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Resumo de Direito Internacional para OAB

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típico e antijurídico, assim considerado tanto no país requerente quanto no requerido. 
No tocante aos pedidos de extradição passiva, o Estado brasileiro segue o Sistema de 
Contenciosidade Limitada. De acordo com este, a ação para julgamento do pedido de 
extradição junto ao Supremo Tribunal Federal não consiste na repetição do litígio penal 
que lhe deu origem. A Suprema Corte possui limitações que a impedem de reexaminar o 
quadro probatório ou a discussão sobre o mérito tanto da acusação quanto da 
condenação emanadas pela autoridade competente do Estado estrangeiro. 
O Sistema de Contenciosidade Limitada não impede, contudo, que o Supremo Tribunal 
Federal analise os aspectos formais do processo criminal que embasa o pedido de 
extradição, garantias e direitos básicos da pessoa reclamada. 
ESQUEMA EXTRADIÇÃO PASSIVA DO BRASIL – SISTEMA JUDICIÁRIO 
1º Fase – Administrativa (Poder Executivo); 
2º Fase – Judiciária – STF examina a legalidade; 
3º Fase – Administrativa – entrega o extraditando ou comunica a recusa. 
Súmula 421 do STF 
Não impede a extradição a circunstância de ser o extraditado casado com brasileira ou 
ter filho brasileiro. 
A Entrega de nacionais ou estrangeiros: é o envio de um indivíduo para ser julgado pelo 
Tribunal Penal Internacional (TPI). Pode ocorrer com brasileiros natos, naturalizados ou 
estrangeiros. A CF/88 proíbe a extradição de brasileiros natos, porém quanto à entrega 
nada menciona, além disso, é importante salientar que o Brasil integra o TPI, fazendo 
parte do órgão, conforme dispõe o art. 5º, § 4º da CF/88. A entrega é promovida pela 
autoridade brasileira e deve ter a concordância do acusado. 
DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO 
Regula a relação entre os particulares e seus interesses de ordem privada com 
características internacionais. É um sobredireito, pois indica o direito aplicável e não 
soluciona o litígio (traz normas conflituais e indiretas). 
Elementos de Conexão: são regras determinadas pelo direito internacional privado que 
apontam o direito aplicável a uma ou várias situações jurídicas unidas a mais de um 
sistema legal. 
São entre outros: nacionalidade, domicílio e a residência habitual da pessoa física, lex 
rei sitae (lei do local da situação da coisa), lex loci delicti commissi (lei do lugar onde 
foi cometido o ato ilícito), lex fori (lugar do foro) e lex loci actus (lei do lugar da ação 
ou obrigação). 
Análise ao Dec. 4.657/42, antiga LICC que teve o seu nome e ementa modificados pela 
Lei nº 12.376/10 para LINDB. 
Arts. 7º ao 12. 
Atenção a Homologação de sentença estrangeira art. 15, da LIDB. 
ATENÇÃO aos arts. 76, 77 e 78 do CC e aos arts. 21 ao 25 do NCPC. 
É importante ressaltar que o direito aplicável a uma relação jurídica de direito privado 
com conexão internacional ou é o nacional ou um determinado direito estrangeiro, 
conforme indicado pelas normas do direito internacional privado da lei do foro (lex 
fori). 
TÍTULO II - DOS LIMITES DA JURISDIÇÃO NACIONAL E DA 
COOPERAÇÃO 
INTERNACIONAL (NCPC) 
CAPÍTULO I - DOS LIMITES DA JURISDIÇÃO NACIONAL 
Art. 21. Compete à autoridade judiciária brasileira processar e julgar as ações em 
que: 
I - o réu, qualquer que seja a sua nacionalidade, estiver domiciliado no Brasil; 
II - no Brasil tiver de ser cumprida a obrigação; 
III - o fundamento seja fato ocorrido ou ato praticado no Brasil. 
Parágrafo único. Para o fim do disposto no inciso I, considera-se domiciliada no Brasil a 
pessoa jurídica estrangeira que nele tiver agência, filial ou sucursal. 
Art. 22. Compete, ainda, à autoridade judiciária brasileira processar e julgar as ações: 
I - de alimentos, quando: 
a) o credor tiver domicílio ou residência no Brasil; 
b) o réu mantiver vínculos no Brasil, tais como posse ou propriedade de bens, 
recebimento de renda ou obtenção de benefícios econômicos; 
II - decorrentes de relações de consumo, quando o consumidor tiver domicílio ou 
residência no Brasil; 
III - em que as partes, expressa ou tacitamente, se submeterem à jurisdição nacional. 
Competência Exclusiva 
Art. 23. Compete à autoridade judiciária brasileira, com exclusão de qualquer outra: 
I - conhecer de ações relativas a imóveis situados no Brasil; 
II - em matéria de sucessão hereditária, proceder à confirmação de testamento particular 
e ao inventário e à partilha de bens situados no Brasil, ainda que o autor da herança seja 
de nacionalidade estrangeira ou tenha domicílio fora do território nacional; 
III - em divórcio, separação judicial ou dissolução de união estável, proceder à partilha 
de bens situados no Brasil, ainda que o titular seja de nacionalidade estrangeira ou 
tenha domicílio fora do território nacional. 
Art. 24. A ação proposta perante tribunal estrangeiro não induz litispendência e não 
obsta a que a autoridade judiciária brasileira conheça da mesma causa e das que lhe são 
conexas, ressalvadas as disposições em contrário de tratados internacionais e acordos 
bilaterais em vigor no Brasil. 
Parágrafo único. A pendência de causa perante a jurisdição brasileira não impede a 
homologação de sentença judicial estrangeira quando exigida para produzir efeitos no 
Brasil. 
Art. 25. Não compete à autoridade judiciária brasileira o processamento e o julgamento 
da ação quando houver cláusula de eleição de foro exclusivo estrangeiro em contrato 
internacional, arguida pelo réu na contestação. 
§ 1º Não se aplica o disposto no caput às hipóteses de competência internacional 
exclusiva previstas neste Capítulo. 
§ 2º Aplica-se à hipótese do caput o art. 63, §§ 1º a 4º. Código Civil 
Art. 76. Têm domicílio necessário o incapaz, o servidor público, o militar, o marítimo e 
o preso. 
Parágrafo único. O domicílio do incapaz é o do seu representante ou assistente; o do 
servidor público, o lugar em que exercer permanentemente suas funções; o do militar, 
onde servir, e, sendo da Marinha ou da Aeronáutica, a sede do comando a que se 
encontrar imediatamente subordinado; o do marítimo, onde o navio estiver matriculado; 
e o do preso, o lugar em que cumprir a sentença. 
Art. 77. O agente diplomático do Brasil, que, citado no estrangeiro, alegar 
extraterritorialidade sem designar onde tem, no país, o seu domicílio, poderá ser 
demandado no Distrito Federal ou no último ponto do território brasileiro onde o teve. 
Art. 78. Nos contratos escritos, poderão os contratantes especificar domicílio onde se 
exercitem e cumpram os direitos e obrigações deles resultantes. 
NORMAS IMPORTANTES DA LINDB (Dec. 4.657/42) 
DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO 
 LINDB e a Personalidade da Pessoa Natural 
As regras sobre o começo e o fim da personalidade são definidas pela lei do lugar aonde 
a pessoa é domiciliada, conforme dispõe o art. 7º, do Decreto-Lei Nº 4.657/42, Lei de 
Introdução às Normas de Direito Brasileiro. 
Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e 
o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família. 
 LINDB e as normas relativas ao CASAMENTO 
Art. 7º, da LINDB 
§ 1º Realizando-se o casamento no Brasil, será aplicada a lei brasileira quanto aos 
impedimentos dirimentes e às formalidades da celebração. 
§ 2º O casamento de estrangeiros poderá celebrar-se perante autoridades diplomáticas 
ou consulares do país de ambos os nubentes. (Redação dada pela Lei nº 3.238, de 1957) 
Se aplica apenas qdo os nubentes estrangeiros tiverem a mesma nacionalidade. 
§ 3º Tendo os nubentes domicílio diverso, regerá os casos de invalidade do matrimônio 
a lei do primeiro domicílio conjugal. 
 REGIME DE BENS na LINDB 
Art. 7º da LINDB 
§ 4º O regime de bens, legal ou convencional, obedece à lei do país em que tiverem os 
nubentes domicílio, e, se este for diverso, a do primeiro domicílio conjugal. 
§5º O estrangeiro casado, que se naturalizar brasileiro, pode, mediante expressa 
anuência de seu cônjuge, requerer ao juiz, no ato de entrega do decreto de naturalização,