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Complexo estimulante do coração

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Complexo estimulante do coração 

-O coração apresenta um sistema de geração e de condução de estímulos, independente do sistema nervoso autônomo, constituído por células musculares estriadas cardíacas (cardiomiócitos) especializadas. 

-Os impulsos cardíacos assumem o seguinte trajeto: • Nó sinoatrial, como o marca-passo do coração. • Nó atrioventricular, (nó AV) • Fascículo atrioventricular (feixe de His). • Ramos direito e esquerdo do fascículo atrioventricular

-O nó sinotrial (SA) está localizado anterolateralmente, logo abaixo do epicárdio na junção da VCS com o átrio direito, perto da extremidade superior do sulco terminal. O nó atrioventricular (AV) está localizado na região posteroinferior do septo interatrial perto da abertura do seio coronário.

-O potencial de ação iniciado pelo nó SA propaga-se pelos sistema de condução e se espalha para excitar as fibras musculares atriais e ventriculares “atuantes”, chamadas de fibras contráteis. O nó SA emite um impulso aproximadamente 70 vezes por minuto. 

-Plexo cardíaco Dividido em partes superficial e profunda. Formado por fibras simpáticas e parassimpáticas que seguem em direção ao coração. As fibras partem do plexo e são distribuídas ao longo dos vasos coronários e para componentes do complexo estimulante, sobretudo o nó SA

-Divisão do Sistema nervoso Anatomicamente: Sistema Nervoso Central (SNC) e Sistema Nervoso Periférico; SNC: Encéfalo e medula espinal SNP: Nervos e gânglios Funcionalmente: Divisão somática do sistema nervoso (DSSN) e Divisão Autônoma do sistema nervoso (DASN); Somático = “Eu” comando - voluntário Autônoma = “cerébro” comanda - involuntário.

-Sistema Nervoso Autônomo (SNA) Dois neurônios: Pré-ganglionares Pós-ganglionares 

Neurônios pré-ganglionares transmitem impulsos nervosos do SNC para os gânglios autônomos;

Neurônios pós-ganglionares enviam impulsos dos gânglios autônomos para os efetores viscerais;

-Sistema nervoso simpático Na parte simpática, os corpos celulares dos neurônios pré-ganglionares estão situados nos cornos dos 12 segmentos torácicos e dos dois (e às vezes três) primeiros segmentos lombares da medula espinal. Por esta razão, a parte simpática também é chamada de parte toracolombar

-Sistema nervoso parassimpático Os corpos celulares dos neurônios pré-ganglionares da parte parassimpática estão localizados nos núcleos de quatro nervos cranianos no tronco encefálico (III, IV, IX e X) e na parte lateral da substância cinzenta entre o segundo e o quarto segmentos sacrais da medula espinal. Assim, a parte parassimpática também é conhecida como parte craniossacral.

No sistema parassimpático, as fibras pré-ganglionares normalmente seguem, sem interrupção, até o órgão que será controlado, fazendo então sinapse com os neurônios pós-ganglionares 

-Podem influenciar: → Frequência de batimentos → Força → Condução do estímulo →Excitabilidade Fibras Parassimpáticas (N. Vago) Possuem Débito cardíaco *Atividade diminuída *Economizando energia entre os períodos de demanda aumentada

-Localização: - Anterior a bifurcação da traquéia - Posterior parte ascendente da aorta - Superior a bifurcação do tronco pulmonar → A fibras partem do plexo e são distribuídas ao longo dos vasos coronários e para os nós SA e AV

-Proveniente das fibras pré-ganglionares dos N. Vago; Os corpos das células parassimpáticas pós-ganglionares (gânglios intrínsecos) estão localizados na parte atrial e no septo IV próximo dos nós SA e AV e ao longo das artérias coronárias; → Ramos: *Ramos cardíacos cervicais superiores e inferiores *Ramos cardíacos torácicosHTML image 0

No sistema simpático logo depois que o nervo espinhal deixa o canal espinal, as fibras pré-ganglionares abandonam o nervo e passam para um dos gânglios da cadeia simpática, onde farão sinapse com um neurônio pós-ganglionar

-Podem influenciar: → Frequência de batimentos → Força → Condução do estímulo →Excitabilidade Fibras Simpáticas Possuem Débito cardíaco *Fornece mais oxigênio e nutrientes para o miocárdio durante o período de atividade aumentada 

-Localização: - Anterior a bifurcação da traquéia - Posterior parte ascendente da aorta - Superior a bifurcação do tronco pulmonar → A fibras partem do plexo e são distribuídas ao longo dos vasos coronários e para os nós SA e AV.

-Proveniente das fibras pré-ganglionares Provém das fibras simpáticas pós-ganglionares (com corpos celulares nos gânglios paravertebrais cervicais e torácicos superiores e dos troncos simpáticos) → Ramos: * N. cardíacos cervicais superiores, médio e inferior * N. cardíacos torácicos


Excitabilidade cardíaca: potencial de ação. Contração da célula muscular cardíaca.

-Músculo cardíaco se contrai sem inervação.99% são células contráteis • ~ 1% são autoexcitáveis à Geram potencial de ação Células marcapasso espontaneamente 

-Acoplamento excitação-contração cardíaco Potencial de ação Se origina espontaneamente nas células marcapasso do coração, e se propaga para as células contráteis pelas junções comunicantes! 

-O seu potencial de membrana INSTÁVEL que começa com -60mV, e vai subindo Potencial marcapasso

-Canais If – permeáveis ao K+ e Na+ estão abertos em -60mV I – corrente f - funny

-A força gerada pelo músculo cardíaco é proporcional ao número de ligações cruzadas que estão ativas. O número de ligações cruzadas é determinado pela quantidade de Ca2 ligado à troponina.

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Potencial de ação célula contrátil.   ↑

*Fase 4: potencial de membrana em repouso. As células miocárdicas contráteis têm um potencial de repouso estável de aproximadamente  90 mV.

*Fase 0: despolarização. Quando a onda de despolarização entra na célula contrátil através das junções comunicantes, o potencial de membrana torna-se mais positivo.Os canais de Na dependentes de voltagem se abrem, permitindo que a entrada de Na despolarize rapidamente a célula. O potencial de membrana atinge cerca de  20 mV antes de os canais de Na se fecharem. Estes são canais de Na com duas comportas, similares aos canais de Na dependentes de voltagem do axônio 

*Fase 1: repolarização inicial. Quando os canais de Na se fecham, a célula começa a repolarizar à medida que o K deixa a célula pelos canais de K abertos.

*Fase 2: o platô. A repolarização inicial é muito breve. O potencial de ação, então, se achata e forma um platô como resultado de dois eventos: uma diminuição na permeabilidade ao K e um aumento na permeabilidade ao Ca2. Os canais de Ca2 dependentes de voltagem ativados pela despolarização foram abertos lentamente durante as fases 0 e 1. Quando eles finalmente abrem, o Ca2 entra na célula. Ao mesmo tempo, alguns canais “rápidos” de K se fecham. A combinação do influxo de Ca2 com a diminuição do efluxo de K faz o potencial de ação se achatar e formar um platô.

*Fase 3: repolarização rápida. O platô termina quando os canais de Ca2 se fecham e a permeabilidade ao K aumenta mais uma vez. Os canais lentos de K, responsáveis por essa fase, são similares aos dos neurônios: eles são ativados pela despolarização, mas são abertos lentamente. Quando os canais lentos de K se abrem, o K sai rapidamente e a célula retorna para seu potencial de repouso (fase 4).

-O influxo de Ca2 durante a fase 2 prolonga a duração total do potencial de ação do miocárdio.

CÉLULAS AUTO EXCITÁVEIS: Este potencial de membrana instável é chamado de potencial marcapasso, em vez de potencial de membrana em repouso, uma vez que ele nunca permanece em um valor constante. Sempre que o potencial marcapasso despolariza até o limiar, as células auto excitáveis disparam um potencial de ação.

-Quando o potencial de membrana da célula é 60 mV, os canais If, que são permeáveis tanto ao K quanto ao Na, estão abertos Quando os canais If se abrem em potenciais de membrana negativos, o influxo de Na excede o efluxo de K. O influxo resultante de carga positiva despolariza lentamente a célula auto excitável.À medida que o potencial de membrana se torna mais positivo, os canais de If fecham-se gradualmente, e alguns canais de Ca2 se abrem. O resultante influxo de Ca2 continua a despolarização, e o potencial de membrana move-se continuamente em direção ao limiar.Quando o potencial de membrana atinge o limiar, canais adicionais de Ca2 dependentes de voltagem se abrem.Quando os canais de Ca2 se fecham no pico do potencial de ação, os canais lentos de K estão abrindo. A fase de repolarização do potencial de ação autoexcitável é devida ao resultante efluxo de K. Essa fase é similar à repolarização em outros tipos de células excitáveis.

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CORAÇÃO COMO UMA BOMBA:SINAIS ELÉTRICOS QUE COORDENAM UMA CONTRAÇÃO

A comunicação elétrica no coração começa com um potencial de ação em uma célula auto excitável. A despolarização se propaga rapidamente para as células vizinhas através das junções comunicantes nos discos intercalares. A onda de despolarização é seguida por uma onda de contração, que passa pelo átrio e depois vai para os ventrículos. A despolarização inicia no nó sinoatrial (nó SA), as células auto excitáveis no átrio direito que servem como o principal marcapasso do coração. Uma via internodal ramificada conecta o nó SA com o nó atrioventricular (nó AV), um grupo de células auto excitáveis perto do assoalho do átrio direito.Do nó AV, a despolarização move-se para os ventrículos.As fibras de Purkinje, células de condução especializada dos ventrículos, transmitem os sinais elétricos muito rapidamente para baixo pelo fascículo atrioventricular, ou feixe AV, também chamado de feixe de His (“hiss”), no septo ventricular. Percorrido um curto caminho no septo, o fascículo se divide em ramos esquerdo e direito.

-Uma segunda função do nó AV é atrasar um pouco a transmissão do potencial de ação. Esse atraso permite que os átrios completem suas contrações antes do início da contração ventricular.

-As células do nó SA determinam o ritmo dos batimentos cardíacos. Outras células do sistema de condução, como as do nó AV e as fibras de Purkinje, têm potenciais de repouso instáveis e podem também agir como marca-passos sob algumas condições.

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