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Parto: expulsão fetal, caracterizando o ato de parir. 
O trabalho de parto é caracterizado por contrações uterinas que produzem modificações do colo uterino, seja na 
dilatação ou no esvaecimento do colo uterino. Essas contrações forçam a passagem do feto pelo canal de parto. 
“As características clínicas das contrações uterinas (frequência, intensidade e duração) não podem ser usadas como 
medida de progressão no trabalho de parto, nem como índices de normalidade…” Não existe um número de 
contração certo para que consideremos trabalho de parto de fato, o que importa é se há modificação do colo do 
útero. O trabalho de parto é dividido em fases: 
• Fase latente: pode ter contração (Braxton Hicks), mas não tem mudança no colo do útero. 
• Fase ativa: as contrações de Braxton Hicks se transformam em contração de trabalho de parto, ou seja, 
passam a provocar mudanças do colo uterino. 
✓ No início do trabalho de parto, as contrações são poucas, duram pouco e tem pouca intensidade. 
✓ A contração começa no corpo do útero e vai descendo. Vai aumentando ao longo do trabalho de parto 
até chegar no expulsivo com contrações de 1 minuto e meio com a intensidade de 60 mmHg. 
 
Quiescência (fase 0) 
• Vai desde implantação do zigoto até antes de começarem as contrações de Braxton-Hicks 
• Sem dilatação e esvaecimento cervical 
• Baixa quantidade de receptores de ocitocina miometriais 
• Nesse período não há contração uterina, é um período de relaxamento. 
 
Latência (fase 1) 
Compreende o período desde que começa a sentir a primeira contração de Braxton Hicks até antes da primeira 
contração efetiva (provoca modificações no colo do útero). 
• Até 28 semanas a paciente não tem número e nem ação eficaz de receptores de ocitocina, assim não sente 
contrações. A gestante começa a sentir as contrações a partir de 28 semanas (início da ação dos receptores 
de ocitocina), que são as contrações de Braxton Hicks (paciente pode não sentir, depende do seu limiar de 
dor). 
• Nessa fase ocorre o início da insinuação fetal. 
• Preparação uterina para o parto 
• Determinismo 
• Amadurecimento cervical 
• Descida fetal – “barriga baixou” 
• Fase da Ativação 
 
Ativa (fase 2) 
• Trabalho de parto ativo 
• Dilatação e esvaecimento cervical progressivo 
✓ Esvaecimento é a diminuição da distância entre o orifício interno e externo do colo do útero. 
✓ Dilatação é a distância transversal entre uma parte e outra do colo. Para medir a dilatação, entramos 
com os dedos médio e indicador pelo colo do útero e vemos quanto os dedos abrem. 
• Ocorre o mecanismo de parto (dilatação com os 6 mecanismos do trabalho de parto e expulsão) 
• Três períodos: 
✓ Dilatação: 
o Contrações dolorosas 
o Modificação cervical 
 
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o Até dilatação completa: o grau máximo de 
dilatação é de 10 cm (quando chega nesse 
ponto não sentimos mais o colo uterino no 
dedo durante o toque, pois o colo já dilatou 
todo) 
• Expulsão: 
✓ Quando termina a fase de dilatação, o bebê já tem 
que estar no plano 0 de De Lee. 
✓ Nesse período ocorrem os fenômenos mecânicos 
do parto 
✓ Quando o bebê esta terminando de descer para 
fazer o hipomóclio chamamos de período 
expulsivo, depois que ocorre o desprendimento 
do ovoide córmico começa a dequitação. 
✓ Variável: 
o Primíparas 60’ / Multíparas 30’ 
→ Prolongado: 
→ Primíparas: 2h/3h 
→ Multíparas: 1h/2h 
• Dequitação: depois que o bebê nasceu, inicia-se o processo de dequitação. 
✓ O desprendimento da placenta deve ocorrer em até 30 minutos. Se não ocorrer nesse período, indica 
que a placenta está retida e devemos tentar retirar com a mão ou por curetagem (na curetagem a mãe 
deve estar sedada). 
✓ O processo de dequitação tem que fazer a expulsão da placenta inteira (se ficar alguma parte da placenta 
dentro da mãe, ela pode ter hemorragia pós-parto). 
✓ Quando a placenta sair precisamos olhar a face fetal e a face materna e conferir se ela saiu inteira ou se 
ficou algum cotilédone ou membrana fetal dentro da mãe (se limparmos a face materna da placenta com 
um pano e ela começar a sangrar, indica que há restos dentro da mãe; se limparmos e não sair mais 
sangue, indica que a placenta saiu por inteiro). 
✓ A placenta pode dequitar de duas maneiras (sabemos como sairá pelo USG). 
o Se a placenta estiver inserida na face posterior ou anterior do útero, ela vai deslizando até sair (sai 
devagar) ⇨ dequitação ao estilo de Baudelocque Duncan. 
o Se a placenta estiver fúndica, quando descola, ela desce de uma vez só, não desliza ⇨ dequitação 
ao estilo Baudelocque Schultze. 
 
Involução (fase 3): 
Período de Greenberg (ou 4º período), é o início do puerpério. 
• Puerpério: inicia-se logo depois do parto e vai até 42 dias após o parto (teórico). Mas na prática, existem 
alterações que ocorrem durante a gravidez que nunca irão voltar ao estado pré-gravídico, por tanto podemos 
dizer que na prática o puerpério nunca acaba. 
• A primeira hora depois que ocorreu a dequitação é a 1° hora de Greenberg, é o período mais importante, pois 
tem maior risco de ter hemorragia pós-parto. 
• Quando a placenta dequita, os vasos uterinos começam a sangrar e para não ter hemorragia, o útero da 
mulher precisa contrair; o útero contrai sozinho (Globo de Pinard), fazendo o miotamponamento (contração 
uterina fixa). 
• Se a paciente não conseguir fazer essa contração uterina de maneira rápida, tem risco de ter hemorragia pós-
parto, dessa forma, os sinais vitais da paciente devem ser vistos com rigor. 
• O período de Greenberg é caracterizado por contração uterina intensa que cessa o sangramento do local 
onde estava a placenta. 
 
 
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Friedman foi a primeira pessoa a estudar o 
trabalho de parto 
• Fase latente: 8 horas – paciente tem 
contrações que não modificam a cérvice 
✓ Prolongada: 
o > 20 horas nas primíparas 
o > 14 horas nas multíparas 
• Fase ativa: 4 cm – paciente em trabalho de 
parto (contrações que modificam a cérvice) 
✓ Primíparas: 6 horas e dilatação de 1,2 
cm/h 
✓ Multíparas: 3 horas e dilatação de 
1,5cm/h 
✓ A descida na nulípara é de 1cm/h 
✓ A descida na multípara é de 2cm/h 
No Brasil usamos Friedman e é importante saber 
esses números, pois o que fugir disso é parto 
distócico. Se o parto não está ocorrendo bem, as intercorrências ocorreram durante a fase ativa. Se a mulher não 
entrar em trabalho de parto (fase ativa) até 41 semanas, precisamos retirar o bebê, induzindo o trabalho de parto. 
 
Usado pelo mundo, mas não pelo Brasil (o Ministério da 
Saúde preconiza a utilização de Friedman). 
• Curva de Friedman: sigmoide 
• Curva de Zhang: hipérbole 
• Transição mais gradual da fase latente para a ativa 
• De 4 para 10 cm, média de 5,5 horas para ocorrer 
a dilatação completa (no modelo de Friedman, 
demora apenas 2,5h). 
• Ausência de fase de desaceleração 
• 2º período: até 3 horas para descer de +1/3 para 
+2/3 adicional de 30 minutos para expulsão. 
• O trabalho de parto atualmente é mais demorado, 
pois o obstetra está cada vez menos 
intervencionista, o IMC da mãe aumentou, o 
sedentarismo aumentou, assim, o bebê também 
ganha mais peso. 
O ideal é que a bolsa rompa no momento em que o bebe está fazendo o hipomóclio. 
• Prematura: antes do trabalho de parto (fase latente). 
• Precoce: logo no início do trabalho de parto 
• Oportuna: final do trabalho de parto 
• Tardia: expulsão fetal (o bebê é todo expulso da mãe dentro da membrana (empelicado) e o obstetra rompe 
a membrana depois que o bebê já nasceu). 
• Quanto mais precoce a rotura da membrana, maior a chance de se formar uma bossa serossanguínea (a 
bolsa funciona como uma proteção para o bebê). 
• Se o trabalho de parto não ocorrer de forma normal (não estiver ocorrendo dilatação), podemos romper a 
bolsa para estimular as contrações. 
Segundo Período Prolongado 
Período do TP Nulípara Multípara 
Friedman Sem anestesia regional: duração > 2 horas Sem anestesia regional: duração > 1 horasCom anestesia regional: duração > 3 horas Com anestesia regional: duração > 2 horas 
Zang Sem anestesia regional: duração > 3 horas Sem anestesia regional: duração > 2 horas 
Com anestesia regional: duração > 4 horas Com anestesia regional: duração > 3 horas 
• Com a anestesia a demora é maior porque a mãe não vai sentir o puxo para saber a hora de fazer força. 
• Em caso de parto prolongado, a conduta é fazer parto vaginal assistido (uso de fórceps ou de vácuo). 
• Zang é sempre uma hora a mais que o Friedman (na prática usamos o Friedman) 
 
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