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Imunidade de mucosas

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pouca quantidade de molécula co-estimulatória, e grande quantidade de TGF-beta, que 
induz que células TREG sejam produzidas 
• Logo, quando há um bom funcionamento entre produção de peptídeos antimicrobianos, população 
das bactérias comensais, nossas células residentes reconhecem isso como algo normal; 
• A passagem dos ácidos graxos de cadeia curta, relacionados ao bom funcionamento/ homeostase do 
muco e células epiteliais = célula dendrítica tolerando, estimulando produção do TGF-beta, 
principalmente associado ao ácido retinóico, em estímulo a presença/ ação principalmente da TREG, 
que faz tolerância antígeno-alimentar e microrganismos comensais = todos equilibrados 
• Enquanto não há sinal de infecção, essa célula dendrítica produz o TGF-beta, que induz a ação do 
TREG, pra manter todos trabalhando de forma estável – isso ocorre em eubiose, ou seja, uma flora 
intestinal controlada, com diversidade de microrganismos comensais, e nesse cenário não há 
produção de resposta imune inflamatória, há apenas a manutenção do estado de tolerância 
• 
• Na presença de patógeno ou quando há desequilíbrio das bactérias comensais (desbiose – 
desregulação da mucosa comensal, que leva a proliferação do patógeno) – isso leva a destruição das 
células epiteliais, que quebra a barreira, levando a entrada do microrganismo e conjunto de substancias 
que não são reconhecidas como “não ruins”; 
• Logo, célula linfoide residente, principalmente do tipo 1, reconhece a presença do patógeno através 
das PAMPs ou DAMPs, quando há lesão do endotélio não infeccioso 
• Então, ILC1 produz o IFN- gama em maior quantidade; e 
• Componentes estruturais, como PAMP e DAMP estimulam célula dendrítica madura a apresentar 
antígeno, e a resposta deixa de ser via TREG e passa a acontecer via Th1 ou Th17, dependendo do 
tipo de antígeno/ agressor que estará presente 
• IFN- gama produzido pela ILC1 + o que vai ser produzido via célula dendrítica, há estimulo para 
aumento de produção e para trazer para o processo inflamatório, linfócitos Th1 e Th17 
• Essas células podem ser estimuladas diretamente, por receptores de parte interna, principalmente do 
tipo TOLL, e faz com que enterócito seja capaz de produzir citocina, que também gera aumento de 
células Th1 e Th17 
• Ou seja, o aumento de patógeno do lado de fora faz estimulo pró-inflamatório pela lesão direta do 
endotélio, gerando PAMPs e DAMPs, reconhecimento via ILC1, produção de IFN- gama, aumento na 
ação e reconhecimento de célula dendrítica, que por sua vez estimula Th1 e Th17; MAS também 
pode ocorre estimulo direto, quando a ptn agressora a esse antígeno é reconhecido via TOLL 
estrutural do enterócito, que produz citocina pró-inflamatória para estímulo de inflamação via Th1/ 
Th17, que por sua vez vão trazer para o campo neutrófilo e ativação de macrófago 
• A partir do momento em que há lesão direta do enterócito, passa a ocorrer resposta imune 
completa 
Células da microprega ou células M: 
• 
• Célula M – células que constituem tecido epitelial, e transportam continuamente substancias da luz 
para interior da placa de Peyer, onde sistema imune reconhece antígeno comensal ou antígeno 
patogênico; ela faz parte da estrutura do epitélio mucoso, funcionando como um porteiro, onde a 
passagem da substância é feita por dentro da célula M, e ela joga direto para a placa de Peyer; ela 
faz essa passagem o tempo inteiro para que a placa de Peyer reconheça o que é legal/ não legal e 
gerar a resposta direta 
• Essa passagem permite a realização da identificação da alteração da composição da microbiota: ex – 
bactérias que em pequena quantidade são comensais, mas por alteração de pH, de dieta, física, elas 
encontram pH no ambiente favorável para aumentar o número – o que antes era comensal pode 
passar a ser patogênico – e quem faz essa regulação é a célula M, que fica numa posição superior a 
placa de Peyer, sendo capaz de englobar a partícula sólida/líquida e realizar a transitose (passagem por 
dentro da célula), mostrando o antígeno para a placa de Peyer 
• 
• Embaixo das células M há presença de célula dendrítica, linfócito B e linfócito T, que são os 
componentes da placa de Peyer; 
• 
• Captura do antígeno pela célula M – ocorre por endocitose, onde antígeno é transportado por 
dentro da célula M até chegar na placa de Peyer 
• Antígeno, dependendo de seu tamanho/ estrutura, pode passar constitutivamente por dentro da 
célula M (ex: ácidos graxos de pequena cadeia) 
• Ex: célula M engloba determinado antígeno – na lateral desse endossomo podem vir outras partículas 
que também vão ser processadas pela placa de Peyer 
• Mas, o principal mecanismo é captura do antígeno por endocitose e posteriormente fagocitose, que é 
transportado pela célula M em vesícula e liberado na membrana basal, e embaixo da célula M está a 
placa de Peyer, que reconhece se isso é próprio/ não próprio para direcionarmos nossa resposta 
• Se antígeno transportado faz parte da microbiota intestinal ou é antígeno alimentar – célula dendrítica 
reconhece substancia estranha, e não ativa o modo completo de resposta imune 
• Então, as células dendríticas na presença do ácido retinóico junto com TGF beta estimulam TREG e 
induz a tolerância = manutenção da homeostase do intestino 
• Se o antígeno for derivado de patógeno, há ativação completa da célula dendrítica, graças ao 
reconhecimento de PAMPs e DAMPs, o que gera resposta imune específica 
• Quando a célula dendrítica reconhece antígeno de helminto/ verme, ela apresenta esse antígeno na 
presença de IL-4, esse estímulo diferencia célula Th helper em Th2, produz IL-4, IL-5, e IL-13, que 
estimulam célula B produtora de IgE 
• IgE – anticorpo que vai se aderir ao mastócito, estimulando macrófago M2 e eosinófilo, fazendo a 
resposta imune específica para helminto 
• Ou seja, a diferenciação do linfócito dentro da placa de Peyer vai depender do tipo de estímulo que 
ta acontecendo 
• Quando o estímulo é oriundo de helminto, a diferenciação vai ser em Th2; Th2 faz defesa contra 
patógeno extracelular (bactéria) e helminto 
• Quando o estimulo para a célula dendrítica vem através de outros tipos de patógenos (ex: antígeno 
de fungo/ vírus/ bactéria intracelular), há estímulo da célula dendrítica, e receptores diferentes são 
estimulados, logo, a diferenciação de linfócitos é diferente 
• Logo, dependendo do tipo de estímulo, a célula dendrítica libera interleucinas diferentes, logo, o 
linfócito T será diferente 
• Estímulo via helminto – resposta Th2; estímulo via fungo/ bactéria intracelular/ alguns tipos de vírus – 
DC estimula resposta via Th17 e Th22, que produzem IL-17 e IL-22, estimulando resposta imune de 
outra forma, trazendo para o local respostas imunes diferentes do que foi a resposta imune do tipo 2 
• Ativação excessiva da célula M e reconhecimento via célula dendrítica – pode gerar autoimunidade; 
quando elas reconhecem antígeno próprio ou quando estão hiperativadas, aumenta a possibilidade de 
gerar um autoantígeno – onde ocorre indução de autoimunidade 
Linfócitos intraepiteliais: 
• Linfócitos intraepiteliais: linfócitos diretamente aderidos ao tecido epitelial; não são parte constituitiva do 
epitélio, mas estão aderidos diretamente as células epiteliais, para fazer o reconhecimento 
• 2 formas de reconhecimento: 1 - resposta do tipo A; 2 - resposta do tipo B 
• 1 - Resposta tipo A: resposta via MHC-antígeno 
o Célula epitelial infectada por vírus faz apresentação de antígeno derivado do vírus via MHC 1; 
MHC expõe proteína do vírus; linfócitos intraepiteliais reconhecem esse MHC do tipo 1, e 
liberam grânulos citotóxico direto, destruindo a célula, ou fazem reconhecimento via Fas-
FasL, liberação de granzima e apoptose da célula 
o Linfócito ativado libera perforinas e granzimas, que destroem a célula; ou, ao 
reconhecimento da ativação da ligação Fas/FasL induz a apoptose dessa célula 
o EX: reconhecimento via autoantígeno: lesão

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