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O QUE É? 
A DPOC é caracterizada por limitação do fluxo 
aéreo, sendo que essa limitação não é totalmente 
reversível e é geralmente progressiva e associada a 
uma resposta inflamatória anormal do pulmão a 
partículas ou gases nocivos. 
Chama-se de DPOC duas situações clínicas: 
1. Bronquite obstrutiva crônica 
 
O indivíduo com bronquite crônica apresenta 
alterado a quantidade de tecido glandular como é 
mostrado nas imagens à direita comparadas com a 
normalidade (esquerda). 
Devido ao aumento do tecido glandular, a 
manifestação clínica mais comum dos pacientes 
com bronquite crônica é a hipersecreção. Mas eles 
também apresentarão edema de mucosa, o que 
acarreta a falta de ar pela diminuição da luz. 
2. Enfisema 
 
Parênquima Pulmonar sadio Pulmão enfisematoso 
No lugar de alvéolos sadios, encontra-se espaços 
aéreos amplos, destruídos. 
Enquanto a bronquite crônica afeta os bronquíolos, 
o enfisema afeta o parênquima pulmonar. 
Apresentando grande quantidade de ar no interior 
de estruturas que não têm mais a capacidade de 
proporcionar o processo de difusão do oxigênio. 
EPIDEMIOLOGIA 
No Projeto Latino Americano em Obstrução 
Pulmonar (PLATINO, 2005) identificou-se que a 
DPOC ocorre mais em homens do que em mulheres 
e que atinge mais faixas etárias acima de 60 anos. 
 Diminuía-se a distribuição com o aumento 
do número de anos de frequência à escola 
(educação como fator protetivo); 
 12,5% dos pacientes diagnosticados com 
DPOC nunca haviam fumado. No entanto, 
16,2% haviam sido expostos a outro tipo de 
fumaça; 
No Amazonas, a maioria das internações que 
ocorreram devido às questões respiratórias no 
período de 2008 a 2019 foram na cidade de 
Manaus. 
CAUSAS 
1. Tabagismo; (principal causa) 
2. Poluição aérea; (dióxido de enxofre e material 
particulado) 
3. Exposição ocupacional; (principalmente ao 
Cádmio nas indústrias aqui de Manaus) 
4. Infecção pulmonar; (favorecem tanto a 
bronquite crônica como o enfisema pulmonar) 
5. Fatores genéticos; (deficiência de anti-
proteases) 
MECANISMOS GERADORES 
Hipersecreção da mucosa: geralmente decorre de 
reflexos que são pepidérgicos locais e colinérgicos 
medulares. 
Obstrução das pequenas vias aéreas: infecções 
repetidas e bronquiolites fazem com que haja 
obstrução. 
 Essas infecções e inflamações são mediadas 
por neutrófilos, os quais carregam na 
infiltração neutrofílica substâncias que 
causam a irritação dessas vias aéreas 
(Interleucina-8 e Leucotrieno B4); 
Desequilíbrio protease-antiprotease: relacionado 
a situações genéticas, mas pode acontecer por 
processos inflamatórios e infecciosos. 
 
 Antiproteases (protetores do organismo, 
em especial dos pulmões): α1 - anti-
tripsina; α1 – antiquimiotripsina; e inibidor 
do leucócito secretor; 
 Quando há uma diminuição das proteases, 
há o favorecimento do desenvolvimento de 
uma DPOC, principalmente um enfisema 
pulmonar. 
INFLAMAÇÃO 
1. Doença de Pequenas Vias Aéreas 
 Devido a inflamações repetidas; 
 Remodelamento da estrutura dos 
bronquíolos; 
 Desenvolve processo de estenose, 
diminuição da luz e obstrução do fluxo 
aéreo. 
2. Destruição do Parênquima 
 Devido ao desequilíbrio entre protease e 
antiproteases; 
 Perda do acoplamento alveolar; 
 Diminuição do recolhimento elástico; 
(perdendo assim a força que sustenta tanto 
os alvéolos como as vias aéreas que não 
possuem cartilagem, causando, além da 
dificuldade de troca gasosa, a obstrução do 
fluxo aéreo) 
 
 
 
QUADRO CLÍNICO 
A situação clínica de um paciente com DPOC 
costuma ser intermediária aos extremos da 
bronquite crônica (tossidor azul) e do enfisema 
pulmonar (soprador rosado). 
 História de tabagismo > 25 maços/anos 
 Tosse e secreção por muitos anos; 
 Piora dos sintomas no inverno; 
 Dispneia com início insidioso, relacionada 
ao esforço. 
Bronquítico crônico (tossidor azul): 
 Cianose evidente; 
 Aumento de peso; 
 Elevação da hemoglobina (devido tentativa 
da medula óssea de repor a quantidade de 
hemácia por causa da hipoxemia); 
 Na radiografia de tórax, o pulmão 
apresenta-se bastante sujo; 
Nesses pacientes, o sangue não consegue ser 
oxigenado nos pulmões devido à obstrução dos 
bronquíolos, voltando pro coração esquerdo o 
sangue ainda venoso. 
Enfisematoso (soprador rosado): 
 Emagrecido; 
 No raio-x de tórax, há uma hiperinsuflação 
bastante típica; 
Além da destruição dos alvéolos, há destruição da 
microcirculação pulmonar. Ou seja, o oxigênio 
chega, mas não consegue alcançar as hemácias. 
Classificação de Risco da DPOC (Gold): 
 
Escala MRC de dispneia: 
 Grau 0: sem dispneia, a não ser com 
exercício extenuante; 
 Grau 1: falta de ar quando caminha 
depressa no plano ou sobe ladeira suave; 
 Grau 2: anda mais devagar que pessoa da 
mesma idade no plano devido à falta de ar 
ou tem de parar para respirar; 
 
 Grau 3: para de respirar após caminhar 
uma quadra (90 a 120 m) ou após poucos 
minutos no plano; 
 Grau 4: muito dispneico para sair de casa 
ou dispneico ao vestir-se. 
CAT – Teste de Determinação da DPOC: 
 
Por fim, junta-se essas classificações para fazer 
uma classificação combinada: 
 
DIAGNÓSTICO 
1. Radiografia simples do tórax; 
 No paciente com enfisema pulmonar: 
cúpula diafragmática retificada e invertida; 
hiperinsuflação pulmonar (áreas mais 
pretas); não é possível visualizar os vasos 
pois estão destruídos; alargamento do 
tronco da artéria pulmonar; 
2. Tomografia pulmonar computadorizada; 
 No paciente com enfisema pulmonar: 
apresenta áreas destruídas; o enfisema pode 
ser centro-acinar (no meio do ácino), 
panacinar, parasseptal ou irregular (em 
vários locais); ausência de vasos; bolhas 
(pode ser confundido com pneumotórax); 
3. Espirometria; (mas o ideal seria uma 
plexonografia, pois permite medir a resistência 
das vias aéreas e a força respiratória) 
 Capaz de medir: Capacidade Vital Lenta 
(CVL); Ventilação Voluntária Máxima 
(VVM); curva volume-tempo; e curva 
fluxo-volume. 
4. Capacidade de Difusão Pulmonar (DLCO). 
TRATAMENTO 
Drogas utilizadas no tratamento da DPOC: 
Beta 2 agonista: (broncodilatadores) 
 SABA – ação curta 
o Fenotrol (Berotec; Bromifen) 
o Salbutamol (Aerolin; Aerojet; 
Asmaliv) 
o Terbutalina (Bricanyl; Terbutyl; 
Adrenyl) 
 LABA – de longa ação 
o Formoterol (Foradil; Fluir; 
Formare; Formocaps) 
o Salmeterol (Serevent) 
o Indacaterol (Ombrize) 
o Vilanterol (Relvar) 
Anticolinérgicos: 
 SAMA – ação curta 
o Brometo de Ipatrópico (Atrovent) 
 LAMA – longa ação 
o Brometo de tiotrópico 2,5 mcg 
(Spiriva) 
o Umeclidínio 62,5 mcg (Vanisto) 
o Glicopirronio 50 mcg (Seebri) 
Associação: 
 SABA + SAMA 
o Fenoterol + Ipatrópio (Duovent) 
 LABA + CI 
o Formoterol/Budesonida (Alenia; 
Simbicort) 
o Formoterol/Mometasona (Zenhale) 
o Formoterol/Fluticasona (Lugano) 
o Salmeterol/Fluticasona (Seretide) 
o Vilanterol/Fluticasona (Relvar) 
Corticóides inalatórios (CI): 
 Beclometasona (Clenil; Miflasona) 
 Budesonida (Pulmicort; Busonid) 
 Fluticasona (Fixotide; Fluticaps) 
 Mometasona (Oximax) 
Inibidor da fosfodiesterase 4: 
 
 Roflumilaste (Daxas) 
Metilxantinas: 
 Aminofilina 
 Teofilina 
 Bamifilina (Bamifix) 
 Acebrofilina (Brondilat; Flinar) 
MANEJO DO PACIENTE ESTÁVEL 
Todos: 
 Evitar fatores de risco, como fumar; 
 Vacinação anual contra influenza; 
 Vacinação pneumocócica; 
 Atividade física regular; 
 Revisão/correção regular da técnica do 
inalador; 
 Oxigenoterapia prolongada se houver 
hipoxemia crônica; 
 Reabilitação pulmonar. 
Grupo A: sintomas leves ou pouco frequentes 
(MRC grau 0 ou 1) ou CAT < 10. 
 Broncodilatador de ação curta (SABA, 
SAMA ou combinação de SABA+SAMA), 
conforme necessário; 
Grupo B: sintomas moderados a graves (MRC 
maior ou igual a 2) ou CAT > ou igual a 10. 
 Tratamento regular com um 
broncodilatador de ação prolongada, 
LAMA ou LABA, com base na preferência 
do paciente;Broncodiltador de ação curta (geralmente 
SABA) para alívio dos sintomas, conforme 
necessário; 
Obs.: Grupos A e B são de baixo risco, pois 
possuem 0 a 1 exacerbação no último ano sem 
hospitalização associada. Enquanto que os grupos 
C e D são de alto risco, pois possuem 2 ou mais 
exacerbações por ano com uma ou mais causas de 
hospitalização. 
Grupo C: sintomas leves ou pouco frequentes 
(MRC grau 0 ou 1) ou CAT < 10. 
 Tratamento regular com um LAMA; 
 SABA para alívio dos sintomas, conforme 
necessário; 
Grupo D: sintomas moderados a graves (MRC 
maior ou igual a 2) ou CAT > ou igual a 10. 
 Tratamento regular com LAMA ou, se 
houver falta de ar grave (por ex., CAT > 
20), combinação LABA+LAMA; 
 Pode ser preferível a combinação 
CI+LABA, se as características da DPOC 
se sobrepuserem; 
 SABA para alívio de sintomas, conforme 
necessário. 
MANEJO DAS EXACERBAÇÕES 
Exacerbação é uma piora aguda dos sintomas 
respiratórios que resulta numa terapia adicional. 
 Pode acontecer por diversos fatores, o mais 
comum é infecção do trato respiratório; 
 O objetivo do tratamento das exacerbações 
da DPOC é minimizar os efeitos negativos 
atuais e prevenir os subsequentes; 
 Os beta 2 de curta ação, associados ou não 
aos anticolinérgicos, são recomendados 
com a medida inicial nas exacerbações; 
 Uso de corticoides sistêmicos para 
melhorar a função pulmonar, oxigenação e 
encurtar tempo de recuperação e duração da 
hospitalização. Essa terapia não deve durar 
mais que 5-7 dias; 
 Os antibióticos, quando indicados em casos 
de infecção, devem ter tratamento de 5-7 
dias; 
 As xantinas (aminofilina etc) não são 
recomendas devido ao aumento de efeitos 
colaterais; 
 Se for necessário ventilar o paciente, as 
ventilações não invasivas devem ser 
priorizadas;

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