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RESUMO COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS DE GÊNEROS VARIADOS Interpretação: realiza ligações com o texto a partir das ideias que o leitor pode concluir com a leitura. Compreensão: busca a análise de algo exposto no texto, e, geralmente, é marcada por uma palavra ou uma expressão, e apresenta mais relações semânticas e sintáticas. - PROCURE SINÔNIMOS - ATENÇÃO AOS CONECTIVOS O leitor deve buscar identificar o gênero textual ao qual o texto pertence, a fonte da leitura, o ano, entre outras informações que podem vir como “acessórios” do texto e, então, formular hipóteses sobre a leitura que deverá se seguir. Outra dica importante é ler as questões da prova antes de ler o texto, pois, assim, suas hipóteses já estarão agindo conforme um objetivo mais definido. RECONHECIMENTO DE TIPOS E GÊNEROS TEXTUAIS Tipos Textuais: às características linguísticas o texto, como vocabulário, construção de frases, tempos verbais, isto é, tudo que diz respeito a escrita do texto, à sua estrutura. Narrativo: narra, expressa acontecimentos, ações. Uma de suas principais marcas é a forte presença de verbos. Alguns gêneros textuais narrativos: romance, novela, conto de fadas, crônica, lendas, fábula; Descritivo: descreve, define com clareza e detalhes as características, físicas ou psicológicas, de algo ou de alguém (um carro ou uma determinada pessoa, por exemplo, ou até mesmo um acontecimento). Sua principal marca é a presença de adjetivos. Alguns gêneros textuais descritivos: diário, currículo, relato de viagem, lista de compra, notícia; Expositivo: e informar, de expor ao leitor um determinado assunto ou coisa. Podem-se dar instruções, informações, abranger diferentes pontos de vista sobre o assunto tratado, entre outras possibilidades. Alguns gêneros textuais expositivos: enciclopédia, seminários, entrevistas, palestras, trabalhos acadêmicos; Dissertativo: através da dissertação, o autor expõe sua opinião sobre determinado tema/assunto, fundamentando seu pensamento em dados concretos, experiências, notícias, etc., Aqui o autor insere seu pensamento, porém se baseando em pontos e dados reais. É um tipo textual argumentativo. Alguns exemplos de textos dissertativos: artigo, ensaio, resenha, carta de opinião, monografia, editorial jornalístico; Injuntivo: instruir o leitor, a induzi-lo a fazer algo de determinado forma, como é o exemplo das receitas. Uma marca desse tipo textual é a presença de verbos no infinitivo (“adicionar sal a gosto”) e imperativo (“após fervura, desligue o fogo imediatamente”). Alguns gêneros textuais injuntivos: bula de remédio, receitas, propaganda, regulamento, manual de instruções. Os gêneros textuais: classificam os textos de acordo com as características que ele apresenta em relação à linguagem e ao conteúdo. Artigo de opinião: é um texto dissertativo, em que o autor expõe seu posicionamento e sua opinião sobre um assunto, um tema de interesse público, trazendo argumentos a respeito do seu ponto de vista sobre ele. Introdução, desenvolvimento, conclusão. Características: textos escritos em primeira e terceira pessoa; uso de argumentação e persuasão; textos escritos em linguagem simples, objetiva e subjetiva; em geral, traz temas da atualidade; Conto: tradição literária • Narrativa curta; • Presença de um narrador (aquele que conta a história, o acontecimento); • Possui personagens; • Marcação de tempo específico (marcação do tempo dentro da história; pode ser cronológico ou psicológico); • Espaço (local onde a história se desenvolve); • Enredo: é o desenvolvimento da história, através da apresentação das personagens, das cenas e dos conflitos do texto. ; clímax, que é o momento mais importante da história; e o desfecho, que corresponde ao fim da história e o momento em que se resolvem [ou não] os conflitos ocorridos. O conto fantástico: um conto em que o enredo apresenta situações impossíveis de serem explicadas e até mesmo de acontecer, tendo sempre um tom “sobrenatural”. Conto de fadas: tipo de conto que possui personagens folclóricos e imaginários, e em geral apresenta um fundo moral, trazendo sempre um ensinamento fundamentado em valores éticos morais. Notícia: é um gênero textual jornalístico que pode ser encontrado, principalmente, em meios de comunicação. É um texto informativo que trata de temas e acontecimentos da atualidade. Texto descritivo e/ou narrativo; Linguagem objetiva, clara e coloquial; Possui títulos (principal e auxiliar) e corpo; Circula nas mídias e meios de comunicação; Em geral, textos curtos que tratam de assuntos do dia a dia. Notícia e reportagem não é a mesma coisa. Atente-se ao conteúdo: a notícia em geral trata de informar sobre assuntos cotidianos e práticos, de maneira simples e objetiva, enquanto a reportagem trata de interpretar melhor os acontecimentos narrados, de maneira clara, apresentando contextualizações. Relato de Viagem: trata-se da exposição de detalhes, características e experiências vividas por pessoas ao visitarem determinado lugar. Expõem suas experiências, para instigar (ou não) o leitor a também realizar esta viagem. Verbos conjugados no pretérito (passado); Expressão de opinião; Linguagem informal; Texto objetivo, explicando de forma direta qualidades e defeitos de determinada praia, por exemplo. Carta: gênero textual utilizado para comunicação entre pessoas, em geral, que estão distantes. Atualmente o e-mail. São três os tipos de carta: pessoal, comercial e oficial. Note a data e local no início, a saudação e depois o texto. Observe também que a linguagem mostra a intimidade entre as duas pessoas. Receita: é um gênero do tipo injuntivo, instrui, aconselha o leitor a seguir suas recomendações, apresenta um título, ingredientes, modo de preparo. Outros gêneros textuais: Bilhete, Relatório, Anedota, Requerimento, Cartaz, Atestado, Contrato, Charge, Blog; Contrato, Ata, Declaração, Memorando. DOMÍNIO DA ORTOGRAFIA OFICIAL EMPREGO DO X E DO CH O “X” é utilizado: • Após os ditongos (encontro de duas vogais). Ex.: peixe, faixa, caixa, ameixa, queixo, baixo, encaixe, Paixão, rouxa, frouxo. Exceção: recauchutar (e seus derivados) e caucho. • Após as sílabas “en” e “me”. Ex.: enxada, enxame, enxaqueca, enxergar, enxugar, mexerica, mexilhão, mexer, mexicano, enxovalho. Algumas palavras formadas por prefixação (prefixo “en” + radical) são escritas com “ch” (enchente, encharcar. Algumas palavras com “CH”: chicória, ficha, chimarrão, churrasco,chinelo,chicote, cachimbo,fantoche,penacho, broche, salsicha,apetrecho,bochecha, brecha,pechincha, inchar, flecha, chute, deboche, mochila, pichar,lincha, fechar, fachada, comichão, chuchu, charque,cochicho Há ainda algumas palavras homófonas, que podem ser escritas das duas formas, porém têm significados diferentes. Veja algumas: – Brocha (pequeno prego) – Broxa (pincel para caiação de paredes); – Chá (planta para preparo de bebida) – Xá (título do antigo soberano do Irã); – Chalé (casa campestre de estilo suíço) – Xale (cobertura para os ombros); – Chácara (propriedade rural) – Xácara (narrativa popular em versos); – Cheque (ordem de pagamento) – Xeque (jogada do xadrez). EMPREGO DO C, Ç, S E SS a) O /c/ só é usado com valor de “s” com as vogais “e” e “i” Ex.: acém, ácido, aceso, macio. Com as vogais “o” e “u”, usa-se Ç. Ex.: Açougue, açúcar, caçula. b) Em início de palavras, o Ç e o SS não são usados em início de palavras. O “S” inicia palavras quando seguido de qualquer uma das vogais. Ex.: Sapato, segurança, solteiro, sucesso. O “C” inicia palavras (possuindo o mesmo som de “S”) apenas com as vogais “e” e “i”. Ex.: Cenoura, cela, cigarro, cinema. c) O “S” tem sempre som de /z/ quando está entre vogais. Sendo assim, palavras compostas derivadas de uma palavra com “S” no início passam a ser escritas com “SS”, mantendo o som de /s/. Ex.: Sala – Antessala / Sol – Girassol / Seguir – Prosseguir. d) “SS” é utilizado somente entre vogais.Ex.: Passagem, pessoa, posse, possível. EMPREGO DO C E QU Bom, existem palavras que podem ser escritas tanto de uma forma, como de outra. Veja: Catorze/ quatorze; cociente / quociente; cotidiano / quotidiano; cotizar / quotizar. Palavras que só podem ser escritas de uma forma:Cinquenta, cinquentenário, cinquentão,cinquentona. EMPREGO DO G E DO J O “G” é utilizado em: • Palavras terminadas em “–gio”: • Estágio, relógio, refúgio, presságio. • Substantivos terminados em “-em”: • ferrugem, carruagem, passagem, viagem O “J” é utilizado: • Em palavras de origem indígena. • Pajé, canjica, jerimum. • Em palavras de origem africana. • Jiló, jagunço, jabá. DIVISÃO SILÁBICA • Não se separam: – Ditongos e tritongos: quando duas ou três vogais se encontram juntamente dentro da palavra. Ex.: Aumento (au - men –to); Paraguai (Pa – ra–guai); iguais (i – guais); coisas (coi – sas); – Encontros consonantais puros: quando duas ou mais consoantes, em sequência, encontram- se em uma palavra. Ex.: Blusa (blu-sa); planeta (pla-ne-ta); livro (li-vro); Brasil (Bra-sil); dragão (dra-gão); claridade (cla-ri-da-de); francês (fran-cês); livre (li-vre); – Dígrafos: “çh”, “lh”, “nh”, “gu”, “qu”. Ex.: Chuva (chu-va); cachos (ca-chos); ilha (i-lha); galho (ga-lho); ninho (ni-nho); linha (li-nha); vinho (vi-nho); guarda (guar-da); guerra (guer-ra); queijo (quei-jo); quantidade (quan-ti-da-de); – Grupos consonantais iniciais: palavras iniciadas por consoantes. Ex.: Psicólogo (Psi-có-lo-go- ); pneumático (pneu-má-ti-co); gnóstico (gnós-ti-co); • Separam-se: – Hiatos: quando duas vogais estão em sequência, juntas, em uma palavra, mas em sílabas diferentes. Ex.: Moeda (mo-e-da); saúde (sa-ú-de); poesia (po-e-sia); navio (na-vi-o); dia (di-a); – Dígrafos: RR, SS, SC, SÇ, XC, XS Ex.: Carro (car-ro); torre (tor-re); assado (as-sa- -do); passagem (pas-sa-gem); nascer (nas- cer); floresça (flo-res-ça); exceção (ex-ce-ção); exsudativo (ex-su-da-ti-vo); – Encontros consonantais disjuntos: quando duas consoantes se encontram em sequência, juntas, em uma palavra, mas se dividem em sílabas diferentes. Ex.: advogado (ad-vo-ga-do); alface (al-fa- ce); objeto (ob-je-to); força (for-ça). NÚMERO DE SÍLABAS número de sílabas que possuem. a) Monossílabas: palavras que possuem apenas uma sílaba. Ex.: Pé, chá, flor, meu. b) Dissílabas: palavras que possuem duas sílabas. Ex.: Café, casa, beijo, volta. c) Trissílabas: palavras que possuem três sílabas. Ex.: Madeira, máquina, cinema. d) Polissílabas: palavras que possuem quatro ou mais sílabas. Ex.: Literatura, avenida, otorrinolaringologista. TONICIDADE SILÁBICA: Seria aquela que é pronunciada com mais intensidade na palavra. Monossílabas Átonas: soam como uma sílaba fraca da palavra anterior. Ex: Artigos definidos e indefinidos: o, a, os, as, um, uns;Pronomes oblíquos: me, se, te, nos, vos, lhe;Preposições: de, a, em, com, sem, sob;Conjunções: e, mas, que, se, nem, ou; Pronomes relativos: que, quem. Monossílabas Tônicas: São pronunciadas com maior intensidade. Ex.: bem; bom; dor; lei; luz; noz; pneu; mar; flor; pá;má; lá; chá; fãs; lã; pé; mês; fé; três, pó; nó; dó; só;cós; pós; pôs; réis; dói; mói. Oxítonas São oxítonas as palavras nas quais a sílaba tônica é a última.Ex.: Café; saci; cipó; parar Paroxítonas São paroxítonas as palavras nas quais a sílaba tônica recai na penúltima sílaba.Ex.: útil; festa; mesa; cachorro; preto., Proparoxítonas São proparoxítonas as palavras nas quais a sílaba tônica corresponde à antepenúltima.Ex.: lâmpada; cômodo; cínico; sílaba. ACENTUAÇÃO GRÁFICA • O acento agudo (´) nos indica uma sílaba tônica com som mais aberto, como na palavra simpática, que vimos acima. Outro exemplo: sábio. • O circunflexo (^), ao contrário, indica sílaba tônica mais fechada. Veja algumas palavras: câncer,bambolê, lâmpada. • A crase (`), marcada pelo acento grave, de maneira geral, é utilizada para fazer a junção de duas vogais “a”, quando em uma frase a preposição é contraída com o artigo. Veremos com mais profundidade sua aplicação mais à frente. Além dos acentos gráficos, existem alguns outros sinais muito utilizados na língua portuguesa, como os chamados de notações léxicas. São eles: • Til (~): é utilizado para deixar explícita a nasalidade da vogal. Exemplo: cão, bastão, dragão, avião, gavião. • Cedilha (ç). Regras de Acentuação Há na língua portuguesa algumas regras de acentuação das palavras segundo a sua classificação quanto à tonicidade, e é importante conhecê-las para não cometer enganos na hora da escrita. São elas: • Proparoxítonas (antepenúltima sílaba tônica): São sempre acentuadas graficamente. Ex.: trágico, árvore, mármore. • Paroxítonas (penúltima sílaba tônica): São acentuadas quando terminam em: – “L”: fácil, portátil; – “N”: pólen, hífen; – “R”: cadáver, poliéster; – “PS”: bíceps; – “X”: tórax; – “US”: vírus; – “I, IS”: júri, lápis; – “OM”, “ONS”: iândom, íons; – “UM”, “UNS”: álbum, álbuns; – “Ã(S)”, “ÃO(S)”: órfã, órfãs, órfão, órfãos; – Ditongo oral: jóquei, túneis. • Oxítonas : São acentuadas as oxítonas terminadas em: – a(s): sofá, sofás; – e(s): jacaré, vocês; – o(s): paletó, avôs; – em, ens: armazém, armazéns . DOMÍNIO DOS MECANISMOS DE COESÃO TEXTUAL Coesão referencial e por repetição (reiteração) A elipse elimina uma parte do texto, evitando repetições. Desnecessárias. Veja o exemplo: Vamos ao shopping à tarde. Pode nos acompanhar?Note que não é necessário repetir “Pode nos acompanhar Ao shopping à tarde?”, já que a própria pergunta. Retoma a ideia anterior do texto. A reiteração acontece pela repetição de um mesmo léxico, ou pela utilização de sinônimos. a) O garoto fugiu da escola. O garoto está rebelde. b) A menina não gosta de brincar na rua. A garota é muito silenciosa. Coesão por substituição A coesão por substituição acontece quando se insere um novo termo ou expressão no lugar de outro elemento do texto, ou até mesmo de uma frase inteira. Veja os exemplos: a) Joana ganhou uma bicicleta nova. Maria também quer uma. b) Maria comprou um presente para mim. Ela comprou para você também. Conectores Finalidade/Ideia transmitida: E, e ainda, além disso, por um lado... por outro, também. (Adição) Certamente, evidentemente, por,naturalmente. (Causa) Ou seja, em outras palavras, nesse sentido, em suma, dessa forma, novamente, em resumo (Reafirmação) Da mesma forma, do mesmo modo, assim como, tal como.(Semelhança) Mas, porém, no entanto, todavia, contudo, entretanto, por outro lado.(Oposição) Supondo que, a menos que, exceto se, mesmo que.(Hipótese) Para, a fim de, com o intuito de,para que, com o objetivo de.(Finalidade) Portanto, em suma, enfim, concluindo,logo, para que.(Conclusão) Note-se que, mais uma vez, verificamos,constata-se que.(Chamar atenção/enfatizar) Tempos Verbais são três: pretérito (ação realizada antes da fala), presente (ação realizada no momento da fala) e futuro (acontecerá depois da fala). pretérito pode ser perfeito, o que quer dizer que a ação se realizou completamente. Ex.: Ela estudou toda a matéria para o concurso. ; pode ser ainda imperfeito, no caso para designar uma ação que não foi concluída.Ex.: Ela brigava muito no trabalho. ; e ainda o pretérito-mais que-perfeito, em que a ação passada aconteceu antes de outro fato que também é passado. Para clarear,veja: No momento em que cheguei na festa, ela já havia terminado. O futuro do presente expressa um fato que possivelmente acontecerá em um momento após a fala. Ex.: Assim que voltar do trabalho, te ensinarei a lição. o futuro do pretérito trata de algo que pode acontecer, uma possibilidade, depois de algo que está no passado. Ex.: Se eu tivesse dinheiro, compraria um carro. o presente tem apenas uma variação, chamada presente simples, que é a ação realizada no momento da fala. Ex.: Eu amo chocolate. Modos Verbais Indicativo: expressa uma certeza, algo muito certo. Ex.: Eu gostode música popular brasileira. Subjuntivo: já não expressa certeza; deixa uma dúvida, algo incerto. Ex.: Talvez eu compre um carro esse ano. Imperativo: verbo que expressa uma ordem ou pedido. Ex.: a) Desça agora daí! b) Busque um copo de água, por favor. DOMÍNIO DA ESTRUTURA MORFOSSINTÁTICA DO PERÍODO EMPREGO DAS CLASSES DE PALAVRAS ARTIGOS O artigo definido serve para indicar um ser definido entre outros e indicar todo conjunto de seres. Ex.: A menina saiu contente. / Os garotos adoram jogar futebol. Já o artigo indefinido pode ser: indefinido entres os outros; subconjunto de seres indefinidos; reforço de ideia. Ex.: Uns gostam de cão, outros de gato. Contaram-me uma história antiga e duvidosa. NUMERAIS São as palavras utilizadas para designar posição ou número. Cardinais: expressam quantidade exata de seres através da palavra Ex.: Ganhei sete bombons ontem. Ordinais: como o próprio nome diz, expressão ordem ou posição dentro de uma sequência. Ex.: João ganhou a corrida em segundo lugar. Esta foi a primeira vez que consegui compreendê-lo. Multiplicativos: expressam o número de vezes pelo qual determinada quantidade é multiplicada. Dobro > duas vezes; triplo > três vezes; quádruplo > quatro vezes... Ex.: Eu trabalho o dobro de horas que você. Fracionários: expressam frações, divisões ou diminuições proporcionais em quantidade. Ex.: Esse mês já gastei um terço do meu salário. SUBSTANTIVOS São palavras que dão nome aos seres em geral, vivos ou não vivos, e a conceitos. a) Concreto: dá nome a seres existentes, independentes ou que são pensados dessa forma. Veja os exemplos dados pelo autor do livro Gramática pela Prática: Pessoas: José, Júlia; Ocupantes de cargos: tesoureiro, professor; Animais: tigre, lesma; Vegetais: árvore, bambu; Minerais: água, ouro; Fenômenos: chuva, relâmpago; Lugares:continente, Piauí;Objetos: caneta livro; Imaginados: saci, fada, Deus. b) Abstrato: dá nome a seres/conceitos que não existem por si só. Aqui vai mais exemplos para ajudar: Ações: o chute, a entrega; Sentimentos: amor, compreensão; Qualidades: dureza, feiura;Estado: desonra, glória. Próprio: dá nome a um ser específico (pessoa, país, etc.) Ex.: José, Brasil, Carolina, Nova Concursos, São Paulo, Varsóvia. Comum: é o que nomeia um ser como pertencente a uma classe.Ex.: homem, país, editora. Coletivo: dá nome comum para um conjunto de seres. Ex.: constelação (conjunto de estrelas), time, esquadra,cardume (conjunto de peixes). Substantivos coletivos mais usados abelhas: enxame, colmeia, abelhal alho: réstia, alhada, alhal alunos: turma, classe, alunato animais: fauna, bando, bicharada, animalada, pandilha, piara anjos: legião, falange, coro artistas: companhia, elenco, trupe, plêiade, academia árvores: arvoredo, renque, mata, floresta, bosque atores: elenco, companhia, trupe automóveis: frota aves: bando, revoada, bandada aviões: esquadrilha, frota, aviação bananas: cacho, bananada bois: manada, boiada, junta, armento, rebanho borboletas: panapaná, panapanã burros: récua, burricada, burrada cabras: fato, rebanho, cabrada, cabralhada, cabroeira cães: matilha, cachorrada, canzoada camelo: cáfila, catar cavalos: cavalaria, cavalhada, tropa, manada cebola: réstia, cebolal chaves: molho, penca, chavaria discos: discoteca, fonoteca elefantes: manada estrelas: constelação filhotes: ninhada, redada flores: ramalhete, ramo, buquê, braçada formigas: colônia, formigueiro, formigame, carreiro, correição gafanhoto: nuvem, gafanhotada, onda, praga galinhas: galinhada, galinhame gatos: gataria, bichanada ilhas: arquipélago índios: tribo, aldeia, indiada insetos: nuvem, colônia, praga, onda Compostos: são substantivos formados por mais de uma palavra ou radical. Ex.: notícia-bomba; bate boca; quinta-feira. Plural de substantivos compostos : Se o substantivo composto é escrito sem hífen, para utilizá-lo no plural, basta acrescentar a letra “s”. Agora, se ele for escrito com hífen, deve seguir algumas regrinhas. a) Substantivo + substantivo que especifica o primeiro.Ex.: notícia-bomba, notícias-bomba. b) Palavras unidas por preposição.Ex.: água-de-colônia, águas-de-colônia. c) Verbo ou advérbio + substantivo ou adjetivo.Ex.: bate-boca, bate-bocas, alto-falante, alto-falantes. d) Palavras repetidas ou onomatopaicas.Ex.: tico-tico, tico-ticos. e) Palavra variável + palavra variável.Ex.: quinta-feira, quintas-feiras. Flexão de gênero Os substantivos podem sofrer flexão de gênero: feminino e masculino. • O carro / o motor / o cigarro. O mesmo com os substantivos femininos, que vem com o artigo “a” anteposto: A cadeira / a maçã / a verdade. Existem alguns substantivos masculinos que possuem terminações diferentes de “o”, e por isso essa é a “regra” mais confiável. (O amor / o celular) Além disso, os substantivos podem ser classificados em uniformes e biformes. Os substantivos biformes apresentam diferentes formas para o masculino e feminino.Ex.: Menino / menina Garoto / garota Já os substantivos uniformes são aqueles que apresentam uma única forma, independente do gênero. Criança / testemunha / artista.Dessa forma, só é possível identificar o gênero desse tipo de substantivo por meio do artigo, que vem anteposto a ele. O estudante / A estudante. Gênero e significação É possível realizar a determinação do gênero pela significação. Gênero Feminino. São femininos: a) Nomes de mulheres e as funções exercidas por elas. • Ana, Helena, Maria, professora, rainha, vendedora. b) Nomes de animais do sexo feminino. • Vaca, anta, galinha, pata. c) Nomes de cidades e ilhas em que se subentende por gênero feminino. • A Veneza, a marcante Florianópolis. Gênero Masculino São masculinos: a) Nomes de homens e suas funções. • Cláudio, José, Henrique, médico, professor, vendedor. b) Nomes de animais do sexo masculino. • Elefante, leão, boi. c) Nomes dos meses e dos pontos cardeais. • O mês de janeiro, o mês de maio, o leste, o norte. d) Nomes de lagos, montes, oceanos e rios, em que se subentende por ser do gênero masculino. • O Amazonas (o rio Amazonas), o Atlântico (o oceano Atlântico). Flexão de número Em relação a número gramatical, existem dois em que os substantivos sofrem flexão: singular e plural.O singular indica apenas um ser ou um grupo de seres,e o plural indica dois ou mais seres ou grupos de seres. a) Substantivos que terminam em vogal, ditongo oral ou com a letra “N” flexionam para o plural com o acréscimo da letra “S”. • Pai – pais; • Mãe – mães; • Hífen – hifens. Exceção: Cânon – cânones. b) Substantivos terminados em “R” e “Z” fazem o plural pelo acréscimo de “-es”. • Cobertor – cobertores; • Rapaz – rapazes. c) Substantivos que terminam em “al”, “el”, “ol”, “ul” sofrem flexão no plural, trocando o “L” por “-is”. • Casal – casais; • Quartel – quarteis; • Lençol – lençóis; • Azul – azuis. Variação de grau nos substantivos O grau do substantivo é a possibilidade de indicar o tamanho/proporção do ser nomeado, e os substantivos podem ser de três graus: aumentativo, diminutivo e normal. O grau normal é o natural do ser. • Aumentativo: exprime o aumento do tamanho do ser nomeado. – Livro – livrão; – Porta – portão; – Cachorro – cachorrão. • Diminutivo: exprime, ao contrário do aumentativo, a diminuição do tamanho/proporção do ser. – Livro – livrinho; – Porta – portinha; – Cachorro – cachorrinho. Vale ressaltar que a flexão de grau dos substantivos pode ser feita de duas formas diferentes: • Analítica: acrescenta-se um substantivo. • Cachorro grande/pequeno; livro grande/pequeno. • Sintética: acrescenta-se um sufixo à palavra. • Cachorrinho/cachorrão; livrinho/livrão. O novo Acordo Ortográfico e o uso de maiúsculas De acordo com o novo acordo ortográfico, vigente no país desde o início de 2009, utiliza- se maiúsculas em: • Nome de pessoas reais ou imaginárias (nome, sobrenome, apelido, seres mitológicos etc.) – Gabriela; – Tiago; – Ferreira; – Magalhães;– Silva; – Xuxa; – Cinderela; – Poseidon. • Nomes de cidades, países, continentes (reais ou imaginários). – Cuba; – Londres; – Minas Gerais; – França; – Nárnia. – Nomes de festas e festividades. – Carnaval; – Dia das Crianças; – Natal; – Ano Novo; – Páscoa. • Nomes de instituições e entidades. – Organização das Nações Unidas; – Cruz Vermelha; – Sistema Único de Saúde. • Nome dos pontos cardeais e equivalentes. – Norte / Sul / Leste / Oeste; – Nordeste / Sudoeste; – Oriente / Ocidente • Títulos de periódicos. – Veja; – O Globo; – Correio do Brasil. • Em siglas, símbolos ou abreviaturas. – ONU / INPS; – Unesco / Bradesco / Sr.(a); – S [Sul] / K [Potássio]; ADJETIVOS São palavras que qualificam os substantivos, dão características (feliz, gordo, alto, interessante). • Ana é uma menina muito alegre. O noticiário de hoje está interessante. Locuções adjetivas Trata-se de uma expressão formada por mais de uma palavra com o valor/significado de um adjetivo. Em geral, costuma ser formada por uma preposição + substantivo. Veja: Lucas tem atitude de criança. > “atitude de criança” = locução adjetiva com valor de “atitude infantil”. Adjetivos de relação Os adjetivos de relação possuem algumas características, e são assim classificados por: a) Ter valor semântico objetivo (não expressa nenhuma subjetividade).Ex.: Problema mundial = problema relativo ao mundo. b) Não possui variação de grau (veja no próximo assunto).Ex.: Vinho chileno = não pode ser: chileníssimo, pouco chileno. c) Vem após substantivo.Ex.: Mapa mundial. Variação de grau nos adjetivos Os adjetivos variam em dois graus: comparativo e superlativo. • Comparativo: como o próprio nome já diz, atua fazendo comparação entre elementos da frase. O grau comparativo possui três graus: 1°. Comparativo de igualdade: compara elementos colocando-os num mesmo patamar. Ex.: A sua receita é tão saborosa quanto a dela. 2°. Comparativo de superioridade: compara, evidenciando um elemento como superior ao outro. Ex.: A sua receita é melhor do que a dela. 3° Comparativo de inferioridade: compara, evidenciando um elemento como inferior ao outro. Ex.: A sua receita é pior do que a dela. • Superlativo: elevam, intensificam as características dadas aos substantivos. Possui dois tipos: 1°. Superlativo relativo: quando essa elevação se refere a um conjunto. Ex.: Dentre os discos gravados por você, este é o mais elaborado. 2°. Superlativo absoluto: quando faz referência apenas a um substantivo. Ex.: Este disco gravado por você é o mais elaborado. Estes dois tipos podem ser ainda: • superlativo relativo de superioridade: “Ele é o filho mais obediente.”. • superlativo relativo de inferioridade: “Ele é o filho menos desobediente.”. • superlativo absoluto analítico: “Ele é muito obediente.” • superlativo absoluto sintético: “Ele é obedientíssimo.” Formação dos adjetivos Tipos de Adjetivos: • Adjetivo simples: apresenta somente um radical. Ex.: pobre, magro, triste, alto, feliz. • Adjetivo composto: apresenta mais de um radical. Ex.: afro-brasileiro, superinteressante, super-herói. • Adjetivo primitivo: é a palavra que dá origem a outros adjetivos. Ex.: alegre, bom, puro. • Adjetivo derivado: são palavras que derivam de verbos ou substantivos. Ex.: escultor (de “esculpir), formoso (de “formosura”). Adjetivos pátrios Os adjetivos pátrios são responsáveis por representar a origem das pessoas, objetos e seres em relação ao país, estado ou à cidade. ADVÉRBIOS São palavras que se referem a um adjetivo ou a um verbo, modificando-o ou intensificando-o em diferentes circunstâncias (tempo, modo e intensidade). • Tempo: são os advérbios que fornecem informações temporais, isto é, indicam o momento em que a ação ocorreu, ocorre ou ocorrerá. São eles: Hoje, logo, já, afinal, amanhã, ontem, tarde, breve, depois, cedo, antes, enfim, jamais, nunca, sempre, doravante, outrora, imediatamente, antigamente, primeiramente, constantemente, sucessivamente, posteriormente. • Modo: são os advérbios que fornecem informações a respeito da maneira com que a ação se dá, deu-se ou se dará. Em sua maioria, possuem a terminação–mente. São eles: rapidamente, bem, mal, devagar, silenciosamente, vagarosamente, apressadamente, insistentemente, tristemente, alegremente, etc. • Intensidade: são advérbios que ajudam na percepção da intensidade do verbo, e é comumente utilizado com adjetivos e até mesmo com outros advérbios. Alguns deles: meio, menos, mais, muito, pouco, demais. Locuções adverbiais A locução adverbial é o conjunto de duas ou mais palavras que pode desempenhar a função de advérbio,alterando o sentido de um verbo, adjetivo ou advérbio. A maioria das locuções adverbiais são formadas por uma preposição e um substantivo. Há ainda os que são formados por adjetivos ou por advérbios.Veja alguns exemplos: Preposição + substantivo: de novo; Preposição + adjetivo: em breve; Preposição + advérbio: por ali. Agora, veja a aplicação nas frases: Professora, você pode me explicar a matéria de novo? (de novo = novamente) Em breve o filme estará em cartaz nos cinemas. (em breve = brevemente) Acho que eles foram por ali. As locuções adverbiais podem se classificar em: Locuções adverbiais de tempo: em breve, à tarde, à noite, logo mais, pela manhã, de tempos em tempos, por vezes... Ex.: À tarde passearemos com as crianças no parque. Locuções adverbiais de lugar: em cima, por perto, ao lado, à direita, à esquerda, para dentro, para fora... Ex.: Os pais querem sempre os filhos por perto. Locuções adverbiais de modo: às pressas, ao contrário, em silêncio, de cor, às claras, à toa, em geral...Ex.: O suspeito permaneceu em silêncio durante todo o interrogatório. Locuções adverbiais de negação: de forma alguma, de modo algum, de maneira nenhuma... Ex.: Não usaria isto de forma alguma. Locuções adverbiais de afirmação: sem dúvida, de fato, com certeza, por certo... Ex.: Ele, de fato, amava muito sua namorada. Locuções adverbiais de dúvida: com certeza, quem sabe, por certo... Ex.: Quem sabe ele ainda apareça por aqui. Locuções adverbiais de intensidade: de muito, de pouco, em excesso, de todo. Ex.: Eles compram roupas em excesso. Advérbios interrogativos Os advérbios interrogativos introduzem uma pergunta, podendo exprimir uma ideia de modo, tempo, lugar ou de causa (como, quando, onde e porque). Veja abaixo nos exemplos: • Modo: Como se locomoveu até lá? • Tempo: Quando ele foi embora? • Lugar: Onde é que se escondeu? • Causa: Por que não veio ontem? Grau do advérbio Os advérbios podem se flexionar em dois graus: comparativo e superlativo. • Comparativo: no grau comparativo, pode ser dividido em: de igualdade, de superioridade e de inferioridade. • De igualdade: formado pela palavra “tão” antes do advérbio e “quanto” ou “como” depois dele, colocando dois elementos em mesmo nível. Ex.: Ele chegou tão tarde quanto o pai. Cantava tão bem como a irmã. • De superioridade: formado pelo “mais” anteposto ao advérbio, acrescentado de “que” ou “de que”. Ex.: Ele chegou mais tarde que [de que] o pai. Cantava melhor que [de que] a irmã. Advérbios e adjetivos Existem ainda os adjetivos adverbializados. Do que se trata? Trata-se de um fato linguístico em que os adjetivos passam a pertencer à classe dos advérbios, conforme sua utilização dentro da oração. Veja os exemplos: Os alunos chegaram apressados. > Os alunos chegaram apressadamente. As alunas chegaram apressadas. > As alunas chegaram apressadamente. Ou seja, para determinar a função de advérbio no adjetivo, basta transformar seus enunciados, levando em consideração as mudanças em gênero e número. Palavras denotativas As palavras denotativas se assemelham e muito com os advérbios, porém não pertencem a nenhuma classe de palavras em específico, segundo a Nomenclatura Gramatical Brasileira. As palavras denotativas podem ser classificadas de diferentes formas, isso de acordo com a ideia que expressam. Veja:• inclusão: até, também, inclusive, ademais; • exclusão: apesar, apenas, salvo, exceto, menos; • explicação: isto é, por exemplo, ou seja, a saber; • retificação: aliás, ou melhor, digo, isto é; • realce: lá, cá, é porque, é que; • situação: então, afinal, agora; • designação: eis. PRONOMES São as palavras que substituem ou acompanham os substantivos. Pronomes pessoais Referem-se às pessoas que participam do discurso. O falante corresponde à 1ª pessoa; o ouvinte, à segunda; e o assunto à 3ª. Eles podem se classificar como retos ou oblíquos, de acordo com sua utilidade na frase. PRONOMES PESSOAIS PARA SUJEITO PARA OUTRAS FUNÇÕES Pronomes de tratamento Os pronomes de tratamento são utilizados para se dirigir à pessoa com quem se fala. Existem pronomes de tratamento bastante específicos. Veja na tabela a seguir, da esquerda para a direita, pronome de tratamento, sua abreviação e seu uso, respectivamente. PRONOMES DE TRATAMENTO Vossa Alteza V. A. príncipes, duques Vossa Eminência V. Ema.(s) Cardeais Vossa Reverendíssima V. Revma.(s) sacerdotes e bispos PRONOMES DE TRATAMENTO Vossa Excelência V. Ex.ª (s) altas autoridades e oficiais-generais Vossa Magnificência V. Mag.ª (s) reitores de universidades Vossa Majestade V. M. reis e rainhas Vossa Majestade Imperial V. M. I. Imperadores Vossa Santidade V. S. Papa Vossa Senhoria V. S.ª (s) tratamento cerimonioso Vossa Onipotência V. O. Deus Existem ainda os mais frequentes: Senhor – Sr. – em tratamento cerimonioso, “formal” ou mais distante; Senhora – Sr.ª – em tratamento cerimonioso, “formal” ou mais distante; Você – Você – em tratamento mais familiar, corriqueiro, mais íntimo. Pronomes indefinidos Referem-se à 3ª pessoa do discurso de modo vago, impreciso. Veja: Todos foram à festa ontem. Muitos pais não se interessam verdadeiramente pela educação dos seus filhos. Os pronomes indefinidos podem ser variáveis, isto é, sofrem flexão em gênero e número, e também invariáveis, que não sofrem essa flexão. Principais pronomes indefinidos: PRONOMES INDEFINIDOS Variáveis Invariáveis Algum, alguma, alguns, algumas Alguém Nenhum, nenhuma, nenhuns, nenhumas Ninguém Todo, toda, todos, todas Quem Outro, outra, outros, outras Outrem Muito, muita, muitos, muitas Algo Pouco, pouca, poucos, poucas Tudo Certo, certa, certos, certas Nada Vários, várias Cada Quanto, quanta, quantos, quantas Que Tanto, tanta, tantos, tantas Qualquer, quaisquer Qual, quais Um, uma, uns, umas Pronomes demonstrativos Os pronomes demonstrativos são palavras que situam algo no tempo, espaço e no discurso em relação à pessoa que fala (1ª pessoa), com quem se fala (2ª pessoa) e de quem se fala (3ª pessoa). Os principais pronomes demonstrativos são: este, esse e aquele. Este é o meu livro. Esse é o seu livro. Aquele é o livro deles. Os pronomes demonstrativos podem ser variáveis e invariáveis em gênero e número. Variáveis 1ª pessoa: este, esta, estes, estas 2ª pessoa: esse, essa, esses, essas 3ª pessoa: aquele, aquela, aqueles, aquelas Ex.: Esta bolsa é minha. (Indica proximidade com relação à 1ª pessoa / quem fala). Essa bolsa é minha. (Indica proximidade com relação à 2ª pessoa / com quem se fala). Aquele cachorro fugiu do abrigo. (Indica distância com relação às pessoas do discurso). Invariáveis 1ª pessoa: isto 2ª pessoa: isso 3ª pessoa: aquilo Ex.: Isto não é meu. (Indica proximidade com relação à 1ª pessoa / quem fala). Isso é meu (Indica proximidade com relação à 2ª pessoa / com quem se fala). Pronomes relativos Os pronomes relativos são aqueles utilizados em uma frase para retomar algum termo já citado anteriormente, evitando uma repetição desnecessária. Veja, na tabela abaixo, os pronomes relativos e suas variações. Variáveis Masculino Feminino Invariáveis Singular Plural Singular Plural cujo cujos cuja cujas que o qual os quais a qual as quais quem quanto quantos - quantas onde Pronomes interrogativos São os pronomes utilizados para formular perguntas diretas ou indiretas. São eles: quem, quanto, que, qual. Ex.:Quem entregará o trabalho hoje? Quantos alunos chegaram atrasados hoje? Que é isso? Qual é o resultado desse problema? Pronomes possessivos De acordo com o escritor de um blog de língua portuguesa, os pronomes possessivos são “palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical (possuidor), acrescentam a ela a ideia de posse de algo (coisa possuída). Ex.: Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1ª pessoa do singular)” Veja a tabela: PRONOMES POSSESSIVOS NÚMERO PESSOA PRONOME Singular Primeira meu(s), minha(s) Singular Segunda teu(s), tua(s) Singular Terceira seu(s), sua(s) Plural Primeira nosso(s), nossa(s) Plural Segunda vosso(s), vossa(s) Plural Terceira seu(s), sua(s) VERBOS Os verbos indicam ações, fenômenos da natureza ou estado. Ex.: Chove muito aqui na cidade. Caminharemos até a cidade vizinha. Corro muitos quilômetros por dia. O verbo pode variar em número (singular e plural) e em pessoa (primeira [eu], segunda [tu] e terceira [ele/ela]). Veja o mesmo verbo, conjugado em diferentes pessoas e número. Eu gosto de cantar. > 1ª pessoa do singular; Pedro e Ana gostam de cantar. > 3ª pessoa do plural; Eu, Pedro e Ana gostamos de cantar. > 1ª pessoa do plural. Flexões modo-temporais – tempos simples São os tempos básicos em que o verbo pode ser conjugado. São eles: presente, pretérito imperfeito, pretérito perfeito, pretérito mais-que-perfeito, futuro do presente e futuro do pretérito. Flexões modo-temporais – tempos compostos São eles: pretérito perfeito composto, pretérito mais-que-perfeito composto, futuro do presente composto, futuro do pretérito composto. Formas nominais do verbo e locuções verbais As formas nominais do verbo são: o infinitivo, gerúndio e particípio. Elas possuem tanto função de verbo como de nome. • Infinitivo: representa o nome do verbo, livre de conjugação (flexões de tempo, pessoa, número etc.). Correspondem aos verbos terminados em ar, er e ir. Ex.: Amar, brincar, correr, beber, sorrir, divertir etc. O infinitivo pode ser pessoal ou impessoal: • Pessoal: aqui há um sujeito envolvido na ação. Ex.: Trouxe um trabalho para vocês fazerem. • Impessoal: não há envolvimento de sujeito na ação. Ex.: Trouxe um trabalho para fazer. • Gerúndio: dá uma ideia de ação contínua, e possui a terminação -ndo. Ex.: Te vi correndo na praça ontem. Estou andando de bicicleta. Ele estava sorrindo tão lindamente! • Particípio: dá ideia de ação terminada, concluída, e para a maioria dos casos, possui a terminação do. Ex.: Ele já havia finalizado o trabalho. Quando cheguei, ela já havia partido. Encerrada a discussão, finalizou a reunião. Locuções verbais Locução verbal é o nome dado à junção de dois verbos, um auxiliar e um principal, que quando aparecem juntos numa oração, desempenham o papel de apenas um verbo. Veja alguns exemplos de locuções verbais: Estive pensando;Quero sair;Pode ocorrer;Tem investigado;Tinha decidido;Estou esperando;Vou correndo;Estou lendo. TIPOS DE VERBOS Intransitivos Os verbos intransitivos são aqueles que não dependem/ necessitam de um complemento, pois possuem sentido completo por si mesmos, então podem compor um predicado sozinhos. Célia morreu.Ana chegou. Muitas vezes, os verbos intransitivos podem vir acompanhados de um predicativo e de um adjunto adverbial. O predicativo: em geral, caracteriza o substantivo, em grande maioria, através do uso de adjetivos, exprimindo uma qualidade ao sujeito.Ex.: Laura é bonita. O adjunto adverbial, por usa vez, remete à ideia de circunstância, e modifica um verbo (Mudou imediatamente),um adjetivo (Fiquei muito emocionado) ou o advérbio(Estava muito bem). Agora, vamos voltar a tratar dos verbos intransitivos e seu acompanhamento. Veja: Célia morreu serenamente.Célia = sujeito;Morreu = verbo intransitivo (possui sentido por si mesmo, sem necessidade de complemento); Serenamente = adjuntoadverbial (qualifica o verbo, indicando o modo como Célia morreu). Ana chegou satisfeita.Ana = sujeito; Chegou = verbo intransitivo; Satisfeita = predicativo (pois caracteriza o substantivo próprio “Ana”, indicando o modo como ela chegou). VERBOS INTRANSITIVOS Andar João lê e anda ao mesmo tempo. Brincar Elena brincou com Lucas durante a tarde. Casar Josi casa amanhã. VERBOS INTRANSITIVOS Chegar Ainda não cheguei. Dormir Vou dormir às 22 horas. Errar Nós erramos. Nascer A filha de Júlia nasceu! Morrer Sua avó morreu? Sofrer Chega de sofrer. Viver Minha avó ainda vive . Verbos Transitivos Os verbos transitivos, ao contrário dos intransitivos,são verbos que necessitam de complemento para adquirirem sentido completo. Podem ser classificados em verbos transitivos diretos, verbos transitivos indiretos e verbos transitivos diretos ou indiretos. • Transitivo Direto: pedem, como complemento, um objeto direto, indicando quem ou quê. Veja: Verbo: ler [o quê?] Eu leio notícias. Eu leio livros de romance. Eu leio revistas. – Notícias, romance e revistas são objetos diretos. Verbo: visitar [quem?]: Visitar a avó. Visitar uns amigos. Visitar o doente. – Avó, uns amigos e “o doente” são objetos diretos. • Transitivo indireto: pede, como complemento, um objeto indireto (que necessita de preposição). Veja: Verbo: precisar [de quê?] Precisar de ajuda. Precisar de dinheiro. Precisar de um casaco. – Ajuda, dinheiro e “um casaco” são objetos indiretos. Verbo: concordar [com quem?] Concordar com a mãe. Concordar com o diretor. Concordar com a amiga. – A mãe, o diretor e a amiga são objetos indiretos. • Transitivo direto e indireto: pede, como complemento, tanto um objeto direto quanto um objeto indireto. Veja: Verbo: agradecer [o quê? A quem?] Agradecer o presente ao namorado. Agradecer o convite à diretora. Agradecer a atenção à professora. – O presente, o convite e a atenção são objetos diretos; – Ao namorado, à diretora e à professora são objetos indiretos. Além disso, podem ser classificados em: Verbos regulares e verbos irregulares: Os verbos regulares são aqueles que, ao serem conjugados, não sofrem alterações em seu radical ou em suas terminações. Os verbos irregulares, ao contrário, ao serem conjugados sofrem essas alterações. Um exemplo é o verbo dizer. Veja: Eu digo, eu direi... Veja essa lista com os principais verbos irregulares: VERBOS IRREGULARES Ser Trazer Estar Dizer Haver Vir Saber Querer Poder Pedir Medir Ouvir Fazer Caber Dar Não existe uma regra para conjugar estes verbos. Em alguns, as alterações acontecem apenas em seu radical, já em outros, em suas terminações, e há os que ocorrem em ambos os casos. Dentro dos verbos irregulares, podemos classificá-los em padrões de irregularidade: Verbos irregulares fortes: são os verbos que, conjugados no tempo pretérito perfeito do indicativo apresentam um radical diferente de quando conjugados no presente do indicativo. Veja a tabela abaixo que indica quais são esses verbos e como se diferem nestas conjugações. Verbo Caber Dizer Estar Fazer Haver Poder Querer Saber Trazer Presente do Indicativo(3ª pessoa do plural) eles cabem eles dizem eles estão eles fazem eles hão eles podem eles querem eles sabem eles trazem Pretérito Perfeito do Indicativo (3ª pessoa do plural) Eles couberam Eles disseram Eles estiveram Eles fizeram Eles houveram Eles puderam Eles quiseram Eles souberam Eles trouxeram Verbos irregulares fracos: estes podem apresentar mais subgrupos de irregularidades. Veja abaixo, mais uma vez, com exemplificação nas tabelas inseridas. • Formas irregulares na 1.ª pessoa do singular do presente do indicativo e em todas as pessoas do presente do subjuntivo. Verbo Ansiar Incendiar Medir Mediar Odiar Pedir Remediar Requerer Valer Presente do indicativo(1ª pessoa do singular) Eu anseio Eu incendeio eu meço eu medeio eu odeio eu peço eu remedeio eu requeiro eu valho Presente do subjuntivo(3ª pessoa do singular) que ele anseie que ele incendeie que eu meça que ele medeie que eu odeie que eu peça que ele remedeie que eu requeira que ele valha • Verbos terminados em -iar são conjugadas segundo as regras dos verbos terminados em –ear. Verbo Ansiar Incendiar Mediar Odiar Remediar Presente do Indicativo (1ª pessoa do singular) eu anseio eu incendeio eu medeio eu odeio eu remedeio Presente do Indicativo (3ª pessoa do singular) ele anseia ele incendeia ele medeia ele odeia ele remedeia • Quando não apresentam alteração de “ele” para “tu” em algumas formas conjugadas do presente do indicativo e do imperativo afirmativo. Verbo Construir Destruir Sacudir Sumir Presente do Indicativo (3ª pessoa do singular) ele constrói ele destrói ele sacode ele some Imperativo Afirmativo (2ª pessoa do singular) constrói tu constrói tu sacode tu some tu Verbos anômalos Os verbos anômalos correspondem aos “verbos irregulares que apresentam radicais primários diferentes quando conjugados.” Os verbos “ser” e “ir” são os principais verbos anômalos. Para deixar bem claro, veja, mais uma vez, na tabela: Principais verbos anômalos Ser Ir Eu sou feliz contigo. Eu vou embora agora. Eu fui feliz contigo. Eu fui embora ontem. Eu era feliz contigo. Eu irei embora amanhã. Existem, apesar disso, alguns outros verbos anômalos. Outros verbos anômalos Caber Por Dar Saber Estar Ter Haver Ver Dizer Vir Poder VERBOS REGULARES Amar Entender Abrir Falar Acabar Fingir Agradecer Gostar Almoçar Julgar Aprender Lavar Assistir Lembrar Beber Levar Chorar Mandar Chover Mexer Colorir Mudar Comer Participar Comprar Partir Compreender Permitir Convidar Pular Cumprir Receber Decidir Viajar Dever Viver Dividir Voar Encontrar Voltar Verbos auxiliares Os verbos auxiliares são aqueles que auxiliam na conjugação de outros verbos. Os principais verbos auxiliares são: ser, estar, ter e haver. Existem ainda os chamados verbos auxiliares de tempo: ir e andar, ao lado dos verbos auxiliares. Sendo assim, neste caso, apenas o verbo auxiliar sofre flexão, e o verbo principal pode aparecer no particípio, no gerúndio ou no infinitivo. Ex.: Iremos andando enquanto você não vem. Há ainda os verbos auxiliares modais. Esses podem indicar desejo, intenção e possibilidade (querer, poder, tentar, dever, chegar etc.) Ex.: Os alunos querem tirar notas altas. Note que, nesse caso, o verbo principal aparece no gerúndio (ou pode aparecer também no particípio). Vozes verbais As vozes verbais correspondem à forma com que os verbos se apresentam na oração, para assim determinar se o sujeito pratica ou sofre a ação. I. Voz ativa: aqui o sujeito é o agente, ele pratica a ação. Veja os exemplos: Eu fiz o trabalho Bia tomou o café da manhã. João comprou um carro. II. Voz passiva: na voz passiva, o sujeito sofre, recebe a ação. Veja: O assassino foi preso ontem. Aumentou-se a vigilância. Lembrando que a voz passiva pode ser classificada em analítica e sintética. A voz passiva analítica é formada por: Sujeito paciente + verbo auxiliar (ser, estar, etc.) + verbo principal no particípio + agente da passiva. Para facilitar, veja como funciona na prática. Seguem exemplos: O café da manhã foi tomado por Bia logo cedo. A casa toda foi aspirada por nós. O trabalho foi feito por mim. A voz passiva sintética (ou voz passiva pronominal) é formada por: Verbo na 3ª pessoa (singular ou plural) + pronome “se” + sujeito paciente Veja nos exemplos: Tomou-se o café da manhã logo cedo. Aspirou-se a casa toda. Já se fez o trabalho. III. Voz reflexiva: é formada por: Verbo na voz ativa + pronome oblíquo (me, te, se, nos, vos), que serve de objeto direto ou, por vezes, de objeto indireto, e representa a mesma pessoa que o sujeito. Veja alguns exemplos: Atropelou-se em suas próprias palavras. Machucou-se todo naquele jogo de futebol. Olhei-me ao espelho. Para resumir e tornar essa liçãomais fácil para você, confira a tabela abaixo: Voz Ativa Sujeito é o agente da ação. Ex.: Vi a professora. Voz Passiva Sujeito sofre a ação. Ex.: A professora foi vista. Voz Reflexiva Sujeito pratica e sofre a ação. Ex.: Vi-me ao espelho. Outras funções do “SE” Vimos anteriormente algumas funções do “se”, porém existem outras funções que ela pode exercer nos textos. Veja algumas delas: • Pronome: – Pessoal reflexivo: nesse caso, pode ser substituído por “a si mesmo”; a ação recai sobre o sujeito da oração. Ex.: Carlos drogou-se a noite inteira. – Pessoal recíproco: a ação de um elemento/sujeito recai sobre o outro, e vice- versa. Ex.: Carla e Joaquina abraçaram-se amorosamente. – Apassivador: utilizado na voz passiva do verbo, podendo ocorrer apenas em verbos transitivos diretos. Ex.: Alugam-se barcos. Compra-se roupas. – Indefinido: tem função de indeterminação de sujeito, e pode ocorrer em verbos intransitivos, transitivos indiretos e verbos de ligação. Ex.: Ama-se a Deus. Aqui se é feliz. • Partícula expletiva: quando acompanha verbo intransitivo, com sujeito claro ou oculto, podendo ser usado apenas para realce. Ex.: Acabou-se o mundo. Foram-se embora todos os amigos que restavam. • Conjunção: – Causal: usada quando a oração subordinada expressa uma causa para a oração principal. Ex.: Se João demorar, jantaremos apenas nós. – Condicional: indica uma condição da oração. Ex.: Se fizer sol, iremos ao parque. – Integrante: quando integra orações subordinadas substantivas, completando o sentido da oração principal. Ex.: Não se sabe ao certo qual a verdadeira causa de seu falecimento. Sabe-se que não são muitos os que realmente se preocupam. Conjugação de verbos derivados Um verbo derivado, como o próprio nome revela, deriva de um verbo primitivo, e para trabalhar a conjugação destes verbos, é importante ter clara a conjugação de seus “originários”. É muito comum que em provas e vestibulares os alunos se equivoquem na conjugação destes verbos, isto porque não se atentam à conjugação dos verbos primitivos. Por isso, dê uma conferida nesta lista de verbos irregulares e algumas de suas derivações, e atente-se!!! • Pôr: repor, propor, supor, depor, compor, expor; • Ter: manter, conter, reter, deter, obter, abster-se; • Ver: antever, rever, prever; • Vir: intervir, provir, convir, advir, sobrevir. Outro problema é quando se precisa conjugá-los em determinados tempos, como no futuro do subjuntivo. Veja como ficaria: • Pôr: quando eu puser; • Ter: quando eu tiver; • Ver: quando eu vir; • Vir: quando eu vier. PREPOSIÇÕES Conceito São as palavras que têm a função de ligar dois termos, tornando o segundo subordinado ao primeiro. Algumas preposições essenciais: a, ante, até, após, com, contra, de, desde, em, entre, para, por, perante, sem, sob, sobre, trás. Ex.: Dei um presente a ele. O evento começará após o jantar. Veja essa relação de preposições e o seu valor dentro das orações: “A” 1. CAUSA OU MOTIVO: acordar aos gritos das crianças. 2. CONFORMIDADE: escrever ao modo clássico. 3. DESTINO (em correlação com a preposição de): DE Santos à Bahia. 4. MEIO: Voltarei a andar a cavalo. 5. PREÇO: Vendemos o filhote de nosso cachorro a R$ 300,00. 6. DIREÇÃO: levantar as mãos aos céus. 7. DISTÂNCIA: cair a poucos metros da namorada. 8. EXPOSIÇÃO: ficar ao sol por um longo tempo. 9. LUGAR: Ir a Santa Catarina. 10. MODO: falar aos gritos. 11. SUCESSÃO: dia a dia. 12. TEMPO: Nasci a três de maio 13. PROXIMIDADE: estar à janela. “APÓS” 1. LUGAR: Permaneça na fila após o décimo lugar. 2. TEMPO: Logo após o almoço descansamos. “COM” 1. CAUSA: ficar pobre com a inflação. 2. COMPANHIA: ir ao cinema com os amigos. 3. CONCESSÃO: com mais de 80 anos, ainda tem planos para o futuro. 4. INSTRUMENTO: abrir a porta com a chave. 5. MATÉRIA: vinho se faz com uva. 6. MODO: andar com elegância. 7. REFERÊNCIA: com sua irmã aconteceu diferente; comigo sempre é assim. “CONTRA” 1. OPOSIÇÃO: jogar contra à seleção brasileira. 2. DIREÇÃO: olhar contra o sol. 3. PROXIMIDADE OU CONTIGUIDADE: apertou o filho contra o peito. “DE” 1. CAUSA: chorar de saudade. 2. ASSUNTO: falar de religião. 3. MATÉRIA: material feito de plástico. 4. CONTEÚDO: maço de cigarro. 5. ORIGEM: você descende de família humilde. 6. POSSE: este é o carro de João. 7. AUTORIA: esta música é de Chopin. 8. TEMPO: ela dorme de dia. 9. LUGAR: veio de São Paulo. 10. DEFINIÇÃO: pessoa de coragem. 11. DIMENSÃO: sala de vinte metros quadrados. 12. FIM OU FINALIDADE: carro de passeio. 13. INSTRUMENTO: apanhar de chicote. 14. MEIO: viver de ilusões. 15. MEDIDA OU EXTENSÃO: régua de 30 cm. 16. MODO: olhar alguém de frente. 17. PREÇO: caderno de 10 reais. 18. QUALIDADE: vender artigo de primeira. 19. SEMELHANÇA OU COMPARAÇÃO: atitudes de imbecil. “DESDE” 1. DISTÂNCIA: dormiu desde o acampamento até aqui. 2. TEMPO: desde ontem ele não aparece. “EM” 1. PREÇO: avaliou a propriedade em milhares de dólares. 2. MEIO: pagou a dívida em cheque. 3. LIMITAÇÃO: aquele aluno em Química nunca foi bom. 4. FORMA OU SEMELHANÇA: as crianças juntaram as mãos em concha. 5. TRANSFORMAÇÃO OU ALTERAÇÃO: transformou dólares em reais. 6. ESTADO OU QUALIDADE: foto em preto e branco. 7. FIM: pedir em casamento. 8. LUGAR: ficou muito tempo em Sorocaba. 9 MODO: escrever em francês. 10. SUCESSÃO: de grão em grão 11. TEMPO: o fogo destruiu o edifício em minutos. 12. ESPECIALIDADE: João formou-se em Engenharia. “ENTRE” 1. LUGAR: ele ficou entre os aprovados. 2. MEIO SOCIAL: entre as elites, este é o comportamento. 3. RECIPROCIDADE: entre mim e ele sempre houve discórdia. “PARA” 1. CONSEQUÊNCIA: você deve ser muito esperto para não cair em armadilhas. 2. FIM OU FINALIDADE: chegou cedo para a conferência. 3. LUGAR: Em 2011, ele foi para Portugal. 4. PROPORÇÃO: as baleias estão para os peixes assim como nós estamos para as galinhas. 5. REFERÊNCIA: para mim, ela está mentindo. 6. TEMPO: para o ano irei à praia. 7. DESTINO OU DIREÇÃO: olhe para frente! “PERANTE” 1. LUGAR: ele negou o crime perante o júri. “POR” 1. MODO OU CONFORMIDADE: vamos escolher por sorteio. 2. CAUSA: encontrar alguém por coincidência. 45 LÍNGUA PORTUGUESA 3. CONFORMIDADE: copiar por original. 4. FAVOR: lutar por seus ideais. 5. MEDIDA: vendia banana por quilo. 6. MEIO: ir por terra. 7. MODO: saber por alto o que ocorreu. 8. PREÇO: comprar um livro por vinte reais. 9. QUANTIDADE: chocar por três vezes. 10. SUBSTITUIÇÃO: comprar gato por lebre. 11. TEMPO: viver por muitos anos. “SEM” 1. AUSÊNCIA OU DESACOMPANHAMENTO: estava sem dinheiro. “SOB” 1. TEMPO: houve muito progresso no Brasil sob D. Pedro II. 2. LUGAR: ficar sob o viaduto. 3. MODO: saiu da reunião sob pretexto não convincente. “SOBRE” 1. ASSUNTO: Não gosto de falar sobre política. 2. DIREÇÃO: ir sobre o adversário. 3. LUGAR: cair sobre o inimigo. Locuções prepositivas São locuções (conjunto de duas ou mais palavras) que possuem a função de preposição. Veja alguns exemplos: • Apesar de: Apesar de terem sumido, voltaram logo. • A respeito de: Nossa reunião foi a respeito de finanças. • Graças a: Graças ao bom Deus, não aconteceu nada grave. • De acordo: De acordo com W. Hamboldt, a língua é indispensável para que possamos pensar, mesmo que estivéssemos sempre sozinhos. • Por causa de: Por causa de poucos pontos, não passei no exame. • Para com: Minha mãe me ensinou ter respeito para com os mais velhos. • Por baixo de: Por baixo do vestido, ela usa um short Combinações e contrações As preposições podem se ligar a outras palavras, de outras classes gramaticais por meio de dois processos: combinação e contração. • Combinação: quando se ligam sem sofrer nenhuma redução. a + o = ao; a + os = aos. • Contração: quando,ao se ligarem, sofrem redução. Veja a lista a seguir, retirada da internet, que apresenta as preposições que se contraem e suas devidas formas: a) Preposição A: • com o artigo definido ou pronome demonstrativo feminino: a + a= à a + as= às • com o pronome demonstrativo: a + aquele = àquele a + aqueles = àqueles a + aquela = àquela a + aquelas = àquelas a + aquilo = àquilo b) Preposição DE: • com artigo definido masculino e feminino: de + o/os = do/dos de + a/as = da/das • com artigo indefinido: de + um= dum de + uns = duns de + uma = duma de + umas = dumas • com pronome demonstrativo: de + este(s)= deste, destes de + esta(s)= desta, destas de + isto= disto de + esse(s) = desse, desses de + essa(s)= dessa, dessas de + isso = disso de + aquele(s) = daquele, daqueles de + aquela(s) = daquela, daquelas de + aquilo= daquilo • com o pronome pessoal: de + ele(s) = dele, deles de + ela(s) = dela, delas • com o pronome indefinido: de + outro(s)= doutro, doutros de + outra(s) = doutra, doutras • com advérbio: de + aqui= daqui de + aí= daí de + ali= dali c) Preposição EM: • com artigo definido: em + a(s)= na, nas em + o(s)= no, nos • com pronome demonstrativo: em + esse(s)= nesse, nesses em + essa(s)= nessa, nessas em + isso = nisso em + este(s) = neste, nestes em + esta(s) = nesta, nestas em + isto = nisto em + aquele(s) = naquele, naqueles em + aquela(s) = naquelas em + aquilo = naquilo • com pronome pessoal em + ele(s) = nele, neles em + ela(s) = nela, nelas d) Preposição PER • com as formas antigas do artigo definido (lo, la): per + lo(s) = pelo, pelos per + la(s) = pela, pelas e) Preposição PARA (pra) • com artigo definido: para (pra) + o(s) = pro, pros para (pra) + a(s)= pra, pras CONJUNÇÕES São as palavras que ligam duas orações ou dois elementos da frase que tem o mesmo sentido gramatical. Conjunções coordenativas As conjunções coordenativas ligam elementos independentes, isto é, orações ou termos que possuem a mesma função gramatical e que, por si só, possuem sentido completo. Elas podem ser classificadas em: a) Aditivas: somam informações da mesma natureza (e, nem, não só.... mas também, etc.). Ex.: Ela estudou e aprendeu. > positiva + positiva; Ela não estudou e não aprendeu. / Ela não estudou nem aprendeu. > negativa + negativa. b) Adversativas: colocam informações em oposição, contradição (e, mas, porém, todavia, no entanto, contudo, entretanto). Ex.: Estudou, mas não aprendeu. > positiva + negativa; Não estudou, no entanto, aprendeu. > negativa + positiva. c) Alternativas: ligam orações com ideias que não acontecem simultaneamente, que se excluem (ou, ou... ou, ora... ora, quer... quer, seja... seja). Ex.: Estudava ou se divertia. Ora estudava ora se divertia. d) Conclusivas: ligam duas ideias, de forma que a segunda conclua o que foi dito na primeira (logo, por isso, portanto, por conseguinte, então, consequentemente). Ex.: Seu combustível está no fim; portanto, não conseguirá chegar. Está na hora da decolagem; deve, então, apressar-se. e) Explicativas: ligam orações, de forma que em uma delas explica o que se afirma na outra (pois – em começo de oração –, porque, que, porquanto). Ex.: Preciso ir, porque já é tarde. Viva bem, pois isso é o mais importante . Conjunções subordinativas As conjunções subordinativas ligam duas orações, sendo que uma delas é necessária para o sentido completo da outra. Podem ser classificadas em: 1. Conjunções Subordinativas Adverbiais f) Temporais: iniciam a oração expressando ideia de tempo (quando, depois que, antes que, logo que, assim que, desde que...). Ex.: Logo que chegou, fez a alegria das crianças. g) Causais: iniciam a oração dando ideia de causa. (como, por isso que, porque, pois, visto que…). Ex.: Como não choveu, a represa secou. h) Condicionais: iniciam uma oração com ideia de hipótese, condição (se, salvo se, caso, contanto que, a não ser que, a menos que...). Ex.: Se quiser, eu vou. Posso lhe ajudar, caso necessite. i) Proporcionais: ideia de proporcionalidade (à proporção que, à medida que, ao passo que, quanto mais, quanto menos). Ex.: Quanto mais gritava, menos era entendido. Ia aprendendo, à medida que convivia com ela. j) Finais: expressam ideia de finalidade (a fim de que, para que, etc.). Ex.: Mentiu para que todos lhe dessem crédito. Comprou um computador a fim de que pudesse trabalhar tranquilamente. k) Consecutivas: iniciam a oração expressando ideia de consequência (que associado a tal, tanto, tão, tamanho (expressos ou subentendidos na oração anterior); de forma que, de maneira que, de modo que, etc.). Ex.: Era tanta beleza que chegava a ofuscar os olhos. Fala tanto que o marido decidiu fugir. Desde que chegou, todos as cercam. l) Concessivas: iniciam uma oração com uma ideia contrária à da oração principal (embora, conquanto, ainda que, mesmo que, posto que, se bem que, por mais que, por menos que, apesar de que, nem que, que, de todo modo...). Ex.: Trabalhava, por mais que a perna doesse. m) Comparativas: iniciam orações comparando ações, e em geral, o verbo fica subentendido (tal... qual, tanto... quanto..., como, assim como, bem como, [do] que – relacionado a mais, menos, melhor, pior, maior, menor). Ex.: Ela dança tanto quanto Carlos. > Igualdade; Ela dança menos [do] que Júlia. > Inferioridade; Ela dança mais [do] que Renata. > Superioridade. n) Conformativas: expressam, como o próprio nome diz, a conformidade de uma ideia com a da oração principal (como, segundo, conforme, etc.). Ex.: Conforme eu esperava, tudo acabou mal. Amanhã chove, segundo informa a previsão do tempo. INTERJEIÇÕES São palavras que expressam emotividade.Ex.: Psiu! A criança está dormindo. Oi! Que bom que você veio hoje. Bravo! Nosso time foi campeão pela 3ª vez consecutiva! Há também a locução interjetiva, que são duas ou mais palavras que possuem valor de interjeição. Ex.: Poxa vida! Nossa senhora! Veja algumas classificações de locução interjetiva e seus exemplos: De advertência: Olha lá!; Vê bem!; Presta atenção!; Volta aqui!; De agradecimento: Graças a Deus!; Muito obrigada!; Valeu a pena!; De alegria: Que bom!; Que maravilha!; De animação: Vamos lá!; Você consegue!; Tenha coragem!; De concordância: Sem dúvidas!; Com certeza!; De aplauso: Isso aí!; Muito bem!; De desejo: Queira Deus!; Quem me dera!; De dor: Ai de mim!; Que dor!; De espanto: Nossa mãe!; Meu Deus!; Senhor Jesus!; Crê em Deus Pai! EMPREGO DOS SINAIS DE PONTUAÇÃO Uso da vírgula A vírgula (,) é utilizada para: a) Isolar o vocativo na oração. Ex.: Catarina, busque seu irmão! b) Separar palavras com a mesma função na oração. Ex.: Ele gritou, chorou, esperneou, berrou e depois dormiu. c) Isolar o aposto na oração. Ex.: A Joana, filha do senhor José, ficou doente. d) Separar nomes dos locais e datas. Ex.: Alfenas, 04 de maio de 2020. Uso do ponto e vírgula (;) É utilizado para: • Separar itens em enumeração Ex.: Art. 1º A locação de imóvel urbano regula-se pelo disposto nesta Lei. Parágrafo único. Continuam regulados pelo Código Civil e pelas leis especiais: a) as locações: 1. de imóveis de propriedade da União, dos Estados dos Municípios, de suas autarquias e fundações públicas; 2. de vagas autônomas de garagem ou de espaços para estacionamento de veículos; 3. de espaços destinados à publicidade. Separar orações muito extensas ou que já possuam vírgula Ex.: “Às vezes, também a gente tem o consolo de saber que alguma coisa que se disse por acaso ajudou alguém a se reconciliar consigo mesmo ou com a sua vida; sonhar um pouco, a sentir uma vontade de fazer coisa boa.” (Rubem Braga) • Substituindo a vírgula Ex.: Amanhã terei duas provas; porém ainda não consegui estudar nada. Uso dos dois-pontos (:) Quando: a) Vai se iniciar uma fala ou fazer citação. Ex.: Ela disse: hoje não posso,tenho compromisso. b) Inicia-se uma enumeração. Ex.: Tenho apenas duas coisas para lhe dizer: não estou de acordo e não mudo de ideia neste caso. Uso do travessão (–) Utilizado para indicar fala e mudança de interlocutor dentro de um diálogo, ou para desempenhar o papel de vírgula ao separar orações intercaladas. Ex.: • Quais ideias você tem para revelar? • Não sei se serão bem-vindas. • Não importa, o fato é que assim você estará contribuindo para a elaboração deste projeto. • Não seja tão estúpido, – disse a professora – vou chamar sua mãe! Uso dos parênteses ( ) Utiliza-se os parênteses quando se quer explicar melhor o que foi falado ou para indicar algo relacionado ao texto. Ex.: Hoje cresce em grande nível os problemas de saúde da população (o que pode ser explicado pelo ritmo de vida da atualidade). Uso do ponto (.) É usado no final da frase, e indica pausa total. Ex.: Não tenho nada a declarar. Uso do ponto de interrogação (?) Em geral, utilizado ao final de perguntas. Ex.: Quer sair comigo esta noite? Em alguns casos, pode expressar espanto, por exemplo: “Como assim? Não acredito que mentiu para mim!” Uso das reticências (…) Usadas quando um texto ou trecho dele é suspenso, interrompido ou para deixar a ideia de continuidade. Ex.: Essa vista me traz uma paz, um bem-estar, uma tranquilidade... / Eu até achei a comida boa, mas o ambiente... Uso do ponto de exclamação (!) Utilizada para: a) Frases que expressam sentimentos, emoção e intensidade. Ex.: Que alegria você aqui! / Não pense nisso! / Que absurdo! b) Depois de vocativos ao final da frase e de interjeições. Ex.: Ai! Que susto levei. (interjeição) / Longe daqui, menina! (vocativo). Uso das aspas (“) São utilizadas ao fazer uma citação e ao se apropriar de gírias ou expressões estrangeiras. Ex.: “A ordem para fechar a prisão de Guantánamo mostra um início firme. Ainda na edição, os 25 anos do MST e o bloqueio de 2 bilhões de dólares do Oportunity no exterior” (Carta Capital on-line, 30/01/09). / Ele está muito “zen” hoje. Uso dos colchetes ( [ ] ) Possui a mesma função que os parênteses, porém é utilizado em textos didáticos, científicos e filológicos. Veja alguns de seus empregos: • Para intercalar palavras ou símbolos não pertencentes ao texto. Ex.: Em Aruba se fala o espanhol, o inglês, o holandês e o papiamento. Aqui estão algumas palavras de papiamento que você, com certeza, vai usar: 1- Bo ta bon? [Você está bem?] 2- Dios no ta di Brazil. [Deus não é brasileiro.] • Para inserir comentários e observações em textos já publicados. Ex.: Machado de Assis escreveu muitas cartas a Sílvio Dinarte. [pseudônimo de Visconde de Taunay, autor de “Inocência”] • Para indicar omissões de partes na transcrição de um texto. Ex.: “É homem de sessenta anos feitos [...] corpo antes cheio que magro, ameno e risonho” (Machado de Assis) • Em definições do dicionário, para fazer referência à etimologia da palavra. Ex.: amor- (ô). [Do lat. amore.] 1. Sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrem, ou de alguma coisa: amor ao próximo; amor ao patrimônio artístico de sua terra. (Novo Dicionário Aurélio) Uso do asterisco (*) Pode ser utilizado: Em substituições de nomes próprios não mencionados. Ex.: O jornal *** não quis se pronunciar. O Dr. * não se comportou de forma ética. Em remissões a notas ou explicações contidas em pé de páginas ou ao final de capítulos. Ex.: Ao analisarmos as palavras sorveteria, sapataria, confeitaria, leiteria e muitas outras que contêm o morfema preso* -aria e seu alomorfe -eria, chegamos à conclusão de que este afixo está ligado a estabelecimento comercial. Em alguns contextos pode indicar atividades, como em: bruxaria, gritaria, patifaria, etc. * É o morfema que não possui significação autônoma e sempre aparece ligado a outras palavras. Uso do parágrafo (§) Este símbolo equivale a dois “S” entrelaçados, significando Signum sectionis (sinal de seção/corte). Seu uso é comum nos códigos de leis. Ex.: § 7º Lei federal disporá sobre as normas gerais a serem obedecidas na efetivação do disposto no § 4º. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) Uso da barra (/) Embora não exista muitas regras definidas a respeito de seu uso, a barra inclinada aparece, quase sempre, com função de separar elementos que apresentam alternativas. Ex.: A prova deve ser respondida à caneta azul/preta. (azul ou preta), Pode ser utilizada ainda da seguinte forma: e/ou Nesse caso, ela está sendo usada para separar as duas conjunções (e e ou). Veja; Ex.: Os alunos serão avaliados por trabalhos e/ou provas. Sendo assim, entende-se que a avaliação pode ser feita pelo conjunto (trabalhos e provas) ou de forma separada, individual (trabalhos ou provas). USO DOS “PORQUÊS” Porque Usado em respostas, para dar explicações. Ex.: Não fui à praia porque estava doente. Por que Usado para fazer perguntas, no início da frase. Ex.: Por que não visitou sua irmã mais cedo? Porquê Usado para dar motivo, a razão de alguma coisa, porém como substantivo. Ex.: Acho justo me dizer o porquê de estar agindo assim. Por quê Usado ao final de perguntas, podendo ser seguido por ponto final ou interrogação. Ex.: Não me avisou do ocorrido antes por quê? Ele terminou comigo e não me disse por quê. CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL Concordância Nominal Diz respeito à concordância do sujeito com adjetivos, por exemplo, ou com outras classes de palavras. Amanhã compraremos roupas bonitas e baratas naquela loja. Aqui, os adjetivos “bonitas” e “baratas” concordam em gênero e número com o substantivo “roupas”. PLURAL DE COMPOSTOS Plural de substantivos compostos Se o substantivo composto é escrito sem hífen, para utilizá-lo no plural, basta acrescentar a letra “s”. Agora, se ele for escrito com hífen, deve seguir algumas regrinhas. São elas: a) Substantivo + substantivo que especifica o primeiro. Ex.: decreto-lei, decretos-lei. b) Palavras unidas por preposição. Ex.: água-de-colônia, águas-de-colônia. c) Verbo ou advérbio + substantivo ou adjetivo. Ex.: arranha-céu, arranha-céus, alto-falante, alto-falantes. d) Palavras repetidas ou onomatopaicas. Ex.: tico-tico, tico-ticos. e) Palavra variável + palavra variável. Ex.: quinta-feira, quintas-feiras. Plural de adjetivos compostos Nos adjetivos compostos, somente o último termo sofrerá flexão de número. CONCORDÂNCIA VERBAL Diz respeito à concordância entre sujeito e verbo em gênero, pessoa e número. Por exemplo, se o meu sujeito é a 3ª pessoa do plural masculino (eles), o verbo precisa estar conjugado dessa mesma maneira. Veja: Eles viajarão juntos na próxima semana. Sujeito “eles”, verbo “viajarão”. Eu irei embora pela manhã. “Eu” – 1ª pessoa do singular; “irei” – verbo conjugado na 1ª pessoa do singular. Nós buscamos compreender a todos. “Nós” – 1ª pessoa do plural; “buscamos” – verbo conjugado na 3ª pessoa do plural. REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL Regência Nominal É o nome que se dá a toda relação estabelecida entre um nome (substantivo, advérbio ou adjetivo) e os termos regidos por esse nome, sendo sempre intermediada por uma preposição. Veja o exemplo do verbo obedecer: Obedecer a algo/ a alguém. É obediente a algo/ a alguém. Regência Verbal Ocupa-se da relação entre os verbos e os termos que o complementam e se seguem dentro da oração. Os verbos são os termos regentes, e os objetos (direto e indireto) e adjuntos adverbiais, os termos regidos. Ex.: Ele mora em outra cidade. Mora – termo regente / verbo transitivo indireto; Em outra cidade – termo regido. Ex.: Eles irão ao passeio. Irão – termo regente / verbo transitivo indireto; Ao passeio – termo regido. Ex.: Chegamos ao local indicado no mapa. Chegamos – Termo regente; Ao local indicado no mapa – termo regido.