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Aleitamento materno

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do leite, é chamada de reflexo de produção ou reflexo da prolactina. A glândula pituitária produz mais prolactina durante a noite do que durante o dia. Portanto, o aleitamento materno à noite ajuda a manter uma boa produção de leite. Estudos mostram que a prolactina pode fazer a nutriz sentir-se mais "maternal," por isso alguns especialistas chamam este de “hormônio materno”.
- A aréola contém estruturas relacionadas às glândulas apócrinas de Montgomery, que provavelmente atuam como glândulas lubrificantes e odoríferas durante a lactação. 
OBS: Ninguém que teve nenhum tipo de CA pode amamentar, mesmo depois do tratamento, especialmente se for de mama. É a 2° CI do aleitamento.
OBS: A mulher com prótese pode amamentar, pois fica atrás do músculo. Na mamoplastia redutora, as vezes tiramos tecido glandular junto com a gordura a ser retirada, diminuindo um pouco a capacidade de produção de leite. 
- Certos sentimentos podem inibir o reflexo da “descida” do leite - se a mãe está preocupada ou com medo por alguma razão; se ela tem dor – especialmente se a amamentação for dolorosa; se ela estiver envergonhada. Portanto, se a nutriz tem sentimentos positivos e confiança em sua capacidade de amamentar, o leite “desce” tranquilamente. Mas, se tem dúvidas, suas preocupações podem inibir a “descida” do leite.
OBS: Mulher que toma tricíclico e PTU não pode amamentar. Se uma mulher for tomar um remédio que eu quero que tenha baixa concentração no leite e o peito tiver ingurgitado de leite é recomendável que tome antes. 
OBS: Na amamentação, o volume de leite produzido varia, dependendo do quanto a criança mama e da frequência com que mama. Quanto mais volume de leite e mais vezes a criança mamar, maior será a produção de leite. Em geral, uma nutriz é capaz de produzir mais leite do que a quantidade necessária para o seu bebê.
8. Posição da amamentação
- Apesar de a sucção do recém-nascido ser um ato reflexo, ele precisa aprender a retirar o leite do peito de forma eficiente. Quando o bebê pega a mama adequadamente – o que requer uma abertura ampla da boca, abocanhando não apenas o mamilo, mas também parte da aréola –, forma-se um lacre perfeito entre a boca e a mama, garantindo a formação do vácuo, indispensável para que o mamilo e a aréola se mantenham dentro da boca do bebê. A língua eleva suas bordas laterais e a ponta, formando uma concha (canolamento) que leva o leite até a faringe posterior e esôfago, ativando o reflexo de deglutição. A retirada do leite (ordenha) é feita pela língua, graças a um movimento peristáltico rítmico da ponta da língua para trás, que comprime suavemente o mamilo. Enquanto mama no peito, o bebê respira pelo nariz, estabelecendo o padrão normal de respiração nasal. Uma posição inadequada da mãe e/ou do bebê na amamentação dificulta o posicionamento correto da boca do bebê em relação ao mamilo e à aréola, resultando no que se denomina de “má pega”. A má pega dificulta o esvaziamento da mama, podendo levar a uma diminuição da produção do leite. Muitas vezes, o bebê com pega inadequada não ganha o peso esperado apesar de permanecer longo tempo no peito. Isso ocorre porque, nessa situação, ele é capaz de obter o leite anterior, mas tem dificuldade de retirar o leite posterior, mais calórico. Além de dificultar a retirada do leite, a má pega machuca os mamilos. Quando o bebê tem uma boa pega, o mamilo fica em uma posição dentro da boca da criança que o protege da fricção e compressão, prevenindo, assim, lesões mamilares. Posicionamento e pega do peito:
· As roupas do bebê e da mãe estão confortáveis, sem nenhuma restrição à mamada.
· O posicionamento da mãe é confortável, bem apoiada, sem estar se inclinando demais para frente ou para trás.
· Seja qual for a posição, todo o corpo do bebê deve estar voltado para a mãe, apoiado por trás dos ombros, não da cabeça, que deve estar livre para mover-se. 
· A parte inferior do braço do bebê deve estar "livre", ao redor da cintura da mãe ou ao lado do corpo do bebê, corpo flexionado ao redor do corpo da mãe, peito e lábios colados à mãe, pescoço levemente distendido. 
· O corpo do bebê, cabeça e pescoço devem estar alinhados, ele não deve ter o pescoço virado para o lado. Bebê no mesmo nível do seio, o qual pode ser apoiado com um rolinho de tecido, se necessário. O corpo do bebê deve estar curvado sobre a mãe, com as nádegas firmemente apoiadas.
· Ao começar a mamada, deve-se usar o "dedão" e dedo indicador (em forma de C) para pegar o seio e ajudar a tocar levemente o mamilo no nariz do bebê, fazendo com que o tecido inferior do seio fique mais accessível para a "pega". 
· Toque o mamilo no lábio inferior do bebê. 
· O bebê abre a boca (boca do bebê aberta).
· Coloque não apenas o mamilo, mas o máximo possível da aréola na boca do bebê
· Levar o bebê ao peito, não o peito ao bebê.
· Ao invés de colocar o mamilo na boquinha do bebê, deve-se oferecer toda a aréola, que ele deve pegar o máximo possível. Os lábios (não só o inferior) do bebê ficam virado para fora, como uma "boquinha de peixe".
· É mais importante que o bebê pegue bastante aréola na parte inferior do seio, onde fica sua língua, que vai pressionar, na mamada. Portanto, deve-se colocar o bebê, no seio, começando pela parte de baixo da boca, posicionando seu lábio inferior de forma a pegar bastante aréola. Se for uma aréola bem grande, deve ficar mais visível a parte de cima que a de baixo, quando o bebê estiver mamando.
· Observe se o queixo está tocando o seio, isso pode ajudar a deixar o nariz livre. 
· A língua do bebê fica quase sobre o próprio queixo e, algumas vezes pode ser visível. 
· Sucção rápida no início, depois diminui nitidamente, pausas ocasionais e irregular no final.
· Quando o bebê está mamando, ativamente, a mandíbula e às vezes, a própria cabeça move-se; Pode-se perceber o bebê engolindo o leite.
· As bochechas do bebê não devem mostrar uma "cavidade" a cada "sugada" do bebê, nem deve-se ouvir "clicks" na língua, ainda que possa-se ouvir um barulho da deglutição do bebê. 
· O seio não deve parecer distendido, repuxado. É preciso um posicionamento no qual o seio não esteja "mal colocado".
· Se o bebê é retirado do seio, quando estiver sugando ativamente, o mamilo vai parecer levemente alongado. 
· Amamentação com boa pega não deve ser dolorosa.
OBS: A dor no aleitamento é anormal, provavelmente por má posição ou porque não conseguiu esvaziar completamente a mama, que fica ingurgitada com o leite - o bebê tem dificuldade para pegar o peito, que deve ser macio. Os ductos mamários principais distendem-se na área bem sob a aréola. O mamilo possui terminações nervosas não mielinizadas ficando extremamente dolorosos se traumatizados por bebê mal posicionado para mamar - pode ficar com aspecto de sapinho/monilíase, ter fissuras, etc. Um dos próprios cicatrizantes é o LM, sendo importante usar a concha mamária e não por diretamente o sutiã.
- Posição da amamentação:
· O pescoço de bebê está ereto ou um pouco curvado para trás, sem estar distendido.
· O corpo da criança está voltado para o corpo da mãe. 
· A barriga do bebê está encostado no tórax da mãe. 
· Todo o corpo do bebê recebe sustentação. 
· O bebê e a mãe devem estar confortáveis.
- Os seguintes sinais são indicativos de técnica inadequada de amamentação:
· Bochechas do bebê encovadas a cada sucção; 
· Ruídos da língua; 
· Mama aparentando estar esticada ou deformada durante a mamada; 
· Mamilos com estrias vermelhas ou áreas esbranquiçadas ou achatadas quando o bebê solta a mama; 
· Dor na amamentação.
- Quando a mama está muito cheia, a aréola pode estar tensa, endurecida, dificultando à pega. Em tais casos, recomenda-se, antes da mamada, retirar manualmente um pouco de leite da aréola ingurgitada
9. Legislação
· 1982: Portaria 18 do Inamps/Ministério da Saúde, que estabeleceu a obrigatoriedade do alojamento conjunto.
· 1986 – Portaria do Ministério da Educação – MEC, tornando obrigatório o alojamento conjunto nos hospitais universitários. 
· 1992 – Portaria GM/MS