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CPA-10-Cap2

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2.2.5.1	 Caracterização...........................................................................................................................................26
2.2.5.2	 Obrigatoriedade	 de	 comunicação	 e	 controle	 –	 instituições,	 empresas	 e	 autoridades
competentes...........................................................................................................................................29
2.2.6	 Indisponibilidade	 de	 bens,	 direitos	 e	 valores	 em	 decorrência	 de	 resoluções	 do
Conselho	de	Segurança	das	Nações	Unidas.......................................................................................................31
2.2.7	Princípio	do	“conheça	seu	parceiro”............................................................................................................32
2.3 Ética na venda .................................................................................................................................................33
2.3.1	Venda	casada:	conceito	...............................................................................................................................33
2.3.2	Restrições	do	investidor:	idade,	horizonte	de	investimento,	conhecimento	do	produto	e	tolerância	ao	
risco	.........................................................................................................................................................................35
2.4 Análise do Perfil do Investidor (API).............................................................................................................	36
2.4.1	Instrução	CVM	539	–	dever	de	verificação	da	adequação	de	produtos,	serviços	e	operações	ao	perfil	
do	cliente	(suitability)	–	finalidade	e	para	quem	se	aplica	a	regra..........................................................36
2.4.1.1	Abrangência;	perfil	do	cliente;	categorias	de	produtos;	vedações	e	obrigações;
regras,	procedimentos	e	controles	internos;	atualizações	e	dispensas...................................................................38
2.4.2	Adequação	de	produtos	em	função	do	perfil	do	investidor;	importância	e	motivação	do	API	para	o	
investidor;	possibilidade	de	venda	de	um	produto	não	adequado	ao	perfil	do	investidor............................41
AUTOR
	 Vicente	Piccoli	M.	Braga
ORIENTAÇÕES DE ESTUDO
 Conhecer	o	Código	ANBIMA	de	Melhores	Práticas	para	a	Distribuição	de	Produtos	de	
	 	 Investimento.
 Compreender	 as	 principais	 obrigações	 impostas	 às	 instituições	 financeiras
	 	 pela	autorregulação	da	ANBIMA	referentes	à	Ética,	Regulamentação	e	Análise	do	Perfil
		 	 do	Investidor.
 	Entender	o	conceito	de	lavagem	de	dinheiro.
 	Conhecer	como	se	dá	a	prevenção	contra	a	lavagem	de	dinheiro	e	financiamento	do		
	 	 terrorismo	no	Sistema	Financeiro	Nacional.
 	Conhecer	e	delimitar	o	que	caracteriza	uma	venda	casada
 		Compreender	 a	 finalidade	 e	 extensão	 do	 dever	 de	 verificação	 da	 adequação	 dos	
	 	 produtos,	serviços	e	operações	ao	perfil	do	cliente	(suitability).
 	Adequar	os	produtos	oferecidos	às	limitações,	necessidades	e	anseios	dos	investidores,	
	 	 de	acordo	com	a	regulação.
OBJETIVO
	 Este	 capítulo	 se	 propõe	 a	 expor	 algumas	 das	 principais	medidas	 regulatórias	 impostas			
ao	profissional	que	trabalha	com	intermediação	financeira.	Grande	parte	dessas	medidas	têm	
sua	 justificativa	amparada	em	considerações	de	natureza	ética.	Nesse	sentido,	serão	expostas	
medidas	focadas	em	duas	grandes	preocupações.	Em	primeiro	lugar,	há	preocupação	em	garantir	
que	 o	 profissional	 atenda	 o	 público	 de	 forma	 efetiva,	 transparente	 e	 leal,	 visando	 buscar	 a	
melhor	opção	disponível	para	os	anseios	e	as	necessidades	dos	clientes,	e	não	forçar	produtos	
inadequados	visando	sobretudo	ao	favorecimento	do	próprio	intermediário.	Em	segundo	lugar,	
cuida-se	 para	 que	 a	 atividade	 de	 intermediação	 não	 seja	 utilizada	 para	 viabilizar	 ou	 facilitar	
atividades	ilícitas.
1
CAPÍTULO 1 1ÉTICA, REGULAMENTAÇÃO E ANÁLISEDO PERFIL DO INVESTIDOR
	 A	 definição	melhor	 aceita	 e	 difundida	 do	 termo	 “ética”	 é	 aquela	 que	 a	 define	 como	 o
corpo	de	regras	que	regem	determinado	meio,	expressando	a	sua	moral.	Assim,	quando	falamos
de	ética	no	mercado	financeiro,	estamos	falando	justamente	das	normas	que	definem	a	moral
desse	mercado.
	 A	principal	finalidade	das	normas	que	regem	o	mercado	financeiro	é	zelar	pela	confiança
do	público.	Isso	porque	a	confiança	do	público	no	Sistema	Financeiro	Nacional	(SFN)	é	elemento
essencial	para	seu	bom	desenvolvimento.	Para	zelar	por	essa	confiança,	tanto	a	autorregulação
quanto	a	regulação	estatal	buscam	estabelecer	práticas	focadas	em	dois	pilares:	(i)	garantir	que	o
SFN	cumpra	sua	função	de	modo	a	satisfazer	o	público	e	(ii)	zelar	para	que	o	mercado	financeiro
seja	utilizado	de	acordo	com	as	demais	 leis	vigentes	na	sociedade.	Para	compreender	melhor
algumas	das	principais	disposições	regulatórias	nesse	sentido,	o	presente	capítulo	se	divide	em
quatro	partes.
	 A	primeira	parte	dedica-se	a	detalhar	as	disposições	previstas	no	código	de	autorregulação	
da	ANBIMA	de	maior	relevância	para	o	escopo	deste	capítulo.	A	segunda	parte	dedica-se	a	explicar	
as	medidas	direcionadas	ao	combate	e	à	prevenção	à	lavagem	de	dinheiro	e	ao	financiamento	
do	 terrorismo.	A	 terceira	parte	dispõe	sobre	algumas	das	principais	 considerações	 relativas	à	
ética	na	venda	de	produtos,	com	especial	atenção	à	vedação	à	venda	casada.	A	quarta	e	última	
parte,	 por	 sua	 vez,	 detalha	 as	 determinações	 regulatórias	 de	 observação	 obrigatória	 quanto	
à	 análise	 do	 perfil	 do	 investidor	 e	 restrições	 decorrentes	 da	 verificação	 de	 diferentes	 perfis.
 2.1 Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas para Distribuição de 
Produtos de Investimento
 Conforme	 visto	 no	 capítulo	 anterior,	 a	 ANBIMA	 desempenha	 relevante	 função	 de	
autorregulação,	 cujas	 normas	 são	 expressas	 em	diversos	 Códigos,	 cada	 um	 tratando	de	 uma	
atividade	diferente	dentro	do	mercado	financeiro.
	 Contudo,	no	que	diz	respeito	às	normas	advindas	da	preocupação	de	manter	uma	ética	
de	mercado,	 que	 vise	 tanto	 garantir	 ao	 público	 o	 serviço	mais	 adequado	 aos	 seus	 anseios	 e	
necessidades,	quanto	proteger	a	própria	atividade	de	intermediação	da	sua	utilização	para	fins	
ilícitos,	dois	Códigos	de	autorregulação	da	ANBIMA	ganham	maior	destaque.
	 De	um	lado,	há	o	Código	ANBIMA	de	Regulação	e	Melhores	Práticas	para	Administração	
de	Recursos	de	Terceiros	 (“Código	de	Administração	de	Recursos	de	Terceiros”),	cujo	número	
de	aderentes	é	expressivo	frente	ao	universo	da	indústria,	ditando	o	padrão	de	conduta	que	se	
espera	de	gestores,	 administradores,	 custodiantes	e	distribuidores.	De	outro,	há	o	Código	de	
Distribuição,	que	tutela	a	relação	direta	dos	intermediários	financeiros	com	os	investidores	na	
comercialização	de	produtos	de	investimento.
	 Em	razão	da	relevância	singular	desses	códigos	na	definição	do	corpo	de	regras	que	regem	
as	 relações	no	mercado	financeiro,	 isto	 é,	 como	visto,	 sua	ética,	 ambos	 serão	analisados	 em	
maior	detalhe.	Contudo,	em	prol	da	melhor	divisão	programática,	o	Código	de	Administração	de	
recursos	de	Terceiros	será	analisado	em	detalhe	apenas	no	Capítulo	5	desta	apostila,	enquanto	o	
Código	de	Distribuição	será	apreciado	a	seguir.
2
ÉTICA, REGULAMENTAÇÃO E ANÁLISE
DO PERFIL DO INVESTIDOR
	 Para	melhor	apreciação	do	conteúdo	do	Código	de	Distribuição	 frente	às	preocupações	
deste	capítulo,	analisaremos	em	detalhe	os	principais	capítulos	do	código	relacionados	a	aspectos	
da	ética	de	mercado.
 2.1.1 Definições (Cap. I)
	 O	Código	de	Distribuição,	assim	como	as	mais	 recentes	versões	dos	demais	Códigos	de	
Regulação	e	Melhores	Práticas	da	ANBIMA,	traz	em	seu	primeiro	capítulo	uma	série	de	definições	
de	 elementos	 e	 conceitos	 necessários	 para	 a	 adequada	 compreensão	 do	 real	 significado	 e	
extensão	das	disposições	do	Código.
	 Dentre	 as	 definições	 de	 maior	 relevância	 para	 a	 compreensão	 do	 Código,