A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
34 pág.
Resumo de Direito Internacional para OAB

Pré-visualização | Página 7 de 8

c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe br asileira, desde que sejam 
registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República 
Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela 
nacionalidade brasileira; 
1º Parte: ius sanguinis + registro no exterior na repartição pública competente (em regra 
consulados); 2º Parte: nascimento no exterior + ius sanguinis + venha a residir no Brasil 
+ maioridade + opção pela nacionalidade. A opção, em qualquer tempo (mas depois de 
atingida a maioridade), pela nacionalidade brasileira. Assim, os filhos de brasileiros 
nascidos no exterior que vierem a residir no Brasil e, depois disso, alcançarem a 
maioridade, já poderão (de imediato) ingressar em juízo (Justiça federal) a fim de 
exercer o direito de opção pela nacionalidade brasileira. Nesse último caso, manifestada 
a opção, o Estado não lhes pode negar o reconhecimento da nacionalidade, pois aqui se 
está diante do que se denomina nacionalidade potestativa, que é aquela em que o efeito 
pretendido depende exclusivamente da vontade do interessado. 
 Os que vierem a residir no Brasil enquanto menores terão que aguardar a 
maioridade para o exercício do direito de opção, ficando na condição de 
brasileiros natos sub conditione (qual seja, a condição de opção pela 
nacionalidade brasileira, em qualquer tempo, após atingida a maioridade aos 18 
anos). Aqui, tem-se que a nacionalidade potestativa fica suspensa até alcançar-se 
a maioridade de 18 anos. 
Posição do STF: 
"São brasileiros natos os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou de mãe brasileira, 
desde que venham a residir no Brasil e optem, em qualquer tempo, pela nacionalidade 
brasileira. A opção pode ser feita a qualquer tempo, desde que venha o filho de pai 
brasileiro ou de mãe brasileira, nascido no estrangeiro, a residir no Brasil. Essa opção 
somente pode ser manifestada depois de alcançada a maioridade. É que a opção, por 
decorrer da vontade, tem caráter personalíssimo. Exige-se, então, que o optante tenha 
capacidade plena para manifestar a sua vontade, capacidade que se adquire com a 
maioridade. Vindo o nascido no estrangeiro, de pai brasileiro ou de mãe brasileira, a 
residir no Brasil, ainda menor, passa a ser considerado brasileiro nato, sujeita essa 
nacionalidade a manifestação da vontade do interessado, mediante a opção, depois de 
atingida a maioridade. Atingida a maioridade, enquanto não manifestada a opção, esta 
passa a constituir-se em condição suspensiva da nacionalidade brasileira." (RE 418.096, 
rel. min. Carlos Velloso, julgamento em 22-3- 2005, Segunda Turma, DJ de 22-4-2005.) 
ATENÇÃO as mudanças do art. 12, I, “c” da CF que ocorreram com a EC de revisão nº 
3 de 1994 (tirou a possibilidade do registro em repartição competente no exterior) e a 
EC nº 54/2007, pois as mesmas criaram uma situação para os nascidos entre as duas 
revisões que está regulada no art. 95 do ADCT: 
“Art. 95. Os nascidos no estrangeiro entre 7 de junho de 1994 e a data da promulgação 
desta Emenda Constitucional, filhos de pai brasileiro ou mãe brasileira, poderão ser 
registrados em repartição diplomática ou consular brasileira competente ou em ofício de 
registro, se vierem a residir na República Federativa do Brasil. (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 54, de 2007)” 
NACIONALIDADE DERIVADA OU SECUNDÁRIA NO BRASIL 
A nacionalidade derivada pode se dar por três motivos diferentes: casamento, trabalho 
ou residência, a constituição brasileira menciona somente a hipótese de residência como 
forma de adquirir nacionalidade originária para estrangeiro. 
II - naturalizados: 
a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos originários 
de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade 
moral; 
1º Parte: poderão se naturalizar os estrangeiros que cumprirem os requisitos constantes 
na lei (Lei nº 13.445/17 – Arts. 64 ao 72); 2º Parte: poderão se naturalizar os indivíduos 
originários de países de língua portuguesa que tenham residência ininterrupta de 1 ano 
no país e idoneidade moral. 
b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade residentes na República Federativa do 
Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que 
requeiram a nacionalidade brasileira. 
Para o estrangeiro não originário de país com língua portuguesa as exigências são a 
residência ininterrupta no território nacional por mais de 15 anos, ausência de 
condenação penal e requerimento de naturalização. 
DA NATURALIZAÇÃO NO BRASIL 
Seção II 
Das Condições da Naturalização 
Art. 64. A naturalização pode ser: 
I - ordinária; 
II - extraordinária; 
III - especial; ou 
IV - provisória. 
Art. 65. Será concedida a naturalização ordinária àquele que preencher as seguintes 
condições: 
I - ter capacidade civil, segundo a lei brasileira; 
II - ter residência em território nacional, pelo prazo mínimo de 4 (quatro) anos; 
III - comunicar-se em língua portuguesa, consideradas as condições do 
naturalizando; e 
IV - não possuir condenação penal ou estiver reabilitado, nos termos da lei. 
Art. 66. O prazo de residência fixado no inciso II do caput do art. 65 será reduzido para, 
no mínimo, 1 (um) ano se o naturalizando preencher quaisquer das seguintes 
condições: 
I - (VETADO); 
II - ter filho brasileiro; 
III - ter cônjuge ou companheiro brasileiro e não estar dele separado legalmente ou de 
fato no momento de concessão da naturalização; 
IV - (VETADO); 
V - haver prestado ou poder prestar serviço relevante ao Brasil; ou 
VI - recomendar-se por sua capacidade profissional, científica ou artística. 
Parágrafo único. O preenchimento das condições previstas nos incisos V e VI do caput 
será avaliado na forma disposta em regulamento. 
Art. 67. A naturalização extraordinária será concedida a pessoa de qualquer 
nacionalidade fixada no Brasil há mais de 15 (quinze) anos ininterruptos e sem 
condenação penal, desde que requeira a nacionalidade brasileira. 
Art. 68. A naturalização especial poderá ser concedida ao estrangeiro que se encontre 
em uma das seguintes situações: 
I - seja cônjuge ou companheiro, há mais de 5 (cinco) anos, de integrante do Serviço 
Exterior Brasileiro em atividade ou de pessoa a serviço do Estado brasileiro no exterior; 
ou 
II - seja ou tenha sido empregado em missão diplomática ou em repartição consular do 
Brasil por mais de 10 (dez) anos ininterruptos. 
Art. 69. São requisitos para a concessão da naturalização especial: 
I - ter capacidade civil, segundo a lei brasileira; 
II - comunicar-se em língua portuguesa, consideradas as condições do naturalizando; e 
III - não possuir condenação penal ou estiver reabilitado, nos termos da lei. 
Art. 70. A naturalização provisória poderá ser concedida ao migrante criança ou 
adolescente que tenha fixado residência em território nacional antes de completar 10 
(dez) anos de idade e deverá ser requerida por intermédio de seu representante legal. 
Parágrafo único. A naturalização prevista no caput será convertida em definitiva se o 
naturalizando expressamente assim o requerer no prazo de 2 (dois) anos após atingir a 
maioridade. 
Art. 71. O pedido de naturalização será apresentado e processado na forma prevista pelo 
órgão competente do Poder Executivo, sendo cabível recurso em caso de denegação. 
§ 1º - No curso do processo de naturalização, o naturalizando poderá requerer a tradução 
ou a adaptação de seu nome à língua portuguesa. 
§ 2º - Será mantido cadastro com o nome traduzido ou adaptado associado ao nome 
anterior. 
Art. 72. No prazo de até 1 (um) ano após a concessão da naturalização, deverá o 
naturalizado comparecer perante a Justiça Eleitoral para o devido cadastramento. 
Seção III 
Dos Efeitos da Naturalização 
Art. 73. A naturalização produz efeitos após a publicação no Diário Oficial do ato de 
naturalização. 
Art. 74.