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Aleitamento materno

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· Efeito positivo na inteligência.
· Melhor desenvolvimento da cavidade bucal.
· Proteção contra CA de mama.
· Evita nova gravidez. 
· Menores custos financeiros.
· Promoção do vínculo afetivo entre mãe e filho.
- No 2° ano de vida, o LM continua sendo importante fonte de nutrientes - estima-se que dois copos (500 mL) de LM no 2°ano de vida fornecem 95% das necessidades de vitamina C, 45% das de vitamina A, 38% das de proteína e 31% do total de energia. Além disso, continua protegendo contra doenças infecciosas. Uma análise de estudos realizados em 3continentes concluiu que quando as crianças não eram amamentadas no 2° ano de vida elas tinham uma chance quase 2x maior de morrer por doença infecciosa quando comparadas com crianças amamentadas.
4. Lactação
- Lactação é característica única de mamíferos e esta capacidade de proporcionar alimento ideal para filhos, independente da estação do ano, conferem-lhes vantagens evolutivas sobre outras espécies. Mesmo onde o alimento é abundante, a lactação é a maneira mais eficiente, energeticamente, de cobrir as necessidades nutricionais dos bebês. Em situações de falta de alimento, a utilização eficientemente de recursos alimentares de baixa qualidade são capazes de manter a fêmea viva, para proporcionar nutrição de alta qualidade ao bebê e regular a fertilidade, sendo isso crucial para a sobrevivência tanto da mãe quanto da criança. 
- A lactação humana foi uma área relativamente negligenciada da pesquisa científica. Na verdade, conhece-se menos sobre lactação humana do que animais comercialmente explorados. Muitas das crenças e práticas que às vezes impedem a lactação humana bem sucedida não encontram paralelo na pecuária.
5. Anatomia da mama
- A mama é composta externamente pela aréola, mamilo e corpúsculos de Montgomery (glândulas que hidratam a pele, que ficam hipertrofiadas quando a mulher engravida). O mamilo, estrutura circular pigmentada, localiza-se no meio da aréola e serve, provavelmente, como marcador visual para o bebê (alvo). Geralmente, eleva-se alguns milímetros da superfície da pele, mas seu tamanho e forma varia amplamente, não se relacionando à função. A aréola varia de 3 a 5 cm na mulher adulta, e contém músculo liso e tecido conectivo dispostos circular e radialmente. Tanto a aréola quanto o mamilo são profusamente inervados. A sensibilidade mamilo-areolar aumenta na gestação e alcança o pico nos primeiros dias após o nascimento. O mamilo possui terminações nervosas não mielinizadas ficando extremamente dolorosos se traumatizados por bebê mal posicionado para mamar.
OBS: O mamilo invertido não é muito indicado para amamentar pois muitas vezes pode fibrosar e gerar dor nesse processo. Além disso, deve-se evitar a sua manipulação pois estimula a ocitocina, gerando um parto prematuro. Por isso, é importante a visualização da mama pelo obstetra.
6. Produção do leite
- Na mulher madura, a mama contém entre 15-25 segmentos ou lobos mamários, que são glândulas túbulo-alveolares constituídos de 20-40 lóbulos. Esses, por sua vez, são formados por 10 a 100 alvéolos. Envolvendo os alvéolos, estão as células mioepiteliais e, entre os lobos mamários, há tecido adiposo, tecido conjuntivo, vasos sanguíneos, tecido nervoso e tecido linfático. Nem todos os lóbulos funcionam em cada lactação ou no decurso de qualquer lactação; alguns podem regredir antes do que outros. As mulheres podem alimentar com sucesso um bebê com apenas uma mama funcionando, ou com parte das duas mamas funcionando totalmente. O leite produzido é armazenado nos alvéolos e nos ductos. Os ductos mamários não se dilatam para formar os seios lactíferos, como se acreditava até pouco tempo atrás. O que ocorre é que durante as mamadas, enquanto o reflexo de ejeção do leite está ativo, os ductos sob a aréola se enchem de leite e se dilatam. O leite é secretado nos alvéolos mamários, que são envoltos por lâminas de colágeno, prolongam os pequenos ductos abrindo-se no ducto principal. Sob a lâmina de colágeno, células mioepiteliais contrácteis envolvem a estrutura glandular, contraindo-se sob influência das ocitocinas e ajudando o leite a escorrer dos alvéolos para os ductos. Os ductos mamários principais distendem-se na área bem sob a aréola. O leite é coletado nos seios/ampolas lactíferos, que são comprimidos tanto na amamentação quanto na ordenha manual. Alguns ductos mamários podem fundir se antes de alcançar o mamilo. Assim o número de aberturas pode não corresponder ao de lóbulos mamários. O bebê deve mamar até esvaziar a mama, o que demora em torno de 5-7 minutos, indo posteriormente para a outra mama para buscar a sua própria satisfação. Isso depende do bebê, que pode mamar em somente um peito e ficar saciado (especialmente se for o leite terminal). No entanto, fica mais tempo que na mamadeira, pois tem uma relação de afetividade (importante o olho no olho da mãe com o seu filho e a visualização do rosto da mãe - distância de 35-40 cm).
OBS: Muito dificíl a mulher não conseguir produzir leite. O que pode acontecer é a mulher não produzir a quantidade correta para o desenvolvimento, crescimento e imunidade da criança. Muitas vezes ocorre por bloqueio emocional.
 
7. Fisiologia da amamentação
- Glândula mamária gravídica - Em decorrência dos elevados níveis de estrogênio (ramificação dos lóbulos) e progesterona (formação dos lóbulos) e do hormônio lactogênico placentário, no início da gravidez os canalículos mamários proliferam e apresentam inúmeros brotamentos, com grande ampliação dos lóbulos, em detrimento do TA no conjuntivo interlobular. No início do primeiro trimestre já é possível notar sinais de alveolização nos brotamentos canaliculares pela ação da somatotrofina coriônica. Na primeira metade da gestação, há crescimento e proliferação dos ductos e formação dos lóbulos. Na segunda metade, a atividade secretora se acelera e os ácinos e alvéolos ficam distendidos com o acúmulo do colostro. No 3° trimestre a atividade secretória já se torna nítida, observando-se a presença de colostro nos alvéolos por ação da prolactina. A secreção láctea inicia após 16 semanas de gravidez, mesmo se a gravidez for interrompida. O momento em que as mamas adquirem a capacidade de sintetizar os constituintes do leite é chamado lactogênese I. Com o nascimento da criança e a expulsão da placenta, há uma queda acentuada nos níveis sanguíneos maternos de progesterona, com consequente liberação de prolactina pela hipófise anterior, iniciando a lactogênese fase II e a secreção do leite. Este fenômeno é tão poderoso, que mesmo pequenos fragmentos de placenta podem retardar a lactogênese II, produção mais copiosa de leite, que se inicia no puerpério. A produção do leite logo após o nascimento da criança é controlada principalmente por hormônios e a “descida do leite”, que costuma ocorrer até o terceiro ou quarto dia pós-parto, ocorre mesmo se a criança não sugar o seio. Após a “descida do leite”, inicia-se a fase III da lactogênese, também denominada galactopoiese. Essa fase, que se mantém por toda a lactação, depende principalmente da sucção do bebê e do esvaziamento da mama. Quando, por qualquer motivo, o esvaziamento das mamas é prejudicado, pode haver diminuição na produção do leite, por inibição mecânica e química.
· Cada vez que a criança suga, estimula as terminações nervosas do mamilo. 
· Há o estímulo para a parte anterior da glândula pituitária que produz a prolactina e aciona também a produção de ocitocina.
· Atinge as mamas que produzem o leite e faz os minúsculos músculos em torno dos alvéolos (cheios de leite) realizarem a contração (mamária e uterina – cólica ao amamentar).
· O leite é expelido por ductos por onde é transportado para os seios lactíferos, que ficam logo abaixo da aréola. 
· Enquanto o bebê suga, pressiona o leite que está dentro desses seios lactíferos e faz com que jorrem direto em sua boca.
· A prolactina atua depois que a criança mama e produz leite para a próxima mamada.
- Essa etapa, desde a estimulação do mamilo até a secreção