Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

RESUMO 
 
COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS DE GÊNEROS VARIADOS 
Interpretação: realiza ligações com o texto a partir das ideias que o leitor pode concluir com a leitura. 
Compreensão: busca a análise de algo exposto no texto, e, geralmente, é marcada por uma palavra ou 
uma expressão, e apresenta mais relações semânticas e sintáticas. 
- PROCURE SINÔNIMOS 
- ATENÇÃO AOS CONECTIVOS 
O leitor deve buscar identificar o gênero textual ao qual o texto pertence, a fonte da leitura, o ano, 
entre outras informações que podem vir como “acessórios” do texto e, então, formular hipóteses sobre 
a leitura que deverá se seguir. Outra dica importante é ler as questões da prova antes de ler o texto, 
pois, assim, suas hipóteses já estarão agindo conforme um objetivo mais definido. 
RECONHECIMENTO DE TIPOS E GÊNEROS TEXTUAIS 
Tipos Textuais: às características linguísticas o texto, como vocabulário, construção de frases, tempos 
verbais, isto é, tudo que diz respeito a escrita do texto, à sua estrutura. 
Narrativo: narra, expressa acontecimentos, ações. Uma de suas principais marcas é a forte presença de 
verbos. Alguns gêneros textuais narrativos: romance, novela, conto de fadas, crônica, lendas, fábula; 
Descritivo: descreve, define com clareza e detalhes as características, físicas ou psicológicas, de algo ou 
de alguém (um carro ou uma determinada pessoa, por exemplo, ou até mesmo um acontecimento). Sua 
principal marca é a presença de adjetivos. Alguns gêneros textuais descritivos: diário, currículo, relato de 
viagem, lista de compra, notícia; 
Expositivo: e informar, de expor ao leitor um determinado assunto ou coisa. Podem-se dar instruções, 
informações, abranger diferentes pontos de vista sobre o assunto tratado, entre outras possibilidades. 
Alguns gêneros textuais expositivos: enciclopédia, seminários, entrevistas, palestras, trabalhos 
acadêmicos; 
Dissertativo: através da dissertação, o autor expõe sua opinião sobre determinado tema/assunto, 
fundamentando seu pensamento em dados concretos, experiências, notícias, etc., Aqui o autor insere 
seu pensamento, porém se baseando em pontos e dados reais. É um tipo textual argumentativo. Alguns 
exemplos de textos dissertativos: artigo, ensaio, resenha, carta de opinião, monografia, editorial 
jornalístico; 
Injuntivo: instruir o leitor, a induzi-lo a fazer algo de determinado forma, como é o exemplo das receitas. 
Uma marca desse tipo textual é a presença de verbos no infinitivo (“adicionar sal a gosto”) e imperativo 
(“após fervura, desligue o fogo imediatamente”). Alguns gêneros textuais injuntivos: bula de remédio, 
receitas, propaganda, regulamento, manual de instruções. 
 
Os gêneros textuais: classificam os textos de acordo com as características que ele apresenta em 
relação à linguagem e ao conteúdo. 
Artigo de opinião: é um texto dissertativo, em que o autor expõe seu posicionamento e sua opinião 
sobre um assunto, um tema de interesse público, trazendo argumentos a respeito do seu ponto de vista 
sobre ele. Introdução, desenvolvimento, conclusão. 
Características: textos escritos em primeira e terceira pessoa; uso de argumentação e persuasão; textos 
escritos em linguagem simples, objetiva e subjetiva; em geral, traz temas da atualidade; 
Conto: tradição literária 
• Narrativa curta; • Presença de um narrador (aquele que conta a história, o acontecimento); • Possui 
personagens; • Marcação de tempo específico (marcação do tempo dentro da história; pode ser 
cronológico ou psicológico); • Espaço (local onde a história se desenvolve); • Enredo: é o 
desenvolvimento da história, através da apresentação das personagens, das cenas e dos conflitos do 
texto. ; clímax, que é o momento mais importante da história; e o desfecho, que corresponde ao fim da 
história e o momento em que se resolvem [ou não] os conflitos ocorridos. 
O conto fantástico: um conto em que o enredo apresenta situações impossíveis de serem explicadas e 
até mesmo de acontecer, tendo sempre um tom “sobrenatural”. Conto de fadas: tipo de conto que 
possui personagens folclóricos e imaginários, e em geral apresenta um fundo moral, trazendo sempre 
um ensinamento fundamentado em valores éticos morais. 
 
Notícia: é um gênero textual jornalístico que pode ser encontrado, principalmente, em meios de 
comunicação. É um texto informativo que trata de temas e acontecimentos da atualidade. Texto 
descritivo e/ou narrativo; Linguagem objetiva, clara e coloquial; Possui títulos (principal e auxiliar) e 
corpo; Circula nas mídias e meios de comunicação; Em geral, textos curtos que tratam de assuntos do 
dia a dia. 
Notícia e reportagem não é a mesma coisa. Atente-se ao conteúdo: a notícia em geral trata de informar 
sobre assuntos cotidianos e práticos, de maneira simples e objetiva, enquanto a reportagem trata de 
interpretar melhor os acontecimentos narrados, de maneira clara, apresentando contextualizações. 
Relato de Viagem: trata-se da exposição de detalhes, características e experiências vividas por pessoas 
ao visitarem determinado lugar. Expõem suas experiências, para instigar (ou não) o leitor a também 
realizar esta viagem. Verbos conjugados no pretérito (passado); Expressão de opinião; Linguagem 
informal; Texto objetivo, explicando de forma direta qualidades e defeitos de determinada praia, por 
exemplo. 
Carta: gênero textual utilizado para comunicação entre pessoas, em geral, que estão distantes. 
Atualmente o e-mail. São três os tipos de carta: pessoal, comercial e oficial. Note a data e local no início, 
a saudação e depois o texto. Observe também que a linguagem mostra a intimidade entre as duas 
pessoas. 
Receita: é um gênero do tipo injuntivo, instrui, aconselha o leitor a seguir suas recomendações, 
apresenta um título, ingredientes, modo de preparo. 
Outros gêneros textuais: Bilhete, Relatório, Anedota, Requerimento, Cartaz, Atestado, Contrato, Charge, 
Blog; Contrato, Ata, Declaração, Memorando. 
DOMÍNIO DA ORTOGRAFIA OFICIAL 
EMPREGO DO X E DO CH 
O “X” é utilizado: 
• Após os ditongos (encontro de duas vogais). 
Ex.: peixe, faixa, caixa, ameixa, queixo, baixo, encaixe, 
Paixão, rouxa, frouxo. 
Exceção: recauchutar (e seus derivados) e caucho. 
• Após as sílabas “en” e “me”. 
Ex.: enxada, enxame, enxaqueca, enxergar, enxugar, 
mexerica, mexilhão, mexer, mexicano, enxovalho. 
Algumas palavras formadas por prefixação (prefixo 
“en” + radical) são escritas com “ch” (enchente, encharcar. 
 
Algumas palavras com “CH”: chicória, ficha, chimarrão, 
churrasco,chinelo,chicote, cachimbo,fantoche,penacho, broche, salsicha,apetrecho,bochecha, 
brecha,pechincha, inchar, flecha, chute, deboche, mochila, pichar,lincha, fechar, fachada, 
comichão, chuchu, charque,cochicho
Há ainda algumas palavras homófonas, que podem ser escritas das duas formas, porém têm 
significados diferentes. Veja algumas: 
– Brocha (pequeno prego) 
– Broxa (pincel para 
caiação de paredes); 
– Chá (planta para 
preparo de bebida) 
– Xá (título do antigo 
soberano do Irã); 
– Chalé (casa campestre 
de estilo suíço) 
– Xale (cobertura para os 
ombros); 
– Chácara (propriedade 
rural) 
– Xácara (narrativa 
popular em versos); 
– Cheque (ordem de 
pagamento) 
– Xeque (jogada do 
xadrez). 
 
EMPREGO DO C, Ç, S E SS 
a) O /c/ só é usado com 
valor de “s” com as vogais 
“e” e “i” 
Ex.: acém, ácido, aceso, 
macio. 
Com as vogais “o” e “u”, 
usa-se Ç. 
Ex.: Açougue, açúcar, 
caçula. 
b) Em início de palavras, 
o Ç e o SS não são 
usados 
em início de palavras. 
O “S” inicia palavras 
quando seguido de 
qualquer 
uma das vogais. 
Ex.: Sapato, segurança, 
solteiro, sucesso. 
O “C” inicia palavras 
(possuindo o mesmo som 
de 
“S”) apenas com as 
vogais “e” e “i”. 
Ex.: Cenoura, cela, cigarro, 
cinema. 
c) O “S” tem sempre som 
de /z/ quando está entre 
vogais. Sendo assim, 
palavras compostas 
derivadas 
de uma palavra com “S” 
no início passam a ser 
escritas 
com “SS”, mantendo o 
som de /s/. 
Ex.: Sala – Antessala / Sol 
– Girassol / Seguir 
– Prosseguir. 
d) “SS” é utilizado 
somente entre vogais.Ex.: Passagem, pessoa, 
posse, possível. 
 
EMPREGO DO C E QU 
Bom, existem palavras que podem ser escritas tanto de uma forma, como de outra. Veja: 
Catorze/ quatorze; cociente / quociente; cotidiano / quotidiano; cotizar / quotizar. 
Palavras que só podem ser escritas de uma forma:Cinquenta, cinquentenário, 
cinquentão,cinquentona. 
 
EMPREGO DO G E DO J 
O “G” é utilizado em: 
• Palavras terminadas em 
“–gio”: 
• Estágio, relógio, refúgio, 
presságio. 
• Substantivos terminados 
em “-em”: 
• ferrugem, carruagem, 
passagem, viagem 
O “J” é utilizado: 
• Em palavras de origem 
indígena. 
• Pajé, canjica, jerimum. 
• Em palavras de origem 
africana. 
• Jiló, jagunço, jabá. 
 
DIVISÃO SILÁBICA 
• Não se separam: 
– Ditongos e tritongos: quando duas ou três vogais se encontram juntamente dentro da palavra. 
Ex.: Aumento (au - men –to); Paraguai (Pa – ra–guai); iguais (i – guais); coisas (coi – sas); 
– Encontros consonantais puros: quando duas ou mais consoantes, em sequência, encontram- 
se em uma palavra. Ex.: Blusa (blu-sa); planeta (pla-ne-ta); livro 
(li-vro); Brasil (Bra-sil); dragão (dra-gão); claridade (cla-ri-da-de); francês (fran-cês); livre (li-vre); 
– Dígrafos: “çh”, “lh”, “nh”, “gu”, “qu”. Ex.: Chuva (chu-va); cachos (ca-chos); ilha 
(i-lha); galho (ga-lho); ninho (ni-nho); linha 
(li-nha); vinho (vi-nho); guarda (guar-da); 
guerra (guer-ra); queijo (quei-jo); quantidade (quan-ti-da-de); 
– Grupos consonantais iniciais: palavras iniciadas por consoantes. Ex.: Psicólogo (Psi-có-lo-go-
); pneumático
(pneu-má-ti-co); gnóstico (gnós-ti-co); 
 
 
• Separam-se: 
– Hiatos: quando duas vogais estão em 
sequência, 
juntas, em uma palavra, mas em sílabas 
diferentes. 
Ex.: Moeda (mo-e-da); saúde (sa-ú-de); 
poesia 
(po-e-sia); navio (na-vi-o); dia (di-a); 
– Dígrafos: RR, SS, SC, SÇ, XC, XS 
Ex.: Carro (car-ro); torre (tor-re); assado 
(as-sa- 
-do); passagem (pas-sa-gem); nascer (nas-
cer); 
floresça (flo-res-ça); exceção (ex-ce-ção); 
exsudativo 
(ex-su-da-ti-vo); 
– Encontros consonantais disjuntos: 
quando 
duas consoantes se encontram em 
sequência, 
juntas, em uma palavra, mas se dividem 
em sílabas 
diferentes. 
Ex.: advogado (ad-vo-ga-do); alface (al-fa-
ce); 
objeto (ob-je-to); força (for-ça). 
 
 
 
NÚMERO DE SÍLABAS 
número de sílabas que possuem. 
a) Monossílabas: palavras que possuem apenas uma sílaba. Ex.: Pé, chá, flor, meu. 
b) Dissílabas: palavras que possuem duas sílabas. Ex.: Café, casa, beijo, volta. 
c) Trissílabas: palavras que possuem três sílabas. Ex.: Madeira, máquina, cinema. 
d) Polissílabas: palavras que possuem quatro ou mais sílabas. Ex.: Literatura, avenida, 
otorrinolaringologista. 
 
TONICIDADE SILÁBICA: Seria aquela que é pronunciada com mais intensidade na palavra. 
Monossílabas Átonas: soam como uma sílaba fraca da palavra anterior. Ex: Artigos definidos e 
indefinidos: o, a, os, as, um, uns;Pronomes oblíquos: me, se, te, nos, vos, lhe;Preposições: de, a, em, 
com, sem, sob;Conjunções: e, mas, que, se, nem, ou; Pronomes relativos: que, quem. 
Monossílabas Tônicas: São pronunciadas com maior intensidade. Ex.: bem; bom; dor; lei; luz; noz; pneu; 
mar; flor; pá;má; lá; chá; fãs; lã; pé; mês; fé; três, pó; nó; dó; só;cós; pós; pôs; réis; dói; mói. 
 
Oxítonas 
São oxítonas as palavras nas quais a sílaba tônica é a última.Ex.: Café; saci; cipó; parar 
Paroxítonas 
São paroxítonas as palavras nas quais a sílaba tônica 
recai na penúltima sílaba.Ex.: útil; festa; mesa; cachorro; preto., 
Proparoxítonas 
São proparoxítonas as palavras nas quais a sílaba tônica 
corresponde à antepenúltima.Ex.: lâmpada; cômodo; cínico; sílaba. 
 
ACENTUAÇÃO GRÁFICA 
• O acento agudo (´) nos indica uma sílaba tônica com som mais aberto, como na palavra simpática, que 
vimos acima. Outro exemplo: sábio. 
• O circunflexo (^), ao contrário, indica sílaba tônica mais fechada. Veja algumas palavras: 
câncer,bambolê, lâmpada. 
• A crase (`), marcada pelo acento grave, de maneira geral, é utilizada para fazer a junção de duas vogais 
“a”, quando em uma frase a preposição é contraída com o artigo. Veremos com mais profundidade sua 
aplicação mais à frente. Além dos acentos gráficos, existem alguns outros sinais muito utilizados na 
língua portuguesa, como os chamados de notações léxicas. São eles: 
• Til (~): é utilizado para deixar explícita a nasalidade da vogal. Exemplo: cão, bastão, dragão, avião, 
gavião. 
• Cedilha (ç). 
 
Regras de Acentuação 
 
Há na língua portuguesa algumas regras de acentuação das palavras segundo a sua classificação quanto 
à tonicidade, e é importante conhecê-las para não cometer enganos na hora da escrita. São elas: 
• Proparoxítonas (antepenúltima sílaba tônica): São sempre acentuadas graficamente. Ex.: trágico, 
árvore, mármore. 
• Paroxítonas (penúltima sílaba tônica): São acentuadas quando terminam em: 
– “L”: fácil, portátil; 
– “N”: pólen, hífen; 
– “R”: cadáver, poliéster; 
– “PS”: bíceps; 
– “X”: tórax; 
– “US”: vírus; 
– “I, IS”: júri, lápis; 
– “OM”, “ONS”: iândom, 
íons; 
– “UM”, “UNS”: álbum, 
álbuns; 
– “Ã(S)”, “ÃO(S)”: órfã, órfãs, 
órfão, órfãos; 
– Ditongo oral: jóquei, 
túneis. 
• Oxítonas : São acentuadas as oxítonas terminadas em: 
– a(s): sofá, sofás; 
– e(s): jacaré, vocês; 
– o(s): paletó, avôs; 
– em, ens: armazém, armazéns
. 
DOMÍNIO DOS MECANISMOS DE COESÃO TEXTUAL 
Coesão referencial e por repetição (reiteração) 
A elipse elimina uma parte do texto, evitando repetições. 
Desnecessárias. Veja o exemplo: Vamos ao shopping à tarde. Pode nos acompanhar?Note que não é 
necessário repetir “Pode nos acompanhar Ao shopping à tarde?”, já que a própria pergunta. Retoma a 
ideia anterior do texto. 
A reiteração acontece pela repetição de um mesmo léxico, ou pela utilização de sinônimos. 
a) O garoto fugiu da escola. O garoto está rebelde. 
b) A menina não gosta de brincar na rua. A garota é muito silenciosa. 
 
Coesão por substituição 
A coesão por substituição acontece quando se insere 
um novo termo ou expressão no lugar de outro elemento 
do texto, ou até mesmo de uma frase inteira. Veja os 
exemplos: 
a) Joana ganhou uma bicicleta nova. 
Maria também quer uma. b) Maria comprou um presente para mim. Ela comprou para você também. 
Conectores Finalidade/Ideia transmitida: 
E, e ainda, além disso, por um lado... por outro, também. (Adição) 
Certamente, evidentemente, por,naturalmente. (Causa) 
Ou seja, em outras palavras, nesse sentido, em suma, dessa forma, 
novamente, em resumo (Reafirmação) 
Da mesma forma, do mesmo modo, assim como, tal como.(Semelhança) 
Mas, porém, no entanto, todavia, contudo, entretanto, por outro lado.(Oposição) 
Supondo que, a menos que, exceto se, mesmo que.(Hipótese) 
Para, a fim de, com o intuito de,para que, com o objetivo de.(Finalidade) 
Portanto, em suma, enfim, concluindo,logo, para que.(Conclusão) 
Note-se que, mais uma vez, verificamos,constata-se que.(Chamar atenção/enfatizar) 
 
Tempos Verbais 
são três: pretérito (ação realizada antes da fala), presente (ação realizada no momento da fala) e futuro 
(acontecerá depois da fala). 
pretérito pode ser perfeito, o que quer dizer que a ação se realizou completamente. Ex.: Ela estudou 
toda a matéria para o concurso. ; pode ser ainda imperfeito, no caso para designar uma ação que não 
foi concluída.Ex.: Ela brigava muito no trabalho. ; e ainda o pretérito-mais que-perfeito, em que a ação 
passada aconteceu antes de outro fato que também é passado. Para clarear,veja: No momento em que 
cheguei na festa, ela já havia 
terminado. O futuro do presente expressa um fato que possivelmente acontecerá 
em um momento após a fala. Ex.: Assim que voltar do trabalho, te ensinarei a lição. o futuro do 
pretérito trata de algo que pode acontecer, uma possibilidade, depois de algo que está no passado. Ex.: 
Se eu tivesse dinheiro, compraria um carro. o presente tem apenas uma variação, chamada presente 
simples, que é a ação realizada no momento 
da fala. Ex.: Eu amo chocolate. 
Modos Verbais 
Indicativo: expressa uma certeza, algo muito certo. Ex.: Eu gostode música popular brasileira. 
Subjuntivo: já não expressa certeza; deixa uma dúvida, algo incerto. Ex.: Talvez eu compre um carro esse 
ano. 
Imperativo: verbo que expressa uma ordem ou pedido. Ex.: a) Desça agora daí! 
b) Busque um copo de água, por favor. 
DOMÍNIO DA ESTRUTURA MORFOSSINTÁTICA DO PERÍODO 
 
EMPREGO DAS CLASSES DE PALAVRAS 
 
ARTIGOS 
O artigo definido serve para indicar um ser definido entre outros e indicar todo conjunto de seres. Ex.: A 
menina saiu contente. / Os garotos adoram jogar futebol. 
Já o artigo indefinido pode ser: indefinido entres os outros; subconjunto de seres indefinidos; reforço 
de ideia. Ex.: Uns gostam de cão, outros de gato. 
Contaram-me uma história antiga e duvidosa. 
NUMERAIS 
São as palavras utilizadas para designar posição ou número. 
Cardinais: expressam quantidade exata de seres através da palavra Ex.: Ganhei sete bombons ontem. 
Ordinais: como o próprio nome diz, expressão ordem ou posição dentro de uma sequência. Ex.: João 
ganhou a corrida em segundo lugar. Esta foi a primeira vez que consegui compreendê-lo. 
Multiplicativos: expressam o número de vezes pelo qual determinada quantidade é multiplicada. Dobro 
> duas vezes; triplo > três vezes; quádruplo > quatro vezes... Ex.: Eu trabalho o dobro de horas que você. 
Fracionários: expressam frações, divisões ou diminuições proporcionais em quantidade. Ex.: Esse mês já 
gastei um terço do meu salário. 
SUBSTANTIVOS 
São palavras que dão nome aos seres em geral, vivos ou não vivos, e a conceitos. 
a) Concreto: dá nome a seres existentes, independentes ou que são pensados dessa forma. Veja os 
exemplos dados pelo autor do livro Gramática pela 
Prática: Pessoas: José, Júlia; Ocupantes de cargos: tesoureiro, professor; Animais: tigre, lesma; 
Vegetais: árvore, bambu; Minerais: água, ouro; Fenômenos: chuva, relâmpago; Lugares:continente, 
Piauí;Objetos: caneta livro; Imaginados: saci, fada, Deus. 
b) Abstrato: dá nome a seres/conceitos que não existem por si só. Aqui vai mais exemplos para ajudar: 
Ações: o chute, a entrega; Sentimentos: amor, compreensão; Qualidades: dureza, feiura;Estado: 
desonra, glória. Próprio: dá nome a um ser específico (pessoa, país, etc.) Ex.: José, Brasil, Carolina, Nova 
Concursos, São Paulo, Varsóvia. 
Comum: é o que nomeia um ser como pertencente a uma classe.Ex.: homem, país, editora. Coletivo: dá 
nome comum para um conjunto de seres. Ex.: constelação (conjunto de estrelas), time, 
esquadra,cardume (conjunto de peixes). 
 
Substantivos coletivos mais usados 
abelhas: enxame, colmeia, abelhal 
alho: réstia, alhada, alhal 
alunos: turma, classe, alunato 
animais: fauna, bando, bicharada, animalada, 
pandilha, piara 
anjos: legião, falange, coro 
artistas: companhia, elenco, trupe, plêiade, 
academia 
árvores: arvoredo, renque, mata, floresta, 
bosque 
atores: elenco, companhia, trupe 
automóveis: frota 
aves: bando, revoada, bandada 
aviões: esquadrilha, frota, aviação 
bananas: cacho, bananada 
bois: manada, boiada, junta, armento, rebanho 
borboletas: panapaná, panapanã 
burros: récua, burricada, burrada 
cabras: fato, rebanho, cabrada, cabralhada, 
cabroeira 
cães: matilha, cachorrada, canzoada 
camelo: cáfila, catar 
cavalos: cavalaria, cavalhada, tropa, manada 
cebola: réstia, cebolal 
chaves: molho, penca, chavaria 
discos: discoteca, fonoteca 
elefantes: manada 
estrelas: constelação 
filhotes: ninhada, redada 
flores: ramalhete, ramo, buquê, braçada 
formigas: colônia, formigueiro, formigame, 
carreiro, 
correição 
gafanhoto: nuvem, gafanhotada, onda, praga 
galinhas: galinhada, galinhame 
gatos: gataria, bichanada 
ilhas: arquipélago 
índios: tribo, aldeia, indiada 
insetos: nuvem, colônia, praga, onda 
Compostos: são substantivos formados por mais de uma palavra ou radical. Ex.: notícia-bomba; bate 
boca; quinta-feira. 
Plural de substantivos compostos : Se o substantivo composto é escrito sem hífen, para utilizá-lo no 
plural, basta acrescentar a letra “s”. Agora, se ele for escrito com hífen, deve seguir algumas regrinhas. 
a) Substantivo + substantivo que especifica o primeiro.Ex.: notícia-bomba, notícias-bomba. 
b) Palavras unidas por preposição.Ex.: água-de-colônia, águas-de-colônia. 
c) Verbo ou advérbio + substantivo ou adjetivo.Ex.: bate-boca, bate-bocas, alto-falante, alto-falantes. 
d) Palavras repetidas ou onomatopaicas.Ex.: tico-tico, tico-ticos. 
e) Palavra variável + palavra variável.Ex.: quinta-feira, quintas-feiras. 
Flexão de gênero 
Os substantivos podem sofrer flexão de gênero: feminino e masculino. 
• O carro / o motor / o cigarro. 
O mesmo com os substantivos femininos, que vem 
com o artigo “a” anteposto: A cadeira / a maçã / a verdade. 
Existem alguns substantivos masculinos que possuem terminações diferentes de “o”, e por isso essa é a 
“regra” mais confiável. (O amor / o celular) 
Além disso, os substantivos podem ser classificados em uniformes e biformes. 
Os substantivos biformes apresentam diferentes formas para o masculino e feminino.Ex.: Menino / 
menina Garoto / garota 
Já os substantivos uniformes são aqueles que apresentam uma única forma, independente do gênero. 
Criança / testemunha / artista.Dessa forma, só é possível identificar o gênero desse tipo de substantivo 
por meio do artigo, que vem anteposto a ele. O estudante / A estudante. 
 
Gênero e significação 
É possível realizar a determinação do gênero pela significação. 
Gênero Feminino. São femininos: 
a) Nomes de mulheres e as funções exercidas por elas. 
• Ana, Helena, Maria, professora, rainha, vendedora. 
b) Nomes de animais do sexo feminino. 
• Vaca, anta, galinha, pata. 
c) Nomes de cidades e ilhas em que se subentende 
por gênero feminino. 
• A Veneza, a marcante Florianópolis. 
Gênero Masculino São masculinos: 
a) Nomes de homens e suas funções. 
• Cláudio, José, Henrique, médico, professor, vendedor. 
b) Nomes de animais do sexo masculino. 
• Elefante, leão, boi. 
c) Nomes dos meses e dos pontos cardeais. 
• O mês de janeiro, o mês de maio, o leste, o norte. 
d) Nomes de lagos, montes, oceanos e rios, em que 
se subentende por ser do gênero masculino. 
• O Amazonas (o rio Amazonas), o Atlântico (o oceano Atlântico). 
Flexão de número 
Em relação a número gramatical, existem dois em que os substantivos sofrem flexão: singular e plural.O 
singular indica apenas um ser ou um grupo de seres,e o plural indica dois ou mais seres ou grupos de 
seres. 
a) Substantivos que terminam em vogal, ditongo oral ou com a letra “N” flexionam para o plural com o 
acréscimo da letra “S”. 
• Pai – pais; 
• Mãe – mães; 
• Hífen – hifens. 
Exceção: Cânon – cânones. 
b) Substantivos terminados em “R” e “Z” fazem o plural pelo acréscimo de “-es”. 
• Cobertor – cobertores; 
• Rapaz – rapazes. 
c) Substantivos que terminam em “al”, “el”, “ol”, “ul” sofrem flexão no plural, trocando o “L” por “-is”. 
• Casal – casais; 
• Quartel – quarteis; 
• Lençol – lençóis; 
• Azul – azuis. 
Variação de grau nos substantivos 
O grau do substantivo é a possibilidade de indicar o tamanho/proporção do ser nomeado, e os 
substantivos podem ser de três graus: aumentativo, diminutivo e normal. 
O grau normal é o natural do ser. 
• Aumentativo: exprime o aumento do tamanho do ser nomeado. 
– Livro – livrão; 
– Porta – portão; 
– Cachorro – cachorrão. 
• Diminutivo: exprime, ao contrário do aumentativo, a diminuição do tamanho/proporção do ser. 
– Livro – livrinho; 
– Porta – portinha; 
– Cachorro – cachorrinho. Vale ressaltar que a flexão de grau dos substantivos pode ser feita de duas 
formas diferentes: 
• Analítica: acrescenta-se um substantivo. 
• Cachorro grande/pequeno; livro grande/pequeno. 
• Sintética: acrescenta-se um sufixo à palavra. 
• Cachorrinho/cachorrão; livrinho/livrão.
 
O novo Acordo Ortográfico e o uso de 
maiúsculas 
 
De acordo com o novo acordo ortográfico, 
vigente no país desde o início de 2009, utiliza-
se maiúsculas em: 
• Nome de pessoas reais ou imaginárias (nome, 
sobrenome, apelido, seres mitológicos etc.) 
– Gabriela; 
– Tiago; 
– Ferreira; 
– Magalhães;– Silva; 
– Xuxa; 
– Cinderela; 
– Poseidon. 
• Nomes de cidades, países, continentes (reais 
ou imaginários). 
– Cuba; 
– Londres; 
– Minas Gerais; 
– França; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
– Nárnia. 
– Nomes de festas e festividades. 
– Carnaval; 
– Dia das Crianças; 
– Natal; 
– Ano Novo; 
– Páscoa. 
• Nomes de instituições e entidades. 
– Organização das Nações Unidas; 
– Cruz Vermelha; 
– Sistema Único de Saúde. 
• Nome dos pontos cardeais e equivalentes. 
– Norte / Sul / Leste / Oeste; 
– Nordeste / Sudoeste; 
– Oriente / Ocidente 
• Títulos de periódicos. 
– Veja; 
– O Globo; 
– Correio do Brasil. 
• Em siglas, símbolos ou abreviaturas. 
– ONU / INPS; 
– Unesco / Bradesco / Sr.(a); 
– S [Sul] / K [Potássio]; 
ADJETIVOS 
São palavras que qualificam os substantivos, dão características (feliz, gordo, alto, interessante). 
• Ana é uma menina muito alegre. O noticiário de hoje está interessante. 
Locuções adjetivas 
Trata-se de uma expressão formada por mais de uma palavra com o valor/significado de um adjetivo. 
Em geral, costuma ser formada por uma preposição + substantivo. Veja: 
Lucas tem atitude de criança. > “atitude de criança” = locução adjetiva com valor de “atitude infantil”. 
Adjetivos de relação 
Os adjetivos de relação possuem algumas características, e são assim classificados por: 
a) Ter valor semântico objetivo (não expressa nenhuma subjetividade).Ex.: Problema mundial = 
problema relativo ao mundo. 
b) Não possui variação de grau (veja no próximo assunto).Ex.: Vinho chileno = não pode ser: 
chileníssimo, pouco chileno. 
c) Vem após substantivo.Ex.: Mapa mundial. 
Variação de grau nos adjetivos 
Os adjetivos variam em dois graus: comparativo e superlativo. 
• Comparativo: como o próprio nome já diz, atua fazendo comparação entre elementos da frase. O grau 
comparativo possui três graus: 
1°. Comparativo de igualdade: compara elementos colocando-os num mesmo patamar. 
Ex.: A sua receita é tão saborosa quanto a dela. 
2°. Comparativo de superioridade: compara, evidenciando um elemento como superior ao outro. 
Ex.: A sua receita é melhor do que a dela. 
3° Comparativo de inferioridade: compara, evidenciando um elemento como inferior ao outro. 
Ex.: A sua receita é pior do que a dela. 
• Superlativo: elevam, intensificam as características dadas aos substantivos. Possui dois tipos: 
1°. Superlativo relativo: quando essa elevação se refere a um conjunto. 
Ex.: Dentre os discos gravados por você, este é o mais elaborado. 
2°. Superlativo absoluto: quando faz referência apenas a um substantivo. 
Ex.: Este disco gravado por você é o mais elaborado. 
Estes dois tipos podem ser ainda: 
• superlativo relativo de superioridade: “Ele é o filho mais obediente.”. 
• superlativo relativo de inferioridade: “Ele é o filho menos desobediente.”. 
• superlativo absoluto analítico: “Ele é muito obediente.” 
• superlativo absoluto sintético: “Ele é obedientíssimo.” 
Formação dos adjetivos 
Tipos de Adjetivos: 
• Adjetivo simples: apresenta somente um radical. 
Ex.: pobre, magro, triste, alto, feliz. 
• Adjetivo composto: apresenta mais de um radical. 
Ex.: afro-brasileiro, superinteressante, super-herói. 
• Adjetivo primitivo: é a palavra que dá origem a outros adjetivos. 
Ex.: alegre, bom, puro. 
• Adjetivo derivado: são palavras que derivam de verbos ou substantivos. 
Ex.: escultor (de “esculpir), formoso (de “formosura”). 
Adjetivos pátrios 
Os adjetivos pátrios são responsáveis por representar a origem das pessoas, objetos e seres em relação 
ao país, 
estado ou à cidade. 
ADVÉRBIOS 
São palavras que se referem a um adjetivo ou a um verbo, modificando-o ou intensificando-o em 
diferentes circunstâncias (tempo, modo e intensidade). 
• Tempo: são os advérbios que fornecem informações temporais, isto é, indicam o momento em que 
a ação ocorreu, ocorre ou ocorrerá. São eles: Hoje, logo, já, afinal, amanhã, ontem, tarde, breve, depois, 
cedo, antes, enfim, jamais, nunca, sempre, doravante, outrora, imediatamente, antigamente, 
primeiramente, constantemente, sucessivamente, posteriormente. 
• Modo: são os advérbios que fornecem informações a respeito da maneira com que a ação se dá, 
deu-se ou se dará. Em sua maioria, possuem a terminação–mente. São eles: rapidamente, bem, mal, 
devagar, silenciosamente, vagarosamente, apressadamente, insistentemente, tristemente, 
alegremente, etc. 
• Intensidade: são advérbios que ajudam na percepção da intensidade do verbo, e é comumente 
utilizado com adjetivos e até mesmo com outros advérbios. Alguns deles: meio, menos, mais, muito, 
pouco, demais. 
Locuções adverbiais 
A locução adverbial é o conjunto de duas ou mais palavras que pode desempenhar a função de 
advérbio,alterando o sentido de um verbo, adjetivo ou advérbio. A maioria das locuções adverbiais são 
formadas por uma preposição e um substantivo. Há ainda os que são formados por adjetivos ou por 
advérbios.Veja alguns exemplos: 
Preposição + substantivo: de novo; 
Preposição + adjetivo: em breve; 
Preposição + advérbio: por ali. 
Agora, veja a aplicação nas frases: 
Professora, você pode me explicar a matéria de novo? 
(de novo = novamente) 
Em breve o filme estará em cartaz nos cinemas. (em 
breve = brevemente) 
Acho que eles foram por ali. 
As locuções adverbiais podem se classificar em: 
Locuções adverbiais de tempo: em breve, à tarde, à noite, logo mais, pela manhã, de tempos em 
tempos, por vezes... Ex.: À tarde passearemos com as crianças no parque. 
Locuções adverbiais de lugar: em cima, por perto, ao lado, à direita, à esquerda, para dentro, para 
fora... Ex.: Os pais querem sempre os filhos por perto. 
Locuções adverbiais de modo: às pressas, ao contrário, em silêncio, de cor, às claras, à toa, em 
geral...Ex.: O suspeito permaneceu em silêncio durante todo o interrogatório. 
Locuções adverbiais de negação: de forma alguma, de modo algum, de maneira nenhuma... Ex.: Não 
usaria isto de forma alguma. 
Locuções adverbiais de afirmação: sem dúvida, de fato, com certeza, por certo... Ex.: Ele, de fato, 
amava muito sua namorada. 
Locuções adverbiais de dúvida: com certeza, quem sabe, por certo... Ex.: Quem sabe ele ainda apareça 
por aqui. 
Locuções adverbiais de intensidade: de muito, de pouco, em excesso, de todo. Ex.: Eles compram 
roupas em excesso. 
Advérbios interrogativos Os advérbios interrogativos introduzem uma pergunta, podendo exprimir uma 
ideia de modo, tempo, lugar ou de causa (como, quando, onde e porque). Veja abaixo 
nos exemplos: 
• Modo: Como se locomoveu até lá? 
• Tempo: Quando ele foi embora? 
• Lugar: Onde é que se escondeu? 
• Causa: Por que não veio ontem? 
Grau do advérbio 
Os advérbios podem se flexionar em dois graus: comparativo e superlativo. 
• Comparativo: no grau comparativo, pode ser dividido em: de igualdade, de superioridade e de 
inferioridade. 
• De igualdade: formado pela palavra “tão” antes do advérbio e “quanto” ou “como” depois dele, 
colocando dois elementos em mesmo nível. Ex.: Ele chegou tão tarde quanto o pai. 
Cantava tão bem como a irmã. 
• De superioridade: formado pelo “mais” anteposto ao advérbio, acrescentado de “que” ou “de que”. 
Ex.: Ele chegou mais tarde que [de que] o pai. Cantava melhor que [de que] a irmã. 
Advérbios e adjetivos 
Existem ainda os adjetivos adverbializados. Do que se trata? 
Trata-se de um fato linguístico em que os adjetivos passam a pertencer à classe dos advérbios, 
conforme sua utilização dentro da oração. Veja os exemplos: 
Os alunos chegaram apressados. > Os alunos chegaram apressadamente. 
As alunas chegaram apressadas. > As alunas chegaram apressadamente. 
Ou seja, para determinar a função de advérbio no adjetivo, basta transformar seus enunciados, levando 
em consideração as mudanças em gênero e número. 
Palavras denotativas 
As palavras denotativas se assemelham e muito com os advérbios, porém não pertencem a nenhuma 
classe de palavras em específico, segundo a Nomenclatura Gramatical Brasileira. 
As palavras denotativas podem ser classificadas de diferentes 
formas, isso de acordo com a ideia que expressam. 
Veja:• inclusão: até, também, inclusive, ademais; 
• exclusão: apesar, apenas, salvo, exceto, menos; 
• explicação: isto é, por exemplo, ou seja, a saber; 
• retificação: aliás, ou melhor, digo, isto é; 
• realce: lá, cá, é porque, é que; 
• situação: então, afinal, agora; 
• designação: eis. 
PRONOMES 
São as palavras que substituem ou acompanham os substantivos. 
Pronomes pessoais 
Referem-se às pessoas que participam do discurso. O 
falante corresponde à 1ª pessoa; o ouvinte, à segunda; e 
o assunto à 3ª. Eles podem se classificar como retos ou 
oblíquos, de acordo com sua utilidade na frase. 
PRONOMES PESSOAIS 
PARA SUJEITO PARA OUTRAS FUNÇÕES 
Pronomes de tratamento 
Os pronomes de tratamento são utilizados para se 
dirigir à pessoa com quem se fala. Existem pronomes de 
tratamento bastante específicos. Veja na tabela a seguir, 
da esquerda para a direita, pronome de tratamento, sua 
abreviação e seu uso, respectivamente. 
 
PRONOMES DE TRATAMENTO 
Vossa Alteza V. A. príncipes, duques 
Vossa Eminência V. Ema.(s) Cardeais 
Vossa 
Reverendíssima V. Revma.(s) sacerdotes e 
bispos 
PRONOMES DE TRATAMENTO 
Vossa Excelência V. Ex.ª (s) 
altas autoridades 
e oficiais-generais 
Vossa Magnificência V. 
Mag.ª (s) reitores de 
universidades 
Vossa Majestade V. M. reis e 
rainhas 
Vossa Majestade 
Imperial V. M. I. 
Imperadores 
Vossa Santidade V. S. Papa 
Vossa Senhoria V. S.ª (s) 
tratamento 
cerimonioso 
Vossa Onipotência V. O. 
Deus 
Existem ainda os mais 
frequentes: 
Senhor – Sr. – em 
tratamento cerimonioso, 
“formal” 
ou mais distante; 
Senhora – Sr.ª – em 
tratamento cerimonioso, 
“formal” 
ou mais distante; 
Você – Você – em 
tratamento mais familiar, 
corriqueiro, 
mais íntimo. 
Pronomes indefinidos 
Referem-se à 3ª pessoa do discurso de modo vago, 
impreciso. Veja: 
Todos foram à festa ontem. 
Muitos pais não se interessam verdadeiramente pela 
educação dos seus filhos. 
Os pronomes indefinidos podem ser variáveis, isto é, 
sofrem flexão em gênero e número, e também invariáveis, 
que não sofrem essa flexão. 
Principais pronomes indefinidos: 
PRONOMES INDEFINIDOS 
Variáveis Invariáveis 
Algum, alguma, alguns, 
algumas 
Alguém 
Nenhum, nenhuma, 
nenhuns, nenhumas 
Ninguém 
Todo, toda, todos, todas Quem 
Outro, outra, outros, outras Outrem 
Muito, muita, muitos, muitas Algo 
Pouco, pouca, poucos, 
poucas 
Tudo 
Certo, certa, certos, certas Nada 
Vários, várias Cada 
Quanto, quanta, quantos, 
quantas 
Que 
Tanto, tanta, tantos, tantas 
Qualquer, quaisquer 
Qual, quais 
Um, uma, uns, umas 
 
Pronomes demonstrativos 
Os pronomes demonstrativos são palavras que situam 
algo no tempo, espaço e no discurso em relação à 
pessoa que fala (1ª pessoa), com quem se fala (2ª pessoa) 
e de quem se fala (3ª pessoa). 
Os principais pronomes demonstrativos são: este, 
esse e aquele. 
Este é o meu livro. 
Esse é o seu livro. 
Aquele é o livro deles. 
 
Os pronomes demonstrativos podem ser variáveis e 
invariáveis em gênero e número. 
Variáveis 
1ª pessoa: este, esta, estes, estas 
2ª pessoa: esse, essa, esses, essas 
3ª pessoa: aquele, aquela, aqueles, aquelas 
Ex.: Esta bolsa é minha. (Indica proximidade 
com 
relação à 1ª pessoa / quem fala). 
Essa bolsa é minha. (Indica proximidade com 
relação 
à 2ª pessoa / com quem se fala). 
Aquele cachorro fugiu do abrigo. (Indica 
distância 
com relação às pessoas do discurso).
Invariáveis 
1ª pessoa: isto 
2ª pessoa: isso 
3ª pessoa: aquilo 
Ex.: Isto não é meu. (Indica proximidade com relação à 1ª pessoa / quem fala). Isso é meu (Indica 
proximidade com relação à 2ª 
pessoa / com quem se fala). 
Pronomes relativos 
Os pronomes relativos são aqueles utilizados em uma 
frase para retomar algum termo já citado anteriormente, 
evitando uma repetição desnecessária. 
Veja, na tabela abaixo, os pronomes relativos e suas 
variações. 
Variáveis 
Masculino Feminino Invariáveis 
Singular Plural Singular Plural 
cujo cujos cuja cujas que 
o qual os quais a qual as quais quem 
quanto quantos - quantas onde 
Pronomes interrogativos 
São os pronomes utilizados para formular perguntas 
diretas ou indiretas. São eles: quem, quanto, que, qual. 
Ex.:Quem entregará o trabalho hoje? 
Quantos alunos chegaram atrasados hoje? 
Que é isso? 
Qual é o resultado desse problema? 
Pronomes possessivos 
De acordo com o escritor de um blog de língua portuguesa, 
os pronomes possessivos são “palavras que, ao 
indicarem a pessoa gramatical (possuidor), acrescentam 
a ela a ideia de posse de algo (coisa possuída). 
Ex.: Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1ª pessoa 
do singular)” 
Veja a tabela: 
PRONOMES POSSESSIVOS 
NÚMERO PESSOA PRONOME 
Singular Primeira meu(s), minha(s) 
Singular Segunda teu(s), tua(s) 
Singular Terceira seu(s), sua(s) 
Plural Primeira nosso(s), nossa(s) 
Plural Segunda vosso(s), vossa(s) 
Plural Terceira seu(s), sua(s) 
VERBOS 
Os verbos indicam ações, fenômenos da natureza ou estado. 
Ex.: Chove muito aqui na cidade. 
Caminharemos até a cidade vizinha. 
Corro muitos quilômetros por dia. 
O verbo pode variar em número (singular e plural) e em pessoa (primeira [eu], segunda [tu] e terceira 
[ele/ela]). Veja 
o mesmo verbo, conjugado em diferentes pessoas e número. 
Eu gosto de cantar. > 1ª pessoa do singular; 
Pedro e Ana gostam de cantar. > 3ª pessoa do plural; 
Eu, Pedro e Ana gostamos de cantar. > 1ª pessoa do plural. 
Flexões modo-temporais – tempos simples 
São os tempos básicos em que o verbo pode ser conjugado. São eles: presente, pretérito imperfeito, 
pretérito perfeito, 
pretérito mais-que-perfeito, futuro do presente e futuro do pretérito. 
Flexões modo-temporais – tempos compostos 
São eles: pretérito perfeito composto, pretérito mais-que-perfeito composto, futuro do presente 
composto, futuro do pretérito composto. 
Formas nominais do verbo e locuções verbais 
As formas nominais do verbo são: o infinitivo, gerúndio e particípio. Elas possuem tanto função de 
verbo como 
de nome. 
• Infinitivo: representa o nome do verbo, livre de conjugação (flexões de tempo, pessoa, número etc.). 
Correspondem 
aos verbos terminados em ar, er e ir. 
Ex.: Amar, brincar, correr, beber, sorrir, divertir etc. 
O infinitivo pode ser pessoal ou impessoal: 
• Pessoal: aqui há um sujeito envolvido na ação. 
Ex.: Trouxe um trabalho para vocês fazerem. 
• Impessoal: não há envolvimento de sujeito na ação. 
Ex.: Trouxe um trabalho para fazer. 
• Gerúndio: dá uma ideia de ação contínua, e possui a terminação -ndo. 
Ex.: Te vi correndo na praça ontem. 
Estou andando de bicicleta. 
Ele estava sorrindo tão lindamente! 
• Particípio: dá ideia de ação terminada, concluída, e para a maioria dos casos, possui a terminação do. 
Ex.: Ele já havia finalizado o trabalho. 
Quando cheguei, ela já havia partido. 
Encerrada a discussão, finalizou a reunião. 
Locuções verbais 
Locução verbal é o nome dado à junção de dois verbos, 
um auxiliar e um principal, que quando aparecem 
juntos numa oração, desempenham o papel de apenas 
um verbo. Veja alguns exemplos de locuções verbais: 
Estive pensando;Quero sair;Pode ocorrer;Tem investigado;Tinha decidido;Estou esperando;Vou 
correndo;Estou lendo. 
TIPOS DE VERBOS 
Intransitivos 
Os verbos intransitivos são aqueles que não dependem/ necessitam de um complemento, pois possuem 
sentido completo por si mesmos, então podem compor um predicado sozinhos. 
Célia morreu.Ana chegou. 
Muitas vezes, os verbos intransitivos podem vir acompanhados de um predicativo e de um adjunto 
adverbial. 
O predicativo: em geral, caracteriza o substantivo, em 
grande maioria, através do uso de adjetivos, exprimindo 
uma qualidade ao sujeito.Ex.: Laura é bonita. 
O adjunto adverbial, por usa vez, remete à ideia de 
circunstância, e modifica um verbo (Mudou imediatamente),um adjetivo (Fiquei muito emocionado) ou 
o advérbio(Estava muito bem). 
Agora, vamos voltar a tratar dos verbos intransitivos e seu acompanhamento. Veja: 
Célia morreu serenamente.Célia = sujeito;Morreu = verbo intransitivo (possui sentido por si mesmo, 
sem necessidade de complemento); 
Serenamente = adjuntoadverbial (qualifica o verbo, indicando o modo como Célia morreu). 
Ana chegou satisfeita.Ana = sujeito; 
Chegou = verbo intransitivo; 
Satisfeita = predicativo (pois caracteriza o substantivo próprio “Ana”, indicando o modo como ela 
chegou). 
VERBOS INTRANSITIVOS 
Andar João lê e anda ao mesmo tempo. 
Brincar Elena brincou com Lucas durante a tarde. 
Casar Josi casa amanhã. 
VERBOS INTRANSITIVOS 
Chegar Ainda não cheguei. 
Dormir Vou dormir às 22 horas. 
Errar Nós erramos. 
Nascer A filha de Júlia nasceu! 
Morrer Sua avó morreu? 
Sofrer Chega de sofrer. 
Viver Minha avó ainda vive
. 
Verbos Transitivos 
Os verbos transitivos, ao contrário dos intransitivos,são verbos que necessitam de complemento para 
adquirirem sentido completo. 
Podem ser classificados em verbos transitivos diretos, verbos transitivos indiretos e verbos transitivos 
diretos ou indiretos. 
• Transitivo Direto: pedem, como complemento, um objeto direto, indicando quem ou quê. Veja: 
Verbo: ler [o quê?] 
Eu leio notícias. 
Eu leio livros de romance. 
Eu leio revistas. 
– Notícias, romance e revistas são objetos diretos. 
Verbo: visitar [quem?]: 
Visitar a avó. 
Visitar uns amigos. 
Visitar o doente. 
– Avó, uns amigos e “o doente” são objetos diretos. 
• Transitivo indireto: pede, como complemento, um objeto indireto (que necessita de preposição). 
Veja: 
Verbo: precisar [de quê?] 
Precisar de ajuda. 
Precisar de dinheiro. 
Precisar de um casaco. 
– Ajuda, dinheiro e “um casaco” são objetos 
indiretos. 
Verbo: concordar [com quem?] 
Concordar com a mãe. 
Concordar com o diretor. 
Concordar com a amiga. 
– A mãe, o diretor e a amiga são objetos indiretos. 
• Transitivo direto e indireto: pede, como complemento, tanto um objeto direto quanto um objeto 
indireto. Veja: 
Verbo: agradecer [o quê? A quem?] 
Agradecer o presente ao namorado. 
Agradecer o convite à diretora. 
Agradecer a atenção à professora. 
– O presente, o convite e a atenção são objetos 
diretos; 
– Ao namorado, à diretora e à professora são 
objetos indiretos. 
Além disso, podem ser classificados em: 
Verbos regulares e verbos irregulares: 
Os verbos regulares são aqueles que, ao serem conjugados, não sofrem alterações em seu radical ou em 
suas terminações. 
Os verbos irregulares, ao contrário, ao serem conjugados sofrem essas alterações. 
Um exemplo é o verbo dizer. 
Veja: Eu digo, eu direi... 
Veja essa lista com os principais verbos irregulares: 
VERBOS IRREGULARES 
Ser Trazer 
Estar Dizer 
Haver Vir 
Saber Querer 
Poder Pedir 
Medir Ouvir 
Fazer Caber 
Dar 
Não existe uma regra para conjugar estes verbos. Em alguns, as alterações acontecem apenas em seu 
radical, já em 
outros, em suas terminações, e há os que ocorrem em ambos os casos. 
Dentro dos verbos irregulares, podemos classificá-los em padrões de irregularidade: 
Verbos irregulares fortes: são os verbos que, conjugados no tempo pretérito perfeito do indicativo 
apresentam 
um radical diferente de quando conjugados no presente do indicativo. Veja a tabela abaixo que indica 
quais são esses 
verbos e como se diferem nestas conjugações. 
Verbo Caber Dizer Estar Fazer Haver Poder Querer Saber Trazer 
Presente 
do 
Indicativo(3ª pessoa do plural) 
eles cabem 
eles dizem 
eles estão 
eles fazem 
 
 
eles hão 
eles podem 
eles querem 
eles sabem 
eles trazem 
Pretérito Perfeito do Indicativo (3ª pessoa do 
plural) 
Eles couberam 
Eles disseram 
Eles estiveram 
Eles fizeram 
Eles houveram 
Eles puderam 
Eles quiseram 
Eles souberam 
Eles trouxeram 
Verbos irregulares fracos: estes podem apresentar mais subgrupos de irregularidades. Veja abaixo, mais 
uma vez, 
com exemplificação nas tabelas inseridas. 
• Formas irregulares na 1.ª pessoa do singular do presente do indicativo e em todas as pessoas do 
presente do 
subjuntivo. 
Verbo Ansiar Incendiar Medir Mediar Odiar Pedir Remediar Requerer Valer 
Presente do indicativo(1ª pessoa do singular) 
Eu anseio 
Eu incendeio 
eu meço 
eu medeio 
eu odeio 
eu peço 
eu remedeio 
eu requeiro 
eu valho
 
Presente do subjuntivo(3ª pessoa do singular) 
que ele anseie 
que ele incendeie 
que eu meça 
que ele medeie 
que eu odeie 
que eu peça 
que ele remedeie 
que eu requeira 
que ele valha 
• Verbos terminados em -iar são conjugadas segundo as regras dos verbos terminados em –ear. 
Verbo Ansiar Incendiar Mediar Odiar Remediar Presente do Indicativo (1ª pessoa 
do singular) 
eu anseio eu incendeio eu medeio eu odeio eu remedeio 
Presente do Indicativo (3ª pessoa do singular) 
ele anseia ele incendeia ele medeia ele odeia ele remedeia 
• Quando não apresentam alteração de “ele” para “tu” em algumas formas conjugadas do presente do 
indicativo 
e do imperativo afirmativo. 
Verbo Construir Destruir Sacudir Sumir 
Presente do Indicativo (3ª pessoa do singular) ele constrói ele destrói ele sacode ele some 
Imperativo Afirmativo (2ª pessoa do singular) constrói tu constrói tu sacode tu some tu 
Verbos anômalos 
Os verbos anômalos correspondem aos “verbos irregulares que apresentam radicais primários 
diferentes quando 
conjugados.” 
Os verbos “ser” e “ir” são os principais verbos anômalos. Para deixar bem claro, veja, mais uma vez, na 
tabela: 
 
 
Principais verbos anômalos 
Ser Ir 
Eu sou feliz contigo. Eu vou embora agora. 
Eu fui feliz contigo. Eu fui embora ontem. 
Eu era feliz contigo. Eu irei embora amanhã. 
Existem, apesar disso, alguns outros verbos 
anômalos. 
Outros verbos anômalos 
Caber Por 
Dar Saber 
Estar Ter 
Haver Ver 
Dizer Vir 
Poder 
VERBOS REGULARES 
Amar Entender 
Abrir Falar 
Acabar Fingir 
Agradecer Gostar 
Almoçar Julgar 
Aprender Lavar 
Assistir Lembrar 
Beber Levar 
Chorar Mandar 
Chover Mexer 
Colorir Mudar 
Comer Participar 
Comprar Partir 
Compreender Permitir 
Convidar Pular 
Cumprir Receber 
Decidir Viajar 
Dever Viver 
Dividir Voar 
Encontrar Voltar 
Verbos auxiliares 
Os verbos auxiliares são aqueles que auxiliam na conjugação de outros verbos. Os principais verbos 
auxiliares 
são: ser, estar, ter e haver. 
Existem ainda os chamados verbos auxiliares de tempo: ir e andar, ao lado dos verbos auxiliares. 
Sendo assim, neste caso, apenas o verbo auxiliar sofre flexão, e o verbo principal pode aparecer no 
particípio, no gerúndio ou no infinitivo. 
Ex.: Iremos andando enquanto você não vem. 
Há ainda os verbos auxiliares modais. Esses podem indicar desejo, intenção e possibilidade (querer, 
poder, tentar, dever, chegar etc.) 
Ex.: Os alunos querem tirar notas altas. Note que, nesse caso, o verbo principal aparece no gerúndio (ou 
pode aparecer também no particípio). 
Vozes verbais 
As vozes verbais correspondem à forma com que os verbos se apresentam na oração, para assim 
determinar se o sujeito pratica ou sofre a ação. 
I. Voz ativa: aqui o sujeito é o agente, ele 
pratica a 
ação. Veja os exemplos: 
Eu fiz o trabalho 
Bia tomou o café da manhã. 
João comprou um carro. 
II. Voz passiva: na voz passiva, o sujeito sofre, 
recebe 
a ação. Veja: 
O assassino foi preso ontem. 
Aumentou-se a vigilância. 
Lembrando que a voz passiva pode ser 
classificada 
em analítica e sintética. 
A voz passiva analítica é formada por: 
Sujeito paciente + verbo auxiliar (ser, estar, 
etc.) + 
verbo principal no particípio + agente da 
passiva. 
Para facilitar, veja como funciona na prática. 
Seguem 
exemplos: 
O café da manhã foi tomado por Bia logo cedo. 
A casa toda foi aspirada por nós. 
O trabalho foi feito por mim. 
A voz passiva sintética (ou voz passiva 
pronominal) 
é formada por: 
Verbo na 3ª pessoa (singular ou plural) + 
pronome 
“se” + sujeito paciente 
Veja nos exemplos: 
Tomou-se o café da manhã logo cedo. 
Aspirou-se a casa toda. 
Já se fez o trabalho. 
III. Voz reflexiva: é formada por: 
Verbo na voz ativa + pronome oblíquo (me, te, 
se, nos, 
vos), que serve de objeto direto ou, por vezes, 
de objeto 
indireto, e representa a mesma pessoa que o 
sujeito. 
Veja alguns exemplos: 
Atropelou-se em suas próprias palavras. 
Machucou-se todo naquele jogo de futebol. 
Olhei-me ao espelho. 
Para resumir e tornar essa liçãomais fácil para 
você, 
confira a tabela abaixo: 
Voz Ativa Sujeito é o agente da 
ação. 
Ex.: Vi a 
professora. 
Voz 
Passiva Sujeito sofre a ação. Ex.: A professora 
foi vista. 
Voz 
Reflexiva 
Sujeito pratica e 
sofre a ação. 
Ex.: Vi-me ao espelho. 
Outras funções do “SE” 
Vimos anteriormente algumas funções do “se”, 
porém 
existem outras funções que ela pode exercer 
nos 
textos. Veja algumas delas: 
• Pronome: 
– Pessoal reflexivo: nesse 
caso, pode ser substituído 
por “a si mesmo”; a ação 
recai sobre o 
sujeito da oração. 
Ex.: Carlos drogou-se a noite 
inteira. 
– Pessoal recíproco: a ação 
de um elemento/sujeito 
recai sobre o outro, e vice-
versa. 
Ex.: Carla e Joaquina 
abraçaram-se 
amorosamente. 
– Apassivador: utilizado na 
voz passiva do verbo, 
podendo ocorrer apenas em 
verbos transitivos 
diretos. 
Ex.: Alugam-se barcos. 
Compra-se roupas. 
– Indefinido: tem função de 
indeterminação de 
sujeito, e pode ocorrer em 
verbos intransitivos, 
transitivos indiretos e verbos 
de ligação. 
Ex.: Ama-se a Deus. 
Aqui se é feliz. 
• Partícula expletiva: 
quando acompanha verbo 
intransitivo, com sujeito 
claro ou oculto, podendo 
ser usado apenas para 
realce. 
Ex.: Acabou-se o mundo. 
Foram-se embora todos os 
amigos que restavam. 
• Conjunção: 
– Causal: usada quando a 
oração subordinada 
expressa uma causa para a 
oração principal. 
Ex.: Se João demorar, 
jantaremos apenas nós. 
– Condicional: indica uma 
condição da oração. 
Ex.: Se fizer sol, iremos ao 
parque. 
– Integrante: quando integra 
orações subordinadas 
substantivas, completando o 
sentido da 
oração principal. 
Ex.: Não se sabe ao certo 
qual a verdadeira 
causa de seu falecimento. 
Sabe-se que não são muitos 
os que realmente 
se preocupam. 
Conjugação de verbos derivados 
Um verbo derivado, como o próprio nome revela, deriva de um verbo primitivo, e para trabalhar a 
conjugação destes 
verbos, é importante ter clara a conjugação de seus “originários”. 
É muito comum que em provas e vestibulares os alunos se equivoquem na conjugação destes verbos, 
isto porque 
não se atentam à conjugação dos verbos primitivos. Por isso, dê uma conferida nesta lista de verbos 
irregulares e algumas 
de suas derivações, e atente-se!!! 
• Pôr: repor, propor, supor, depor, compor, 
expor; 
• Ter: manter, conter, reter, deter, obter, 
abster-se; 
• Ver: antever, rever, prever; 
• Vir: intervir, provir, convir, advir, sobrevir. 
Outro problema é quando se precisa conjugá-los em determinados tempos, como no futuro do 
subjuntivo. Veja 
como ficaria: 
• Pôr: quando eu puser; 
• Ter: quando eu tiver; 
• Ver: quando eu vir; 
• Vir: quando eu vier. 
PREPOSIÇÕES 
Conceito 
São as palavras que têm a função de ligar dois termos, 
tornando o segundo subordinado ao primeiro. 
Algumas preposições essenciais: a, ante, até, após, 
com, contra, de, desde, em, entre, para, por, perante, 
sem, sob, sobre, trás. 
Ex.: Dei um presente a ele. 
O evento começará após o jantar. 
Veja essa relação de preposições e o seu valor dentro 
das orações: 
“A” 
1. CAUSA OU MOTIVO: 
acordar aos gritos das 
crianças. 
2. CONFORMIDADE: 
escrever ao modo clássico. 
3. DESTINO (em correlação 
com a preposição de): DE 
Santos à Bahia. 
4. MEIO: Voltarei a andar a 
cavalo. 
5. PREÇO: Vendemos o 
filhote de nosso cachorro a 
R$ 
300,00. 
6. DIREÇÃO: levantar as 
mãos aos céus. 
7. DISTÂNCIA: cair a poucos 
metros da namorada. 
8. EXPOSIÇÃO: ficar ao sol 
por um longo tempo. 
9. LUGAR: Ir a Santa 
Catarina. 
10. MODO: falar aos gritos. 
11. SUCESSÃO: dia a dia. 
12. TEMPO: Nasci a três de 
maio 
13. PROXIMIDADE: estar à 
janela. 
 “APÓS” 
1. LUGAR: Permaneça na fila após o décimo lugar. 
2. TEMPO: Logo após o almoço descansamos. 
“COM” 
1. CAUSA: ficar pobre com a 
inflação. 
2. COMPANHIA: ir ao cinema 
com os amigos. 
3. CONCESSÃO: com mais de 
80 anos, ainda tem planos 
para o futuro. 
4. INSTRUMENTO: abrir a 
porta com a chave. 
5. MATÉRIA: vinho se faz 
com uva. 
6. MODO: andar com 
elegância. 
7. REFERÊNCIA: com sua 
irmã aconteceu diferente; 
comigo sempre é assim. 
“CONTRA” 
1. OPOSIÇÃO: jogar contra à seleção brasileira. 
2. DIREÇÃO: olhar contra o sol. 
3. PROXIMIDADE OU CONTIGUIDADE: apertou 
o filho 
contra o peito. 
“DE” 
1. CAUSA: chorar de 
saudade. 
2. ASSUNTO: falar de 
religião. 
3. MATÉRIA: material feito 
de plástico. 
4. CONTEÚDO: maço de 
cigarro. 
5. ORIGEM: você descende 
de família humilde. 
6. POSSE: este é o carro de 
João. 
7. AUTORIA: esta música é 
de Chopin. 
8. TEMPO: ela dorme de dia. 
9. LUGAR: veio de São Paulo. 
10. DEFINIÇÃO: pessoa de 
coragem. 
11. DIMENSÃO: sala de vinte 
metros quadrados. 
12. FIM OU FINALIDADE: 
carro de passeio. 
13. INSTRUMENTO: apanhar 
de chicote. 
14. MEIO: viver de ilusões. 
15. MEDIDA OU EXTENSÃO: 
régua de 30 cm. 
16. MODO: olhar alguém de 
frente. 
17. PREÇO: caderno de 10 
reais. 
18. QUALIDADE: vender 
artigo de primeira. 
19. SEMELHANÇA OU 
COMPARAÇÃO: atitudes de 
imbecil. 
“DESDE” 
1. DISTÂNCIA: dormiu desde 
o acampamento até 
aqui. 
2. TEMPO: desde ontem ele 
não aparece. 
“EM” 
1. PREÇO: avaliou a 
propriedade em milhares de 
dólares. 
2. MEIO: pagou a dívida em 
cheque. 
3. LIMITAÇÃO: aquele aluno 
em Química nunca foi 
bom. 
4. FORMA OU SEMELHANÇA: 
as crianças juntaram as 
mãos em concha. 
5. TRANSFORMAÇÃO OU 
ALTERAÇÃO: transformou 
dólares em reais. 
6. ESTADO OU QUALIDADE: 
foto em preto e branco. 
7. FIM: pedir em casamento. 
8. LUGAR: ficou muito 
tempo em Sorocaba. 
9 MODO: escrever em 
francês. 
10. SUCESSÃO: de grão em 
grão 
11. TEMPO: o fogo destruiu 
o edifício em minutos. 
12. ESPECIALIDADE: João 
formou-se em Engenharia. 
“ENTRE” 
1. LUGAR: ele ficou entre os 
aprovados. 
2. MEIO SOCIAL: entre as 
elites, este é o 
comportamento. 
3. RECIPROCIDADE: entre 
mim e ele sempre houve 
discórdia. 
“PARA” 
1. CONSEQUÊNCIA: você 
deve ser muito esperto 
para não cair em armadilhas. 
2. FIM OU FINALIDADE: 
chegou cedo para a 
conferência. 
3. LUGAR: Em 2011, ele foi 
para Portugal. 
4. PROPORÇÃO: as baleias 
estão para os peixes assim 
como nós estamos para as 
galinhas. 
5. REFERÊNCIA: para mim, 
ela está mentindo. 
6. TEMPO: para o ano irei à 
praia. 
7. DESTINO OU DIREÇÃO: 
olhe para frente! 
“PERANTE” 
1. LUGAR: ele negou o crime perante o júri. 
“POR” 
1. MODO OU 
CONFORMIDADE: vamos 
escolher por 
sorteio. 
2. CAUSA: encontrar alguém 
por coincidência. 
45 
LÍNGUA PORTUGUESA 
3. CONFORMIDADE: copiar 
por original. 
4. FAVOR: lutar por seus 
ideais. 
5. MEDIDA: vendia banana 
por quilo. 
6. MEIO: ir por terra. 
7. MODO: saber por alto o 
que ocorreu. 
8. PREÇO: comprar um livro 
por vinte reais. 
9. QUANTIDADE: chocar por 
três vezes. 
10. SUBSTITUIÇÃO: comprar 
gato por lebre. 
11. TEMPO: viver por muitos 
anos. 
“SEM” 
1. AUSÊNCIA OU 
DESACOMPANHAMENTO: 
estava 
sem dinheiro. 
“SOB” 
1. TEMPO: houve muito 
progresso no Brasil sob D. 
Pedro II. 
2. LUGAR: ficar sob o 
viaduto. 
3. MODO: saiu da reunião 
sob pretexto não 
convincente. 
“SOBRE” 
1. ASSUNTO: Não gosto de falar sobre política. 
2. DIREÇÃO: ir sobre o adversário. 
3. LUGAR: cair sobre o inimigo. 
Locuções prepositivas 
São locuções (conjunto de duas ou mais palavras) que possuem a função de preposição. Veja alguns 
exemplos: 
• Apesar de: 
Apesar de terem sumido, voltaram logo. 
• A respeito de: 
Nossa reunião foi a respeito de finanças. 
• Graças a: 
Graças ao bom Deus, não aconteceu nada 
grave. 
• De acordo: 
De acordo com W. Hamboldt, a língua é 
indispensável 
para que possamos pensar, mesmo que 
estivéssemos 
sempre sozinhos. 
• Por causa de: 
Por causa de poucos pontos, não passei no 
exame. 
• Para com: 
Minha mãe me ensinou ter respeito para com 
os 
mais velhos. 
• Por baixo de: 
Por baixo do vestido, ela usa um short
Combinações e contrações 
As preposições podem se ligar a outras palavras, de outras classes gramaticais por meio de dois 
processos: 
combinação e contração. 
• Combinação: quando se ligam sem sofrer nenhuma 
redução. 
a + o = ao; 
a + os = aos. 
• Contração: quando,ao se ligarem, sofrem redução. 
Veja a lista a seguir, retirada da internet, que apresenta 
as preposições que se contraem e suas devidas formas: 
a) Preposição A: 
• com o artigo definido ou pronome demonstrativo feminino: 
a + a= à 
a + as= às 
• com o pronome 
demonstrativo: 
a + aquele = àquele 
a + aqueles = àqueles 
a + aquela = àquela 
a + aquelas = àquelas 
a + aquilo = àquilo 
b) Preposição DE: 
• com artigo definido masculino e feminino: 
de + o/os = do/dos 
de + a/as = da/das 
• com artigo indefinido: 
de + um= dum 
de + uns = duns 
de + uma = duma 
de + umas = dumas 
• com pronome demonstrativo: 
de + este(s)= deste, destes 
de + esta(s)= desta, destas 
de + isto= disto 
de + esse(s) = desse, desses 
de + essa(s)= dessa, dessas 
de + isso = disso 
de + aquele(s) = daquele, 
daqueles 
de + aquela(s) = daquela, 
daquelas 
de + aquilo= daquilo 
• com o pronome pessoal: 
de + ele(s) = dele, deles 
de + ela(s) = dela, delas 
• com o pronome indefinido: 
de + outro(s)= doutro, doutros 
de + outra(s) = doutra, doutras 
• com advérbio: 
de + aqui= daqui 
de + aí= daí 
de + ali= dali 
c) Preposição EM: 
• com artigo definido: 
em + a(s)= na, nas 
em + o(s)= no, nos 
• com pronome demonstrativo: 
em + esse(s)= nesse, nesses 
em + essa(s)= nessa, nessas 
em + isso = nisso 
em + este(s) = neste, nestes 
em + esta(s) = nesta, nestas 
em + isto = nisto 
em + aquele(s) = naquele, 
naqueles 
em + aquela(s) = naquelas 
em + aquilo = naquilo 
• com pronome pessoal 
em + ele(s) = nele, neles 
em + ela(s) = nela, nelas 
d) Preposição PER 
• com as formas antigas do artigo definido (lo, la): 
per + lo(s) = pelo, pelos 
per + la(s) = pela, pelas 
e) Preposição PARA (pra) 
• com artigo definido: 
para (pra) + o(s) = pro, pros 
para (pra) + a(s)= pra, pras 
CONJUNÇÕES 
São as palavras que ligam duas orações ou dois elementos da frase que tem o mesmo sentido 
gramatical. 
Conjunções coordenativas 
As conjunções coordenativas ligam elementos independentes, isto é, orações ou termos que possuem a 
mesma função gramatical e que, por si só, possuem sentido completo. Elas podem ser classificadas em: 
a) Aditivas: somam 
informações da mesma 
natureza 
(e, nem, não só.... mas 
também, etc.). 
Ex.: Ela estudou e aprendeu. 
> positiva + positiva; 
Ela não estudou e não 
aprendeu. / Ela não estudou 
nem aprendeu. > negativa + 
negativa. 
b) Adversativas: colocam 
informações em oposição, 
contradição (e, mas, porém, 
todavia, no entanto, 
contudo, entretanto). 
Ex.: Estudou, mas não 
aprendeu. > positiva + 
negativa; 
Não estudou, no entanto, 
aprendeu. > negativa + 
positiva. 
c) Alternativas: ligam 
orações com ideias que não 
acontecem 
simultaneamente, que se 
excluem (ou, 
ou... ou, ora... ora, quer... 
quer, seja... seja). 
Ex.: Estudava ou se divertia. 
Ora estudava ora se divertia. 
d) Conclusivas: ligam duas 
ideias, de forma que 
a segunda conclua o que foi 
dito na primeira 
(logo, por isso, portanto, por 
conseguinte, então, 
consequentemente). 
Ex.: Seu combustível está no 
fim; portanto, não 
conseguirá chegar. 
Está na hora da decolagem; 
deve, então, 
apressar-se. 
e) Explicativas: ligam 
orações, de forma que em 
uma 
delas explica o que se afirma 
na outra (pois – em 
começo de oração –, 
porque, que, porquanto). 
Ex.: Preciso ir, porque já é 
tarde. 
Viva bem, pois isso é o mais 
importante
. 
Conjunções subordinativas 
As conjunções subordinativas ligam duas orações, 
sendo que uma delas é necessária para o sentido completo 
da outra. Podem ser classificadas em: 
1. Conjunções Subordinativas Adverbiais 
f) Temporais: iniciam a 
oração expressando ideia de 
tempo (quando, depois que, 
antes que, logo que, 
assim que, desde que...). 
Ex.: Logo que chegou, fez a 
alegria das crianças. 
g) Causais: iniciam a oração 
dando ideia de causa. 
(como, por isso que, porque, 
pois, visto que…). 
Ex.: Como não choveu, a 
represa secou. 
h) Condicionais: iniciam uma 
oração com ideia de 
hipótese, 
condição (se, salvo se, caso, 
contanto que, 
a não ser que, a menos 
que...). 
Ex.: Se quiser, eu vou. 
Posso lhe ajudar, caso 
necessite. 
i) Proporcionais: ideia de 
proporcionalidade (à 
proporção 
que, à medida que, ao passo 
que, quanto 
mais, quanto menos). 
Ex.: Quanto mais gritava, 
menos era entendido. 
Ia aprendendo, à medida 
que convivia com ela. 
j) Finais: expressam ideia de 
finalidade (a fim de que, 
para que, etc.). 
Ex.: Mentiu para que todos 
lhe dessem crédito. 
Comprou um computador a 
fim de que pudesse 
trabalhar tranquilamente. 
k) Consecutivas: iniciam a 
oração expressando ideia 
de consequência (que 
associado a tal, tanto, tão, 
tamanho (expressos ou 
subentendidos na oração 
anterior); de forma que, de 
maneira que, de modo 
que, etc.). 
Ex.: Era tanta beleza que 
chegava a ofuscar os 
olhos. 
Fala tanto que o marido 
decidiu fugir. 
Desde que chegou, todos as 
cercam. 
l) Concessivas: iniciam uma 
oração com uma ideia 
contrária à da oração 
principal (embora, 
conquanto, 
ainda que, mesmo que, 
posto que, se bem que, 
por mais que, por menos 
que, apesar de que, nem 
que, que, de todo modo...). 
Ex.: Trabalhava, por mais 
que a perna doesse. 
m) Comparativas: iniciam 
orações comparando 
ações, e em geral, o verbo 
fica subentendido (tal... 
qual, tanto... quanto..., 
como, assim como, bem 
como, [do] que – 
relacionado a mais, menos, 
melhor, 
pior, maior, menor). 
Ex.: Ela dança tanto quanto 
Carlos. > Igualdade; 
Ela dança menos [do] que 
Júlia. > Inferioridade; 
Ela dança mais [do] que 
Renata. > Superioridade. 
n) Conformativas: 
expressam, como o próprio 
nome 
diz, a conformidade de uma 
ideia com a da oração 
principal (como, segundo, 
conforme, etc.). 
Ex.: Conforme eu esperava, 
tudo acabou mal. 
Amanhã chove, segundo 
informa a previsão do 
tempo. 
INTERJEIÇÕES 
São palavras que expressam emotividade.Ex.: Psiu! A criança está dormindo. Oi! Que bom que você veio 
hoje. Bravo! Nosso time foi campeão pela 3ª vez consecutiva! Há também a locução interjetiva, que são 
duas ou mais palavras que possuem valor de interjeição. 
Ex.: Poxa vida! Nossa senhora! 
Veja algumas classificações de locução interjetiva e seus exemplos: 
De advertência: Olha lá!; Vê bem!; Presta atenção!; Volta aqui!; 
De agradecimento: Graças a Deus!; Muito obrigada!; Valeu a pena!; 
De alegria: Que bom!; Que maravilha!; 
De animação: Vamos lá!; Você consegue!; Tenha coragem!; 
De concordância: Sem dúvidas!; Com certeza!; 
De aplauso: Isso aí!; Muito bem!; 
De desejo: Queira Deus!; Quem me dera!; 
De dor: Ai de mim!; Que dor!; 
De espanto: Nossa mãe!; Meu Deus!; Senhor Jesus!; Crê em Deus Pai! 
 
EMPREGO DOS SINAIS DE PONTUAÇÃO 
Uso da vírgula 
A vírgula (,) é utilizada para: 
a) Isolar o vocativo na oração. 
Ex.: Catarina, busque seu irmão! 
b) Separar palavras com a mesma função na oração. 
Ex.: Ele gritou, chorou, esperneou, berrou e depois 
dormiu. 
c) Isolar o aposto na oração. 
Ex.: A Joana, filha do senhor José, ficou doente. 
d) Separar nomes dos locais e datas. 
Ex.: Alfenas, 04 de maio de 2020. 
Uso do ponto e vírgula (;) 
É utilizado para: 
• Separar itens em enumeração 
Ex.: Art. 1º A locação de imóvel urbano regula-se 
pelo disposto nesta Lei. 
Parágrafo único. Continuam regulados pelo Código 
Civil e pelas leis especiais: 
a) as locações: 
1. de imóveis de propriedade da União, dos Estados 
dos Municípios, de suas autarquias e fundações 
públicas; 
2. de vagas autônomas de garagem ou de espaços 
para estacionamento de veículos; 
3. de espaços destinados à publicidade. 
Separar orações muito extensas ou que já possuam 
vírgula 
Ex.: “Às vezes, também a gente tem o consolo de 
saber que alguma coisa que se disse por acaso 
ajudou alguém a se reconciliar consigo mesmo ou 
com a sua vida; sonhar um pouco, a sentir uma 
vontade de fazer coisa boa.” (Rubem Braga) 
• Substituindo a vírgula 
Ex.: Amanhã terei duas provas; porém ainda não 
consegui estudar nada. 
Uso dos dois-pontos (:) 
Quando: 
a) Vai se iniciar uma fala ou fazer citação. 
Ex.: Ela disse: hoje não posso,tenho compromisso. 
b) Inicia-se uma enumeração. 
Ex.: Tenho apenas duas coisas para lhe dizer: não 
estou de acordo e não mudo de ideia neste caso. 
Uso do travessão (–) 
Utilizado para indicar fala e mudança de interlocutor dentro de um diálogo, ou para desempenhar o 
papel de vírgula ao separar orações intercaladas. 
Ex.: 
• Quais ideias você tem para revelar? 
• Não sei se serão bem-vindas. 
• Não importa, o fato é que assim você estará contribuindo 
para a elaboração deste projeto. 
• Não seja tão estúpido, – disse a professora – vou 
chamar sua mãe! 
Uso dos parênteses ( ) 
Utiliza-se os parênteses quando se quer explicar melhor o que foi falado ou para indicar algo 
relacionado ao texto. Ex.: Hoje cresce em grande nível os problemas de saúde 
da população (o que pode ser explicado pelo 
ritmo de vida da atualidade). 
Uso do ponto (.) 
É usado no final da frase, e indica pausa total. 
Ex.: Não tenho nada a declarar. 
Uso do ponto de interrogação (?) 
Em geral, utilizado ao final de perguntas. 
Ex.: Quer sair comigo esta noite? 
Em alguns casos, pode expressar espanto, por exemplo: 
“Como assim? Não acredito que mentiu para mim!” 
Uso das reticências (…) 
Usadas quando um texto ou trecho dele é suspenso, interrompido ou para deixar a ideia de 
continuidade. Ex.: Essa vista me traz uma paz, um bem-estar, uma 
tranquilidade... / Eu até achei a comida boa, mas o ambiente... 
Uso do ponto de exclamação (!) 
Utilizada para: 
a) Frases que expressam sentimentos, emoção e intensidade. 
Ex.: Que alegria você aqui! / Não pense 
nisso! / Que absurdo! 
b) Depois de vocativos ao final da frase e de interjeições. 
Ex.: Ai! Que susto levei. (interjeição) / Longe 
daqui, menina! (vocativo). 
Uso das aspas (“) 
São utilizadas ao fazer uma citação e ao se apropriar 
de gírias ou expressões estrangeiras. 
Ex.: “A ordem para fechar a prisão de Guantánamo 
mostra um início firme. Ainda na edição, os 25 
anos do MST e o bloqueio de 2 bilhões de dólares 
do Oportunity no exterior” (Carta Capital on-line, 
30/01/09). / Ele está muito “zen” hoje. 
Uso dos colchetes ( [ ] ) 
Possui a mesma função que os parênteses, porém 
é utilizado em textos didáticos, científicos e filológicos. 
Veja alguns de seus empregos: 
• Para intercalar palavras ou símbolos não pertencentes 
ao texto. 
Ex.: Em Aruba se fala o espanhol, o inglês, o holandês 
e o papiamento. Aqui estão algumas palavras 
de papiamento que você, com certeza, vai usar: 
1- Bo ta bon? [Você está bem?] 
2- Dios no ta di Brazil. [Deus não é brasileiro.] 
• Para inserir comentários e observações em textos 
já publicados. 
Ex.: Machado de Assis escreveu muitas cartas a Sílvio 
Dinarte. [pseudônimo de Visconde de Taunay, 
autor de “Inocência”] 
• Para indicar omissões de partes na transcrição de 
um texto. 
Ex.: “É homem de sessenta anos feitos [...] corpo 
antes cheio que magro, ameno e risonho” (Machado 
de Assis) 
• Em definições do dicionário, para fazer referência à 
etimologia da palavra. 
Ex.: amor- (ô). [Do lat. amore.] 1. Sentimento que 
predispõe alguém a desejar o bem de outrem, ou 
de alguma coisa: amor ao próximo; amor ao patrimônio 
artístico de sua terra. (Novo Dicionário 
Aurélio) 
Uso do asterisco (*) 
Pode ser utilizado: 
Em substituições de nomes próprios não mencionados. 
Ex.: O jornal *** não quis se pronunciar. 
O Dr. * não se comportou de forma ética. 
Em remissões a notas ou explicações contidas em pé 
de páginas ou ao final de capítulos. 
Ex.: Ao analisarmos as palavras sorveteria, sapataria, 
confeitaria, leiteria e muitas outras que contêm 
o morfema preso* -aria e seu alomorfe -eria, chegamos 
à conclusão de que este afixo está ligado 
a estabelecimento comercial. Em alguns contextos 
pode indicar atividades, como em: bruxaria, gritaria, 
patifaria, etc. 
* É o morfema que não possui significação autônoma e sempre aparece ligado a outras palavras. 
Uso do parágrafo (§) 
Este símbolo equivale a dois “S” entrelaçados, significando Signum sectionis (sinal de seção/corte). Seu 
uso é comum nos códigos de leis. 
Ex.: § 7º Lei federal disporá sobre as normas gerais a serem obedecidas na efetivação do disposto no § 
4º. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 
Uso da barra (/) 
Embora não exista muitas regras definidas a respeito de seu uso, a barra inclinada aparece, quase 
sempre, com função de separar elementos que apresentam alternativas. Ex.: A prova deve ser 
respondida à caneta azul/preta. (azul ou preta), 
Pode ser utilizada ainda da seguinte forma: e/ou Nesse caso, ela está sendo usada para separar as duas 
conjunções (e e ou). Veja; Ex.: Os alunos serão avaliados por trabalhos e/ou provas. 
Sendo assim, entende-se que a avaliação pode ser feita pelo conjunto (trabalhos e provas) ou de forma 
separada, individual (trabalhos ou provas). 
USO DOS “PORQUÊS” 
Porque Usado em respostas, para dar explicações. Ex.: Não fui à praia porque estava doente. 
Por que Usado para fazer perguntas, no início da frase. Ex.: Por que não visitou sua irmã mais 
cedo? 
Porquê Usado para dar motivo, a razão de alguma coisa, porém como substantivo. Ex.: Acho justo me 
dizer o porquê de estar agindo assim. 
Por quê Usado ao final de perguntas, podendo ser 
seguido por ponto final ou interrogação. 
Ex.: Não me avisou do ocorrido antes por 
quê? 
Ele terminou comigo e não me disse por quê. 
CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL 
Concordância Nominal 
Diz respeito à concordância do sujeito com adjetivos, por exemplo, ou com outras classes de palavras. 
Amanhã compraremos roupas bonitas e baratas naquela loja. 
Aqui, os adjetivos “bonitas” e “baratas” concordam em gênero e número com o substantivo “roupas”. 
PLURAL DE COMPOSTOS 
Plural de substantivos compostos 
Se o substantivo composto é escrito sem hífen, para utilizá-lo no plural, basta acrescentar a letra “s”. 
Agora, se ele for escrito com hífen, deve seguir algumas regrinhas. 
São elas: 
a) Substantivo + substantivo que especifica o primeiro. 
Ex.: decreto-lei, decretos-lei. 
b) Palavras unidas por preposição. 
Ex.: água-de-colônia, águas-de-colônia. 
c) Verbo ou advérbio + substantivo ou adjetivo. 
Ex.: arranha-céu, arranha-céus, alto-falante, 
alto-falantes. 
d) Palavras repetidas ou onomatopaicas. 
Ex.: tico-tico, tico-ticos. 
e) Palavra variável + palavra variável. 
Ex.: quinta-feira, quintas-feiras. 
Plural de adjetivos compostos 
Nos adjetivos compostos, somente o último termo 
sofrerá flexão de número. 
CONCORDÂNCIA VERBAL 
Diz respeito à concordância entre sujeito e verbo em gênero, pessoa e número. Por exemplo, se o meu 
sujeito é a 3ª pessoa do plural masculino (eles), o verbo precisa estar conjugado dessa mesma maneira. 
Veja: 
Eles viajarão juntos na próxima semana. 
Sujeito “eles”, verbo “viajarão”. 
Eu irei embora pela manhã. 
“Eu” – 1ª pessoa do singular; 
“irei” – verbo conjugado na 1ª pessoa do singular. 
Nós buscamos compreender a todos. 
“Nós” – 1ª pessoa do plural; 
“buscamos” – verbo conjugado na 3ª pessoa do plural. 
 
 
REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL 
Regência Nominal 
É o nome que se dá a toda relação estabelecida entre um nome (substantivo, advérbio ou adjetivo) e os 
termos regidos por esse nome, sendo sempre intermediada por uma preposição. 
Veja o exemplo do verbo obedecer: 
Obedecer a algo/ a alguém. 
É obediente a algo/ a alguém. 
Regência Verbal 
Ocupa-se da relação entre os verbos e os termos que o complementam e se seguem dentro da oração. 
Os verbos são os termos regentes, e os objetos (direto e indireto) e adjuntos adverbiais, os termos 
regidos. 
Ex.: Ele mora em outra cidade. 
Mora – termo regente / verbo transitivo indireto; 
Em outra cidade – termo regido. 
Ex.: Eles irão ao passeio. 
Irão – termo regente / verbo transitivo indireto; 
Ao passeio – termo regido. 
Ex.: Chegamos ao local indicado no mapa. 
Chegamos – Termo regente; 
Ao local indicado no mapa – termo regido.

Mais conteúdos dessa disciplina