONTÁBEIS, 2017, on-line)².
Para uma melhor compreensão em relação aos tipos de receitas citadas, segue a 
conceituação de alguns termos importantes de acordo com o CPC 30 e em con-
formidade com a NBC T 19.3 – Receitas:
Valor justo é o valor pelo qual um ativo pode ser negociado ou um pas-
sivo liquidado, entre partes interessadas, conhecedoras do negócio e in-
dependentes entre si, com a ausência de fatores que pressionem para a li-
quidação da transação ou que caracterizem uma transação compulsória.
14. A receita proveniente da venda de bens deve ser reconhecida 
quando forem satisfeitas todas as seguintes condições:
a) a entidade tenha transferido para o comprador os riscos e be-
nefícios mais significativos inerentes à propriedade dos bens;
b) a entidade não mantenha envolvimento continuado na gestão 
dos bens vendidos em grau normalmente associado à proprie-
dade nem efetivo controle de tais bens;
c) o valor da receita possa ser confiavelmente mensurado;
d) for provável que os benefícios econômicos associados à transa-
ção fluirão para a entidade; e
e) as despesas incorridas ou a serem incorridas, referentes à tran-
sação, possam ser confiavelmente mensuradas (COMITÊ DE 
PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS, 2017, on-line)².
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Em consonância com CPC 30 e de acordo com a NBC T 19.3 – Receitas, se o 
desfecho de uma transação que envolva a prestação de serviços puder ser esti-
mado, a receita associada à transação deve ser reconhecida tomando por base a 
proporção dos serviços prestados até a data do balanço. Logo, o desfecho de uma 
transação pode ser confiavelmente estimado quando todas as seguintes condi-
ções forem satisfeitas:
a) o valor da receita puder ser confiavelmente mensurado;
b) for provável que os benefícios econômicos associados à transação 
fluirão para a entidade;
c) a proporção dos serviços executados até a data do balanço puder 
ser confiavelmente mensurada; e
d) as despesas incorridas com a transação assim como as despesas 
para concluí-la possam ser confiavelmente mensuradas (COMITÊ 
DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS, 2017, on-line)².
Em relação às receitas, ainda temos as provenientes de juros, royalties e divi-
dendos, que são geradas por intermédio da utilização por terceiros, de ativos da 
empresa que geram juros, royalties e dividendos que devem ser reconhecidos nas 
bases estabelecidas, de acordo com as condições a seguir:
a) for provável que os benefícios econômicos associados com a tran-
sação fluirão para a entidade; e
b) o valor da receita puder ser confiavelmente mensurado.
30. A receita deve ser reconhecida nas seguintes bases:
a) os juros devem ser reconhecidos utilizando-se o método da 
taxa efetiva de juros tal como definido na NBC TS sobre Ins-
trumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração;
b) os royalties devem ser reconhecidos pelo regime de compe-
tência de acordo com a essência do acordo; e
c) os dividendos devem ser reconhecidos quando for estabeleci-
do o direito do acionista de receber o respectivo valor (COMI-
TÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS, 2017, on-line)².
Desta forma, o Demonstrativo de Resultado representa um relatório contábil que 
tem o objetivo de evidenciar a composição do resultado decorrente das opera-
ções de um período da empresa.
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ESTRUTURA DA DR 
De acordo com a Lei n. 6.404/76, em seu art. 187, a DR – Demonstrativo de 
Resultado ou DRE – Demonstração do Resultado do Exercício pode ser estru-
turada da seguinte forma:
I. a receita bruta das vendas e serviços, as deduções das vendas, os 
abatimentos e os impostos;
II. a receita líquida das vendas e serviços, o custo das mercadorias e 
serviços vendidos e o lucro bruto;
III. as despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas das recei-
tas, as despesas gerais e administrativas, e outras despesas operacionais;
IV. o lucro ou prejuízo operacional, as receitas e despesas não opera-
cionais e o saldo da conta de correção monetária (artigo 185, § 3º);
IV. o lucro ou prejuízo operacional, as receitas e despesas não opera-
cionais; (Redação dada pela Lei nº 9.249, de 1995)
IV. o lucro ou prejuízo operacional, as outras receitas e as outras despesas;
(Redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008)
IV. o lucro ou prejuízo operacional, as outras receitas e as outras des-
pesas; (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)
V. o resultado do exercício antes do Imposto sobre a Renda e a pro-
visão para o imposto;
VI. as participações de debêntures, empregados, administradores e 
partes beneficiárias, e as contribuições para instituições ou fundos 
de assistência ou previdência de empregados;
VI. as participações de debêntures, de empregados e administradores, 
mesmo na forma de instrumentos financeiros, e de instituições ou 
fundos de assistência ou previdência de empregados, que não se ca-
racterizem como despesa; (Redação dada pela Lei nº 11.638, de 2007)
VI. as participações de debêntures, empregados, administradores e 
partes beneficiárias, mesmo na forma de instrumentos financei-
ros, e de instituições ou fundos de assistência ou previdência de 
empregados, que não se caracterizem como despesa;
(Redação dada pela Medida Provisória nº 449, de 2008)
VI. as participações de debêntures, empregados, administradores e 
partesbeneficiárias, mesmo na forma de instrumentos financeiros, 
e de instituições ou fundos de assistência ou previdência de empre-
gados, que não se caracterizem como despesa; (Redação dada pela 
Lei nº 11.941, de 2009)
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VII. o lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante por ação 
do capital social (BRASIL, Lei n. 6.404/76, on-line)³.
Neste relatório, as contas de resultado são todas aquelas que representam as 
receitas, despesas e custos de acordo com o princípio da competência. Porém, 
na estrutura da DRE também constam contas patrimoniais que interagem, 
representando as deduções e as participações no resultado. Assim, no processo 
de elaboração da DRE, as contas de resultado já estarão com seus saldos devi-
damente zerados (encerrados), ou seja, sendo necessário buscar os saldos das 
contas no livro razão ou razonete. 
De acordo com os assuntos que foram apresentados sobre a DRE, segue 
uma estrutura para visualização dessa demonstração, cujo objetivo é apresentar 
o resultado econômico (lucro ou prejuízo) das entidades. A estrutura a seguir 
representa um modelo de como pode ser elaborada a DRE:
Quadro 1- Estrutura da DRE
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
1. RECEITA OPERACIONAL BRUTA
 (+) Vendas de Produtos
 (+) Vendas de Mercadorias
 (+) Prestação de Serviços
2. (-) DEDUÇÕES DA RECEITA BRUTA 
 (-) Devoluções de Vendas 
 (-) Abatimentos 
 (-) Impostos e Contribuições Incidentes sobre Vendas
3. (=) RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA (1 – 2)
4. (-) CUSTOS DAS VENDAS
 Custo dos Produtos Vendidos 
 Custo das Mercadorias
 Custo dos Serviços Prestados
5. (=) LUCRO OPERACIONAL BRUTO (3 - 4)
6. (-) DESPESAS OPERACIONAIS 
 Despesas Com Vendas 
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 Despesas Gerais e Administrativas
 Outras Despesas Operacionais
7. (+) OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS
(+ ou -) Resultado da Equivalência Patrimonial
8. (=) RESULTADO ANTES DAS DESPESAS E RECEITAS FINANCEIRAS (5 – 6 + 7)
9. (-) DESPESAS FINANCEIRAS
10. (+) RECEITAS FINANCEIRAS
11. (=) RESULTADO ANTES DOS TRIBUTOS SOBRE O LUCRO (8 – 9 + 10)
12. (-) Provisão para Imposto de Renda 
13. (-) Provisão para Contribuição Social s/ o Lucro
14. (=) RESULTADO LÍQUIDO DAS OPERAÇÕES CONTINUADAS (11 – 12 – 13)
15. (=) RESULTADO DO PERÍODO ANTES DAS PARTICIPAÇÕES
(-) Participações
(-) Debêntures
(-) Empregados
(-) Administradores
(-) Partes Beneficiárias
(-) Instituições ou Fundos Assist. Prev. Empreg.
16. (=) RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO
Fonte: a autora.
No Brasil, infelizmente, a regulamentação do Imposto de Renda fere uma sé-
rie de aspectos e princípios contábeis. A modalidade de apuração chamada 
de “lucro real” é uma das modalidades permitidas pela Receita Federal.
(Eugenio Montoto)
DEMONSTRATIVO DO RESULTADO (DR)
Reprodução proibida. A
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IIU N I D A D E48
EXEMPLO PRÁTICO DA DR/DRE
Para uma melhor compreensão sobre a elaboração da DRE, segue um exemplo 
prático da empresa fictícia Comércio de Móveis Souza Ltda., relativo à escritu-
ração contábil realizada com base no exercício social 2015.
Tabela 1 – Modelo de DRE
DRE – DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO PERÍODO 
RECEITA OPERACIONAL BRUTA 220.000,00
 (+) Vendas de Mercadorias 220.000,00
(-) DEDUÇÕES DA RECEITA BRUTA (59.950,00)
 (-) Impostos e Contribuições Incidentes sobre Vendas (59.950,00)
 (-) ICMS s/ Vendas (39.600,00)
 (-) PIS s/ Vendas (3.630,00)
 (-) COFINS s/ Vendas (16.720,00)
(=) RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 160.050,00
(-) CUSTOS DAS VENDAS (84.815,33)
 Custo dos Produtos Vendidos (84.815,33)
(=) LUCRO BRUTO 75.234,67
(-) DESPESAS OPERACIONAIS (17.199,82)
 Despesas Com Vendas (2.124,20)
 (-) SALÁRIO (1.300,00)
 (-) INSS (447,20)
 (-) FGTS (124,22)
 (-) FÉRIAS (144,44)
 (-) 13º SALÁRIO (108,33)
 Despesas Gerais e Administrativas (15.075,62)
 (-) SALÁRIO (3.800,00)
 (-) INSS (1.707,20)
 (-) FGTS (363,11)
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 (-) FÉRIAS (422,22)
 (-) 13º SALÁRIO (316,67)
 (-) Depreciação (681,42)
 (-) Aluguel (3.250,00)
 (-) Telefone (1.200,00)
 (-) Energia Elétrica (750,00)
 (-) Água (585,00)
 (-) PRÓ-LABORE (2.000,00)
(+) OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS 0,00
(+ ou -) Resultado da Equivalência Patrimonial 0,00
(=) RESULTADO ANTES DAS DESPESAS E RECEITAS FINANCEIRAS 0,00
 (-) Despesas Financeiras 0,00
 (+) Receitas Financeiras 0,00
(=) RESULTADO ANTES DOS TRIBUTOS SOBRE O LUCRO 58.034,85
 (-) Provisão para Imposto de Renda (12.508,71)
 (-) Provisão para Contribuição Social s/ o Lucro (5.223,14)
(=) RESULTADO LÍQUIDO DAS OPERAÇÕES CONTINUADAS 40.303,00
(+ ou -) Resultado Líquido (após tributos) das Operações Descontinu-
adas
 (-) Despesas 
 (+) Receitas 
(=) RESULTADO DO PERÍODO ANTES DAS PARTICIPAÇÕES 0,00
(-) Participações 
 (-) Debêntures 
 (-) Empregados 
 (-) Administradores 
 (-) Partes Beneficiárias 
 (-) Instituições ou Fundos Assist. Prev. Empreg. 
(=) RESULTADO LÍQUIDO DO PERÍODO 40.303,00
Fonte: a autora.
DEMONSTRATIVO DO RESULTADO (DR)
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IIU N I D A D E50
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO PERÍODO E A 
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE DO 
PERÍODO
Conforme vimos, houve a contextualização da DRE em conformidade com a Lei 
n. 6.404/76, porém, de acordo com as Normas Internacionais de Contabilidade 
IFRS, existem duas estruturas diferentes para a mensuração do resultado, que 
são: Demonstração do Resultado do Período e Demonstração do Resultado 
Abrangente do Período.
Para Ribeiro (2013, p. 379), “na Demonstração do Resultado do Período, as 
despesas e as receitas são agrupadas de forma diferente da demonstrada na DRE 
segundo o artigo 187 da Lei n. 6.404/76, porém, o resultado final é o mesmo”. 
Assim, o CFC, por meio da NBC TG 26 (R4), entendeu que o padrão determi-
nado na Lei n. 6.404/76 fica em desuso para fins societários. Neste sentido, tanto 
o CPC 26 (R3) quanto a NBC TG 26 (R4) discorrem que as variações derivadas 
de receitas realizadas e de despesas incorridas no período devem ser evidenciadas 
na DRP, ao mesmo tempo em que as variações do Patrimônio Líquido derivadas 
de fatos que não transitaram pela DRP e que não correspondam a ações dire-
tas entre os donos e a entidade devem ser evidenciadas na Demonstração do 
Resultado Abrangente do Período – DRA. 
Demonstração do Resultado do Período e do Resultado Abrangente do Período
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Em relação à DRP e segundo o item 82 da NBC TG 26 (R4), devem ser con-
sideradas as seguinte observações:
a) receitas;
b) custo dos produtos, das mercadorias ou dos serviços vendidos;
c) lucro bruto;
d) despesas com vendas, gerais, administrativas e outras despesas e 
receitas operacionais;
e) parcela dos resultados de empresas investidas reconhecida por 
meio do método de equivalência patrimonial;
f) resultado antes das receitas e despesas financeiras;
g) despesas e receitas financeiras;
h) resultado antes dos tributos sobre o lucro;
i) despesa com tributos sobre o lucro;
j) resultado líquido das operações continuadas;
k) valor líquido dos seguintes itens (CONSELHO FEDERAL DE 
CONTABILIDADE, 2011, on-line)1.
Dessa forma, sobre a Demonstraçãodo Resultado Abrangente do Período, o item 
82A, da NBC TG 26 (R4), faz as seguintes considerações:
a) resultado líquido do período;
b) cada item dos outros resultados abrangentes classificados confor-
me sua natureza (exceto montantes relativos ao item (c);
c) parcela dos outros resultados abrangentes de empresas investidas 
reconhecida por meio do método de equivalência patrimonial; e
d) resultado abrangente do período CONSELHO FEDERAL DE 
CONTABILIDADE, 2011, on-line)1.
De acordo com a NBC TG 26 (R4), os outros resultados abrangentes em relação 
à receita e despesa (incluindo ajustes de reclassificação) que não são reconheci-
dos na demonstração do resultado como requerido ou permitido pelas normas, 
interpretações e comunicados técnicos emitidos pelo CFC devem abranger:
DEMONSTRATIVO DO RESULTADO (DR)
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IIU N I D A D E52
a) variações na reserva de reavaliação quando permitidas legalmente 
(ver a NBC TG 27 – Ativo Imobilizado e a NBC TG 04 – Ativo 
Intangível);
b) ganhos e perdas atuariais em planos de pensão com benefício defi-
nido reconhecidos conforme item 93A da NBC TG 33 – Benefícios 
a Empregados;
c) ganhos e perdas derivados de conversão de demonstrações con-
tábeis de operações no exterior (ver a NBC TG 02 – Efeitos das 
Mudanças nas Taxas de Câmbio e Conversão de Demonstrações 
Contábeis);
d) ganhos e perdas na remensuração de ativos financeiros disponíveis 
para venda (ver a NBC TG 38 – Instrumentos Financeiros: Reco-
nhecimento e Mensuração) (Redação alterada pela Resolução CFC 
n.º 1.376/11);
e) efetiva parcela de ganhos ou perdas de instrumentos de hedge em 
hedge de fluxo de caixa (ver também a NBC TG 38 – Instrumentos 
Financeiros: Reconhecimento e Mensuração) (Redação alterada 
pela Resolução CFC n.º 1.376/11) (CONSELHO FEDERAL DE 
CONTABILIDADE, 2011, on-line)1.
Por fim, nos itens 83 e 105 da NBC TG 26 (R4), ainda existem outros aspectos rele-
vantes em torno da Demonstração do Resultado do Período e da Demonstração 
do Resultado Abrangente do Período.
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO PERÍODO
1. RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA
 (+) Vendas de Produtos
 (+) Vendas de Mercadorias
 (+) Prestação de Serviços
2. (-) CUSTOS DAS VENDAS
3. (=) LUCRO BRUTO
4. (-) DESPESAS OPERACIONAIS 
 Despesas Com Vendas 
 Despesas Gerais e Administrativas
 Outras Despesas Operacionais
5. (+) OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS
6. (+ OU -) RESULTADO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL
7. (=) RESULTADO ANTES DAS DESPESAS E RECEITAS FINANCEIRAS (5 – 6 + 7)
8. (-) DESPESAS FINANCEIRAS
9. (+) RECEITAS FINANCEIRAS
10. (=) RESULTADO ANTES DOS TRIBUTOS SOBRE O LUCRO
11. (-) PROVISÃO PARA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL S/ O LUCRO
12. (-) PROVISÃO PARA IMPOSTO DE RENDA 
13. (=) RESULTADO LÍQUIDO DAS OPERAÇÕES CONTINUADAS
14. (+ ou -) RESULTADO LÍQUIDO DAS OPERCAÇÕES DESCONTINUADAS
15. (=) RESULTADO DO PERÍODO ANTES DAS PARTICIPAÇÕES
16. (-) PARTICIPAÇÕES
 (-) Debêntures
 (-) Empregados
 (-) Administradores 
 (-) Partes Bene�ciárias
 (-) Instituições ou Fundos Assit. Prev. Empreg.
17. (=) RESULTADO LÍQUIDO DO PERÍODO
18. LUCRO LÍQUIDO OU PREJUÍZO POR AÇÃO DO CAPITAL
Demonstração do Resultado do Período e do Resultado Abrangente do Período
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MODELO DE DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO PERÍODO 
(DRP)
De acordo com a NBC TG 26 (R4), segue o modelo de DRP para melhor com-
preensão dos assuntos que foram abordados anteriormente:
Quadro 2 - Modelo de DRP
Fonte: Ribeiro (2013, p. 381). 
DEMONSTRATIVO DO RESULTADO (DR)
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IIU N I D A D E54
ROTEIRO PARA APURAÇÃO DO RESULTADO DO 
EXERCÍCIO
De acordo com os conteúdos que foram abordados em relação a DRE, existe a 
necessidade de trabalhar, nesta unidade, os aspectos sobre o processo de apura-
ção do resultado do exercício. Neste segmento, o artigo 175 da Lei n. 6.404/76 
determina que o exercício social terá duração de um ano e a data do término 
será fixada no estatuto da entidade.
Na visão de Ribeiro (2013, p. 299), “assim, no final de cada exercício social, as 
empresas realizam uma série de procedimentos visando à apuração do Resultado 
do Exercício e à elaboração das Demonstrações Contábeis”. Logo, a primeira 
etapa a ser considerada no final do exercício social é a elaboração do Balancete 
de Verificação, que demonstra todas as contas usadas no período e também seus 
respectivos saldos devedores e credores. Dessa forma, a seguir serão apresenta-
dos os procedimentos para o processo de apuração do resultado do exercício, 
ou seja, apurar o lucro ou prejuízo do período. Caso queria ver, de forma sim-
plificada, a apuração do resultado do exercício de acordo com Lucena (2015, 
on-line)4, verifique o ANEXO I disponível no final da unidade.
Roteiro para Apuração do Resultado do Exercício
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55
EXEMPLO PRÁTICO DO ENCERRAMENTO DO EXERCÍCIO
Com base no conteúdo apresentado anteriormente, verifique o ANEXO II, em 
que apresenta-se um caso prático para melhor compreensão do assunto. 
De acordo com os assuntos abordados sobre a DR, observa-se que é um rela-
tório que a partir dos saldos de encerramento de todas as contas de resultado 
(receita, despesas etc.) apura o resultado econômico da entidade, ou seja, apre-
senta o Lucro ou Prejuízo.
Você já ouviu falar da CVM – Comissão de Valores Mobiliários?
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) foi criada em 07/12/1976 pela Lei 
nº 6.385/76, com o fim de fiscalizar, normatizar, disciplinar e desenvolver o 
mercado de valores mobiliários no Brasil. Portanto, é uma organização au-
tárquica em regime especial, vinculada ao Ministério da Fazenda, com per-
sonalidade jurídica e patrimônio próprios, dotada de autoridade adminis-
trativa independente, ausência de subordinação hierárquica, mandato fixo 
e estabilidade de seus dirigentes, autonomia financeira e orçamentária.
Acesse o site: <http://www.cvm.gov.br/menu/acesso_informacao/institu-
cional/sobre/cvm.html> e fique por dentro das últimas notícias do CVM. 
Fonte: adaptado de CUM ([2017], on-line)5.
DEMONSTRATIVO DO RESULTADO (DR)
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IIU N I D A D E56
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Caro(a) aluno(a), nesta unidade você conheceu os aspectos necessários sobre 
o Demonstrativo do Resultado – DR. Essa demonstração também tem a finali-
dade de auxiliar os diretores das organizações no processo de tomada de decisão 
empresarial. Logo, esse relatório tem a função apresentar o resultado da entidade 
em relação ao exercício social, ou seja, demonstrando o lucro ou prejuízo con-
tábil por intermédio da confrontação de receitas, despesas e entre outras contas. 
Essa demonstração discorre sobre os componentes e processo de desenvol-
vimento DR. Contudo, Demonstração do Resultado do Exercício é um relatório 
elaborado com base nos saldos de encerramento de todas as contas contábeis de 
resultado. Dessa forma, as contas contábeis que estão envolvidas nesse processo 
são: receitas, deduções da receita, custos, despesas, impostos e participações sobre 
o lucros. Assim, as receitas e despesas são reconhecidas com base no princípio da 
competência, que engloba todas as transações e eventos que devem ser reconheci-
dos nos períodos referentes, independentemente do recebimento ou pagamento. 
Estudamos um modelo referente à estrutura da DR e também um exem-
plo prático de como elaborar esse relatório. Logo, em virtude desse processo, 
reconhecemos a necessidade de abordar outras duas demonstrações que com-
plementam a apuração do período, que são a Demonstração do Resultado do 
Períodoe a Demonstração do Resultado Abrangente do Período. 
Finalizando, contextualizamos um roteiro sobre a apuração do resultado 
do exercício, no qual explica como é feita a apuração do lucro ou prejuízo das 
empresas. Por fim, apurar o resultado do exercício representa zerar as contas de 
resultado (receitas e despesas) em contrapartida à conta resultado do exercício 
para encontrar o lucro ou prejuízo do exercício.
57 
1. De acordo com as Leis nº 11.638/2007 e 11.941/2009, a Demonstração do Resul-
tado do Exercício (DRE) demonstra as receitas e despesas das empresas. Assina-
le alternativa correta sobre a DRE.
a) A DRE de forma completa poderá apresentar informações que apresentam 
somente dados que são relevantes aos recebimentos das empresas.
b) Na DRE, a receita bruta parte da decorrência da dedução das receitas adqui-
ridas com as vendas menos as despesas incidentes simplesmente nas opera-
ções de vendas.
c) A DRE pode ser estruturada de forma simples para micro ou pequenas em-
presas que não necessitam de informações tão detalhadas para o processo 
de tomada de decisões. 
d) Na DRE, os impostos sobre as vendas figuram as obrigações que serão com-
pensadas no final do mês para favorecimento da empresa com geração de 
créditos.
e) Na DRE, o lucro bruto demonstra a compensação das vendas e despesas inci-
dentes com produtos vendidos, considerando os impostos incidentes sobre 
essa operação.
2. De acordo com os regimes de contabilização de receitas e despesas, assinale a 
alternativa correta.
a) O regime de competência é desenvolvido exclusivamente pelas empresas de 
pequeno porte.
b) O regime de caixa afirma que a receita é reconhecida quando recebida e a 
despesa é legítima no pagamento ou saída de recursos.
c) Os dois regimes de caixa e competência têm em vista o reconhecimento das 
receitas e despesas quando ocorridas independentemente do momento e 
do evento.
d) Para as sociedades anônimas, a legislação obriga a elaboração das demons-
trações contábeis apenas pelo regime de caixa.
e) O princípio do regime de caixa diz respeito às transações que acontecem nas 
empresas e que visam ao reconhecimento unicamente das despesas, e não 
das receitas recebidas durante o mês de movimento contábil.
58 
3. Receita é o ingresso bruto de benefícios econômicos durante o período prove-
niente das atividades de uma entidade que resultam no aumento do seu patri-
mônio líquido. Assinale a alternativa que representa transações geradoras 
de receita.
a) Impostos, prestação de serviços, juros e despesas.
b) Juros, venda de bens, royalties e prejuízo.
c) Venda de imobilizado, juros, prestação de serviços e impostos.
d) Venda de sucata, juros pagos, aluguéis e prestação de serviços.
e) Venda de bens, prestação de serviços, juros, royalties e dividendos.
4. Uma venda realizada em setembro será recebida 30% em outubro, 40% em no-
vembro e 30% em dezembro. Assinale opção que identifica o mês de reco-
nhecimento da receita na DRE.
a) Dezembro.
b) Novembro.
c) Outubro.
d) Outubro, novembro e dezembro.
e) Setembro.
5. Em relação ao reconhecimento da despesa na DRE, assinale a opção correta.
a) É reconhecida quando um passivo é incorrido sem o correspondente reco-
nhecimento de um ativo.
b) É reconhecida no momento da venda de um produto.
c) É reconhecida no surgimento de uma dívida do ativo.
d) É reconhecida de acordo com o regime da oportunidade.
e) É reconhecida conforme o regulamento do imposto de renda.
59 
QUANTO CUSTA PAGAR TRIBUTOS?
O custo de pagar tributos não se restringe 
ao tributo em si, mas refere-se a todos os 
aspectos formais e burocráticos de que 
os contribuintes têm de cuidar por deter-
minação legal. O estudo desses custos 
iniciou recentemente no mundo e só em 
2001 começou a ser pesquisado no Bra-
sil. Este trabalho apresenta um panorama 
dos estudos mundiais a respeito do tema 
e o resultado de pesquisa realizada junto 
às companhias de capital aberto no Brasil. 
A pesquisa confirma as tendências mun-
diais e estima que os recursos despendidos 
no país em 1999 com os Custos de Con-
formidade à Tributação alcançaram R$ 7,2 
bilhões. Uma legislação tributária mais 
racional poderia economizar parte desses 
recursos, reduzindo o Custo Brasil.
INTRODUÇÃO
Os Custos de Conformidade à tributa-
ção — compliance costs of taxation, em 
inglês — correspondem ao custo dos 
recursos necessários ao cumprimento das 
determinações legais tributárias pelos con-
tribuintes. Declarações relativas a impostos, 
informações ao fisco federal, estadual e 
municipal, inclusões e exclusões realizadas 
por determinações das normas tributárias, 
atendimento a fiscalizações, alterações da 
legislação, autuações e processos admi-
nistrativos e judiciais — quanto custam os 
recursos que se dedicam a essas atividades 
nas empresas? Trata-se de tema relevante 
que, surpreendentemente, vem sendo estu-
dado há pouco tempo no mundo e sobre 
o qual não há pesquisas no Brasil.
Em nosso país, até a promulgação da Lei 
de Responsabilidade Fiscal, o adminis-
trador público tinha pouco ou nenhum 
compromisso com o equilíbrio fiscal ou 
com o controle de seu orçamento. Por 
esse motivo, os problemas de caixa foram 
constantes em todos os níveis da admi-
nistração e, com frequência, as soluções 
adotadas para resolvê-los foram aumentos 
de impostos, por vezes ilegais, decididos 
em regime de emergência, sem as devidas 
cautelas para evitar altos Custos de Confor-
midade dos contribuintes. O conceito de 
federação e a multiplicidade de normas 
estaduais e municipais são fatores que agra-
vam esse panorama. Com este quadro, o 
autor entende que os Custos de Confor-
midade no Brasil podem ser superiores aos 
de outros países e devem ser reduzidos 
quando possível.
Com este trabalho, procura-se dar uma 
visão panorâmica desse tema em vários 
países e apresentamos uma pesquisa reali-
zada junto às companhias abertas no Brasil, 
na qual temos os custos estimados pelas 
companhias e sua incidência sobre a receita 
bruta. O valor global dos custos das com-
panhias abertas incide em 0,32% sobre a 
receita bruta na média das empresas pes-
quisadas, mas, nas empresas menores, 
com faturamento bruto anual de até R$ 
100 milhões, essa incidência aumenta para 
1,66%. Calculando a incidência sobre o PIB 
60 
destas empresas chega-se a 0,75% no total 
das companhias abertas, e só nas empre-
sas menores, a 5,82%. Assumindo que 
essas incidências sejam válidas para toda 
a economia, se poderia afirmar que o Brasil 
desperdiça, no mínimo, R$ 7,2 bilhões por 
ano para cumprir as determinações das leis 
tributárias, em vez de alocá-los à atividade 
produtiva. São apresentadas, ao final deste 
trabalho, propostas para a redução desses 
custos pela racionalização das exigências 
do Fisco em relação aos contribuintes.
CUSTOS DOS TRIBUTOS
Cedric Sandford, ex-diretor da Universi-
dade de Bath, no Reino Unido, é um dos 
principais pesquisadores dos Custos de 
Conformidade. Para ele, os custos de tri-
butos podem ser classificados em três 
categorias:
a) Os mais óbvios são os próprios impos-
tos, que representam sacrifícios da 
renda em troca das despesas que o 
poder público faz com essa arrecada-
ção.
b) Os custos de distorção, ou seja, as 
mudanças do comportamento na 
economia em virtude da existência de 
tributos, alterando preços de produtos 
e dos fatores de produção.
c) Os custos dos recursos emprega-
dos para operar o sistema tributário 
ou um tributo individual, que pode-
riam ser poupados se os tributos não 
existissem. Denominam-se custos ope-
racionais tributários.
É essa terceira categoria que interessa a 
este trabalho e há, dentro dela, dois tipos 
de recursos:
 ■ Os custos administrativos, que repre-
sentam os recursos do poder público 
destinados a legislar (Poder Legisla-
tivo), arrecadar e controlar (Poder 
Executivo) e julgar (Poder Judiciário) 
as questões relativas a tributos. Em um 
país federativo como o Brasil, esses cus-
tos são multiplicados por 27 estados e 
mais de 5.000 municípios.■ Custos de Conformidade na tributa-
ção, que abrangem as pessoas físicas e 
jurídicas que têm de cumprir as obriga-
ções principais e acessórias definidas 
pelo Poder Público e que representam 
o sacrifício de recursos para atender 
às disposições legais. No exterior, são 
designados como compliance costs 
of taxation. O termo é ambíguo tanto 
em inglês como em português, mas 
deve ser compreendido como o custo 
de conformar a atividade às normas 
tributárias, de acordo com a forma 
estabelecida pelo Poder Público.
Caro(a) aluno(a), para realizar a leitura na 
íntegra, acesse: 
Fonte: Bertoluci e Nascimento (2002, on-line)
Material Complementar
MATERIAL COMPLEMENTAR
Contabilidade Avançada e Análise Das 
Demonstrações Financeiras
Silverio das Neves; Paulo Viceconti
Editora: Saraiva
Sinopse: o objetivo deste livro é fornecer informações sobre 
tópicos de interesse de estudantes/pessoas que já possuem 
noções básicas de Contabilidade e que desejam aprofundar seus 
conhecimentos. Redigido em linguagem clara e acessível, é amplamente 
ilustrado com exemplos e testes de fixação.
ANEXOSANEXO I
PROCEDIMENTOS PARA APURAÇÃO DO RESULTADO DO 
EXERCÍCIO.
1º Passo: Levantamento do Balancete
O levantamento do Balancete a partir dos saldos do Livro-razão é o primeiro pas-
so para se chegar ao resultado do período; é no balancete em que irão constar as 
contas de resultado a serem zeradas em contrapartida com a conta de resultado 
do exercício.
2º Passo: Efetuar os lançamentos que transferem os saldos das contas de receita e 
das contas de despesas ou custos para a conta transitória “resultado do exercí-
cio”
Ao contrário do que é feito via de regra, na transferência dos saldos das receitas 
e das despesas devemos creditar as despesas e debitar as receitas; em ambos os 
casos em contrapartida com a conta de resultado.
Vejamos:
a) Encerramento de uma conta de despesa:
D – Resultado do Exercício
C – Conta de Despesa
a) Encerramento de uma conta de receita:
D – Conta de Receita
C – Resultado do Exercício 
3º Passo: Levantar o saldo da conta transitória
Resultado do Exercício
A conta Resultado do Exercício só é movimentada quando da ocasião da apu-
ração do resultado do período. Após receber os saldos das contas de receita e 
das contas de despesas, a conta Resultado do Exercício apresentará as seguintes 
possibilidades:
 ■ Saldo credor → Lucro
 ■ Saldo devedor → Prejuízo
 ■ Saldo nulo →Situação Nula
Vejamos abaixo o Razonete da Conta Resultado após a transferência dos saldos 
das contas de Despesas e das contas de Receitas:
ANEXOS
63
ANEXO I
4º Passo: Transferir o saldo da conta transitória Resultado do Exercício (conta de 
resultado) para conta Lucros ou Prejuízos Acumulados
Dependendo do saldo da conta de resultado do exercício, teremos duas possi-
bilidades de lançamento para a transferência de seu saldo para a conta patrimo-
nial Lucros ou Prejuízos Acumulados, vejamos:
 ■ Lucro (saldo credor)
D – Resultado do Exercício
C – Lucros Acumulados
 ■ Prejuízo (saldo devedor)
D – Prejuízos Acumulados
C – Resultado do Exercício 
5º Passo: Levantar o Balanço Patrimonial
O último passo consiste na elaboração do Balanço Patrimonial, em que constará 
o resultado, já apurado, do exercício na conta patrimonial Lucros ou Prejuízos 
Acumulados.
Fonte: Lucena (2015, on-line)4.
RESULTADO DO EXERCÍCIO
Saldos oriundos 
das despesas
Saldos oriundos 
das receitas
Saldo devedor 
Prejuizo
Saldo credor 
Lucro
63
ANEXOSANEXO II
CASO PRÁTICO DE APURAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO.
Com base nos saldos abaixo, extraídos do Livro Razão da Empresa HFL LTDA em 31 
de dezembro de 20XY, vamos proceder à apuração simplificada do resultado:
CONTAS SALDOS (R$)
Caixa 180.000,00
Bancos 120.000,00
Clientes 50.000,00
Estoques 10.000,00
Móveis e utensílios 30.000,00
Veículos 80.000,00
Despesas de organização 25.000,00
Fornecedores 40.000,00
Promissórias emitidas 10.000,00
Capital Social 224.000,00
Salários 60.000,00
Aluguéis 12.000,00
Água e esgoto 6.000,00
Luz e telefone 12.000,00
Materiais de consumo 24.000,00
Prêmios de seguros 2.000,00
Impostos e taxas 13.000,00
Receita de vendas 150.000,00
Receita de serviços 200.000,00
TOTAL 1.248.000,00
Sigamos os passos descritos anteriormente para solução do nosso caso prático:
1º Levantamento do Balancete de Verificação do período:
Observando os dados da tabela anterior, podemos identificar os respectivos sal-
dos de cada uma das contas para montar o balancete da Empresa HFL LTDA em 
31 de dezembro de 20XY. 
ANEXOS
6565
ANEXO II
Vale observar que existem contas patrimoniais e contas de resultado (receitas e 
despesas ou custos), e todas elas deverão fazer parte do balancete – essa é uma 
característica singular do balancete de verificação.
Balancete da hfl LTDA em 31/12/20xy
CONTAS
SALDOS (R$)
DEVEDOR CREDOR
Caixa 180.000,00
Bancos 120.000,00
Clientes 50.000,00
Estoques 10.000,00
Móveis e utensílios 30.000,00
Veículos 80.000,00
Despesas de organização 25.000,00
Fornecedores 40.000,00
Promissórias emitidas 10.000,00
Capital Social 224.000,00
Salários 60.000,00
Aluguéis 12.000,00
Água e esgoto 6.000,00
Luz e telefone 12.000,00
Materiais de consumo 24.000,00
Prêmios de seguros 2.000,00
Impostos e taxas 13.000,00
Receita de vendas 150.000,00
Receita de serviços 200.000,00
TOTAL 624.000,00 624.000,00
2º Transferência dos saldos das receitas e das despesas ou custos para a conta tran-
sitória resultado do exercício:
D – Resultado do exercício
C – Salários R$ 60.000,00
D – Resultado do Exercício
C – Aluguéis R$ 12.000,00
ANEXOSANEXO II
D – Resultado do Exercício
C – Água e esgoto R$ 6.000,00
D – Resultado do Exercício
C – Luz e telefone R$ 12.000,00
D – Resultado do Exercício
C – Materiais de consumo R$ 24.000,00
D – Resultado do Exercício
C – Prêmios de seguros R$ 2.000,00
D – Resultado do Exercício
C – Impostos e taxas R$ 13.000,00
D – Receita de vendas
C – Resultado do Exercício R$ 150.000,00
D – Receita de serviços
C – Resultado do Exercício R$ 200.000,00
É pertinente observar que foram creditadas todas as despesas e debitadas todas 
as receitas, ao contrário do que é feito durante todo o exercício. Isso faz com 
que a conta resultado do exercício mostre de forma consolidada os saldos antes 
credores nas receitas e devedores nas despesas.
3º Levantamento do saldo da conta transitória Resultado do Exercício:
Vejamos o razonete desta conta após a transferência dos saldos de despesas e 
receitas:
Observamos um saldo credor, o que representa que o total das receitas foi supe-
rior ao total das despesas do período. Nesse caso, temos um resultado positivo 
(LUCRO).
RESULTADO DO EXERCÍCIO
R$ 60.000,00
R$ 12.000,00
R$ 6.000,00
R$ 12.000,00
R$ 24.000,00
R$ 2.000,00
R$ 13.000,00
R$ 150.000,00
R$ 200.000,00
R$ 221.000,00
ANEXOS
67
ANEXO II
4º Transferência do saldo da conta Resultado do Exercício para a conta patrimonial 
Lucros ou prejuízos acumulados:
No nosso caso prático, como houve um resultado positivo (LUCRO), devemos 
transferir o saldo da conta de resultado Resultado do Exercício para a conta pa-
trimonial Lucros Acumulados. Vejamos o lançamento:
D – Resultado do Exercício
C – Lucros Acumulados R$ 221.000,00
Se o resultado do período fosse prejuízo, o lançamento acima seria feito a débito 
da conta Prejuízos Acumulados e a crédito da conta Resultado do Exercício.
5º Levantamento do Balanço Patrimonial 
Vejamos agora como fica o balanço patrimonial simplificado após a apuração do 
resultado do exercício da empresa HFL Ltda.:
BALANÇO PATRIMONIAL SIMPLIFICADO (valores em R$)
ATIVO PASSIVO
CIRCULANTE 360.000,00 CIRCULANTE 50.000,00
Caixa 180.000,00 Fornecedores 40.000,00
Bancos 120.000,00 Promissórias emit. 10.000,00
Clientes 50.000,00
Estoques 10.000,00 PL 445.000,00
Capital Social 224.000,00
PERMANENTE 135.000,00 Lucros Acumulados 221.000,00
IMOBILIZADO
Móveis e utensílios 30.000,00
Veículos 80.000,00
DIFERIDO
Despesas de org. 25.000,00
ATIVO TOTAL 495.000,00 PASSIVOTOTAL 495.000,00
Observe que o resultado do exercício aparece agora incorporado ao Patrimônio 
Líquido da empresa HFL Ltda por meio da conta patrimonial Lucros Acumulados.
Fonte: Lucena (2015, on-line)4.
67
REFERÊNCIASREFERÊNCIAS
BERTOLUCCI, Aldo V.; NASCIMENTO, Diogo Toledo do. Quanto custa pagar tributos. Rev. 
contab. finanç., São Paulo, v. 13, n. 29, maio/ago. 2002. Disponível em: <http://www.
scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-70772002000200004>. Acesso em: 
11 set. 2017.
BRASIL. Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Dispõe sobre as Sociedades por 
Ações. Brasília: Presidência da República, 1976. Disponível em: <http://www.planalto.
gov.br/ccivil_03/leis/L6404consol.htm>. Acesso em: 11 set. 2017.
COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS. CPC 26 (R3) - Apresentação das De-
monstrações Contábeis. Disponível em: <http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-E-
mitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=57>. Acesso em: 11 set. 2017.
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Normas brasileiras de contabilidade: NBC 
TG - geral - normas completas, NBC TG – estrutura conceitual e NBC TG 01 a 40 (exceto 
34 e 42). Brasília: Conselho Federal de Contabilidade, 2011. Disponível em: <http://por-
talcfc.org.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/04/NBC_TG_COMPLETAS03.2013.
pdf>. Acesso em: 11 set. 2017.
______. Resolução CFC n° 750/93. Sobre os princípios fundamentais de contabilidade. 
Disponível em: <http://www.oas.org/juridico/portuguese/res_750.pdf>. Acesso em: 11 
set. 2017.
LUCENA, Humberto Fernandes de. Processo de apuração do resultado do exercício. 
Disponível em: <https://www.editoraferreira.com.br/Medias/1/Media/Professores/To-
queDeMestre/HumbertoLucena/HumbertoLucena_toque_07.pdf>. Acesso em: 11 set. 
2017.
MONTOTO, Eugenio. Contabilidade geral esquematizado. São Paulo: Saraiva, 2011.
RIBEIRO, Osni Moura. Contabilidade básica fácil. 28. ed. São Paulo: Saraiva, 2012.
______. Contabilidade comercial fácil. 18. ed. São Paulo: Saraiva, 2013.
REFERÊNCIAS ON-LINE
¹ Em: <http://portalcfc.org.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/04/NBC_TG_COM-
PLETAS03.2013.pdf>. Acesso em: 11 set. 2017.
² Em: <http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronun-
ciamento?Id=57>. Acesso em: 11 set. 2017.
³ Em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6404consol.htm>. Acesso em: 11 set. 
2017.
4 Em: <https://www.editoraferreira.com.br/Medias/1/Media/Professores/ToqueDeMes-
tre/HumbertoLucena/HumbertoLucena_toque_07.pdf>. Acesso em: 11 set. 2017.
5 Em: <http://www.cvm.gov.br/menu/acesso_informacao/institucional/sobre/cvm.
html>. Acesso: 11 set. 2017.
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GABARITO
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1. c
2. b
3. e
4. e
5. a
GABARITO
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Professora Me. Tatiane Garcia da Silva Santos
DEMONSTRAÇÃO DOS LUCROS OU 
PREJUÍZOS ACUMULADOS (DLPA) E 
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES 
DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (DMPL) 
Objetivos de Aprendizagem
 ■ Conhecer a DLPA e a DMPL.
 ■ Verificar os aspectos legais em torno da DLPA e DMPL.
 ■ Compreender a estrutura da DLPA e DMPL.
 ■ Conhecer um exemplo prático da DLPA e DMPL.
Plano de Estudo
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:
 ■ Aspectos introdutórios
 ■ Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA)
 ■ Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL)
INTRODUÇÃO
Olá aluno(a), nesta terceira Unidade, vamos abordar outras demonstrações finan-
ceiras que fazem parte do processo contábil das entidades. Será apresentada a 
Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA) e a Demonstração 
das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL).
No início da unidade, trataremos dos aspectos introdutórios em torno da 
DLPA e DMPL, em virtude da legislação que rege esses relatórios contábeis. Assim, 
a Lei n. 6.404/76 exige apenas a DLPA. Contudo, a CVM - Comissão de Valores 
Mobiliários - define também a elaboração da DMPL para as empresas de Capital 
Aberto. No entanto, o CPC 26 (R3) exige a DMPL para todas as entidades de 
grande porte. O CPC 26 (R3) passou a regular a elaboração das demonstrações 
financeiras no Brasil em virtude da harmonização das normas internacionais. 
Neste sentido, a DLPA pode ser sucedida pela Demonstração das Mutações 
do Patrimônio Líquido, porque a DMPL é mais abrangente na exposição das 
variações ocorridas durante o exercício social. Logo, a DMPL tem objetivo de 
demonstrar as modificações de todas as contas que fazem parte do patrimônio 
líquido de uma entidade durante um exercício social, enquanto a DLPA tem o 
objetivo de apresentar os lançamentos credores e devedores na conta lucros ou 
prejuízos acumulados que pertencem ao patrimônio líquido. 
No tópico sobre a estrutura da DLPA, será visto que a elaboração dessa 
demonstração deve seguir as orientações do art. 186 da Lei n. 6.404/76. Entretanto, 
para a DMPL não existe um modelo definido, ficando a cargo do contador o 
desenvolvimento deste relatório. Contudo, para o desenvolvimento da DMPL 
devem ser utilizados os dados do livro-razão em conformidade com a movimen-
tação da escrituração contábil.
Por fim, faremos a apresentação de um modelo da DLPA e da DMPL para 
uma melhor compreensão em relação aos aspectos contábeis que envolvem o 
processo de elaboração dessas demonstrações financeiras.
Introdução
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Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IIIU N I D A D E74
ASPECTOS INTRODUTÓRIOS
A Lei da S.A. (6.404/76) exige apenas a DLPA. Porém, a CVM - Comissão de 
Valores Mobiliários - determina a elaboração da DMPL para as entidades de 
Capital Aberto. Contudo, o CPC 26 (R3) solicita a DMPL para todas as empresas 
de grande porte. Neste contexto, o CPC-PME exige a DMPL para todas organiza-
ções de pequeno e médio porte. Porém, as PMEs (Pequenas e Médias Empresas) 
que tiverem alteração no Patrimônio Líquido em virtude do lucro líquido, do 
pagamento de dividendos e de ajuste no PL em consequência de erros ou alte-
rações deverão fazer somente a DLPA.
De acordo com a Lei n. 6.404/76 e as demais instituições envolvidas, segue 
a contextualização sobre a DLPA e DMPL. 
Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA)
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DEMONSTRAÇÃO DOS LUCROS OU PREJUÍZOS 
ACUMULADOS (DLPA)
A Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA) é um relatório 
advindo da contabilidade que tem como objetivo evidenciar o saldo inicial da 
conta Lucros ou Prejuízos Acumulados, bem como os ajustes de exercícios ante-
riores, as reversões de reservas, o lucro líquido do exercício e sua destinação. 
Logo, a DLPA não incorpora o conjunto de demonstrações exigidas pelo 
CFC em conformidade com CPC 26 (R3) para as empresas de grande porte, mas 
somente na Lei n. 6.404/76 e no CPC-PME. Dessa forma, de acordo com a Lei 
n. 6.404/76, o que deveria constar na DLPA será apresentado em uma das colu-
nas da DMPL. Assim, a empresa que elaborar a DMPL estará cumprindo com a 
legislação conforme a Lei n. 6.404/76. 
Neste segmento, Montoto (2011, p. 728) apresenta as seguintes considera-
ções sobre a DLPA:
O item 3.8 do mesmo CPC-PME permite que a Entidade apresente 
a demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados no lugar da de-
monstração do Resultado Abrangente e da demonstração das muta-
ções do Patrimônio Líquido, se as únicas alterações no seu Patrimônio 
Líquido durante os períodos para os quais as demonstrações contábeis 
são apresentadas derivarem do resultado, do pagamento de dividendos 
ou da distribuição outra de lucro, correção de erros de períodos ante-
riores e mudanças de políticas contábeis.
Conforme Ribeiro (2013, p. 383), “é importante esclarecer que a Lei n. 11.638/2007 
excluiudo grupo do Patrimônio Líquido a conta Lucros ou Prejuízos Acumulados, 
mantendo apenas a conta Prejuízos Acumulados”. Dessa forma, com base nessa 
nova regra, as empresas devem fazer a destinação do lucro líquido do exercício 
social, usando-o na compensação de prejuízos acumulados, na constituição de 
reservas, no aumento do capital ou na distribuição aos acionistas.
Por fim, a DLPA pode ser substituída pela Demonstração das Mutações do 
Patrimônio Líquido, em função da DMPL ser mais abrangente por expor as varia-
ções ocorridas durante o exercício em relação a todas as contas do Patrimônio 
Líquido, destacando o Lucro ou Prejuízos Acumulados.
DEMONSTRAÇÃO DOS LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS (DLPA) E DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (DMPL) 
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IIIU N I D A D E76
ESTRUTURA DA DLPA
Portanto, a DLPA deve ser estruturada de acordo com as orientações do art. 186 
da Lei n. 6.404/76:
I. o saldo do início do período, os ajustes de exercícios anteriores e a 
correção monetária do saldo inicial;
II. as reversões de reservas e o lucro líquido do exercício;
III. - as transferências para reservas, os dividendos, a parcela dos lu-
cros incorporada ao capital e o saldo ao fim do período.
§1º Como ajustes de exercícios anteriores serão considerados apenas 
os decorrentes de efeitos da mudança de critério contábil, ou da 
retificação de erro imputável a determinado exercício anterior, e 
que não possam ser atribuídos a fatos subseqüentes.
§2º A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados deverá indicar o 
montante do dividendo por ação do capital social e poderá ser inclu-
ída na demonstração das mutações do patrimônio líquido, se elabo-
rada e publicada pela companhia (BRASIL, Lei n. 6.404/76).
Para a elaboração da DLPA, os dados devem ser extraídos do livro razão, em 
que constam informações de acordo com as operações escrituradas durante o 
exercício social. Neste contexto, engloba as conta Lucros Acumulados, Prejuízos 
Acumulados e Juros sobre o Capital Próprio a Pagar e, ainda, a conta Lucros ou 
Prejuízos Acumulados. 
Em função das determinações em relação à DLPA, apresentamos no Quadro 
1 uma estrutura básica de como elaborar essa demonstração contábil.
Quadro 1 – Modelo de estrutura da DLPA
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO PERÍODO
Saldo em 31.12.X0 (Início do período) XXXXXXXXXX
(+/-) Ajuste de Exercícios Anteriores
Mudança de política contábil ------------------
Retificação de erros ------------------
(+) Lucro líquido do exercício ------------------
Lucro total disponível ------------------
Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA)
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(-) Transferências para reservas de lucros
a) Reserva legal ------------------
b) Reserva estatutária ------------------
c) Reserva para contingências ------------------
d) Reserva de incentivo fiscal ------------------
e) Reserva orçamentária (Retenção de Lucros) ------------------
f ) Reserva de lucros a realizar ------------------
(-) Lucros ou Dividendos a distribuir ------------------
Saldo de lucros acumulados em 31.12.X1 (final do período) XXXXXXXXXX
Fonte: Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo (2012, p. 12, on-line)1. 
EXEMPLO DA DLPA
A seguir aprsenta-se um modelo prático da DLPA na visão de Ribeiro (2013, p. 389):
 ■ Companhia: Juliana Moura Ribeiro S/A
 ■ Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados
 ■ Exercício findo em: 31/12/X1
Tabela 1 – Exemplo prático de DLPA
DESCRIÇÃO R$
1. Saldo no Início do Período -
2. Ajustes de Exercícios Anteriores -
3. Saldo Ajustado -
4. Lucro ou Prejuízo do Exercício 368.202
5. Reversão de Reservas -
6. Saldo a disposição 368.202
7. Destinação do exercício -
- Reserva legal (18.410)
- Reserva Estatutária -
- Reserva para Contingência -
DEMONSTRAÇÃO DOS LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS (DLPA) E DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (DMPL) 
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IIIU N I D A D E78
- Outras Reservas (69.958)
- Dividendos Obrigatórios (239.714)
- Juros sobre Capital Próprio (40.120)
8. Saldo no Fim do Exercício ZERO
Fonte: Ribeiro (2013, p. 392). 
Com as modificações introduzidas pela Lei n. 11.638/2007 na Lei n. 6.404/76, 
a conta Lucros ou Prejuízos Acumulados não pode mais ter saldos positivos 
(lucros) sem destinação.
Eugenio Montoto
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO 
LÍQUIDO (DMPL)
Conforme Ribeiro (2013, p. 389), “a Demonstração das Mutações do Patrimônio 
Líquido (DMPL) é um relatório contábil que visa evidenciar as variações ocorri-
das em todas as contas que compõem o Patrimônio Líquido em um determinado 
período”. Neste sentido, essa demonstração apresenta as modificações em con-
tas de um determinado exercício que são componentes do Patrimônio Líquido. 
Desse modo, os fatos contábeis provocam acréscimos ou decréscimos no patri-
mônio líquido. Porém, nessa demonstração também podem ser representados 
os ajustes credores e devedores do patrimônio líquido em virtude de erros ou 
alterações de critérios contábeis e exercícios sociais anteriores. 
A Lei n. 6.404/76 não determina um modelo de DMPL, apenas menciona 
no parágrafo segundo do art. 186: 
[...] que a DLPA seja incluída nela, se elaborada e publicada pela com-
panhia. Assim, as mesmas informações que a lei determina para a 
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DLPA devem constar da DMPL, considerando que nesta as informa-
ções serão relativas à movimentação de todas as contas do Patrimônio 
Líquido (BRASIL, Lei n. 6.404/76). 
Assim, as entidades têm elaborado a DMPL em um gráfico com colunas, em que 
cada coluna retrata uma conta que compõe o Patrimônio Líquido. Logo, em sua 
estrutura, a DMPL poderá ter quantas linhas forem necessárias para as movimen-
tações; na primeira linha, deve-se transcrever os saldos iniciais de cada conta; e 
na última linha, a apresentação dos saldos finais.
Dessa maneira, Ribeiro (2013, p. 390) descreve que 
[...] a soma algébrica da última linha do demonstrativo, que será in-
dicada na última coluna reservada aos totais, coincidirá com o total 
dessa mesma coluna e corresponderá ao total do grupo do Patrimônio 
Líquido constante do Balanço Patrimonial”.
Logo, para evitar um número excessivo de colunas na demonstração, os dados 
relativos ao capital social e às reservas de lucros e de capital devem ser demons-
trados de forma resumida em seus específicos grupos. Por fim, os fluxos de 
recursos que transitam de uma conta para outra, que demonstram a mutação, 
deverão ser informados na notas explicativas.
DEMONSTRAÇÃO DOS LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS (DLPA) E DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (DMPL) 
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IIIU N I D A D E80
ESTRUTURA DA DMPL
Para elaboração da DMPL, devem ser usados os dados extraídos do livro-razão de 
acordo com a movimentação realizada em conformidade com a escrituração contábil. 
De acordo com a Lei n. 6.404/76, não existe um modelo definido para a 
DMPL, ficando o contador ou as empresas livres para desenvolvê-lo. Portanto, 
o parágrafo primeiro do art. 176, da Lei n. 6.404/76 estabelece que as demons-
trações financeiras de cada exercício devem ser divulgadas com a indicação dos 
valores correspondentes das demonstrações do exercício anterior. 
Contudo, as demonstrações financeiras que têm apenas uma coluna de valores, 
como o Balanço Patrimonial, para acatar a essa determinação legal deverão inse-
rir uma coluna adicional para os dados relativos ao exercício anterior. Porém, essa 
situação não pode acontecer na DMPL,em função da composição de várias colunas 
que contêm valores. Neste caso, a solução seria elaborar um demonstrativo duplo, o 
qual pode informar os dados relativos ao exercício anterior e o exercício social atual.
Conforme CRC PR (2011, on-line), a empresa deve apresentar a Demonstração 
das Mutações do Patrimônio Líquido contendo:
a) o resultado e os outros resultados abrangentes do período, demons-
trando separadamente o montante total atribuível aos proprietários da 
entidade controladora e a participação dos não controladores;
b) para cada componente do patrimônio líquido, os efeitos da aplicação 
retrospectiva ou correção retrospectiva reconhecida de acordo com as 
Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro;
c) para cada componente do patrimônio líquido, a conciliação entre o 
saldo no início e no final do período, evidenciando separadamente as 
alterações decorrentes:
I) do resultado do período;
II) de cada item dos outros resultados abrangentes;
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III) dos valores de investimentos realizados pelos proprietários, e divi-
dendos e outras distribuições para eles, demonstrando separadamente 
ações ou quotas emitidas, de transações com ações ou quotas em tesou-
raria, de dividendos e outras distribuições aos proprietários, e de alte-
rações nas participações em controladas que não resultem em perda de 
controle (CONSELHO REGIONAL DO PR, 2011, on-line)2.
Dessa forma, segue uma sugestão de modelo de DMPL que pode ser utilizado 
pela contabilidade:
Quadro 2- Modelo de estrutura da DMPL
DESCRIÇÃO 
CAPITAL 
SOCIAL
LUCROS OU 
PREJUÍZOS 
ACUMULADOS
RESERVAS 
DE 
LUCROS
PATRIMÔNIO 
LÍQUIDO
SALDO INICIAL EM 31 DEZEMBRO...
LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO
(-) DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS
SALDO EM 31 DEZEMBRO...
LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO
(-) DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS
LUCROS A DISTRIBUIR
SALDO FINAL EM 31 DEZEMBRO...
Fonte: adaptado de Montoto (2011, p. 741).
EXEMPLO DA DMPL
De acordo com os assuntos que foram abordados sobre a DMPL, segue um exem-
plo prático dessa demonstração de acordo com Ribeiro (2013, p. 392):
 ■ Companhia: Juliana Moura Ribeiro S/A
 ■ Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido
 ■ Exercício findo em: 31/12/X1
DEMONSTRAÇÃO DOS LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS (DLPA) E DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (DMPL) 
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IIIU N I D A D E82
Tabela 2 - Exemplo prático de DMPL
DESCRIÇÃO CAPITAL 
SOCIAL
RESERVAS 
DE LUCROS
LUCROS A 
DESTINAR
TOTAL
Saldo em 01/01/X1 500.000,00 90.000,00 590.000,00
Aumento da Capital 
Integralização em Di-
nheiro 100.000,00 100.000,00
Lucro Líquido do Exer-
cício 368.202,00 368.202,00
Destinações do Lucro 
Líquido 
Reserva Legal 18.410,00 -18.410,00 
Reserva para Investi-
mento 69.958,00 -69.958,00 
Dividendos -239.714,00 -239.714,00
Juros sobre Capital 
Próprio 40.120,00 -40.120,00 
Saldo em 31/12/X1 600.000,00 218.488,00 818.488,00
Fonte: Ribeiro (2013, p. 392). 
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL)
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Caro(a) aluno(a), até o momento, vimos algumas demonstrações contábeis que 
são importantes para apresentação das informações geradas pela contabilidade. 
Assim, cada relatório apresentado tem sua finalidade no processo de tomada de 
decisão empresarial. Logo, cabe ao contador, junto com os empresários, avalia-
rem essas demonstrações de forma qualitativa para o crescimento das empresas.
Você já ouviu falar CRC PR - Conselho Regional de Contabilidade do Paraná? 
O Conselho Federal de Contabilidade e os Conselhos Regionais são entida-
des de registro e fiscalização do exercício profissional, criadas por meio do 
Decreto-Lei nº 9.295, de 27 de maio de 1946. O CRC é o Conselho Regio-
nal de Contabilidade. Para tornar-se um profissional habilitado e exercer a 
profissão de Contabilista, o interessado, após concluir o Curso de Ciências 
Contábeis ou Curso Técnico em Contabilidade deverá dirigir-se ao CRC de 
seu estado.
Acesse o site: <http://www.crcpr.org.br/new/index.php> e fique por dentro 
das últimas notícias do CRC PR. 
Fonte: a autora.
DEMONSTRAÇÃO DOS LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS (DLPA) E DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (DMPL) 
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IIIU N I D A D E84
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nesta unidade, tratamos de duas outras demonstrações financeiras que fazem 
parte do mundo contábil das organizações. Neste cenário, vimos a Demonstração 
dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA) e também a Demonstração das 
Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL).
Vimos, no primeiro Tópico da unidade, os aspectos introdutórios a respeito da 
DLPA e DMPL de acordo a legislação vigente. A elaboração da DLPA é definida 
pela Lei n. 6.404/76. Porém, a CVM - Comissão de Valores Mobiliários - deter-
mina a entrega da DMPL para as entidades de Capital Aberto. Contudo, o CPC 
26 (R3) exige a DMPL para todas as organizações de grande porte. 
A DLPA pode ser substituída pela Demonstração das Mutações do Patrimônio 
Líquido em função de a DMPL ser mais abrangente na questão sobre as exposi-
ções das variações ocorridas no patrimônio líquido. Neste contexto, vimos um 
tópico que trabalhou a estrutura da DLPA conforme as determinações exigidas 
pelo art. 186 da Lei n. 6.404/76. Porém, a DLPA apresenta o acúmulo e a desti-
nação dos lucros em um período específico, ou seja, os lançamentos devedores 
e credores na conta lucros ou prejuízos acumulados. 
Para a DMPL não é definido nenhum modelo, ficando a cargo do contador 
a criação do relatório. Para a construção da DMPL, deve-se utilizar os dados 
extraídos do livro-razão de acordo com as operações que foram realizadas pela 
empresa. Contudo, o objetivo da DMPL é demonstrar as mutações de todas as 
contas que incorporem o patrimônio líquido de uma organização durante um 
exercício social. 
Finalizando, houve a explanação dos modelos da DLPA e da DMPL com o 
objetivo de mostrar os itens e contas contábeis necessárias para a elaboração des-
sas demonstrações financeiras. Porém, cabe destacar que existem vários outros 
modelos que podem ser seguidos. 
Abraços!
85 
1. Assinale alternativa correta que representa o conceito em torno da DLPA.
a) É um relatório contábil que tem por finalidade evidenciar a destinação do 
lucro líquido apurado no final de cada exercício social.
b) É um relatório contábil que visa a evidenciar as variações ocorridas em todas 
as contas que compõem o patrimônio líquido em um determinado período.
c) É um relatório contábil que visa a apresentar o patrimônio das entidades, ou 
seja, o Ativo e o Passivo.
d) É um relatório contábil destinado a evidenciar a composição do resultado 
formado num determinado período de operações da entidade.
e) É um relatório composto por contas de resultado e também por contas pa-
trimoniais. 
2. A Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados é um relatório contábil que 
é apresentado no formato vertical. Assinale opção correta que representa a 
finalidade dessa demonstração.
a) Evidenciar a mutação que ocorre no Patrimônio Líquido durante um período 
e que resulta de transações e outros eventos.
b) Evidenciar os custos dos produtos, das mercadorias ou dos serviços vendidos 
de um determinado período.
c) Evidenciar o lucro líquido do exercício e sua destinação, os ajustes contábeis 
relativos a resultados de exercícios anteriores, as reversões de reservas e os 
saldos das contas lucros ou prejuízos acumulados no início e no final do pe-
ríodo.
d) Evidenciar o resultado da divisão do montante do Lucro Líquido pelo núme-
ro de açõesem circulação que integram o capital social da companhia.
e) Evidenciar os elementos que compõem a origem dos recursos próprios, deri-
vados dos proprietários ou derivados da gestão normal do patrimônio.
3. Escolha opção correta que identifica o conceito sobre a conta Capital a Integra-
lizar do Patrimônio Líquido.
a) É a parcela do capital já subscrita e ainda não entregue à sociedade pelos 
sócios.
b) É a parcela do capital entregue de uma única vez e reconhecido no estatuto 
da empresa.
c) É a parcela do capital prometido apenas na documentação de abertura da 
empresa.
d) É a parcela do capital simbólico para abertura de uma organização.
e) É a parcela do capital social que representa a diferença entre o ativo e passivo.
86 
4. Assinale a alternativa que define o tipo de responsabilidade dos sócios para as 
empresas de Sociedade Anônima (S/A ou Cia) e Sociedade Limitada (Ltda.).
a) Limitação sobre as ações em tesouraria e ilimitada nas quotas liberadas.
b) Limitadas ao valor das ações e solidária e limitada ao valor do capital social.
c) Limitação somente no valor das ações e ilimitada nas distribuições dos divi-
dendos.
d) Ilimitadas ao valor das ações e solidária e ilimitada ao valor do capital social.
e) Limitadas apenas no valor das ações e limitação nas quotas liberadas.
5. As demonstrações contábeis são exigidas pela Lei das Sociedades Anônimas, 
pelo CFC, pela CVM e pelo Regulamento do Imposto de Renda. Assinale a alter-
nativa que representa o conjunto completo de demonstrações contábeis.
a) BV, BP, DRE, DLPA, DMPL, DFC e DVA.
b) Balancete de Verificação, Razão, DRA e DVA.
c) Livro diário, Razonete, Balancete de Verificação e Balanço Patrimonial.
d) BP, DRE, DRA, DLPA, DMPL, DFC e DVA.
e) Livro diário, Balancete de Verificação, BP, DRE.
87 
NÍVEL DE CONVERGÊNCIA DOS PRINCÍPIOS CONTÁBEIS BRASILEIROS E NORTE-AMERICANOS ÀS 
NORMAS DO IASB: UMA CONTRIBUIÇÃO PARA A ADOÇÃO DAS IFRS POR EMPRESAS BRASILEIRAS
A presente pesquisa teve como objetivo 
avaliar em que nível as informações contá-
beis divulgadas nos mercados: brasileiro e 
norte-americano atendem aos requisitos da 
adoção inicial das IFRS - International Finan-
cial Reporting Standards. A adoção das IFRS 
por companhias abertas brasileiras nas suas 
demonstrações contábeis consolidadas foi 
exigida pela Comissão de Valores Mobiliá-
rios (CVM) na Instrução CVM 457/07. Por 
meio de uma pesquisa descritiva quanto 
aos seus objetivos e utilizando-se dos 
procedimentos técnicos de pesquisa docu-
mental e de análise de conteúdo clássica, 
foram analisadas as demonstrações con-
tábeis elaboradas para o ano de 2008 de 
acordo com os US GAAPs e os BR GAAPs 
de 20 empresas brasileiras listadas simul-
taneamente na Bolsa de Valores de Nova 
York (NYSE) e na Bolsa de Valores de São 
Paulo (BOVESPA) e calculou-se o índice de 
disclosure proposto na pesquisa de Lopes 
e Rodrigues (2007). A pesquisa apontou 
para índices de disclosure calculados para 
o Form 20F maiores do que aqueles calcu-
lados para as Demonstrações Financeiras 
Padrão (DFP), confirmando um nível de 
convergência maior entre US GAAP e IFRS 
e sugerindo que, em função da adoção das 
IFRS as demonstrações contábeis em BR 
GAAP tendem a se modificar substancial-
mente aumentando o nível de divulgação. 
Além disso, os resultados confirmam para 
a amostra, o exposto na literatura sele-
cionada de que o setor de atuação e o 
tamanho da empresa influem diretamente 
no disclosure das informações. Em relação 
aos auditores, o fato de as demonstrações 
serem auditadas pelas empresas globais de 
auditoria conhecidas como Big Four não foi 
determinante na extensão do disclosure.
INTRODUÇÃO
A integração dos mercados de capitais pos-
sibilita que investidores sejam capazes de 
empregar recursos financeiros em qualquer 
lugar do mundo sem que necessitem residir 
no país em que seu capital esteja alocado.
Assim, a oportunidade, conceituada por 
Martins (2006) como a possibilidade de esco-
lha entre duas ou mais alternativas viáveis 
de investimentos, se concretiza, permitindo 
que os investidores obtenham ganhos com 
redução de riscos e as empresas obtenham 
o capital necessário para financiamento de 
seus projetos, reduzindo a escassez de recur-
sos e consequentemente o seu custo.
Para que seja possível a escolha entre as 
alternativas de investimentos, a contabili-
dade, por meio de seus relatórios contábeis, 
subsidia os investidores com informações 
úteis e relevantes para a escolha de tais 
alternativas.
Ademais, Ludícibus (1995, p. 18) assevera 
que “a função fundamental da contabili-
dade tem permanecido inalterada desde 
os seus primórdios, sendo sua finalidade 
prover os usuários de demonstrações finan-
ceiras com informações que os ajudarão a 
tomar decisões”.
88 
Dessa forma, a comparabilidade das infor-
mações produzidas pela contabilidade 
torna-se relevante no contexto dessas esco-
lhas, considerando que ela é a base para 
a tomada de decisão por parte dos inves-
tidores sobre em qual empreendimento 
empregar seu capital.
Como forma de estímulo ao fluxo de capi-
tais entre os países-membros da União 
Europeia, o Parlamento Europeu estabele-
ceu, por meio do Regulamento 1.606/2002, 
a adoção das Normas Contábeis Interna-
cionais conhecidas como Internacional 
Financial Reporting Standards (IFRS) emi-
tidas pelo International Accounting 
Standards Board (IASB), a partir do exercí-
cio findo em 31 de dezembro de 2005, para 
as demonstrações contábeis consolidadas 
(EUROPEAN UNION PARLIAMENT, 2002).
Antunes, Antunes e Penteado (2007) 
afirmam que a adoção de normas interna-
cionais de contabilidade pelas empresas 
mundiais está associada a benefícios eco-
nômicos concretos na forma de atração de 
maior volume de investimentos, uma vez 
que o processo de globalização trouxe para 
o primeiro plano a demanda por informa-
ções contábeis confiáveis e comparáveis 
para suportar a variedade de transações e 
operações desse mercado.
Corroborando com a tendência mundial de 
convergência para as IFRS e tencionando a 
acessibilidade ao mercado global de capi-
tais por parte das empresas brasileiras, a 
Comissão de Valores Mobiliários (CVM) 
aprovou, em 13 de julho de 2007, a Instru-
ção nº 457, que torna obrigatória a adoção 
dessas normas para as companhias abertas 
brasileiras nas suas demonstrações con-
tábeis consolidadas a partir do exercício 
social findo em 31 de dezembro de 2010, 
sendo seus pressupostos: i) a convergên-
cia (tornar as informações comparáveis); ii) 
a transparência e a confiabilidade e iii) e a 
acessibilidade ao mercado global de capi-
tais (CVM, 2008).
Assim, a tendência de convergência contábil 
mundial insere-se definitivamente no con-
texto brasileiro com a obrigatoriedade de 
adoção das IFRS para as companhias aber-
tas listadas na CVM, tornando importante 
avaliar em quais aspectos as empresas bra-
sileiras deverão centrar para o cumprimento 
dos requisitos da adoção das IFRS em 2010.
Dessa forma, a questão-problema que orien-
tou a realização deste trabalho foi: qual o 
nível de aderência das demonstrações 
contábeis de empresas brasileiras não finan-
ceiras listadas simultaneamente na BOVESPA 
e na NYSE elaboradas em BR GAAP e US 
GAAP em relação às exigências da IFRS 1?
Este estudo tenciona auxiliar na compreen-
são de aspectos relevantes na adoção das 
Normas Internacionais de Contabilidade 
(IFRS) pelas empresas brasileiras.
Fonte: Oliveira e Lemes (2011, on-line).
Material Complementar
MATERIAL COMPLEMENTAR
A Lei Das S/A Comentada
Nelson Eizirik 
Editora: Saraiva
Sinopse: após anos de discussão em torno do papel a ser 
exercido pelo juiz na fase de investigação, o projeto do novo 
Código de Processo Penal, originário do Senado Federal, 
previu a criação do Juiz das Garantias. Essa nova figura nada mais 
é que um magistrado com competência exclusiva para atuar na fase primária 
da persecução penal, estando impedido de atuar na sua fase processual. Em vista disso, o presente 
estudo se destina a analisara validade dos argumentos utilizados para sua implantação no Brasil e as 
consequências que disso resultarão.
REFERÊNCIASREFERÊNCIAS
BRASIL. Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Dispõe sobre as Sociedades por 
Ações. Brasília: Presidência da República, 1976. Disponível em: <http://www.planal-
to.gov.br/ccivil_03/leis/L6404consol.htm>. Acesso em: 11 set. 2017.
COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS. CPC 26 (R3) - Apresentação das De-
monstrações Contábeis. Disponível em: <http://www.cpc.org.br/CPC/Documen-
tos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=57>. Acesso em: 11 set. 2017.
MONTOTO, Eugenio. Contabilidade geral esquematizado. São Paulo: Saraiva, 2011.
RIBEIRO, Osni Moura. Contabilidade básica fácil. 28. ed. São Paulo: Saraiva, 2012.
______. Contabilidade comercial fácil. 18.ed. São Paulo: Saraiva, 2013.
SOARES, Salomão Dantas. Modelo de estrutura da DMPL. Disponível em: <http://
www.ceap.br/material/MAT21032013150510.pdf>. Acesso em: 11 set. 2017.
OLIVEIRA, Valdiney Alves; LEMES, Sirlei . Nível de convergência dos princípios con-
tábeis brasileiros e norte-americanos às normas do IASB: uma contribuição para a 
adoção das IFRS por empresas brasileiras. Rev. contab. finanç., São Paulo, v. 22, n. 
56, maio/ago. 2011. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_
arttext&pid=S1519-70772011000200003&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt>. Acesso em: 
11 set. 2017.
REFERÊNCIAS ON-LINE
1Em: <http://www.crcsp.org.br/apostilas/DLPA_Wagner_Mendes_0309.pdf>. Aces-
so em: 11 set. 2017.
2Em: <http://www.crcpr.org.br/new/index.php>. Acesso em: 11 set. 2017.
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GABARITO
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GABARITO
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Professora Me. Tatiane Garcia da Silva Santos
DEMONSTRAÇÃO DOS 
FLUXOS DE CAIXA (DFC)
Objetivos de Aprendizagem
 ■ Apresentar a Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC).
 ■ Explanar o conceito de caixa e equivalente de caixa.
 ■ Verificar as entradas e saídas de caixa por atividades.
 ■ Conhecer as transações que não se enquadram na DFC.
 ■ Verificar a estrutura e modelo da DFC.
Plano de Estudo
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:
 ■ Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC)
 ■ Métodos de estruturação da DFC
INTRODUÇÃO
Olá caro(a) aluno(a), nesta unidade você terá a oportunidade de conhecer um 
pouco mais sobre as Demonstrações Financeiras, abordando os aspectos sobre 
a Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC).
A Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) é um relatório da contabilidade 
que tem como objetivo evidenciar as operações ocorridas que promovem modi-
ficações no saldo de caixa e equivalentes de caixa. Contudo, também demonstra 
as origens das mudanças no saldo do Caixa das entidades. Assim, caixa neste 
relatório é o saldo da própria conta caixa mais o somatório dos saldos da conta 
banco e das contas de aplicações financeiras de liquidez imediata. Além disso, 
também demonstra quais foram os motivos que levaram às alterações da conta 
caixa em função das atividades operacionais das entidades. 
Contudo, a DFC não é obrigatória para todas as sociedades por ações. Logo, 
uma entidade que tenha o seu patrimônio líquido menor que R$ 2.000.000 na 
data do fechamento do balanço patrimonial estará desobrigada a entregar e 
publicar essa demonstração. 
Em conformidade com a NBC TG 03 (R3), no item 6, a conta caixa repre-
senta os numerários em espécie e também os depósitos bancários disponíveis 
para a organização. Desse modo, o caixa abrange todas as disponibilidades da 
entidade envolvendo as contas: Caixa, Bancos conta Movimento e Aplicações 
Financeiras de Liquidez Imediata.
Por fim, demonstraremos a estrutura e elaboração da DFC e verificaremos a 
classificação das entradas e saídas de caixa conforme as atividades operacionais, 
investimentos e financiamentos. Assim, será possível demonstrar com clareza de 
onde vieram as variações de caixa. Neste contexto, iremos conhecer o modelo 
e os métodos de elaboração da DFC, que são: indireto e direto. Logo, veremos 
que a diferença entre ambos é a forma de determinação da variação do caixa em 
função das atividades operacionais.
Bons estudos!
Introdução
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DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA (DFC)
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IVU N I D A D E96
DEMONSTRAÇÃO DOS 
FLUXOS DE CAIXA (DFC)
A Demonstração dos Fluxos de Caixa 
(DFC) é um relatório que tem como obje-
tivo evidenciar as modificações ocorridas 
no “Caixa” de uma organização de acordo 
com as operações da entidade em função do 
exercício social. Para Ribeiro (2013, p. 393), 
“a Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) é um relatório contábil que tem 
por fim evidenciar as transações ocorridas em um determinado período e que 
provocam modificações no saldo de caixa e equivalentes de caixa”. 
Neste contexto, a DFC resume os fatos administrativos acerca do fluxo de 
dinheiro que ocorre em virtude das operações de um determinado período nas 
empresas, em que são registrados por meio da escrituração contábil na conta 
Caixa, Banco conta Movimento, entre outras.
Dessa forma, na visão de Montoto (2011, p. 763), 
esse relatório também tem que demonstrar as origens das mudanças no 
saldo do Caixa. O usuário da informação precisa entender se o Caixa se 
alterou em função da atividade principal (operacional), se a alteração 
foi em função da venda de imóvel [...]”.
Assim, em conformidade com o art. 188 da Lei n. 6.404/76, a DFC deve apresentar:
I. demonstração dos fluxos de caixa - as alterações ocorridas, duran-
te o exercício, no saldo de caixa e equivalentes de caixa, segregan-
do-se essas alterações em, no mínimo, 3 (três) fluxos: (Redação 
dada pela Lei nº 11.638,de 2007)
a) das operações; (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)
b) dos financiamentos; e (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 
2007)
c) dos investimentos; (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007) 
(BRASIL, Lei n. 6.404/76).
Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC)
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Portanto, a DFC pode ser elaborada a partir de dois métodos: direto ou indi-
reto. Contudo, essa demonstração passou a ser requerida pela Lei n. 6.404/76 
por meio do seu art. 176. Também considerou-se as alterações feita pela Lei n. 
11.638/07, a qual desobriga a DOAR, passando a exigir a DFC e a DVA. Logo, 
segue um trecho do art. 176 sobre essa determinação:
Art. 176. Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com 
base na escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstra-
ções financeiras, que deverão exprimir com clareza a situação do patri-
mônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício:
I. balanço patrimonial;
II. demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados;
III. demonstração do resultado do exercício; e
IV. demonstração das origens e aplicações de recursos.
IV. demonstração dos fluxos de caixa; e (Redação dada pela Lei nº 
11.638,de 2007);
V. se companhia aberta, demonstração do valor adicionado. (Incluí-
do pela Lei nº 11.638,de 2007)
§1º As demonstrações de cada exercício serão publicadas com a indi-
cação dos valores correspondentes das demonstrações do exercí-
cio anterior (BRASIL, Lei n. 6.404/76).
A Demonstração dos Fluxos de Caixa não é obrigatória para todas as sociedades 
por ações. No entanto, uma empresa que tenha o patrimônio líquido menor que 
R$ 2.000.000 no fechamento do balanço patrimonial está desobrigada da entrega e 
publicação da DFC. Logo, seguem as orientações de acordo com a Lei n. 6.404/76:
§6º A companhia fechada com patrimônio líquido, na data do balanço, 
não superior ao valor nominal de 20.000 (vinte mil) Obrigações 
Reajustáveis do Tesouro Nacional, não será obrigada à elaboração 
e publicação da demonstração das origens e aplicações de recursos(BRASIL, Lei n. 6.404/76).
A Lei n. 6.404/76, em seu art. 188, determina que sejam observadas as alterações 
no Caixa em decorrência das operações da empresa, tais como investimentos e 
financiamentos. Porém, não existe nenhuma determinação sobre essas ativida-
des e nem a especificação de uma técnica para elaboração da DFC. 
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA (DFC)
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IVU N I D A D E98
Em conformidade com o CPC 03 (R2), todos os tipos de empresas devem 
elaborar a DFC, assim, essa determinação está nos itens 1 e 3 a seguir:
1. A entidade deve preparar um demonstração dos fluxos de caixa 
de acordo com os requisitos deste Pronunciamento Técnico e deve 
apresentá-la como parte integrante das suas demonstrações contá-
beis apresentada ao final de cada período.
2. [...]
3. [...] Assim sendo, este Pronunciamento Técnico requer que todas as 
entidades apresentem uma demonstração dos fluxos de caixa (CO-
MITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS, 2010, on-line)1.
CONCEITO DE CAIXA E EQUIVALENTE DE CAIXA
De acordo com o item 6 da NBC TG 03 (R3), a conta caixa representa os nume-
rários em espécie e também os depósitos bancários disponíveis.
Para Ribeiro (2013, p. 393), o conceito de equivalentes de caixa é:
Equivalentes de caixa são aplicações financeiras de curto prazo, de alta 
liquidez, que são prontamente conversíveis em montante conhecido de 
caixa e que estão sujeitas a um insignificante risco de mudança de valor. 
Fluxos de caixa são as entradas e saídas de caixa e equivalentes de caixa.
Portanto, em relação à DFC, o caixa abrange todas as disponibilidades da organiza-
ção envolvendo as contas: Caixa (dinheiro em espécie), Bancos conta Movimento 
(dinheiro em poder do bancos comerciais) e Aplicações Financeiras de Liquidez 
Imediata (dinheiro investido em aplicações de altíssima liquidez com vencimento 
em três meses). Logo, as contas citadas anteriormente são componentes do Ativo, 
que integram o grupo do Circulante no Balanço Patrimonial.
ESTRUTURA DA DFC
De acordo com a Lei n. 6.404/76, não existe um modelo de DFC a ser seguido 
pelos contadores das empresas. A lei apenas determina, no inciso I do art. 188, 
que a DFC deve indicar as alterações que acontecem no decorrer do exercício 
social em relação ao saldo de caixa e equivalentes de caixa, separados em três 
fluxos: das operações, dos financiamentos e dos investimentos. 
Equivalentes de caixa são aplicações financeiras de curto prazo, de alta li-
quidez, que são prontamente conversíveis em um montante conhecido de 
caixa e que estão sujeitas a um insignificante risco de mudança de valor.
Eugenio Montoto
Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC)
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CLASSIFICAÇÃO DAS ENTRADAS E SAÍDAS DE CAIXA POR 
ATIVIDADES
A Lei n. 6.404/76, no inciso I do art. 188, estabelece, em concordância com a 
NBC TG 03 (R3), que as transações relativas às entradas e saídas sejam selecio-
nadas em três grupos de atividades:
Atividades operacionais são as principais atividades geradoras de re-
ceita da entidade e outras atividades que não são de investimento e 
tampouco de financiamento.
Atividades de investimento são as referentes à aquisição e à venda de 
ativos de longo prazo e de outros investimentos não incluídos nos equi-
valentes de caixa.
Atividades de financiamento são aquelas que resultam em mudanças 
no tamanho e na composição do capital próprio e no capital de tercei-
ros da entidade (BRASIL, Lei n. 6.404/76).
A seguir, será explicada as transações que devem integrar a DFC para um melhor 
entendimento.
Atividades operacionais
Conforme a NBC TG 03 (R3), no item 14, existem alguns exemplos em rela-
ção às atividades operacionais que compõem o fluxo de caixa, que são: os 
recebimentos de caixa pela venda de mercadorias e pela prestação de servi-
ços; os recebimentos de caixa decorrentes de royalties, honorários, comissões 
e outras receitas; os pagamentos de caixa a fornecedores de mercadorias e ser-
viços; e outros.
Em conformidade com o CPC 03 (R2), todos os tipos de empresas devem 
elaborar a DFC, assim, essa determinação está nos itens 1 e 3 a seguir:
1. A entidade deve preparar um demonstração dos fluxos de caixa 
de acordo com os requisitos deste Pronunciamento Técnico e deve 
apresentá-la como parte integrante das suas demonstrações contá-
beis apresentada ao final de cada período.
2. [...]
3. [...] Assim sendo, este Pronunciamento Técnico requer que todas as 
entidades apresentem uma demonstração dos fluxos de caixa (CO-
MITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS, 2010, on-line)1.
CONCEITO DE CAIXA E EQUIVALENTE DE CAIXA
De acordo com o item 6 da NBC TG 03 (R3), a conta caixa representa os nume-
rários em espécie e também os depósitos bancários disponíveis.
Para Ribeiro (2013, p. 393), o conceito de equivalentes de caixa é:
Equivalentes de caixa são aplicações financeiras de curto prazo, de alta 
liquidez, que são prontamente conversíveis em montante conhecido de 
caixa e que estão sujeitas a um insignificante risco de mudança de valor. 
Fluxos de caixa são as entradas e saídas de caixa e equivalentes de caixa.
Portanto, em relação à DFC, o caixa abrange todas as disponibilidades da organiza-
ção envolvendo as contas: Caixa (dinheiro em espécie), Bancos conta Movimento 
(dinheiro em poder do bancos comerciais) e Aplicações Financeiras de Liquidez 
Imediata (dinheiro investido em aplicações de altíssima liquidez com vencimento 
em três meses). Logo, as contas citadas anteriormente são componentes do Ativo, 
que integram o grupo do Circulante no Balanço Patrimonial.
ESTRUTURA DA DFC
De acordo com a Lei n. 6.404/76, não existe um modelo de DFC a ser seguido 
pelos contadores das empresas. A lei apenas determina, no inciso I do art. 188, 
que a DFC deve indicar as alterações que acontecem no decorrer do exercício 
social em relação ao saldo de caixa e equivalentes de caixa, separados em três 
fluxos: das operações, dos financiamentos e dos investimentos. 
Equivalentes de caixa são aplicações financeiras de curto prazo, de alta li-
quidez, que são prontamente conversíveis em um montante conhecido de 
caixa e que estão sujeitas a um insignificante risco de mudança de valor.
Eugenio Montoto
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA (DFC)
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IVU N I D A D E100
Atividades de investimento
De acordo com a NBC TG 03 (R3), em conformidade com o item 14, exis-
tem alguns casos de fluxos de caixa advindos das atividades de investimento, 
que são: pagamento em caixa para aquisição de Ativo Imobilizado, Intangível e 
Ativos de longo prazo; e os recebimentos de caixa resultantes da venda de Ativo 
Imobilizado, Intangíveis e outros ativos de longo prazo.
Atividades de financiamento
Segundo a NBC TG 03 (R3), no item 7, seguem alguns exemplos de atividades de 
financiamento no fluxo de caixa, que são: caixa recebido pela emissão de ações 
ou outros instrumentos patrimoniais; pagamento em caixa a investidores para 
adquirir ou resgatar ações da entidade; caixa recebido pela emissão de debêntu-
res, empréstimos, notas promissórias, outros títulos de dívida, hipotecas e outros 
empréstimos de curto e longo prazo.
TRANSAÇÕES QUE NÃO DEVEM INTEGRAR A DFC
Segundo Ribeiro (2013, p. 396), “sendo o objetivo da DFC apresentar as transa-
ções que correspondem a entradas e saídas de recursos financeiros na empresa, 
obviamente, aquelas transações que não movimentam dinheiro não devem inte-
grá-la”. Neste sentido, o item 44 da NBC TG 03 (R3) discorre sobre as atividades 
de financiamentos e investimentos que não causam impacto sobre os fluxos de 
caixa corrente e não afetam a estrutura de capital e os ativos da empresa. Assim, 
seguem alguns exemplos dessas situações: 
 ■ aquisição de Ativos quer seja assunção direta do Passivo respectivo, querseja por meio de arrendamento financeiro;
 ■ a aquisição de entidade por meio de emissão de instrumentos patrimoniais;
 ■ a conversão de dívida em instrumentos patrimoniais e etc.
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MÉTODOS DE ESTRUTURAÇÃO DA DFC
Conforme mencionado anteriormente, existem dois métodos para a estrutura-
ção da DFC, a saber, o método direto e indireto.
MÉTODO INDIRETO
Segundo Ribeiro (2013, p. 397), “[...] também denominado Método da 
Reconciliação, os recursos derivados das atividades operacionais são demons-
trados a partir do Resultado do Exercício antes das deduções - CSLL e IR sobre 
o Lucro Líquido”. Logo, o método indireto ajusta as adições das despesas e exclui 
as receitas reconhecidas na apuração do resultado, que não alteram o caixa da 
organização e que não representam as saídas e entradas de dinheiro. Além dessas 
situações, também há a exclusão das receitas consideradas no exercício e recebi-
das no exercício anterior; a adição das receitas recebidas antecipadamente que 
não forem consideradas na apuração de resultados, entre outras considerações.
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA (DFC)
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IVU N I D A D E102
O método considera os ajustes e as variações positivas ou negativas que acon-
tecem no período, nos itens do estoque e nas contas operacionais a receber e a 
pagar em função dessas operações não representarem despesas e nem receitas 
porque não foram incluídas na apuração do resultado do exercício. De acordo 
com o item 20 da NBC TG 03 (R3), seguem algumas considerações:
De acordo com o método indireto, o fluxo de caixa líquido advindo 
das atividades operacionais é determinado ajustando o lucro líquido ou 
prejuízo quanto aos efeitos de:
a) variações ocorridas no período nos estoques e nas contas opera-
cionais a receber e a pagar;
b) itens que não afetam o caixa, tais como depreciação, provisões, tri-
butos diferidos, ganhos e perdas cambiais não realizados e resulta-
do de equivalência patrimonial quando aplicável; e
c) todos os outros itens tratados como fluxos de caixa advindos das 
atividades de investimento e de financiamento.
Alternativamente, o fluxo de caixa líquido advindo das atividades ope-
racionais pode ser apresentado pelo método indireto, mostrando-se 
as receitas e as despesas divulgadas na demonstração do resultado ou 
resultado abrangente e as variações ocorridas no período nos estoques 
e nas contas operacionais a receber e a pagar (CONSELHO FEDERAL 
DE CONTABILIDADE, 2016, on-line). 
Métodos de Estruturação da DFC
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Modelo de DFC pelo método indireto
Por fim, segue, no Quadro 1, um modelo de estrutura de DFC pelo método indi-
reto que pode ser utilizado para fins contábeis:
Quadro 1 - Modelo de DFC indireto
DESCRIÇÃO
EXERCÍCIO
ATUAL R$ ANTERIOR R$
1. FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS
Resultado do Exercício antes do IR e da CSLL
Ajuste por:
(+) Depreciação, amortização etc.
(+/-) Resultado na venda de Ativos Não Circulantes
(+/-) Equivalência patrimonial
Variações nos Ativos e Passivos
(Aumento) Redução em Clientes
(Aumento) Redução em contas a receber
(Aumento) Redução dos estoques
Aumento (Redução) em Fornecedores
Aumento (Redução) em Contas a Pagar
Aumento (Redução) no IR e na CSl
(=) Disponibilidades líquidas geradas pelas (aplicadas nas) ativida-
des operacionais
2. FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO
(-) Compras de Investimentos
(-) Compras do Imobilizado
(-) Compras do Intangível
(+) Recebimento por vendas de Investimentos
(+) Recebimento por vendas do Imobilizado
(+) Recebimento por vendas do Intangível
(+) Recebimento de dividendos
(=) Disponibilidades líquidas geradas pelas aplicadas nas) ativida-
des de investimento
3. FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO
(+) Integralização de capital
(+) Empréstimos tomados
(-) Pagamento de dividendos
(-) Pagamento de Empréstimos
(=) Disponibilidades líquidas geradas pelas (aplicadas nas) ativida-
des de financiamento
4. AUMENTO (REDUÇÃO) NAS DISPONIBILIDADES (1+/-2+/-3) 
5. DISPONIBILIDADES NO INÍCIO DO PERÍODO
6. DISPONIBILIDADES NO FINAL DO PERÍODO (4+/-5)
Fonte: Ribeiro (2013, p. 398).
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA (DFC)
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IVU N I D A D E104
MÉTODO DIRETO
A DFC, pelo método direto, é parecida com a DFC pelo método indireto. Porém, 
os dois métodos são diferentes na apresentação das atividades operacionais. 
Assim, pelo método direto, os recursos derivados das operações são indicados 
a partir dos recebimentos e pagamentos decorrentes das operações normais no 
decorrer do período. Neste contexto, a NBC TG 03 (R3), no item 18, afirma que 
as atividades operacionais são apresentadas por intermédio das principais clas-
ses de recebimentos brutos e pagamentos brutos.
Modelo de DFC pelo método direto
A seguir, será apresentado um modelo de estrutura de DFC pelo método direto 
na visão de Ribeiro (2013):
Métodos de Estruturação da DFC
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Quadro 2 - Modelo de DFC direto
DESCRIÇÃO
EXERCÍCIO
ATUAL R$
ANTERIOR 
R$
1. FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS
Valores recebidos de clientes
Valores pagos a fornecedores e empregados
Imposto de renda e contribuição social pagos
Pagamento de contingências
Recebimento por reembolso de seguros
Recebimentos de lucros e dividendos de subsidiárias
Outros recebimentos (pagamentos) líquidos
(=) Disponibilidades líquidas geradas pelas (aplicadas nas) ativi-
dades operacionais
2. FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO
(-) Compras de Investimentos
(-) Compras do Imobilizado
(-) Compras do Intangível
(+) Recebimento por vendas de Investimentos
(+) Recebimento por vendas do Imobilizado
(+) Recebimento por vendas do Intangível
(+) Recebimento de dividendos
(=) Disponibilidades líquidas geradas pelas aplicadas nas) ativi-
dades de investimento
3. FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO
(+) Integralização de capital
(+) Empréstimos tomados
(-) Pagamento de dividendos
(-) Pagamento de Empréstimos
(=) Disponibilidades líquidas geradas pelas (aplicadas nas) ativi-
dades de financiamento
4. AUMENTO (REDUÇÃO) NAS DISPONIBILIDADES (1+/-2+/-3) 
5. DISPONIBILIDADES NO INÍCIO DO PERÍODO
6. DISPONIBILIDADES NO FINAL DO PERÍODO (4+/-5)
Fonte: Ribeiro (2013, p. 399).
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA (DFC)
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IVU N I D A D E106
Caro(a) acadêmico(a), de acordo com o que foi apresentado, pode-se perceber a 
importância da DFC para as organizações em virtude das informações em torno 
das modificações que acontecem no caixa. Porém, vale ressaltar que caixa na 
DFC representa o saldo da conta caixa, banco e aplicações de liquidez imediata. 
Vantagens e desvantagens dos métodos direto e indireto para a confecção 
da Demonstração dos Fluxos de Caixa (IAS 7)
A reportagem aborda as vantagens e desvantagens dos dois métodos per-
mitidos para a elaboração da DFC: método indireto e o direto. 
O método direto é aquele segundo o qual as principais classes de recebi-
mentos e pagamentos brutos são divulgadas. 
O método indireto é aquele segundo o qual o lucro líquido ou prejuízo é 
ajustado pelos efeitos. 
Para saber mais, acesse: 
<http://ifrsbrasil.com/demonstracoes-contabeis/apresentacao/vantagens-
-e-desvantagens-dos-metodos-direto-e-indireto-para-a-confeccao-da-de-
monstracao-dos-fluxos-de-caixa-ias-7>. 
Fonte: IFRSBRASIL (2012, on-line)2.
Considerações Finais
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107
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Para melhor compreensão dos assuntos que abordamos nesta unidade, vamos 
relembrar alguns aspectos em torno da Demonstração dos Fluxos de Caixa 
(DFC), que é um dos relatórios de maior relevância em torno dos recursos sobre 
o dinheiro disponível das organizações. 
No decorrer da unidade, vimos o conceito que envolve a Demonstração dos 
Fluxos de Caixa (DFC), que visa evidenciar as operações que acontecem e que 
modificam os saldos de caixa e equivalentes de caixa (banco e contas de aplica-
ções financeiras de liquidez imediata). Neste aspecto, evidencia as origens das 
modificações no saldo do caixa das entidades. Contudo, caixa é o saldo da pró-
pria conta caixa mais a soma dos saldos da conta banco e contas de aplicações 
financeiras de liquidez imediata. Logo, também apresenta quais foram as causas 
que levaram às modificações da conta caixa em função das atividades princi-
pais das organizações. 
Neste contexto, este relatório não é obrigatório para todas as sociedades por 
ações. Porém, uma empresa que tenha o seu patrimônio líquido menor que R$ 
2.000.000 na data do fechamento do balanço patrimonial fica desobrigada da 
entrega e da publicação deste relatório. 
Assim, a NBC TG 03 (R3), no item 6, define que a conta caixa identifica os 
numerários em espécie e os depósitos bancários disponíveis para as entidades. 
Neste sentido, o caixa engloba todas as disponibilidades, que são: Caixa, Bancos 
conta Movimento e Aplicações Financeiras de Liquidez Imediata.
Enfim, houve apresentação da estrutura e do processo de elaboração da DFC 
e também verificamos a classificação das entradas e saídas de caixa de acordo com 
as atividades operacionais, investimentos e financiamentos. Além disso, apresen-
tamos os métodos e elaboração da DFC, que são indireto e direto.
Até a próxima unidade.
108 
1. A contabilidade utiliza algumas técnicas para alcançar os seus objetivos. Assina-
le a alternativa que representa essas técnicas.
a) Perícia, auditoria, demonstrações contábeis e livro diário.
b) Livro diário, razão, balancete de verificação e balanço patrimonial.
c) Escrituração, demonstrações contábeis, auditoria e análise das demonstra-
ções.
d) Balanço patrimonial, DRE, DMPL e DOAR.
e) Escrituração, perícia, auditoria e análise das demonstrações.
2. Receita é o ingresso bruto de benefícios econômicos durante o período prove-
niente das atividades de uma entidade que resultam no aumento do seu patri-
mônio líquido. Assinale alternativa que representa transações geradoras de 
receita.
a) Impostos, prestação de serviços, juros e despesas.
b) Juros, venda de bens, royalties e prejuízo.
c) Venda de imobilizado, juros, prestação de serviços e impostos.
d) Venda de sucata, juros pagos, aluguéis e prestação de serviços.
e) Venda de bens, prestação de serviços, juros, royalties e dividendos.
3. De acordo com a finalidade da demonstração do fluxos de caixa, assinale o ob-
jetivo dessa demonstração aos seus usuários.
a) Apresentar as modificações ocorridas no banco de uma organização durante 
o ano comercial.
b) Apresentar as modificações somente da conta caixa em um determinado pe-
ríodo.
c) Apresentar as modificações apenas da conta banco referente ao exercício 
social.
d) Apresentar as modificações ocorridas no caixa de uma organização durante 
o exercício social.
e) Apresentar as modificações que acontecem nas aplicações financeiras de um 
determinado período.
109 
4. A DFC passou a ser exigida pela Lei n. 6.404/76 no art. 176. Assim, em relação a 
Demonstração dos Fluxos de Caixa, é correto afirmar que:
a) É um relatório contábil que tem por fim evidenciar as transações ocorridas 
em um determinado período e que provocaram modificações no saldo da 
conta caixa.
b) É um relatório contábil destinado a evidenciar a composição do resultado 
formado em determinado período de operações da entidade.
c) É um relatório contábil para evidenciar o patrimônio líquido de um deter-
minado período que deve ser estruturado observando as normas para sua 
elaboração.
d) É um relatório contábil que visa a evidenciar as variações ocorridas em todas 
as contas que compõem o patrimônio líquido em um determinado período.
e) É um relatório que não é obrigatório porque não evidencia as mutações do 
patrimônio líquido da empresa.
5. De acordo com a Lei das Sociedades por Ações, é determinada a elaboração das 
demonstrações financeiras ao fim de cada exercício social. Assinale alternativa 
que identifica as demonstrações financeiras exigidas por lei.
a) Balanço Patrimonial, Demonstração dos Lucros, Demonstração do Resultado 
e Livro-diário.
b) Livro Diário, Livro-razão e Balancete de Verificação em quatro colunas.
c) Balanço Patrimonial, Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados, 
Demonstração do Resultado e Demonstração dos Fluxos de Caixa.
d) Livro-diário, Livro-razão ou Razonetes e Balancete de Verificação em duas 
colunas.
e) Balanço Patrimonial, Demonstração dos Fluxos de Caixa, Demonstração da 
Mutação do Patrimônio Líquido e Livro-diário.
110 
DFC - DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA
A Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC) 
indica quais foram as saídas e entradas de 
dinheiro no caixa durante o período e o 
resultado desse fluxo.
Assim como a Demonstração de Resultados 
de Exercícios, a DFC é uma demonstração 
dinâmica e deve ser incluída no balanço 
patrimonial.
A DFC passou a ser de apresentação obri-
gatória para todas as sociedades de capital 
aberto ou com patrimônio líquido superior 
a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais).
Esta obrigatoriedade vigora desde 
01/01/2008, por força da Lei 11.638/2007, 
e, desta forma, torna-se mais um impor-
tante relatório para a tomada de decisões 
gerenciais.
A Deliberação CVM 547/2008 aprovou o 
Pronunciamento Técnico CPC 03, que trata 
da Demonstração do Fluxo de Caixa.
Para as Pequenas e Médias Empresas 
(PMEs), a DFC também é de elaboração 
obrigatória, conforme item 3.17 (e) da NBC 
TG 1000. Portanto, independentemente 
do tipo societário adotado, as entidades 
devem apresentar o referido demonstra-
tivo pelo menos anualmente, por ocasião 
da elaboração das demonstrações finan-
ceiras (“balanço”).
APRESENTAÇÃO DO RELATÓRIO DE FLUXO DE CAIXA
Seguindo as tendências internacionais, 
o fluxo de caixa pode ser incorporado às 
demonstrações contábeis tradicionalmente 
publicadas pelas empresas. Basicamente, o 
relatório de fluxo de caixa deve ser segmen-
tado em três grandes áreas:
I. Atividades Operacionais;
II. Atividades de Investimento;
III. Atividades de Financiamento.
As Atividades Operacionais são explica-
das pelas receitas e gastos decorrentes 
da industrialização, comercialização ou 
prestação de serviços da empresa. Estas 
atividades têm ligação com o capital cir-
culante líquido da empresa.
As Atividades de Investimento são os gas-
tos efetuados no Realizável a Longo Prazo, 
em Investimentos, no Imobilizado ou no 
Intangível, bem como as entradas por 
venda dos ativos registrados nos referidos 
subgrupos de contas.
As Atividades de Financiamento são os 
recursos obtidos do Passivo Não Circulante 
e do Patrimônio Líquido. Devem ser incluí-
dos aqui os empréstimos e financiamentos 
de curto prazo. As saídas correspondem 
à amortização dessas dívidas e os valores 
pagos aos acionistas a título de dividen-
dos, distribuição de lucros.
Fonte: Portal de Contabilidade ([2017], on-line)3.
http://www.portaldecontabilidade.com.br/nbc/NBC-TG-1000.htm
http://www.portaldecontabilidade.com.br/nbc/NBC-TG-1000.htm
http://www.portaldecontabilidade.com.br/nbc/NBC-TG-1000.htm
http://www.portaldecontabilidade.com.br/nbc/NBC-TG-1000.htm
Material Complementar
MATERIAL COMPLEMENTAR
Normas e Práticas Contábeis. Uma Introdução
José Carlos Marion; Renato M. Porto Rei. 
Editora: Atlas
Sinopse: a elaboração deste livro representa uma 
contribuição concreta para a classecontábil pelo fato de 
ser uma publicação que surge na academia, que tão de 
perto tem participado neste novo modelo contábil, em que a 
contabilidade brasileira está sendo globalizada em convergência com 
as Normas Internacionais de Contabilidade (IFRS). Os textos desta coletânea foram 
elaborados por alunos do mestrado em Contabilidade da PUC-SP, integrado por coordenadores de 
cursos de contabilidade, professores, auditores (e até gerentes e sócios de empresas de auditoria), 
empresários contábeis, executivos, controllers, contadores participantes de órgãos de classe, escritores 
contábeis e profissionais de diversos estados do Brasil. 
REFERÊNCIASREFERÊNCIAS
BRASIL. Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Dispõe sobre as Sociedades por 
Ações. Brasília: Presidência da república, 1976. Disponível em: <http://www.planal-
to.gov.br/ccivil_03/leis/L6404consol.htm>. Acesso em: 11 set. 2017.
COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS. CPC 26 (R3) - Apresentação das De-
monstrações Contábeis. Disponível em: <http://www.cpc.org.br/CPC/Documen-
tos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=57>. Acesso em: 11 set. 2017.
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Normas brasileiras de contabilidade: 
NBC TG - geral - normas completas, NBC TG – estrutura conceitual e NBC TG 01 a 40 
(exceto 34 e 42). Brasília: Conselho Federal de Contabilidade, 2011. Disponível em: 
<http://portalcfc.org.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/04/NBC_TG_COM-
PLETAS03.2013.pdf>. Acesso em: 11 set. 2017.
MONTOTO, Eugenio. Contabilidade geral esquematizado. São Paulo: Saraiva, 
2011.
RIBEIRO, Osni Moura. Contabilidade básica fácil. 28. ed. São Paulo: Saraiva, 2012.
______. Contabilidade comercial fácil. 18. ed. São Paulo: Saraiva, 2013.
REFERÊNCIAS ON-LINE
1Em: <http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pro-
nunciamento?Id=57>. Acesso em: 11 set. 2017.
2Em: <http://ifrsbrasil.com/demonstracoes-contabeis/apresentacao/vantagens-e-
-desvantagens-dos-metodos-direto-e-indireto-para-a-confeccao-da-demonstra-
cao-dos-fluxos-de-caixa-ias-7>. Acesso em: 11 set. 2017.
3Em: <http://www.portaldecontabilidade.com.br/tematicas/ademonstracaodosflu-
xos.htm>. Acesso: 11 set. 2017.
112
GABARITO
113
1. c
2. e
3. d
4. a
5. c
GABARITOGABARITO
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E V
Professora Me. Tatiane Garcia da Silva Santos
DEMONSTRAÇÃO DO VALOR 
ADICIONADO (DVA) E 
NOTAS EXPLICATIVAS
Objetivos de Aprendizagem
 ■ Apresentar a Demonstração do Valor Adicionado (DVA).
 ■ Conhecer a elaboração da DVA.
 ■ Conhecer a estrutura da DVA.
 ■ Verificar o modelo de DVA.
 ■ Conhecer o conceito de Notas Explicativas.
Plano de Estudo
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:
 ■ Demonstração do Valor Adicionado (DVA)
 ■ Notas Explicativas
INTRODUÇÃO
Olá aluno(a), conforme estudamos anteriormente sobre os assuntos da 
Demonstrações Financeiras/Contábeis, iremos abordar agora o último relató-
rio da contabilidade denominado Demonstração do Valor Adicionado (DVA). 
Em seguida, a complementação das informações em volta das demonstrações 
contábeis com base na contextualização sobre as Notas Explicativas. 
Diante disso, a Demonstração do Valor Adicionado (DVA) é um relatório 
que demonstra quantos recursos uma empresa produz em um exercício social. 
Assim, verificar o quanto foi adicionado de valor aos seus fatores de produção, 
quanto e de que forma essa riqueza foi gerada e distribuída entre os funcionários, 
governo, acionistas, entre outros. Neste contexto, o valor adicionado representa 
o negócio em torno da venda de mercadorias, ou seja, é o cálculo da diferença 
entre o valor da venda e o custo da mercadoria vendida. Dessa forma, a DVA 
é elaborada a partir dos dados da DR, assim, a receita a ser considerada nesse 
relatório vem da receita bruta com impostos, considerando as deduções e adi-
ções conforme a estrutura da DR. 
Com base na alteração da Lei n. 6.404/76, em seu art. 176, inciso V, e revista 
pela Lei n. 11.638/07, essa demonstração tornou-se obrigatória somente para as 
sociedades por ações de capital aberto. Logo, as informações necessárias para 
construção da DVA são retiradas das contas de resultado (DRE) e também das 
contas patrimoniais (Balanço Patrimonial). Desta forma, vamos contextualizar 
a elaboração, estrutura e modelo da DVA. 
Por fim, explanaremos sobre as Notas Explicativas que são regidas pela NBC 
TG 26 (R4), no itens 112 a 116. Assim, as notas explicativas complementam as 
informações a respeito dos dados sobre as demonstrações contábeis, que são 
apresentadas após a publicação das demonstrações contábeis. 
Abraços!
Introdução
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Reprodução proibida. A
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VU N I D A D E118
DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO (DVA)
A Demonstração do Valor Adicionado (DVA) é uma demonstração que eviden-
cia quantos recursos uma entidade produziu em um determinado período. Ou 
melhor, o quanto foi adicionado de valor aos seus fatores de produção, quanto e de 
que maneira a riqueza gerada foi distribuída entre os funcionários, governo, acio-
nistas entre outros, assim como em relação à parcela da riqueza não distribuída. 
Em conformidade com a Lei n. 6.404/76, no art. 188, em seu inciso II, a DVA é:
II. demonstração do valor adicionado - o valor da riqueza gerada pela 
companhia, a sua distribuição entre os elementos que contribuí-
ram para a geração dessa riqueza, tais como empregados, financia-
dores, acionistas, governo e outros, bem como a parcela da riqueza 
não distribuída. (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007) (BRA-
SIL, Lei n. 6.404/76). 
Contudo, a partir da alteração da Lei n. 6.404/76, em seu art. 176, inciso V, e revista 
pela Lei n. 11.638/07, a DVA passou a ser obrigatória no Brasil somente para as 
sociedades por ações de capital aberto. Desse modo, no CPC 09 foram estipula-
dos todos os critérios para elaboração da DVA, bem como as entidades que devem 
apresentar esse relatório. Segue um trecho do CPC 09 sobre essas determinações:
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A entidade, sob forma jurídica de sociedade por ações, com capital 
aberto, e outras entidades que a lei assim estabelecer, devem elaborar a 
DVA e apresentá-la com parte das demonstrações contábeis divulgadas 
ao final de cada exercício social. É recomendado, entretanto, a sua ela-
boração por todas as entidades que divulgam demonstrações contábeis 
(COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS, 2008).
A DVA tem como objetivo apresentar a origem da riqueza formada pela entidade, 
ou seja, de que forma essa riqueza foi distribuída entre as diversas áreas que con-
tribuíram para a sua geração. Dessa forma, para Ribeiro (2013, p. 403), “o valor 
adicionado que é demonstrado na DVA representa a riqueza criada pela empresa, 
de forma geral medida pela diferença entre o valor das vendas e os insumos adqui-
ridos de terceiros”. Neste contexto, é incluído o valor adicionado recebido em 
transferência, ou seja, gerado por terceiros e transferido para empresa. Contudo, 
para melhor entendimento, segue um exemplo na visão de Ribeiro (2013, p. 403):
[...] consideramos que uma determinada unidade de mercadoria, ad-
quirida do fornecedor por R$ 20, tenha sido vendida pela empresa co-
mercial por R$ 30. Nesse caso, o valor adicionado pela empresa comer-
cial corresponde a R$ 10 (R$ 30 - R$ 20).
Note bem, embora a receita bruta de vendas dessa empresa comercial 
tenha sido de R$ 30, ela agregou à economia do país apenas R$ 10, uma 
vez que os outros R$ 20 representam riquezas geradas por empresas 
integrantes da cadeia produtiva, porém em outras etapas (agricultura, 
indústria, comércio atacadistae serviços).
O valor adicionado de R$ 10, portanto, corresponde à remuneração 
dos esforços que a empresa despendeu no desenvolvimento de suas 
atividades. Entre esses esforços, incluem-se os financiadores (fonte de 
mão de obra), os investidores (fonte de Capital próprio), os financia-
dores (fonte de capitais de terceiros) e o governo, que será remunerado 
por meio dos impostos como contrapartida dos benefícios sociais que 
oferece a toda a sociedade, inclusive às empresas.
Portanto, o valor adicionado de cada entidade significa o quanto a empresa aju-
dou na formação do PIB - Produto Interno Bruto - de um país. Isto é, o PIB é 
indicador de atividade econômica de uma área, sendo a soma de todos os bens 
e serviços finais produzidos em uma determinada região referente a um período 
estipulado. Assim, os investidores e outros usuários que usam a DVA têm como 
objetivo a promoção do conhecimento partir dos dados de natureza econômica 
e social, com a finalidade de contribuir com a melhoria de avaliação das opera-
ções das empresas que estão inseridas no mercado.
DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO (DVA) E NOTAS EXPLICATIVAS
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
VU N I D A D E120
ELABORAÇÃO DA DVA
As informações necessárias para construção da DVA são retiradas das contas de 
resultado (DRE) e também das contas patrimoniais (Balanço Patrimonial), ou 
seja, as contas de resultado usadas por esse relatório são as despesas, os custos e 
as receitas com base no princípio da competência. 
Assim, as contas patrimoniais que são utilizadas na DVA são as contas de 
participação de terceiros, tais como tributos sobre o lucro líquido, debenturistas, 
empregados e administradores. Dessa forma, na elaboração da DVA, o contador 
deve usar os dados que constam no livro-razão. 
ESTRUTURA DA DVA
Em conformidade com a Lei n. 6.404/76, em seu art. 188, as informações neces-
sárias para construção da DVA são: o valor da riqueza gerada pela companhia; 
a sua distribuição entre os elementos que contribuíram para a geração dessa 
riqueza, tais como empregados, financiadores, acionistas, governo e outros; e a 
parcela da riqueza não distribuída. 
MODELO DA DVA
Enfim, segue um modelo de estrutura da DVA que pode ser utilizada para evi-
denciar a riqueza gerada pela entidade na visão de Ribeiro (2013, p. 406):
A receita bruta na DVA é o valor que a empresa fatura incluindo todos os 
impostos de venda (IPI, ICMS, PIS e COFINS), deduzindo as devoluções, aba-
timentos [...].
Eugenio Montoto
Demonstração do Valor Adicionado (DVA)
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Quadro 1 - Modelo de DVA
DESCRIÇÃO
EXERCÍCIO
ATUAL R$ ANTERIOR R$
1. RECEITAS (1.1 a 1.4)
1.1 Vendas de mercadorias, produtos e serviços
1.2 Outras receitas
1.3 Receitas relativas à construção de ativos próprios
1.4 Provisão para créditos de liquidação 
duvidosa - Reversão/(Constituição)
2. INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS 
(inclui tributos: ICMS, IPI, PIS e COFINS) (2.1 a 2.4)
2.1 Custos dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos
2.2 Materiais, energia, serviços de terceiros e outros 
2.3 Perda/Recuperação de valores ativos
2.4 Outras (especificar)
3. VALOR ADICIONADO BRUTO (1 - 2)
4. DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO
5. VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO 
PELA ENTIDADE (3 - 4)
6. VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA (6.1 a 6.3)
6.1 Resultado de equivalência patrimonial
6.2 Receitas financeiras
6.3 Outras
7. VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR (5 + 6)
8. DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO (8.1 a 8.6)
8.1 Pessoal (8.1.1 a 8.1.3)
8.1.1 Remuneração direta
8.1.2 Benefícios
8.1.3 FGTS
8.2 Impostos, taxas e contribuições (8.2.1 a 8.2.3)
8.2.1 Federais
8.2.2 Estaduais
8.2.3 Municipais
8.3 Remuneração de capitais de terceiros (8.3.1 a 8.3.3)
8.3.1 Juros
8.3.2 Aluguéis
8.3.3 Outras
8.4 Remuneração de capitais próprios (8.4.1 e 8.4.2)
8.4.1 Juros sobre o Capital próprio
8.4.2 Dividendos
8.5 Lucros retidos/Prejuízo do exercício
8.6 Participação dos não controladores nos lucros retidos (Só para 
consolidação)
Fonte: Ribeiro (2013, p. 406).
DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO (DVA) E NOTAS EXPLICATIVAS
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
VU N I D A D E122
NOTAS EXPLICATIVAS
As Notas Explicativas são explicações que complementam as Demonstrações 
Financeiras, ou seja, são informações a respeito de composição dos saldos das 
contas contábeis, métodos de depreciação, entre outros critérios usados pela 
contabilidade para avaliação patrimonial. Neste contexto, as notas explicativas 
ajudam no processo de interpretação dos dados das demonstrações contábeis.
Portanto, as notas explicativas devem ser alocadas logo após a apresentação 
das demonstrações contábeis. Sendo assim, na NBC TG 26 (R4), no itens 112 a 
116, as notas explicativas devem ter a seguinte estrutura:
112. As notas explicativas devem:
a) apresentar informação acerca da base para a elaboração das de-
monstrações contábeis e das políticas contábeis específicas utiliza-
das de acordo com os itens 117 a 124;
b) divulgar a informação requerida pelas normas, interpretações 
e comunicados técnicos que não tenha sido apresentada nas de-
monstrações contábeis; e
c) prover informação adicional que não tenha sido apresentada nas 
demonstrações contábeis, mas que seja relevante para sua com-
preensão.
Notas Explicativas
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113. As notas devem ser apresentadas, tanto quanto seja praticável, de 
forma sistemática. Cada item das demonstrações contábeis deve ter re-
ferência cruzada com a respectiva informação apresentada nas notas 
explicativas.
114. As notas explicativas são normalmente apresentadas pela ordem a 
seguir, no sentido de auxiliar os usuários a compreender as demonstra-
ções contábeis e a compará-las com demonstrações contábeis de outras 
entidades:
a) declaração de conformidade com as normas, interpretações e co-
municados técnicos do CFC (ver item 16);
b) resumo das políticas contábeis significativas aplicadas (ver item 
117);
c) informação de suporte de itens apresentados nas demonstrações 
contábeis pela ordem em que cada demonstração e cada rubrica 
sejam apresentadas; e
d) outras divulgações, incluindo:
i) passivos contingentes (ver NBC TG 25 – Provisões, Passivos 
Contingentes e Ativos Contingentes) e compromissos contra-
tuais não reconhecidos; e
ii) divulgações não financeiras, por exemplo, os objetivos e polí-
ticas de gestão do risco financeiro da entidade (ver NBC TG 
40 – Instrumentos Financeiros: Evidenciação).
115. Em algumas circunstâncias, pode ser necessário ou desejável alte-
rar a ordem de determinados itens nas notas explicativas. Por exemplo, 
a informação sobre variações no valor justo reconhecidas no resultado 
pode ser divulgada juntamente com a informação sobre vencimentos 
de instrumentos financeiros, embora a primeira se relacione com a de-
monstração do resultado e a última se relacione com o balanço patri-
monial. Contudo, até onde praticável, deve ser mantida uma estrutura 
sistemática das notas.
116. As notas explicativas que proporcionam informação acerca da 
base para a elaboração das demonstrações contábeis e as políticas con-
tábeis específicas podem ser apresentadas como seção separada das de-
monstrações contábeis.
DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO (DVA) E NOTAS EXPLICATIVAS
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
VU N I D A D E124
Caro(a) aluno(a), finalizamos a abordagem sobre as demonstrações financeiras 
com a DVA - Demonstração do Valor Adicionado. Neste contexto, buscou-se 
apresentar todos os relatórios que devem ser emitidos pela contabilidade em 
conformidade com a legislação vigente. Espero que vocêtenha assimilado essas 
informações que serão muito úteis na sua vida profissional.
Sucesso!
Casos especiais - alguns exemplos
Depreciação de itens reavaliados ou avaliados ao valor justo (fair 
value).
16. A avaliação e a reavaliação de ativos ao seu valor justo provocam altera-
ções na estrutura patrimonial da empresa e, por isso, normalmente reque-
rem o registro contábil dos seus efeitos tributários.
17. Os resultados da empresa são afetados sempre que houver a realização 
dos respectivos ativos reavaliados ou avaliados ao valor justo. Quando a rea-
lização de determinado ativo ocorrer pelo processo normal de depreciação, 
por consequência, a DVA também é afetada. Assim, no momento da realiza-
ção da reavaliação ou da avaliação ao valor justo, deve-se incluir esse valor 
como “outras receitas” na DVA, bem como se reconhecem os respectivos tri-
butos na linha própria de impostos, taxas e contribuições.
Veja mais em: <http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronun-
ciamentos/Pronunciamento?Id=40>. 
Fonte: CPC ([2017], on-line)1.
Considerações Finais
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nesta unidade, foi abordado a última demonstração financeira elaborada pela 
contabilidade, chamada de Demonstração do Valor Adicionado (DVA). Neste 
contexto, houve a necessidade de apresentar o conceito de Notas Explicativas em 
função da relevância das informações geradas por meio delas. 
Diante disto, a Demonstração do Valor Adicionado (DVA) é uma demonstra-
ção que visa evidenciar quantos recursos uma entidade produz em determinado 
período. Logo, também observa o quanto foi adicionado de valor aos seus fatores 
de produção, quanto e de que maneira a riqueza foi gerada e alocada aos seto-
res envolvidos. Portanto, o valor adicionado significa a negociação em torno 
da venda de mercadorias, ou seja, o cálculo da diferença entre o valor da venda 
e o custo da mercadoria vendida. Assim, a DVA é desenvolvida com os dados 
da Demonstração de Resultado, em que a receita considera a receita bruta com 
impostos, incluindo as deduções e adições de acordo com a estrutura da DR.
Portanto, a Lei n. 6.404/76, em seu art. 176, inciso V, e a Lei n. 11.638/07 
determinam que essa demonstração é obrigatória para as sociedades por ações de 
capital aberto. Assim, os dados para a construção da DVA são retirados a partir 
das contas de resultado (DRE) e as contas patrimoniais (Balanço Patrimonial). 
Tal como para o fechamento da DVA houve a contextualização da elaboração, 
estrutura e modelo deste relatório. 
Finalizando a unidade, abordamos as Notas Explicativas, que têm o objetivo 
de complementar as informações em volta das demonstrações contábeis, em que 
apresentam dados complementares a respeito dos relatórios contábeis. Assim, as 
Notas Explicativas devem ser usadas para enriquecer o conjunto das informações 
que são extraídas por meio dos relatórios contábeis emitidos pela contabilidade. 
Abraços e sucesso!
126 
1. De acordo com os conteúdos que foram abordados em torno das informações 
relevantes vindas da contabilidade, discorra sobre o conceito e importância 
das Notas Explicativas.
2. Faça um comentário sobre o conceito e aplicação da DVA para as empresas.
3. A entidade sob forma jurídica de sociedade por ações, com capital aberto, e 
outras entidades que a lei estabelece devem elaborar a DVA. Em relação a De-
monstração do Valor Adicionado, é correto afirmar que:
a) O valor adicionado é calculado pela simples diferença entre o valor da venda 
e o custo da mercadoria vendida.
b) O valor adicionado é calculado pela diferença entre o valor da compra e o 
custo da mercadoria comprada.
c) O valor adicionado é a diferença entre as despesas e receitas referentes a um 
determinado período.
d) O valor adicionado representa a diferença entre o ativo e o passivo.
e) O valor adicionado é a diferença entre o valor do bem do imobilizado menos 
os valores da depreciação incorrida no mês.
4. A análise das demonstrações financeiras representa um dos ramos da Contabili-
dade. Neste sentido, assinale a alternativa correta que representa a função 
da análise das demonstrações financeiras.
a) Consiste em verificar se os saldos das demonstrações contábeis estão corre-
tos.
b) Consiste em verificar a escrituração do livro diário e demais livros obrigatórios.
c) Consiste em utilizar métodos, conjuntos de procedimentos, técnicas, sistemas 
ou arte para verificar as demonstrações contábeis.
d) Consiste em fornecer informações sobre a evolução do patrimônio para os 
seus parceiros de negócios.
e) Consiste em verificações, comparações, cálculos e estatísticas a partir de de-
monstrações, pelo menos, de dois exercícios. 
127 
5. De acordo com os regimes de contabilização de receitas e despesas, assinale a 
alternativa correta.
a) O regime de competência é desenvolvido exclusivamente pelas empresas de 
pequeno porte.
b) O regime de caixa afirma que a receita é reconhecida quando recebida e a 
despesa é legítima no pagamento ou saída de recursos.
c) Os dois regimes de caixa e competência têm em vista o reconhecimento das 
receitas e despesas quando ocorridas independente do momento e do even-
to.
d) Para as sociedades anônimas, a legislação obriga a elaboração das demons-
trações contábeis apenas pelo regime de caixa.
e) O princípio do regime de caixa diz respeito às transações que acontecem nas 
empresas e visa ao reconhecimento unicamente das despesas e não das re-
ceitas recebidas durante o mês de movimento contábil.
128 
O QUE SÃO AS NOTAS EXPLICATIVAS NO BALANÇO?
As denominadas “Notas Explicativas” con-
têm informações adicionais em relação à 
apresentada nas demonstrações contá-
beis, oferecendo descrições narrativas ou 
segregações e aberturas de itens divulga-
dos nessas demonstrações e informação 
acerca de itens que não se enquadram nos 
critérios de reconhecimento nas demons-
trações contábeis.
As Notas Explicativas são necessárias e úteis 
para melhor entendimento e análise das 
demonstrações contábeis, aplicáveis em 
todos os casos que forem pertinentes.
A Resolução CFC 1.185/2009 – NBC TG 
26 (R4), que trata da apresentação das 
demonstrações, faz menção à forma de 
como se fazer e estruturar as referidas Notas 
Explicativas.
Com relação à obrigatoriedade legal da fei-
tura das Notas Explicativas, destaque-se o 
§ 4° do artigo 176 da Lei 6.404/76:
§4º As demonstrações serão complemen-
tadas por notas explicativas e outros 
quadros analíticos ou demonstrações 
contábeis necessários para esclareci-
mento da situação patrimonial e dos 
resultados do exercício.
Os dispositivos supramencionados apli-
cam-se às sociedades anônimas regidas 
pela Lei 6.404/76e por extensão aplicada 
às demais sociedades. Observe que não há 
citação de regime de tributação, portanto, 
mesmo as entidades tributadas com base 
na sistemática do Simples Nacional estão 
obrigadas à elaboração das ditas notas.
A Resolução CFC 1.255/2009, que aprovou 
a NBC TG 1000 – Contabilidade para Peque-
nas e Médias Empresas. No item 3.17 da 
referida NBC, tem-se a lista do conjunto 
completo das Demonstrações Contábeis 
que as referidas entidades devem elabo-
rar, no qual está contemplada na letra “f” a 
inclusão das Notas Explicativas.
Desta forma, com base nos textos normati-
vos mencionados, podemos afirmar que as 
Demonstrações Contábeis devem ser com-
plementadas por Notas Explicativas, que 
passam a ser de elaboração obrigatória para 
todas as entidades, independentemente 
de porte, atividade ou forma de tributação.
O § 5º do art. 176 da Lei das S/A menciona, 
sem esgotar o assunto, as bases gerais e as 
normas a serem incluídas nas demonstra-
ções financeiras, as quais deverão:
I. apresentar informações sobre a base 
de preparação das demonstrações 
financeiras e das práticas contábeis 
específicas selecionadas e aplicadas 
para negócios e eventos significativos;
II.divulgar as informações exigidas pelas 
práticas contábeis adotadas no Bra-
sil que não estejam apresentadas em 
nenhuma outra parte das demonstra-
ções financeiras;
III. fornecer informações adicionais não 
indicadas nas próprias demonstrações 
financeiras e consideradas necessárias 
para uma apresentação adequada; e
IV. indicar:
http://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/notas_explicativas
129 
a) os principais critérios de avaliação dos 
elementos patrimoniais, especialmente 
estoques, dos cálculos de depreciação, 
amortização e exaustão, de constituição 
de provisões para encargos ou riscos e 
dos ajustes para atender a perdas pro-
váveis na realização de elementos do 
ativo;
b) os investimentos em outras sociedades, 
quando relevantes;
c) o aumento de valor de elementos do 
ativo resultante de novas avaliações;
d) os ônus reais constituídos sobre ele-
mentos do ativo, as garantias prestadas 
a terceiros e outras responsabilidades 
eventuais ou contingentes;
e) a taxa de juros, as datas de vencimento 
e as garantias das obrigações a longo 
prazo;
f ) o número, espécies e classes das ações 
do capital social;
g) as opções de compra de ações outor-
gadas e exercidas no exercício;
h) os ajustes de exercícios anteriores; e
i) os eventos subsequentes à data de 
encerramento do exercício que tenham, 
ou possam vir a ter, efeito relevante 
sobre a situação financeira e os resul-
tados futuros da companhia.
Fonte: Contábeis (2016, on-line)2.
MATERIAL COMPLEMENTAR
Manual Das Demonstrações Contábeis
Cleônimo dos Santos 
Editora: Iob
Sinopse: demonstrações Contábeis são o conjunto de 
informações extraídas fundamentalmente dos registros 
contábeis que toda empresa deve manter. Trata-se, na 
verdade, da “prestação de contas” mais significativa que os 
administradores fazem aos sócios ou acionistas ou, ainda, ao empresário 
individual. Essa prestação de contas acontece no mínimo uma vez por ano e é composta basicamente 
pelas demonstrações contábeis. 
REFERÊNCIAS
131
BRASIL. Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Dispõe sobre as Sociedades por 
Ações. Brasília: Presidência da república, 1976. Disponível em: <http://www.planal-
to.gov.br/ccivil_03/leis/L6404consol.htm>. Acesso em: 11 set. 2017.
COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS. CPC 26 (R3) - Apresentação das De-
monstrações Contábeis. Disponível em: <http://www.cpc.org.br/CPC/Documen-
tos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=57>. Acesso em: 11 set. 2017.
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Normas brasileiras de contabilidade: 
NBC TG - geral - normas completas, NBC TG – estrutura conceitual e NBC TG 01 a 40 
(exceto 34 e 42). Brasília: Conselho Federal de Contabilidade, 2011. Disponível em: 
<http://portalcfc.org.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/04/NBC_TG_COM-
PLETAS03.2013.pdf>. Acesso em: 11 set. 2017.
MONTOTO, Eugenio. Contabilidade geral esquematizado. São Paulo: Saraiva, 
2011.
RIBEIRO, Osni Moura. Contabilidade básica fácil. 28. ed. São Paulo: Saraiva, 2012.
______. Contabilidade comercial fácil. 18. ed. São Paulo: Saraiva, 2013.
REFERÊNCIAS ON-LINE
1Em: <http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pro-
nunciamento?Id=40>. Acesso em: 11 set. 2017.
2Em: <http://www.contabeis.com.br/noticias/30007/o-que-sao-as-notas-explicati-
vas-no-balanco/>. Acesso em: 11 set. 2017.
REFERÊNCIAS
GABARITO
1. As Notas Explicativas são explicações que complementam as Demonstrações 
Financeiras, ou seja, são informações a respeito da composição dos saldos das 
contas contábeis, métodos de depreciação, entre outros critérios usados pela 
contabilidade para avaliação patrimonial. Neste contexto, as notas explicativas 
ajudam no processo de interpretação dos dados das demonstrações contábeis.
2. A Demonstração do Valor Adicionado (DVA) é uma demonstração que eviden-
cia quantos recursos uma entidade produziu em um determinado período. Ou 
melhor, o quanto foi adicionado de valor aos seus fatores de produção, quanto 
e de que maneira a riqueza gerada foi distribuída entre os funcionários, gover-
no, acionistas e entre outros, assim como em relação à parcela da riqueza não 
distribuída. 
3. a
4. e
5. b
GABARITO
CONCLUSÃO
133
Caro(a) aluno(a), chegamos ao final do nosso livro e espero que este material 
tenha sido útil para o processo de ensino e aprendizagem. Abordamos os aspec-
tos que envolvem a Estrutura das Demonstrações Contábeis em conformidade 
com a legislação vigente. Assim, também vimos a importância desses relatórios 
para o processo de tomada de decisão dentro das organizações. 
Neste contexto, estudamos os assuntos introdutórios sobre as Demonstrações 
Contábeis em acordo com as Leis n. 6.404/76 e n. 11.638/07, pelo CFC, pela 
CVM e pelo Regulamento do Imposto de Renda. Também vimos o Balanço 
Patrimonial, um relatório que visa os saldos das contas patrimoniais e a eviden-
ciação do patrimônio das entidades. 
Na sequência, tivemos a explanação do Demonstrativo do Resultado (DR), 
que evidencia o resultado da entidade, ou seja, lucro ou prejuízo do período. 
Também tratamos de apresentar um roteiro sobre apuração do resultado do 
exercício em função da necessidade de apurar o lucro ou prejuízo das empre-
sas. Logo, na unidade, ficou clara a relevância do processo do encerramento do 
resultado para apuração da DR, que inclui também o zeramento das contas que 
fazem parte desse processo. 
Em continuidade, foi apresentado a DLPA e a DMPL, em que a DLPA pode 
ser sucedida pela Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido, porque 
a DMPL abrange as exposições em torno das variações ocorridas no exercí-
cio social da entidades. Em função da necessidade de informação, verificamos 
a Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC), que é um relatório com a visão de 
evidenciar as operações ocorridas e que provocam modificações no saldo de 
caixa e equivalentes de caixa. Por último, tratamos da Demonstração do Valor 
Adicionado (DVA) e das Notas Explicativas para o fechamento das temáticas em 
relação às demonstrações contábeis. 
Abraços!
CONCLUSÃO
ANOTAÇÕES
ANOTAÇÕES
135
ANOTAÇÕES
	h.zcvpjrtaqvcj
	UNIDADE I
	DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
	Introdução
	Demonstrações Financeiras
	Balanço Patrimonial
	Considerações Finais
	Referências
	GABARITO
	UNIDADE II
	DEMONSTRATIVO DO RESULTADO (DR)
	Introdução
	Demonstrativo do Resultado (DR)
	Demonstração do Resultado do Período e Demonstração do Resultado Abrangente do Período
	Roteiro para Apuração do Resultado do Exercício
	Considerações Finais
	ANEXO i
	ANEXO II
	Referências
	GABARITO
	UNIDADE III
	DEMONSTRAÇÃO DOS LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS (DLPA) E DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (DMPL) 
	Introdução
	Aspectos Introdutórios
	Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA)
	Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL)
	Considerações Finais
	Referências
	GABARITO
	UNIDADE IV
	DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA (DFC)
	Introdução
	Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC)
	Métodos de Estruturação da DFC
	Considerações Finais
	Referências
	GABARITO
	UNIDADE V
	DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO (DVA) E NOTAS EXPLICATIVAS
	Introdução
	Demonstração do Valor Adicionado (DVA)
	Notas Explicativas
	Considerações Finais
	Referências
	GABARITO
	Conclusão
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