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REVISTA PROTEÇÃO 1JUNHO / 2021
Este manual é parte integrante da Revista Proteção - Edição 354 - Junho/2021.
Não pode ser vendido separadamente.
PROTEÇÃO CONTRA QUEDAS
JUNHO / 20212 REVISTA PROTEÇÃO
S
H
U
T
T
E
R
S
TO
C
K
Esta é a segunda de uma série de reportagens sobre a forma 
de selecionar os EPIs adequados.
A COMPLEXIDADE DO TRABALHO EM 
ALTURA REQUER CONHECIMENTO PARA A 
ESPECIFICAÇÃO DE EQUIPAMENTOS
PROTEÇÃO 
CONTRA QUEDAS
Existem aspectos da Segurança 
do Trabalho que são inegociáveis. A 
correta proteção e utilização de equi-
pamentos aplicada aos trabalhos com 
risco de queda em altura é um deles. 
Não importa quantos procedimentos 
tenhamos e quantos planejamos. De 
nada servirão se não estiverem cor-
retos e se não agirmos de acordo com 
eles. Todo trabalho em altura deve ser 
planejado, organizado e executado por 
trabalhador capacitado e autorizado.
Planejado e organizado significa 
que a empresa deve manter políticas 
e práticas prevencionistas e que seu 
comportamento deve passar de rea-
tivo para proativo. Ou seja, as ações 
devem ser de antecipação e não de 
reação. Todo trabalho em altura deve 
ser precedido de seus devidos proje-
tos e análises de risco. Com relação 
aos procedimentos operacionais para 
as atividades em altura é igualmente 
importante que se façam as corretas 
previsões de escolha dos EPIs.
A especificação dos EPIs, acessórios 
e sistemas de ancoragem com carga, 
conforto e eficiência bem como suas 
inspeções devem ser objeto de estudo 
durante a fase de projeto e análise de 
risco das atividades.
Da mesma forma é preciso conside-
rar a realidade de cada empresa para 
definir as ações de SST mais apropria-
de seu grau de exposição ao risco. 
HIERARQUIA
Um aspecto bem importante é a es-
colha e a utilização de um Equipamen-
to de Proteção Individual. Conforme 
estabelecido na NR 6, considera-se 
EPI, todo dispositivo de uso individual 
destinado a proteger a integridade 
física do trabalhador, sempre que as 
medidas de ordem geral não ofere-
cerem completa proteção contra os 
riscos de acidentes e danos à saúde dos 
empregados. A NR 35 possui uma série 
de aspectos a serem observados para 
prevenção de acidentes com quedas 
de altura. A hierarquia da proteção a 
ser executada sugere o EPI como um 
segundo estágio pois o EPC, se possí-
vel, deve ser priorizado.
Em um outro estágio desta hierar-
quia, trabalhamos com a restrição de 
das e compatíveis. As médias e grandes 
devem possuir um sistema de gestão 
de SST com base referencial nacional 
ou internacional. Já as pequenas de-
vem buscar sistemas considerando a 
limitação de seus recursos. Contudo, 
independente do porte da organização 
é essencial o comprometimento da alta 
direção e de todos os gestores.
MEDIDAS
Todos os prevencionistas sabem que 
o índice de acidentes motivados por 
quedas de trabalhadores é alto, e que 
poderiam ser evitados se providências 
fossem tomadas estabelecendo-se pro-
cedimentos para trabalhos realizados 
em estruturas ou equipamentos com 
desnível de mais de 2 metros, onde 
possa haver risco de queda de pessoas. 
Conforme a complexidade e possibi-
lidade de perigo das tarefas a serem 
desenvolvidas, o empregador deverá 
adotar medidas de segurança, princi-
palmente nas etapas que antecedem o 
trabalho em altura.
Os riscos de queda em altura exis-
tem em vários ramos de atividades e 
em diversos tipos de tarefas, devendo 
sempre serem minimizados e evitados. 
Nunca se deve permitir o trabalho com 
risco de queda sem a devida proteção. 
Na fase de planejamento devemos 
elaborar análise da atividade e da expo-
sição do trabalhador verificando se po-
demos atuar na tarefa, com conceitos 
simples como interferir na hierarquia 
REVISTA PROTEÇÃO 3JUNHO / 2021
movimento do trabalhador. Neste es-
tágio faremos, provavelmente, uso de 
um EPC ou de um EPI. Esta escolha 
deverá ser feita somente após a análise 
detalhada da atividade. No trabalho em 
altura, sempre que possível, devemos 
optar pelo uso de proteção coletiva 
- um sistema considerado ativo, pois 
não depende da ação do trabalhador. 
Equipamentos de restrição, que pre-
vinem a exposição do usuário ao risco 
de um acidente com quedas, quando 
constituídos por um equipamento do 
tipo EPI, serão considerados passivos, 
pois dependem da ação do trabalhador 
para a ativação da proteção.
É fundamental manter um programa 
de treinamento para trabalho em altura 
atualizado junto a todos que trabalham 
em altura. Os SPQ (Sistemas de Prote-
ção Contra Quedas) são projetados por 
profissionais habilitados e devem ser 
utilizados por trabalhadores quando 
da existência do risco de queda.
SISTEMAS
A seleção do Sistema de Proteção 
Contra Quedas deve considerar a 
utilização de um SPCQ (Sistema de 
Proteção Coletiva Contra Quedas). 
Na impossibilidade deste, ou sempre 
que o SPCQ não ofereça completa 
proteção contra os riscos de queda, ou 
para atender situações de emergência, 
devemos adotar o SPIQ (Sistema de 
Proteção Individual Contra Quedas). 
É muito importante no SPIQ a pre-
visão e o detalhamento de todos os 
elementos que farão parte da sua com-
posição como: seleção, inspeção, uso/
limitações dos EPIs e, posteriormente, 
o treinamento do usuário.
Durante a fase de projeto do siste-
ma SPIQ devem ser seguidas todas as 
recomendações normativas existentes 
e assegurada sua compatibilidade com 
todos aspectos da concepção geral do 
projeto do local a ser instalado.
Todos os dados relativos à sua con-
cepção devem descrever os compo-
nentes que fazem parte do Sistema 
de Proteção Contra Quedas ativo que 
são fabricados, montados e instalados. 
Os aspectos mínimos a serem consi-
derados quando se pensa num SPIQ no 
projeto e em sua utilização são:
• Tarefas a serem realizadas pelo 
usuário (incluir previsão para um 
possível resgate);
• Método de trabalho a ser desem-
penhado pelo usuário;
• Previsão de requisitos necessários 
para inspeções, ensaios, reparações e 
possíveis manutenções;
• Análise de risco da atividade que 
considere frequência, natureza e dura-
ção das tarefas de trabalho, bem como 
riscos secundários e residuais; 
• Avaliação da possibilidade de usu-
ários simultâneos;
• Previsão sobre o peso dos usuários 
de um sistema ativo de proteção contra 
quedas, identificando o maior peso de 
usuário permitido no sistema, incluin-
do ferramentas e equipamentos;
• Estudo sobre exigência do nível 
de competência do(s) usuário(s) na 
utilização de EPI;
• Treinamento adequado a todos os 
envolvidos com a atividade;
• Uso de materiais apropriados que 
ofereçam a devida resistência às con-
dições ambientais adversas.
A complexidade do trabalho em 
altura com EPI é grande exigindo o 
aprofundamento no tema, principal-
mente pelos profissionais de SST, 
uma vez que são estes que normal-
mente definem os procedimentos nas 
empresas e para os contratados. Sua 
responsabilidade é intrínseca quanto à 
validação da análise de risco e medidas 
de controle a serem adotadas, inclusive 
na especificação do SPIQ, medida de 
controle ainda predominante.
JUNHO / 20214 REVISTA PROTEÇÃO
O SPIQ (Sistema de Proteção Indi-
vidual Contra Quedas) é formado por 
três elementos e sua função é de ligar 
a pessoa na estrutura. De forma bem 
simplificada, a pessoa veste o cinturão 
e se conecta ao dispositivo de ligação 
que é fixado no ponto de ancoragem.
A sigla SPIQ veio com a atualização 
da NR 35 em 2016 e hoje é a maior 
representatividade do trabalho em 
altura juntamente com o EPI cinturão. 
Importante dizer que apenas o cinto 
sozinho não representa segurança em 
altura. “De nada adianta o EPI contra 
quedas se não estiver conectado a 
uma ancoragem, ou se esta ancoragem 
não resistir aos esforços a que estiver 
sujeita”, orienta o Manual de Auxílio 
na Interpretação e Aplicação da NR 
35 em seu Anexo II.
O processo de seleção do EPI mais 
adequado para ser utilizado nas ativi-
dades em altura está muito alinhado à 
ABNT NBR 16489 - Sistemas e Equi-
pamentos de Proteção Individualpara 
Trabalhos em Altura - Recomendações 
e Orientações para Seleção, Uso e 
Manutenção. 
TÉCNICAS
Quando se fala em SPIQ temos 
algumas técnicas apontadas na NBR 
16489 que são aplicadas dependen-
do de cada situação. Para a correta 
escolha dos equipamentos do SPIQ 
é preciso conhecer as características 
destas técnicas:
 Retenção de queda
Sempre estará presente quando o 
trabalho tem risco de queda de dife-
rentes níveis. A retenção de queda vai 
minimizar as consequências da queda, 
programada para ser a menor possível 
e garantir impacto abaixo de 6kN no 
trabalhador.
 Restrição de movimentação
Previne que a queda aconteça. Se 
existir dúvida de que possa ocorrer o 
uso indevido e a técnica (que seria de 
restrição), for de retenção de queda, 
os equipamentos do SPIQ devem 
ser adequados para a retenção. Para 
trabalhos em telhados com telhas 
translucidas ou próximo as bordas é 
importante que o SPIQ de restrição 
esteja preparado para uma retenção 
de queda caso algo saia errado.
 Posicionamento em altura
Possibilita a execução de vários tipos 
de ações em altura em que o traba-
lhador precisa ter suas mãos livres 
para realizar a atividade ou quando o 
trabalhador é deslocado verticalmente 
como por exemplo para trabalho em 
espaço confinado. Em trabalhos em 
postes e em torres, a técnica de posi-
cionamento é fundamental para gerar 
produtividade e segurança e deve 
sempre ser usada junto com a técnica 
de retenção de queda.
 Acesso por cordas 
Regulamentada pelo Anexo I da NR 
35 esta técnica sempre deve prever 
um SPIQ de retenção de queda em 
suas utilizações. Seu reconhecimento 
não para de ganhar força no mercado 
e são diversas as atividades que podem 
se beneficiar dela. Trabalhos em facha-
das de prédios, em espaço confinado, 
em torres eólicas são apenas alguns 
exemplos das possibilidades do acesso 
por corda.
EQUIPAMENTOS
Qual o melhor equipamento? 
Para responder a esta pergunta é 
preciso saber mais detalhes sobre o 
SPIQ conforme orienta a NBR 16489 
e sobre qual técnica deve ser utilizada. 
Na verdade, não se pode generalizar 
e dizer que há um equipamento ide-
Para selecionar os 
elementos é essencial 
estar atento a sua 
demanda e análise de risco
Escolha acertada
al. Um cinto ideal para trabalho com 
acesso por cordas, por exemplo, não 
é o melhor cinto para trabalho em car-
regamento de caminhões e vice-versa. 
Vamos aos equipamentos!
 Cinturão
Sem este equipamento não temos 
um SPIQ. Ele pode ser apenas abdomi-
nal, o que é cada vez menos presente 
no mercado. Inclusive vem sendo 
proibido em alguns países, restando 
apenas a alternativa do cinto com-
pleto paraquedista com abdominal. 
O paraquedista é o cinto preparado 
para a técnica de retenção de queda 
que pode ter diferentes desenhos e 
características:
Todo cinto paraquedista tem ao 
menos um ponto “A” de retenção de 
queda (marcação para a conexão a 
um sistema de retenção de queda). O 
ponto “A” pode ser dorsal ou peitoral. 
Uma boa orientação para selecionar 
qual o melhor para sua atividade está 
no Anexo E da NBR 16489 que orienta 
sobre a melhor performance para cada 
um deles em diferentes situações. Por 
exemplo, para trabalhos em constru-
ção civil o ponto dorsal é mais indicado 
deixando o trabalhador com liberdade 
para atividades manuais a sua frente. 
Pontos de posicionamento em um 
cinturão paraquedista podem estar 
presentes ou não. Os mais comuns 
são laterais à cintura, um de cada lado, 
para uso com talabarte de posiciona-
mento. Existem também os pontos de 
posicionamento frontal, na altura da 
cintura, usados por exemplo em traba-
lhos com acesso por corda, em espaços 
confinados e para resgate. Os pontos 
nos ombros podem ser alternativas 
para entradas em espaço confinado, 
especialmente se o acesso for muito 
estreito e o trabalhador precisar ficar 
verticalizado.
Cinto passivo e cinto ativo é um 
conceito que auxilia muito na escolha 
do cinturão correto. Nos cintos ativos o 
trabalhador ficará suspenso pelo cinto, 
Proteção
em Altura.
Para ser
completa,
tem que ser
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JUNHO / 20216 REVISTA PROTEÇÃO
JUNHO / 20218 REVISTA PROTEÇÃO
e, neste caso, condições de ergonomia 
e conforto serão importantes. Para um 
cinto passivo seu uso de forma ativa 
não acontecerá sem que uma queda 
aconteça. Desta forma, o passivo pode 
ser mais simples.
Nenhum cinto “é confortável” e 
para conhecer melhor sobre isto é 
essencial realizar o teste de conforto e 
ajuste do cinturão (NBR 16489, Anexo 
B). Um cinto pode ser confortável para 
pessoa de determinado biótipo e não 
para outra. Vale destacar que apenas 
ter um acolchoamento, não garante 
ergonomia. O teste de conforto e ajuste 
é que vai mostrar isto.
O ideal é que o cinturão atenda às 
características da técnica e atividade 
aplicada. Um cinto completo não vai 
garantir mais segurança. Ao contrário, 
se o cinto tiver pontos de engate que 
não são usados, o trabalhador pode 
acabar fazendo uso indevido deste.
 Dispositivos de conexão
Temos dois tipos de dispositivos de 
conexão: retenção de queda, e restri-
ção de movimentação/posicionamento.
Para a escolha do equipamento cor-
reto é muito importante diferenciá-lo 
em sistemas com absorção de energia 
(forças abaixo de 6kN) e sem absorção 
de energia (não preparado para reten-
ção de queda).
No caso de trabalhos de acesso por 
corda, os sistemas de subida e des-
cida podem ser tidos como técnica 
de posicionamento também, e neste 
caso, obrigatório atender ao Anexo I 
da NR 35.
Talabartes de posicionamento 
Podem ser com ou sem regulagem 
de comprimento. A regulagem ajuda 
muito na ergonomia e produtividade. 
Trabalhos na indústria em geral ou 
na montagem de andaimes multidire-
cionais podem aproveitar as argolas 
laterais de posicionamento do cinturão 
deixando o trabalhador com as mãos 
livres para a atividade.
Não podemos deixar de citar os sis-
temas de posicionamento com suspen-
são total que deslocam o usuário junto 
com a linha. Por exemplo, guinchos de 
descida e içamento em diferentes ati-
vidades como em espaços confinados.
Talabartes de restrição
Geralmente são conectados a apenas 
um ponto do cinturão e previnem que 
o trabalhador atinja um local com risco 
de queda. Podem ser sem regulagem, 
com comprimento exato para impedir 
o local com risco de queda ou podem 
ser reguláveis. Muita atenção na esco-
lha deste talabarte: caso exista possi-
bilidade de que uma queda aconteça, 
o SPIQ deve estar preparado para isto.
Talabartes retenção de que da
O tipo de talabarte para retenção 
de queda mais conhecido e usual é 
duplo em formato de Y com 2 ganchos 
de 55mm. Porém, este não é o único 
tipo e conhecer o SPIQ pode ajudar a 
selecionar o mais adequado.
Um talabarte simples em I pode ser 
boa opção para um SPIQ em que o 
trabalhador não precise/não deva se 
desconectar do sistema. Por exemplo 
em alguns tipos de trabalhos com li-
nhas de vida, em trabalhos com PEMT.
Para atividades com conexão a ponto 
de ancoragem diretamente na estrutu-
ra em que o perfil tem mais de 55mm, 
um gancho de abertura maior pode ser 
alternativa. Em torres de transmissão 
de energia isto é uma realidade.
Para trabalhos em que os pontos de 
ancoragem são conhecidos podem ser 
utilizados conectores menores - um ta-
labarte com conectores pequenos em 
alumínio pode ter um peso três vezes 
menor do que um talabarte tradicional 
com ganchos de aço com 55mm.
Já o talabarte retrátil é uma nova 
tecnologia que gera grande mobilidade 
e pode ser um diferencial dependen-
do do SPIQ. O equipamento tem um 
ensaio adicional e exigente de queda 
sobre aresta. Pode ser usado para tra-
balhos em PEMT e em telhados, como 
uma alternativa não à prova de tudo, 
mas sim, mais robusta. 
Trava queda deslizante
Se divide em dois tipos:
• Trava queda sobre linha fle-
REVISTA PROTEÇÃO 9JUNHO/ 2021
xível que gera pequena mobilidade 
lateral, por exemplo, aqueles utili-
zados para trabalhos em andaime 
suspenso na construção civil, para 
trabalhos com vara de manobra 
quando existe um ponto de ancora-
gem a alguns metros do solo em que 
é conectado e o trabalhador já sobe 
protegido. Sua linha de ancoragem 
pode ser em corda ou cabo de aço;
• Trava queda sobre linha rígi-
da para, por exemplo, trabalho de 
acesso em escadas verticais fixas. 
Este tipo não tem mobilidade lateral; 
sua linha de ancoragem pode ser em 
cabo de aço ou trilho.
Um SPIQ que contempla um trava 
queda deslizante precisa ter garantias 
de que a linha de ancoragem e seu 
trava queda sejam compatíveis, como 
já é exigência da NR 35 e da NR 18. 
Consulte o fabricante do equipamento 
sobre isto.
Trava queda retrátil
Visto o potencial que este equipa-
mento tem para uso e garantia de 
segurança e produtividade, ainda é 
pouco usual no mercado.
Trabalhos em carga e descarga de 
caminhões são um dos principais usos 
do trava queda retrátil. Trabalho em 
espaço confinado também pode ser 
muito beneficiado com trava queda 
retrátil.
Seu uso deve ser sempre acima da 
cabeça, salvo se o fabricante garantir 
ensaios que excedam sua característi-
ca básica de certificação. Por exemplo, 
para trabalhos em telhados, quando a 
linha de vida fica próxima ao telhado, 
o retrátil terá uso horizontal preci-
sando ser testado para esta forma de 
utilização.
Conectores 
São muito presentes no SPIQ, ge-
ralmente fazem parte de algum equi-
pamento, mas também podem ser 
utilizados de outras formas, como 
conectando uma linha de ancoragem 
vertical a um ponto de ancoragem. 
Sua carga mínima de ruptura deve 
ser conhecida e compatível com sua 
utilização. É o caso de trabalhos com 
linhas de vida horizontais quando as 
cargas são muito elevadas e a carga de 
trabalho segura pode não ser atendida.
 Dispositivos de ancoragem
Para um sistema de ancoragem, a 
escolha de um dispositivo pode não 
ser necessária. Isto pode acontecer 
quando o trabalhador se conecta di-
retamente na estrutura. Por exemplo, 
nos trabalhos em torres metálicas, 
trabalhos de acesso por escadas fixas 
usando o degrau como ponto de an-
coragem (importante que este seja 
garantido para mais de 6kN).
Caso um dispositivo de ancoragem/
equipamento precise ser selecionado 
este pode ser dos seguintes tipos:
• tipo A: projetado para ser fixado 
em uma estrutura; 
• tipo B: temporário transportável; 
• tipo C: para ser utilizado como uma 
linha de ancoragem horizontal flexível;
• tipo D: para ser utilizado como uma 
linha de ancoragem horizontal rígida.
JUNHO / 202110 REVISTA PROTEÇÃO
para que se possa utilizar as normas 
de 2020 como referência. Enquanto 
isto não ocorre, os equipamentos se-
guem sendo certificados pelas normas 
antigas de 2010.
ANCORAGEM
O dispositivo de ancoragem não con-
ta ainda com certificação do Inmetro. 
Entretanto, a Portaria 11.437, de 6 de 
maio de 2020, da Secretaria Especial 
de Previdência e Trabalho em seu item 
2.4 diz que “todos os dispositivos de 
ligação, extensão ou complemento 
conexos a um EPI devem ser con-
cebidos e fabricados de forma que 
não diminuam o nível de proteção do 
equipamento”, mostrando que há uma 
importante fragilidade no SPIQ.
A prevenção gerada pelo SPIQ re-
quer melhoria contínua, o que é dese-
jável que aconteça também na NR 35.
Enquanto isto não ocorre é recomen-
dável que ao escolher um dispositivo 
de ancoragem você cobre de seu forne-
cedor por ensaios de conformidade do 
produto que está adquirindo. Ensaios 
geram grande diferença em seu nível 
de proteção, e por isto, as devidas refe-
rências devem ser cobradas. Também 
as certificações internacionais, como o 
selo CE, são boas alternativas para se 
ter melhor nível segurança no SPIQ.
Confira no quadro Normas de en-
saios para EPIs contra quedas as 
normatizações relacionadas a cada 
equipamento.
Para saber mais:
Para selecionar o dispositivo correto para o seu SPIQ 
consulte também o conteúdo da NBR 16489; o Manual 
de Auxílio na Interpretação e Aplicação de Sistemas 
de Proteção Contra Quedas; a NR 35, especialmente 
o item 35.5 (Sistemas de Proteção Contra Quedas) e 
seu Anexo II (Sistemas de Ancoragem). 
Manual de auxílio a NR-35 - https://bit.ly/2SOBG9w
Guia de conscientização para trabalhos em altura 
Animaseg - https://bit.ly/3ohojdJ
ABNT NBR 16489 - https://bit.ly/33G1d75
Conteúdo e colaboração técnica de
Andreia Kaucher Darmstadter - engenheira civil e de 
Segurança do Trabalho 
akdarmstadter@seconci-mg.org.br
Marcos Amazonas - especialista em NR 35, técnico de 
Segurança do Trabalho, diretor técnico na AMZ Equipamentos 
para Trabalho em Altura
amazonas@amzpro.com.br
O selo do Inmetro certifica a qualida-
de dos equipamentos que compõem o 
SPIQ e os ensaios devem atender aos 
RACs específicos.
Como certificação compulsória o 
selo Inmetro atende hoje a duas das 
três partes do Sistema de Proteção 
Individual Contra Quedas: ao cinturão 
e aos dispositivos de conexão. A outra 
parte, que são os dispositivos de anco-
ragem, ainda não tem esta cobertura. 
Para que a certificação do Inmetro a 
estes equipamentos seja possível há 
um passo a passo a ser seguido pelos 
fabricantes:
 Solicitar ao OCP (Organismo 
Certificador de Produto), por meio 
do envio de memorial descritivo, a 
certificação de um modelo de produto 
e suas versões;
 Ser submetido a uma auditoria 
inicial de qualidade que será feita 
novamente depois de 18 meses (caso 
a empresa não tenha certificação ISO 
9001 este período diminui para nove 
meses);
 Informar ao OCP qual laboratório 
pretende utilizar. Os equipamentos são 
enviados ao laboratório pelo OCP que 
irá identificar/lacrar os equipamentos 
na fábrica do solicitante;
 Uma vez aprovado em auditoria de 
qualidade e nos ensaios, o solicitante 
recebe um certificado de autorização 
para uso do selo do Inmetro;
 Auditoria de fábrica e novos en-
saios serão recorrentes para a manu-
tenção do selo.
Atualmente os laboratórios acredi-
tados pelo Inmetro que atendem ao 
escopo das normas técnicas para a 
certificação dos equipamentos do tipo 
cinturão e elementos de conexão são 
Instituto Falcão Bauer e Instituto Lab 
System - Pesquisas e Ensaios. 
A NBR 16489 - Sistemas e Equipa-
mentos de Proteção Individual para 
Trabalhos em Altura - Recomendações 
e Orientações para Seleção, Uso e Ma-
nutenção é muito importante para o 
usuário final, ou seja, para a empresa/
profissional que for efetuar a compra 
dos EPIs. 
A certificação compulsória está regu-
lamentada na NR 6 e na Portaria Inme-
tro n.º 388/2012 ou RAC 388 como é 
mais conhecido. Porém, esta portaria 
precisa ser atualizada pelo Inmetro 
Cinturão e dispositivos 
de conexão possuem selo
do Inmetro, mas os de 
ancoragem ainda não
Garantindo a qualidade
JUNHO / 202112 REVISTA PROTEÇÃO
Este manual é parte integrante da Revista Proteção - Edição 354 - Junho/2021.
Não pode ser vendido separadamente.
Editado por:
DIRETOR
Alexandre Gusmão
Sede
Rua Domingos de Almeida, 218
Fone (51)2131-0400 - Fax (51)2131-0445 
93510-100 - Novo Hamburgo - RS
protecao@protecao.com.br
www.protecao.com.br
www.facebook.com/revistaprotecao
www.instagram.com/revistaprotecao
www.linkedin.com/company/revista-protecao
REDAÇÃO
Fone: (51)2131-0429
redacao1@protecao.com.br
Editora: Daniela Bossle
Conteúdo e colaboração técnica: Andreia Kaucher Darmstadter - engenheira civil e de 
Segurança do Trabalho (akdarmstadter@seconci-mg.org.br) 
Marcos Amazonas - especialista em NR 35, técnico de Segurança do Trabalho, diretor técnico 
na AMZ Equipamentos para Trabalho em Altura (amazonas@amzpro.com.br)
Ilustrações: Beto Soares/Estúdio Boom
Edição de Arte: Karina Brito
PARA ANUNCIAR
comercial@protecao.com.br
Gerente: Márcia Gonçalves
PARA ASSINAR A REVISTA PROTEÇÃO
Fone/fax: (51)2131-0410
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Assinatura impressa:
1 ano (12 edições) R$229,00
2 anos (24 edições) R$369,00
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Assinatura impressa exterior:1 ano (12 edições) US$170,00
Assinatura digital (com acervo desde out/2004):
1 ano (12 edições) R$110,00
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