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09/04/2021 Ead.br
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INTRODUÇÃO AO INTRODUÇÃO AO PLANEJAMENTOPLANEJAMENTO
TRIBUTÁRIOTRIBUTÁRIO
Mestre Armindo Aparecido Evangel ista
I N I C I A R
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introdução
Introdução
Olá, seja muito bem-vindo(a) à unidade de ensino que trata da introdução ao
planejamento tributário. Nesta unidade, você terá uma ótima oportunidade
de conhecer e aplicar alguns conceitos tributários que melhorarão a sua vida
pro�ssional de tal maneira, o que fará de você um(a) pro�ssional de destaque
no mercado de trabalho. Importantes são os temas que você acompanhará
em nossa unidade de ensino. Como destaques, temos a contribuição social
sobre o lucro líquido, o imposto de importação e o imposto de exportação. Os
objetivos propostos passam por interpretar as normas contábeis e a
legislação tributária, bem como sua estruturação e bases conceituais, além de
calcular e contabilizar esses fatos descritos. Convidamos você a estar junto
conosco nesta jornada, a qual será um grande avanço em sua vida acadêmica,
pessoal e pro�ssional.
Vamos lá? Sucesso e bons estudos!
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Neste tópico sobre a contribuição social com relação ao lucro líquido, o aluno
terá uma boa noção de uma das fontes de recursos previstas no artigo 195 da
Constituição Federal, a qual visa atender o programa de seguridade social do
Brasil. Portanto, conhecer um pouco sobre a CSLL vai enriquecer o seu
conhecimento de maneira e�caz e, para tanto, os objetivos deste tópico são:
interpretar as normas contábeis e a legislação tributária;
estruturar os objetivos/destinação da CSLL;
aplicar as bases conceituais da estrutura Fiscal/Contábil;
calcular e contabilizar a CSLL.
Base Legal
No caso da contribuição social sobre o lucro líquido, todas as pessoas
jurídicas domiciliadas no País são os contribuintes. No caso das empresas
tributadas pelo lucro presumido, a receita bruta auferida no período,
deduzindo as respectivas devoluções, vendas canceladas e os descontos
CSLL - Contribuição Social sobre oCSLL - Contribuição Social sobre o
Lucro Líquido - Regime Tributário:Lucro Líquido - Regime Tributário:
Lucro PresumidoLucro Presumido
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incondicionais concedidos, formam o fato gerador para a cobrança da
respectiva contribuição.
Para formar a base de cálculo da contribuição social sobre o lucro líquido,
aplica-se o percentual de 12% (doze por cento) sobre a receita bruta auferida
no período e, para as pessoas jurídicas descritas no inciso III, do § 1º, do artigo
15 da Lei 12.973/14, a alíquota será de 32% (trinta e dois por cento). São estas:
a) prestadoras de serviços em geral, exceto as de serviços
hospitalares e de auxílio diagnóstico e terapia, patologia clínica,
imagenologia, anatomia patológica e citopatologia, medicina
nuclear e análises e patologias clínicas, desde que a prestadora
destes serviços seja organizada sob a forma de sociedade
empresária e atenda às normas da Agência Nacional de Vigilância
Sanitária – Anvisa; 
b) administração, locação ou cessão de bens imóveis, móveis e
direitos de qualquer natureza; 
c) prestação cumulativa e contínua de serviços de assessoria
creditícia, mercadológica, gestão de crédito, seleção de riscos,
administração de contas a pagar e a receber, compra de direitos
creditórios resultantes de vendas mercantis a prazo ou de prestação
de serviços (factoring); 
d) prestação de serviços de construção, recuperação, reforma,
ampliação ou melhoramento de infraestrutura vinculados a contrato
de concessão de serviço público (BRASIL, 2014, on-line).  
Às pessoas jurídicas que tiverem receitas brutas provenientes do exercício de
mais de uma atividade, a base de cálculo da contribuição social sobre o lucro
líquido será apurada mediante aplicação do percentual de 32% sobre a
receita enquadrada no inciso III, do § 1º, do artigo 15 da Lei 12.973/14, bem
como de 12% sobre a receita bruta das demais atividades.
Para concluir, para Pêgas (2009, p. 448), as pessoas jurídicas que optarem
pelo regime de lucro presumido não devem integrar, em sua base de cálculo
da contribuição social sobre o lucro líquido, os valores referentes:
a. às receitas de participações em empresas controladas e coligadas
avaliadas pelo método de equivalência patrimonial; 
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b. às receitas de dividendos de investimentos avaliados ao custo de
aquisição; 
c. às reversões de provisões operacionais, quando não se
representam ingressos de novos recursos; 
d. ao imposto sobre produtos industrializados, quando registrado
como receita de vendas; 
e. ao imposto sobre circulação de mercadorias e serviços
Substituição Tributária (ST), quando registrado como receita de
vendas.
Assim, as empresas submetidas à forma de tributação do lucro presumido
devem efetuar o pagamento da contribuição social sobre o lucro líquido
mensalmente, ou seja, calcular em bases estimadas e efetivar o respectivo
pagamento até o último dia útil do mês subsequente.
Objetivos e/ou Destinação
A contribuição social sobre o lucro das empresas é uma fonte de recursos
prevista no artigo 195 da Constituição Federal, de competência da União,
objetivando atender o programa de seguridade social. Outro fato a mencionar
é que, a respeito desta contribuição social, não há redistribuição compulsória
que atinja a arrecadação do imposto de renda repassado pela União (quase
metade de sua totalidade) aos Estados e Municípios do País.
A contribuição social do lucro líquido poderá ser cobrada no mesmo ano de
sua instituição ou aumento de sua alíquota, desde que observado o prazo �xo
de noventa dias da data de publicação no Diário O�cial da União.
No artigo 195 da C.F., inciso 7º, é disposto que são isentas de contribuição,
para a seguridade social, as entidades bene�centes de assistência social que
atendam às exigências estabelecidas em lei. As condições estabelecidas para
tal estão descritas no CTN - artigo 14:
I. não distribuírem qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas
rendas, a qualquer título; 
II. aplicar integralmente no País, os seus recursos na manutenção
dos objetivos institucionais; e 
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III. manter escrituração de suas receitas e despesas em livros
revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão
(BRASIL, 1966, on-line).
Situação Problema - prática (cálculo e
contabilização)
A Alfa é uma empresa comercial, prestadora de serviços de manutenção, a
qual é tributada pelo lucro presumido. Para o cálculo da CSLL, fez a opção
pelo recolhimento mensal por estimativa. Em novembro, suas informações
foram estas:
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Tabela 3.1 - Informações da contabilidade 
Fonte: Chieregato et al. (2018, p. 219).
Demonstração da apuração da base de cálculo da contribuição social por
estimativa.
Item:
Venda de
mercadoria
Prestação de
serviços
Receitas brutas 500.000,00 60.000,00
(-) IPI (50.000,00)  
(-) ICMS (81.000,00)  
(-) ISS   (3.000,00)
(-) Vendas canceladas (15.000,00)  
(-) Descontos incondicionais (4.000,00)  
= Receitas Líquidas 350.000,00 57.000,00
     
Lucro na venda de ativo
imobilizado
30.000,00  
Receita com locação de imóvel 2.000,00  
Rendimentos operação de
mútuo com coligadas
6.000,00  
= Totalganhos de capital 38.000,00  
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Valor da base de cálculo 51.720,00 19.200,00 
Tabela 3.2 - Demonstração da base de cálculo da CSLLFonte: Chieregato et al.
(2018, p. 219).
Item:
Venda de
mercadoria
Prestação de
serviços
Receitas brutas 500.000,00 60.000,00
(-) IPI (50.000,00)  
(-) Vendas canceladas (15.000,00)  
(-) Descontos incondicionais (4.000,00)  
= Receitas Líquidas para efeito
da apuração da base de cálculo
431.000,00 60.000,00
Aplicação de % para determinar
a base de cálculo
12,0% 32,0%
Valor da base de cálculo 51.720,00 19.200,00
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Tabela 3.3 - Demonstração da apuração da CSLL 
Fonte: Chieregato et al. (2018, p. 219).
Vamos, agora, para a contabilização dos fatos.
No mês de novembro de 2019, mês da ocorrência dos fatos:
Débito: Despesa Operacional – Contribuição Social Lucro
Presumido.......9.802,80.
Crédito: (PC) CSLL a Recolher.........................................................................
9.802,80.
No mês de dezembro de 2019, por razão do pagamento do tributo:
Débito: (PC) CSLL a Recolher..........................................................................
9.802,80.
Crédito: (AC) Banco conta movimento............................................................
9.802,80.
Total das receitas líquidas uni�cadas (base
de cálculo)
70.920,00
Soma-se o valor de ganhos de capital 38.000,00
Total da base de cálculo da CSLL 108.920,00
Alíquota da CSLL 9,0%
CSLL por mês, por estimativa (108.920,00 X
0,09)
9.802,80
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praticar
Vamos Praticar
Um posto de combustíveis opta pela tributação no lucro presumido e apresenta os
seguintes dados, no primeiro trimestre de 2019, em reais:
venda de Gasolina R$3.000.000,00;
ICMS sobre venda de gasolina R$480.000,00;
descontos incondicionais concedidos (gasolina) R$150.000,00;
venda de mercadorias R$350.000,00;
ICMS sobre venda de mercadorias R$63.000,00;
receita de serviços de lavação R$75.000,00;
ganho na venda de imobilizado R$12.000,00.
Com esses dados, você precisa calcular e responder: qual o valor da Contribuição
Social Sobre o Lucro Líquido do trimestre, considerando as estimativas, de acordo
com o material de apoio?
a) R$36.720,00.
b) R$35.370,00.
c) R$36.450,00.
d) R$95.400,00.
e) R$37.800,00.
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Neste tópico sobre a contribuição social sobre o lucro líquido, o aluno terá
uma boa noção de uma das fontes de recursos previstas no artigo 195 da
Constituição Federal, que visa atender o programa de seguridade social do
Brasil. Portanto, conhecer um pouco sobre a CSLL vai enriquecer o seu
conhecimento de maneira e�caz e, para tanto, os objetivos deste tópico são:
interpretar as normas contábeis e a legislação tributária;
estruturar os objetivos/destinação da CSLL;
aplicar as bases conceituais da estrutura Fiscal/Contábil;
calcular e contabilizar a CSLL.
Base Legal
No caso da contribuição social sobre o lucro, todas as pessoas jurídicas
domiciliadas no País são os contribuintes. No caso das empresas tributadas
pelo lucro real, a obtenção de lucro ou resultado ajustado pelas adições,
exclusões e compensações do período é o fato gerador para a cobrança da
contribuição.
CSLL - Contribuição Social sobre oCSLL - Contribuição Social sobre o
Lucro Líquido - Regime Tributário:Lucro Líquido - Regime Tributário:
Lucro RealLucro Real
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As alíquotas da contribuição social sobre o lucro são diferenciadas, em razão
da atividade econômica e da utilização intensiva de mão de obra, em razão do
porte da empresa ou da condição estrutural do mercado de trabalho. A Lei
13.169/15 �xou as alíquotas da CSLL das pessoas jurídicas conforme segue:
I. pessoas jurídicas de seguros privados, de capitalização e das
seguintes atividades (bancos; valores mobiliários; corretoras de
câmbio; sociedade de crédito; �nanciamento e investimentos;
administradoras de cartão de crédito; arrendamento mercantil;
associação de poupança e empréstimos) com a alíquota de 20%
(vinte por cento); 
II. cooperativas de crédito com a alíquota de 17% (dezessete por
cento); 
III. demais pessoas jurídicas com a alíquota de 9% (nove por cento)
(BRASIL, 2015, on-line).
A base de cálculo da contribuição social sobre o lucro deverá ser ajustada
pelas adições e exclusões existentes no período e, segundo Chieregato et al.
(2018, p. 218), são as seguintes inclusões às adições ao lucro contábil:
· resultado negativo da avaliação de investimento em participações
societárias avaliadas pelo valor do patrimônio líquido – equivalência
patrimonial; 
· valor da reserva de reavaliação baixado durante o período-base,
cuja contrapartida não tenha sido computada no resultado do
período; 
· valor das provisões não dedutíveis na determinação do lucro real; 
· despesas indedutíveis mencionadas pelo artigo 13 da Lei 9.249/95; 
· lucros, rendimentos e ganhos de capital auferidos no exterior; 
· valor dos lucros distribuídos disfarçadamente, conforme artigo 60
da Lei 9.532/97.
O autor Chieregato et al. (2018, p. 218) comenta, ainda, que estas são as
exclusões ou deduções do lucro contábil a serem consideradas na base de
cálculo da contribuição social sobre o lucro:
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· resultado positivo da avaliação de investimentos em participações
societárias avaliadas pelo valor do patrimônio líquido – equivalência
patrimonial; 
· lucros e dividendos derivados de investimentos em participações
societárias avaliadas pelo custo de aquisição, que tenham sido
registrados como receitas; 
· valor das provisões não dedutíveis na determinação do lucro real,
adicionadas no exercício anterior, que tenham sido baixados no
curso do período-base; 
· participações de debêntures, empregados, administradores e parte
bene�ciárias, e contribuições para instituições ou fundos de
assistência ou previdência de empregados.
Na determinação da base de cálculo da CSLL, a contrapartida do ajuste do
valor de investimento decorrente de lucro ou de prejuízo na coligada ou
controlada como a decorrente de variação no percentual de participação no
capital da coligada ou controlada terão o mesmo tratamento. Assim, a
contrapartida do ajuste por ganho de capital será excluída, enquanto a
contrapartida do ajuste por perda será adicionada.
Conforme Pêgas (2009, p. 488),
a reavaliação de qualquer bem da pessoa jurídica somente poderá
ser computada em conta de resultado ou na determinação do lucro
real e da base de cálculo da CSLL quando ocorrer a efetiva
realização do bem reavaliado, assim a adição ocorre mais
frequentemente nas empresas de capital aberto porque, na
realização, o valor da reserva de reavaliação é escriturada
diretamente à conta de reservas de lucros, não transitando pela
conta de resultado.
Nos casos em que a empresa for contratada por entidades públicas, os
contratos de construção por empreitada ou de fornecimento a preço
determinado de bens ou serviços faculta diferir o pagamento da CSLL sobre a
parcela do lucro correspondente à receita não recebida até o encerramento
do período-base. A determinação do montante a ser excluído da base de
cálculo da contribuição será efetuada pela regra da proporcionalidade,
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tomando-se a receita bruta, a receita não recebida e o lucro líquido. A parcela
do lucro excluída deverá ser adicionada à base de cálculo do período-base em
que a receita for recebida.
Segundo Chieregato et al. (2018, p. 218),
as pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real podem optar
pela apuração do lucro real anual. Alternativamente à apuração em
cada trimestre, no entanto, os recolhimentos dos tributos devem ser
efetuados sobre as operações do mês, devendo ser pagos até o
último dia do mês subsequente.
Neste caso, as empresas estão no regime por estimativa e devem aplicar a
alíquota de 12% (doze por cento) da receita bruta, independentemente da
atividade que exerce.
Objetivos e/ou Destinação
A contribuição social sobre o lucro das empresas é uma fonte de recursos
prevista na Constituição Federal, de competência da União, objetivando
atender ao programa de seguridade social. Outro fato a mencionar é que,
sobre esta contribuição social, não há redistribuição compulsória que atinja a
arrecadação do imposto de renda, que é repassado pela União (quase metade
da sua totalidade) aos Estados e Municípios do País.
Qualquer alteração na contribuição social sobre o lucro líquido, seja na forma
de calcular ou em sua alíquota, poderá ser feita e entrar em vigor no mesmo
ano, desde que observado o prazo �xo de noventa dias da data de publicação
no Diário O�cial da União.
No artigo 195 da C.F., inciso 7º, dispõe-se que são isentas de contribuição para
a seguridade social as entidades bene�centes de assistência social que
atendam às exigências estabelecidas em lei. As condições estabelecidas para
tal estão descritas no CTN - artigo 14:
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I. não distribuírem qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas
rendas a qualquer título; 
II. aplicar integralmente, no País, os seus recursos na manutenção
dos objetivos institucionais; 
III. manter escrituração de suas receitas e despesas em livros
revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão
(BRASIL, 1966, on-line).
Situação Problema - prática (cálculo e
contabilização)
A empresa Alfa é tributada pelo lucro real e, para o cálculo da CSLL, optou
pelo recolhimento mensal por estimativa e posterior apuração do lucro real
anual. Em novembro, suas informações foram estas: 
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Tabela 3.4 - Informações extraídas da contabilidade 
Fonte: Chieregato et al. (2018, p. 219).
Demonstração da apuração da base de cálculo da contribuição social por
estimativa.
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Tabela 3.5 - Demonstração da base de cálculo da CSLL 
Fonte: Chieregato et al. (2018, p. 219).
Item:
Venda de
mercadoria
Prestação de
serviços
Receitas brutas 500.000,00 60.000,00
(-) IPI (50.000,00)  
(-) Vendas canceladas (15.000,00)  
(-) Descontos incondicionais (4.000,00)  
= Receitas Líquidas para efeito
da apuração da base de cálculo
431.000,00 60.000,00
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Tabela 3.6 - Apuração do valor da CSLL 
Fonte: Adaptada de Chieregato et al. (2018, p. 219).
Vamos, agora, para a contabilização dos fatos.
No mês de novembro de 2019, mês da ocorrência dos fatos:
Débito: (AC) Tributos a Recuperar ou compensar - CSLL
estimativa.......8.722,80.
Crédito: (PC) CSLL a
Recolher.......................................................................8.722,80.
No mês de dezembro de 2019, por razão do pagamento do tributo:
Débito: (PC) CSLL a
Recolher.........................................................................8.722,80.
Total das receitas líquidas 491.00,00
Aplicação de 12% para determinar a base de
cálculo
12,0%
Valor da base de cálculo (491.000,00 X 0,12) 58.920,00
Soma-se o valor de ganhos de capital 38.000,00
Total da base de cálculo da CSLL 96.920,00
   
Alíquota da CSLL (por estimativa) 9,0%
CSLL por mês, por estimativa (96.920,00 X
0,09)
8.722,80
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Crédito: (AC) Banco conta movimento.........................................................
8.722,80.
praticar
Vamos Praticar
Com base no material de apoio, identi�que as a�rmações corretas, com relação ao
cálculo da contribuição social por estimativa:
1. a porcentagem a ser aplicada sobre a receita bruta é de 9,0%.
2. na apuração da base de cálculo, devem ser adicionados os ganhos de
capital, os rendimentos e ganhos de aplicações �nanceiras.
3. tanto o ICMS quanto o ISS podem ser deduzidos das receitas brutas para a
obtenção da base de cálculo da CSLL.
4. os recolhimentos de CSLL mensais são antecipações do recolhimento para
os cofres da União, por conta do total devido a ser apurado pela
contabilidade no encerramento do exercício.
5. as receitas com prestação de serviços não entram na apuração da base de
cálculo da CSLL.
Veja as alternativas a seguir e assinale a correta.
a) As afirmações corretas são: 1 e 4.
b) As afirmações corretas são: 2 e 3.
c) As afirmações corretas são: 3 e 5.
d) As afirmações corretas são: 1 e 5.
e) As afirmações corretas são: 2 e 4.
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Neste tópico de Imposto de Importação, o aluno terá uma visão importante
de um segmento relevante na vida econômica de todos os países e, no Brasil,
não é diferente, pois trata-se de um país de dimensão continental. Seja por
terra, água ou ar, muito se consome no território nacional e muito se importa
de diversos lugares do mundo. Portanto, conhecer um pouco sobre o imposto
de importação vai enriquecer o seu conhecimento de maneira e�caz e, para
tanto, os objetivos deste tópico são:
interpretar as normas contábeis e a legislação tributária;
estruturar os objetivos/destinação do II - Imposto de Importação;
aplicar as bases conceituais da estrutura Fiscal/Contábil;
calcular e contabilizar o II - Imposto de Importação.
Base Legal
Como o Imposto de Importação - I.I. é cobrado sobre a entrada de produto
estrangeiro em território nacional, vamos versar e parafrasear esta de�nição.
O que se considera “entrada”? Aquela operação de importação que, para
Imposto de ImportaçãoImposto de Importação
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efeito de ocorrência do fato gerador, tenha sido importada. O que se
considera “produto”? Qualquer bem móvel, abrangendo mercadoria, material
de uso ou consumo e produto industrializado. O que se considera
“estrangeiro”? Aquela mercadoria nacional ou nacionalizada exportada que
retorna ao País. Por �m, o “território nacional” é entendido como território
aduaneiro, abrangendo duas zonas: a primária, onde temos os pontos de
fronteiras alfandegados, aeroportos e portos; e a zona secundária, que
compete a todo o território nacional.
Sobre a operação de importação e os fatos geradores do imposto de
importação, Ashikaga (2009, p. 27) comenta que “em regra geral, o despacho
se inicia em até noventa dias da descarga das mercadorias na zona primária,
ou em até cento e vinte dias na zona secundária”. Para que isso ocorra, é
necessário que exista o devido registro da declaração de importação - D.I. no
Sistema Integrado de Comércio Exterior - SISCOMEX, que precisa ser feito por
uma empresa habilitada pela Secretariada Receita Federal e devidamente
cadastrada no Sistema Ambiente de Registro e Rastreamento das Atuação dos
Intervenientes aduaneiros - RADAR.
Tratando de base de cálculo, o artigo 75 do Regulamento Aduaneiro - R.A.
demanda que, quando a alíquota for “ad valorem” (expressão latina que
signi�ca conforme o valor), o valor aduaneiro deve ser conforme o Gatt 1994
(Acordo de Valoração Aduaneira), ou seja, o acordo geral sobre tarifas e
comércios. Já quando a alíquota for especí�ca, a quantidade de mercadoria é
expressa na unidade de medida estabelecida. Já o artigo 77 do R.A.
implementa o valor aduaneiro independentemente do método de valoração
utilizado, do custo de transporte da mercadoria importada até o aeroporto ou
porto alfandegado, dos gastos relativos à carga e descarga e ao manuseio e,
ainda, dos custos com seguro da mercadoria durante essas operações.
No que diz respeito ao valor aduaneiro, este está regulamentado pela
Instrução Normativa - I.N. - SRF - 327/03, utilizando a seguinte ordem:
                                I.        valor da transação;
                                II.        valor da mercadoria idêntica;
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                                III.        valor da mercadoria similar;
                                IV.        valor de revenda;
                                V.        valor computado da mercadoria; e
                            VI.        valor arbitrado por critérios razoáveis e com base nos
dados disponíveis no País.
Por �m, o valor do I.I. é o resultado da multiplicação do valor aduaneiro pela
alíquota constante na TEC (tarifa externa comum do Mercosul), ou seja,
utiliza-se a seguinte fórmula:
Aspectos importantes no caso de importação são os acordos e os tratados
internacionais. No caso do Mercosul, os países membros adotam as alíquotas
e políticas por eles estabelecidas no tratado. Quando as importações são
provenientes de outros países que não fazem parte do Mercosul, cabe aqui
observar as imposições e exceções cabidas exclusivamente na negociação
bilateral.
Os contribuintes do I.I. são, primeiramente, o importador ou a pessoa que
promove a entrada da mercadoria estrangeira em território nacional, seguido
do destinatário da remessa da mercadoria postal internacional e o adquirente
de mercadoria entrepostada. Vale comentar que o I.I. incide somente uma
única vez, quando da entrada da mercadoria estrangeira no País,
caracterizada como imposto cumulativo, devendo este ser considerado um
custo para a empresa importadora e, consequentemente, repassado a
terceiros em uma futura venda da mercadoria ora importada.
O I.I. será pago a cada entrada de mercadorias em território nacional por
meio da utilização do documento de arrecadação de receitas federais - DARF
eletrônico, devendo acontecer na data do registro da D.I. no Siscomex. É
importante comentar que este não gera direito ao crédito à empresa
importadora, no que diz respeito ao valor, portanto, seu montante passa a
integrar o custo e a importação.
I. I.= valoraduaneiroXalíquotaconstantenaTEC
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Se, porventura, ocorrer atraso no pagamento, caberá acréscimo legal, usando
como atualização a taxa Selic, mais os juros, multa moratória e, ainda, multa
punitiva, se o órgão �scalizador julgar cabível. Veja que pode ocorrer a
atualização pela taxa Selic, aplicando, ainda, 1% de juros ao mês, a multa
moratória de 0,33% ao dia limitado a 20% e mais uma multa punitiva
enquadrada conforme hipóteses previstas no regulamento aduaneiro - R.A.
Um aspecto a ser considerado pelo R.A., em seu artigo 71, diz respeito a não
ocorrência de incidência do imposto de importação, ou seja, em algumas
situações pontuais, não haverá pagamento do referido tributo. São estas:
a. mercadoria estrangeira que corretamente descrita nos
documentos de transporte chegar ao País por erro inequívoco ou
comprovado de expedição, e que for redestinada ou devolvida para
o exterior; 
b. mercadoria estrangeira idêntica, em igual quantidade e valor, e
que se destine à reposição de outra anteriormente importada que se
tenha revelado, após o desembaraço aduaneiro, defeituosa ou
imprestável para o �m a que se destinava, desde que observada a
regulamentação editada pelo Ministério da Fazenda; 
c. mercadoria estrangeira que tenha sido objeto da pena de
perdimento; 
d. mercadoria estrangeira devolvida para o exterior antes do registro
da declaração de importação, observada a regulamentação editada
pelo Ministério da Fazenda; 
e. embarcações construídas no Brasil e transferidas por matriz de
empresa brasileira de navegação para subsidiária integral no
exterior, que retornem ao registro brasileiro, como propriedade da
mesma empresa nacional de origem (BRASIL, 2009, on-line).
Vale dizer, também, que temos a imunidade do I.I., em algumas situações
descritas na C.F., em seu artigo 150, das operações com livros, jornais,
periódicos e papel destinado à sua impressão e o ouro, quando de�nido em
lei como ativo �nanceiro ou instrumento cambial.
Já a isenção, conforme o artigo 176 do C.T.N., é uma forma de exclusão do
crédito tributária decorrente de lei que especi�que as condições e requisitos
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exigidos para sua concessão e, no caso especí�co do I.I., são aplicáveis às
importações:
i. realizadas pela União, Estados, Distrito Federal, Municípios e suas
respectivas autarquias; 
ii. promovidas pelos partidos políticos e instituições de educação e de
assistência social; 
iii. efetuadas por Missões Diplomáticas e Consulados; 
iv. cujo importador seja uma instituição cientí�ca ou tecnológica;
v. de livros, jornais, periódicos e do papel destinado à sua impressão; 
vi. medicamentos destinados ao tratamento de aidéticos, bem como
o instrumental cientí�co destinado à pesquisa da AIDS, importado e
sem similar nacional; 
vii. mercadorias destinadas ao consumo no recinto de congressos,
feiras e exposições internacionais, dentre outros (BRASIL, 1966, on-
line).
Por �m, mas não menos importante, trataremos da suspensão que, segundo
o CTN, refere-se a uma operação tributada, cujo pagamento do imposto �ca
postergado para um momento futuro e, na atual legislação, a suspensão do
I.I. apresenta-se nos seguintes casos:
a. regimes aduaneiros especiais, como o drawback suspensão, trânsito
aduaneiro, admissão temporária, entreposto aduaneiro, dentre outros;
b. máquinas, equipamentos e aparelhos sem similar nacional, bem como suas
partes, peças e acessórios e outros componentes.
Objetivos e/ou Destinação
O imposto de importação - I.I. é o imposto federal incidente sobre a entrada
de produtos estrangeiros em território aduaneiro, ou seja, em território
nacional. Este é desvinculado de uma atividade governamental especí�ca e
sua arrecadação destina-se a compor o orçamento da União. O I.I., como é
conhecido, observa os princípios gerais de direito tributário, como a isonomia,
a irretroatividade e a capacidade contributiva. Seus princípios especí�cos são
a extra�scalidade, tratados internacionais e imunidades constitucionais. Um
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detalhe importante é que o I.I. não obedece ao princípio da legalidade, da
noventena ou da anterioridade, devido ao seu caráter eminentemente
extra�scal, podendo, sua alíquota, ser alterada por um simples decreto do
Poder Executivo e passando a vigorar a partir da data de sua publicação no
Diário O�cial da União.
 
Situação Problema - prática (cálculo e
contabilização)
A Cia. Importadora Sempre Verde (que é tributada pelo lucro real)
comercializa produtos importados. Em 5de junho de 2019, importou
mercadorias nas seguintes condições:
fatura comercial no valor de US$ 75.000,00;
valor do frete aéreo US$ 18.000,00;
valor de seguro US$ 7.000,00.
Como dados adicionais, a Sempre Verde dispõe dos seguintes:
                 I.        as alíquotas do I.I., IPI, ICMS, PIS e COFINS são,
respectivamente, 45%; 25%; 18%; 1,65%; 7,6%;
                 II.     a paridade cambial vigente da data do registro da Declaração de
Importação, segundo o Ato Declaratório da SRF, era R$2,80 por dólar
americano;
                 III.     os tributos foram todos pagos pela Sempre Verde no registro
da Declaração de Importação.
Com isso declarado, vamos calcular e contabilizar cada um dos fatos
tributários. 
1. Solução 1 - apuração do valor aduaneiro, que será a base de
cálculo do II: (US$ 75.000,00 +US$ 18.000,00 + US$ 7.000,00) = US$
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100.000,00 X R$2,80 = R$280.000,00.
2. Solução 2 - apuração dos tributos: Do imposto de importação: 
Débito = Mercadorias
(estoque)importadas...........................R$126.000,00. 
Crédito = Bancos conta
movimento........................................R$126.000,00. 
 
Do Imposto sobre Produtos Industrializados: 
Débito = IPI acompensar.....................................................R$101.500,00. 
Crédito = Bancos conta
movimento........................................R$101.500,00. 
 
Do Programa de Integração Social:Débito = PIS
acompensar............................................................R$4.620,00. 
Crédito = Bancos conta
movimento.............................................R$4.620,00. 
 
Da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social: 
Débito = COFINS
acompensar....................................................R$21.280,00. 
Crédito = Bancos conta
movimento.............................................R$21.280,00. 
 
Do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços: 
Débito = ICMS
acompensar.........................................................R$117.087,80. 
Crédito = Bancos conta
movimento.............................................R$117.087,80.
3. Solução 3 - Contabilização: 
 Do imposto de importação 
Débito = Mercadorias (estoque)
importadas...........................R$126.000,00. 
Crédito = Bancos conta movimento........................................
R$126.000,00. 
 
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Do Imposto sobre Produtos Industrializados: 
Débito = IPI a
compensar........................................................R$101.500,00. 
Crédito = Bancos conta movimento........................................
R$101.500,00. 
 
Do Programa de Integração Social: 
Débito = PIS a
compensar............................................................R$4.620,00. 
Crédito = Bancos conta movimento.............................................
R$4.620,00. 
 
Da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social: 
Débito = COFINS a
compensar....................................................R$21.280,00. 
Crédito = Bancos conta movimento.............................................
R$21.280,00. 
 
Do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços: 
Débito = ICMS a
compensar.........................................................R$117.087,80. 
Crédito = Bancos conta movimento.............................................
R$117.087,80.
praticar
Vamos Praticar
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Com base no material de apoio, você pode observar que os elementos
fundamentais para obtenção do valor do imposto de importação são alíquotas,
valor de mercadorias, registros nos órgãos, dentre outras situações. Portanto,
responda quando, em regra geral, o fato gerador do imposto de importação inicia-
se.
a) Até 120 dias da descarga da mercadoria na zona primária ou até 90 dias na zona secundária,
com o respectivo registro da DI no Siscomex feito por empresa habilitada ou não pela SRF e
cadastrada no RADAR. A.
b) Até 90 dias da descarga da mercadoria na zona primária ou até 90 dias na zona secundária,
com o respectivo registro da DI no Siscomex feito por empresa habilitada pela SRF e cadastrada
no RADAR.
c) Até 120 dias da descarga da mercadoria na zona primária ou até 120 dias na zona
secundária, com o respectivo registro da DI no Siscomex feito por empresa habilitada pela SRF e
cadastrada no RADAR.
d) Até 90 dias da descarga da mercadoria na zona primária ou até 120 dias na zona secundária,
sem o respectivo registro da DI no Siscomex feito por empresa habilitada pela SRF e cadastrada
no RADAR.
e) Até 90 dias da descarga da mercadoria na zona primária ou até 120 dias na zona secundária,
com o respectivo registro da DI no Siscomex feito por empresa habilitada pela SRF e cadastrada
no RADAR.
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Neste tópico de Imposto de Exportação, o aluno terá uma visão importante de
um segmento relevante na vida econômica de todos os países, não apenas
por ser um setor que estimula e gera divisas bilaterais, mas também por
destacar a competitividade e disponibilidade das empresas em oferecerem
seus produtos com qualidade internacional. Segundo Ashikaga (2009, p. 177),
a participação no comércio internacional tem sido a chave para o sucesso e
prosperidade de empresas e países. Para o Brasil, a atividade exportadora
tem também importância estratégica, pois contribui para a geração de renda
e emprego, para a entrada das divisas necessárias ao equilíbrio das contas
externas e para a promoção do desenvolvimento econômico.
As exportações como fonte de recursos proporcionam um equilíbrio na
balança comercial brasileira e alavancam todos os setores da economia,
colaborando com o produto interno bruto nacional e sua ampliação
constante. Vem ao encontro do grande objetivo de fortalecer a inserção
internacional do Brasil como uma das principais metas e, para tanto, os
objetivos deste tópico são a interpretação das normas contábeis e a legislação
IE - Imposto de ExportaçãoIE - Imposto de Exportação
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tributária; a estruturação dos objetivos do Imposto de Exportação; a aplicação
das bases conceituais da estrutura Fiscal/Contábil; e, por �m, calcular e
contabilizar o Imposto de Exportação.
Base Legal
Os artigos 212 ao 236 do Regulamento Aduaneiro - R.A. tratam do Imposto de
Exportação - I.E., previsto no artigo 153 da Constituição Federal, e artigos 23
ao 28 do Código Tributário Nacional - C.T.N.
O I.E. não se sujeita ao princípio da legalidade e da anterioridade, podendo
ser alterado por simples decreto do Poder Executivo, podendo surtir efeito a
partir da data de sua publicação no Diário O�cial da União.
O fato gerador do imposto de exportação é a saída de mercadoria do
território aduaneiro, considerando-se ocorrido este momento na data do
registro de exportação no Sistema Integrado de Comércio Exterior - Siscomex,
relativo à mercadoria nacional ou nacionalizada.
O contribuinte é o exportador que deverá recolher esse imposto por meio da
Demonstração de Arrecadação da Receita Federal - DARF, antes de efetivada a
saída da mercadoria, ou seja, o embarque para o exterior. A portaria 674/94
do Ministério da Fazenda menciona que o prazo será de quinze dias contados
a partir do registro da declaração para despacho aduaneiro e exportação.
A base de cálculo do imposto de exportação deverá ser o preço normal de
venda de mercadoria, em condições livres de concorrência no mercado
internacional, não podendo ser inferior ao seu custo de aquisição ou de
produção, acrescidos dostributos incidentes e da margem de lucro mínima
de quinze por cento sobre a soma dos custos, impostos e contribuições.
Visando atender aos objetivos da política cambial e do comércio exterior, no
Brasil, a alíquota do imposto de exportação varia entre o mínimo de 30% e o
máximo de 150%. Devido à política governamental de incentivo às
exportações, poucos produtos sujeitam-se ao pagamento do imposto de
importação, sendo que a maioria é tributada à alíquota zero.
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Segundo o Anexo “N” da Portaria Secex 25/08, serão tributados, pelo imposto
de exportação, apenas aqueles produtos determinados como peles e couros
de animais, armas e munições, além de fumo, cigarro, �ltro e papel para
cigarro, bem como couros e peles curtidos de bovinos depilados, mas não
preparados de outra forma.
Vale dizer que, caso o imposto de exportação seja pago e não efetivada a
exportação e, até mesmo, no caso de pagamento a maior, o imposto poderá
ser compensado com outros tributos federais ou restituído, basta o
interessado fazer o requerimento acompanhado da respectiva documentação
comprobatória.
Objetivos e/ou Destinação
O imposto de exportação - I.E., segundo o artigo 153 da Constituição Federal,
é um imposto de competência exclusiva da União. Este tem, como
característica, a cobrança com função �scal e regulatória, mas não só na
medida em que se presta a arrecadação, mas também de acordo com a
variação de suas alíquotas à disposição do �uxo de exportação.
Ademais, tem, como fato gerador, a saída de produto nacional ou
nacionalizado do território nacional. Este não se sujeita ao princípio da
anterioridade, ou seja, pode ser alterado no mesmo exercício �nanceiro.
Conforme artigo 26 do CTN, o Poder Executivo pode, nas condições e nos
limites estabelecidos em lei, alterar as alíquotas ou as bases de cálculo do
imposto, a �m de ajustá-lo aos objetivos da política cambial e comércio
exterior.
Situação Problema - prática (cálculo e
contabilização)
Consideremos que a Cia. Sempre Verde assinou, em 1 de junho de 2019, um
contrato de venda com a Cia. das Américas, no valor de US$18.000,00,
devendo entregar a mercadoria para embarque no porto de Santos em 14 de
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junho de 2019. O vencimento cambial decorrente da venda ocorrerá 40 dias
após a data do embarque. Admite-se que a taxa cambial na data da
assinatura do contrato seja de R$2,1105/dólar. Esta operação está vinculada
ao pagamento de 10% de comissão de agente de vendas no exterior.
A Cia. Sempre Verde entrega a mercadoria e sua nota �scal-fatura no porto de
Santos em 14 de junho de 2019, e nesta data, a taxa cambial vigente era
R$2,2110/dólar para a compra e de R$2,2215 para venda.
1. Pela venda realizada - (US$18.000,00 X R$2,2110) = R$39.798,00.: 
Débito - (AC) Clientes no Exterior..............................R$39.798,00. 
Crédito - (RES) Receita de Vendas ao Exterior ........R$39.798,00.
2. Pela comissão devida ao agente - (US$18.000,00 X 2,2215 X 10%) =
R$3.998,70.: 
Débito - (RES) Comissões sobre vendas...................R$3.998,70. 
Crédito - (PC) Comissões a pagar..............................R$3.998,70.
reflitaRe�ita
Em uma situação em que sua empresa está produzindo uma quantidade maior do que
aquela consumida no mercado interno brasileiro, ou seja, sua empresa está com
ociosidade, surge uma oportunidade de exportar a diferença não consumida pelo
mercado interno, mas o novo comprador está disposto a pagar um valor que apenas
cobre os custos de sua produção. Você vende ou não vende para este novo
comprador?
Fonte: Elaborado pelo autor.
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praticar
Vamos Praticar
Com base no material de apoio, você percebeu que a formação do imposto de
exportação precisa seguir uma receita com começo, meio e �m, até obter-se o
respectivo valor. Assim, peço que leia e, em seguida, responda, especi�camente,
sobre a base de cálculo do imposto de exportação, que deve ser de acordo com
algumas premissas. Assinale a alternativa correta.
a) Deverá ser o preço normal de venda de mercadoria, em condições livres de concorrência no
mercado nacional, podendo ser inferior ao seu custo de aquisição ou de produção, acrescido
somente da margem de lucro.
b) Deverá ser o preço normal de venda de mercadoria, em condições livres de concorrência no
mercado internacional, podendo ser inferior ao seu custo de aquisição ou de produção, mas não
podendo ser acrescido dos tributos incidentes e somente da margem de lucro.
saiba mais
Saiba mais
Vale a pena conferir o site do Ministério da Economia, Indústria, Comércio
Exterior e Serviços. Lá você vai encontrar todas as informações sobre o II -
Imposto de Importação e o IE - Imposto de Exportação.
ACESSAR
http://www.mdic.gov.br/
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c) Deverá ser o preço normal de venda de mercadoria, em condições oligopólios no mercado
internacional, podendo ser inferior ao seu custo de aquisição ou de produção, acrescido dos
tributos incidentes e da margem de lucro.
d) Deverá ser o preço normal de venda de mercadoria, em condições de monopólios no mercado
internacional, podendo ser inferior ao seu custo de aquisição ou de produção, acrescido dos
tributos incidentes e da margem de lucro.
e) Deverá ser o preço normal de venda de mercadoria, em condições livres de concorrência no
mercado internacional, não podendo ser inferior ao seu custo de aquisição ou de produção,
acrescido dos tributos incidentes e da margem de lucro.
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indicações
Material Complementar
LIVRO
Planejamento Tributário
Silvio Aparecido Crepaldi
Editora: Saraiva
ISBN: 978-85-02-17509-9
Comentário: trata-se de um livro muito prático, que
fará do leitor uma pessoa ávida pelo assunto, com
diversas expertises a serem difundidas em seu dia a
dia, auxiliando a empresa nas melhores tomadas de
decisões, no que diz respeito à economia tributária.
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FILME
O Contador
Ano: 2016
Comentário: um �lme que retrata a formação e
expertise do pro�ssional contador, em função de
auditoria que detecta fraude empresarial e procura
exatidão nos registros contábeis e uso das
informações. Tem um pouco de ação e aventura,
porém retrata o grande trabalho do Contador. Para
conhecer mais sobre o �lme, assista ao trailer.
T R A I L E R
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conclusão
Conclusão
Nesta unidade, o grande objetivo era propor, ao aluno, uma visão e vivência
da contribuição social sobre o lucro, o imposto de importação e o imposto de
exportação. Isso foi realizado com maestria, pois os assuntos foram
abordados com simplicidade e e�cácia na didática, usando uma linguagem
facilitadora, que fez com que o aluno estivesse dentro do assunto e
participasse da experiência de conhecer, perceber, engajar, registrar e
contabilizar os assuntos, ou seja, ter um conhecimento íntegro das normas e
regras que permeiam os temas de CSLL, II e IE.
As atividades demonstraram ter começo, meio e �m, em suas etapas, e o
aluno, ao efetuar a leitura, pode ter a ciência dos fatos existentes, pois foram
estruturados com muitos embasamentos.
Os conteúdos ofereceram uma boa estrutura pedagógica para ampliar os
horizontes, no que diz respeito aos tópicos estudados.referências
Referências Bibliográ�cas
AMORIM, V. O. et al. Guia Prático de Rotinas Contábeis de “A” a “Z”. São
Paulo: Sage, 2016.
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ASHIKAGA, C. E. G. Análise da Tributação na Importação e na Exportação.
5. ed. São Paulo: Aduaneiras, 2009.
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do
Brasil. Brasília, DF: Senado Federal, 1988.
BRASIL. Decreto nº 6.759, de 5 de fevereiro de 2009. Regulamenta a
administração das atividades aduaneiras, e a �scalização, o controle e a
tributação das operações de comércio exterior. Diário O�cial da União,
Brasília, DF, 5 fev. 2009. Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-
2010/2009/decreto/d6759.htm>. Acesso em: 22 jul. 2019.
BRASIL. Instrução Normativa SRF nº 327, de 9 de maio de 2003. Estabelece
normas e procedimentos para a declaração e o controle do valor aduaneiro
de mercadoria importada. Diário O�cial da União, Brasília, DF, 9 mai. 2003.
Disponível em:
<http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?
visao=anotado&idAto=15217>. Acesso em: 22 jul. 2019.
BRASIL. Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966. Dispõe sobre o Sistema
Tributário Nacional e institui normas gerais de direito tributário aplicáveis à
União, Estados e Municípios. Diário O�cial da União, Brasília, DF, 25 out.
1996. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5172.htm>.
Acesso em: 22 jul. 2019.
BRASIL. Lei nº 12.973, de 13 de maio de 2014. Altera a legislação tributária
federal relativa ao Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas - IRPJ, à
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL, à Contribuição para o
PIS/Pasep e à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social -
Co�ns; revoga o Regime Tributário de Transição - RTT, instituído pela Lei nº
11.941, de 27 de maio de 2009; dispõe sobre a tributação da pessoa jurídica
domiciliada no Brasil, com relação ao acréscimo patrimonial decorrente de
participação em lucros auferidos no exterior por controladas e coligadas;
altera o Decreto-Lei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977 e as Leis nºs 9.430,
de 27 de dezembro de 1996, 9.249, de 26 de dezembro de 1995, 8.981, de 20
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11.941, de 27 de maio de 2009, 12.249, de 11 de junho de 2010, 12.431, de 24
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