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#HARDTOPICS abdome agudo 01 O QUE CAI?# CONCEITOS.# Caso clínico de falso abdome agudo questionando hipótese; também há questões conceituais sobre dor abdominal e exames complementares. definição. dor abdominal que leva o paciente ao serviço de emergência e que necessita de tratamento clínico/cirúrgico, de origem não traumática. causa. pode ser de qualquer órgão peritoneal ou retroperitoneal, doença nova ou agudização de doença crônica. falso abdome agudo. dor de origem extra-abdominal ou aquelas que terão resolução espontânea sem intervenção: pneumonia, infarto, infecção urinária, herpes-zoster, cetoacidose diabética etc. SÍNDROMES.# abdome agudo inflamatório. apendicite aguda, pancreatite aguda, diverticulite aguda, colecistite aguda. abdome agudo obstrutivo. bridas e aderências, câncer colorretal, volvo de sigmoide, intussuscepção. abdome agudo perfurativo. úlcera péptica perfurada, perfuração por corpo estranho. abdome agudo vascular. embolia da artéria mesentérica inferior, isquemia não- oclusiva (vasoconstricção), trombose da artéria mesentérica inferior, trombose da veia mesentérica superior. abdome agudo hemorrágico. Gravidez ectópica rota, aneurismas rotos, cisto de ovário roto, tumores hepáticos rotos. DIAGNÓSTICO.# sintomas associados. náuseas e vômitos, febre, icterícia, hemorragia digestiva, hábito intestinal, queixas urinárias, atraso menstrual, tontura, leucorreia. caracterizar a dor. tipo, início, periodicidade, intensidade, irradiação, localização, fatores de melhora ou piora. dor parietal. pele e peritônio parietal, percebida no dermátomo correspondente à área que recebeu o estímulo, fibras mielinizadas e rápidas; a dor é localizada. dor visceral. distensão do peritônio visceral, fibras não mielinizadas e lentas, dor vaga e mal definida, na linha média com sinais autonômicos (hiporexia, náuseas, vômitos, redução da peristalse, febre). dor referida. Irritação do diafragma levando a dor no ombro; cálculo renal com dor na bolsa escrotal e grandes lábios. peritonite. diferenciar entre espontânea ou primária (monobacteriana, geralmente associada à cirrose, de tratamento clínico) e secundária (polimicrobiana, consequente a uma causa abdominal cirúrgica, de tratamento cirúrgico. antecedentes. doença crônica, cirurgia prévia, medicamentos, gravidez. #HARDTOPICS abdome agudo 02 exame físico. sinais de irritação peritoneal, descompressão brusca positiva, abdome em tábua e alguns sinais: Blumberg. dor à descompressão brusca no ponto de McBurney. Rovsing. compressão na fossa ilíaca esquerda com dor referida na fossa ilíaca direita. Psoas. dor abdominal com extensão da coxa sobre o quadrial em paciente em de decúbito lateral esquerdo. obturador. dor à rotação interna do quadril direito flexionado. Lenander. diferença de temperatura axilo-retal maior que 1º C. Jobert. perda da macicez hepática durante a percussão do hipocôndrio direito – sugere perfuração. Torres-Homem. dor à percussão do hipocôndrio direito (sugere abscesso hepático). Dunphy. dor à tosse durante a compressão da fossa ilíaca direita, ou dor à percussão da fossa ilíaca direita. CONDUTA.# definição. baseado na anamnese, exame físico, exames complementares temos que gerar as hipóteses! opções. operar ou não? observação com reavaliação seriada? videolaparoscopia? exames laboratoriais. devem ser direcionados para cada caso. podem ser úteis o hemograma, eletrólitos, função renal, urina, amilase, lipase, beta-hcg. radiografias no abdome agudo. tórax em PA e abdome em pé e deitado; são fundamentais para os casos de abdome agudo perfurativo e obstrutivo. ultrassonografia e tomografia. muito bons para quadros de abdome agudo inflamatório. situações especiais. idosos, crianças, gestantes, obesos, imunossuprimidos, desnutridos, quimioterapia, antibióticos. atenção. não devemos prescrever antibiótico para pacientes com dor abdominal sem ter certeza do diagnóstico, pois podemosmascarar umcaso cirúrgico. laparotomia exploradora. Ainda tem seu espaço; é melhor uma laparotomia branca que deixar passar lesão cirúrgica! atenção. descompressão brusca positiva quase sempre indicará conduta cirúrgica! #HARDTOPICS abdome agudo 01 O QUE CAI?# CONCEITOS.# Caso clínico de falso abdome agudo questionando hipótese; também há questões conceituais sobre dor abdominal e exames complementares. definição. dor abdominal que leva o paciente ao serviço de emergência e que necessita de tratamento clínico/cirúrgico, de origem não traumática. causa. pode ser de qualquer órgão peritoneal ou retroperitoneal, doença nova ou agudização de doença crônica. falso abdome agudo. dor de origem extra-abdominal ou aquelas que terão resolução espontânea sem intervenção: pneumonia, infarto, infecção urinária, herpes-zoster, cetoacidose diabética etc. SÍNDROMES.# abdome agudo inflamatório. apendicite aguda, pancreatite aguda, diverticulite aguda, colecistite aguda. abdome agudo obstrutivo. bridas e aderências, câncer colorretal, volvo de sigmoide, intussuscepção. abdome agudo perfurativo. úlcera péptica perfurada, perfuração por corpo estranho. abdome agudo vascular. embolia da artéria mesentérica inferior, isquemia não- oclusiva (vasoconstricção), trombose da artéria mesentérica inferior, trombose da veia mesentérica superior. abdome agudo hemorrágico. Gravidez ectópica rota, aneurismas rotos, cisto de ovário roto, tumores hepáticos rotos. DIAGNÓSTICO.# sintomas associados. náuseas e vômitos, febre, icterícia, hemorragia digestiva, hábito intestinal, queixas urinárias, atraso menstrual, tontura, leucorreia. caracterizar a dor. tipo, início, periodicidade, intensidade, irradiação, localização, fatores de melhora ou piora. dor parietal. pele e peritônio parietal, percebida no dermátomo correspondente à área que recebeu o estímulo, fibras mielinizadas e rápidas; a dor é localizada. dor visceral. distensão do peritônio visceral, fibras não mielinizadas e lentas, dor vaga e mal definida, na linha média com sinais autonômicos (hiporexia, náuseas, vômitos, redução da peristalse, febre). dor referida. Irritação do diafragma levando a dor no ombro; cálculo renal com dor na bolsa escrotal e grandes lábios. peritonite. diferenciar entre espontânea ou primária (monobacteriana, geralmente associada à cirrose, de tratamento clínico) e secundária (polimicrobiana, consequente a uma causa abdominal cirúrgica, de tratamento cirúrgico. antecedentes. doença crônica, cirurgia prévia, medicamentos, gravidez. #HARDTOPICS abdome agudo 02 exame físico. sinais de irritação peritoneal, descompressão brusca positiva, abdome em tábua e alguns sinais: Blumberg. dor à descompressão brusca no ponto de McBurney. Rovsing. compressão na fossa ilíaca esquerda com dor referida na fossa ilíaca direita. Psoas. dor abdominal com extensão da coxa sobre o quadrial em paciente em de decúbito lateral esquerdo. obturador. dor à rotação interna do quadril direito flexionado. Lenander. diferença de temperatura axilo-retal maior que 1º C. Jobert. perda da macicez hepática durante a percussão do hipocôndrio direito – sugere perfuração. Torres-Homem. dor à percussão do hipocôndrio direito (sugere abscesso hepático). Dunphy. dor à tosse durante a compressão da fossa ilíaca direita, ou dor à percussão da fossa ilíaca direita. CONDUTA.# definição. baseado na anamnese, exame físico, exames complementares temos que gerar as hipóteses! opções. operar ou não? observação com reavaliação seriada? videolaparoscopia? exames laboratoriais. devem ser direcionados para cada caso. podem ser úteis o hemograma, eletrólitos, função renal, urina, amilase, lipase, beta-hcg. radiografias no abdome agudo. tórax em PA e abdome em pé e deitado; são fundamentais para os casos de abdome agudo perfurativo e obstrutivo. ultrassonografia e tomografia. muito bons para quadros de abdome agudo inflamatório. situações especiais. idosos, crianças, gestantes, obesos, imunossuprimidos, desnutridos, quimioterapia, antibióticos. atenção. não devemos prescrever antibiótico para pacientes com dor abdominal sem tercerteza do diagnóstico, pois podemosmascarar umcaso cirúrgico. laparotomia exploradora. Ainda tem seu espaço; é melhor uma laparotomia branca que deixar passar lesão cirúrgica! atenção. descompressão brusca positiva quase sempre indicará conduta cirúrgica! Caso clínico com dor abdominal e choque hipovolêmico, questões de diagnóstico e conduta. #HARDTOPICS abdome agudo hemorrágico 01 O QUE CAI?# VISÃO GERAL.# o que é. presença de sangue livre na cavidade abdominal de origem não traumática. vamos lembrar que o trauma não faz parte do abdome agudo por conceito! DIAGNÓSTICO CLÍNICO.# quadro clínico. dor abdominal súbita, intensa e difusa. paciente chega rapidamente ao serviço de emergência com sinais precoces de choque hipovolêmico. choque grau 1. perda de até 750 ml, sem sintomas, repor apenas cristaloide. choque grau 2. perda de 750 ml a 1.500 ml, apresenta taquicardia sem hipotensão mantida, pode haver hipotensão postural, repor apenas cristaloide. choque grau 3. perda de 1.500 ml a 2.000 ml, apresenta hipotensão mantida, repor com cristaloide e concentrado de hemácias tipo específico. choque grau 4. perda de mais de 2.000 ml, regra dos 4 (perdeu mais de 40% da volemia, FC > 140, FR > 40), alteração de consciência, anúria, repor cristaloide e concentrado de hemácias (iniciar com tipo O negativo). atenção. não confundir com hemorragia digestiva, quando o sangue está dentro da luz do tubo digestivo. pegadinha. o tumor hepático que mais rompe é o adenoma (não o hemangioma)! ETIOLOGIAS.# gravidez ectópica rota. principal causa de abdome agudo hemorrágico! outras causas. cisto ovariano roto, aneurismas rotos, tumores hepáticos rotos. atenção. o aneurisma visceral mais comum é o aneurisma da artéria esplênica e pode romper durante a gestação (questão clássica)! atenção. é o abdome agudo que pode apresentar choque hipovolêmico na entrada! sinais de choque. taquicardia, hipotensão, palidez, oligúria, em graus variados. dor abdominal. dor difusa à palpação, pode haver sinais de peritonite, porém não costumam ser precoces, pois o sangue demora para irritar o peritônio. sinal de Lafontt. dor irradiada para o ombro, por irritação do nervo frênico. sinal de Kehr. dor irradiada para região infra-escapular, também por irritação do nervo frênico. ultrassonografia. ótimo exame para detectar líquido livre na cavidade! pode ser feito como o FAST, buscando líquido no espaço hepatorrenal (espaço de Morrison), esplenorrenal e na pelve. culdocentese. punção do fundo de saco posterior. é um procedimento invasivo que pode ser utilizado na ausência de ultrassom. beta-hcg. na suspeita de gravidez. hematócrito e hemoglobina. podem não ser fidedignos no início do quadro, mas podem ajudar em análises comparativas na dúvida diagnóstica. #HARDTOPICS abdome agudo hemorrágico 02 TRATAMENTO.# cirúrgico. laparotomia exploradora de emergência na maioria dos casos! tumores hepáticos rotos. cirurgia com ressecção hepática em paciente chocado tem alta mortalidade, por isso, tentamos realizar arteriografia com embolização inicialmente, e cirurgia eletiva após a estabilização. aneurismas rotos. tentativa de tratamento endovascular sempre que possível. Caso clínico com dor abdominal e choque hipovolêmico, questões de diagnóstico e conduta. #HARDTOPICS abdome agudo hemorrágico 01 O QUE CAI?# VISÃO GERAL.# o que é. presença de sangue livre na cavidade abdominal de origem não traumática. vamos lembrar que o trauma não faz parte do abdome agudo por conceito! DIAGNÓSTICO CLÍNICO.# quadro clínico. dor abdominal súbita, intensa e difusa. paciente chega rapidamente ao serviço de emergência com sinais precoces de choque hipovolêmico. choque grau 1. perda de até 750 ml, sem sintomas, repor apenas cristaloide. choque grau 2. perda de 750 ml a 1.500 ml, apresenta taquicardia sem hipotensão mantida, pode haver hipotensão postural, repor apenas cristaloide. choque grau 3. perda de 1.500 ml a 2.000 ml, apresenta hipotensão mantida, repor com cristaloide e concentrado de hemácias tipo específico. choque grau 4. perda de mais de 2.000 ml, regra dos 4 (perdeu mais de 40% da volemia, FC > 140, FR > 40), alteração de consciência, anúria, repor cristaloide e concentrado de hemácias (iniciar com tipo O negativo). atenção. não confundir com hemorragia digestiva, quando o sangue está dentro da luz do tubo digestivo. pegadinha. o tumor hepático que mais rompe é o adenoma (não o hemangioma)! ETIOLOGIAS.# gravidez ectópica rota. principal causa de abdome agudo hemorrágico! outras causas. cisto ovariano roto, aneurismas rotos, tumores hepáticos rotos. atenção. o aneurisma visceral mais comum é o aneurisma da artéria esplênica e pode romper durante a gestação (questão clássica)! atenção. é o abdome agudo que pode apresentar choque hipovolêmico na entrada! sinais de choque. taquicardia, hipotensão, palidez, oligúria, em graus variados. dor abdominal. dor difusa à palpação, pode haver sinais de peritonite, porém não costumam ser precoces, pois o sangue demora para irritar o peritônio. sinal de Lafontt. dor irradiada para o ombro, por irritação do nervo frênico. sinal de Kehr. dor irradiada para região infra-escapular, também por irritação do nervo frênico. ultrassonografia. ótimo exame para detectar líquido livre na cavidade! pode ser feito como o FAST, buscando líquido no espaço hepatorrenal (espaço de Morrison), esplenorrenal e na pelve. culdocentese. punção do fundo de saco posterior. é um procedimento invasivo que pode ser utilizado na ausência de ultrassom. beta-hcg. na suspeita de gravidez. hematócrito e hemoglobina. podem não ser fidedignos no início do quadro, mas podem ajudar em análises comparativas na dúvida diagnóstica. #HARDTOPICS abdome agudo hemorrágico 02 TRATAMENTO.# cirúrgico. laparotomia exploradora de emergência na maioria dos casos! tumores hepáticos rotos. cirurgia com ressecção hepática em paciente chocado tem alta mortalidade, por isso, tentamos realizar arteriografia com embolização inicialmente, e cirurgia eletiva após a estabilização. aneurismas rotos. tentativa de tratamento endovascular sempre que possível. Caso clínico com dor abdominal e choque hipovolêmico, questões de diagnóstico e conduta. #HARDTOPICS abdome agudo hemorrágico 01 O QUE CAI?# VISÃO GERAL.# o que é. presença de sangue livre na cavidade abdominal de origem não traumática. vamos lembrar que o trauma não faz parte do abdome agudo por conceito! DIAGNÓSTICO CLÍNICO.# quadro clínico. dor abdominal súbita, intensa e difusa. paciente chega rapidamente ao serviço de emergência com sinais precoces de choque hipovolêmico. choque grau 1. perda de até 750 ml, sem sintomas, repor apenas cristaloide. choque grau 2. perda de 750 ml a 1.500 ml, apresenta taquicardia sem hipotensão mantida, pode haver hipotensão postural, repor apenas cristaloide. choque grau 3. perda de 1.500 ml a 2.000 ml, apresenta hipotensão mantida, repor com cristaloide e concentrado de hemácias tipo específico. choque grau 4. perda de mais de 2.000 ml, regra dos 4 (perdeu mais de 40% da volemia, FC > 140, FR > 40), alteração de consciência, anúria, repor cristaloide e concentrado de hemácias (iniciar com tipo O negativo). atenção. não confundir com hemorragia digestiva, quando o sangue está dentro da luz do tubo digestivo. pegadinha. o tumor hepático que mais rompe é o adenoma (não o hemangioma)! ETIOLOGIAS.# gravidez ectópica rota. principal causa de abdome agudo hemorrágico! outras causas. cisto ovariano roto, aneurismas rotos, tumores hepáticos rotos. atenção. o aneurisma visceral mais comum é o aneurisma da artéria esplênica e pode romper durante a gestação (questão clássica)! atenção. é o abdome agudo que pode apresentar choque hipovolêmico na entrada! sinais de choque. taquicardia, hipotensão, palidez, oligúria, em graus variados. dor abdominal. dor difusa à palpação, pode haver sinais de peritonite, porém não costumam ser precoces, pois o sangue demora para irritar o peritônio. sinal de Lafontt. dor irradiada para o ombro, por irritação do nervo frênico.sinal de Kehr. dor irradiada para região infra-escapular, também por irritação do nervo frênico. ultrassonografia. ótimo exame para detectar líquido livre na cavidade! pode ser feito como o FAST, buscando líquido no espaço hepatorrenal (espaço de Morrison), esplenorrenal e na pelve. culdocentese. punção do fundo de saco posterior. é um procedimento invasivo que pode ser utilizado na ausência de ultrassom. beta-hcg. na suspeita de gravidez. hematócrito e hemoglobina. podem não ser fidedignos no início do quadro, mas podem ajudar em análises comparativas na dúvida diagnóstica. #HARDTOPICS abdome agudo hemorrágico 02 TRATAMENTO.# cirúrgico. laparotomia exploradora de emergência na maioria dos casos! tumores hepáticos rotos. cirurgia com ressecção hepática em paciente chocado tem alta mortalidade, por isso, tentamos realizar arteriografia com embolização inicialmente, e cirurgia eletiva após a estabilização. aneurismas rotos. tentativa de tratamento endovascular sempre que possível. #HARDTOPICS abdome agudo obstrutivo 01 O QUE CAI?# ETIOLOGIAS.# Caso clínico de obstrução intestinal solicitando conduta, muitas vezes com interpretação de imagem. causa mais comum. bridas ou aderências. atenção. para pensar em brida precisa haver cirurgia prévia e costuma obstruir o intestino delgado. outras causas. neoplasia colorretal (mais comum quando não tem cirurgia prévia); volvo de sigmoide; hérnias encarceradas; intussuscepção (em crianças); bezoares; estenoses inflamatórias. quadro clínico. dor tipo cólica, intermitente, náuseas, vômitos, parada de eliminação de gases e fezes, sinais de desidratação. distensão abdominal, hipertimpanismo à percussão, RHA aumentados e metálicos no início e silêncio abdominal posterior. toque retal é fundamental! DIAGNÓSTICO.# obstrução alta. vômitos precoces, parada de eliminação de gases e fezes tardia, menos distensão abdominal, pode haver alcalose metabólica (pelos vômitos). obstrução baixa. parada de eliminação de gases e fezes precoces, vômitos tardios (pode haver vômito fecaloide), mais distensão abdominal, pode haver acidose metabólica. padrão fisiopatológico. mecânica x funcional (íleo paralítico). obstrução alta x baixa. a referência é a válvula ileocecal. diarreia paradoxal. pode estar presente (eliminação rápida de fezes distais ao ponto de obstrução, pela intensa onda peristáltica). sinais de sofrimento de alça. dor contínua, intensa, taquicardia, taquipneia, leucocitose, peritonite, sangue no toque retal. obstrução simples x complicada. na simples não há isquemia; na complicada há. obstrução parcial x completa. na completa não passa nada; na parcial há suboclusão. obstrução em alça fechada. dois pontos diferentes de obstrução causando um mecanismo de válvula (só entram secreção entérica e fezes, não refluem), podendo levar a perfuração do ceco. Um exemplo é o tumor de cólon esquerdo com válvula ileocecal competente! CLASSIFICAÇÕES.# imagem. radiografia de abdome deitado traz muitas informações. obstrução de delgado. presença de níveis hidroaéreos escalonados, edema de parede de alças e empilhamento de moedas (pelas válvulas coniventes em 360° do delgado). obstrução de cólon. grande distensão na moldura do cólon, não forma empilhamento de moedas (presença de haustrações que não são em 360°). #HARDTOPICS abdome agudo obstrutivo 02 TRATAMENTO.# cirurgia imediata. em caso de peritonite e obstrução em alça fechada! obstrução por bridas sem peritonite. tentar primeiro tratamento clínico. quadro clínico. obstrução baixa (parada de eliminação de gases e fezes precoces e vômitos tardios, grande distensão abdominal). VOLVO DE SIGMOIDE.# sonda nasogástrica aberta. hidratação, analgesia, correção de eletrólitos, controle de diurese e reavaliações seriadas. não resolveu? caso o quadro obstrutivo não se resolva em 24 a 48h a cirurgia será indicada. imagem. sinal de Frimann-Dahl, do “grão de café” ou do “U invertido”. conduta. depende da presença de peritonite. causas mecânicas comprovadas como hérnias e tumores. cirurgia. Geralmente relacionado ao megacólon. com peritonite. laparotomia exploradora. conduta. descompressão endoscópica (colonoscopia ou retossigmoidoscopia rígida). #HARDTOPICS abdome agudo obstrutivo 01 O QUE CAI?# ETIOLOGIAS.# Caso clínico de obstrução intestinal solicitando conduta, muitas vezes com interpretação de imagem. causa mais comum. bridas ou aderências. atenção. para pensar em brida precisa haver cirurgia prévia e costuma obstruir o intestino delgado. outras causas. neoplasia colorretal (mais comum quando não tem cirurgia prévia); volvo de sigmoide; hérnias encarceradas; intussuscepção (em crianças); bezoares; estenoses inflamatórias. quadro clínico. dor tipo cólica, intermitente, náuseas, vômitos, parada de eliminação de gases e fezes, sinais de desidratação. distensão abdominal, hipertimpanismo à percussão, RHA aumentados e metálicos no início e silêncio abdominal posterior. toque retal é fundamental! DIAGNÓSTICO.# obstrução alta. vômitos precoces, parada de eliminação de gases e fezes tardia, menos distensão abdominal, pode haver alcalose metabólica (pelos vômitos). obstrução baixa. parada de eliminação de gases e fezes precoces, vômitos tardios (pode haver vômito fecaloide), mais distensão abdominal, pode haver acidose metabólica. padrão fisiopatológico. mecânica x funcional (íleo paralítico). obstrução alta x baixa. a referência é a válvula ileocecal. diarreia paradoxal. pode estar presente (eliminação rápida de fezes distais ao ponto de obstrução, pela intensa onda peristáltica). sinais de sofrimento de alça. dor contínua, intensa, taquicardia, taquipneia, leucocitose, peritonite, sangue no toque retal. obstrução simples x complicada. na simples não há isquemia; na complicada há. obstrução parcial x completa. na completa não passa nada; na parcial há suboclusão. obstrução em alça fechada. dois pontos diferentes de obstrução causando um mecanismo de válvula (só entram secreção entérica e fezes, não refluem), podendo levar a perfuração do ceco. Um exemplo é o tumor de cólon esquerdo com válvula ileocecal competente! CLASSIFICAÇÕES.# imagem. radiografia de abdome deitado traz muitas informações. obstrução de delgado. presença de níveis hidroaéreos escalonados, edema de parede de alças e empilhamento de moedas (pelas válvulas coniventes em 360° do delgado). obstrução de cólon. grande distensão na moldura do cólon, não forma empilhamento de moedas (presença de haustrações que não são em 360°). #HARDTOPICS abdome agudo obstrutivo 02 TRATAMENTO.# cirurgia imediata. em caso de peritonite e obstrução em alça fechada! obstrução por bridas sem peritonite. tentar primeiro tratamento clínico. quadro clínico. obstrução baixa (parada de eliminação de gases e fezes precoces e vômitos tardios, grande distensão abdominal). VOLVO DE SIGMOIDE.# sonda nasogástrica aberta. hidratação, analgesia, correção de eletrólitos, controle de diurese e reavaliações seriadas. não resolveu? caso o quadro obstrutivo não se resolva em 24 a 48h a cirurgia será indicada. imagem. sinal de Frimann-Dahl, do “grão de café” ou do “U invertido”. conduta. depende da presença de peritonite. causas mecânicas comprovadas como hérnias e tumores. cirurgia. Geralmente relacionado ao megacólon. com peritonite. laparotomia exploradora. conduta. descompressão endoscópica (colonoscopia ou retossigmoidoscopia rígida). #HARDTOPICS abdome agudo obstrutivo 01 O QUE CAI?# ETIOLOGIAS.# Caso clínico de obstrução intestinal solicitando conduta, muitas vezes com interpretação de imagem. causa mais comum. bridas ou aderências. atenção. para pensar em brida precisa haver cirurgia prévia e costuma obstruir o intestino delgado. outras causas. neoplasia colorretal (mais comum quando não tem cirurgia prévia); volvo de sigmoide; hérnias encarceradas; intussuscepção (em crianças); bezoares; estenoses inflamatórias. quadro clínico. dor tipo cólica, intermitente, náuseas, vômitos, parada de eliminação de gases e fezes, sinais de desidratação. distensãoabdominal, hipertimpanismo à percussão, RHA aumentados e metálicos no início e silêncio abdominal posterior. toque retal é fundamental! DIAGNÓSTICO.# obstrução alta. vômitos precoces, parada de eliminação de gases e fezes tardia, menos distensão abdominal, pode haver alcalose metabólica (pelos vômitos). obstrução baixa. parada de eliminação de gases e fezes precoces, vômitos tardios (pode haver vômito fecaloide), mais distensão abdominal, pode haver acidose metabólica. padrão fisiopatológico. mecânica x funcional (íleo paralítico). obstrução alta x baixa. a referência é a válvula ileocecal. diarreia paradoxal. pode estar presente (eliminação rápida de fezes distais ao ponto de obstrução, pela intensa onda peristáltica). sinais de sofrimento de alça. dor contínua, intensa, taquicardia, taquipneia, leucocitose, peritonite, sangue no toque retal. obstrução simples x complicada. na simples não há isquemia; na complicada há. obstrução parcial x completa. na completa não passa nada; na parcial há suboclusão. obstrução em alça fechada. dois pontos diferentes de obstrução causando um mecanismo de válvula (só entram secreção entérica e fezes, não refluem), podendo levar a perfuração do ceco. Um exemplo é o tumor de cólon esquerdo com válvula ileocecal competente! CLASSIFICAÇÕES.# imagem. radiografia de abdome deitado traz muitas informações. obstrução de delgado. presença de níveis hidroaéreos escalonados, edema de parede de alças e empilhamento de moedas (pelas válvulas coniventes em 360° do delgado). obstrução de cólon. grande distensão na moldura do cólon, não forma empilhamento de moedas (presença de haustrações que não são em 360°). #HARDTOPICS abdome agudo obstrutivo 02 TRATAMENTO.# cirurgia imediata. em caso de peritonite e obstrução em alça fechada! obstrução por bridas sem peritonite. tentar primeiro tratamento clínico. quadro clínico. obstrução baixa (parada de eliminação de gases e fezes precoces e vômitos tardios, grande distensão abdominal). VOLVO DE SIGMOIDE.# sonda nasogástrica aberta. hidratação, analgesia, correção de eletrólitos, controle de diurese e reavaliações seriadas. não resolveu? caso o quadro obstrutivo não se resolva em 24 a 48h a cirurgia será indicada. imagem. sinal de Frimann-Dahl, do “grão de café” ou do “U invertido”. conduta. depende da presença de peritonite. causas mecânicas comprovadas como hérnias e tumores. cirurgia. Geralmente relacionado ao megacólon. com peritonite. laparotomia exploradora. conduta. descompressão endoscópica (colonoscopia ou retossigmoidoscopia rígida). #HARDTOPICS abdome agudo perfurativo 01 O QUE CAI?# ETIOLOGIAS.# Caso com dor abdominal intensa e radiografia com pneumoperitônio; questionam o achado da radiografia ou a conduta que será a laparotomia exploradora. É uma perfuração de víscera oca. úlcera péptica perfurada (mais comum). outras: perfuração por corpo estranho, perfuração por complicações em doença inflamatória intestinal (megacólon tóxico). TRATAMENTO.# quadro clínico. dor abdominal súbita, intensa e difusa (paciente chega rápido na emergência). sinal de Jobert. perda da macicez hepática durante a percussão no HCD. sinais precoces de peritonite. descompressão brusca positiva, abdome em tábua. posição antálgica. paciente imóvel, posição fetal. DIAGNÓSTICO.# radiografia de tórax em PA. presença de pneumoperitônio (visto nas cúpulas diafragmáticas) com o paciente em pé. é isso mesmo, o ar no abdome é visto na radiografia de tórax! radiografia de abdome em decúbito lateral esquerdo com raios horizontais. quando não consegue ficar em pé, observa-se o pneumoperitônio na porção mais alta da radiografia. sinal de Rigler. é a visualização de parede da alça intestinal pela presença de gás dentro e fora da alça, causando um contorno visível na radiografia de abdome. é um sinal indireto de pneumoperitônio. CLÍNICA.# IMAGEM.# atenção. cuidado com o falso pneumoperitônio, quando uma alça intestinal distendida se posiciona entre o fígado e o diafragma dando a falsa impressão de pneumoperitônio. é o sinal de Chilaiditi e não é necessária nenhuma conduta, é apenas um achado anatômico. É cirúrgico de emergência. sutura (ulcerorrafia). debridar as bordas da úlcera e suturar. patch de Graham. cobertura da sutura com epíplon para melhor sustentação dos pontos. manobra do “borracheiro”. coloca-se soro na cavidade abdominal e injeta-se ar pela sonda nasogástrica; caso haja algum orifício haverá borbulhamento de ar. tratamento da úlcera. inibidor de bomba de prótons + erradicação do H. pylori. atenção. pode ser necessária a gastrectomia com ressecção da úlcera em caso de suspeita de neoplasia, intratabilidade clínica ou impossibilidade de sutura. #HARDTOPICS abdome agudo perfurativo 01 O QUE CAI?# ETIOLOGIAS.# Caso com dor abdominal intensa e radiografia com pneumoperitônio; questionam o achado da radiografia ou a conduta que será a laparotomia exploradora. É uma perfuração de víscera oca. úlcera péptica perfurada (mais comum). outras: perfuração por corpo estranho, perfuração por complicações em doença inflamatória intestinal (megacólon tóxico). TRATAMENTO.# quadro clínico. dor abdominal súbita, intensa e difusa (paciente chega rápido na emergência). sinal de Jobert. perda da macicez hepática durante a percussão no HCD. sinais precoces de peritonite. descompressão brusca positiva, abdome em tábua. posição antálgica. paciente imóvel, posição fetal. DIAGNÓSTICO.# radiografia de tórax em PA. presença de pneumoperitônio (visto nas cúpulas diafragmáticas) com o paciente em pé. é isso mesmo, o ar no abdome é visto na radiografia de tórax! radiografia de abdome em decúbito lateral esquerdo com raios horizontais. quando não consegue ficar em pé, observa-se o pneumoperitônio na porção mais alta da radiografia. sinal de Rigler. é a visualização de parede da alça intestinal pela presença de gás dentro e fora da alça, causando um contorno visível na radiografia de abdome. é um sinal indireto de pneumoperitônio. CLÍNICA.# IMAGEM.# atenção. cuidado com o falso pneumoperitônio, quando uma alça intestinal distendida se posiciona entre o fígado e o diafragma dando a falsa impressão de pneumoperitônio. é o sinal de Chilaiditi e não é necessária nenhuma conduta, é apenas um achado anatômico. É cirúrgico de emergência. sutura (ulcerorrafia). debridar as bordas da úlcera e suturar. patch de Graham. cobertura da sutura com epíplon para melhor sustentação dos pontos. manobra do “borracheiro”. coloca-se soro na cavidade abdominal e injeta-se ar pela sonda nasogástrica; caso haja algum orifício haverá borbulhamento de ar. tratamento da úlcera. inibidor de bomba de prótons + erradicação do H. pylori. atenção. pode ser necessária a gastrectomia com ressecção da úlcera em caso de suspeita de neoplasia, intratabilidade clínica ou impossibilidade de sutura. #HARDTOPICS abdome agudo perfurativo 01 O QUE CAI?# ETIOLOGIAS.# Caso com dor abdominal intensa e radiografia com pneumoperitônio; questionam o achado da radiografia ou a conduta que será a laparotomia exploradora. É uma perfuração de víscera oca. úlcera péptica perfurada (mais comum). outras: perfuração por corpo estranho, perfuração por complicações em doença inflamatória intestinal (megacólon tóxico). TRATAMENTO.# quadro clínico. dor abdominal súbita, intensa e difusa (paciente chega rápido na emergência). sinal de Jobert. perda da macicez hepática durante a percussão no HCD. sinais precoces de peritonite. descompressão brusca positiva, abdome em tábua. posição antálgica. paciente imóvel, posição fetal. DIAGNÓSTICO.# radiografia de tórax em PA. presença de pneumoperitônio (visto nas cúpulas diafragmáticas) com o paciente em pé. é isso mesmo, o ar no abdome é visto na radiografia de tórax! radiografia de abdome em decúbito lateral esquerdo com raios horizontais. quando não consegue ficar em pé, observa-se o pneumoperitônio na porção mais alta da radiografia. sinal de Rigler. é a visualização de parede da alça intestinal pela presença de gás dentro e fora da alça,causando um contorno visível na radiografia de abdome. é um sinal indireto de pneumoperitônio. CLÍNICA.# IMAGEM.# atenção. cuidado com o falso pneumoperitônio, quando uma alça intestinal distendida se posiciona entre o fígado e o diafragma dando a falsa impressão de pneumoperitônio. é o sinal de Chilaiditi e não é necessária nenhuma conduta, é apenas um achado anatômico. É cirúrgico de emergência. sutura (ulcerorrafia). debridar as bordas da úlcera e suturar. patch de Graham. cobertura da sutura com epíplon para melhor sustentação dos pontos. manobra do “borracheiro”. coloca-se soro na cavidade abdominal e injeta-se ar pela sonda nasogástrica; caso haja algum orifício haverá borbulhamento de ar. tratamento da úlcera. inibidor de bomba de prótons + erradicação do H. pylori. atenção. pode ser necessária a gastrectomia com ressecção da úlcera em caso de suspeita de neoplasia, intratabilidade clínica ou impossibilidade de sutura. #HARDTOPICS abdome agudo vascular 01 O QUE CAI?# O QUE É?# Caso clínico com desproporção entre a clínica e exame físico para diagnóstico e conduta. Obstrução aguda do fluxo sanguíneo intestinal, podendo levar à isquemia aguda com necrose e perfuração. FATORES DE RISCO.# exame físico. mau estado geral, agitação, taquicardia, taquipneia, hipotensão, sudorese, desidratação, baixa saturação de oxigênio. abdome distendido, doloroso à palpação difusamente, porém sem sinais de peritonite no início do quadro. toque retal pode apresentar fezes amolecidas com sangue escurecido (geleia de framboesa), por isquemia e descamação da mucosa. variados. idade avançada, diabetes, tabagismo, doença vascular arterial crônica, história prévia de angina mesentérica (claudicação abdominal), cardiopatia, arritmias (fibrilação atrial), valvulopatias, IAM prévio, desidratação grave, uso de drogas vasoativas, uso de drogas ilícitas que causam vasoconstrição, hepatopatia crônica. embolia da artéria mesentérica superior. mais comum! êmbolo vem do coração, cardiopatas, pacientes com arritmias (fibrilação atrial). isquemia não oclusiva (vasoconstricção). pacientes em terapia intensiva, com drogas vasoativas; desidratação grave; usuário de drogas. trombose da artéria mesentérica superior. pacientes com doença aterosclerótica, formação do trombo direto na artéria mesentérica superior. trombose da veia mesentérica superior. pacientes com dificuldade de fluxo na veia porta, hepatopatas. quadro mais arrastado, pode haver dor e diarreia. quadro clínico. dor súbita intensa e difusa, tipo isquêmica, o paciente chega rápido ao PS. pode haver náuseas e vômitos, parada de eliminação de gases e fezes, distensão abdominal. atenção. abdome agudo vascular significa uma isquemia aguda, com dor intensa e que necessita de uma intervenção! diferente de uma isquemia crônica, que chamamos de angina mesentérica (dor pós-prandial por baixo fluxo sanguíneo intestinal). ETIOLOGIA# atenção. cuidado com a pegadinha! trombose venosa profunda não causa abdome agudo vascular pois o êmbolo vai para o pulmão! o êmbolo do abdome agudo vascular vem do coração! DIAGNÓSTICO.# atenção. pacientes muito queixosos, em mal estado geral, porém sem peritonite no início, é a clássica desproporção entre a clínica e o exame físico presente no abdome agudo vascular! #HARDTOPICS abdome agudo vascular 02 exames laboratoriais. os principais achados são uma leucocitose intensa com desvio a esquerda e acidose metabólica com aumento de lactato. radiografia de abdome. dados indiretos como a pneumatose intestinal (pontos de ar na parede das alças) e impressões digitiformes, sinais de isquemia. pode haver gás dentro do sistema porta (aeroportograma), sinal de quadro isquêmico grave. tomografia de abdome com contraste venoso. pode mostrar pontos de obstrução nos vasos mesentéricos. sinais indiretos como edema de alças, espessamento do meso, impressões digitiformes e aeroportogramas. TRATAMENTO.# paciente sem peritonite. realizar arteriografia com intenção diagnóstica e terapêutica. tentativa de reperfusão do intestino. embolia arterial. pode ser tentada a embolectomia. isquemia não-oclusiva. pode ser utilizada a papaverina local (vasodilatador). trombose arterial. tentativa de revascularização, trombectomia, stent. trombose venosa. anticoaguação sistêmica. angiotomografia. boa acurácia para identificar pontos de obstrução nos vasos mesentéricos, é um exame não invasivo, porém é apenas diagnóstico e não terapêutico. arteriografia mesentérica. é um exame invasivo, porém tem a vantagem de poder ser diagnóstico e terapêutico. atenção. só podemos tentar revascularizar alças intestinais que não apresentam necrose, caso contrário teremos a grave síndrome de isquemia e reperfusão! paciente com peritonite. laparotomia exploradora para ressecção das áreas necróticas. atenção. avaliação de viabilidade da alça intestinal no intra-operatório. cor, temperatura, pulso, sangramento, peristalse. em caso de dúvida, realizamos um “second look”, uma reoperação programada após 24 a 48h para reavaliação das alças intestinais. #HARDTOPICS abdome agudo vascular 01 O QUE CAI?# O QUE É?# Caso clínico com desproporção entre a clínica e exame físico para diagnóstico e conduta. Obstrução aguda do fluxo sanguíneo intestinal, podendo levar à isquemia aguda com necrose e perfuração. FATORES DE RISCO.# exame físico. mau estado geral, agitação, taquicardia, taquipneia, hipotensão, sudorese, desidratação, baixa saturação de oxigênio. abdome distendido, doloroso à palpação difusamente, porém sem sinais de peritonite no início do quadro. toque retal pode apresentar fezes amolecidas com sangue escurecido (geleia de framboesa), por isquemia e descamação da mucosa. variados. idade avançada, diabetes, tabagismo, doença vascular arterial crônica, história prévia de angina mesentérica (claudicação abdominal), cardiopatia, arritmias (fibrilação atrial), valvulopatias, IAM prévio, desidratação grave, uso de drogas vasoativas, uso de drogas ilícitas que causam vasoconstrição, hepatopatia crônica. embolia da artéria mesentérica superior. mais comum! êmbolo vem do coração, cardiopatas, pacientes com arritmias (fibrilação atrial). isquemia não oclusiva (vasoconstricção). pacientes em terapia intensiva, com drogas vasoativas; desidratação grave; usuário de drogas. trombose da artéria mesentérica superior. pacientes com doença aterosclerótica, formação do trombo direto na artéria mesentérica superior. trombose da veia mesentérica superior. pacientes com dificuldade de fluxo na veia porta, hepatopatas. quadro mais arrastado, pode haver dor e diarreia. quadro clínico. dor súbita intensa e difusa, tipo isquêmica, o paciente chega rápido ao PS. pode haver náuseas e vômitos, parada de eliminação de gases e fezes, distensão abdominal. atenção. abdome agudo vascular significa uma isquemia aguda, com dor intensa e que necessita de uma intervenção! diferente de uma isquemia crônica, que chamamos de angina mesentérica (dor pós-prandial por baixo fluxo sanguíneo intestinal). ETIOLOGIA# atenção. cuidado com a pegadinha! trombose venosa profunda não causa abdome agudo vascular pois o êmbolo vai para o pulmão! o êmbolo do abdome agudo vascular vem do coração! DIAGNÓSTICO.# atenção. pacientes muito queixosos, em mal estado geral, porém sem peritonite no início, é a clássica desproporção entre a clínica e o exame físico presente no abdome agudo vascular! #HARDTOPICS abdome agudo vascular 02 exames laboratoriais. os principais achados são uma leucocitose intensa com desvio a esquerda e acidose metabólica com aumento de lactato. radiografia de abdome. dados indiretos como a pneumatose intestinal (pontos de ar na parede das alças) e impressões digitiformes, sinais de isquemia. pode haver gás dentro do sistema porta (aeroportograma), sinal de quadro isquêmico grave. tomografia de abdome com contraste venoso. pode mostrar pontos de obstrução nos vasos mesentéricos. sinais indiretos como edema de alças, espessamento do meso, impressões digitiformes e aeroportogramas. TRATAMENTO.#paciente sem peritonite. realizar arteriografia com intenção diagnóstica e terapêutica. tentativa de reperfusão do intestino. embolia arterial. pode ser tentada a embolectomia. isquemia não-oclusiva. pode ser utilizada a papaverina local (vasodilatador). trombose arterial. tentativa de revascularização, trombectomia, stent. trombose venosa. anticoaguação sistêmica. angiotomografia. boa acurácia para identificar pontos de obstrução nos vasos mesentéricos, é um exame não invasivo, porém é apenas diagnóstico e não terapêutico. arteriografia mesentérica. é um exame invasivo, porém tem a vantagem de poder ser diagnóstico e terapêutico. atenção. só podemos tentar revascularizar alças intestinais que não apresentam necrose, caso contrário teremos a grave síndrome de isquemia e reperfusão! paciente com peritonite. laparotomia exploradora para ressecção das áreas necróticas. atenção. avaliação de viabilidade da alça intestinal no intra-operatório. cor, temperatura, pulso, sangramento, peristalse. em caso de dúvida, realizamos um “second look”, uma reoperação programada após 24 a 48h para reavaliação das alças intestinais. #HARDTOPICS abdome agudo vascular 01 O QUE CAI?# O QUE É?# Caso clínico com desproporção entre a clínica e exame físico para diagnóstico e conduta. Obstrução aguda do fluxo sanguíneo intestinal, podendo levar à isquemia aguda com necrose e perfuração. FATORES DE RISCO.# exame físico. mau estado geral, agitação, taquicardia, taquipneia, hipotensão, sudorese, desidratação, baixa saturação de oxigênio. abdome distendido, doloroso à palpação difusamente, porém sem sinais de peritonite no início do quadro. toque retal pode apresentar fezes amolecidas com sangue escurecido (geleia de framboesa), por isquemia e descamação da mucosa. variados. idade avançada, diabetes, tabagismo, doença vascular arterial crônica, história prévia de angina mesentérica (claudicação abdominal), cardiopatia, arritmias (fibrilação atrial), valvulopatias, IAM prévio, desidratação grave, uso de drogas vasoativas, uso de drogas ilícitas que causam vasoconstrição, hepatopatia crônica. embolia da artéria mesentérica superior. mais comum! êmbolo vem do coração, cardiopatas, pacientes com arritmias (fibrilação atrial). isquemia não oclusiva (vasoconstricção). pacientes em terapia intensiva, com drogas vasoativas; desidratação grave; usuário de drogas. trombose da artéria mesentérica superior. pacientes com doença aterosclerótica, formação do trombo direto na artéria mesentérica superior. trombose da veia mesentérica superior. pacientes com dificuldade de fluxo na veia porta, hepatopatas. quadro mais arrastado, pode haver dor e diarreia. quadro clínico. dor súbita intensa e difusa, tipo isquêmica, o paciente chega rápido ao PS. pode haver náuseas e vômitos, parada de eliminação de gases e fezes, distensão abdominal. atenção. abdome agudo vascular significa uma isquemia aguda, com dor intensa e que necessita de uma intervenção! diferente de uma isquemia crônica, que chamamos de angina mesentérica (dor pós-prandial por baixo fluxo sanguíneo intestinal). ETIOLOGIA# atenção. cuidado com a pegadinha! trombose venosa profunda não causa abdome agudo vascular pois o êmbolo vai para o pulmão! o êmbolo do abdome agudo vascular vem do coração! DIAGNÓSTICO.# atenção. pacientes muito queixosos, em mal estado geral, porém sem peritonite no início, é a clássica desproporção entre a clínica e o exame físico presente no abdome agudo vascular! #HARDTOPICS abdome agudo vascular 02 exames laboratoriais. os principais achados são uma leucocitose intensa com desvio a esquerda e acidose metabólica com aumento de lactato. radiografia de abdome. dados indiretos como a pneumatose intestinal (pontos de ar na parede das alças) e impressões digitiformes, sinais de isquemia. pode haver gás dentro do sistema porta (aeroportograma), sinal de quadro isquêmico grave. tomografia de abdome com contraste venoso. pode mostrar pontos de obstrução nos vasos mesentéricos. sinais indiretos como edema de alças, espessamento do meso, impressões digitiformes e aeroportogramas. TRATAMENTO.# paciente sem peritonite. realizar arteriografia com intenção diagnóstica e terapêutica. tentativa de reperfusão do intestino. embolia arterial. pode ser tentada a embolectomia. isquemia não-oclusiva. pode ser utilizada a papaverina local (vasodilatador). trombose arterial. tentativa de revascularização, trombectomia, stent. trombose venosa. anticoaguação sistêmica. angiotomografia. boa acurácia para identificar pontos de obstrução nos vasos mesentéricos, é um exame não invasivo, porém é apenas diagnóstico e não terapêutico. arteriografia mesentérica. é um exame invasivo, porém tem a vantagem de poder ser diagnóstico e terapêutico. atenção. só podemos tentar revascularizar alças intestinais que não apresentam necrose, caso contrário teremos a grave síndrome de isquemia e reperfusão! paciente com peritonite. laparotomia exploradora para ressecção das áreas necróticas. atenção. avaliação de viabilidade da alça intestinal no intra-operatório. cor, temperatura, pulso, sangramento, peristalse. em caso de dúvida, realizamos um “second look”, uma reoperação programada após 24 a 48h para reavaliação das alças intestinais. #HARDTOPICS abdome agudo 01 O QUE CAI?# CONCEITOS.# Caso clínico de falso abdome agudo questionando hipótese; também há questões conceituais sobre dor abdominal e exames complementares. definição. dor abdominal que leva o paciente ao serviço de emergência e que necessita de tratamento clínico/cirúrgico, de origem não traumática. causa. pode ser de qualquer órgão peritoneal ou retroperitoneal, doença nova ou agudização de doença crônica. falso abdome agudo. dor de origem extra-abdominal ou aquelas que terão resolução espontânea sem intervenção: pneumonia, infarto, infecção urinária, herpes-zoster, cetoacidose diabética etc. SÍNDROMES.# abdome agudo inflamatório. apendicite aguda, pancreatite aguda, diverticulite aguda, colecistite aguda. abdome agudo obstrutivo. bridas e aderências, câncer colorretal, volvo de sigmoide, intussuscepção. abdome agudo perfurativo. úlcera péptica perfurada, perfuração por corpo estranho. abdome agudo vascular. embolia da artéria mesentérica inferior, isquemia não- oclusiva (vasoconstricção), trombose da artéria mesentérica inferior, trombose da veia mesentérica superior. abdome agudo hemorrágico. Gravidez ectópica rota, aneurismas rotos, cisto de ovário roto, tumores hepáticos rotos. DIAGNÓSTICO.# sintomas associados. náuseas e vômitos, febre, icterícia, hemorragia digestiva, hábito intestinal, queixas urinárias, atraso menstrual, tontura, leucorreia. caracterizar a dor. tipo, início, periodicidade, intensidade, irradiação, localização, fatores de melhora ou piora. dor parietal. pele e peritônio parietal, percebida no dermátomo correspondente à área que recebeu o estímulo, fibras mielinizadas e rápidas; a dor é localizada. dor visceral. distensão do peritônio visceral, fibras não mielinizadas e lentas, dor vaga e mal definida, na linha média com sinais autonômicos (hiporexia, náuseas, vômitos, redução da peristalse, febre). dor referida. Irritação do diafragma levando a dor no ombro; cálculo renal com dor na bolsa escrotal e grandes lábios. peritonite. diferenciar entre espontânea ou primária (monobacteriana, geralmente associada à cirrose, de tratamento clínico) e secundária (polimicrobiana, consequente a uma causa abdominal cirúrgica, de tratamento cirúrgico. antecedentes. doença crônica, cirurgia prévia, medicamentos, gravidez. #HARDTOPICS abdome agudo 02 exame físico. sinais de irritação peritoneal, descompressão brusca positiva, abdome em tábua e alguns sinais: Blumberg. dor à descompressão brusca no ponto de McBurney. Rovsing. compressão na fossa ilíaca esquerda com dor referida na fossa ilíaca direita. Psoas. dor abdominal com extensão da coxa sobre o quadrial em paciente em de decúbito lateral esquerdo. obturador. dor à rotação interna do quadril direito flexionado. Lenander. diferençade temperatura axilo-retal maior que 1º C. Jobert. perda da macicez hepática durante a percussão do hipocôndrio direito – sugere perfuração. Torres-Homem. dor à percussão do hipocôndrio direito (sugere abscesso hepático). Dunphy. dor à tosse durante a compressão da fossa ilíaca direita, ou dor à percussão da fossa ilíaca direita. CONDUTA.# definição. baseado na anamnese, exame físico, exames complementares temos que gerar as hipóteses! opções. operar ou não? observação com reavaliação seriada? videolaparoscopia? exames laboratoriais. devem ser direcionados para cada caso. podem ser úteis o hemograma, eletrólitos, função renal, urina, amilase, lipase, beta-hcg. radiografias no abdome agudo. tórax em PA e abdome em pé e deitado; são fundamentais para os casos de abdome agudo perfurativo e obstrutivo. ultrassonografia e tomografia. muito bons para quadros de abdome agudo inflamatório. situações especiais. idosos, crianças, gestantes, obesos, imunossuprimidos, desnutridos, quimioterapia, antibióticos. atenção. não devemos prescrever antibiótico para pacientes com dor abdominal sem ter certeza do diagnóstico, pois podemosmascarar umcaso cirúrgico. laparotomia exploradora. Ainda tem seu espaço; é melhor uma laparotomia branca que deixar passar lesão cirúrgica! atenção. descompressão brusca positiva quase sempre indicará conduta cirúrgica! #HARDTOPICS medicina legal 01 O QUE CAI?# MORTE NATURAL SEM ASSISTÊNCIA MÉDICA# preenchimento da declaração de óbito. nas localidades com Serviço de Verificação de Óbitos (SVO). a declaração deverá ser fornecida pelos médicos do SVO. nas localidades sem SVO. a declaração deverá ser fornecida pelos médicos do serviço público de saúde mais próximo do local onde ocorreu o evento e, na sua ausência, por qualquer médico da localidade. DECLARAÇÃO DE ÓBITO.# documento-base do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde (SIM/MS). a emissão da declaração de óbito é um ato médico, segundo a legislação do país. portanto, ocorrida uma morte, o médico tem a obrigação legal de constatar e atestar o óbito. MORTE NATURAL COM ASSISTÊNCIA MÉDICA# assistente. a declaração de óbito deverá ser fornecida, sempre que possível, pelo médico que vinha prestando assistência ao paciente. paciente internado. deverá ser fornecida pelo médico assistente e, na sua falta, por médico substituto pertencente à instituição. paciente em tratamento ambulatorial. deverá ser fornecida por médico designado pela instituição que prestava assistência, ou pelo SVO. paciente em tratamento domiciliar. a declaração de óbito do paciente em tratamento sob regime domiciliar (Programa Saúde da Família, internação domiciliar e outros) deverá ser fornecida pelo médico pertencente ao programa ao qual o paciente estava cadastrado, ou pelo SVO, caso o médico não consiga correlacionar o óbito com o quadro clínico concernente ao acompanhamento do paciente. MORTE FETAL# assistência à mãe. os médicos que prestaram assistência à mãe ficam obrigados a fornecer a declaração de óbito quando a gestação tem duração ≥ 20 semanas ou o feto tem peso corpóreo ≥ 500g e/ou estatura ≥ 25cm. MORTES VIOLENTAS OU NÃO NATURAIS# serviço médico-legal. declaração de óbito deverá ser fornecida pelos serviços médico-legais. nas localidades onde existir apenas 1 médico, este é o responsável pelo fornecimento da declaração de óbito. CAUSAS DE MORTE# o que é. todas as doenças, estados mórbidos ou lesões que produziram a morte, ou que contribuíram para ela, e as circunstâncias do acidente ou da violência que provocou essas lesões. CAUSA-BASE DE MORTE# o que é. doença ou lesão que iniciou a cadeia de acontecimentos patológicos que conduziram diretamente à morte ou as circunstâncias do acidente ou a violência que causou a lesão fatal. #HARDTOPICS medicina legal 02 NASCIMENTO VIVO# CONDIÇÕES E CAUSAS DO ÓBITO# o que é. expulsão ou extração completa do corpo da mãe, independente da duração da gravidez, de um produto de concepção que, depois da separação, respire ou apresente qualquer outro sinal de vida, como batimentos do coração, pulsações do cordão umbilical ou movimentos efetivos dos músculos de contração voluntária, estando ou não cortado o cordão umbilical e desprendida a placenta. considera-se cada produto de um nascimento que reúna essas condições uma criança viva; parte I. subdividida em 4 itens (“a”, “b”, “c” e “d”) e seu preenchimento deve seguir uma ordem lógica e cronológica dos acontecimentos sofridos pelo paciente, iniciando-se pela causa terminal ou imediata e terminando com causa-base. esta deve ser colocada em último lugar, ou seja, deve ser o último item da parte I. antecedendo a causa-base, são colocados os outros eventos (“devido a ou como consequência de”), até chegar à causa terminal ou imediata. parte II. deve ser usada para informar outras condições significativas que interferiram no curso do processo mórbido, chamadas de causas contribuintes ou contributórias. ÓBITO FETAL# o que é. morte de um produto de concepção, antes da expulsão ou da extração completa do corpo da mãe, independente da duração da gravidez; indica o óbito quando o feto, depois da separação, não respira nem apresenta nenhum outro sinal de vida, como batimentos do coração, pulsações do cordão umbilical ou movimentos efetivos dos músculos de contração voluntária; ÓBITO NEONATAL# o que é. começa no nascimento e termina após 28 dias completos depois do nascimento. as mortes neonatais, entre nascidos vivos durante os primeiros 28 dias, podem ser subdivididas em neonatais precoces, que ocorrem durante os primeiros 7 dias de vida, e neonatais tardias, que ocorrem após o 7º dia, mas antes dos 28 dias completos. Diferenças entre leite de vaca integral e leite humano; as provas também adoram as contraindicações ao aleitamento. #HARDTOPICS aleitamento materno 01 O QUE CAI?# leite materno. maior concentração de proteínas do soro, que são de fácil digestão. predomínio da alfalactoalbumina, lactoferrina, lisozima e imunoglobulinas (A, M e G). LEITE MATERNO VS LEITE DE VACA NÃO MODIFICADO (INTEGRAL). # TÉCNICA.# posicionamento. avaliado pela “regra dos 4 As”. Alinhada. cabeça e tronco alinhados. Apoiada. corpo voltado para a mão – barriga com barriga. Aproximada. face e tronco o mais próximo possível da mãe. na Altura. boca voltada para a mama e o nariz na altura dos mamilos. Todo recém-nascido (RN) a termo e saudável possui reflexos para iniciar a mamada na 1ª hora de vida (é o momento ideal). Para avaliação da técnica de amamentação é preciso observar o posicionamento e a pega. pega adequada. mão materna apoiando a mama em formato de C, a boca da criança com o lábio inferior evertido (voltado para fora), a aréola é mais visível acima da boca da criança que abaixo, as bochechas permanecem arredondadas (não encovadas) e o queixo deve tocar a mama. atenção. pega inadequada pode ocorrer por formato de mamilo (invertido, plano ou pouco retrátil), freio lingual curto, uso de mamadeiras/chupetas/bicos e/ou ingurgitamento das mamas. atenção. posicionamento e pega incorretos podem levar a complicações como fissuras, mastite, abscesso e, por consequência, desmame precoce. PROTEÍNAS.# leite de vaca integral. possui três vezes mais proteínas e uma concentração maior de caseína, em relação às proteínas do soro. predomínio de betalactoglobulina (responsável pela alergia alimentar). leite materno. rico em lactose, os oligossacarídeos do leite materno (como fator bífido) alteram o pH intestinal e formam uma microbiota de supressão (impede o crescimento de patógenos). os prebióticos (carboidratos não digeríveis) têm quantidade suficiente. CARBOIDRATOS.# leite de vaca integral. deficiente em prebióticos e oligossacarídeos, porém com praticamente a mesma quantidade de calorias que o leite materno. #HARDTOPICS aleitamento materno 02 leite materno. os lipídios são cerca de metade das calorias (predomínio de triglicerídeos) e estão cobertos de lipase - ativada no trato digestório. há ácidos graxos poli-insaturados de cadeialonga (ARA e DHA) e essenciais (linolênico e linoleico), primordiais para o neurodesenvolvimento nos primeiros anos de vida. O teor de gordura é maior no leite maduro, no final da mamada e no final do dia. GORDURAS.# leite de vaca integral. teores baixos de ácidos graxos essenciais e não tem lipase. leite materno. quantidade pequena, mas a biodisponibilidade é melhor. ZINCO E FERRO.# leite de vaca integral. absorção deficitária e há excesso de minerais como sódio, cloro, potássio, cálcio e fósforo. pelo recém-nascido. fenilcetonúria, doença hereditária decorrente da ausência ou diminuição da atividade da enzima fenilalanina hidroxilase (transforma fenilalanina em tirosina). CONTRAINDICAÇÕES.# ABSOLUTAS OU PERMANENTES.# pela mãe. são variadas. pelo recém-nascido. galactosemia, doença hereditária decorrente da ausência ou diminuição da atividade da enzima galactose-1-fosfato uridiltransferase. pela mãe. infeção pelo HIV, HTLV-1 e/ou HTLV-2. RELATIVAS OU TEMPORÁRIAS.# psicose puerperal. contraindica até que a mãe consiga cuidar do filho. doença de Chagas. na fase aguda ou se for identificado sangramento mamilar. fármacos. até que o tratamento se encerre: antineoplásicos, radiofármacos como o iodo radioativo, sais de ouro e amiodarona. abscesso mamário. até que se realize drenagem e se inicie antibioticoterapia. atenção. hepatites B e C são contraindicações falsas. na hepatite B deve ser administrada imunoglobulina e vacina no RN, emgruposmusculares diferentes. na hepatite C suspender a amamentação se houver sangramento, devendo ser conversado com amãe sobre riscos e benefícios. atenção. em casos de tuberculose bacilífera com menos de 2 semanas de tratamento, a mãe deve usar máscara ou oferecer leite ordenhado. se já estiver em tratamento hámais de 2 semanas não há necessidade de usar máscara. atenção. emcaso de hanseníase, amamentar comuso demáscara. COLETA E ARMAZENAMENTO.# extração e coleta. pode ser feito em casa ou no trabalho, em um frasco de vidro com tampa de plástico (fervido por 15 minutos). utilização e armazenamento. a utilização segue a “regra DDD”. até Duas horas. em ar ambiente. até Doze horas. na geladeira (1ª prateleira). até Duas semanas. no congelador ou freezer. Diferenças entre leite de vaca integral e leite humano; as provas também adoram as contraindicações ao aleitamento. #HARDTOPICS aleitamento materno 01 O QUE CAI?# leite materno. maior concentração de proteínas do soro, que são de fácil digestão. predomínio da alfalactoalbumina, lactoferrina, lisozima e imunoglobulinas (A, M e G). LEITE MATERNO VS LEITE DE VACA NÃO MODIFICADO (INTEGRAL). # TÉCNICA.# posicionamento. avaliado pela “regra dos 4 As”. Alinhada. cabeça e tronco alinhados. Apoiada. corpo voltado para a mão – barriga com barriga. Aproximada. face e tronco o mais próximo possível da mãe. na Altura. boca voltada para a mama e o nariz na altura dos mamilos. Todo recém-nascido (RN) a termo e saudável possui reflexos para iniciar a mamada na 1ª hora de vida (é o momento ideal). Para avaliação da técnica de amamentação é preciso observar o posicionamento e a pega. pega adequada. mão materna apoiando a mama em formato de C, a boca da criança com o lábio inferior evertido (voltado para fora), a aréola é mais visível acima da boca da criança que abaixo, as bochechas permanecem arredondadas (não encovadas) e o queixo deve tocar a mama. atenção. pega inadequada pode ocorrer por formato de mamilo (invertido, plano ou pouco retrátil), freio lingual curto, uso de mamadeiras/chupetas/bicos e/ou ingurgitamento das mamas. atenção. posicionamento e pega incorretos podem levar a complicações como fissuras, mastite, abscesso e, por consequência, desmame precoce. PROTEÍNAS.# leite de vaca integral. possui três vezes mais proteínas e uma concentração maior de caseína, em relação às proteínas do soro. predomínio de betalactoglobulina (responsável pela alergia alimentar). leite materno. rico em lactose, os oligossacarídeos do leite materno (como fator bífido) alteram o pH intestinal e formam uma microbiota de supressão (impede o crescimento de patógenos). os prebióticos (carboidratos não digeríveis) têm quantidade suficiente. CARBOIDRATOS.# leite de vaca integral. deficiente em prebióticos e oligossacarídeos, porém com praticamente a mesma quantidade de calorias que o leite materno. #HARDTOPICS aleitamento materno 02 leite materno. os lipídios são cerca de metade das calorias (predomínio de triglicerídeos) e estão cobertos de lipase - ativada no trato digestório. há ácidos graxos poli-insaturados de cadeia longa (ARA e DHA) e essenciais (linolênico e linoleico), primordiais para o neurodesenvolvimento nos primeiros anos de vida. O teor de gordura é maior no leite maduro, no final da mamada e no final do dia. GORDURAS.# leite de vaca integral. teores baixos de ácidos graxos essenciais e não tem lipase. leite materno. quantidade pequena, mas a biodisponibilidade é melhor. ZINCO E FERRO.# leite de vaca integral. absorção deficitária e há excesso de minerais como sódio, cloro, potássio, cálcio e fósforo. pelo recém-nascido. fenilcetonúria, doença hereditária decorrente da ausência ou diminuição da atividade da enzima fenilalanina hidroxilase (transforma fenilalanina em tirosina). CONTRAINDICAÇÕES.# ABSOLUTAS OU PERMANENTES.# pela mãe. são variadas. pelo recém-nascido. galactosemia, doença hereditária decorrente da ausência ou diminuição da atividade da enzima galactose-1-fosfato uridiltransferase. pela mãe. infeção pelo HIV, HTLV-1 e/ou HTLV-2. RELATIVAS OU TEMPORÁRIAS.# psicose puerperal. contraindica até que a mãe consiga cuidar do filho. doença de Chagas. na fase aguda ou se for identificado sangramento mamilar. fármacos. até que o tratamento se encerre: antineoplásicos, radiofármacos como o iodo radioativo, sais de ouro e amiodarona. abscesso mamário. até que se realize drenagem e se inicie antibioticoterapia. atenção. hepatites B e C são contraindicações falsas. na hepatite B deve ser administrada imunoglobulina e vacina no RN, emgruposmusculares diferentes. na hepatite C suspender a amamentação se houver sangramento, devendo ser conversado com amãe sobre riscos e benefícios. atenção. em casos de tuberculose bacilífera com menos de 2 semanas de tratamento, a mãe deve usar máscara ou oferecer leite ordenhado. se já estiver em tratamento hámais de 2 semanas não há necessidade de usar máscara. atenção. emcaso de hanseníase, amamentar comuso demáscara. COLETA E ARMAZENAMENTO.# extração e coleta. pode ser feito em casa ou no trabalho, em um frasco de vidro com tampa de plástico (fervido por 15 minutos). utilização e armazenamento. a utilização segue a “regra DDD”. até Duas horas. em ar ambiente. até Doze horas. na geladeira (1ª prateleira). até Duas semanas. no congelador ou freezer. Diferenças entre leite de vaca integral e leite humano; as provas também adoram as contraindicações ao aleitamento. #HARDTOPICS aleitamento materno 01 O QUE CAI?# leite materno. maior concentração de proteínas do soro, que são de fácil digestão. predomínio da alfalactoalbumina, lactoferrina, lisozima e imunoglobulinas (A, M e G). LEITE MATERNO VS LEITE DE VACA NÃO MODIFICADO (INTEGRAL). # TÉCNICA.# posicionamento. avaliado pela “regra dos 4 As”. Alinhada. cabeça e tronco alinhados. Apoiada. corpo voltado para a mão – barriga com barriga. Aproximada. face e tronco o mais próximo possível da mãe. na Altura. boca voltada para a mama e o nariz na altura dos mamilos. Todo recém-nascido (RN) a termo e saudável possui reflexos para iniciar a mamada na 1ª hora de vida (é o momento ideal). Para avaliação da técnica de amamentação é preciso observar o posicionamento e a pega. pega adequada. mão materna apoiando a mama em formato de C, a boca da criança com o lábio inferior evertido (voltado para fora), a aréola é mais visível acima da boca da criança que abaixo, as bochechas permanecem arredondadas (não encovadas) e o queixo deve tocar a mama. atenção. pega inadequada pode ocorrer por formato de mamilo(invertido, plano ou pouco retrátil), freio lingual curto, uso de mamadeiras/chupetas/bicos e/ou ingurgitamento das mamas. atenção. posicionamento e pega incorretos podem levar a complicações como fissuras, mastite, abscesso e, por consequência, desmame precoce. PROTEÍNAS.# leite de vaca integral. possui três vezes mais proteínas e uma concentração maior de caseína, em relação às proteínas do soro. predomínio de betalactoglobulina (responsável pela alergia alimentar). leite materno. rico em lactose, os oligossacarídeos do leite materno (como fator bífido) alteram o pH intestinal e formam uma microbiota de supressão (impede o crescimento de patógenos). os prebióticos (carboidratos não digeríveis) têm quantidade suficiente. CARBOIDRATOS.# leite de vaca integral. deficiente em prebióticos e oligossacarídeos, porém com praticamente a mesma quantidade de calorias que o leite materno. #HARDTOPICS aleitamento materno 02 leite materno. os lipídios são cerca de metade das calorias (predomínio de triglicerídeos) e estão cobertos de lipase - ativada no trato digestório. há ácidos graxos poli-insaturados de cadeia longa (ARA e DHA) e essenciais (linolênico e linoleico), primordiais para o neurodesenvolvimento nos primeiros anos de vida. O teor de gordura é maior no leite maduro, no final da mamada e no final do dia. GORDURAS.# leite de vaca integral. teores baixos de ácidos graxos essenciais e não tem lipase. leite materno. quantidade pequena, mas a biodisponibilidade é melhor. ZINCO E FERRO.# leite de vaca integral. absorção deficitária e há excesso de minerais como sódio, cloro, potássio, cálcio e fósforo. pelo recém-nascido. fenilcetonúria, doença hereditária decorrente da ausência ou diminuição da atividade da enzima fenilalanina hidroxilase (transforma fenilalanina em tirosina). CONTRAINDICAÇÕES.# ABSOLUTAS OU PERMANENTES.# pela mãe. são variadas. pelo recém-nascido. galactosemia, doença hereditária decorrente da ausência ou diminuição da atividade da enzima galactose-1-fosfato uridiltransferase. pela mãe. infeção pelo HIV, HTLV-1 e/ou HTLV-2. RELATIVAS OU TEMPORÁRIAS.# psicose puerperal. contraindica até que a mãe consiga cuidar do filho. doença de Chagas. na fase aguda ou se for identificado sangramento mamilar. fármacos. até que o tratamento se encerre: antineoplásicos, radiofármacos como o iodo radioativo, sais de ouro e amiodarona. abscesso mamário. até que se realize drenagem e se inicie antibioticoterapia. atenção. hepatites B e C são contraindicações falsas. na hepatite B deve ser administrada imunoglobulina e vacina no RN, emgruposmusculares diferentes. na hepatite C suspender a amamentação se houver sangramento, devendo ser conversado com amãe sobre riscos e benefícios. atenção. em casos de tuberculose bacilífera com menos de 2 semanas de tratamento, a mãe deve usar máscara ou oferecer leite ordenhado. se já estiver em tratamento hámais de 2 semanas não há necessidade de usar máscara. atenção. emcaso de hanseníase, amamentar comuso demáscara. COLETA E ARMAZENAMENTO.# extração e coleta. pode ser feito em casa ou no trabalho, em um frasco de vidro com tampa de plástico (fervido por 15 minutos). utilização e armazenamento. a utilização segue a “regra DDD”. até Duas horas. em ar ambiente. até Doze horas. na geladeira (1ª prateleira). até Duas semanas. no congelador ou freezer. amenorreia primária (síndromes) e amenorreia secundária (investigação). #HARDTOPICS amenorreia 01 O QUE CAI?# GERAL.# definição. ausência ou cessação anormal da menstruação de forma temporária ou definitiva durante o período reprodutivo. amenorreia fisiológica. decorrente de situações naturais como gravidez e lactação. falsa amenorreia. menstruações ocorrem, porém o fluxo não se exterioriza por obstrução canalicular como o hímen imperfurado, septo vaginal, ficando o material menstrual retido nessa obstrução. amenorreia primária. ausência de menstruação espontânea aos 14 anos em pacientes sem caracteres sexuais secundários ou aos 16 anos naquelas com desenvolvimento normal dos caracteres sexuais secundários. amenorreia secundária. ausência de menstruação por pelo menos 6 meses em mulheres com ciclos irregulares ou por um período equivalente a 3 ciclos menstruais em pacientes que anteriormente menstruavam de forma regular. cromossomo Y. determina a diferenciação das gônadas primitivas em testículos; na sua ausência, ocorrerá sempre diferenciação em ovários. ductos de Muller. genitália interna feminina. ductos de Wolff. genitália interna masculina. testosterona. desenvolvimento da genitália para diferenciação masculina. formação dos testículos. produção de testosterona que irá promover o desenvolvimento dos canais de Wolff que formarão o epidídimo, o canal deferente e a vesícula seminal. há também a produção do hormônio anti-mülleriano (FIM - fator inibidor de Muller), o qual impede o desenvolvimento dos ductos de Muller, determinando a atrofia dos mesmos. ausência do cromossomo Y, ausência de testosterona e do FIM . os ductos de Wolff não se desenvolvem, entram em atrofia e dão lugar ao desenvolvimento dos ductos de Muller, com a formação das trompas, do útero e dos 2/3 superiores da vagina. não há secreção hormonal por parte do ovário para que ocorra a diferenciação no sentido feminino, ela ocorre naturalmente. genitália externa. forma-se a partir do tubérculo genital, seio urogenital e dobras lábio-escrotais; na presença de testosterona (endógena ou exógena), originarão, respectivamente, pênis, escroto e uretra peniana; na ausência de testosterona, ocorrerá, respectivamente, a formação do clitóris, lábios vulvares, uretra e terço inferior da vagina. DESENVOLVIMENTO DA GENITÁLIA INTERNA E EXTERNA.# CARACTERES SEXUAIS SECUNDÁRIOS E REGULARIZAÇÃO DOS CICLOS MENSTRUAIS. # amadurecimento do SNC (menina). hipotálamo libera GnRH e estimula hipófise a produzir FSH e LH. Hormônios agem nos ovários e estimulam desenvolvimento dos folículos primordiais, com produção de androgênios e estrogênios. produção estrogênica ovariana. desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários. #HARDTOPICS amenorreia 02 após amadurecimento corporal. os níveis hormonais são capazes de estimular o endométrio, ocorrendo a primeira menstruação. maturidade do eixo hipotálamo-hipófise-ovário. ciclos ovulatórios e regularidade da menstruação. hiperplasia congênita da suprarrenal. na forma clássica, os fetos do sexo feminino estão expostos in utero a níveis elevados de androgênios o que resulta em virilização e ambiguidade genital externa ao nascimento. síndrome de Kallman. combinação de hipogonadismo hipogonadotrófico e anosmia, sendo causa mais comum de deficiência isolada de gonadotrofinas. as meninas podem apresentar infantilismo, atraso da menarca ou irregularidades menstruais. síndrome de Turner. perda parcial ou completa do cromossomo X. fenotipicamente existem caracteres sexuais femininos e desenvolvimento puberal ausente ou retardado. insensibilidade completa aos androgênios (síndrome de Morris). mutação do receptor de androgênios no cromossomo X; cariótipo 46,XY. fenotipicamente há amenorreia primária, desenvolvimento mamário normal e ausência de pilosidade corporal. há ausência das estruturas müllerianas que regridem por influência do hormônio anti-mülleriano; assim como as de Wolff, que não se desenvolvem na ausência de receptores funcionantes para androgênios. desenvolvimento mamário. aromatização testosterona em estrogênios pelos testículos (intra-abdominais ou no canal inguinal). síndrome de Swyer. disgenesia gonadal XY. fenótipo normal com genitais externos femininos; genitália interna com gônadas em fita. Tipicamente mais altas quando comparadas com as meninas do mesmo grupo etário. síndrome de Rokitansky-Küster-Hauser. vagina sólida até seu quinto inferior, útero rudimentar em forma de cordões bicornes ou ainda normal, porém sem conduto ao intróito, trompas hipoplásicas e genitália externa feminina. a função ovariana e o cariótipo feminino são normais. síndrome de Savage. amenorreia e desenvolvimentoincipiente de características sexuais secundárias; cariótipo normal, altas concentrações das gonadotrofinas, folículos são insensíveis à estimulação hormonal. DESVIOS DO DESENVOLVIMENTO SEXUAL.# AMENORREIA SECUNDÁRIA.# exame físico. exame da pele em busca de sinais de hiperandrogenismo (hirsutismo, acne), acantose nigricans (hiperinsulinemia), sinais de deficiência estrogênica (pele fina, atrofia urogenital), galactorreia, medidas de peso e altura (sobrepeso/ obesidade) e exame da tireoide. teste de gravidez. descartar a gestação é o primeiro passo na avaliação laboratorial. dosagem de prolactina. secreção de prolactina pode ser transitoriamente elevada pelo estresse, alimentação ou medicamentos (metoclopramida, verapamil, risperidona, clorpromazina, haloperidol. valores acima de 100 ng/mL sugerem prolactinoma. #HARDTOPICS amenorreia 03 teste de progestogênio. 10mg de acetato de medroxiprogesterona (ou equivalente) uma vez ao dia, durante 7 a 10 dias. teste positivo. presença de sangramento dentro de 2 a 7 dias do hormônio. existem níveis adequados de estrogênios endógenos para proliferar o endométrio; as gonadotrofinas estimulam o funcionamento ovariano e o trato genital é permeável. quadro de anovulação crônica. teste negativo. realizar teste de estrogênio e progestogênio com 17 beta- estradiol 2,0 mg por 21 dias e adição de 10 mg de acetato de medroxiprogesterona nos últimos 10 dias. teste negativo. causa da amenorreia é uterina (síndrome de Asherman). teste positivo. integridade endometrial e hipoestrogenismo. dosar gonadotrofinas.: níveis elevados de FSH = insuficiência ovariana; níveis baixos de FSH = alteração hipofisária ou hipotalâmica, ou seja, hipogonadismo hipogonadotrófico. apresentação clínica e tratamento. #HARDTOPICS 01 O QUE CAI?# FARINGOAMIGDALITES.# agentes. enterovírus (Coxsackie, echovírus) influenza A e B, adenovírus, rinovírus, parainfluenza, vírus sincicial respiratório, vírus Epstein-Barr, Streptococcus pyogenes do grupo A. manifestações clínicas. dor de garganta, febre alta, prostração, náuseas, vômitos, dor abdominal, linfonodomegalia cervical dolorosa, hiperemia, hipertrofia e exsudato em tonsilas. atenção. petéquias em palato costumam surgir nos quadros causados por agente bacteriano. no entanto, coriza, lacrimejamento, tosse, obstrução nasal e diarreia sugerem etiologia viral. diagnóstico. para evitar a utilização desnecessária de antibióticos deve-se realizar o teste rápido para detecção do antígeno estreptocócico (sensibilidade entre 70% e 90%; especificidade: 90%). para o diagnóstico definitivo da faringoamigdalite estreptocócica deve-se realizar a cultura de material obtido de swab faríngeo, que é o exame considerado padrão-ouro (sensibilidade e especificidade superiores a 90%). tratamento. os principais objetivos são: impedir a transmissão (após 24 horas do início do antimicrobiano), diminuir o tempo de doença e evitar as complicações supurativas (abscesso peritonsilar, linfadenopatia supurativa cervical, rinosinusite, otite média, abscesso retrofaríngeo) e as não supurativas (febre reumática – se iniciado até 9 dias de início dos sintomas). atenção. o tratamento adequado não reduz ocorrência de glomerulonefrite pós- estreptocócica. opções terapêuticas. na faringoamigdalite bacteriana as opções de tratamento são a penicilina G benzatina (intramuscular, dose única) e a amoxicilina (oral, por 10 dias). nas faringoamigdalites virais o tratamento é de suporte com sintomáticos. atenção. faringoamigdalite, linfadenopatia e febre, frequentemente, associada a esplenomegalia e/ou hepatomegalia caracterizam a mononucleose infecciosa. a é comum linfocitose com atipia (em geral, acima de 10% da contagem total). a pesquisa de anticorpos heterófilos e testes para o capsídeo viral do Epstein-Barr são métodos laboratoriais que podem ser usados. amigdalite e laringite atenção. vesículas na cavidade oral associadas a febre, recusa alimentar, dor de garganta, erupção pápulo vesicular em mãos e pés caracterizam a síndrome mão- pé-boca – doença causada sobretudo pelo vírus coxsackie A16 e EV71. cuidado. em tempos da pandemia de COVID -19 a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda a oroscopia em criança apenas quando for considerada determinante e essencial para o diagnóstico clínico. SÍNDROME DE CRUPE.# LARINGITE VIRAL.# agentes. parainfluenza (1, 2 e 3), adenovírus, rinovírus, influenza A e B e vírus sincicial respiratório. #HARDTOPICS amigdalite e laringite 02 manifestações. é a causa mais frequente de estridor nos atendimentos de PS. após um quadro de resfriado comum, a criança apresenta rouquidão, tosse ladrante e estridor inspiratório. embora a sintomatologia possa persistir por 4 a 5 dias, a maioria dos casos tem boa evolução. atenção. o diagnóstico é baseado no quadro clínico, porém na radiografia cervical pode ser observado um estreitamento subglótico denominado sinal da ponta do lápis ou da torre de igreja. tratamento. depende da gravidade. TRAQUEÍTE BACTERIANA.# agentes. principal: S aureus, outros: S pneumoniae, S pyogenes, Moraxella catarrhalis, Klebsiela pneumoniae, H influenzae. manifestações clínicas. quadro grave. febre alta, disfonia, estridor, sinais de insuficiência respiratória (taquipneia, tiragens, retração de fúrcula, cianose), exsudato mucopurulento e membranas dentro da traqueia. tratamento. intubação, internação em UTI, iniciar antibioticoterapia (por exemplo: cefalosporina de terceira geração). SUPRAGLOTITE.# agentes. Haemophilus influenzae tipo B, Streptococcus viridans, S. pyogenes, S. aureus,Moraxella catarralis. manifestações clínicas. quadro grave. toxemia, hiperemia e aumento da epiglote e/ou das estruturas supraglóticas, disfagia, ansiedade adotando a chamada posição de tripé, mas sem rouquidão nem tosse ladrante. atenção. o diagnóstico é baseado no quadro clínico, porém na radiografia cervical pode ser observado a epiglote em dedo de luva ou sinal do polegar. tratamento. intubação, considerar a internação em UTI, iniciar antibioticoterapia (por exemplo: cefalosporina de terceira geração). LARINGITE ESTRIDULOSA.# manifestações clínicas. de provável causa alérgica, no crupe espasmódico a criança com estado de saúde normal subitamente apresenta tosse metálica e estridor inspiratório, que tende a desaparecer em poucas horas. frequentemente a sintomatologia surge horas após a criança adormecer. tratamento. a remissão da sintomatologia pode ser espontânea e assim como no crupe viral regride com o uso de epinefrina (inalatória) e da dexametasona (oral). leve (ausência de estridor em repouso). corticoide. moderado (estridor inspiratório e tiragens em repouso). epinefrina inalatória + corticoide. grave (como alteração do nível de consciência). considerar intubação, internação em UTI, além da conduta dos casos moderados. apresentação clínica e tratamento. #HARDTOPICS 01 O QUE CAI?# FARINGOAMIGDALITES.# agentes. enterovírus (Coxsackie, echovírus) influenza A e B, adenovírus, rinovírus, parainfluenza, vírus sincicial respiratório, vírus Epstein-Barr, Streptococcus pyogenes do grupo A. manifestações clínicas. dor de garganta, febre alta, prostração, náuseas, vômitos, dor abdominal, linfonodomegalia cervical dolorosa, hiperemia, hipertrofia e exsudato em tonsilas. atenção. petéquias em palato costumam surgir nos quadros causados por agente bacteriano. no entanto, coriza, lacrimejamento, tosse, obstrução nasal e diarreia sugerem etiologia viral. diagnóstico. para evitar a utilização desnecessária de antibióticos deve-se realizar o teste rápido para detecção do antígeno estreptocócico (sensibilidade entre 70% e 90%; especificidade: 90%). para o diagnóstico definitivo da faringoamigdalite estreptocócica deve-se realizar a cultura de material obtido de swab faríngeo, que é o exame considerado padrão-ouro (sensibilidade e especificidade superiores a 90%). tratamento. os principais objetivos são: impedir a transmissão (após 24 horas do início do antimicrobiano), diminuir o tempo de doença e evitar as complicações supurativas (abscessoperitonsilar, linfadenopatia supurativa cervical, rinosinusite, otite média, abscesso retrofaríngeo) e as não supurativas (febre reumática – se iniciado até 9 dias de início dos sintomas). atenção. o tratamento adequado não reduz ocorrência de glomerulonefrite pós- estreptocócica. opções terapêuticas. na faringoamigdalite bacteriana as opções de tratamento são a penicilina G benzatina (intramuscular, dose única) e a amoxicilina (oral, por 10 dias). nas faringoamigdalites virais o tratamento é de suporte com sintomáticos. atenção. faringoamigdalite, linfadenopatia e febre, frequentemente, associada a esplenomegalia e/ou hepatomegalia caracterizam a mononucleose infecciosa. a é comum linfocitose com atipia (em geral, acima de 10% da contagem total). a pesquisa de anticorpos heterófilos e testes para o capsídeo viral do Epstein-Barr são métodos laboratoriais que podem ser usados. amigdalite e laringite atenção. vesículas na cavidade oral associadas a febre, recusa alimentar, dor de garganta, erupção pápulo vesicular em mãos e pés caracterizam a síndrome mão- pé-boca – doença causada sobretudo pelo vírus coxsackie A16 e EV71. cuidado. em tempos da pandemia de COVID -19 a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda a oroscopia em criança apenas quando for considerada determinante e essencial para o diagnóstico clínico. SÍNDROME DE CRUPE.# LARINGITE VIRAL.# agentes. parainfluenza (1, 2 e 3), adenovírus, rinovírus, influenza A e B e vírus sincicial respiratório. #HARDTOPICS amigdalite e laringite 02 manifestações. é a causa mais frequente de estridor nos atendimentos de PS. após um quadro de resfriado comum, a criança apresenta rouquidão, tosse ladrante e estridor inspiratório. embora a sintomatologia possa persistir por 4 a 5 dias, a maioria dos casos tem boa evolução. atenção. o diagnóstico é baseado no quadro clínico, porém na radiografia cervical pode ser observado um estreitamento subglótico denominado sinal da ponta do lápis ou da torre de igreja. tratamento. depende da gravidade. TRAQUEÍTE BACTERIANA.# agentes. principal: S aureus, outros: S pneumoniae, S pyogenes, Moraxella catarrhalis, Klebsiela pneumoniae, H influenzae. manifestações clínicas. quadro grave. febre alta, disfonia, estridor, sinais de insuficiência respiratória (taquipneia, tiragens, retração de fúrcula, cianose), exsudato mucopurulento e membranas dentro da traqueia. tratamento. intubação, internação em UTI, iniciar antibioticoterapia (por exemplo: cefalosporina de terceira geração). SUPRAGLOTITE.# agentes. Haemophilus influenzae tipo B, Streptococcus viridans, S. pyogenes, S. aureus,Moraxella catarralis. manifestações clínicas. quadro grave. toxemia, hiperemia e aumento da epiglote e/ou das estruturas supraglóticas, disfagia, ansiedade adotando a chamada posição de tripé, mas sem rouquidão nem tosse ladrante. atenção. o diagnóstico é baseado no quadro clínico, porém na radiografia cervical pode ser observado a epiglote em dedo de luva ou sinal do polegar. tratamento. intubação, considerar a internação em UTI, iniciar antibioticoterapia (por exemplo: cefalosporina de terceira geração). LARINGITE ESTRIDULOSA.# manifestações clínicas. de provável causa alérgica, no crupe espasmódico a criança com estado de saúde normal subitamente apresenta tosse metálica e estridor inspiratório, que tende a desaparecer em poucas horas. frequentemente a sintomatologia surge horas após a criança adormecer. tratamento. a remissão da sintomatologia pode ser espontânea e assim como no crupe viral regride com o uso de epinefrina (inalatória) e da dexametasona (oral). leve (ausência de estridor em repouso). corticoide. moderado (estridor inspiratório e tiragens em repouso). epinefrina inalatória + corticoide. grave (como alteração do nível de consciência). considerar intubação, internação em UTI, além da conduta dos casos moderados. apresentação clínica e tratamento. #HARDTOPICS 01 O QUE CAI?# FARINGOAMIGDALITES.# agentes. enterovírus (Coxsackie, echovírus) influenza A e B, adenovírus, rinovírus, parainfluenza, vírus sincicial respiratório, vírus Epstein-Barr, Streptococcus pyogenes do grupo A. manifestações clínicas. dor de garganta, febre alta, prostração, náuseas, vômitos, dor abdominal, linfonodomegalia cervical dolorosa, hiperemia, hipertrofia e exsudato em tonsilas. atenção. petéquias em palato costumam surgir nos quadros causados por agente bacteriano. no entanto, coriza, lacrimejamento, tosse, obstrução nasal e diarreia sugerem etiologia viral. diagnóstico. para evitar a utilização desnecessária de antibióticos deve-se realizar o teste rápido para detecção do antígeno estreptocócico (sensibilidade entre 70% e 90%; especificidade: 90%). para o diagnóstico definitivo da faringoamigdalite estreptocócica deve-se realizar a cultura de material obtido de swab faríngeo, que é o exame considerado padrão-ouro (sensibilidade e especificidade superiores a 90%). tratamento. os principais objetivos são: impedir a transmissão (após 24 horas do início do antimicrobiano), diminuir o tempo de doença e evitar as complicações supurativas (abscesso peritonsilar, linfadenopatia supurativa cervical, rinosinusite, otite média, abscesso retrofaríngeo) e as não supurativas (febre reumática – se iniciado até 9 dias de início dos sintomas). atenção. o tratamento adequado não reduz ocorrência de glomerulonefrite pós- estreptocócica. opções terapêuticas. na faringoamigdalite bacteriana as opções de tratamento são a penicilina G benzatina (intramuscular, dose única) e a amoxicilina (oral, por 10 dias). nas faringoamigdalites virais o tratamento é de suporte com sintomáticos. atenção. faringoamigdalite, linfadenopatia e febre, frequentemente, associada a esplenomegalia e/ou hepatomegalia caracterizam a mononucleose infecciosa. a é comum linfocitose com atipia (em geral, acima de 10% da contagem total). a pesquisa de anticorpos heterófilos e testes para o capsídeo viral do Epstein-Barr são métodos laboratoriais que podem ser usados. amigdalite e laringite atenção. vesículas na cavidade oral associadas a febre, recusa alimentar, dor de garganta, erupção pápulo vesicular em mãos e pés caracterizam a síndrome mão- pé-boca – doença causada sobretudo pelo vírus coxsackie A16 e EV71. cuidado. em tempos da pandemia de COVID -19 a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda a oroscopia em criança apenas quando for considerada determinante e essencial para o diagnóstico clínico. SÍNDROME DE CRUPE.# LARINGITE VIRAL.# agentes. parainfluenza (1, 2 e 3), adenovírus, rinovírus, influenza A e B e vírus sincicial respiratório. #HARDTOPICS amigdalite e laringite 02 manifestações. é a causa mais frequente de estridor nos atendimentos de PS. após um quadro de resfriado comum, a criança apresenta rouquidão, tosse ladrante e estridor inspiratório. embora a sintomatologia possa persistir por 4 a 5 dias, a maioria dos casos tem boa evolução. atenção. o diagnóstico é baseado no quadro clínico, porém na radiografia cervical pode ser observado um estreitamento subglótico denominado sinal da ponta do lápis ou da torre de igreja. tratamento. depende da gravidade. TRAQUEÍTE BACTERIANA.# agentes. principal: S aureus, outros: S pneumoniae, S pyogenes, Moraxella catarrhalis, Klebsiela pneumoniae, H influenzae. manifestações clínicas. quadro grave. febre alta, disfonia, estridor, sinais de insuficiência respiratória (taquipneia, tiragens, retração de fúrcula, cianose), exsudato mucopurulento e membranas dentro da traqueia. tratamento. intubação, internação em UTI, iniciar antibioticoterapia (por exemplo: cefalosporina de terceira geração). SUPRAGLOTITE.# agentes. Haemophilus influenzae tipo B, Streptococcus viridans, S. pyogenes, S. aureus,Moraxella catarralis. manifestações clínicas. quadro grave. toxemia, hiperemia e aumento da epiglote e/ou das estruturas supraglóticas, disfagia, ansiedade adotando a chamada posição de tripé, mas sem rouquidão nem tosse ladrante. atenção. o diagnóstico é baseado no quadro clínico, porém na radiografia cervical pode ser observado a epigloteem dedo de luva ou sinal do polegar. tratamento. intubação, considerar a internação em UTI, iniciar antibioticoterapia (por exemplo: cefalosporina de terceira geração). LARINGITE ESTRIDULOSA.# manifestações clínicas. de provável causa alérgica, no crupe espasmódico a criança com estado de saúde normal subitamente apresenta tosse metálica e estridor inspiratório, que tende a desaparecer em poucas horas. frequentemente a sintomatologia surge horas após a criança adormecer. tratamento. a remissão da sintomatologia pode ser espontânea e assim como no crupe viral regride com o uso de epinefrina (inalatória) e da dexametasona (oral). leve (ausência de estridor em repouso). corticoide. moderado (estridor inspiratório e tiragens em repouso). epinefrina inalatória + corticoide. grave (como alteração do nível de consciência). considerar intubação, internação em UTI, além da conduta dos casos moderados. #HARDTOPICS anafilaxia 01 O QUE CAI?# VISÃO GERAL.# Tratamento. reação alérgica. faz parte do espectro das reações alérgicas, com comprometimento sistêmico, bem mais exuberante que na urticária e no angioedema. IgE. envolvida na maioria dos casos; é produzida após contato inicial com o antígeno, e liga-se a diversas células, comomastócitos e basófilos; em contato futuro a IgE reconhece o antígeno e estimula liberação de mediadores, como histamina e triptase, promotores da resposta alérgica. causas comuns. alimentos, fármacos, venenos de insetos, látex, sêmen... nem sempre é a IgE. são as reações anafilactoides, que podem ocorrer por mecanismos variados, como ação de anafilatoxinas exógenas pré-formadas (hemoderivados) ou por ativação direta de mastócitos ou sistema complemento (contraste iodado). MANIFESTAÇÕES.# exposição. habitualmente há relato de exposição minutos a horas ao agente (na maioria dos casos <1 hora); a rapidez da instalação guarda relação com gravidade. pele e mucosas. urticária e angioedema são comuns, no entanto podem estar ausentes em até 15% dos casos. envolvimento sistêmico. principal característica e é o que confere gravidade – cardiovascular, respiratório e gastrintestinal. respiratório. disfonia, rouquidão, estridor, dispneia, sibilos. cardiovascular. síncope, hipotensão, choque. gastrintestinal. vômitos, dor abdominal. diagnóstico. é clínico; existem vários critérios propostos, mas em linha geral valorizaremos história de exposição + urticária/angioedema + manifestação respiratória e/ou cardiovascular e/ou gastrintestinal. exames. habitualmente desnecessários; IgE nem sempre estará presente. triptase e histamina podem ser usadas. TRATAMENTO.# epinefrina IM. tratamento de primeira linha. evitar as vias subcutânea (absorção irregular) e venosa (efeitos adversos amplos); se houver choque, a adrenalina é a droga de escolha para suporte hemodinâmico (agora por via venosa!). atenção. em casos de parada respiratória ou estridor a medida prioritária será garantir as vias aéreas – intubação. suporte geral. obviamente faz parte do tratamento: oxigênio se necessário, monitorização, hidratação... antihistamínicos. não são recomendados rotineiramente, pois há carência de evidências a ser favor; muitos grupos prescrevem como tratamento adjuvante, bloqueando tanto receptores H1 (difenidramina) quanto H2 (ranitidina). corticoides. não são recomendados rotineiramente, pois há carência de evidências a ser favor; muitos grupos prescrevem como tratamento adjuvante. broncodilatadores. considerar como adjuvante apenas nos casos com sintomas respiratórios residuais após doses repetidas de epinefrina. Características clínicas e peculiaridades das deficiências de B12 e ácido fólico. #HARDTOPICS anemia megaloblástica VISÃO GERAL.# 01 O QUE CAI?# DEFICIÊNCIA DE ÁCIDO FÓLICO.# dietética. baixa ingestão de vegetais/folhas verdes – o estoque é limitado. Ocorre por déficit de maturação nuclear na hematopoese, classicamente por falta de macronutrientes, ácido fólico e/ou vitamina B12 (cobalamina), essenciais na síntese de ácido nucleico; o núcleo não condensa, enquanto isso o citoplasma cresce...e aí surgem as “células gigantes”... anemia macrocítica. muitas vezes com VCM>110fL. pancitopenia. o déficit de maturação celular pode envolver todas as linhagens. FALTA DE B12 OU ÁCIDO FÓLICO?# dietética. incomum, pois os estoques são duradouros (3-4anos); é encontrada em produtos de origem animal. homocisteína. pode estar aumentada, como na deficiência de ácido fólico. demanda excessiva. gravidez, hemólise. etiologia. pensar em deficiência de ácido fólico nos cenários abaixo. DEFICIÊNCIA DE VITAMINA B12.# etiologia. a absorção da B12 envolve vários pontos do trato gastrintestinal... neutrófilos com núcleo plurissegmentado. achado clássico na periferia. bilirrubina indireta e DHL elevados. por hemólise intramedular. absorção. doenças que envolvam duodeno e jejuno. fármacos. como metotrexato, sulfa... homocisteína. o ácido fólico é importante no metabolismo da homocisteína; sua deficiência pode gerar hiperhomocisteinemia! no entanto, isso não ajuda no diferencial, pois a B12 também participa desse metabolismo... É só dosar que damos o diagnóstico...mas sabe como é prova, né...gosta das pistas... estômago. importante para deslocar B12 de proteínas, e na produção do fator intrínseco...acloridria, gastrectomia, anemia perniciosa são causas possíveis. pâncreas. enzimas são importantes para deslocar a B12 do ligante-R, que foi fixado à B12 no estômago para proteger da acidez gástrica; agora a B12 pode se ligar ao fator intrínseco.. íleo. local de absorção da B12 com o fator intrínseco; doenças como tuberculose, doença de Crohn, linfoma, supercrescimento bacteriano são causas possíveis. ácido metilmalônico. a B12, mas não o ácido fólico, é importante no metabolismo do ác. metilmalônico; assim, quando elevado, sugere carência de B12. quadro neurológico. clássico da deficiência de B12, não sendo visto na de ácido fólico. alteração cognitiva, parestesias, ataxia, déficit de propriocepção/ sensibilidade vibratória – síndrome do cordão posterior da medula. atenção. a anemia perniciosa é doença autoimune que apresenta agressão às células parietais – podemos encontrar anticorpos anti-fator intrínseco e anti-cél parietal. atenção. fármacos como metformina e IBP também se associam a carência de B12. Características clínicas e peculiaridades das deficiências de B12 e ácido fólico. #HARDTOPICS anemia megaloblástica VISÃO GERAL.# 01 O QUE CAI?# DEFICIÊNCIA DE ÁCIDO FÓLICO.# dietética. baixa ingestão de vegetais/folhas verdes – o estoque é limitado. Ocorre por déficit de maturação nuclear na hematopoese, classicamente por falta de macronutrientes, ácido fólico e/ou vitamina B12 (cobalamina), essenciais na síntese de ácido nucleico; o núcleo não condensa, enquanto isso o citoplasma cresce...e aí surgem as “células gigantes”... anemia macrocítica. muitas vezes com VCM>110fL. pancitopenia. o déficit de maturação celular pode envolver todas as linhagens. FALTA DE B12 OU ÁCIDO FÓLICO?# dietética. incomum, pois os estoques são duradouros (3-4anos); é encontrada em produtos de origem animal. homocisteína. pode estar aumentada, como na deficiência de ácido fólico. demanda excessiva. gravidez, hemólise. etiologia. pensar em deficiência de ácido fólico nos cenários abaixo. DEFICIÊNCIA DE VITAMINA B12.# etiologia. a absorção da B12 envolve vários pontos do trato gastrintestinal... neutrófilos com núcleo plurissegmentado. achado clássico na periferia. bilirrubina indireta e DHL elevados. por hemólise intramedular. absorção. doenças que envolvam duodeno e jejuno. fármacos. como metotrexato, sulfa... homocisteína. o ácido fólico é importante no metabolismo da homocisteína; sua deficiência pode gerar hiperhomocisteinemia! no entanto, isso não ajuda no diferencial, pois a B12 também participa desse metabolismo... É só dosar que damos o diagnóstico...mas sabe como é prova, né...gosta das pistas... estômago. importante para deslocar B12 de proteínas, e na produção do fator intrínseco...acloridria,gastrectomia, anemia perniciosa são causas possíveis. pâncreas. enzimas são importantes para deslocar a B12 do ligante-R, que foi fixado à B12 no estômago para proteger da acidez gástrica; agora a B12 pode se ligar ao fator intrínseco.. íleo. local de absorção da B12 com o fator intrínseco; doenças como tuberculose, doença de Crohn, linfoma, supercrescimento bacteriano são causas possíveis. ácido metilmalônico. a B12, mas não o ácido fólico, é importante no metabolismo do ác. metilmalônico; assim, quando elevado, sugere carência de B12. quadro neurológico. clássico da deficiência de B12, não sendo visto na de ácido fólico. alteração cognitiva, parestesias, ataxia, déficit de propriocepção/ sensibilidade vibratória – síndrome do cordão posterior da medula. atenção. a anemia perniciosa é doença autoimune que apresenta agressão às células parietais – podemos encontrar anticorpos anti-fator intrínseco e anti-cél parietal. atenção. fármacos como metformina e IBP também se associam a carência de B12. Características clínicas e peculiaridades das deficiências de B12 e ácido fólico. #HARDTOPICS anemia megaloblástica VISÃO GERAL.# 01 O QUE CAI?# DEFICIÊNCIA DE ÁCIDO FÓLICO.# dietética. baixa ingestão de vegetais/folhas verdes – o estoque é limitado. Ocorre por déficit de maturação nuclear na hematopoese, classicamente por falta de macronutrientes, ácido fólico e/ou vitamina B12 (cobalamina), essenciais na síntese de ácido nucleico; o núcleo não condensa, enquanto isso o citoplasma cresce...e aí surgem as “células gigantes”... anemia macrocítica. muitas vezes com VCM>110fL. pancitopenia. o déficit de maturação celular pode envolver todas as linhagens. FALTA DE B12 OU ÁCIDO FÓLICO?# dietética. incomum, pois os estoques são duradouros (3-4anos); é encontrada em produtos de origem animal. homocisteína. pode estar aumentada, como na deficiência de ácido fólico. demanda excessiva. gravidez, hemólise. etiologia. pensar em deficiência de ácido fólico nos cenários abaixo. DEFICIÊNCIA DE VITAMINA B12.# etiologia. a absorção da B12 envolve vários pontos do trato gastrintestinal... neutrófilos com núcleo plurissegmentado. achado clássico na periferia. bilirrubina indireta e DHL elevados. por hemólise intramedular. absorção. doenças que envolvam duodeno e jejuno. fármacos. como metotrexato, sulfa... homocisteína. o ácido fólico é importante no metabolismo da homocisteína; sua deficiência pode gerar hiperhomocisteinemia! no entanto, isso não ajuda no diferencial, pois a B12 também participa desse metabolismo... É só dosar que damos o diagnóstico...mas sabe como é prova, né...gosta das pistas... estômago. importante para deslocar B12 de proteínas, e na produção do fator intrínseco...acloridria, gastrectomia, anemia perniciosa são causas possíveis. pâncreas. enzimas são importantes para deslocar a B12 do ligante-R, que foi fixado à B12 no estômago para proteger da acidez gástrica; agora a B12 pode se ligar ao fator intrínseco.. íleo. local de absorção da B12 com o fator intrínseco; doenças como tuberculose, doença de Crohn, linfoma, supercrescimento bacteriano são causas possíveis. ácido metilmalônico. a B12, mas não o ácido fólico, é importante no metabolismo do ác. metilmalônico; assim, quando elevado, sugere carência de B12. quadro neurológico. clássico da deficiência de B12, não sendo visto na de ácido fólico. alteração cognitiva, parestesias, ataxia, déficit de propriocepção/ sensibilidade vibratória – síndrome do cordão posterior da medula. atenção. a anemia perniciosa é doença autoimune que apresenta agressão às células parietais – podemos encontrar anticorpos anti-fator intrínseco e anti-cél parietal. atenção. fármacos como metformina e IBP também se associam a carência de B12. #HARDTOPICS anemias hemolíticas 01 O QUE CAI?# ANEMIAS HEMOLÍTICAS.# Reconhecimento de aspectos gerais das anemias hemolíticas e peculiaridades de etiologias específicas. diagnóstico. sugerido pelo teste de Coombs direto (visualização da imunoglobulina ligada à hemácia); esferócitos também podem ser observados. tratamento. corticoide e/ou imunossupressores, dependendo da etiologia. reticulocitose. as anemia hemolíticas são causa clássica de anemia hiperproliferativa. eventualmente poderemos encontrar formas mais imaturas na periferia – eritroblastos ortocromáticos/policromasia. o que é? defeito na membrana celular que reduz a superfície da hemácia, que perde o formato bicôncavo e se torna esférica. apresentação. anemia leve a moderada, com reticulocitose, habitualmente com esplenomegalia, esferócitos no sangue periférico e história familiar da doença. diagnóstico. teste de fragilidade osmótica é o mais clássico. tratamento. esplenectomia em casos exuberantes. o que é? destruição imunomediada das hemácias, por anticorpos frios (IgM) ou quentes (IgG). as causas são variadas e incluem neoplasias, doenças reumáticas, fármacos... ESFEROCITOSE HEREDITÁRIA.# atenção. atenção para a história familiar de “anemia que foi tratada com esplenectomia”, pois pode ser indício de familiar com esferocitose. ANEMIA HEMOLÍTICA AUTOIMUNE.# anormalidades por produtos liberados pela hemácia. algumas anormalidades poderão ser encontradas como elevação de DHL, aumento de bilirrubina indireta e redução da haptoglobina. hemólise intravascular x extravascular. dependendo do local prioritário da hemólise poderemos ter dados peculiares. hemólise extravascular. as hemácias são destruídas no sistema reticuloendotelial; é comum ocorrer esplenomegalia. hemólise intravascular. as hemácias são destruídas e liberam seus constituintes no compartimento intravascular; pode haver hemoglobinúria. hemólise intravascular x extravascular. dependendo do local prioritário da hemólise poderemos ter dados peculiares. etiologias clássicas. púrpura trombocitopênica trombótica, síndrome hemolítico- urêmica, coagulação intravascular disseminada, síndrome HELLP, hipertensão acelerada maligna... característica marcante. anemia hemolítica com esquizócitos no sangue periférico. o que é? grupo de anemias hemolíticas causadas por destruição mecânica das hemácias na periferia. ANEMIAS HEMOLÍTICAS MICROANGIOPÁTICAS.# #HARDTOPICS anemias hemolíticas 02 atenção. os heterozigotos, com um gene de cadeia beta normal, e um anormal (S) apresentam doença branda; é possível combinação com outras hemoglobinas anormais: hemoglobinopatia SC, S-beta-talassemia... quadro clássico. plaquetopenia, anemia hemolítica, febre, manifestações no SNC e alteração da função renal (menos comum). o que é? hemoglobinopatia estrutural pela presença da HbS, que tem tendência a se polimerizar em cenários de baixa tensão de oxigênio. os homozigotos apresentam evolução com crises de hemólise e vaso-oclusão. ANEMIA FALCIFORME.# tratamento. a base é plasmaférese; corticoide e imunossupressor podem ser considerados em alguns casos. transfusão de plaquetas deve ser evitada, sendo restrita a casos extremos (risco de aumentar formação de trombos). PÚRPURA TROMBOCITOPÊNICA TROMBÓTICA - PTT.# diagnóstico. habitualmente chamará atenção um quadro com anemia hemolítica com esquizócitos, plaquetopenia e sintomas neurológicos; suspeita já indica tratamento. pode ser avaliada a atividade da ADAMTS-13, classicamente reduzida na doença – justifica a fisiopatologia. quadro clássico. é mais comum em crianças, associada a infecção gastrintestinal por E. coli enterro-hemorrágica produtora de verotoxina 157 (pode ser causada por Shigella, e também por agentes não-infecciosos). classicamente há hemólise, plaquetopenia e insuficiência renal, e menos comumente alteração do SNC. tratamento. suporte. SÍNDROME HEMOLÍTICO-URÊMICA - SHU.# diagnóstico. dados clínicos; a ADAMTS13 é normal. início de manifestações. nos primeiros meses de vida a criança é protegida pelos níveis elevados de HbF (fetal); as primeiras manifestações costumam ocorrer ao final do primeiro ano. crises hemolíticas. o paciente apresenta hemólise crônica, mas que pode ser exacerbada por crises hemolíticas, com piora dareticulocitose. crises vaso-oclusivas. desencadeadas por desidratação, infecções, acidose... crises álgicas. devem ser tratadas agressivamente, habitualmente com necessidade de opioides; dactilite falcêmica (síndrome mão-pé) costuma ser manifestação inicial. síndrome torácica aguda. classicamente com dor torácica, hipoxemia e infiltrado pulmonar; pode ocorrer por infecção; a anemia também é intensificada. pode ter como causas, além da oclusão vascular, infecção e embolia gordurosa. o tratamento envolve hidratação, oxigênio suplementar, antibióticos e, dependendo do caso, transfusão. sequestro esplênico. dor abdominal e esplenomegalia, por represamento de hemácias em foice no baço, com queda de hemoglobina e hematócrito. o tratamento envolve transfusão e em alguns casos a esplenectomia. atenção. o baço pode ser palpável até 2-3 anos de idade; após isso tende a involuir nos pacientes comanemia falciforme por conta de infartos repetidos. cuidado. na crise aplásica há piora da anemia por cessação da atividade medular, muitas vezes associada a infecção por parvovírus B19; nesse caso não haverá reticulocitose. #HARDTOPICS anemias hemolíticas 03 outros. agudos – AVC, priapismo; crônicos – infartos ósseos, colelitíase (cálculos de bilirrubinato de cálcio), retinopatia, doença glomerular, hipostenúria, hipertensão pulmonar... risco de infecções. fator mais associado a mortalidade – risco maior pelos germes encapsulados, como pneumococo, meningococo, hemófilo... diagnóstico. atenção para a ausência de baço palpável... dados clássicos. corpúsculos de Pappenheimer e de Howell-Jolly; VHS reduzido. definição. eletroforese de hemoglobina; cromatografia líquida de alto desempenho. tratamento. suporte e prevenção de crises. reposição de ácido fólico. pelo consumo das reservas já que há intensa atividade medular. prevenção de infecções. vacinação (hemófilo, pneumococo etc) e profilaxia com penicilina oral até os 5 anos de idade (podendo ser prolongada). hidroxiureia. Pode ser considerada em casos de crises repetidas para aumentar quantidade de HbF e, assim, reduzir proporcionalmente a HbS. transfusão crônica. considerar em crises frequentes. transplante. considerado apenas em casos excepcionais, pelas complicações. #HARDTOPICS anemias hemolíticas 01 O QUE CAI?# ANEMIAS HEMOLÍTICAS.# Reconhecimento de aspectos gerais das anemias hemolíticas e peculiaridades de etiologias específicas. diagnóstico. sugerido pelo teste de Coombs direto (visualização da imunoglobulina ligada à hemácia); esferócitos também podem ser observados. tratamento. corticoide e/ou imunossupressores, dependendo da etiologia. reticulocitose. as anemia hemolíticas são causa clássica de anemia hiperproliferativa. eventualmente poderemos encontrar formas mais imaturas na periferia – eritroblastos ortocromáticos/policromasia. o que é? defeito na membrana celular que reduz a superfície da hemácia, que perde o formato bicôncavo e se torna esférica. apresentação. anemia leve a moderada, com reticulocitose, habitualmente com esplenomegalia, esferócitos no sangue periférico e história familiar da doença. diagnóstico. teste de fragilidade osmótica é o mais clássico. tratamento. esplenectomia em casos exuberantes. o que é? destruição imunomediada das hemácias, por anticorpos frios (IgM) ou quentes (IgG). as causas são variadas e incluem neoplasias, doenças reumáticas, fármacos... ESFEROCITOSE HEREDITÁRIA.# atenção. atenção para a história familiar de “anemia que foi tratada com esplenectomia”, pois pode ser indício de familiar com esferocitose. ANEMIA HEMOLÍTICA AUTOIMUNE.# anormalidades por produtos liberados pela hemácia. algumas anormalidades poderão ser encontradas como elevação de DHL, aumento de bilirrubina indireta e redução da haptoglobina. hemólise intravascular x extravascular. dependendo do local prioritário da hemólise poderemos ter dados peculiares. hemólise extravascular. as hemácias são destruídas no sistema reticuloendotelial; é comum ocorrer esplenomegalia. hemólise intravascular. as hemácias são destruídas e liberam seus constituintes no compartimento intravascular; pode haver hemoglobinúria. hemólise intravascular x extravascular. dependendo do local prioritário da hemólise poderemos ter dados peculiares. etiologias clássicas. púrpura trombocitopênica trombótica, síndrome hemolítico- urêmica, coagulação intravascular disseminada, síndrome HELLP, hipertensão acelerada maligna... característica marcante. anemia hemolítica com esquizócitos no sangue periférico. o que é? grupo de anemias hemolíticas causadas por destruição mecânica das hemácias na periferia. ANEMIAS HEMOLÍTICAS MICROANGIOPÁTICAS.# #HARDTOPICS anemias hemolíticas 02 atenção. os heterozigotos, com um gene de cadeia beta normal, e um anormal (S) apresentam doença branda; é possível combinação com outras hemoglobinas anormais: hemoglobinopatia SC, S-beta-talassemia... quadro clássico. plaquetopenia, anemia hemolítica, febre, manifestações no SNC e alteração da função renal (menos comum). o que é? hemoglobinopatia estrutural pela presença da HbS, que tem tendência a se polimerizar em cenários de baixa tensão de oxigênio. os homozigotos apresentam evolução com crises de hemólise e vaso-oclusão. ANEMIA FALCIFORME.# tratamento. a base é plasmaférese; corticoide e imunossupressor podem ser considerados em alguns casos. transfusão de plaquetas deve ser evitada, sendo restrita a casos extremos (risco de aumentar formação de trombos). PÚRPURA TROMBOCITOPÊNICA TROMBÓTICA - PTT.# diagnóstico. habitualmente chamará atenção um quadro com anemia hemolítica com esquizócitos, plaquetopenia e sintomas neurológicos; suspeita já indica tratamento. pode ser avaliada a atividade da ADAMTS-13, classicamente reduzida na doença – justifica a fisiopatologia. quadro clássico. é mais comum em crianças, associada a infecção gastrintestinal por E. coli enterro-hemorrágica produtora de verotoxina 157 (pode ser causada por Shigella, e também por agentes não-infecciosos). classicamente há hemólise, plaquetopenia e insuficiência renal, e menos comumente alteração do SNC. tratamento. suporte. SÍNDROME HEMOLÍTICO-URÊMICA - SHU.# diagnóstico. dados clínicos; a ADAMTS13 é normal. início de manifestações. nos primeiros meses de vida a criança é protegida pelos níveis elevados de HbF (fetal); as primeiras manifestações costumam ocorrer ao final do primeiro ano. crises hemolíticas. o paciente apresenta hemólise crônica, mas que pode ser exacerbada por crises hemolíticas, com piora da reticulocitose. crises vaso-oclusivas. desencadeadas por desidratação, infecções, acidose... crises álgicas. devem ser tratadas agressivamente, habitualmente com necessidade de opioides; dactilite falcêmica (síndrome mão-pé) costuma ser manifestação inicial. síndrome torácica aguda. classicamente com dor torácica, hipoxemia e infiltrado pulmonar; pode ocorrer por infecção; a anemia também é intensificada. pode ter como causas, além da oclusão vascular, infecção e embolia gordurosa. o tratamento envolve hidratação, oxigênio suplementar, antibióticos e, dependendo do caso, transfusão. sequestro esplênico. dor abdominal e esplenomegalia, por represamento de hemácias em foice no baço, com queda de hemoglobina e hematócrito. o tratamento envolve transfusão e em alguns casos a esplenectomia. atenção. o baço pode ser palpável até 2-3 anos de idade; após isso tende a involuir nos pacientes comanemia falciforme por conta de infartos repetidos. cuidado. na crise aplásica há piora da anemia por cessação da atividade medular, muitas vezes associada a infecção por parvovírus B19; nesse caso não haverá reticulocitose. #HARDTOPICS anemias hemolíticas 03 outros. agudos – AVC, priapismo; crônicos – infartos ósseos, colelitíase (cálculos de bilirrubinato de cálcio), retinopatia, doença glomerular, hipostenúria, hipertensão pulmonar... risco de infecções. fator mais associado a mortalidade – risco maior pelos germes encapsulados, como pneumococo, meningococo, hemófilo... diagnóstico. atenção para aausência de baço palpável... dados clássicos. corpúsculos de Pappenheimer e de Howell-Jolly; VHS reduzido. definição. eletroforese de hemoglobina; cromatografia líquida de alto desempenho. tratamento. suporte e prevenção de crises. reposição de ácido fólico. pelo consumo das reservas já que há intensa atividade medular. prevenção de infecções. vacinação (hemófilo, pneumococo etc) e profilaxia com penicilina oral até os 5 anos de idade (podendo ser prolongada). hidroxiureia. Pode ser considerada em casos de crises repetidas para aumentar quantidade de HbF e, assim, reduzir proporcionalmente a HbS. transfusão crônica. considerar em crises frequentes. transplante. considerado apenas em casos excepcionais, pelas complicações. #HARDTOPICS anemias hemolíticas 01 O QUE CAI?# ANEMIAS HEMOLÍTICAS.# Reconhecimento de aspectos gerais das anemias hemolíticas e peculiaridades de etiologias específicas. diagnóstico. sugerido pelo teste de Coombs direto (visualização da imunoglobulina ligada à hemácia); esferócitos também podem ser observados. tratamento. corticoide e/ou imunossupressores, dependendo da etiologia. reticulocitose. as anemia hemolíticas são causa clássica de anemia hiperproliferativa. eventualmente poderemos encontrar formas mais imaturas na periferia – eritroblastos ortocromáticos/policromasia. o que é? defeito na membrana celular que reduz a superfície da hemácia, que perde o formato bicôncavo e se torna esférica. apresentação. anemia leve a moderada, com reticulocitose, habitualmente com esplenomegalia, esferócitos no sangue periférico e história familiar da doença. diagnóstico. teste de fragilidade osmótica é o mais clássico. tratamento. esplenectomia em casos exuberantes. o que é? destruição imunomediada das hemácias, por anticorpos frios (IgM) ou quentes (IgG). as causas são variadas e incluem neoplasias, doenças reumáticas, fármacos... ESFEROCITOSE HEREDITÁRIA.# atenção. atenção para a história familiar de “anemia que foi tratada com esplenectomia”, pois pode ser indício de familiar com esferocitose. ANEMIA HEMOLÍTICA AUTOIMUNE.# anormalidades por produtos liberados pela hemácia. algumas anormalidades poderão ser encontradas como elevação de DHL, aumento de bilirrubina indireta e redução da haptoglobina. hemólise intravascular x extravascular. dependendo do local prioritário da hemólise poderemos ter dados peculiares. hemólise extravascular. as hemácias são destruídas no sistema reticuloendotelial; é comum ocorrer esplenomegalia. hemólise intravascular. as hemácias são destruídas e liberam seus constituintes no compartimento intravascular; pode haver hemoglobinúria. hemólise intravascular x extravascular. dependendo do local prioritário da hemólise poderemos ter dados peculiares. etiologias clássicas. púrpura trombocitopênica trombótica, síndrome hemolítico- urêmica, coagulação intravascular disseminada, síndrome HELLP, hipertensão acelerada maligna... característica marcante. anemia hemolítica com esquizócitos no sangue periférico. o que é? grupo de anemias hemolíticas causadas por destruição mecânica das hemácias na periferia. ANEMIAS HEMOLÍTICAS MICROANGIOPÁTICAS.# #HARDTOPICS anemias hemolíticas 02 atenção. os heterozigotos, com um gene de cadeia beta normal, e um anormal (S) apresentam doença branda; é possível combinação com outras hemoglobinas anormais: hemoglobinopatia SC, S-beta-talassemia... quadro clássico. plaquetopenia, anemia hemolítica, febre, manifestações no SNC e alteração da função renal (menos comum). o que é? hemoglobinopatia estrutural pela presença da HbS, que tem tendência a se polimerizar em cenários de baixa tensão de oxigênio. os homozigotos apresentam evolução com crises de hemólise e vaso-oclusão. ANEMIA FALCIFORME.# tratamento. a base é plasmaférese; corticoide e imunossupressor podem ser considerados em alguns casos. transfusão de plaquetas deve ser evitada, sendo restrita a casos extremos (risco de aumentar formação de trombos). PÚRPURA TROMBOCITOPÊNICA TROMBÓTICA - PTT.# diagnóstico. habitualmente chamará atenção um quadro com anemia hemolítica com esquizócitos, plaquetopenia e sintomas neurológicos; suspeita já indica tratamento. pode ser avaliada a atividade da ADAMTS-13, classicamente reduzida na doença – justifica a fisiopatologia. quadro clássico. é mais comum em crianças, associada a infecção gastrintestinal por E. coli enterro-hemorrágica produtora de verotoxina 157 (pode ser causada por Shigella, e também por agentes não-infecciosos). classicamente há hemólise, plaquetopenia e insuficiência renal, e menos comumente alteração do SNC. tratamento. suporte. SÍNDROME HEMOLÍTICO-URÊMICA - SHU.# diagnóstico. dados clínicos; a ADAMTS13 é normal. início de manifestações. nos primeiros meses de vida a criança é protegida pelos níveis elevados de HbF (fetal); as primeiras manifestações costumam ocorrer ao final do primeiro ano. crises hemolíticas. o paciente apresenta hemólise crônica, mas que pode ser exacerbada por crises hemolíticas, com piora da reticulocitose. crises vaso-oclusivas. desencadeadas por desidratação, infecções, acidose... crises álgicas. devem ser tratadas agressivamente, habitualmente com necessidade de opioides; dactilite falcêmica (síndrome mão-pé) costuma ser manifestação inicial. síndrome torácica aguda. classicamente com dor torácica, hipoxemia e infiltrado pulmonar; pode ocorrer por infecção; a anemia também é intensificada. pode ter como causas, além da oclusão vascular, infecção e embolia gordurosa. o tratamento envolve hidratação, oxigênio suplementar, antibióticos e, dependendo do caso, transfusão. sequestro esplênico. dor abdominal e esplenomegalia, por represamento de hemácias em foice no baço, com queda de hemoglobina e hematócrito. o tratamento envolve transfusão e em alguns casos a esplenectomia. atenção. o baço pode ser palpável até 2-3 anos de idade; após isso tende a involuir nos pacientes comanemia falciforme por conta de infartos repetidos. cuidado. na crise aplásica há piora da anemia por cessação da atividade medular, muitas vezes associada a infecção por parvovírus B19; nesse caso não haverá reticulocitose. #HARDTOPICS anemias hemolíticas 03 outros. agudos – AVC, priapismo; crônicos – infartos ósseos, colelitíase (cálculos de bilirrubinato de cálcio), retinopatia, doença glomerular, hipostenúria, hipertensão pulmonar... risco de infecções. fator mais associado a mortalidade – risco maior pelos germes encapsulados, como pneumococo, meningococo, hemófilo... diagnóstico. atenção para a ausência de baço palpável... dados clássicos. corpúsculos de Pappenheimer e de Howell-Jolly; VHS reduzido. definição. eletroforese de hemoglobina; cromatografia líquida de alto desempenho. tratamento. suporte e prevenção de crises. reposição de ácido fólico. pelo consumo das reservas já que há intensa atividade medular. prevenção de infecções. vacinação (hemófilo, pneumococo etc) e profilaxia com penicilina oral até os 5 anos de idade (podendo ser prolongada). hidroxiureia. Pode ser considerada em casos de crises repetidas para aumentar quantidade de HbF e, assim, reduzir proporcionalmente a HbS. transfusão crônica. considerar em crises frequentes. transplante. considerado apenas em casos excepcionais, pelas complicações. Diagnóstico e tratamento da anemia ferropriva; diferencial com anemia por doença crônica. #HARDTOPICS anemias hipoproliferativas ANEMIA FERROPRIVA.# DIAGNÓSTICO.# quadro. pode haver achados de anemia, carência nutricional, ferropenia e de doença de base. 01 O QUE CAI?# ferropriva e doença crônica anemia. fadiga, inapetência, palidez, palpitações, sopro cardíaco. carência nutricional. glossite, queilite angular, micoses superficiais. ferropenia. perversão de apetite, coiloníquia (unha em colher), esclera azulada, membrana esofágica (Plummer-Vinson). doença de base. como diarreia na doença celíaca, emagrecimento em câncer... morfologia clássica. anemia microcítica e hipocrômica com RDW aumentado. cinética do ferro. ferritina reduzida, TIBC elevado, saturaçãode transferrina baixa. ferritina reduzida. principal marcador dos depósitos de ferro. TIBC elevado. a capacidade total de ligação de ferro é uma estimativa indireta da transferrina; fica elevada na tentativa de aumentar o transporte à medula. saturação de transferrina baixa. há mais transferrina, mas pouco ferro... cuidado. como a ferritina é uma proteína de fase aguda, pode ter seus níveis falsamente elevados em alguns cenários. investigar causa. se não houver causa aparente (como perda menstrual volumosa), investigar perda crônica de sangue – principalmente trato digestivo; deficiência nutricional é incomum (mas pode ocorrer em crianças). TRATAMENTO.# suplementação oral. via de escolha, habitualmente 2-4cp de sulfato ferroso/dia, sempre longe das refeições pois o ferro não-heme sofre interferência na absorção. Corrigir a causa base e suplementar ferro. suplementação IV. é exceção mas pode ser considerada se houver intolerância VO, má-absorção ou em casos de anemia/ferropenia intensos. tempo de tratamento. deve ser mantido até o controle da anemia e reposição do estoque, geralmente por um mínimo de 6 meses. cuidado. no início do tratamento, a oferta de ferro faz a medula retomar a produção intensa de células, sendo observado um pico de reticulócitos por volta do 7º dia. cuidado. a ausência de melhora deve motivar a investigação de outras causas. cuidado. em fases iniciais pode ser normocítica e normocrômica. #HARDTOPICS anemias hipoproliferativas ANEMIA DE DOENÇA CRÔNICA.# DIAGNÓSTICO.# quadro. anemia leve a moderada, induzida pelas citocinas inflamatórias que dificultam mobilização do ferro do sistema reticuloendotelial e inibem síntese de transferrina. 02 ferropriva e doença crônica aspecto clássico. anemia leve a moderada normocítica e normocrômica, com RDW normal. cinética do ferro. ferritina elevada, TIBC baixo, saturação de transferrina baixa. ferritina elevada. além de ser proteína de fase aguda (se eleva na inflamação), eleva-se denotando o represamento do ferro nos locais de depósito. TIBC baixo. o estado inflamatório inibe a produção de transferrina. saturação de transferrina baixa. apesar de termos pouca transferrina, temos menos ferro ainda...em alguns casos a saturação pode ser normal. cuidado. em raros casos de gravidademaior a anemia pode ser microcítica. papel da hepcidina. para o ferro ser mobilizado do sistema reticuloendotelial há necessidade de um transportador, a ferroportina (a “porta do ferro”); a hepcidina, que se eleva em estados inflamatórios, “fecha essa porta”, represando o ferro! Diagnóstico e tratamento da anemia ferropriva; diferencial com anemia por doença crônica. #HARDTOPICS anemias hipoproliferativas ANEMIA FERROPRIVA.# DIAGNÓSTICO.# quadro. pode haver achados de anemia, carência nutricional, ferropenia e de doença de base. 01 O QUE CAI?# ferropriva e doença crônica anemia. fadiga, inapetência, palidez, palpitações, sopro cardíaco. carência nutricional. glossite, queilite angular, micoses superficiais. ferropenia. perversão de apetite, coiloníquia (unha em colher), esclera azulada, membrana esofágica (Plummer-Vinson). doença de base. como diarreia na doença celíaca, emagrecimento em câncer... morfologia clássica. anemia microcítica e hipocrômica com RDW aumentado. cinética do ferro. ferritina reduzida, TIBC elevado, saturação de transferrina baixa. ferritina reduzida. principal marcador dos depósitos de ferro. TIBC elevado. a capacidade total de ligação de ferro é uma estimativa indireta da transferrina; fica elevada na tentativa de aumentar o transporte à medula. saturação de transferrina baixa. há mais transferrina, mas pouco ferro... cuidado. como a ferritina é uma proteína de fase aguda, pode ter seus níveis falsamente elevados em alguns cenários. investigar causa. se não houver causa aparente (como perda menstrual volumosa), investigar perda crônica de sangue – principalmente trato digestivo; deficiência nutricional é incomum (mas pode ocorrer em crianças). TRATAMENTO.# suplementação oral. via de escolha, habitualmente 2-4cp de sulfato ferroso/dia, sempre longe das refeições pois o ferro não-heme sofre interferência na absorção. Corrigir a causa base e suplementar ferro. suplementação IV. é exceção mas pode ser considerada se houver intolerância VO, má-absorção ou em casos de anemia/ferropenia intensos. tempo de tratamento. deve ser mantido até o controle da anemia e reposição do estoque, geralmente por um mínimo de 6 meses. cuidado. no início do tratamento, a oferta de ferro faz a medula retomar a produção intensa de células, sendo observado um pico de reticulócitos por volta do 7º dia. cuidado. a ausência de melhora deve motivar a investigação de outras causas. cuidado. em fases iniciais pode ser normocítica e normocrômica. #HARDTOPICS anemias hipoproliferativas ANEMIA DE DOENÇA CRÔNICA.# DIAGNÓSTICO.# quadro. anemia leve a moderada, induzida pelas citocinas inflamatórias que dificultam mobilização do ferro do sistema reticuloendotelial e inibem síntese de transferrina. 02 ferropriva e doença crônica aspecto clássico. anemia leve a moderada normocítica e normocrômica, com RDW normal. cinética do ferro. ferritina elevada, TIBC baixo, saturação de transferrina baixa. ferritina elevada. além de ser proteína de fase aguda (se eleva na inflamação), eleva-se denotando o represamento do ferro nos locais de depósito. TIBC baixo. o estado inflamatório inibe a produção de transferrina. saturação de transferrina baixa. apesar de termos pouca transferrina, temos menos ferro ainda...em alguns casos a saturação pode ser normal. cuidado. em raros casos de gravidademaior a anemia pode ser microcítica. papel da hepcidina. para o ferro ser mobilizado do sistema reticuloendotelial há necessidade de um transportador, a ferroportina (a “porta do ferro”); a hepcidina, que se eleva em estados inflamatórios, “fecha essa porta”, represando o ferro! Diagnóstico e tratamento da anemia ferropriva; diferencial com anemia por doença crônica. #HARDTOPICS anemias hipoproliferativas ANEMIA FERROPRIVA.# DIAGNÓSTICO.# quadro. pode haver achados de anemia, carência nutricional, ferropenia e de doença de base. 01 O QUE CAI?# ferropriva e doença crônica anemia. fadiga, inapetência, palidez, palpitações, sopro cardíaco. carência nutricional. glossite, queilite angular, micoses superficiais. ferropenia. perversão de apetite, coiloníquia (unha em colher), esclera azulada, membrana esofágica (Plummer-Vinson). doença de base. como diarreia na doença celíaca, emagrecimento em câncer... morfologia clássica. anemia microcítica e hipocrômica com RDW aumentado. cinética do ferro. ferritina reduzida, TIBC elevado, saturação de transferrina baixa. ferritina reduzida. principal marcador dos depósitos de ferro. TIBC elevado. a capacidade total de ligação de ferro é uma estimativa indireta da transferrina; fica elevada na tentativa de aumentar o transporte à medula. saturação de transferrina baixa. há mais transferrina, mas pouco ferro... cuidado. como a ferritina é uma proteína de fase aguda, pode ter seus níveis falsamente elevados em alguns cenários. investigar causa. se não houver causa aparente (como perda menstrual volumosa), investigar perda crônica de sangue – principalmente trato digestivo; deficiência nutricional é incomum (mas pode ocorrer em crianças). TRATAMENTO.# suplementação oral. via de escolha, habitualmente 2-4cp de sulfato ferroso/dia, sempre longe das refeições pois o ferro não-heme sofre interferência na absorção. Corrigir a causa base e suplementar ferro. suplementação IV. é exceção mas pode ser considerada se houver intolerância VO, má-absorção ou em casos de anemia/ferropenia intensos. tempo de tratamento. deve ser mantido até o controle da anemia e reposição do estoque, geralmente por um mínimo de 6 meses. cuidado. no início do tratamento, a oferta de ferro faz a medula retomar a produção intensa de células, sendo observado um pico de reticulócitos por volta do 7º dia. cuidado. a ausência de melhora deve motivar a investigaçãode outras causas. cuidado. em fases iniciais pode ser normocítica e normocrômica. #HARDTOPICS anemias hipoproliferativas ANEMIA DE DOENÇA CRÔNICA.# DIAGNÓSTICO.# quadro. anemia leve a moderada, induzida pelas citocinas inflamatórias que dificultam mobilização do ferro do sistema reticuloendotelial e inibem síntese de transferrina. 02 ferropriva e doença crônica aspecto clássico. anemia leve a moderada normocítica e normocrômica, com RDW normal. cinética do ferro. ferritina elevada, TIBC baixo, saturação de transferrina baixa. ferritina elevada. além de ser proteína de fase aguda (se eleva na inflamação), eleva-se denotando o represamento do ferro nos locais de depósito. TIBC baixo. o estado inflamatório inibe a produção de transferrina. saturação de transferrina baixa. apesar de termos pouca transferrina, temos menos ferro ainda...em alguns casos a saturação pode ser normal. cuidado. em raros casos de gravidademaior a anemia pode ser microcítica. papel da hepcidina. para o ferro ser mobilizado do sistema reticuloendotelial há necessidade de um transportador, a ferroportina (a “porta do ferro”); a hepcidina, que se eleva em estados inflamatórios, “fecha essa porta”, represando o ferro! #HARDTOPICS anticoagulantes 01 O QUE CAI?# HEPARINA NÃO-FRACIONADA.# Monitorização de efeito, trombocitopenia induzida por heparina, manejo de sangramento. ação. liga-se à antitrombina III, potencializando o efeito anticoagulante – inibe os fatores II, IX, X, XI, XII. monitorização de efeito. TTPA. se sangramento. protamina pode controlar o efeito da heparina. se cirurgia. efeito dura ao menos 6 horas. gravidez. pode ser utilizada. HEPARINA DE BAIXO PESO MOLECULAR.# atenção. a metabolização é renal – cuidado na doença renal...maior risco de sangramento... se sangramento. considerar protamina – reverte 60% do efeito. se cirurgia. efeito residual por 24h. gravidez. pode ser utilizada. ação. inibe função do fator X ativado – enoxaparina, dalteparina. monitorização. geralmente desnecessária, pois tem boa relação de ação com o peso do paciente. considerar monitorização em obesos, idosos, DRC e grávidas: anti-Xa. TROMBOCITOPENIA INDUZIDA POR HEPARINA - TIH.# o que é? complicação do uso de heparina; ocorre mais com heparina não- fracionada, mas também é possível com heparina de baixo peso. tipo 1. sem repercussão clínica; queda transitória nos primeiros dias de uso. normaliza em poucos dias sem necessidade de suspender heparina. tipo 2. há resposta imune contra o complexo heparina-fator 4 plaquetário, induzindo agregação plaquetária intensa, além de destruição de plaquetas no baço: há plaquetopenia mas eventos trombóticos (arteriais e venosos); o quadro costuma ocorrer 5-10 dias após uso de heparina. critérios. queda maior que 50% da contagem de plaquetas, ou valor menor que 150mil/mm3 após uso de heparina. tratamento. suspender heparina; usar análogo da hirudina (como argatroban), ou fondaparinux. atenção. o fondaparinux é um anticoagulante com estrutura similar à heparina de baixo peso, age inibindo o fator Xa, mas não se liga ao fator plaquetário-4, o que explicar não ter relação com TIH. ANTAGONISTA DA VITAMINA K - VARFARINA.# ação. inibe síntese de fatores de coagulação dependentes da vitamina K – II, VII, IX e X (regra 2+7=9, parabéns, você tirou 10!). o início de ação é tardio, >3 dias. atenção. a varfarina pode ter um efeito procoagulante nos primeiros 2 dias de uso, pois reduz os níveis de proteínas C e S. monitorização de efeito. TP e RNI – pois o fator VII tem vida média menor, sofrendo mais impacto...quem sofre é a via extrínseca. #HARDTOPICS anticoagulantes 02 interferência. sofre variação de efeito conforme dieta e fármacos. se sangramento. se significativo (necessidade de intervenção como transfusão), suspender varfarina, ofertar vitamina K e considerar complexo protrombínico ou plasma fresco como alternativa; nos casos de sangramento discreto, ou apenas elevação assintomática do RNI (>10), considerar uso de vitamina K. se cirurgia. suspender 5 dias antes, monitorizar RNI. gravidez. pode ser usada no segundo trimestre; no primeiro é teratogênica, no terceiro aumenta risco de desfechos negativos da gestação. NOACS.# inibidores de trombina. dabigaTrana. inibidores de fator X. rivaroXabana, apiXabana, edoXabana. ação. inibem fatores de coagulação específicos. monitorização de efeito. desnecessária habitualmente – necessita de ensaios específicos. se sangramento. se significativo, considerar complexo protrombínico; reversores: idarucizumabe (para inibidores de trombina) e andexanet alfa (inibodores de fator X). vantagens. os NOACS já foram aprovados para uso para uma série de cenários, tanto como profilaxia de eventos trombóticos como para tratamento; nessas situações se mostraram não-inferiores a heparina/varfarina, mas com menor risco de sangramento; além disso são orais, prescindem de monitorização, interagem com alimento/fármaco é pequena... se cirurgia. considerar suspensão 2-3 dias antes, dependendo do procedimento; o paciente pode usar heparina até a proximidade da cirurgia. limitação. restrição na doença renal – em alguns casos pode ser feito ajuste de dose; não podem ser usados na gravidez. #HARDTOPICS anticoagulantes 01 O QUE CAI?# HEPARINA NÃO-FRACIONADA.# Monitorização de efeito, trombocitopenia induzida por heparina, manejo de sangramento. ação. liga-se à antitrombina III, potencializando o efeito anticoagulante – inibe os fatores II, IX, X, XI, XII. monitorização de efeito. TTPA. se sangramento. protamina pode controlar o efeito da heparina. se cirurgia. efeito dura ao menos 6 horas. gravidez. pode ser utilizada. HEPARINA DE BAIXO PESO MOLECULAR.# atenção. a metabolização é renal – cuidado na doença renal...maior risco de sangramento... se sangramento. considerar protamina – reverte 60% do efeito. se cirurgia. efeito residual por 24h. gravidez. pode ser utilizada. ação. inibe função do fator X ativado – enoxaparina, dalteparina. monitorização. geralmente desnecessária, pois tem boa relação de ação com o peso do paciente. considerar monitorização em obesos, idosos, DRC e grávidas: anti-Xa. TROMBOCITOPENIA INDUZIDA POR HEPARINA - TIH.# o que é? complicação do uso de heparina; ocorre mais com heparina não- fracionada, mas também é possível com heparina de baixo peso. tipo 1. sem repercussão clínica; queda transitória nos primeiros dias de uso. normaliza em poucos dias sem necessidade de suspender heparina. tipo 2. há resposta imune contra o complexo heparina-fator 4 plaquetário, induzindo agregação plaquetária intensa, além de destruição de plaquetas no baço: há plaquetopenia mas eventos trombóticos (arteriais e venosos); o quadro costuma ocorrer 5-10 dias após uso de heparina. critérios. queda maior que 50% da contagem de plaquetas, ou valor menor que 150mil/mm3 após uso de heparina. tratamento. suspender heparina; usar análogo da hirudina (como argatroban), ou fondaparinux. atenção. o fondaparinux é um anticoagulante com estrutura similar à heparina de baixo peso, age inibindo o fator Xa, mas não se liga ao fator plaquetário-4, o que explicar não ter relação com TIH. ANTAGONISTA DA VITAMINA K - VARFARINA.# ação. inibe síntese de fatores de coagulação dependentes da vitamina K – II, VII, IX e X (regra 2+7=9, parabéns, você tirou 10!). o início de ação é tardio, >3 dias. atenção. a varfarina pode ter um efeito procoagulante nos primeiros 2 dias de uso, pois reduz os níveis de proteínas C e S. monitorização de efeito. TP e RNI – pois o fator VII tem vida média menor, sofrendo mais impacto...quem sofre é a via extrínseca. #HARDTOPICS anticoagulantes 02 interferência. sofre variação de efeito conforme dieta e fármacos. se sangramento. se significativo (necessidade de intervenção como transfusão), suspender varfarina, ofertar vitamina K e considerar complexo protrombínico ou plasma fresco como alternativa; nos casos de sangramento discreto, ou apenas elevação assintomática do RNI (>10), considerar uso de vitamina K. se cirurgia. suspender5 dias antes, monitorizar RNI. gravidez. pode ser usada no segundo trimestre; no primeiro é teratogênica, no terceiro aumenta risco de desfechos negativos da gestação. NOACS.# inibidores de trombina. dabigaTrana. inibidores de fator X. rivaroXabana, apiXabana, edoXabana. ação. inibem fatores de coagulação específicos. monitorização de efeito. desnecessária habitualmente – necessita de ensaios específicos. se sangramento. se significativo, considerar complexo protrombínico; reversores: idarucizumabe (para inibidores de trombina) e andexanet alfa (inibodores de fator X). vantagens. os NOACS já foram aprovados para uso para uma série de cenários, tanto como profilaxia de eventos trombóticos como para tratamento; nessas situações se mostraram não-inferiores a heparina/varfarina, mas com menor risco de sangramento; além disso são orais, prescindem de monitorização, interagem com alimento/fármaco é pequena... se cirurgia. considerar suspensão 2-3 dias antes, dependendo do procedimento; o paciente pode usar heparina até a proximidade da cirurgia. limitação. restrição na doença renal – em alguns casos pode ser feito ajuste de dose; não podem ser usados na gravidez. #HARDTOPICS anticoagulantes 01 O QUE CAI?# HEPARINA NÃO-FRACIONADA.# Monitorização de efeito, trombocitopenia induzida por heparina, manejo de sangramento. ação. liga-se à antitrombina III, potencializando o efeito anticoagulante – inibe os fatores II, IX, X, XI, XII. monitorização de efeito. TTPA. se sangramento. protamina pode controlar o efeito da heparina. se cirurgia. efeito dura ao menos 6 horas. gravidez. pode ser utilizada. HEPARINA DE BAIXO PESO MOLECULAR.# atenção. a metabolização é renal – cuidado na doença renal...maior risco de sangramento... se sangramento. considerar protamina – reverte 60% do efeito. se cirurgia. efeito residual por 24h. gravidez. pode ser utilizada. ação. inibe função do fator X ativado – enoxaparina, dalteparina. monitorização. geralmente desnecessária, pois tem boa relação de ação com o peso do paciente. considerar monitorização em obesos, idosos, DRC e grávidas: anti-Xa. TROMBOCITOPENIA INDUZIDA POR HEPARINA - TIH.# o que é? complicação do uso de heparina; ocorre mais com heparina não- fracionada, mas também é possível com heparina de baixo peso. tipo 1. sem repercussão clínica; queda transitória nos primeiros dias de uso. normaliza em poucos dias sem necessidade de suspender heparina. tipo 2. há resposta imune contra o complexo heparina-fator 4 plaquetário, induzindo agregação plaquetária intensa, além de destruição de plaquetas no baço: há plaquetopenia mas eventos trombóticos (arteriais e venosos); o quadro costuma ocorrer 5-10 dias após uso de heparina. critérios. queda maior que 50% da contagem de plaquetas, ou valor menor que 150mil/mm3 após uso de heparina. tratamento. suspender heparina; usar análogo da hirudina (como argatroban), ou fondaparinux. atenção. o fondaparinux é um anticoagulante com estrutura similar à heparina de baixo peso, age inibindo o fator Xa, mas não se liga ao fator plaquetário-4, o que explicar não ter relação com TIH. ANTAGONISTA DA VITAMINA K - VARFARINA.# ação. inibe síntese de fatores de coagulação dependentes da vitamina K – II, VII, IX e X (regra 2+7=9, parabéns, você tirou 10!). o início de ação é tardio, >3 dias. atenção. a varfarina pode ter um efeito procoagulante nos primeiros 2 dias de uso, pois reduz os níveis de proteínas C e S. monitorização de efeito. TP e RNI – pois o fator VII tem vida média menor, sofrendo mais impacto...quem sofre é a via extrínseca. #HARDTOPICS anticoagulantes 02 interferência. sofre variação de efeito conforme dieta e fármacos. se sangramento. se significativo (necessidade de intervenção como transfusão), suspender varfarina, ofertar vitamina K e considerar complexo protrombínico ou plasma fresco como alternativa; nos casos de sangramento discreto, ou apenas elevação assintomática do RNI (>10), considerar uso de vitamina K. se cirurgia. suspender 5 dias antes, monitorizar RNI. gravidez. pode ser usada no segundo trimestre; no primeiro é teratogênica, no terceiro aumenta risco de desfechos negativos da gestação. NOACS.# inibidores de trombina. dabigaTrana. inibidores de fator X. rivaroXabana, apiXabana, edoXabana. ação. inibem fatores de coagulação específicos. monitorização de efeito. desnecessária habitualmente – necessita de ensaios específicos. se sangramento. se significativo, considerar complexo protrombínico; reversores: idarucizumabe (para inibidores de trombina) e andexanet alfa (inibodores de fator X). vantagens. os NOACS já foram aprovados para uso para uma série de cenários, tanto como profilaxia de eventos trombóticos como para tratamento; nessas situações se mostraram não-inferiores a heparina/varfarina, mas com menor risco de sangramento; além disso são orais, prescindem de monitorização, interagem com alimento/fármaco é pequena... se cirurgia. considerar suspensão 2-3 dias antes, dependendo do procedimento; o paciente pode usar heparina até a proximidade da cirurgia. limitação. restrição na doença renal – em alguns casos pode ser feito ajuste de dose; não podem ser usados na gravidez. Casos clínicos para diagnóstico e conduta. #HARDTOPICS apendicite aguda VISÃO GERAL.# 01 O QUE CAI?# Principal causa de abdome agudo; está dentro da síndrome de abdome agudo inflamatório. fase 1, hiperêmica, inflamatória ou edematosa. obstrução da luz do apêndice, proliferação bacteriana e aumento da pressão, ultrapassando a pressão venosa e linfática. posição do apêndice. o mais comum é retrocecal (atrás do ceco) porém intraperitoneal, não confunda com apêndice retroperitoneal que é mais raro e de diagnóstico difícil. etiologia. obstrução da luz do apêndice: fecalito (mais comum), hiperplasia linfoide, tumor (o carcinoide é o mais comum do apêndice). fisiopatologia. são 4 fases da apendicite aguda. história. hiporexeia/anorexia, dor periumbilical vaga de moderada intensidade que depois se localiza na FID, náuseas e vômitos, febre (sinal clássico, mas tardio). Blumberg. dor à descompressão brusca no ponto de McBurney. Rovsing. compressão na FIE com dor referida na FID. Psoas. paciente em decúbito lateral esquerdo, realizamos a extensão da coxa sobre o quadril levando a dor abdominal. obturador. dor à rotação interna do quadril direito flexionado. Lapinsky. dor à compressão da FID com paciente elevando o membro inferior direito estendido. Sloan. dor à compressão da FID com o membro inferior direito do paciente estendido e elevado, mas segurado pela mão do examinador. Dunphy. dor à tosse durante compressão da FID, ou dor à percussão da FID. Aaron. compressão de FID com dor referida em epigástrio. Ten Horn. dor em FID causada pela tração suave do testículo direito. fase 2, supurativa, fibrinosa ou purulenta. úlceras de mucosa e processo inflamatório atinge a serosa com produção de secreção fibrinosa. fase 3, necrótica, gangrenosa ou isquêmica. aumento da pressão ultrapassa a pressão de perfusão arterial e inicia-se a isquemia. a parte que sofre primeiro é a ponta do apêndice. fase 4, perfurativa. aumento contínuo da pressão em um apêndice necrótico leva à perfuração; geralmente uma perfuração contida e bloqueada. DIAGNÓSTICO.# Em quadros clássicos o diagnóstico é clínico e a cirurgia será indicada mesmo sem exames! exame físico. dor à palpação de FID, com vários sinais possíveis. laboratório. pode haver leucocitose leve com desvio à esquerda, mas lembre-se que o hemograma normal não exclui o diagnóstico. #HARDTOPICS apendicite aguda 01 Cirúrgico – apendicectomia. Há algumas polêmicas de provas. imagem. vários aspectos importantes. radiografia de abdome. pode trazer dados indiretos. ultrassonografia. alça em fundo cego e endurecida em FID, acima de 6mm, presença de líquido periapendicular, sinais de abscesso, presença do fecalito. pode ser realizado ultrassonografia transvaginal para diagnóstico diferencial. tomografia. exame mais sensível para apendicite; achados similaresaos da ultrassonografia, além do borramento da gordura mesentérica e avaliação completa de toda a cavidade abdominal. McBurney ou Davis. são incisões laterais que devem ser utilizadas apenas em casos de peritonite localizada. mediana. usada apenas em casos de peritonite difusa (precisa lavar a cavidade). TRATAMENTO.# QUAL A MELHOR INCISÃO?# videolaparoscopia. pode ser utilizada em casos de peritonite localizada ou difusa pois consegue lavar a cavidade e evita a incisão mediana. também é indicada em casos de dúvida diagnóstica pois pode ser diagnóstica e terapêutica. só não pode ser realizada em pacientes instáveis. profilático. casos iniciais com peritonite localizada e sem perfuração – cefoxitina desde 1h antes da incisão podendo permanecer até 24h após cirurgia. terapêutico. casos de peritonite difusa, perfuração ou sepse. cobertura para gram negativos e anaeróbios; os mais utilizados são ceftriaxone + metronidazol ou ciprofloxacino + metronidazol. ANTIBIÓTICO TERAPÊUTICO OU PROFILÁTICO?# apêndice normal? fazer inventário da cavidade em busca da causa da dor e mesmo assim retirar o apêndice! E SE NÃO ERA APENDICITE?# idosos e crianças. podem ter quadro mais grave; o idoso pode ter comorbidade e poucos sinais no início; a criança pode demorar mais para o diagnóstico, aumentando número de perfurações. IDOSO, CRIANÇA E GESTANTE.# gestantes. ocorre em 1/1500 gestações; o tratamento é sempre cirúrgico, de preferência por vídeolaparoscopia no 1º e 2º trimestres e aberta juntamente com cesariana no 3º; cuidado com a leucocitose fisiológica e a posição do apêndice, que muda na gravidez; na dúvida, ultrassonografia e eventualmente ressonância. é exceção. quadros arrastados de muitos dias, estáveis e sem peritonite difusa e que apresentem abscesso bloqueado – plastrão palpável. podemos tratar com antibiótico+ drenagem percutânea guiada por tomografia ou ultrassonografia. a apendicectomia será realizada num segundo momento (após cerca de 6 semanas). APENDICECTOMIA DE INTERVALO?# COMPLICAÇÕES.# diversas. abscesso de parede (mais comum), abscesso hepático, pileflebite (trombose séptica da veia porta), fístula do coto apendicular. atenção. a principal causa de óbito é a sepse. Casos clínicos para diagnóstico e conduta. #HARDTOPICS apendicite aguda VISÃO GERAL.# 01 O QUE CAI?# Principal causa de abdome agudo; está dentro da síndrome de abdome agudo inflamatório. fase 1, hiperêmica, inflamatória ou edematosa. obstrução da luz do apêndice, proliferação bacteriana e aumento da pressão, ultrapassando a pressão venosa e linfática. posição do apêndice. o mais comum é retrocecal (atrás do ceco) porém intraperitoneal, não confunda com apêndice retroperitoneal que é mais raro e de diagnóstico difícil. etiologia. obstrução da luz do apêndice: fecalito (mais comum), hiperplasia linfoide, tumor (o carcinoide é o mais comum do apêndice). fisiopatologia. são 4 fases da apendicite aguda. história. hiporexeia/anorexia, dor periumbilical vaga de moderada intensidade que depois se localiza na FID, náuseas e vômitos, febre (sinal clássico, mas tardio). Blumberg. dor à descompressão brusca no ponto de McBurney. Rovsing. compressão na FIE com dor referida na FID. Psoas. paciente em decúbito lateral esquerdo, realizamos a extensão da coxa sobre o quadril levando a dor abdominal. obturador. dor à rotação interna do quadril direito flexionado. Lapinsky. dor à compressão da FID com paciente elevando o membro inferior direito estendido. Sloan. dor à compressão da FID com o membro inferior direito do paciente estendido e elevado, mas segurado pela mão do examinador. Dunphy. dor à tosse durante compressão da FID, ou dor à percussão da FID. Aaron. compressão de FID com dor referida em epigástrio. Ten Horn. dor em FID causada pela tração suave do testículo direito. fase 2, supurativa, fibrinosa ou purulenta. úlceras de mucosa e processo inflamatório atinge a serosa com produção de secreção fibrinosa. fase 3, necrótica, gangrenosa ou isquêmica. aumento da pressão ultrapassa a pressão de perfusão arterial e inicia-se a isquemia. a parte que sofre primeiro é a ponta do apêndice. fase 4, perfurativa. aumento contínuo da pressão em um apêndice necrótico leva à perfuração; geralmente uma perfuração contida e bloqueada. DIAGNÓSTICO.# Em quadros clássicos o diagnóstico é clínico e a cirurgia será indicada mesmo sem exames! exame físico. dor à palpação de FID, com vários sinais possíveis. laboratório. pode haver leucocitose leve com desvio à esquerda, mas lembre-se que o hemograma normal não exclui o diagnóstico. #HARDTOPICS apendicite aguda 01 Cirúrgico – apendicectomia. Há algumas polêmicas de provas. imagem. vários aspectos importantes. radiografia de abdome. pode trazer dados indiretos. ultrassonografia. alça em fundo cego e endurecida em FID, acima de 6mm, presença de líquido periapendicular, sinais de abscesso, presença do fecalito. pode ser realizado ultrassonografia transvaginal para diagnóstico diferencial. tomografia. exame mais sensível para apendicite; achados similares aos da ultrassonografia, além do borramento da gordura mesentérica e avaliação completa de toda a cavidade abdominal. McBurney ou Davis. são incisões laterais que devem ser utilizadas apenas em casos de peritonite localizada. mediana. usada apenas em casos de peritonite difusa (precisa lavar a cavidade). TRATAMENTO.# QUAL A MELHOR INCISÃO?# videolaparoscopia. pode ser utilizada em casos de peritonite localizada ou difusa pois consegue lavar a cavidade e evita a incisão mediana. também é indicada em casos de dúvida diagnóstica pois pode ser diagnóstica e terapêutica. só não pode ser realizada em pacientes instáveis. profilático. casos iniciais com peritonite localizada e sem perfuração – cefoxitina desde 1h antes da incisão podendo permanecer até 24h após cirurgia. terapêutico. casos de peritonite difusa, perfuração ou sepse. cobertura para gram negativos e anaeróbios; os mais utilizados são ceftriaxone + metronidazol ou ciprofloxacino + metronidazol. ANTIBIÓTICO TERAPÊUTICO OU PROFILÁTICO?# apêndice normal? fazer inventário da cavidade em busca da causa da dor e mesmo assim retirar o apêndice! E SE NÃO ERA APENDICITE?# idosos e crianças. podem ter quadro mais grave; o idoso pode ter comorbidade e poucos sinais no início; a criança pode demorar mais para o diagnóstico, aumentando número de perfurações. IDOSO, CRIANÇA E GESTANTE.# gestantes. ocorre em 1/1500 gestações; o tratamento é sempre cirúrgico, de preferência por vídeolaparoscopia no 1º e 2º trimestres e aberta juntamente com cesariana no 3º; cuidado com a leucocitose fisiológica e a posição do apêndice, que muda na gravidez; na dúvida, ultrassonografia e eventualmente ressonância. é exceção. quadros arrastados de muitos dias, estáveis e sem peritonite difusa e que apresentem abscesso bloqueado – plastrão palpável. podemos tratar com antibiótico+ drenagem percutânea guiada por tomografia ou ultrassonografia. a apendicectomia será realizada num segundo momento (após cerca de 6 semanas). APENDICECTOMIA DE INTERVALO?# COMPLICAÇÕES.# diversas. abscesso de parede (mais comum), abscesso hepático, pileflebite (trombose séptica da veia porta), fístula do coto apendicular. atenção. a principal causa de óbito é a sepse. Casos clínicos para diagnóstico e conduta. #HARDTOPICS apendicite aguda VISÃO GERAL.# 01 O QUE CAI?# Principal causa de abdome agudo; está dentro da síndrome de abdome agudo inflamatório. fase 1, hiperêmica, inflamatória ou edematosa. obstrução da luz do apêndice, proliferação bacteriana e aumento da pressão, ultrapassando a pressão venosa e linfática. posição do apêndice. o mais comum é retrocecal (atrás do ceco) porém intraperitoneal, não confunda com apêndice retroperitoneal que é mais raro e de diagnóstico difícil. etiologia. obstrução da luz do apêndice: fecalito (mais comum), hiperplasia linfoide, tumor (o carcinoide é o mais comum do apêndice). fisiopatologia. são 4 fases da apendicite aguda. história. hiporexeia/anorexia, dorperiumbilical vaga de moderada intensidade que depois se localiza na FID, náuseas e vômitos, febre (sinal clássico, mas tardio). Blumberg. dor à descompressão brusca no ponto de McBurney. Rovsing. compressão na FIE com dor referida na FID. Psoas. paciente em decúbito lateral esquerdo, realizamos a extensão da coxa sobre o quadril levando a dor abdominal. obturador. dor à rotação interna do quadril direito flexionado. Lapinsky. dor à compressão da FID com paciente elevando o membro inferior direito estendido. Sloan. dor à compressão da FID com o membro inferior direito do paciente estendido e elevado, mas segurado pela mão do examinador. Dunphy. dor à tosse durante compressão da FID, ou dor à percussão da FID. Aaron. compressão de FID com dor referida em epigástrio. Ten Horn. dor em FID causada pela tração suave do testículo direito. fase 2, supurativa, fibrinosa ou purulenta. úlceras de mucosa e processo inflamatório atinge a serosa com produção de secreção fibrinosa. fase 3, necrótica, gangrenosa ou isquêmica. aumento da pressão ultrapassa a pressão de perfusão arterial e inicia-se a isquemia. a parte que sofre primeiro é a ponta do apêndice. fase 4, perfurativa. aumento contínuo da pressão em um apêndice necrótico leva à perfuração; geralmente uma perfuração contida e bloqueada. DIAGNÓSTICO.# Em quadros clássicos o diagnóstico é clínico e a cirurgia será indicada mesmo sem exames! exame físico. dor à palpação de FID, com vários sinais possíveis. laboratório. pode haver leucocitose leve com desvio à esquerda, mas lembre-se que o hemograma normal não exclui o diagnóstico. #HARDTOPICS apendicite aguda 01 Cirúrgico – apendicectomia. Há algumas polêmicas de provas. imagem. vários aspectos importantes. radiografia de abdome. pode trazer dados indiretos. ultrassonografia. alça em fundo cego e endurecida em FID, acima de 6mm, presença de líquido periapendicular, sinais de abscesso, presença do fecalito. pode ser realizado ultrassonografia transvaginal para diagnóstico diferencial. tomografia. exame mais sensível para apendicite; achados similares aos da ultrassonografia, além do borramento da gordura mesentérica e avaliação completa de toda a cavidade abdominal. McBurney ou Davis. são incisões laterais que devem ser utilizadas apenas em casos de peritonite localizada. mediana. usada apenas em casos de peritonite difusa (precisa lavar a cavidade). TRATAMENTO.# QUAL A MELHOR INCISÃO?# videolaparoscopia. pode ser utilizada em casos de peritonite localizada ou difusa pois consegue lavar a cavidade e evita a incisão mediana. também é indicada em casos de dúvida diagnóstica pois pode ser diagnóstica e terapêutica. só não pode ser realizada em pacientes instáveis. profilático. casos iniciais com peritonite localizada e sem perfuração – cefoxitina desde 1h antes da incisão podendo permanecer até 24h após cirurgia. terapêutico. casos de peritonite difusa, perfuração ou sepse. cobertura para gram negativos e anaeróbios; os mais utilizados são ceftriaxone + metronidazol ou ciprofloxacino + metronidazol. ANTIBIÓTICO TERAPÊUTICO OU PROFILÁTICO?# apêndice normal? fazer inventário da cavidade em busca da causa da dor e mesmo assim retirar o apêndice! E SE NÃO ERA APENDICITE?# idosos e crianças. podem ter quadro mais grave; o idoso pode ter comorbidade e poucos sinais no início; a criança pode demorar mais para o diagnóstico, aumentando número de perfurações. IDOSO, CRIANÇA E GESTANTE.# gestantes. ocorre em 1/1500 gestações; o tratamento é sempre cirúrgico, de preferência por vídeolaparoscopia no 1º e 2º trimestres e aberta juntamente com cesariana no 3º; cuidado com a leucocitose fisiológica e a posição do apêndice, que muda na gravidez; na dúvida, ultrassonografia e eventualmente ressonância. é exceção. quadros arrastados de muitos dias, estáveis e sem peritonite difusa e que apresentem abscesso bloqueado – plastrão palpável. podemos tratar com antibiótico+ drenagem percutânea guiada por tomografia ou ultrassonografia. a apendicectomia será realizada num segundo momento (após cerca de 6 semanas). APENDICECTOMIA DE INTERVALO?# COMPLICAÇÕES.# diversas. abscesso de parede (mais comum), abscesso hepático, pileflebite (trombose séptica da veia porta), fístula do coto apendicular. atenção. a principal causa de óbito é a sepse. #HARDTOPICS artrite reumatoide 01 O QUE CAI?# MANIFESTAÇÕES.# Características clínicas, sorologia e tratamento. Doença inflamatória sistêmica com comprometimento articular característico. ARTICULAR.# sinovite. sinovite crônica, simétrica, erosiva e deformante; rigidez matinal é comum. principais articulações. mãos, punhos e pés; o esqueleto axial é pouco envolvido. DIAGNÓSTICO.# aine e corticoide. são fármacos que podem atenuar os sintomas articulares, mas não evitam as erosões e deformidades. perfil imunológico. fator reumatoide e anti-peptídeos cítricos citrulinados -ccp. fator reumatoide. presente em 70% dos pacientes – é pouco sensível! ao mesmo tempo é pouco específico – pode estar positivo em várias doenças. anti-ccp. presente em 70% dos pacientes – é pouco sensível também! mas é muito específico – 95%. drogas modificadoras de doença - DMARD. fármacos que influenciam a evolução, reduzindo deformidades. atenção. a coluna pode ser classicamente envolvida na articulação atlanto-axial. atenção. as interfalangeanas distais são classicamente poupadas. deformidades. desvio ulnar dos dedos, mão em dorso de camelo, dedo em pescoço de cisne, dedo em abotoadeira... SISTÊMICO.# Várias manifestações são possíveis: nódulos subcutâneos, derrame pericárdico, derrame pleural, bronquiectasias, fibrose pumonar, xeroftalmia, episclerite, neurite periférica... atenção. uma manifestação hematológica rara é a síndrome de Felty: manifestações sistêmicas, esplenomegalia e neutropenia. O HLA-DRB1 está presente em 60-70% dos casos, mas habitualmente definimos pelo quadro clínico e perfil imunológico. atenção. há doenças com maior positividade de fator reumatoide que a artrite reumatoide: síndrome de Sjöegren (85%) e crioglobulinemia (100%). atenção. nenhum dos testes tem relação com atividade de doença; no entanto, quanto mais elevado o título, maior a probabilidade da doença. atividade de doença. PCR e VHS podem ser usados. TRATAMENTO.# não-biológicos. metotrexato, leflunomide, sulfassalazina e hidroxicloroquina. biológicos. como anti-TNF, anti-IL6 entre outros; considerados em casos graves ou refratários aos DMARDs não-biológicos. #HARDTOPICS artrite reumatoide 01 O QUE CAI?# MANIFESTAÇÕES.# Características clínicas, sorologia e tratamento. Doença inflamatória sistêmica com comprometimento articular característico. ARTICULAR.# sinovite. sinovite crônica, simétrica, erosiva e deformante; rigidez matinal é comum. principais articulações. mãos, punhos e pés; o esqueleto axial é pouco envolvido. DIAGNÓSTICO.# aine e corticoide. são fármacos que podem atenuar os sintomas articulares, mas não evitam as erosões e deformidades. perfil imunológico. fator reumatoide e anti-peptídeos cítricos citrulinados -ccp. fator reumatoide. presente em 70% dos pacientes – é pouco sensível! ao mesmo tempo é pouco específico – pode estar positivo em várias doenças. anti-ccp. presente em 70% dos pacientes – é pouco sensível também! mas é muito específico – 95%. drogas modificadoras de doença - DMARD. fármacos que influenciam a evolução, reduzindo deformidades. atenção. a coluna pode ser classicamente envolvida na articulação atlanto-axial. atenção. as interfalangeanas distais são classicamente poupadas. deformidades. desvio ulnar dos dedos, mão em dorso de camelo, dedo em pescoço de cisne, dedo em abotoadeira... SISTÊMICO.# Várias manifestações são possíveis: nódulos subcutâneos, derrame pericárdico, derrame pleural, bronquiectasias, fibrose pumonar, xeroftalmia, episclerite, neurite periférica... atenção. uma manifestação hematológica rara é a síndrome de Felty: manifestações sistêmicas, esplenomegalia e neutropenia. O HLA-DRB1 está presente em 60-70% dos casos, mashabitualmente definimos pelo quadro clínico e perfil imunológico. atenção. há doenças com maior positividade de fator reumatoide que a artrite reumatoide: síndrome de Sjöegren (85%) e crioglobulinemia (100%). atenção. nenhum dos testes tem relação com atividade de doença; no entanto, quanto mais elevado o título, maior a probabilidade da doença. atividade de doença. PCR e VHS podem ser usados. TRATAMENTO.# não-biológicos. metotrexato, leflunomide, sulfassalazina e hidroxicloroquina. biológicos. como anti-TNF, anti-IL6 entre outros; considerados em casos graves ou refratários aos DMARDs não-biológicos. #HARDTOPICS artrite reumatoide 01 O QUE CAI?# MANIFESTAÇÕES.# Características clínicas, sorologia e tratamento. Doença inflamatória sistêmica com comprometimento articular característico. ARTICULAR.# sinovite. sinovite crônica, simétrica, erosiva e deformante; rigidez matinal é comum. principais articulações. mãos, punhos e pés; o esqueleto axial é pouco envolvido. DIAGNÓSTICO.# aine e corticoide. são fármacos que podem atenuar os sintomas articulares, mas não evitam as erosões e deformidades. perfil imunológico. fator reumatoide e anti-peptídeos cítricos citrulinados -ccp. fator reumatoide. presente em 70% dos pacientes – é pouco sensível! ao mesmo tempo é pouco específico – pode estar positivo em várias doenças. anti-ccp. presente em 70% dos pacientes – é pouco sensível também! mas é muito específico – 95%. drogas modificadoras de doença - DMARD. fármacos que influenciam a evolução, reduzindo deformidades. atenção. a coluna pode ser classicamente envolvida na articulação atlanto-axial. atenção. as interfalangeanas distais são classicamente poupadas. deformidades. desvio ulnar dos dedos, mão em dorso de camelo, dedo em pescoço de cisne, dedo em abotoadeira... SISTÊMICO.# Várias manifestações são possíveis: nódulos subcutâneos, derrame pericárdico, derrame pleural, bronquiectasias, fibrose pumonar, xeroftalmia, episclerite, neurite periférica... atenção. uma manifestação hematológica rara é a síndrome de Felty: manifestações sistêmicas, esplenomegalia e neutropenia. O HLA-DRB1 está presente em 60-70% dos casos, mas habitualmente definimos pelo quadro clínico e perfil imunológico. atenção. há doenças com maior positividade de fator reumatoide que a artrite reumatoide: síndrome de Sjöegren (85%) e crioglobulinemia (100%). atenção. nenhum dos testes tem relação com atividade de doença; no entanto, quanto mais elevado o título, maior a probabilidade da doença. atividade de doença. PCR e VHS podem ser usados. TRATAMENTO.# não-biológicos. metotrexato, leflunomide, sulfassalazina e hidroxicloroquina. biológicos. como anti-TNF, anti-IL6 entre outros; considerados em casos graves ou refratários aos DMARDs não-biológicos. #HARDTOPICS asma 01 O QUE CAI?# DIAGNÓSTICO.# Níveis de controle, tratamento e abordagem da crise. CLÍNICO.# sintomas. tosse, dispneia, chiado no peito, opressão no tórax; no entanto nenhum é específico. o mais importante é a natureza episódica. periodicidade dos sintomas. mais comum à noite, e sazonais. história prévia. é comum haver história pessoal na infância e/ou história familiar. estigmas de alergia. rinite alérgica, dermatite atópica podem estar presentes; eosinofilia pode ocorrer. cuidado. ainda que atopia esteja presente em muitos pacientes, não é fundamental para o diagnóstico; muitos pacientes apresentam padrão de inflamação não- alérgica. melhora com tratamento. melhora exuberante com corticoide e/ou broncodilatadores deve ser valorizada. avaliar últimas 4 semanas. a doença pode ser considerada controlada se: NÍVEIS DE CONTROLE.# sintomas diurnos. aceitável até 2x por semana. uso de broncodilatador para alívio. aceitável até 2x por semana. despertares noturnos por sintomas. nenhum no período. limitação de atividades. nenhuma no período. Fundamentalmente clínico. FUNCIONAL.# espirometria. o clássico é observar distúrbio obstrutivo (VEF1/CVF <0,7) com resposta ao broncodilatador (variação no VEF1 >200mL E 7% em relação ao previsto ou 12% em relação ao valor basal). cuidado. a espirometria normal não afasta asma; obstrução sem resposta a broncodilatador também não afasta. espirometria com obstrução e resposta a broncodilatador também não define o diagnóstico isoladamente. pico de fluxo expiratório, PFE. variável espirométrica que pode ser obtida com aparelho portátil; pode se alterar em qualquer doença respiratória, mas na asma é útil para avaliar variações do fluxo de ar espontâneas ou com tratamento. teste de broncoprovocação. é o teste com maior acurácia, mas pouco usado na prática; ofertamos uma substância broncoconstrictora e avaliamos a piora da função pulmonar. atenção. exames de imagem somente são úteis na avaliação inicial, para diagnóstico diferencial. asma parcialmente controlada. presença de 1 ou 2 dos fatores acima. asma não-controlada. presença de 3 ou 4 dos acima. #HARDTOPICS asma 02 COMO USAR O NÍVEL DE CONTROLE?# asma controlada. considerar redução do tratamento. asma descontrolada (parcialmente ou não-controlada). considerar incremento do tratamento, mas inicialmente afastar: sem melhora. se não estiver usando broncodilatador de ação prolongada, associar! se já estiver usando, considerar aumentar dose de corticoide. persiste sem melhora. considerar dose máxima de corticoide/broncodilatador de ação prolongada, considerar fármacos como antileucotrieno OU tiotrópio, OU azitromicina (3x semana); considerar agentes biológicos e corticoide oral em baixas doses. atenção. as reavaliações são feitas num período de 2-3 meses. atenção. corticoide inalatório e broncodilatadores podem ser usados na gravidez e lactação. A IDEIA DE DEGRAUS NO TRATAMENTO DA ASMA.# diagnósticos alternativos. sempre questionar diagnósticos alternativos. uso inadequado dos dispositivos. verificar técnica de uso e adesão. exposição a alérgenos e irritantes. em domicílio e no trabalho. doenças associadas. algumas podem descontrolar a doença, como rinossinusite, DRGE, apneia do sono. fármacos. como betabloqueadores, AINE e IECA. No lugar de transcrever o que já está no GINA, vamos alinhar a ideia central do tratamento. paciente sem necessidade de tratamento de manutenção apenas alívio de sintomas, com associação de corticoide inalado/broncodilatador de ação prolongada (formoterol) OU broncodilatador de ação curta e separada de corticoide inalado. atenção. o broncodilatador de ação prolongada que pode ser utilizado para alívio dos sintomas é o formoterol. tem necessidade de tratamento de manutenção? avaliar intensidade dos sintomas: tênues ou intensos (sintomas diurnos que incomodam muito, despertar noturno semanal, fatores de risco para exacerbação). sintomas tênues. corticoide inalado isolado em baixa dose. sintomas intensos. corticoide inalado + broncodilatador de ação prolongada. CRISE DE ASMA.# base do tratamento. aliviar broncoespasmo (broncodilatador inalado) e evitar recorrência (corticoide sistêmico). marcadores de gravidade. alteração da consciência, saturação de oxigênio <90%, frequência respiratória >30irm, sinais de desconforto respiratório, frequência cardíaca >120bpm, dificuldade para falar (falar apenas palavras), "tórax silencioso" (ausência de sibilos por falta de fluxo de ar), pico de fluxo expiratório inferior a 50%. crise não grave. a base é beta-agonista inalado; anticolinérgico pode ser considerado se não houver melhora. ofertar corticoide sistêmico. #HARDTOPICS asma 03 atenção. o corticoide sistêmico será mantido de 5-7 dias habitualmente; não há vantagens da via venosa sobre a oral. quando dar alta? em linhas gerais, quando houver melhora dos sintomas, sem necessidade de dose adicional de broncodilatador de alívio, melhora progressiva da função pulmonar (PEF>60-80%) e saturação de oxigênio >94%. crise grave. já ofertar associação de beta-agonista e anticolinérgico; ofertar corticoide sistêmico. se não houver melhora, considerar agentes adjuvantes, como sulfato de magnésio, broncodilatadores sistêmicos. considerarintubação. nos casos de PCR iminente – alteração importante do nível de consciência, instabilidade hemodinâmica... atenção. antibióticos não são recomendados de rotina, exceto se houver evidência de infecção bacteriana. atenção. corticoide inalatório em doses altíssimas pode ser uma alternativa ao corticoide sistêmico no cenário da crise. #HARDTOPICS asma 01 O QUE CAI?# DIAGNÓSTICO.# Níveis de controle, tratamento e abordagem da crise. CLÍNICO.# sintomas. tosse, dispneia, chiado no peito, opressão no tórax; no entanto nenhum é específico. o mais importante é a natureza episódica. periodicidade dos sintomas. mais comum à noite, e sazonais. história prévia. é comum haver história pessoal na infância e/ou história familiar. estigmas de alergia. rinite alérgica, dermatite atópica podem estar presentes; eosinofilia pode ocorrer. cuidado. ainda que atopia esteja presente em muitos pacientes, não é fundamental para o diagnóstico; muitos pacientes apresentam padrão de inflamação não- alérgica. melhora com tratamento. melhora exuberante com corticoide e/ou broncodilatadores deve ser valorizada. avaliar últimas 4 semanas. a doença pode ser considerada controlada se: NÍVEIS DE CONTROLE.# sintomas diurnos. aceitável até 2x por semana. uso de broncodilatador para alívio. aceitável até 2x por semana. despertares noturnos por sintomas. nenhum no período. limitação de atividades. nenhuma no período. Fundamentalmente clínico. FUNCIONAL.# espirometria. o clássico é observar distúrbio obstrutivo (VEF1/CVF <0,7) com resposta ao broncodilatador (variação no VEF1 >200mL E 7% em relação ao previsto ou 12% em relação ao valor basal). cuidado. a espirometria normal não afasta asma; obstrução sem resposta a broncodilatador também não afasta. espirometria com obstrução e resposta a broncodilatador também não define o diagnóstico isoladamente. pico de fluxo expiratório, PFE. variável espirométrica que pode ser obtida com aparelho portátil; pode se alterar em qualquer doença respiratória, mas na asma é útil para avaliar variações do fluxo de ar espontâneas ou com tratamento. teste de broncoprovocação. é o teste com maior acurácia, mas pouco usado na prática; ofertamos uma substância broncoconstrictora e avaliamos a piora da função pulmonar. atenção. exames de imagem somente são úteis na avaliação inicial, para diagnóstico diferencial. asma parcialmente controlada. presença de 1 ou 2 dos fatores acima. asma não-controlada. presença de 3 ou 4 dos acima. #HARDTOPICS asma 02 COMO USAR O NÍVEL DE CONTROLE?# asma controlada. considerar redução do tratamento. asma descontrolada (parcialmente ou não-controlada). considerar incremento do tratamento, mas inicialmente afastar: sem melhora. se não estiver usando broncodilatador de ação prolongada, associar! se já estiver usando, considerar aumentar dose de corticoide. persiste sem melhora. considerar dose máxima de corticoide/broncodilatador de ação prolongada, considerar fármacos como antileucotrieno OU tiotrópio, OU azitromicina (3x semana); considerar agentes biológicos e corticoide oral em baixas doses. atenção. as reavaliações são feitas num período de 2-3 meses. atenção. corticoide inalatório e broncodilatadores podem ser usados na gravidez e lactação. A IDEIA DE DEGRAUS NO TRATAMENTO DA ASMA.# diagnósticos alternativos. sempre questionar diagnósticos alternativos. uso inadequado dos dispositivos. verificar técnica de uso e adesão. exposição a alérgenos e irritantes. em domicílio e no trabalho. doenças associadas. algumas podem descontrolar a doença, como rinossinusite, DRGE, apneia do sono. fármacos. como betabloqueadores, AINE e IECA. No lugar de transcrever o que já está no GINA, vamos alinhar a ideia central do tratamento. paciente sem necessidade de tratamento de manutenção apenas alívio de sintomas, com associação de corticoide inalado/broncodilatador de ação prolongada (formoterol) OU broncodilatador de ação curta e separada de corticoide inalado. atenção. o broncodilatador de ação prolongada que pode ser utilizado para alívio dos sintomas é o formoterol. tem necessidade de tratamento de manutenção? avaliar intensidade dos sintomas: tênues ou intensos (sintomas diurnos que incomodam muito, despertar noturno semanal, fatores de risco para exacerbação). sintomas tênues. corticoide inalado isolado em baixa dose. sintomas intensos. corticoide inalado + broncodilatador de ação prolongada. CRISE DE ASMA.# base do tratamento. aliviar broncoespasmo (broncodilatador inalado) e evitar recorrência (corticoide sistêmico). marcadores de gravidade. alteração da consciência, saturação de oxigênio <90%, frequência respiratória >30irm, sinais de desconforto respiratório, frequência cardíaca >120bpm, dificuldade para falar (falar apenas palavras), "tórax silencioso" (ausência de sibilos por falta de fluxo de ar), pico de fluxo expiratório inferior a 50%. crise não grave. a base é beta-agonista inalado; anticolinérgico pode ser considerado se não houver melhora. ofertar corticoide sistêmico. #HARDTOPICS asma 03 atenção. o corticoide sistêmico será mantido de 5-7 dias habitualmente; não há vantagens da via venosa sobre a oral. quando dar alta? em linhas gerais, quando houver melhora dos sintomas, sem necessidade de dose adicional de broncodilatador de alívio, melhora progressiva da função pulmonar (PEF>60-80%) e saturação de oxigênio >94%. crise grave. já ofertar associação de beta-agonista e anticolinérgico; ofertar corticoide sistêmico. se não houver melhora, considerar agentes adjuvantes, como sulfato de magnésio, broncodilatadores sistêmicos. considerar intubação. nos casos de PCR iminente – alteração importante do nível de consciência, instabilidade hemodinâmica... atenção. antibióticos não são recomendados de rotina, exceto se houver evidência de infecção bacteriana. atenção. corticoide inalatório em doses altíssimas pode ser uma alternativa ao corticoide sistêmico no cenário da crise. #HARDTOPICS asma 01 O QUE CAI?# DIAGNÓSTICO.# Níveis de controle, tratamento e abordagem da crise. CLÍNICO.# sintomas. tosse, dispneia, chiado no peito, opressão no tórax; no entanto nenhum é específico. o mais importante é a natureza episódica. periodicidade dos sintomas. mais comum à noite, e sazonais. história prévia. é comum haver história pessoal na infância e/ou história familiar. estigmas de alergia. rinite alérgica, dermatite atópica podem estar presentes; eosinofilia pode ocorrer. cuidado. ainda que atopia esteja presente em muitos pacientes, não é fundamental para o diagnóstico; muitos pacientes apresentam padrão de inflamação não- alérgica. melhora com tratamento. melhora exuberante com corticoide e/ou broncodilatadores deve ser valorizada. avaliar últimas 4 semanas. a doença pode ser considerada controlada se: NÍVEIS DE CONTROLE.# sintomas diurnos. aceitável até 2x por semana. uso de broncodilatador para alívio. aceitável até 2x por semana. despertares noturnos por sintomas. nenhum no período. limitação de atividades. nenhuma no período. Fundamentalmente clínico. FUNCIONAL.# espirometria. o clássico é observar distúrbio obstrutivo (VEF1/CVF <0,7) com resposta ao broncodilatador (variação no VEF1 >200mL E 7% em relação ao previsto ou 12% em relação ao valor basal). cuidado. a espirometria normal não afasta asma; obstrução sem resposta a broncodilatador também não afasta. espirometria com obstrução e resposta a broncodilatador também não define o diagnóstico isoladamente. pico de fluxo expiratório, PFE. variável espirométrica que pode ser obtida com aparelho portátil; pode se alterar em qualquer doença respiratória, mas na asma é útil para avaliar variações do fluxo de ar espontâneas ou com tratamento. teste de broncoprovocação. é o teste com maior acurácia, mas pouco usado na prática; ofertamos uma substância broncoconstrictora e avaliamos a piora da função pulmonar. atenção. exames de imagem somente são úteis na avaliação inicial, para diagnóstico diferencial. asma parcialmente controlada. presença de 1 ou 2 dos fatores acima. asma não-controlada.presença de 3 ou 4 dos acima. #HARDTOPICS asma 02 COMO USAR O NÍVEL DE CONTROLE?# asma controlada. considerar redução do tratamento. asma descontrolada (parcialmente ou não-controlada). considerar incremento do tratamento, mas inicialmente afastar: sem melhora. se não estiver usando broncodilatador de ação prolongada, associar! se já estiver usando, considerar aumentar dose de corticoide. persiste sem melhora. considerar dose máxima de corticoide/broncodilatador de ação prolongada, considerar fármacos como antileucotrieno OU tiotrópio, OU azitromicina (3x semana); considerar agentes biológicos e corticoide oral em baixas doses. atenção. as reavaliações são feitas num período de 2-3 meses. atenção. corticoide inalatório e broncodilatadores podem ser usados na gravidez e lactação. A IDEIA DE DEGRAUS NO TRATAMENTO DA ASMA.# diagnósticos alternativos. sempre questionar diagnósticos alternativos. uso inadequado dos dispositivos. verificar técnica de uso e adesão. exposição a alérgenos e irritantes. em domicílio e no trabalho. doenças associadas. algumas podem descontrolar a doença, como rinossinusite, DRGE, apneia do sono. fármacos. como betabloqueadores, AINE e IECA. No lugar de transcrever o que já está no GINA, vamos alinhar a ideia central do tratamento. paciente sem necessidade de tratamento de manutenção apenas alívio de sintomas, com associação de corticoide inalado/broncodilatador de ação prolongada (formoterol) OU broncodilatador de ação curta e separada de corticoide inalado. atenção. o broncodilatador de ação prolongada que pode ser utilizado para alívio dos sintomas é o formoterol. tem necessidade de tratamento de manutenção? avaliar intensidade dos sintomas: tênues ou intensos (sintomas diurnos que incomodam muito, despertar noturno semanal, fatores de risco para exacerbação). sintomas tênues. corticoide inalado isolado em baixa dose. sintomas intensos. corticoide inalado + broncodilatador de ação prolongada. CRISE DE ASMA.# base do tratamento. aliviar broncoespasmo (broncodilatador inalado) e evitar recorrência (corticoide sistêmico). marcadores de gravidade. alteração da consciência, saturação de oxigênio <90%, frequência respiratória >30irm, sinais de desconforto respiratório, frequência cardíaca >120bpm, dificuldade para falar (falar apenas palavras), "tórax silencioso" (ausência de sibilos por falta de fluxo de ar), pico de fluxo expiratório inferior a 50%. crise não grave. a base é beta-agonista inalado; anticolinérgico pode ser considerado se não houver melhora. ofertar corticoide sistêmico. #HARDTOPICS asma 03 atenção. o corticoide sistêmico será mantido de 5-7 dias habitualmente; não há vantagens da via venosa sobre a oral. quando dar alta? em linhas gerais, quando houver melhora dos sintomas, sem necessidade de dose adicional de broncodilatador de alívio, melhora progressiva da função pulmonar (PEF>60-80%) e saturação de oxigênio >94%. crise grave. já ofertar associação de beta-agonista e anticolinérgico; ofertar corticoide sistêmico. se não houver melhora, considerar agentes adjuvantes, como sulfato de magnésio, broncodilatadores sistêmicos. considerar intubação. nos casos de PCR iminente – alteração importante do nível de consciência, instabilidade hemodinâmica... atenção. antibióticos não são recomendados de rotina, exceto se houver evidência de infecção bacteriana. atenção. corticoide inalatório em doses altíssimas pode ser uma alternativa ao corticoide sistêmico no cenário da crise. Generalidades sobre suporte no período pré-natal. #HARDTOPICS assistência pré-natal IDADE GESTACIONAL.# 01 O QUE CAI?# data da última menstruação (DUM). para calcular a data provável do parto (DPP) pela regra de Näegele, somamos 7 ao 1º dia da última menstruação e subtraímos 3 deste mês. ultrassonografia de 1º trimestre. ótima acurácia para determinar idade gestacional; erro esperado de 5-7 dias, no máximo; pressão arterial. medida em todas as consultas, com a paciente sentada ou em decúbito dorsal horizontal, e o manguito de tamanho adequado e posicionado no nível do coração. EXAME FÍSICO.# medida da altura uterina. feita com fita métrica da sínfise púbica até o fundo do útero. há boa correlação entre a idade gestacional (em semanas) e a altura uterina(em centímetros) entre a 18ª e a 32ª semanas. ultrassonografia de 2º trimestre. acurácia para determinar idade gestacional de cerca de 10 dias; ultrassonografia de 3º trimestre. a ultrassonografia não é útil para o cálculo da idade gestacional, pois o erro esperado é até 3 semanas; altura uterina maior que esperada. pode estar relacionada a erro na idade gestacional, polidrâmnio, gemelaridade, macrossomia fetal. altura uterina menor que esperada. pode significar restrição de crescimento fetal, oligoâmnio e erro de data. primeira consulta. são obrigatórios: hemograma, tipagem sanguínea, coombs indireto (gestantes RH negativo), glicemia jejum, urina tipo I, urocultura, parasitológico de fezes e sorologias de HIV, sífilis, hepatite B, toxoplasmose. EXAMES COMPLEMENTARES.# ultrassonografia. não é obrigatória em gestações de baixo risco. quando estiver disponível, deve ser solicitado na primeira metade da gestação. colpocitologia oncótica. pode ser colhida durante a gestação de acordo com protocolo de rastreamento de câncer de colo uterino preconizado pelo Ministério da Saúde. ROTINA.# primeira consulta. deve ocorrer até 120 dias de gestação. demais consultas. no mínimo 6, mensalmente até 28 semanas, quinzenais até 36 semanas, semanais até o parto. #HARDTOPICS assistência pré-natal 02 preconizadas na gestação. tétano (de acordo com o esquema vacinal prévio e tempo de último reforço), pertussis (proteção do recém-nascido durante as primeiras semanas de vida neonatal), hepatite B (de acordo com o status vacinal prévio) e influenza. VACINAS.# contraindicadas na gestação. todas as vacinas de vírus vivos atenuados estão contraindicadas. atenção. a gestação deve ser evitadas nos 30 dias que sucederem o uso de vacinas de vírus vivos atenuados. ácido fólico. recomendado para todas as mulheres que desejem engravida desde 3 meses antes da gestação (0,4-0,8mg/dia) para prevenção de malformações de fechamento de tubo neural. a suplementação deve continuar até, pelo menos o final do terceiro trimestre. SUPLEMENTAÇÃO.# ferro. suplementar 40-60mg a partir da 20ª semana para profilaxia de anemia ferropriva. Generalidades sobre suporte no período pré-natal. #HARDTOPICS assistência pré-natal IDADE GESTACIONAL.# 01 O QUE CAI?# data da última menstruação (DUM). para calcular a data provável do parto (DPP) pela regra de Näegele, somamos 7 ao 1º dia da última menstruação e subtraímos 3 deste mês. ultrassonografia de 1º trimestre. ótima acurácia para determinar idade gestacional; erro esperado de 5-7 dias, no máximo; pressão arterial. medida em todas as consultas, com a paciente sentada ou em decúbito dorsal horizontal, e o manguito de tamanho adequado e posicionado no nível do coração. EXAME FÍSICO.# medida da altura uterina. feita com fita métrica da sínfise púbica até o fundo do útero. há boa correlação entre a idade gestacional (em semanas) e a altura uterina(em centímetros) entre a 18ª e a 32ª semanas. ultrassonografia de 2º trimestre. acurácia para determinar idade gestacional de cerca de 10 dias; ultrassonografia de 3º trimestre. a ultrassonografia não é útil para o cálculo da idade gestacional, pois o erro esperado é até 3 semanas; altura uterina maior que esperada. pode estar relacionada a erro na idade gestacional, polidrâmnio, gemelaridade, macrossomia fetal. altura uterina menor que esperada. pode significar restrição de crescimento fetal, oligoâmnio e erro de data. primeira consulta. são obrigatórios: hemograma, tipagem sanguínea, coombs indireto (gestantes RH negativo), glicemia jejum, urina tipo I, urocultura, parasitológico de fezes e sorologias de HIV, sífilis, hepatite B, toxoplasmose. EXAMES COMPLEMENTARES.# ultrassonografia. não é obrigatória em gestações de baixo risco. quando estiverdisponível, deve ser solicitado na primeira metade da gestação. colpocitologia oncótica. pode ser colhida durante a gestação de acordo com protocolo de rastreamento de câncer de colo uterino preconizado pelo Ministério da Saúde. ROTINA.# primeira consulta. deve ocorrer até 120 dias de gestação. demais consultas. no mínimo 6, mensalmente até 28 semanas, quinzenais até 36 semanas, semanais até o parto. #HARDTOPICS assistência pré-natal 02 preconizadas na gestação. tétano (de acordo com o esquema vacinal prévio e tempo de último reforço), pertussis (proteção do recém-nascido durante as primeiras semanas de vida neonatal), hepatite B (de acordo com o status vacinal prévio) e influenza. VACINAS.# contraindicadas na gestação. todas as vacinas de vírus vivos atenuados estão contraindicadas. atenção. a gestação deve ser evitadas nos 30 dias que sucederem o uso de vacinas de vírus vivos atenuados. ácido fólico. recomendado para todas as mulheres que desejem engravida desde 3 meses antes da gestação (0,4-0,8mg/dia) para prevenção de malformações de fechamento de tubo neural. a suplementação deve continuar até, pelo menos o final do terceiro trimestre. SUPLEMENTAÇÃO.# ferro. suplementar 40-60mg a partir da 20ª semana para profilaxia de anemia ferropriva. Generalidades sobre suporte no período pré-natal. #HARDTOPICS assistência pré-natal IDADE GESTACIONAL.# 01 O QUE CAI?# data da última menstruação (DUM). para calcular a data provável do parto (DPP) pela regra de Näegele, somamos 7 ao 1º dia da última menstruação e subtraímos 3 deste mês. ultrassonografia de 1º trimestre. ótima acurácia para determinar idade gestacional; erro esperado de 5-7 dias, no máximo; pressão arterial. medida em todas as consultas, com a paciente sentada ou em decúbito dorsal horizontal, e o manguito de tamanho adequado e posicionado no nível do coração. EXAME FÍSICO.# medida da altura uterina. feita com fita métrica da sínfise púbica até o fundo do útero. há boa correlação entre a idade gestacional (em semanas) e a altura uterina(em centímetros) entre a 18ª e a 32ª semanas. ultrassonografia de 2º trimestre. acurácia para determinar idade gestacional de cerca de 10 dias; ultrassonografia de 3º trimestre. a ultrassonografia não é útil para o cálculo da idade gestacional, pois o erro esperado é até 3 semanas; altura uterina maior que esperada. pode estar relacionada a erro na idade gestacional, polidrâmnio, gemelaridade, macrossomia fetal. altura uterina menor que esperada. pode significar restrição de crescimento fetal, oligoâmnio e erro de data. primeira consulta. são obrigatórios: hemograma, tipagem sanguínea, coombs indireto (gestantes RH negativo), glicemia jejum, urina tipo I, urocultura, parasitológico de fezes e sorologias de HIV, sífilis, hepatite B, toxoplasmose. EXAMES COMPLEMENTARES.# ultrassonografia. não é obrigatória em gestações de baixo risco. quando estiver disponível, deve ser solicitado na primeira metade da gestação. colpocitologia oncótica. pode ser colhida durante a gestação de acordo com protocolo de rastreamento de câncer de colo uterino preconizado pelo Ministério da Saúde. ROTINA.# primeira consulta. deve ocorrer até 120 dias de gestação. demais consultas. no mínimo 6, mensalmente até 28 semanas, quinzenais até 36 semanas, semanais até o parto. #HARDTOPICS assistência pré-natal 02 preconizadas na gestação. tétano (de acordo com o esquema vacinal prévio e tempo de último reforço), pertussis (proteção do recém-nascido durante as primeiras semanas de vida neonatal), hepatite B (de acordo com o status vacinal prévio) e influenza. VACINAS.# contraindicadas na gestação. todas as vacinas de vírus vivos atenuados estão contraindicadas. atenção. a gestação deve ser evitadas nos 30 dias que sucederem o uso de vacinas de vírus vivos atenuados. ácido fólico. recomendado para todas as mulheres que desejem engravida desde 3 meses antes da gestação (0,4-0,8mg/dia) para prevenção de malformações de fechamento de tubo neural. a suplementação deve continuar até, pelo menos o final do terceiro trimestre. SUPLEMENTAÇÃO.# ferro. suplementar 40-60mg a partir da 20ª semana para profilaxia de anemia ferropriva. Casos com várias informações, perguntando sobre conduta e priorização do atendimento. #HARDTOPICS atendimento inicial ao politraumatizado TRIAGEM.# 01 O QUE CAI?# hospital com capacidade de atender todos os doentes. devemos começar com os mais graves (risco iminente de óbito). A - VIAS AÉREAS E ESTABILIZAÇÃO DA COLUNA CERVICAL.# 1º em segundos a minutos após o trauma. 50% dos óbitos; relacionados a lesões no coração, aorta, medula e sistema respiratório. só conseguimos prevenir. como avaliar. se o paciente fala, as vias aéreas estão pérvias, passaremos para o B. indicações de via aérea definitiva. apneia, insuficiência respiratória com dificuldade de manutenção de saturação, Glasgow ≤ 8, risco de broncoaspiração, iminência de obstrução de via aérea (queimadura de face e hematoma cervical em expansão). Trauma é a principal causa de óbito no Brasil de 1-40 anos com distribuição trimodal. 2º em minutos a horas após o trauma. 30% dos óbitos; relacionados a lesões no abdome, tórax e TCE. aqui conseguimos atuar! é o foco do ATLS – fazer a diferença na “golden hour”. 3º após 24h do trauma. relacionados a complicações como infecções e embolia pulmonar. MÚLTIPLAS VÍTIMAS.# QUAL DOENTE TEM PRIORIDADE NO ATENDIMENTO?# hospital sem capacidade de atender todos os doentes. devemos começar com o menos grave, com maior chance de sobreviver. Sempre manter o foco no ABCDE, pois avaliaremos inicialmente o que leva o paciente ao óbito primeiro. Nunca esquecer a regra: diagnosticar e tratar! Na dúvida começaremos novamente o ABCDE. ABCDE.# como avaliar. se não fala, usaremos o ver, ouvir e sentir. como avaliar. manobras “Chin Lift” e “Jaw Trust”. forma via aérea inicial. intubação orotraqueal (IOT). indicação de via aérea cirúrgica. se IOT impossível: trauma maxilofacial, distorção anatômica do pescoço, visualização de prega vocal impossibilitada por sangue ou edema. via aérea cirúrgica mais indicada. Cricotireoidostomia cirúrgica. EXAME SECUNDÁRIO.# Avaliação completa e detalhada, “tubos e dedos em todos os orifícios”, sondagens, exames laboratoriais e de imagem. 02 reavaliações. na dúvida, reiniciamos o ABCDE. conduta. acesso periférico de calibre grosso, infusão de 1L de ringer lactato aquecido. localizar o sangramento para “fechar a torneira”. choque grau 1. sem sintomas = apenas cristaloide. cuidado. crico cirúrgica não deve ser realizada em crianças – realizamos a crico por punção de forma transitória até a realização da traqueostomia. a traqueostomia não deve ser utilizada na emergência como primeira opção; mesmo na fratura de laringe podemos tentar a IOT com cuidado, e na impossibilidade realizamos a traqueostomia. RX do trauma. tórax AP, bacia AP, cervical AP e perfil. #HARDTOPICS atendimento inicial ao politraumatizado B – RESPIRAÇÃO.# como avaliar. exame físico do tórax – inspeção, palpação, percussão, e ausculta. armadilhas. pneumotórax hipertensivo, pneumotórax aberto e hemotóraxmaciço. C – CIRCULAÇÃO.# como avaliar. coloração da pele, frequência cardíaca, pressão arterial, enchimento capilar periférico, avaliar grau de choque. causa do choque. pensar inicialmente em choque hipovolêmico por hemorragia. local do sangue. tórax, abdome, pelve (fratura de bacia), fratura de ossos longos bilaterais ou na cena do trauma (sangramento externo). choque grau 2. taquicardia, pode ter hipotensão postural = apenas cristaloide. choque grau 3. hipotensão mantida = cristaloide + hemotransfusão. choque grau 4. regra dos 4 (perdeu mais de 40% da volemia, FC>140, FR>40) = cristaloide + hemotransfusão (iniciar com O negativo), utilizar o ácido tranexâmico até 3h após o trauma.. avaliação da resposta. melhora dos parâmetros clínicos e débito urinário por sondagem vesical - >0,5ml/kg/h no adulto e 1mL/kg/h na criança. D – NEUROLÓGICO.# como avaliar. escala de Glasgow + avaliaçãode pupilas (Glasgow-P). E – EXPOSIÇÃO E PREVENÇÃO DE HIPOTERMIA.# como avaliar. cortar a roupa, rodar em bloco para avaliar o dorso, aquecimento ativo com cobertores e infusão de soro aquecido. cuidado. evitar a tríade letal: hipotermia + acidose + coagulopatia. Casos com várias informações, perguntando sobre conduta e priorização do atendimento. #HARDTOPICS atendimento inicial ao politraumatizado TRIAGEM.# 01 O QUE CAI?# hospital com capacidade de atender todos os doentes. devemos começar com os mais graves (risco iminente de óbito). A - VIAS AÉREAS E ESTABILIZAÇÃO DA COLUNA CERVICAL.# 1º em segundos a minutos após o trauma. 50% dos óbitos; relacionados a lesões no coração, aorta, medula e sistema respiratório. só conseguimos prevenir. como avaliar. se o paciente fala, as vias aéreas estão pérvias, passaremos para o B. indicações de via aérea definitiva. apneia, insuficiência respiratória com dificuldade de manutenção de saturação, Glasgow ≤ 8, risco de broncoaspiração, iminência de obstrução de via aérea (queimadura de face e hematoma cervical em expansão). Trauma é a principal causa de óbito no Brasil de 1-40 anos com distribuição trimodal. 2º em minutos a horas após o trauma. 30% dos óbitos; relacionados a lesões no abdome, tórax e TCE. aqui conseguimos atuar! é o foco do ATLS – fazer a diferença na “golden hour”. 3º após 24h do trauma. relacionados a complicações como infecções e embolia pulmonar. MÚLTIPLAS VÍTIMAS.# QUAL DOENTE TEM PRIORIDADE NO ATENDIMENTO?# hospital sem capacidade de atender todos os doentes. devemos começar com o menos grave, com maior chance de sobreviver. Sempre manter o foco no ABCDE, pois avaliaremos inicialmente o que leva o paciente ao óbito primeiro. Nunca esquecer a regra: diagnosticar e tratar! Na dúvida começaremos novamente o ABCDE. ABCDE.# como avaliar. se não fala, usaremos o ver, ouvir e sentir. como avaliar. manobras “Chin Lift” e “Jaw Trust”. forma via aérea inicial. intubação orotraqueal (IOT). indicação de via aérea cirúrgica. se IOT impossível: trauma maxilofacial, distorção anatômica do pescoço, visualização de prega vocal impossibilitada por sangue ou edema. via aérea cirúrgica mais indicada. Cricotireoidostomia cirúrgica. EXAME SECUNDÁRIO.# Avaliação completa e detalhada, “tubos e dedos em todos os orifícios”, sondagens, exames laboratoriais e de imagem. 02 reavaliações. na dúvida, reiniciamos o ABCDE. conduta. acesso periférico de calibre grosso, infusão de 1L de ringer lactato aquecido. localizar o sangramento para “fechar a torneira”. choque grau 1. sem sintomas = apenas cristaloide. cuidado. crico cirúrgica não deve ser realizada em crianças – realizamos a crico por punção de forma transitória até a realização da traqueostomia. a traqueostomia não deve ser utilizada na emergência como primeira opção; mesmo na fratura de laringe podemos tentar a IOT com cuidado, e na impossibilidade realizamos a traqueostomia. RX do trauma. tórax AP, bacia AP, cervical AP e perfil. #HARDTOPICS atendimento inicial ao politraumatizado B – RESPIRAÇÃO.# como avaliar. exame físico do tórax – inspeção, palpação, percussão, e ausculta. armadilhas. pneumotórax hipertensivo, pneumotórax aberto e hemotóraxmaciço. C – CIRCULAÇÃO.# como avaliar. coloração da pele, frequência cardíaca, pressão arterial, enchimento capilar periférico, avaliar grau de choque. causa do choque. pensar inicialmente em choque hipovolêmico por hemorragia. local do sangue. tórax, abdome, pelve (fratura de bacia), fratura de ossos longos bilaterais ou na cena do trauma (sangramento externo). choque grau 2. taquicardia, pode ter hipotensão postural = apenas cristaloide. choque grau 3. hipotensão mantida = cristaloide + hemotransfusão. choque grau 4. regra dos 4 (perdeu mais de 40% da volemia, FC>140, FR>40) = cristaloide + hemotransfusão (iniciar com O negativo), utilizar o ácido tranexâmico até 3h após o trauma.. avaliação da resposta. melhora dos parâmetros clínicos e débito urinário por sondagem vesical - >0,5ml/kg/h no adulto e 1mL/kg/h na criança. D – NEUROLÓGICO.# como avaliar. escala de Glasgow + avaliação de pupilas (Glasgow-P). E – EXPOSIÇÃO E PREVENÇÃO DE HIPOTERMIA.# como avaliar. cortar a roupa, rodar em bloco para avaliar o dorso, aquecimento ativo com cobertores e infusão de soro aquecido. cuidado. evitar a tríade letal: hipotermia + acidose + coagulopatia. Casos com várias informações, perguntando sobre conduta e priorização do atendimento. #HARDTOPICS atendimento inicial ao politraumatizado TRIAGEM.# 01 O QUE CAI?# hospital com capacidade de atender todos os doentes. devemos começar com os mais graves (risco iminente de óbito). A - VIAS AÉREAS E ESTABILIZAÇÃO DA COLUNA CERVICAL.# 1º em segundos a minutos após o trauma. 50% dos óbitos; relacionados a lesões no coração, aorta, medula e sistema respiratório. só conseguimos prevenir. como avaliar. se o paciente fala, as vias aéreas estão pérvias, passaremos para o B. indicações de via aérea definitiva. apneia, insuficiência respiratória com dificuldade de manutenção de saturação, Glasgow ≤ 8, risco de broncoaspiração, iminência de obstrução de via aérea (queimadura de face e hematoma cervical em expansão). Trauma é a principal causa de óbito no Brasil de 1-40 anos com distribuição trimodal. 2º em minutos a horas após o trauma. 30% dos óbitos; relacionados a lesões no abdome, tórax e TCE. aqui conseguimos atuar! é o foco do ATLS – fazer a diferença na “golden hour”. 3º após 24h do trauma. relacionados a complicações como infecções e embolia pulmonar. MÚLTIPLAS VÍTIMAS.# QUAL DOENTE TEM PRIORIDADE NO ATENDIMENTO?# hospital sem capacidade de atender todos os doentes. devemos começar com o menos grave, com maior chance de sobreviver. Sempre manter o foco no ABCDE, pois avaliaremos inicialmente o que leva o paciente ao óbito primeiro. Nunca esquecer a regra: diagnosticar e tratar! Na dúvida começaremos novamente o ABCDE. ABCDE.# como avaliar. se não fala, usaremos o ver, ouvir e sentir. como avaliar. manobras “Chin Lift” e “Jaw Trust”. forma via aérea inicial. intubação orotraqueal (IOT). indicação de via aérea cirúrgica. se IOT impossível: trauma maxilofacial, distorção anatômica do pescoço, visualização de prega vocal impossibilitada por sangue ou edema. via aérea cirúrgica mais indicada. Cricotireoidostomia cirúrgica. EXAME SECUNDÁRIO.# Avaliação completa e detalhada, “tubos e dedos em todos os orifícios”, sondagens, exames laboratoriais e de imagem. 02 reavaliações. na dúvida, reiniciamos o ABCDE. conduta. acesso periférico de calibre grosso, infusão de 1L de ringer lactato aquecido. localizar o sangramento para “fechar a torneira”. choque grau 1. sem sintomas = apenas cristaloide. cuidado. crico cirúrgica não deve ser realizada em crianças – realizamos a crico por punção de forma transitória até a realização da traqueostomia. a traqueostomia não deve ser utilizada na emergência como primeira opção; mesmo na fratura de laringe podemos tentar a IOT com cuidado, e na impossibilidade realizamos a traqueostomia. RX do trauma. tórax AP, bacia AP, cervical AP e perfil. #HARDTOPICS atendimento inicial ao politraumatizado B – RESPIRAÇÃO.# como avaliar. exame físico do tórax – inspeção, palpação, percussão, e ausculta. armadilhas. pneumotórax hipertensivo, pneumotórax aberto e hemotóraxmaciço. C – CIRCULAÇÃO.# como avaliar. coloração da pele, frequência cardíaca, pressão arterial, enchimento capilar periférico, avaliar grau de choque. causa do choque. pensar inicialmente em choque hipovolêmico por hemorragia. local do sangue. tórax, abdome, pelve (fratura de bacia), fratura de ossos longos bilaterais ou na cena do trauma (sangramento externo). choque grau 2. taquicardia, pode ter hipotensão postural = apenas cristaloide. choque grau 3. hipotensão mantida = cristaloide + hemotransfusão. choque grau 4. regra dos 4 (perdeu mais de 40% da volemia, FC>140, FR>40) = cristaloide + hemotransfusão (iniciar com O negativo), utilizar o ácido tranexâmico até 3h após o trauma.. avaliaçãoda resposta. melhora dos parâmetros clínicos e débito urinário por sondagem vesical - >0,5ml/kg/h no adulto e 1mL/kg/h na criança. D – NEUROLÓGICO.# como avaliar. escala de Glasgow + avaliação de pupilas (Glasgow-P). E – EXPOSIÇÃO E PREVENÇÃO DE HIPOTERMIA.# como avaliar. cortar a roupa, rodar em bloco para avaliar o dorso, aquecimento ativo com cobertores e infusão de soro aquecido. cuidado. evitar a tríade letal: hipotermia + acidose + coagulopatia. #HARDTOPICS AVCH 01 O QUE CAI?# VISÃO GERAL.# Etiologias/fatores de risco, quadro clínico da HSA e controle pressórico. o que é? ruptura de vasos corticais com sangramento meníngeo. etiologia. pode ser traumática ou espontânea (na maioria das vezes por aneurismas). fatores de risco. tabagismo, hipertensão, alcoolismo, rins policísticos, história familiar, doenças do tecido conectivo. frequência. menos frequente que o AVCI, mas com impacto importante em mortalidade. o que é? sangramento originado de vasos perfurantes. etiologia e fatores de risco. Hipertensão arterial sistêmica (arteriosclerose hialina), angiopatia amiloide, malformações vasculares, anticoagulantes, drogas (como cocaína), transformação hemorrágica do AVCI, entre outras. quadro e diagnóstico. habitualmente o diagnóstico ocorre no diferencial do AVCI...a tomografia acaba mostrando o sangramento; o quadro costuma ser indistinguível; cefaleia e manifestações de hipertensão intracraniana podem ser mais pronunciados. tratamento. suporte geral (controle de temperatura, glicemia; correção de distúrbio de coagulação se necessário...), com atenção especial a: controle pressórico. mais rígido que no AVCI – buscar pressão sistólica em torno de 140mmHg, com nitroprussiato, por exemplo. atenção. se houver estigmas importantes de hipertensão intracraniana, a pressão intracraniana deverá ser monitorizada, assim como a pressão arterial média, para garantir boa pressão de perfusão cerebral (PPC = PIC – PAM). cirurgia. considerar em cenários extremos, como sangramentos cerebelares com >3cm, ou nas hemorragias volumosas com desvio de linha média. atenção. não há indicação rotineira de profilaxia de crises convulsivas com anticonvulsivantes. HEMORRAGIA INTRAPARENQUIMATOSA.# HEMORRAGIA SUBARACNOIDE (HSA).# tipos. hemorragia intraparenquimatosa e hemorragia subaracnoidea. atenção. alguns pacientes podem apresentar alterações eletrocardiográficas sugestivas de isquemia por conta da descarga adrenérgica provocada pelo quadro, e que costumam ser transitórios. atenção. hiponatremia pode ser vista, tanto por SIADH quanto por síndrome perdedora de sal. diagnóstico. tomografia revela o sangramento em até 95% dos casos; nos demais podemos lançar mão da análise liquórica, com LCR hemático. cuidado. o LCR hemático pode ocorrer no acidente de punção; algumas características ajudam a identificar a HSA: o líquido não clareia durante a punção, não coagula, tem xantocromia (alaranjado por metabolização da hemoglobina), pode ter proteínas elevadas... quadro. o clássico é cefaleia súbita e intensa (muito descrita como “a pior da vida”), com náuseas, vômitos, alteração de consciência e sinais de irritação meníngea. #HARDTOPICS AVCH 02 escalas. duas escalas são classicamente utilizadas: Hunt-Hess e Fischer. complicações mais temidas. ressangramento (risco maior na primeira semana) e vasoespasmo (3º - 14º dias). tratamento. suporte geral com atenção a: controle pressórico. buscar pressão sistólica em torno de 160mmHg, com nitroprussiato, por exemplo. nimodipina. indicada para todos os pacientes para reduzir repercussão de vasoespasmo. avaliação da anatomia vascular. angiografia é o padrão-ouro – localizar fonte de sangramento e abordar. Hunt-Hess. avalia o grau de sintomas e indica mortalidade. Fischer. avalia o grau de sangramento, e indica risco de vasoespasmo. #HARDTOPICS AVCH 01 O QUE CAI?# VISÃO GERAL.# Etiologias/fatores de risco, quadro clínico da HSA e controle pressórico. o que é? ruptura de vasos corticais com sangramento meníngeo. etiologia. pode ser traumática ou espontânea (na maioria das vezes por aneurismas). fatores de risco. tabagismo, hipertensão, alcoolismo, rins policísticos, história familiar, doenças do tecido conectivo. frequência. menos frequente que o AVCI, mas com impacto importante em mortalidade. o que é? sangramento originado de vasos perfurantes. etiologia e fatores de risco. Hipertensão arterial sistêmica (arteriosclerose hialina), angiopatia amiloide, malformações vasculares, anticoagulantes, drogas (como cocaína), transformação hemorrágica do AVCI, entre outras. quadro e diagnóstico. habitualmente o diagnóstico ocorre no diferencial do AVCI...a tomografia acaba mostrando o sangramento; o quadro costuma ser indistinguível; cefaleia e manifestações de hipertensão intracraniana podem ser mais pronunciados. tratamento. suporte geral (controle de temperatura, glicemia; correção de distúrbio de coagulação se necessário...), com atenção especial a: controle pressórico. mais rígido que no AVCI – buscar pressão sistólica em torno de 140mmHg, com nitroprussiato, por exemplo. atenção. se houver estigmas importantes de hipertensão intracraniana, a pressão intracraniana deverá ser monitorizada, assim como a pressão arterial média, para garantir boa pressão de perfusão cerebral (PPC = PIC – PAM). cirurgia. considerar em cenários extremos, como sangramentos cerebelares com >3cm, ou nas hemorragias volumosas com desvio de linha média. atenção. não há indicação rotineira de profilaxia de crises convulsivas com anticonvulsivantes. HEMORRAGIA INTRAPARENQUIMATOSA.# HEMORRAGIA SUBARACNOIDE (HSA).# tipos. hemorragia intraparenquimatosa e hemorragia subaracnoidea. atenção. alguns pacientes podem apresentar alterações eletrocardiográficas sugestivas de isquemia por conta da descarga adrenérgica provocada pelo quadro, e que costumam ser transitórios. atenção. hiponatremia pode ser vista, tanto por SIADH quanto por síndrome perdedora de sal. diagnóstico. tomografia revela o sangramento em até 95% dos casos; nos demais podemos lançar mão da análise liquórica, com LCR hemático. cuidado. o LCR hemático pode ocorrer no acidente de punção; algumas características ajudam a identificar a HSA: o líquido não clareia durante a punção, não coagula, tem xantocromia (alaranjado por metabolização da hemoglobina), pode ter proteínas elevadas... quadro. o clássico é cefaleia súbita e intensa (muito descrita como “a pior da vida”), com náuseas, vômitos, alteração de consciência e sinais de irritação meníngea. #HARDTOPICS AVCH 02 escalas. duas escalas são classicamente utilizadas: Hunt-Hess e Fischer. complicações mais temidas. ressangramento (risco maior na primeira semana) e vasoespasmo (3º - 14º dias). tratamento. suporte geral com atenção a: controle pressórico. buscar pressão sistólica em torno de 160mmHg, com nitroprussiato, por exemplo. nimodipina. indicada para todos os pacientes para reduzir repercussão de vasoespasmo. avaliação da anatomia vascular. angiografia é o padrão-ouro – localizar fonte de sangramento e abordar. Hunt-Hess. avalia o grau de sintomas e indica mortalidade. Fischer. avalia o grau de sangramento, e indica risco de vasoespasmo. #HARDTOPICS AVCH 01 O QUE CAI?# VISÃO GERAL.# Etiologias/fatores de risco, quadro clínico da HSA e controle pressórico. o que é? ruptura de vasos corticais com sangramento meníngeo. etiologia. pode ser traumática ou espontânea (na maioria das vezes por aneurismas). fatores de risco. tabagismo, hipertensão, alcoolismo, rins policísticos, história familiar, doenças do tecido conectivo. frequência. menos frequente que o AVCI, mas com impacto importante em mortalidade. o que é? sangramento originado de vasos perfurantes. etiologia e fatores de risco. Hipertensão arterial sistêmica (arteriosclerose hialina), angiopatia amiloide, malformações vasculares, anticoagulantes, drogas (como cocaína), transformação hemorrágica do AVCI, entre outras. quadro e diagnóstico. habitualmente o diagnóstico ocorre no diferencial do AVCI...a tomografiaacaba mostrando o sangramento; o quadro costuma ser indistinguível; cefaleia e manifestações de hipertensão intracraniana podem ser mais pronunciados. tratamento. suporte geral (controle de temperatura, glicemia; correção de distúrbio de coagulação se necessário...), com atenção especial a: controle pressórico. mais rígido que no AVCI – buscar pressão sistólica em torno de 140mmHg, com nitroprussiato, por exemplo. atenção. se houver estigmas importantes de hipertensão intracraniana, a pressão intracraniana deverá ser monitorizada, assim como a pressão arterial média, para garantir boa pressão de perfusão cerebral (PPC = PIC – PAM). cirurgia. considerar em cenários extremos, como sangramentos cerebelares com >3cm, ou nas hemorragias volumosas com desvio de linha média. atenção. não há indicação rotineira de profilaxia de crises convulsivas com anticonvulsivantes. HEMORRAGIA INTRAPARENQUIMATOSA.# HEMORRAGIA SUBARACNOIDE (HSA).# tipos. hemorragia intraparenquimatosa e hemorragia subaracnoidea. atenção. alguns pacientes podem apresentar alterações eletrocardiográficas sugestivas de isquemia por conta da descarga adrenérgica provocada pelo quadro, e que costumam ser transitórios. atenção. hiponatremia pode ser vista, tanto por SIADH quanto por síndrome perdedora de sal. diagnóstico. tomografia revela o sangramento em até 95% dos casos; nos demais podemos lançar mão da análise liquórica, com LCR hemático. cuidado. o LCR hemático pode ocorrer no acidente de punção; algumas características ajudam a identificar a HSA: o líquido não clareia durante a punção, não coagula, tem xantocromia (alaranjado por metabolização da hemoglobina), pode ter proteínas elevadas... quadro. o clássico é cefaleia súbita e intensa (muito descrita como “a pior da vida”), com náuseas, vômitos, alteração de consciência e sinais de irritação meníngea. #HARDTOPICS AVCH 02 escalas. duas escalas são classicamente utilizadas: Hunt-Hess e Fischer. complicações mais temidas. ressangramento (risco maior na primeira semana) e vasoespasmo (3º - 14º dias). tratamento. suporte geral com atenção a: controle pressórico. buscar pressão sistólica em torno de 160mmHg, com nitroprussiato, por exemplo. nimodipina. indicada para todos os pacientes para reduzir repercussão de vasoespasmo. avaliação da anatomia vascular. angiografia é o padrão-ouro – localizar fonte de sangramento e abordar. Hunt-Hess. avalia o grau de sintomas e indica mortalidade. Fischer. avalia o grau de sangramento, e indica risco de vasoespasmo. Critérios para trombólise e abordagem da pressão arterial. #HARDTOPICS 01 O QUE CAI?# FOCO TERAPÊUTICO.# área de penumbra. o objetivo cardinal é salvar a área adjacente à que infartou, basicamente com terapia trombolítica; medidas adicionais também são importantes, como controle de temperatura, glicemia e níveis pressóricos. controle de fatores de risco. reduzir o risco futuro – medidas como antiagregação plaquetária. atenção. outros diferenciais são epilepsia, intoxicação exógena, uremia, encefalopatia hepática, infecção (principalmente em imunodeprimidos)...observe, no entanto, que todos esses apresentam dados na história bem sugestivos...essas situações devem ser consideradas apenas em cenários bem sugestivos. avc isquêmico CONTRAINDICAÇÕES.# atenção às principais contraindicações absolutas. AVC hemorrágico atual ou prévio, sangramento ativo, neoplasia intracraniana, distúrbio de coagulação (incluindo plaquetas <100mil). no caso do uso de anticoagulantes a trombólise dependerá da possibilidade de mensurar o efeito do fármaco (por exemplo, varfarina com RNI<1,7 permite uso) ou da possibilidade de uso de reversores (NOAC). IDENTIFICAÇÃO E ELEGIBILIDADE PARA TROMBÓLISE.# quadro neurológico focal súbito. aspecto fundamental para a suspeita diagnóstica; o termo súbito denota tempo ultracurto para o deficit atingir seu pico – até 1 minuto. na avaliação é fundamental realizar o exame neurológico sumário. estimar a intensidade do deficit. classicamente utilizamos a NIHSS (não é exigida habitualmente nas provas) - quanto maior, pior. tempo. o tempo desde a instalação do deficit deve ser bem avaliado, pois a trombólise é indicada até 4,5 horas do início do quadro; lembrando que se o paciente despertou com o deficit, vale como referência o último momento em que foi visto sem o sintoma. IDENTIFICAÇÃO.# imagem é obrigatória. habitualmente realizamos tc sem contraste com objetivo fundamental de afastar sangramento; é que na isquemia os achados costumam surgir após 24-48h, embora possamos visualizar discreto edema em fases precoces. diferencial com AVC hemorrágico. o quadro clínico pode ser indistinguível, e por isso avaliação com imagem é obrigatória – é impossível se considerar terapia trombolítica sem se certificar de não se tratar de AVC hemorrágico... glicemia. alterações de glicemia, hipoglicemia ou elevações pronunciadas (como no estado hiperosmolar) podem justificar quadros neurológicos; como a glicemia capilar é sempre de análise rápida, é recomendada como teste inicial – se houver hipoglicemia, deve ser prontamente tratada; no entanto, devemos sempre analisar cautelosamente, para definir se de fato o quadro relaciona-se apenas aos níveis glicêmicos. IMAGEM E DIFERENCIAL.# A trombólise venosa com alteplase é o foco principal do tratamento, e precisaremos avaliar indicação e risco de sangramento (contraindicações). #HARDTOPICS 02 pressão arterial. para a trombólise a PA deve estar menor que 185x110mmHg; se necessário usaremos nitroprussiato; se não formos realizar a trombólise, a regra é considerar controle pressórico apenas se estiver maior ou igual a 220x120mmHg (reduzir 10-15% nas primeiras 24h) atenção. após a trombólise manter a PA inferior a 180x105mmHg. avc isquêmico suporte. controle de temperatura, controle glicêmico, controle pressórico...enfim, suporte em geral é fundamental! antiagregantes. importante para reduzir risco futuro; aspirina deve ser considerada. nos casos em que a trombólise foi realizada, aguardar 24-48 horas para introdução; se não foi feita trombólise pode ser ofertada precocemente. estatinas também costumam ser utilizadas. anticoagulação. é medida excepcional, e é considerada nos casos em que a exista uma causa em si que a justifique, como fibrilação atrial, dissecção de carótida, entre outras. importante observar que a anticoagulação não é, grosso modo, um tratamento para o AVC isquêmico em si, mas direcionado a algumas situações. controle de fatores de risco. tabagismo, hipertensão etc...lembrar que as etiologias mais comuns são aterotrombose (tabagismo, HAS...), embolia arterial (fibrilação atrial...) e AVC lacunar (HAS...)... estudos adicionais. é importante estudo da circulação encefálica (angiotomografia) e testes adicionais para avaliação de etiologias (doppler de carótidas, eletrocardiograma, ecocardiograma...). CONDUTAS ADICIONAIS.# TROMBÓLISE INVIÁVEL?# trombectomia mecânica. considerar em casos específicos e conforme estrututa local; o tempo recomendado por guidelines atuais é de até 6 horas de instalação do déficit; alguns grupos usam protocolos com ressonância (difusão e perfusão), que permitem estimar a área já perdida e a que pode ainda ser recuperada. avaliação individual. importante lembrar que a avaliação das contraindicações relativas deve ser sempre individualizada. ATAQUE ISQUÊMICO TRANSITÓRIO.# o que é? definido como deficit que se resolve em menos de 24 horas, sem deixar qualquer anormalidade em imagem. na maioria das vezes o deficit se resolve em menos de 10 minutos. conduta prática. jamais esperaremos a resolução para definir a trombólise ou não; o diagnóstico de AIT sempre será retrospectivo! uma vez definido aplicaremos a mesma ideia de conduta para os pacientes com AVC isquémico sem indicação de remoção de trombo: buscar redução de risco futuro. Critérios para trombólise e abordagem da pressão arterial. #HARDTOPICS 01 O QUE CAI?# FOCO TERAPÊUTICO.# área de penumbra. o objetivo cardinal é salvar a área adjacente à que infartou, basicamentecom terapia trombolítica; medidas adicionais também são importantes, como controle de temperatura, glicemia e níveis pressóricos. controle de fatores de risco. reduzir o risco futuro – medidas como antiagregação plaquetária. atenção. outros diferenciais são epilepsia, intoxicação exógena, uremia, encefalopatia hepática, infecção (principalmente em imunodeprimidos)...observe, no entanto, que todos esses apresentam dados na história bem sugestivos...essas situações devem ser consideradas apenas em cenários bem sugestivos. avc isquêmico CONTRAINDICAÇÕES.# atenção às principais contraindicações absolutas. AVC hemorrágico atual ou prévio, sangramento ativo, neoplasia intracraniana, distúrbio de coagulação (incluindo plaquetas <100mil). no caso do uso de anticoagulantes a trombólise dependerá da possibilidade de mensurar o efeito do fármaco (por exemplo, varfarina com RNI<1,7 permite uso) ou da possibilidade de uso de reversores (NOAC). IDENTIFICAÇÃO E ELEGIBILIDADE PARA TROMBÓLISE.# quadro neurológico focal súbito. aspecto fundamental para a suspeita diagnóstica; o termo súbito denota tempo ultracurto para o deficit atingir seu pico – até 1 minuto. na avaliação é fundamental realizar o exame neurológico sumário. estimar a intensidade do deficit. classicamente utilizamos a NIHSS (não é exigida habitualmente nas provas) - quanto maior, pior. tempo. o tempo desde a instalação do deficit deve ser bem avaliado, pois a trombólise é indicada até 4,5 horas do início do quadro; lembrando que se o paciente despertou com o deficit, vale como referência o último momento em que foi visto sem o sintoma. IDENTIFICAÇÃO.# imagem é obrigatória. habitualmente realizamos tc sem contraste com objetivo fundamental de afastar sangramento; é que na isquemia os achados costumam surgir após 24-48h, embora possamos visualizar discreto edema em fases precoces. diferencial com AVC hemorrágico. o quadro clínico pode ser indistinguível, e por isso avaliação com imagem é obrigatória – é impossível se considerar terapia trombolítica sem se certificar de não se tratar de AVC hemorrágico... glicemia. alterações de glicemia, hipoglicemia ou elevações pronunciadas (como no estado hiperosmolar) podem justificar quadros neurológicos; como a glicemia capilar é sempre de análise rápida, é recomendada como teste inicial – se houver hipoglicemia, deve ser prontamente tratada; no entanto, devemos sempre analisar cautelosamente, para definir se de fato o quadro relaciona-se apenas aos níveis glicêmicos. IMAGEM E DIFERENCIAL.# A trombólise venosa com alteplase é o foco principal do tratamento, e precisaremos avaliar indicação e risco de sangramento (contraindicações). #HARDTOPICS 02 pressão arterial. para a trombólise a PA deve estar menor que 185x110mmHg; se necessário usaremos nitroprussiato; se não formos realizar a trombólise, a regra é considerar controle pressórico apenas se estiver maior ou igual a 220x120mmHg (reduzir 10-15% nas primeiras 24h) atenção. após a trombólise manter a PA inferior a 180x105mmHg. avc isquêmico suporte. controle de temperatura, controle glicêmico, controle pressórico...enfim, suporte em geral é fundamental! antiagregantes. importante para reduzir risco futuro; aspirina deve ser considerada. nos casos em que a trombólise foi realizada, aguardar 24-48 horas para introdução; se não foi feita trombólise pode ser ofertada precocemente. estatinas também costumam ser utilizadas. anticoagulação. é medida excepcional, e é considerada nos casos em que a exista uma causa em si que a justifique, como fibrilação atrial, dissecção de carótida, entre outras. importante observar que a anticoagulação não é, grosso modo, um tratamento para o AVC isquêmico em si, mas direcionado a algumas situações. controle de fatores de risco. tabagismo, hipertensão etc...lembrar que as etiologias mais comuns são aterotrombose (tabagismo, HAS...), embolia arterial (fibrilação atrial...) e AVC lacunar (HAS...)... estudos adicionais. é importante estudo da circulação encefálica (angiotomografia) e testes adicionais para avaliação de etiologias (doppler de carótidas, eletrocardiograma, ecocardiograma...). CONDUTAS ADICIONAIS.# TROMBÓLISE INVIÁVEL?# trombectomia mecânica. considerar em casos específicos e conforme estrututa local; o tempo recomendado por guidelines atuais é de até 6 horas de instalação do déficit; alguns grupos usam protocolos com ressonância (difusão e perfusão), que permitem estimar a área já perdida e a que pode ainda ser recuperada. avaliação individual. importante lembrar que a avaliação das contraindicações relativas deve ser sempre individualizada. ATAQUE ISQUÊMICO TRANSITÓRIO.# o que é? definido como deficit que se resolve em menos de 24 horas, sem deixar qualquer anormalidade em imagem. na maioria das vezes o deficit se resolve em menos de 10 minutos. conduta prática. jamais esperaremos a resolução para definir a trombólise ou não; o diagnóstico de AIT sempre será retrospectivo! uma vez definido aplicaremos a mesma ideia de conduta para os pacientes com AVC isquémico sem indicação de remoção de trombo: buscar redução de risco futuro. Critérios para trombólise e abordagem da pressão arterial. #HARDTOPICS 01 O QUE CAI?# FOCO TERAPÊUTICO.# área de penumbra. o objetivo cardinal é salvar a área adjacente à que infartou, basicamente com terapia trombolítica; medidas adicionais também são importantes, como controle de temperatura, glicemia e níveis pressóricos. controle de fatores de risco. reduzir o risco futuro – medidas como antiagregação plaquetária. atenção. outros diferenciais são epilepsia, intoxicação exógena, uremia, encefalopatia hepática, infecção (principalmente em imunodeprimidos)...observe, no entanto, que todos esses apresentam dados na história bem sugestivos...essas situações devem ser consideradas apenas em cenários bem sugestivos. avc isquêmico CONTRAINDICAÇÕES.# atenção às principais contraindicações absolutas. AVC hemorrágico atual ou prévio, sangramento ativo, neoplasia intracraniana, distúrbio de coagulação (incluindo plaquetas <100mil). no caso do uso de anticoagulantes a trombólise dependerá da possibilidade de mensurar o efeito do fármaco (por exemplo, varfarina com RNI<1,7 permite uso) ou da possibilidade de uso de reversores (NOAC). IDENTIFICAÇÃO E ELEGIBILIDADE PARA TROMBÓLISE.# quadro neurológico focal súbito. aspecto fundamental para a suspeita diagnóstica; o termo súbito denota tempo ultracurto para o deficit atingir seu pico – até 1 minuto. na avaliação é fundamental realizar o exame neurológico sumário. estimar a intensidade do deficit. classicamente utilizamos a NIHSS (não é exigida habitualmente nas provas) - quanto maior, pior. tempo. o tempo desde a instalação do deficit deve ser bem avaliado, pois a trombólise é indicada até 4,5 horas do início do quadro; lembrando que se o paciente despertou com o deficit, vale como referência o último momento em que foi visto sem o sintoma. IDENTIFICAÇÃO.# imagem é obrigatória. habitualmente realizamos tc sem contraste com objetivo fundamental de afastar sangramento; é que na isquemia os achados costumam surgir após 24-48h, embora possamos visualizar discreto edema em fases precoces. diferencial com AVC hemorrágico. o quadro clínico pode ser indistinguível, e por isso avaliação com imagem é obrigatória – é impossível se considerar terapia trombolítica sem se certificar de não se tratar de AVC hemorrágico... glicemia. alterações de glicemia, hipoglicemia ou elevações pronunciadas (como no estado hiperosmolar) podem justificar quadros neurológicos; como a glicemia capilar é sempre de análise rápida, é recomendada como teste inicial – se houver hipoglicemia, deve ser prontamente tratada; no entanto, devemos sempre analisar cautelosamente, para definir se de fato o quadro relaciona-se apenas aos níveis glicêmicos. IMAGEM E DIFERENCIAL.# A trombólise venosa com alteplase é o foco principal do tratamento, e precisaremos avaliar indicação e risco de sangramento (contraindicações). #HARDTOPICS 02 pressão arterial. para a trombólisea PA deve estar menor que 185x110mmHg; se necessário usaremos nitroprussiato; se não formos realizar a trombólise, a regra é considerar controle pressórico apenas se estiver maior ou igual a 220x120mmHg (reduzir 10-15% nas primeiras 24h) atenção. após a trombólise manter a PA inferior a 180x105mmHg. avc isquêmico suporte. controle de temperatura, controle glicêmico, controle pressórico...enfim, suporte em geral é fundamental! antiagregantes. importante para reduzir risco futuro; aspirina deve ser considerada. nos casos em que a trombólise foi realizada, aguardar 24-48 horas para introdução; se não foi feita trombólise pode ser ofertada precocemente. estatinas também costumam ser utilizadas. anticoagulação. é medida excepcional, e é considerada nos casos em que a exista uma causa em si que a justifique, como fibrilação atrial, dissecção de carótida, entre outras. importante observar que a anticoagulação não é, grosso modo, um tratamento para o AVC isquêmico em si, mas direcionado a algumas situações. controle de fatores de risco. tabagismo, hipertensão etc...lembrar que as etiologias mais comuns são aterotrombose (tabagismo, HAS...), embolia arterial (fibrilação atrial...) e AVC lacunar (HAS...)... estudos adicionais. é importante estudo da circulação encefálica (angiotomografia) e testes adicionais para avaliação de etiologias (doppler de carótidas, eletrocardiograma, ecocardiograma...). CONDUTAS ADICIONAIS.# TROMBÓLISE INVIÁVEL?# trombectomia mecânica. considerar em casos específicos e conforme estrututa local; o tempo recomendado por guidelines atuais é de até 6 horas de instalação do déficit; alguns grupos usam protocolos com ressonância (difusão e perfusão), que permitem estimar a área já perdida e a que pode ainda ser recuperada. avaliação individual. importante lembrar que a avaliação das contraindicações relativas deve ser sempre individualizada. ATAQUE ISQUÊMICO TRANSITÓRIO.# o que é? definido como deficit que se resolve em menos de 24 horas, sem deixar qualquer anormalidade em imagem. na maioria das vezes o deficit se resolve em menos de 10 minutos. conduta prática. jamais esperaremos a resolução para definir a trombólise ou não; o diagnóstico de AIT sempre será retrospectivo! uma vez definido aplicaremos a mesma ideia de conduta para os pacientes com AVC isquémico sem indicação de remoção de trombo: buscar redução de risco futuro. #HARDTOPICS tumores de pele 01 O QUE CAI?# CÂNCER DE PELE NÃO-MELANOMA.# condutas diante da suspeita de melanoma; classificação de Breslow. carcinoma basocelular (CBC). é o câncer mais comuns do mundo. originado em células não queratinizadas da camada basal. é o tumor de pele menos agressivo. fatores de risco. pele clara, exposição solar, irradiação, imunossupressão, tabagismo. aspecto da lesão. pápula ou nódulo perolado, com teleangiectasias de base, pode haver ulceração. localização. regiões expostas ao sol, face (2/3 superiores), nariz, orelhas, pescoço, couro cabeludo, ombros e dorso. não ocorre em palmas, plantas e mucosas. atenção. o tipo mais encontrado é o CBC nódulo-ulcerativo, pápula vermelha, brilhosa, com uma crosta central, que pode sangrar com facilidade. diagnóstico. biópsia tratamento. depende do local e profundidade. curetagem, eletrocoagulação, criocirurgia, imiquimod (lesões menores) e cirurgia para lesões maiores. carcinoma espinocelular, de células escamosas ou epidermoide (CEC). é o segundo câncer mais comum do mundo. MELANOMA.# fatores de risco. homem; pele clara; exposição solar (principalmente na infância com queimaduras de forma intermitente); bronzeamento artificial; a história prévia de câncer de pele; história familiar de melanoma; nevos melanocíticos; xeroderma pigmentoso (deficiência no mecanismo de reparo do DNA); albinismo. localização. áreas expostas ao sol. dorso (homens); parte inferior dos membros inferiores (mulheres). tipos de melanoma. extensivo superficial, nodular, acral, lentiginoso maligno. fatores de risco. homens de pele clara, exposição solar, lesões precursoras (ceratose actínica e úlcera de Marjolin), HPV 16 e 18, imunossupressão (é o mais relacionado ao transplantado), albinismo, tabagismo (CEC na cavidade oral). aspecto da lesão. placa eritematosa ceratósica, forma de feridas espessas e descamativas, que não cicatrizam e sangram ocasionalmente; podem ter aparência similar à de verrugas. pode surgir em cicatriz de queimadura (úlcera de Marjolin). localização. mais comum em áreas expostas ao sol, como nariz, orelhas, face, couro cabeludo e pescoço. atenção. pode haver metástase (principalmente para linfonodos regionais). maior chance em lesões de lábio e em cicatrizes. diagnóstico. biópsia. tratamento. curetagem, eletrocoagulação, criocirurgia, cirurgia ou radioterapia (em áreas de difícil acesso cirúrgico). extensivo superficial. mais comum 70% nodular. é o de pior prognóstico - 15% acral. palmas e plantas - 10% lentiginoso maligno. mais em idosos; é o de melhor prognóstico - 5%. #HARDTOPICS tumores de pele 02 diagnóstico. avaliar o ABCDE do melanoma. Assimetria, Bordas irregulares, Cores (sem uniformidade), Diâmetro > 6 mm, Evolução (de tamanho ou formato). suspeita clínica. realizar biópsia excisional. após a confirmação histológica, avalia-se a profundidade (índice de Breslow). índice de Breslow. profundidade da invasão (vertical) em milímetros. ≤ 1mm; 1-2mm; 2-4mm; > 4mm. é o principal fator prognóstico do melanoma. classificação de Clark. camadas de invasão. nível I - intraepidérmico (insitu); nível II - derme papilar superior; nível III - derme papilar; nível IV - derme reticular; nível V - hipoderme. tratamento. após a confirmação histológica (biópsia excisional), realiza-se excisão local para ampliação das margens de acordo com o Breslow. invasão até 1mm (margens de 1cm); invasão de 1-2mm (margens de 1-2cm); invasão > 2mm (margens de 2cm). atenção. pesquisa do linfonodo sentinela (primeiro linfonodo a receber metástase daquele melanoma) sempre que o Breslow for > 0,8mm ou lesões ulceradas. se houver linfonodos palpáveis ou linfonodo sentinela positivo, indica-se a linfadenectomia de toda a cadeia. metástase. o pulmão é o principal sítio de metástase a distância. outros melanomas. existem melanomas localizados nos olhos e no canal anal (confundem com hemorroidas trombosadas). pode haver metástase de melanoma para o tubo digestivo (intestino delgado), podendo provocar quadro obstrutivo por intussuscepção. #HARDTOPICS doenças do endométrio 01 O QUE CAI?# VISÃO GERAL.# fatores de risco de câncer de endométrio, hiperplasia endometrial, investigação e diagnóstico sangramento pós-menopausa. fatores de risco. obesidade, diabetes mellitus, todos estados relacionados com ação estrogênica aumentada e/ou persistente por longo tempo como menarca precoce, menopausa tardia, baixa taxa de natalidade ou nuliparidade, tumores ovarianos produtores de estrogênios (células da granulosa), anovulação, uso de terapia estrogênica isolada e uso de tamoxifeno. hiperplasia endometrial. proliferação glandular, com aumento da relação glândula/estroma, quando comparada ao endométrio proliferativo. duas categorias. hiperplasia com e sem atipia citológica, podendo ser simples ou complexas (levando-se em consideração anomalias citológicas e arquiteturais). quadro clínico. sangramento uterino anormal, embora ocasionalmente estas lesões possam ser detectadas emmulheres assintomáticas. fatores de risco. resultado de estímulo estrogênico sem oposição da progesterona, ocorrem com maior frequência em pacientes anovuladoras crônicas, obesas, com doença hepática, que fizeram terapia de reposição hormonal com estrogênios sem progesterona ou com tumores ovarianos produtores de estrogênios. risco de evolução para câncer. hiperplasia sem atipia – simples: 1%, complexa: 3%; hiperplasia com atipia – simples: 8%, complexa: 29%. tratamento da hiperplasia sem atipia (simples ou complexa). progesterona ou progestágenos sintéticos. tratamento da hiperplasia com atipia (simples ou complexa). em pacientes jovens podem-sefazer altas doses de progesterona e a avaliação endometrial após três meses do tratamento inicial; se o endométrio se encontrar com características benignas, convém induzir a ovulação e tentar a gravidez. nas pacientes na peri e pós-menopausa o tratamento mais apropriado é a histerectomia total abdominal ou vaginal, exceto nas pacientes sem condições clínicas para cirurgia. sangramento pós-menopausa. principal causa é a atrofia endometrial. principal preocupação é o câncer de endométrio. ultrassonografia transvaginal na pós-menopausa: ponto de corte acima de 5mm de espessura endometrial, possui sensibilidade de 96% na detecção de câncer endometrial. se a espessura for menor que 4 mm, o valor preditivo negativo (VPN) é 99,8% ou seja, raramente uma mulher com espessura endometrial menor que 4 mm tem carcinoma do endométrio. em usuárias de TRH, espessura endometrial normal é de até 8 mm. exame citopatológico cervical: não deve ser considerado como método diagnóstico das neoplasias endometriais. espessamento endometrial: método ouro de investigação é histeroscopia com biopsia. #HARDTOPICS doenças do endométrio 02 CARCINOMA DO ENDOMÉTRIO.# tipo histológico. o tipo histológico mais comum é o adenocarcinoma endometrióide, que corresponde entre 75% a 80% dos casos; tem como variante mais comum a diferenciação escamosa. esse tumor está relacionado ao hiperestrogenismo e a lesão precursora é a hiperplasia atípica. o adenocarcinoma serosopapilífero soma 10% dos casos e o de células claras 4%. rastreamento. não há indicação de rastreamento do carcinoma endometrial por qualquer método em mulheres assintomáticas portadoras ou não de fatores de médio ou alto risco para carcinoma endometrial. estadiamento. não há diferenças significativas comparando-se a acurácia diagnóstica da ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética no estadiamento do carcinoma endometrial. fatores prognósticos. tipos histológicos serosopapilíferos, células claras e os tumores G3 (pouco diferenciados), que apresentam invasão miometrial profunda, invasão cervical, invasão do espaço vascular, citologia peritoneal positiva e invasão anexial. seguimento. não existem evidências de que o seguimento rotineiro de pacientes assintomáticas com exames de imagem é melhor do que solicitá-los apenas na paciente sintomática com orientação pelo sintoma. #HARDTOPICS câncer de estômago 01 O QUE CAI?# Caso clínico com fatores de risco para realizar EDA, classificações e procedimento para tratamento curativo. atenção. úlcera péptica não se transforma em câncer; pode ser um câncer ulcerado! estimativa INCA 2020 para o Brasil. 4° em homens e 6° em mulheres. alta mortalidade, porém em declínio. atinge mais homens (2:1), pico entre 50-70 anos. tipo histológico. mais comum é o adenocarcinoma. outros tumores são os linfomas, sarcomas e o GIST (gastrointestinal stromal tumors). fatores de risco. sexo masculino; tipo sanguíneo A; fatores genéticos; dieta rica em sal e defumados (compostos nitrosaminas); infecção pelo H. pylori (gastrite atrófica); tabagismo, pólipo adenomatoso; anemia perniciosa (gastrite atrófica auto-imune); metaplasia intestinal; cirurgias gástricas prévias (reconstrução a Billroth II). VISÃO GERAL.# DIAGNÓSTICO.# ESTADIAMENTO.# quadro clínico. perda de peso, dor epigástrica, náuseas, anorexia, disfagia, melena, anemia crônica, saciedade precoce, dor do tipo ulcerosa. endoscopia digestiva alta com biópsia. todo paciente com dispepsia e mais de 40 anos ou presença de sinais de alarme. doença avançada. vários achados. ascite. sinal de carcinomatose peritoneal. tumor de Krukenberg. metástase do câncer gástrico para o ovário. prateleira de Blumer. rugosidade no fundo de saco, sentido pelo pelo toque, sinal de carcinomatose peritoneal. nódulo da Irmã Maria José. nódulo umbilical, invasão tumoral. nódulo de Virchow. linfonodo supraclavicular esquerdo. nódulo de Irish. linfonodo axilar esquerdo. sinal de Trousseau. tromboflebites migratórias (síndrome paraneoplásica). tomografia de tórax e de abdome. descartar metástases hepáticas e pulmonares. ecoendoscopia. melhor método para avaliar invasão da parede gástrica (T) e presença de linfonodos (N). pode ser utilizado para biópsias. videolaparoscopia. melhor exame para avaliar carcinomatose peritoneal. TNM. T1 (até submucosa), T2 (até muscular), T3 (até a subserosa sem ultrapassar), T4 (atinge a serosa ou órgãos adjacentes). N0 (não atinge linfonodos, N1 (1 ou 2 linfonodos), N2 (3 a 6 linfonodos), N3 (7 ou mais linfonodos). M0 (ausência de metástase), M1 (presença de metástase). CLASSIFICAÇÕES.# Borrmann. visão endoscopista. I. lesão polipoide; II. lesão ulcerada com bordas delimitadas (simula úlcera péptica); III. lesão ulcerada com bordas infiltradas; IV. lesão infiltrativa difusa; mal definida, linite plástica; V. lesão indefinida. #HARDTOPICS câncer de estômago 02 Lauren. classificação histológica. tipo intestinal. mais comum no Brasil; bem diferenciado; melhor prognóstico; lesão prévia (gastrite atrófica, metaplasia intestinal); disseminação hematogênica. tipo difuso. indiferenciado; presença de células em anel de sinete; pior prognóstico; grupo sanguíneo A; origem genética; disseminação linfática e por contiguidade. classificação japonesa. precoce x avançado.. câncer gástrico precoce. tumores limitados à mucosa e à submucosa (independente da presença de linfonodos ou de metástase à distância). definido pela ecoendoscopia. I lesão polipoide; IIA lesão superficial elevada; IIB lesão superficial plana; IIC lesão superficial deprimida; III lesão ulcerada. atenção. mesmo o câncer gástrico chamado de precoce pode gerar metástases a distância. câncer precoce é diferente de carcinoma in situ! câncer gástrico avançado. invade além da submucosa. TRATAMENTO.# câncer gástrico precoce. invade até a submucosa; o tratamento padrão é a gastrectomia + linfadenectomia D2. Alguns tumores muito iniciais podem ser submetidos ressecção endoscópica (invade apenas mucosa, não ulcerado, bem diferenciado, menor de 2cm, ausência de invasão angiolinfática). câncer gástrico avançado. invade além da submucosa (semmetástase). gastrectomia (total ou subtotal) + linfadenectomia D2. retirar o estômago com margem proximal de 6cm e margem distal até o início do duodeno (por isso quando mais alto o tumor, teremos que fazer gastrectomia total). ressecar os linfonodos perigástricos e os que acompanham as artérias do estômago (mínimo de 15 linfonodos). radio e quimioterapia adjuvantes. tumores T3, T4 ou linfonodos positivos. quimioterapia neoadjuvante. podemos realizar a quimioterapia antes da cirurgia em casos mais avançados para aumentar as chances de ressecção. presença de metástase. gastrectomia paliativa para evitar sangramento e obstrução ou gastroenteroanastomose para manter o trânsito alimentar. GIST.# epidemiologia. o estômago é o principal sítio de GIST; é um tumor menos agressivo, commaior chance de cura. patologia. origem nas células intersticias de Cajal (marcapasso do tubo digestivo); apresenta o marcador CD-117, proteína Kit. diagnóstico. sangramento digestivo, dor e dispepsia. endoscopia pode ver um abaulamento na parede (o tumor não é da mucosa). ecoendoscopia com biópsia da parede gástrica. estadiamento. avaliar o tamanho do tumor e o índice mitótico. atenção.maior risco de metástase quando acima de 5cm, mais de 5 mitoses por 50 campos de grande aumento e presença de mutação do c-Kit. tratamento. gastrectomia (sem necessidade de linfadenectomia). operar as metástases. o imatinibe pode ser usado em tumores irressecáveis, metastáticos ou em tumores ressecáveis com alta chance de recidiva. #HARDTOPICS câncer de estômago 03 epidemiologia. o estômago é o local mais comum de linfoma (extranodal). diagnóstico. endoscopia com biópsia. linfoma difuso de grandes células B. mais agressivo, tratamento com quimioterapia. linfoma MALT. relacionado ao H. pylori, menos agressivo, tratamento apenas com erradicação do H. pylori. atenção. a cirurgia pode ser utilizada para doençalimitada gástrica, casos de recorrência e complicações como perfuração, sangramento ou obstrução. LINFOMA.# #HARDTOPICS câncer de estômago 01 O QUE CAI?# Caso clínico com fatores de risco para realizar EDA, classificações e procedimento para tratamento curativo. atenção. úlcera péptica não se transforma em câncer; pode ser um câncer ulcerado! estimativa INCA 2020 para o Brasil. 4° em homens e 6° em mulheres. alta mortalidade, porém em declínio. atinge mais homens (2:1), pico entre 50-70 anos. tipo histológico. mais comum é o adenocarcinoma. outros tumores são os linfomas, sarcomas e o GIST (gastrointestinal stromal tumors). fatores de risco. sexo masculino; tipo sanguíneo A; fatores genéticos; dieta rica em sal e defumados (compostos nitrosaminas); infecção pelo H. pylori (gastrite atrófica); tabagismo, pólipo adenomatoso; anemia perniciosa (gastrite atrófica auto-imune); metaplasia intestinal; cirurgias gástricas prévias (reconstrução a Billroth II). VISÃO GERAL.# DIAGNÓSTICO.# ESTADIAMENTO.# quadro clínico. perda de peso, dor epigástrica, náuseas, anorexia, disfagia, melena, anemia crônica, saciedade precoce, dor do tipo ulcerosa. endoscopia digestiva alta com biópsia. todo paciente com dispepsia e mais de 40 anos ou presença de sinais de alarme. doença avançada. vários achados. ascite. sinal de carcinomatose peritoneal. tumor de Krukenberg. metástase do câncer gástrico para o ovário. prateleira de Blumer. rugosidade no fundo de saco, sentido pelo pelo toque, sinal de carcinomatose peritoneal. nódulo da Irmã Maria José. nódulo umbilical, invasão tumoral. nódulo de Virchow. linfonodo supraclavicular esquerdo. nódulo de Irish. linfonodo axilar esquerdo. sinal de Trousseau. tromboflebites migratórias (síndrome paraneoplásica). tomografia de tórax e de abdome. descartar metástases hepáticas e pulmonares. ecoendoscopia. melhor método para avaliar invasão da parede gástrica (T) e presença de linfonodos (N). pode ser utilizado para biópsias. videolaparoscopia. melhor exame para avaliar carcinomatose peritoneal. TNM. T1 (até submucosa), T2 (até muscular), T3 (até a subserosa sem ultrapassar), T4 (atinge a serosa ou órgãos adjacentes). N0 (não atinge linfonodos, N1 (1 ou 2 linfonodos), N2 (3 a 6 linfonodos), N3 (7 ou mais linfonodos). M0 (ausência de metástase), M1 (presença de metástase). CLASSIFICAÇÕES.# Borrmann. visão endoscopista. I. lesão polipoide; II. lesão ulcerada com bordas delimitadas (simula úlcera péptica); III. lesão ulcerada com bordas infiltradas; IV. lesão infiltrativa difusa; mal definida, linite plástica; V. lesão indefinida. #HARDTOPICS câncer de estômago 02 Lauren. classificação histológica. tipo intestinal. mais comum no Brasil; bem diferenciado; melhor prognóstico; lesão prévia (gastrite atrófica, metaplasia intestinal); disseminação hematogênica. tipo difuso. indiferenciado; presença de células em anel de sinete; pior prognóstico; grupo sanguíneo A; origem genética; disseminação linfática e por contiguidade. classificação japonesa. precoce x avançado.. câncer gástrico precoce. tumores limitados à mucosa e à submucosa (independente da presença de linfonodos ou de metástase à distância). definido pela ecoendoscopia. I lesão polipoide; IIA lesão superficial elevada; IIB lesão superficial plana; IIC lesão superficial deprimida; III lesão ulcerada. atenção. mesmo o câncer gástrico chamado de precoce pode gerar metástases a distância. câncer precoce é diferente de carcinoma in situ! câncer gástrico avançado. invade além da submucosa. TRATAMENTO.# câncer gástrico precoce. invade até a submucosa; o tratamento padrão é a gastrectomia + linfadenectomia D2. Alguns tumores muito iniciais podem ser submetidos ressecção endoscópica (invade apenas mucosa, não ulcerado, bem diferenciado, menor de 2cm, ausência de invasão angiolinfática). câncer gástrico avançado. invade além da submucosa (semmetástase). gastrectomia (total ou subtotal) + linfadenectomia D2. retirar o estômago com margem proximal de 6cm e margem distal até o início do duodeno (por isso quando mais alto o tumor, teremos que fazer gastrectomia total). ressecar os linfonodos perigástricos e os que acompanham as artérias do estômago (mínimo de 15 linfonodos). radio e quimioterapia adjuvantes. tumores T3, T4 ou linfonodos positivos. quimioterapia neoadjuvante. podemos realizar a quimioterapia antes da cirurgia em casos mais avançados para aumentar as chances de ressecção. presença de metástase. gastrectomia paliativa para evitar sangramento e obstrução ou gastroenteroanastomose para manter o trânsito alimentar. GIST.# epidemiologia. o estômago é o principal sítio de GIST; é um tumor menos agressivo, commaior chance de cura. patologia. origem nas células intersticias de Cajal (marcapasso do tubo digestivo); apresenta o marcador CD-117, proteína Kit. diagnóstico. sangramento digestivo, dor e dispepsia. endoscopia pode ver um abaulamento na parede (o tumor não é da mucosa). ecoendoscopia com biópsia da parede gástrica. estadiamento. avaliar o tamanho do tumor e o índice mitótico. atenção.maior risco de metástase quando acima de 5cm, mais de 5 mitoses por 50 campos de grande aumento e presença de mutação do c-Kit. tratamento. gastrectomia (sem necessidade de linfadenectomia). operar as metástases. o imatinibe pode ser usado em tumores irressecáveis, metastáticos ou em tumores ressecáveis com alta chance de recidiva. #HARDTOPICS câncer de estômago 03 epidemiologia. o estômago é o local mais comum de linfoma (extranodal). diagnóstico. endoscopia com biópsia. linfoma difuso de grandes células B. mais agressivo, tratamento com quimioterapia. linfoma MALT. relacionado ao H. pylori, menos agressivo, tratamento apenas com erradicação do H. pylori. atenção. a cirurgia pode ser utilizada para doença limitada gástrica, casos de recorrência e complicações como perfuração, sangramento ou obstrução. LINFOMA.# #HARDTOPICS câncer de estômago 01 O QUE CAI?# Caso clínico com fatores de risco para realizar EDA, classificações e procedimento para tratamento curativo. atenção. úlcera péptica não se transforma em câncer; pode ser um câncer ulcerado! estimativa INCA 2020 para o Brasil. 4° em homens e 6° em mulheres. alta mortalidade, porém em declínio. atinge mais homens (2:1), pico entre 50-70 anos. tipo histológico. mais comum é o adenocarcinoma. outros tumores são os linfomas, sarcomas e o GIST (gastrointestinal stromal tumors). fatores de risco. sexo masculino; tipo sanguíneo A; fatores genéticos; dieta rica em sal e defumados (compostos nitrosaminas); infecção pelo H. pylori (gastrite atrófica); tabagismo, pólipo adenomatoso; anemia perniciosa (gastrite atrófica auto-imune); metaplasia intestinal; cirurgias gástricas prévias (reconstrução a Billroth II). VISÃO GERAL.# DIAGNÓSTICO.# ESTADIAMENTO.# quadro clínico. perda de peso, dor epigástrica, náuseas, anorexia, disfagia, melena, anemia crônica, saciedade precoce, dor do tipo ulcerosa. endoscopia digestiva alta com biópsia. todo paciente com dispepsia e mais de 40 anos ou presença de sinais de alarme. doença avançada. vários achados. ascite. sinal de carcinomatose peritoneal. tumor de Krukenberg. metástase do câncer gástrico para o ovário. prateleira de Blumer. rugosidade no fundo de saco, sentido pelo pelo toque, sinal de carcinomatose peritoneal. nódulo da Irmã Maria José. nódulo umbilical, invasão tumoral. nódulo de Virchow. linfonodo supraclavicular esquerdo. nódulo de Irish. linfonodo axilar esquerdo. sinal de Trousseau. tromboflebites migratórias (síndrome paraneoplásica). tomografia de tórax e de abdome. descartar metástases hepáticas e pulmonares. ecoendoscopia. melhor método para avaliar invasão da parede gástrica (T) e presença de linfonodos (N). pode ser utilizado para biópsias. videolaparoscopia. melhor exame para avaliar carcinomatose peritoneal. TNM. T1 (até submucosa), T2 (até muscular), T3 (até a subserosa sem ultrapassar), T4 (atinge a serosa ou órgãos adjacentes). N0 (não atinge linfonodos, N1 (1 ou 2 linfonodos), N2 (3 a 6 linfonodos),N3 (7 ou mais linfonodos). M0 (ausência de metástase), M1 (presença de metástase). CLASSIFICAÇÕES.# Borrmann. visão endoscopista. I. lesão polipoide; II. lesão ulcerada com bordas delimitadas (simula úlcera péptica); III. lesão ulcerada com bordas infiltradas; IV. lesão infiltrativa difusa; mal definida, linite plástica; V. lesão indefinida. #HARDTOPICS câncer de estômago 02 Lauren. classificação histológica. tipo intestinal. mais comum no Brasil; bem diferenciado; melhor prognóstico; lesão prévia (gastrite atrófica, metaplasia intestinal); disseminação hematogênica. tipo difuso. indiferenciado; presença de células em anel de sinete; pior prognóstico; grupo sanguíneo A; origem genética; disseminação linfática e por contiguidade. classificação japonesa. precoce x avançado.. câncer gástrico precoce. tumores limitados à mucosa e à submucosa (independente da presença de linfonodos ou de metástase à distância). definido pela ecoendoscopia. I lesão polipoide; IIA lesão superficial elevada; IIB lesão superficial plana; IIC lesão superficial deprimida; III lesão ulcerada. atenção. mesmo o câncer gástrico chamado de precoce pode gerar metástases a distância. câncer precoce é diferente de carcinoma in situ! câncer gástrico avançado. invade além da submucosa. TRATAMENTO.# câncer gástrico precoce. invade até a submucosa; o tratamento padrão é a gastrectomia + linfadenectomia D2. Alguns tumores muito iniciais podem ser submetidos ressecção endoscópica (invade apenas mucosa, não ulcerado, bem diferenciado, menor de 2cm, ausência de invasão angiolinfática). câncer gástrico avançado. invade além da submucosa (semmetástase). gastrectomia (total ou subtotal) + linfadenectomia D2. retirar o estômago com margem proximal de 6cm e margem distal até o início do duodeno (por isso quando mais alto o tumor, teremos que fazer gastrectomia total). ressecar os linfonodos perigástricos e os que acompanham as artérias do estômago (mínimo de 15 linfonodos). radio e quimioterapia adjuvantes. tumores T3, T4 ou linfonodos positivos. quimioterapia neoadjuvante. podemos realizar a quimioterapia antes da cirurgia em casos mais avançados para aumentar as chances de ressecção. presença de metástase. gastrectomia paliativa para evitar sangramento e obstrução ou gastroenteroanastomose para manter o trânsito alimentar. GIST.# epidemiologia. o estômago é o principal sítio de GIST; é um tumor menos agressivo, commaior chance de cura. patologia. origem nas células intersticias de Cajal (marcapasso do tubo digestivo); apresenta o marcador CD-117, proteína Kit. diagnóstico. sangramento digestivo, dor e dispepsia. endoscopia pode ver um abaulamento na parede (o tumor não é da mucosa). ecoendoscopia com biópsia da parede gástrica. estadiamento. avaliar o tamanho do tumor e o índice mitótico. atenção.maior risco de metástase quando acima de 5cm, mais de 5 mitoses por 50 campos de grande aumento e presença de mutação do c-Kit. tratamento. gastrectomia (sem necessidade de linfadenectomia). operar as metástases. o imatinibe pode ser usado em tumores irressecáveis, metastáticos ou em tumores ressecáveis com alta chance de recidiva. #HARDTOPICS câncer de estômago 03 epidemiologia. o estômago é o local mais comum de linfoma (extranodal). diagnóstico. endoscopia com biópsia. linfoma difuso de grandes células B. mais agressivo, tratamento com quimioterapia. linfoma MALT. relacionado ao H. pylori, menos agressivo, tratamento apenas com erradicação do H. pylori. atenção. a cirurgia pode ser utilizada para doença limitada gástrica, casos de recorrência e complicações como perfuração, sangramento ou obstrução. LINFOMA.# #HARDTOPICS câncer de estômago 01 O QUE CAI?# Caso clínico com fatores de risco para realizar EDA, classificações e procedimento para tratamento curativo. atenção. úlcera péptica não se transforma em câncer; pode ser um câncer ulcerado! estimativa INCA 2020 para o Brasil. 4° em homens e 6° em mulheres. alta mortalidade, porém em declínio. atinge mais homens (2:1), pico entre 50-70 anos. tipo histológico. mais comum é o adenocarcinoma. outros tumores são os linfomas, sarcomas e o GIST (gastrointestinal stromal tumors). fatores de risco. sexo masculino; tipo sanguíneo A; fatores genéticos; dieta rica em sal e defumados (compostos nitrosaminas); infecção pelo H. pylori (gastrite atrófica); tabagismo, pólipo adenomatoso; anemia perniciosa (gastrite atrófica auto-imune); metaplasia intestinal; cirurgias gástricas prévias (reconstrução a Billroth II). VISÃO GERAL.# DIAGNÓSTICO.# ESTADIAMENTO.# quadro clínico. perda de peso, dor epigástrica, náuseas, anorexia, disfagia, melena, anemia crônica, saciedade precoce, dor do tipo ulcerosa. endoscopia digestiva alta com biópsia. todo paciente com dispepsia e mais de 40 anos ou presença de sinais de alarme. doença avançada. vários achados. ascite. sinal de carcinomatose peritoneal. tumor de Krukenberg. metástase do câncer gástrico para o ovário. prateleira de Blumer. rugosidade no fundo de saco, sentido pelo pelo toque, sinal de carcinomatose peritoneal. nódulo da Irmã Maria José. nódulo umbilical, invasão tumoral. nódulo de Virchow. linfonodo supraclavicular esquerdo. nódulo de Irish. linfonodo axilar esquerdo. sinal de Trousseau. tromboflebites migratórias (síndrome paraneoplásica). tomografia de tórax e de abdome. descartar metástases hepáticas e pulmonares. ecoendoscopia. melhor método para avaliar invasão da parede gástrica (T) e presença de linfonodos (N). pode ser utilizado para biópsias. videolaparoscopia. melhor exame para avaliar carcinomatose peritoneal. TNM. T1 (até submucosa), T2 (até muscular), T3 (até a subserosa sem ultrapassar), T4 (atinge a serosa ou órgãos adjacentes). N0 (não atinge linfonodos, N1 (1 ou 2 linfonodos), N2 (3 a 6 linfonodos), N3 (7 ou mais linfonodos). M0 (ausência de metástase), M1 (presença de metástase). CLASSIFICAÇÕES.# Borrmann. visão endoscopista. I. lesão polipoide; II. lesão ulcerada com bordas delimitadas (simula úlcera péptica); III. lesão ulcerada com bordas infiltradas; IV. lesão infiltrativa difusa; mal definida, linite plástica; V. lesão indefinida. #HARDTOPICS câncer de estômago 02 Lauren. classificação histológica. tipo intestinal. mais comum no Brasil; bem diferenciado; melhor prognóstico; lesão prévia (gastrite atrófica, metaplasia intestinal); disseminação hematogênica. tipo difuso. indiferenciado; presença de células em anel de sinete; pior prognóstico; grupo sanguíneo A; origem genética; disseminação linfática e por contiguidade. classificação japonesa. precoce x avançado.. câncer gástrico precoce. tumores limitados à mucosa e à submucosa (independente da presença de linfonodos ou de metástase à distância). definido pela ecoendoscopia. I lesão polipoide; IIA lesão superficial elevada; IIB lesão superficial plana; IIC lesão superficial deprimida; III lesão ulcerada. atenção. mesmo o câncer gástrico chamado de precoce pode gerar metástases a distância. câncer precoce é diferente de carcinoma in situ! câncer gástrico avançado. invade além da submucosa. TRATAMENTO.# câncer gástrico precoce. invade até a submucosa; o tratamento padrão é a gastrectomia + linfadenectomia D2. Alguns tumores muito iniciais podem ser submetidos ressecção endoscópica (invade apenas mucosa, não ulcerado, bem diferenciado, menor de 2cm, ausência de invasão angiolinfática). câncer gástrico avançado. invade além da submucosa (semmetástase). gastrectomia (total ou subtotal) + linfadenectomia D2. retirar o estômago com margem proximal de 6cm e margem distal até o início do duodeno (por isso quando mais alto o tumor, teremos que fazer gastrectomia total). ressecar os linfonodos perigástricos e os que acompanham as artérias do estômago (mínimo de 15 linfonodos). radio e quimioterapia adjuvantes. tumores T3, T4 ou linfonodos positivos. quimioterapia neoadjuvante. podemos realizar a quimioterapia antes da cirurgia em casos mais avançados para aumentar as chances de ressecção. presença de metástase. gastrectomia paliativa para evitar sangramentoe obstrução ou gastroenteroanastomose para manter o trânsito alimentar. GIST.# epidemiologia. o estômago é o principal sítio de GIST; é um tumor menos agressivo, commaior chance de cura. patologia. origem nas células intersticias de Cajal (marcapasso do tubo digestivo); apresenta o marcador CD-117, proteína Kit. diagnóstico. sangramento digestivo, dor e dispepsia. endoscopia pode ver um abaulamento na parede (o tumor não é da mucosa). ecoendoscopia com biópsia da parede gástrica. estadiamento. avaliar o tamanho do tumor e o índice mitótico. atenção.maior risco de metástase quando acima de 5cm, mais de 5 mitoses por 50 campos de grande aumento e presença de mutação do c-Kit. tratamento. gastrectomia (sem necessidade de linfadenectomia). operar as metástases. o imatinibe pode ser usado em tumores irressecáveis, metastáticos ou em tumores ressecáveis com alta chance de recidiva. #HARDTOPICS câncer de estômago 03 epidemiologia. o estômago é o local mais comum de linfoma (extranodal). diagnóstico. endoscopia com biópsia. linfoma difuso de grandes células B. mais agressivo, tratamento com quimioterapia. linfoma MALT. relacionado ao H. pylori, menos agressivo, tratamento apenas com erradicação do H. pylori. atenção. a cirurgia pode ser utilizada para doença limitada gástrica, casos de recorrência e complicações como perfuração, sangramento ou obstrução. LINFOMA.# #HARDTOPICS câncer de estômago 01 O QUE CAI?# Caso clínico com fatores de risco para realizar EDA, classificações e procedimento para tratamento curativo. atenção. úlcera péptica não se transforma em câncer; pode ser um câncer ulcerado! estimativa INCA 2020 para o Brasil. 4° em homens e 6° em mulheres. alta mortalidade, porém em declínio. atinge mais homens (2:1), pico entre 50-70 anos. tipo histológico. mais comum é o adenocarcinoma. outros tumores são os linfomas, sarcomas e o GIST (gastrointestinal stromal tumors). fatores de risco. sexo masculino; tipo sanguíneo A; fatores genéticos; dieta rica em sal e defumados (compostos nitrosaminas); infecção pelo H. pylori (gastrite atrófica); tabagismo, pólipo adenomatoso; anemia perniciosa (gastrite atrófica auto-imune); metaplasia intestinal; cirurgias gástricas prévias (reconstrução a Billroth II). VISÃO GERAL.# DIAGNÓSTICO.# ESTADIAMENTO.# quadro clínico. perda de peso, dor epigástrica, náuseas, anorexia, disfagia, melena, anemia crônica, saciedade precoce, dor do tipo ulcerosa. endoscopia digestiva alta com biópsia. todo paciente com dispepsia e mais de 40 anos ou presença de sinais de alarme. doença avançada. vários achados. ascite. sinal de carcinomatose peritoneal. tumor de Krukenberg. metástase do câncer gástrico para o ovário. prateleira de Blumer. rugosidade no fundo de saco, sentido pelo pelo toque, sinal de carcinomatose peritoneal. nódulo da Irmã Maria José. nódulo umbilical, invasão tumoral. nódulo de Virchow. linfonodo supraclavicular esquerdo. nódulo de Irish. linfonodo axilar esquerdo. sinal de Trousseau. tromboflebites migratórias (síndrome paraneoplásica). tomografia de tórax e de abdome. descartar metástases hepáticas e pulmonares. ecoendoscopia. melhor método para avaliar invasão da parede gástrica (T) e presença de linfonodos (N). pode ser utilizado para biópsias. videolaparoscopia. melhor exame para avaliar carcinomatose peritoneal. TNM. T1 (até submucosa), T2 (até muscular), T3 (até a subserosa sem ultrapassar), T4 (atinge a serosa ou órgãos adjacentes). N0 (não atinge linfonodos, N1 (1 ou 2 linfonodos), N2 (3 a 6 linfonodos), N3 (7 ou mais linfonodos). M0 (ausência de metástase), M1 (presença de metástase). CLASSIFICAÇÕES.# Borrmann. visão endoscopista. I. lesão polipoide; II. lesão ulcerada com bordas delimitadas (simula úlcera péptica); III. lesão ulcerada com bordas infiltradas; IV. lesão infiltrativa difusa; mal definida, linite plástica; V. lesão indefinida. #HARDTOPICS câncer de estômago 02 Lauren. classificação histológica. tipo intestinal. mais comum no Brasil; bem diferenciado; melhor prognóstico; lesão prévia (gastrite atrófica, metaplasia intestinal); disseminação hematogênica. tipo difuso. indiferenciado; presença de células em anel de sinete; pior prognóstico; grupo sanguíneo A; origem genética; disseminação linfática e por contiguidade. classificação japonesa. precoce x avançado.. câncer gástrico precoce. tumores limitados à mucosa e à submucosa (independente da presença de linfonodos ou de metástase à distância). definido pela ecoendoscopia. I lesão polipoide; IIA lesão superficial elevada; IIB lesão superficial plana; IIC lesão superficial deprimida; III lesão ulcerada. atenção. mesmo o câncer gástrico chamado de precoce pode gerar metástases a distância. câncer precoce é diferente de carcinoma in situ! câncer gástrico avançado. invade além da submucosa. TRATAMENTO.# câncer gástrico precoce. invade até a submucosa; o tratamento padrão é a gastrectomia + linfadenectomia D2. Alguns tumores muito iniciais podem ser submetidos ressecção endoscópica (invade apenas mucosa, não ulcerado, bem diferenciado, menor de 2cm, ausência de invasão angiolinfática). câncer gástrico avançado. invade além da submucosa (semmetástase). gastrectomia (total ou subtotal) + linfadenectomia D2. retirar o estômago com margem proximal de 6cm e margem distal até o início do duodeno (por isso quando mais alto o tumor, teremos que fazer gastrectomia total). ressecar os linfonodos perigástricos e os que acompanham as artérias do estômago (mínimo de 15 linfonodos). radio e quimioterapia adjuvantes. tumores T3, T4 ou linfonodos positivos. quimioterapia neoadjuvante. podemos realizar a quimioterapia antes da cirurgia em casos mais avançados para aumentar as chances de ressecção. presença de metástase. gastrectomia paliativa para evitar sangramento e obstrução ou gastroenteroanastomose para manter o trânsito alimentar. GIST.# epidemiologia. o estômago é o principal sítio de GIST; é um tumor menos agressivo, commaior chance de cura. patologia. origem nas células intersticias de Cajal (marcapasso do tubo digestivo); apresenta o marcador CD-117, proteína Kit. diagnóstico. sangramento digestivo, dor e dispepsia. endoscopia pode ver um abaulamento na parede (o tumor não é da mucosa). ecoendoscopia com biópsia da parede gástrica. estadiamento. avaliar o tamanho do tumor e o índice mitótico. atenção.maior risco de metástase quando acima de 5cm, mais de 5 mitoses por 50 campos de grande aumento e presença de mutação do c-Kit. tratamento. gastrectomia (sem necessidade de linfadenectomia). operar as metástases. o imatinibe pode ser usado em tumores irressecáveis, metastáticos ou em tumores ressecáveis com alta chance de recidiva. #HARDTOPICS câncer de estômago 03 epidemiologia. o estômago é o local mais comum de linfoma (extranodal). diagnóstico. endoscopia com biópsia. linfoma difuso de grandes células B. mais agressivo, tratamento com quimioterapia. linfoma MALT. relacionado ao H. pylori, menos agressivo, tratamento apenas com erradicação do H. pylori. atenção. a cirurgia pode ser utilizada para doença limitada gástrica, casos de recorrência e complicações como perfuração, sangramento ou obstrução. LINFOMA.# #HARDTOPICS câncer de estômago 01 O QUE CAI?# Caso clínico com fatores de risco para realizar EDA, classificações e procedimento para tratamento curativo. atenção. úlcera péptica não se transforma em câncer; pode ser um câncer ulcerado! estimativa INCA 2020 para o Brasil. 4° em homens e 6° em mulheres. alta mortalidade, porém em declínio. atinge mais homens (2:1), pico entre 50-70 anos. tipo histológico. mais comum é o adenocarcinoma. outros tumores são os linfomas, sarcomas e o GIST (gastrointestinal stromal tumors). fatores de risco. sexo masculino; tipo sanguíneo A; fatores genéticos; dieta rica em sal e defumados (compostos nitrosaminas); infecção pelo H. pylori (gastrite atrófica); tabagismo, pólipo adenomatoso; anemia perniciosa (gastrite atrófica auto-imune); metaplasia intestinal; cirurgias gástricas prévias (reconstrução a Billroth II).VISÃO GERAL.# DIAGNÓSTICO.# ESTADIAMENTO.# quadro clínico. perda de peso, dor epigástrica, náuseas, anorexia, disfagia, melena, anemia crônica, saciedade precoce, dor do tipo ulcerosa. endoscopia digestiva alta com biópsia. todo paciente com dispepsia e mais de 40 anos ou presença de sinais de alarme. doença avançada. vários achados. ascite. sinal de carcinomatose peritoneal. tumor de Krukenberg. metástase do câncer gástrico para o ovário. prateleira de Blumer. rugosidade no fundo de saco, sentido pelo pelo toque, sinal de carcinomatose peritoneal. nódulo da Irmã Maria José. nódulo umbilical, invasão tumoral. nódulo de Virchow. linfonodo supraclavicular esquerdo. nódulo de Irish. linfonodo axilar esquerdo. sinal de Trousseau. tromboflebites migratórias (síndrome paraneoplásica). tomografia de tórax e de abdome. descartar metástases hepáticas e pulmonares. ecoendoscopia. melhor método para avaliar invasão da parede gástrica (T) e presença de linfonodos (N). pode ser utilizado para biópsias. videolaparoscopia. melhor exame para avaliar carcinomatose peritoneal. TNM. T1 (até submucosa), T2 (até muscular), T3 (até a subserosa sem ultrapassar), T4 (atinge a serosa ou órgãos adjacentes). N0 (não atinge linfonodos, N1 (1 ou 2 linfonodos), N2 (3 a 6 linfonodos), N3 (7 ou mais linfonodos). M0 (ausência de metástase), M1 (presença de metástase). CLASSIFICAÇÕES.# Borrmann. visão endoscopista. I. lesão polipoide; II. lesão ulcerada com bordas delimitadas (simula úlcera péptica); III. lesão ulcerada com bordas infiltradas; IV. lesão infiltrativa difusa; mal definida, linite plástica; V. lesão indefinida. #HARDTOPICS câncer de estômago 02 Lauren. classificação histológica. tipo intestinal. mais comum no Brasil; bem diferenciado; melhor prognóstico; lesão prévia (gastrite atrófica, metaplasia intestinal); disseminação hematogênica. tipo difuso. indiferenciado; presença de células em anel de sinete; pior prognóstico; grupo sanguíneo A; origem genética; disseminação linfática e por contiguidade. classificação japonesa. precoce x avançado.. câncer gástrico precoce. tumores limitados à mucosa e à submucosa (independente da presença de linfonodos ou de metástase à distância). definido pela ecoendoscopia. I lesão polipoide; IIA lesão superficial elevada; IIB lesão superficial plana; IIC lesão superficial deprimida; III lesão ulcerada. atenção. mesmo o câncer gástrico chamado de precoce pode gerar metástases a distância. câncer precoce é diferente de carcinoma in situ! câncer gástrico avançado. invade além da submucosa. TRATAMENTO.# câncer gástrico precoce. invade até a submucosa; o tratamento padrão é a gastrectomia + linfadenectomia D2. Alguns tumores muito iniciais podem ser submetidos ressecção endoscópica (invade apenas mucosa, não ulcerado, bem diferenciado, menor de 2cm, ausência de invasão angiolinfática). câncer gástrico avançado. invade além da submucosa (semmetástase). gastrectomia (total ou subtotal) + linfadenectomia D2. retirar o estômago com margem proximal de 6cm e margem distal até o início do duodeno (por isso quando mais alto o tumor, teremos que fazer gastrectomia total). ressecar os linfonodos perigástricos e os que acompanham as artérias do estômago (mínimo de 15 linfonodos). radio e quimioterapia adjuvantes. tumores T3, T4 ou linfonodos positivos. quimioterapia neoadjuvante. podemos realizar a quimioterapia antes da cirurgia em casos mais avançados para aumentar as chances de ressecção. presença de metástase. gastrectomia paliativa para evitar sangramento e obstrução ou gastroenteroanastomose para manter o trânsito alimentar. GIST.# epidemiologia. o estômago é o principal sítio de GIST; é um tumor menos agressivo, commaior chance de cura. patologia. origem nas células intersticias de Cajal (marcapasso do tubo digestivo); apresenta o marcador CD-117, proteína Kit. diagnóstico. sangramento digestivo, dor e dispepsia. endoscopia pode ver um abaulamento na parede (o tumor não é da mucosa). ecoendoscopia com biópsia da parede gástrica. estadiamento. avaliar o tamanho do tumor e o índice mitótico. atenção.maior risco de metástase quando acima de 5cm, mais de 5 mitoses por 50 campos de grande aumento e presença de mutação do c-Kit. tratamento. gastrectomia (sem necessidade de linfadenectomia). operar as metástases. o imatinibe pode ser usado em tumores irressecáveis, metastáticos ou em tumores ressecáveis com alta chance de recidiva. #HARDTOPICS câncer de estômago 03 epidemiologia. o estômago é o local mais comum de linfoma (extranodal). diagnóstico. endoscopia com biópsia. linfoma difuso de grandes células B. mais agressivo, tratamento com quimioterapia. linfoma MALT. relacionado ao H. pylori, menos agressivo, tratamento apenas com erradicação do H. pylori. atenção. a cirurgia pode ser utilizada para doença limitada gástrica, casos de recorrência e complicações como perfuração, sangramento ou obstrução. LINFOMA.# Caso clínico de paciente com icterícia colestática e sinal de Courvoisier-Terrier para diagnóstico de tumor periampular. diferenciação entre os tumores císticos do pâncreas. tratamentos paliativos. #HARDTOPICS tumores de pâncreas e periampulares 01 O QUE CAI?# TUMORES DE PÂNCREAS - ADENOCARCINOMA.# epidemiologia. é o tumor mais comum do pâncreas, com péssimo prognóstico, mais prevalente em homens, negros, acima de 60 anos. relacionado ao tabagismo, pancreatite crônica e diabetes. mais raramente temos os tumores císticos e neuroendócrinos. atenção. pacientes idosos, tabagistas, com desconforto epigástrico e aparecimento súbito de diabetes devem ser investigados com TC de abdome. tumor de cabeça de pâncreas. é o local mais comum, considerado o mais prevalente dos tumores periampulares. os demais são o tumor da papila duodenal (icterícia flutuante, melhor prognóstico); colangiocarcinoma distal; tumor de duodeno. todos os periampulares causam a mesma síndrome clínica. quadro clínico. perda de peso, dor abdominal e icterícia colestática. a maioria apresenta queixas vagas como anorexia e desconforto abdominal. pode estar presente a vesícula de Courvoisier-Terrier (vesícula palpável e indolor em um paciente com icterícia colestática), é um sinal de tumor periampular. Aumento de bilirrubina direta e enzimas canaliculares (fosfatase alcalina e gama GT). imagem. ultrassonografia é sempre o primeiro exame para descartar cálculo. a presença de dilatação de vias biliares intra e extra-hepática, com vesícula dilatada e sem cálculo, faz pensar em tumor periampular. a TC de abdome será o exame posterior, para avaliação do pâncreas. tumor de corpo e cauda do pâncreas. somente sinais vagos no início (maioria dos diagnósticos em fase avançada), dor epigástrica com irradiação para o dorso e perda de peso. sinais de doença avançada. massa abdominal, ascite, linfonodo supraclavicular esquerdo (nódulo de Virchow), prateleira de Blummer, nódulo da irmã Maria José, tromboflebite superficial migratória (sinal de Trousseau). estadiamento. avaliar ressecabilidade com TC de abdome e ecoendoscopia (presença de metástase, avaliar invasão vascular e linfonodos a distância). a videolaparoscopia pode ser utilizada antes da ressecção para evitar laparotomias desnecessárias. marcador tumoral. CA19.9 é utilizado para seguimento, porém níveis iniciais acima de 1.000 são relacionados a doença avançada. tratamento com intenção curativa. envolve sempre a cirurgia. em tumores limítrofes, em que há dúvida sobre a ressecabilidade, podemos realizar quimio e radioterapia neoadjuvantes. tumores periampulares. gastroduodenopancreatectomia (cirurgia de Whipple). tumores de corpo e cauda. pancreatectomia corpo-caudal com esplenectomia. tratamento paliativo. maioria dos casos.. paliação da icterícia. uso de prótese em via biliar por endoscopia ou anastomose biliodigestiva (coledocojejunal ou colecistojejunal).. #HARDTOPICS tumores de pâncreas e periampulares 02 paliação alimentar. pode haver obstrução duodenal pelo tumor. Utilizar prótese endoscópica de duodeno ou gastrojejuno anastomose. paliaçãoda dor crônica. uso de opioides e alcoolização do plexo celíaco. conduta no IPMN. lesões de alto risco devem ser operadas (ducto de Wirsung > 1cm; componente sólido com realce; icterícia). na presença de sinais de alarme como lesão de ducto principal < 1cm ou presença de nódulo mural sem captação de contraste, uma ecoendoscopia deve ser realizada para melhor avaliação e punção. na presença de citologia suspeita ou positiva o tratamento será cirúrgico. quanto maior o IPMN, maior será o risco de malignização. tumor de Frantz. chamado de tumor sólido-cístico, é uma lesão volumosa, bem delimitada com componentes sólidos e císticos. atinge mais mulheres jovens, principalmente em corpo e cauda de pâncreas. possui um bom prognóstico e o tratamento será cirúrgico devido aos sintomas e risco de malignização. TUMORES CÍSTICOS DO PÂNCREAS.# pseudocisto de pâncreas. é a lesão cística mais comum, porém não é tumoral. ocorre após um episódio de pancreatite aguda. apresenta amilase aumentada e CEA normal. lesões muito volumosas e sintomáticas são tratadas com derivação interna (para o estômago, duodeno ou jejuno). cistoadenoma seroso. é uma lesão benigna, sem risco de malignização. imagem clássica de múltiplos pequenos cistos, aspecto de favo de mel ou em colmeia. apresenta amilase e CEA normais. a conduta será apenas o acompanhamento. cistoadenoma mucinoso. é a neoplasia cística mais comum, ocorre mais em corpo e cauda de pâncreas e possui risco de malignização, por isso a conduta será cirúrgica. apresenta níveis altos de mucina e CEA, com amilase e lipase baixas. IPMN (neoplasia mucinosa papilífera intraductal). lesões císticas com comunicação com o ducto pancreático, por isso tem amilase aumentada, além de elevação da mucina. tem risco de malignização, principalmente as lesões de ducto principal. pode cursar com pancreatite aguda de repetição (obstrução pela mucina) e imagem da papila em boca de peixe (drenando muco para o duodeno). Caso clínico de paciente com icterícia colestática e sinal de Courvoisier-Terrier para diagnóstico de tumor periampular. diferenciação entre os tumores císticos do pâncreas. tratamentos paliativos. #HARDTOPICS tumores de pâncreas e periampulares 01 O QUE CAI?# TUMORES DE PÂNCREAS - ADENOCARCINOMA.# epidemiologia. é o tumor mais comum do pâncreas, com péssimo prognóstico, mais prevalente em homens, negros, acima de 60 anos. relacionado ao tabagismo, pancreatite crônica e diabetes. mais raramente temos os tumores císticos e neuroendócrinos. atenção. pacientes idosos, tabagistas, com desconforto epigástrico e aparecimento súbito de diabetes devem ser investigados com TC de abdome. tumor de cabeça de pâncreas. é o local mais comum, considerado o mais prevalente dos tumores periampulares. os demais são o tumor da papila duodenal (icterícia flutuante, melhor prognóstico); colangiocarcinoma distal; tumor de duodeno. todos os periampulares causam a mesma síndrome clínica. quadro clínico. perda de peso, dor abdominal e icterícia colestática. a maioria apresenta queixas vagas como anorexia e desconforto abdominal. pode estar presente a vesícula de Courvoisier-Terrier (vesícula palpável e indolor em um paciente com icterícia colestática), é um sinal de tumor periampular. Aumento de bilirrubina direta e enzimas canaliculares (fosfatase alcalina e gama GT). imagem. ultrassonografia é sempre o primeiro exame para descartar cálculo. a presença de dilatação de vias biliares intra e extra-hepática, com vesícula dilatada e sem cálculo, faz pensar em tumor periampular. a TC de abdome será o exame posterior, para avaliação do pâncreas. tumor de corpo e cauda do pâncreas. somente sinais vagos no início (maioria dos diagnósticos em fase avançada), dor epigástrica com irradiação para o dorso e perda de peso. sinais de doença avançada. massa abdominal, ascite, linfonodo supraclavicular esquerdo (nódulo de Virchow), prateleira de Blummer, nódulo da irmã Maria José, tromboflebite superficial migratória (sinal de Trousseau). estadiamento. avaliar ressecabilidade com TC de abdome e ecoendoscopia (presença de metástase, avaliar invasão vascular e linfonodos a distância). a videolaparoscopia pode ser utilizada antes da ressecção para evitar laparotomias desnecessárias. marcador tumoral. CA19.9 é utilizado para seguimento, porém níveis iniciais acima de 1.000 são relacionados a doença avançada. tratamento com intenção curativa. envolve sempre a cirurgia. em tumores limítrofes, em que há dúvida sobre a ressecabilidade, podemos realizar quimio e radioterapia neoadjuvantes. tumores periampulares. gastroduodenopancreatectomia (cirurgia de Whipple). tumores de corpo e cauda. pancreatectomia corpo-caudal com esplenectomia. tratamento paliativo. maioria dos casos.. paliação da icterícia. uso de prótese em via biliar por endoscopia ou anastomose biliodigestiva (coledocojejunal ou colecistojejunal).. #HARDTOPICS tumores de pâncreas e periampulares 02 paliação alimentar. pode haver obstrução duodenal pelo tumor. Utilizar prótese endoscópica de duodeno ou gastrojejuno anastomose. paliação da dor crônica. uso de opioides e alcoolização do plexo celíaco. conduta no IPMN. lesões de alto risco devem ser operadas (ducto de Wirsung > 1cm; componente sólido com realce; icterícia). na presença de sinais de alarme como lesão de ducto principal < 1cm ou presença de nódulo mural sem captação de contraste, uma ecoendoscopia deve ser realizada para melhor avaliação e punção. na presença de citologia suspeita ou positiva o tratamento será cirúrgico. quanto maior o IPMN, maior será o risco de malignização. tumor de Frantz. chamado de tumor sólido-cístico, é uma lesão volumosa, bem delimitada com componentes sólidos e císticos. atinge mais mulheres jovens, principalmente em corpo e cauda de pâncreas. possui um bom prognóstico e o tratamento será cirúrgico devido aos sintomas e risco de malignização. TUMORES CÍSTICOS DO PÂNCREAS.# pseudocisto de pâncreas. é a lesão cística mais comum, porém não é tumoral. ocorre após um episódio de pancreatite aguda. apresenta amilase aumentada e CEA normal. lesões muito volumosas e sintomáticas são tratadas com derivação interna (para o estômago, duodeno ou jejuno). cistoadenoma seroso. é uma lesão benigna, sem risco de malignização. imagem clássica de múltiplos pequenos cistos, aspecto de favo de mel ou em colmeia. apresenta amilase e CEA normais. a conduta será apenas o acompanhamento. cistoadenoma mucinoso. é a neoplasia cística mais comum, ocorre mais em corpo e cauda de pâncreas e possui risco de malignização, por isso a conduta será cirúrgica. apresenta níveis altos de mucina e CEA, com amilase e lipase baixas. IPMN (neoplasia mucinosa papilífera intraductal). lesões císticas com comunicação com o ducto pancreático, por isso tem amilase aumentada, além de elevação da mucina. tem risco de malignização, principalmente as lesões de ducto principal. pode cursar com pancreatite aguda de repetição (obstrução pela mucina) e imagem da papila em boca de peixe (drenando muco para o duodeno). #HARDTOPICS câncer de próstata. 01 O QUE CAI?# CONCEITOS.# fatores de risco para a doença e rastreamento, indicações de biópsia de próstata, interpretação do score de Gleason e indicações do tratamento baseadas no estadio. epidemiologia e fatores de risco. o câncer de próstata (CAP) é o tumor mais comum em homens adultos (exceto tumores de pele não melanomas). mais comum em negros, aumenta com a idade e com história familiar positiva (um parente de primeiro grau com a doença aumenta cerca de 2X o risco; 2 parentes - 5 vezes e 3 parentes até 11 vezes. patologia. o adenocarcinoma é a neoplasia mais frequente da próstata (95%). todos os demais tumores correspondem a 5% (sarcomas, carcinoma de célula trasnsicionais ou carcinoma de pequenas células). rastreamento. é controverso e deve ser discutido com o paciente. pacientes com expectativa de vida de no mínimo 10 anos podem ser submetidos ao rastreamento. homens sem fatores de risco podem realizar PSA e toque retal a partir dos 50 anos. comfatores de risco (negros e história familiar positiva para doença) a partir dos 45 anos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia. clínico. a maioria dos tumores localiza-se na zona periférica da próstata, o que faz com que a doença seja assintomática na sua fase inicial. menor parte dos pacientes pode apresentar sintomas obstrutivos (localmente avançados) ou metastáticos (dor e fratura óssea). toque retal. próstata pétrea, endurecida ou com a presença de nódulo sólido é indicação de biópsia de próstata, independente do valor do PSA. exames. o exame que confirma o CAP é biópsia transretal da próstata guiada por ultrassonografia. recomenda-se no mínimo 12 fragmentos. PSA. o valor que indica biópsia de próstata pode variar de acordo com a idade e volume da próstata, no entanto, aceita-se que PSA total (PSAT) acima de 10 ng/ml, na ausência de prostatite, seja indicativo de biópsia. na maioria dos pacientes, PSA total menor que 2,5 ng/ml são considerados normais. entre 2,5 e 10 ng/ml utilizamos os métodos de refinamento do PSA para indicarmos a biópsia. PSA livre PSAL / PSA total PSAT. relação PSAL/PSAT baixa (menores que 12%), quando PSA total maior que 2,5 ng/ml, possuem maiores chances de neoplasia. relação PSAL/PSAT elevada (maiores quantidades proporcionais de PSA livre) sugere doença benigna (HPB). cuidado. o valor do PSA também correlaciona-se com o tamanho da glândula. quanto maior o tamanho da próstata, mais permissivo seremos com o valor absoluto do PSA. acredita-se que um PSA até 10% do volume da glândula, esteja dentro dos padrões esperados, por exemplo, próstata de 40g, PSA total de até 4 ng/ml. atenção. normalmente questões de prova quando querem indicar neoplasia, trazem valores de relação livre total abaixo de 12% e, para HPB, acima de 18% para que não haja possibilidade de dúvidas. atentar para aumento acentuado de PSA total de um ano para outro. considera-se aceitável aumento de até 0,75 ng/ml por ano; acima deste valor sugere-se biópsia. DIAGNÓSTICO.# #HARDTOPICS câncer de próstata. 02 CLASSIFICAÇÃO E TRATAMENTO.# classificação de Gleason. a pontuação (1 a 5) é obtida tradicionalmente adicionando os dois padrões de Gleason predominantes ou duplicando o padrão em casos com grau uniforme, sendo assim, a pontuação final varia de 2 a 10 pontos. a nota inicial representa a maior quantidade na lâmina. por exemplo Gleason 7 (4+3) há maior quantidade de 4 do que 3 na amostra. em 2014, a ISUP (Sociedade Internacional de Patologia Urológica) adotou a seguinte classificação: Gleason < 7 = ISUP 1; Gleason 7 (3+4) = ISUP 2; Gleason 7 (4+3) = ISUP 3; Gleason 8 = ISUP 4; Gleason 9/10 = ISUP 5. tratamento. separar o CAPmetastático dos demais. CAP metastático. não há indicação para tratamentos na glândula. o tratamento de primeira escolha é a deprivação androgênica (testosterona), que pode ser feita pelo uso de análogos do LHRH ou orquiectomia. os pacientes que ficam resistentes ao bloqueio androgênico, ou seja, progridem após a terapêutica, podem ser tratados com quimioterapia, enzalutamida e/ou abiraterona. CAP semmetástase. primeiro devem ser classificados. muito baixo risco. são os pacientes de baixo risco que apresentam no máximo 2 fragmentos positivos na biópsia e que não tenham nenhum fragmento commais de 50% de acometimento. conduta. vigilância ativa, prostatectomia radical sem linfadenectomia, radioterapia. Opções (crioterapia e braquiterapia) baixo risco. PSA < 10 ng/ml; Gleason <7 (ISUP 1); T1c-T2a conduta. prostatectomia radical sem linfadenectomia ou radioterapia. opções (crioterapia e braquiterapia) risco intermediário. PSA 10-20 ng/ml; Gleason 7 (ISUP 2 ou 3); T2b conduta. prostatectomia radical com linfadenectomia ou radioterapia + bloqueio androgênico por 4 a 6 meses alto risco. PSA > 20 ng/ml; Gleason > 7 (ISUP 4 ou 5); T3 ou T4 conduta. prostatectomia radical com linfadenectomia estendida ou radioterapia + bloqueio androgênico por 2 a 3 anos vigilância ativa. é a modalidade de acompanhamento do paciente sem tratamento intervencionista. re-biopsiar em 1 ano ou se houver elevação súbita do PSA. indicada apenas para pacientes de muito baixo risco. habitualmente além de muito baixo risco, as questões trazem pacientes idosos e com comorbidades. atenção. pacientes com indicação de tratamento com prostatectomia radical e radioterapia são os com expectativa de vida > 10 anos. o termo correto para cirurgia de próstata para CAP é prostatovesiculectomia radical ou prostatectomia radical. as principais complicações da prostatectomia radical são a disfunção erétil e a incontinência urinária. #HARDTOPICS cefaleias 01 O QUE CAI?# CEFALEIA PRIMÁRIA OU SECUNDÁRIA?# quando suspeitar de cefaleia secundária? o quadro clínico irá auxiliar na suspeita diagnóstica, mas é possível enumerar alguns indicativos de investigação: febre, sinais de irritação meníngea, sinais focais, papiledema, imunodepressão, uso de anticoagulantes/hemorragias, neoplasia, “pior cefaleia da vida”, piora progressiva da cefaleia, primeira cefaleia após os 50 anos. cefaleias primárias. migrânea, tensional, cefaleias trigeminais... tratamento profilático. indicação individualizada; o fármaco mais usado é o propranolol. alternativas incluem amitriptilina, topiramato, valproato e candesartana. ABORDAGEM FARMACOLÓGICA.# características. é bastante comum e ocorre por alteração da nocicepção miofascial – é aparentada da fibromialgia! Classicamente é bilateral, tem intensidade leve a moderada, pode durar vários dias. Não se acompanha de náuseas/vômitos ou foto/fonofobia. VISÃO GERAL.# Características das cefaleias primárias, tratamento e profilaxia. cefaleias secundárias. neoplasia, aneurisma, avc, meningite, abscesso, sinusite... atenção. não há um exame específico a ser feito nos casos de suspeita de cefaleia secundária! tudo dependerá da suspeita diagnóstica... MIGRÂNEA.# aura. manifestações sensitivo-motoras que duram 5-60 minutos e podem anteceder a cefaleia (eventualmente ocorre em conjunto com a dor). na maioria das vezes envolvem sensações anormais como escotomas, perversão do olfato, parestesias; eventualmente podem ser motoras (enxaqueca hemiplégica) – diagnóstico diferencial de ataque isquêmico transitório. Apresenta muitas vezes em fases: pródromos, aura, dor e recuperação. pródromos. manifestações inespecíficas como irritabilidade que podem preceder a dor por 24-48 horas. dor. tipicamente é unilateral, pulsátil, de moderada a intensa, interfere nas atividades rotineiras e dura de 4 horas a 3 dias. habitualmente acompanhada por náuseas/vômitos e/ou foto/fonofobia. recuperação. sensação de esgotamento após a dor, que pode durar 5-7 dias. VISÃO GERAL.# tratamento abortivo. analgésico simples ou associação de analgésico com anti- inflamatório não hormonal ou corticoide – efetivos principalmente em casos leves a moderados... alternativas são os triptanos e derivados do ergot. CEFALEIA TENSIONAL.# #HARDTOPICS cefaleias 02 tratamento profilático. pode ser feito com amitriptilina (é “aparentada” da fibromialgia, lembra?). ABORDAGEM FARMACOLÓGICA.# CEFALEIA EM SALVAS (“CLUSTER”).# tratamento abortivo. analgésicos simples. CEFALEIAS TRIGEMINAIS.# Descargas anormais no trigêmeo – nervo sensitivo-motor que tem 3 ramos: oftálmico, maxilar e mandibular. dor. dor excruciante na região periorbitária, descrita pelos pacientes como “desejo de arrancar a cabeça”; é a “cefaleia suicida”. dura de 15 minutos a 3 horas, e pode se repetir no mesmo dia ou, mais comumente, em dias consecutivos. sintomas autonômicos. acompanham a dor no lado afetado: rinorreia, congestão conjuntival, edema periorbitário, lacrimejamento. tratamento profilático. pode ser feito com antagonista de canal de cálcio. tratamento abortivo. feito com oxigênio a 100%; alternativa: triptanos. HEMICRANIA PAROXÍSTICA.# dor. tem muitas similaridades com a cefaleia em salvas, mas difere muito na duração: é ultracurta, de 15-30 minutos; além disso, costuma recorrer várias vezes no mesmo dia. tratamento profilático. pode ser feitocom indometacina. tratamento abortivo. inexistente –até porque o quadro é muito breve. atenção. cuidado com a neuralgia do trigêmeo – manifesta-se frequentemente por dor unilateral próxima aos trajetos dos ramos maxilar e mandibular, muitas vezes descrita como “choque” e associada a estímulos como barbear, mastigar etc. pode ser idiopática, mas exige investigação de causa secundária, como compressão vascular, neoplásica, esclerose múltipla...o tratamento pode ser feito com carbamazepina, pregabalina ou baclofeno, por exemplo. #HARDTOPICS cefaleias 01 O QUE CAI?# CEFALEIA PRIMÁRIA OU SECUNDÁRIA?# quando suspeitar de cefaleia secundária? o quadro clínico irá auxiliar na suspeita diagnóstica, mas é possível enumerar alguns indicativos de investigação: febre, sinais de irritação meníngea, sinais focais, papiledema, imunodepressão, uso de anticoagulantes/hemorragias, neoplasia, “pior cefaleia da vida”, piora progressiva da cefaleia, primeira cefaleia após os 50 anos. cefaleias primárias. migrânea, tensional, cefaleias trigeminais... tratamento profilático. indicação individualizada; o fármaco mais usado é o propranolol. alternativas incluem amitriptilina, topiramato, valproato e candesartana. ABORDAGEM FARMACOLÓGICA.# características. é bastante comum e ocorre por alteração da nocicepção miofascial – é aparentada da fibromialgia! Classicamente é bilateral, tem intensidade leve a moderada, pode durar vários dias. Não se acompanha de náuseas/vômitos ou foto/fonofobia. VISÃO GERAL.# Características das cefaleias primárias, tratamento e profilaxia. cefaleias secundárias. neoplasia, aneurisma, avc, meningite, abscesso, sinusite... atenção. não há um exame específico a ser feito nos casos de suspeita de cefaleia secundária! tudo dependerá da suspeita diagnóstica... MIGRÂNEA.# aura. manifestações sensitivo-motoras que duram 5-60 minutos e podem anteceder a cefaleia (eventualmente ocorre em conjunto com a dor). na maioria das vezes envolvem sensações anormais como escotomas, perversão do olfato, parestesias; eventualmente podem ser motoras (enxaqueca hemiplégica) – diagnóstico diferencial de ataque isquêmico transitório. Apresenta muitas vezes em fases: pródromos, aura, dor e recuperação. pródromos. manifestações inespecíficas como irritabilidade que podem preceder a dor por 24-48 horas. dor. tipicamente é unilateral, pulsátil, de moderada a intensa, interfere nas atividades rotineiras e dura de 4 horas a 3 dias. habitualmente acompanhada por náuseas/vômitos e/ou foto/fonofobia. recuperação. sensação de esgotamento após a dor, que pode durar 5-7 dias. VISÃO GERAL.# tratamento abortivo. analgésico simples ou associação de analgésico com anti- inflamatório não hormonal ou corticoide – efetivos principalmente em casos leves a moderados... alternativas são os triptanos e derivados do ergot. CEFALEIA TENSIONAL.# #HARDTOPICS cefaleias 02 tratamento profilático. pode ser feito com amitriptilina (é “aparentada” da fibromialgia, lembra?). ABORDAGEM FARMACOLÓGICA.# CEFALEIA EM SALVAS (“CLUSTER”).# tratamento abortivo. analgésicos simples. CEFALEIAS TRIGEMINAIS.# Descargas anormais no trigêmeo – nervo sensitivo-motor que tem 3 ramos: oftálmico, maxilar e mandibular. dor. dor excruciante na região periorbitária, descrita pelos pacientes como “desejo de arrancar a cabeça”; é a “cefaleia suicida”. dura de 15 minutos a 3 horas, e pode se repetir no mesmo dia ou, mais comumente, em dias consecutivos. sintomas autonômicos. acompanham a dor no lado afetado: rinorreia, congestão conjuntival, edema periorbitário, lacrimejamento. tratamento profilático. pode ser feito com antagonista de canal de cálcio. tratamento abortivo. feito com oxigênio a 100%; alternativa: triptanos. HEMICRANIA PAROXÍSTICA.# dor. tem muitas similaridades com a cefaleia em salvas, mas difere muito na duração: é ultracurta, de 15-30 minutos; além disso, costuma recorrer várias vezes no mesmo dia. tratamento profilático. pode ser feito com indometacina. tratamento abortivo. inexistente –até porque o quadro é muito breve. atenção. cuidado com a neuralgia do trigêmeo – manifesta-se frequentemente por dor unilateral próxima aos trajetos dos ramos maxilar e mandibular, muitas vezes descrita como “choque” e associada a estímulos como barbear, mastigar etc. pode ser idiopática, mas exige investigação de causa secundária, como compressão vascular, neoplásica, esclerose múltipla...o tratamento pode ser feito com carbamazepina, pregabalina ou baclofeno, por exemplo. #HARDTOPICS cefaleias 01 O QUE CAI?# CEFALEIA PRIMÁRIA OU SECUNDÁRIA?# quando suspeitar de cefaleia secundária? o quadro clínico irá auxiliar na suspeita diagnóstica, mas é possível enumerar alguns indicativos de investigação: febre, sinais de irritação meníngea, sinais focais, papiledema, imunodepressão, uso de anticoagulantes/hemorragias, neoplasia, “pior cefaleia da vida”, piora progressiva da cefaleia, primeira cefaleia após os 50 anos. cefaleias primárias. migrânea, tensional, cefaleias trigeminais... tratamento profilático. indicação individualizada; o fármaco mais usado é o propranolol. alternativas incluem amitriptilina, topiramato, valproato e candesartana. ABORDAGEM FARMACOLÓGICA.# características. é bastante comum e ocorre por alteração da nocicepção miofascial – é aparentada da fibromialgia! Classicamente é bilateral, tem intensidade leve a moderada, pode durar vários dias. Não se acompanha de náuseas/vômitos ou foto/fonofobia. VISÃO GERAL.# Características das cefaleias primárias, tratamento e profilaxia. cefaleias secundárias. neoplasia, aneurisma, avc, meningite, abscesso, sinusite... atenção. não há um exame específico a ser feito nos casos de suspeita de cefaleia secundária! tudo dependerá da suspeita diagnóstica... MIGRÂNEA.# aura. manifestações sensitivo-motoras que duram 5-60 minutos e podem anteceder a cefaleia (eventualmente ocorre em conjunto com a dor). na maioria das vezes envolvem sensações anormais como escotomas, perversão do olfato, parestesias; eventualmente podem ser motoras (enxaqueca hemiplégica) – diagnóstico diferencial de ataque isquêmico transitório. Apresenta muitas vezes em fases: pródromos, aura, dor e recuperação. pródromos. manifestações inespecíficas como irritabilidade que podem preceder a dor por 24-48 horas. dor. tipicamente é unilateral, pulsátil, de moderada a intensa, interfere nas atividades rotineiras e dura de 4 horas a 3 dias. habitualmente acompanhada por náuseas/vômitos e/ou foto/fonofobia. recuperação. sensação de esgotamento após a dor, que pode durar 5-7 dias. VISÃO GERAL.# tratamento abortivo. analgésico simples ou associação de analgésico com anti- inflamatório não hormonal ou corticoide – efetivos principalmente em casos leves a moderados... alternativas são os triptanos e derivados do ergot. CEFALEIA TENSIONAL.# #HARDTOPICS cefaleias 02 tratamento profilático. pode ser feito com amitriptilina (é “aparentada” da fibromialgia, lembra?). ABORDAGEM FARMACOLÓGICA.# CEFALEIA EM SALVAS (“CLUSTER”).# tratamento abortivo. analgésicos simples. CEFALEIAS TRIGEMINAIS.# Descargas anormais no trigêmeo – nervo sensitivo-motor que tem 3 ramos: oftálmico, maxilar e mandibular. dor. dor excruciante na região periorbitária, descrita pelos pacientes como “desejo de arrancar a cabeça”; é a “cefaleia suicida”. dura de 15 minutos a 3 horas, e pode se repetir no mesmo dia ou, mais comumente, em dias consecutivos. sintomas autonômicos. acompanham a dor no lado afetado: rinorreia, congestão conjuntival, edema periorbitário, lacrimejamento. tratamento profilático. pode ser feito com antagonista de canal de cálcio. tratamento abortivo. feito com oxigênio a 100%; alternativa: triptanos. HEMICRANIA PAROXÍSTICA.# dor. tem muitas similaridades com a cefaleia em salvas, mas difere muito na duração: é ultracurta, de 15-30 minutos; além disso, costuma recorrer várias vezes no mesmo dia. tratamento profilático. pode ser feito com indometacina. tratamento abortivo. inexistente –até porque o quadro é muitobreve. atenção. cuidado com a neuralgia do trigêmeo – manifesta-se frequentemente por dor unilateral próxima aos trajetos dos ramos maxilar e mandibular, muitas vezes descrita como “choque” e associada a estímulos como barbear, mastigar etc. pode ser idiopática, mas exige investigação de causa secundária, como compressão vascular, neoplásica, esclerose múltipla...o tratamento pode ser feito com carbamazepina, pregabalina ou baclofeno, por exemplo. #HARDTOPICS chiado, asma e bronquiolite 01 O QUE CAI?# bronquiolite, diagnóstico e tratamento; asma geralmente explora conceitos do adulto. CHIADO.# chiado. 50% dos lactentes apresentarão em algum momento, muitas vezes por infecção viral, mas sem denotar doença futura/recorrência. na maioria das vezes ocorre por infecção viral. lactente sibilante. termo antigo que denota quadro persistente de sibilância, com definição variável na literatura...uma delas define como lactente com 3 ou mais episódios de sibilância por 6 meses. asma? asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, que raramente surge antes dos 2 anos de idade...sua caracterização pode ocorrer na infância, mas muitas vezes se usa o termo lactente sibilante como forma de observar o quadro evolutivo antes da definição diagnóstica; se for necessário tratar o lactente sibilante, em linhas gerais segue-se a recomendação para asma. índice preditor de asma. a presença de 1 critério maior ou de 2 menores pode aumentar em até 10 vezes o risco de o lactente ter asma no futuro. ASMA.# broncodilatador de ação prolongada. são muito usados no adulto, mas na pediatria não são utilizados para as crianças com 5 anos ou menos. antileucotrienos. são um pouco mais utilizados que no adulto, mas ainda assim o fármaco de escolha no tratamento é o corticoide inalado. tratamento de alívio. para alívio dos sintomas pode ser utilizado, isoladamente, broncodilatador de ação curta. via inalatória. para os menores de 5 anos usar preferencialmente nebulímetro (bombinha) com espaçador; nebulizador é uma alternativa. BRONQUIOLITE VIRAL AGUDA.# inflamação de pequenas vias aéreas. etiologia viral, principalmente vírus sincicial respiratório (embora possa ser causasda por adenovírus, rinovírus...). lactentes. afeta predominantemente lactentes, principalmente no primeiro ano de vida; alguns autores caracterizam como “primeiro episódio de chiado da vida”. aprisionamento de ar. o acometimento bronquiolar reduz a luz das vias aéreas, justificando a sibilância, e promove aprisionamento de ar, interferindo na mecânica respiratória e trocas gasosas; o ar aprisionado pode, inclusive, ser reabsorvido, gerando pequenas atelectasias. evolução. geralmente inicia-se com pródromos gripais (rinorreia, espirros, febre baixa) por 2-3 dias, seguidos por sintomas de vias aéreas inferiores (chiado, dispneia), com repercussão variável; a maioria começa a melhorar em 5-7 dias. sinais de desconforto podem estar presentes, como batimento de asas de nariz, gemidos, cianose, tiragem subcostal. maior. um dos pais asmático; dermatite atópica. menor. chiado ocorre fora da infecção viral; rinite alérgica; eosinófilos (≥4%) em linhas gerais segue as recomendações do adulto, mas alguns pontos necessitam ser valorizados para as provas.. #HARDTOPICS chiado, asma e bronquiolite 02 fatores de risco para gravidade. prematuridade (<30s), baixo peso ao nascer, idade menor que 2 anos, displasia broncopulmonar, alterações anatômicas das vias áreas, imunodeficiência, cardiopatia congênita com repercussão hemodinâmicas e tabagismo passivo. tratamento. suporte: oxigênio se saturação baixa, hidratação, inalação com solução salina... profilaxia. palivizumabe pode ser considerado em cenários de risco muito elevado de complicações: prematuros (<30s) no primeiro ano de vida; e até 2 anos em portadores de cardiopatia congênita com repercussão hemodinâmica ou nos com displasia broncopulmonar com necessidade de tratamento. #HARDTOPICS cirrose 02 O QUE CAI?# FUNÇÕES DO FÍGADO.# Aspectos gerais são pouco explorados, mas importantes para contextualização. Causas e complicações serão abordadas separadamente. depuração de toxinas. amônia, substâncias vasoativas... síntese de proteínas. albumina, fatores de coagulação, alfa-1-antitripsina... metabolismo intermediário. coordena metabolismo de carboidratos, lipídeos e proteínas... metabolismo de bilirrubina e formação de sais biliares. formação da bile, auxiliando na absorção de gorduras, vitaminas lipossolúveis... anormalidade em síntese de proteínas. hipoalbuminemia, deficiência de fatores de coagulação... MANIFESTAÇÕES.# Classificada hoje em duas fases: doença hepática crônica avançada compensada (mortalidade <5% ao ano) e descompensada (mortalidade >20% ao ano). COMPENSADA.# atenção. o fator VII tem a menor vida média dentre os fatores; por isso, sofre mais precocemente; como integra a via extrínseca, o teste que sofre mais precocemente é o tempo de protrombina (e o RNI). vasodilatação periférica. tendência a hipotensão hiperestrogenismo. eritema palmar, telangiectasias, ginecomastia em homens, “xale hepático”(eritema no pescoço e tórax anterior). hipoandrogenismo. redução de massa muscular, rarefação de pelos, redução da libido, atrofia testicular... achados genéricos. fadiga, icterícia, prurido, hepatomegalia, esplenomegalia... DESCOMPENSADA.# complicações. sangramento por varizes secundárias a hipertensão porta, ascite, peritonite bacteriana, encefalopatia hepática, síndrome hepatorrenal... CLASSIFICAÇÃO.# CHILD-PUGH. os pacientes são classificados em A, B ou C conforme 5 parâmetros: regra mnemônica BEATA... Bilirribuna, Encefalopatia, Ascite, Tempo de protrombina, Albumina. MELD. Model of End-stage Liver Disease, que tem melhor capacidade de avaliar sobrevida, sendo usada na lista de transplante de fígado; usa as variáveis BIC...Bilirrubina, INR, Creatinina... #HARDTOPICS cirrose 02 O QUE CAI?# FUNÇÕES DO FÍGADO.# Aspectos gerais são pouco explorados, mas importantes para contextualização. Causas e complicações serão abordadas separadamente. depuração de toxinas. amônia, substâncias vasoativas... síntese de proteínas. albumina, fatores de coagulação, alfa-1-antitripsina... metabolismo intermediário. coordena metabolismo de carboidratos, lipídeos e proteínas... metabolismo de bilirrubina e formação de sais biliares. formação da bile, auxiliando na absorção de gorduras, vitaminas lipossolúveis... anormalidade em síntese de proteínas. hipoalbuminemia, deficiência de fatores de coagulação... MANIFESTAÇÕES.# Classificada hoje em duas fases: doença hepática crônica avançada compensada (mortalidade <5% ao ano) e descompensada (mortalidade >20% ao ano). COMPENSADA.# atenção. o fator VII tem a menor vida média dentre os fatores; por isso, sofre mais precocemente; como integra a via extrínseca, o teste que sofre mais precocemente é o tempo de protrombina (e o RNI). vasodilatação periférica. tendência a hipotensão hiperestrogenismo. eritema palmar, telangiectasias, ginecomastia em homens, “xale hepático”(eritema no pescoço e tórax anterior). hipoandrogenismo. redução de massa muscular, rarefação de pelos, redução da libido, atrofia testicular... achados genéricos. fadiga, icterícia, prurido, hepatomegalia, esplenomegalia... DESCOMPENSADA.# complicações. sangramento por varizes secundárias a hipertensão porta, ascite, peritonite bacteriana, encefalopatia hepática, síndrome hepatorrenal... CLASSIFICAÇÃO.# CHILD-PUGH. os pacientes são classificados em A, B ou C conforme 5 parâmetros: regra mnemônica BEATA... Bilirribuna, Encefalopatia, Ascite, Tempo de protrombina, Albumina. MELD. Model of End-stage Liver Disease, que tem melhor capacidade de avaliar sobrevida, sendo usada na lista de transplante de fígado; usa as variáveis BIC...Bilirrubina, INR, Creatinina... Características de causas peculiares – hemocromatose, colangite biliar primária, doença de Wilson. #HARDTOPICS cirrose – causas peculiares COLANGITE BILIAR PRIMÁRIA (CBP).# o que é? doença autoimune em que ocorreinflamação da parede dos canalículos biliares, com extravasamento de bile nos hepatócitos e sangue. 01 O QUE CAI?# quadro clínico. a maioria é oligossintomática; as queixas mais comuns são fadiga e prurido. o que mais alerta para o quadro, no entanto são as manifestações de doença hepática, além de xantomas/xantelasmas. Antigamente denominada cirrose biliar primária. laboratório. o marcador clássico é o antimitocôndria (AMA); podemos encontrar positividade de FAN, elevação de fosfatase alcalina, bilirrubina e transaminases pouco elevadas. diagnóstico. sugerido pela ausência de outra causas de hepatopatia, bem como ausência de obstrução biliar extra-hepática, associado a 2 de: fosfatase alcalina >1,5 do limite, AMA positivo (maior ou igual a 1:40), histologia compatível. tratamento. otimizar metabolismo da bile – ácido ursodesoxicólico. HEMOCROMATOSE HEREDITÁRIA.# o que é? doença hereditária em que ocorre aumento da absorção intestinal de ferro por uma mutação conhecida como C282Y. quadro clínico. tudo “enferruja”: hipófise (hipogonadismo), coração (arritmias), pâncreas (diabetes), fígado (cirrose), pele (cor bronzeada), articulações (artropatia degenerativa similar à osteoartrite). laboratório. saturação de transferrina elevada (geralmente >45%), com elevação da ferritina. tratamento. sangria; uso de quelantes de ferro é menos recomendado. DOENÇA DE WILSON.# o que é? doença hereditária em que ocorre alteração do transporte celular do cobre, limitando sua excreção (ceruloplasmina), levando a acúmulo no organismo. quadro clínico. além das manifestações hepáticas, chama atenção o quadro neuropsiquiátrico – demência, psicose, disartria, alterações de movimento/marcha, riso sardônico....um achado clássico é o anel de Kayser-Fleisher, que ocorre por deposição de cobre na membrana de Descemet da córnea (visto em até 98% dos com sintomas neurológicos). pode haver anemia hemolítica, coagulopatia e doença renal. diagnóstico. cobre urinário e ceruloplasmina sérica. tratamento. quelantes de cobre, como d-penicilinamina ou trientina. Características de causas peculiares – hemocromatose, colangite biliar primária, doença de Wilson. #HARDTOPICS cirrose – causas peculiares COLANGITE BILIAR PRIMÁRIA (CBP).# o que é? doença autoimune em que ocorre inflamação da parede dos canalículos biliares, com extravasamento de bile nos hepatócitos e sangue. 01 O QUE CAI?# quadro clínico. a maioria é oligossintomática; as queixas mais comuns são fadiga e prurido. o que mais alerta para o quadro, no entanto são as manifestações de doença hepática, além de xantomas/xantelasmas. Antigamente denominada cirrose biliar primária. laboratório. o marcador clássico é o antimitocôndria (AMA); podemos encontrar positividade de FAN, elevação de fosfatase alcalina, bilirrubina e transaminases pouco elevadas. diagnóstico. sugerido pela ausência de outra causas de hepatopatia, bem como ausência de obstrução biliar extra-hepática, associado a 2 de: fosfatase alcalina >1,5 do limite, AMA positivo (maior ou igual a 1:40), histologia compatível. tratamento. otimizar metabolismo da bile – ácido ursodesoxicólico. HEMOCROMATOSE HEREDITÁRIA.# o que é? doença hereditária em que ocorre aumento da absorção intestinal de ferro por uma mutação conhecida como C282Y. quadro clínico. tudo “enferruja”: hipófise (hipogonadismo), coração (arritmias), pâncreas (diabetes), fígado (cirrose), pele (cor bronzeada), articulações (artropatia degenerativa similar à osteoartrite). laboratório. saturação de transferrina elevada (geralmente >45%), com elevação da ferritina. tratamento. sangria; uso de quelantes de ferro é menos recomendado. DOENÇA DE WILSON.# o que é? doença hereditária em que ocorre alteração do transporte celular do cobre, limitando sua excreção (ceruloplasmina), levando a acúmulo no organismo. quadro clínico. além das manifestações hepáticas, chama atenção o quadro neuropsiquiátrico – demência, psicose, disartria, alterações de movimento/marcha, riso sardônico....um achado clássico é o anel de Kayser-Fleisher, que ocorre por deposição de cobre na membrana de Descemet da córnea (visto em até 98% dos com sintomas neurológicos). pode haver anemia hemolítica, coagulopatia e doença renal. diagnóstico. cobre urinário e ceruloplasmina sérica. tratamento. quelantes de cobre, como d-penicilinamina ou trientina. Características de causas peculiares – hemocromatose, colangite biliar primária, doença de Wilson. #HARDTOPICS cirrose – causas peculiares COLANGITE BILIAR PRIMÁRIA (CBP).# o que é? doença autoimune em que ocorre inflamação da parede dos canalículos biliares, com extravasamento de bile nos hepatócitos e sangue. 01 O QUE CAI?# quadro clínico. a maioria é oligossintomática; as queixas mais comuns são fadiga e prurido. o que mais alerta para o quadro, no entanto são as manifestações de doença hepática, além de xantomas/xantelasmas. Antigamente denominada cirrose biliar primária. laboratório. o marcador clássico é o antimitocôndria (AMA); podemos encontrar positividade de FAN, elevação de fosfatase alcalina, bilirrubina e transaminases pouco elevadas. diagnóstico. sugerido pela ausência de outra causas de hepatopatia, bem como ausência de obstrução biliar extra-hepática, associado a 2 de: fosfatase alcalina >1,5 do limite, AMA positivo (maior ou igual a 1:40), histologia compatível. tratamento. otimizar metabolismo da bile – ácido ursodesoxicólico. HEMOCROMATOSE HEREDITÁRIA.# o que é? doença hereditária em que ocorre aumento da absorção intestinal de ferro por uma mutação conhecida como C282Y. quadro clínico. tudo “enferruja”: hipófise (hipogonadismo), coração (arritmias), pâncreas (diabetes), fígado (cirrose), pele (cor bronzeada), articulações (artropatia degenerativa similar à osteoartrite). laboratório. saturação de transferrina elevada (geralmente >45%), com elevação da ferritina. tratamento. sangria; uso de quelantes de ferro é menos recomendado. DOENÇA DE WILSON.# o que é? doença hereditária em que ocorre alteração do transporte celular do cobre, limitando sua excreção (ceruloplasmina), levando a acúmulo no organismo. quadro clínico. além das manifestações hepáticas, chama atenção o quadro neuropsiquiátrico – demência, psicose, disartria, alterações de movimento/marcha, riso sardônico....um achado clássico é o anel de Kayser-Fleisher, que ocorre por deposição de cobre na membrana de Descemet da córnea (visto em até 98% dos com sintomas neurológicos). pode haver anemia hemolítica, coagulopatia e doença renal. diagnóstico. cobre urinário e ceruloplasmina sérica. tratamento. quelantes de cobre, como d-penicilinamina ou trientina. #HARDTOPICS cirrose 02 O QUE CAI?# FUNÇÕES DO FÍGADO.# Aspectos gerais são pouco explorados, mas importantes para contextualização. Causas e complicações serão abordadas separadamente. depuração de toxinas. amônia, substâncias vasoativas... síntese de proteínas. albumina, fatores de coagulação, alfa-1-antitripsina... metabolismo intermediário. coordena metabolismo de carboidratos, lipídeos e proteínas... metabolismo de bilirrubina e formação de sais biliares. formação da bile, auxiliando na absorção de gorduras, vitaminas lipossolúveis... anormalidade em síntese de proteínas. hipoalbuminemia, deficiência de fatores de coagulação... MANIFESTAÇÕES.# Classificada hoje em duas fases: doença hepática crônica avançada compensada (mortalidade <5% ao ano) e descompensada (mortalidade >20% ao ano). COMPENSADA.# atenção. o fator VII tem a menor vida média dentre os fatores; por isso, sofre mais precocemente; como integra a via extrínseca, o teste que sofre mais precocemente é o tempo de protrombina (e o RNI). vasodilatação periférica. tendência a hipotensão hiperestrogenismo. eritema palmar, telangiectasias, ginecomastia em homens, “xale hepático”(eritema no pescoço e tórax anterior). hipoandrogenismo. redução de massa muscular, rarefação de pelos, redução da libido, atrofia testicular... achados genéricos. fadiga, icterícia, prurido, hepatomegalia, esplenomegalia... DESCOMPENSADA.# complicações.sangramento por varizes secundárias a hipertensão porta, ascite, peritonite bacteriana, encefalopatia hepática, síndrome hepatorrenal... CLASSIFICAÇÃO.# CHILD-PUGH. os pacientes são classificados em A, B ou C conforme 5 parâmetros: regra mnemônica BEATA... Bilirribuna, Encefalopatia, Ascite, Tempo de protrombina, Albumina. MELD. Model of End-stage Liver Disease, que tem melhor capacidade de avaliar sobrevida, sendo usada na lista de transplante de fígado; usa as variáveis BIC...Bilirrubina, INR, Creatinina... diferenciação entre estenose hipertrófica do piloro e atresia de duodeno. atresia de esôfago e fístula traqueoesofágica mais comum. caso clínico de intussuscepção. #HARDTOPICS cirurgia pediátrica 01 O QUE CAI?# ATRESIA DE ESÔFAGO E FÍSTULA TRAQUEOESOFÁGICA .# conceito. defeito na formação do esôfago podendo ser associado à fístula traqueoesofágica (FTE). outras mal formações podem estar presentes em 60 a 70% dos casos (cardíacas, vertebrais, membros, anorretal, renal). atresia esofágica com fístula distal (tipo C). é o achado mais comum, cerca de 85% dos casos, coto proximal do esôfago em fundo cego e coto distal com fístula com a traqueia. quadro clínico. sialorreia, regurgitação, tosse, broncoaspiração. em caso atresia com FTE distal apresenta distensão abdominal (por causa da fístula). em caso de atresia de esôfago sem FTE, teremos um abdome escavado e muita sialorreia. na presença de FTE sem atresia, teremos mais clínica respiratória. . diagnóstico pré-natal. polidrâmnio e bolha gástrica pequena ou ausente. USG suspeita, a RNM pode confirmar (pela não visualização do esôfago torácico). diagnóstico pós-natal. passar sonda nasogástrica (não progride); o RX de tórax identifica a sonda no esôfago em fundo cego. se houver ar no estômago é porque tem FTE distal associada. tratamento. SNG com drenagem contínua do coto proximal para evitar broncoaspiração e cabeceira elevada; antibiótico empírico EV de amplo espectro; pode ser necessária uma gastrostomia de emergência se a fístula for muito grande com grande distensão e insuficiência respiratória. em casos de atresia sem fístula a gastrostomia será a via alimentar. ESTENOSE HIPERTRÓFICA DE PILORO.# epidemiologia. obstrução na região pilórica. 1 a 3 casos por 1.000 crianças, mais em brancos, sexo masculina (4 a 6X), grupo sanguíneo B e O. geralmente NÃO está presente ao nascimento. quadro clínico. vômitos não biliosos, após a alimentação, após 3° semana, a criança apresenta fome após vomitar. pode apresentar alcalose metabólica hipoclorêmica pelos vômitos. exame físico. massa abdominal, firme e móvel, acima e à direita do umbigo, abaixo da borda hepática, oliva pilórica. após a alimentação pode haver uma onda peristáltica móvel. diagnóstico. suspeita clínica + ultrassom (95% de sensibilidade). tratamento. corrigir os distúrbios hidroeletrolíticos e acidobásicos; tratamento cirúrgico através da piloromiotomia extramucosa de Fredet-Ramstedt. ESTENOSE HIPERTRÓFICA DE PILORO.# epidemiologia. estreitamento da luz do duodeno; 1/10.000 nascidos vivos, 50% são prematuros e até metade dos casos associam-se com anomalias cromossômicas (presença de mais malformações do que na estenose hipertrófica do piloro). quadro clínico. presença de vômito bilioso pós prandial no primeiro dia de vida. #HARDTOPICS cirurgia pediátrica 02 diagnóstico. sinal da dupla bolha no RX. uma bolha é o estômago cheio de gás (antes do piloro) e outra bolha é o duodeno proximal (entre o piloro e a atresia). tratamento. cirurgia através da duodenoduodenostomia (“pulando” o ponto da atresia). INTUSSUSCEPÇÃO.# epidemiologia. causa mais comum de obstrução intestinal na infância; entre os 3 meses e 3 anos (mais comum de 4 a 9 meses); mais no sexo masculino. primária. ausência de lesão que cause a intussuscepção, causada por hipertrofia das placas de Peyer após IVAS ou GECA. mais comum na criança. secundária. presença de lesão (pólipo, tumor, divertículo) que provoca a invaginação. mais comum em adultos. quadro clínico. sinais de obstrução intestinal, dor intermitente, fezes em geleia de framboesa (isquemia da mucosa), massa em salsicha. imagem. ultrassom apresenta imagem em alvo. na imagem longitudinal – pseudorim. tratamento. em casos de instussuscepção primária, sem complicações, tenta-se o tratamento clínico com enema de contraste ou ar, com sucesso de 85%. cirurgia indicada em caos de peritonite, instabilidade, falha do tratamento clínico ou suspeita intussuscepção secundária. DIVERTÍCULO DE MECKEL.# conceito. é um divertículo verdadeiro (contém todas as camadas do intestino); localizado de 45 a 60cm da válvula ileocecal. resulta de fechamento incompleto do ducto onfalomesentérico (saco vitelínico), pode ainda comunicar-se com o umbigo. quadro clínico. maioria assintomáticos; pode apresentar mucosa ectópica no seu interior (gástrica 50% e pancreática 5%), com complicações. sangramento. complicação mais comum (hemorragia maciça ou crônica com anemia). obstrução. por intussuscepção, por volvo ou na hérnia inguinal (de Litree). diverticulite. difícil diferenciar de apendicite. nas apendicites brancas sempre avaliar o íleo distal em busca do divertículo de Meckel. neoplasia.mais comum é o tumor neuroendócrino. diagnóstico. cintilografia com tecnécio 99 na criança. uma opção é cápsula endoscópica. atenção. vamos utilizar a “regra dos 2” para lembrar de algumas informações sobre o divertículo de Meckel. presente em 2% da população; distância de 2 pés da válvula ileocecal (45 a 60cm); 2 tipos de mucosa ectópica (gástrica e pancreática); tamanho de 2 polegadas (5cm de comprimento); 2cm de boca. tratamento. indicação de cirurgia nas complicações. nos casos de sangramento, ressecar o segmento do delgado todo (não só o divertículo), na maioria dos casos de inflamação também. achados de intra-operatório sem complicações. ressecar sempre o divertículo na criança. no adulto se for apenas um achado não deve ser ressecado. #HARDTOPICS cirurgia pediátrica 03 CISTO DO DUCTO TIREOGLOSSO.# conceito. remanescente do ducto tireoglosso (caminho da tireoide da base da língua até a região cervical), quando esse ducto não se fecha, forma-se o cisto na linha média. quadro clínico. massa cística, lisa, macia e indolor na linha média do pescoço, adjacente ao osso hioide; móvel à deglutição ou à protusão da língua. pode complicar-se com infecção. tratamento. cirurgia de Sistrunk (ressecção do cisto com o osso hioide). #HARDTOPICS cirurgia pediátrica 01 O QUE CAI?# HÉRNIA DIAFRAGMÁTICA CONGÊNITA.# diferenciação entre gastrosquise e onfalocele. diferenciação entre neuroblastoma e nefroblastoma. epidemiologia. 1:2.500 nascidos vivos, maioria do lado esquerdo (80%), igual entre os sexos. associado a outras mal formações em cerca de 50% (cardíacas, renais, genitais, tubo neural e trissomias do 21, 18 e 13). hérnia de Bochdalek.mais comum; posterolateral esquerda (90%) hérnia de Morgani. anteromedial, mais a direita. fisiopatologia. herniação de víscera para o tórax levando a uma hipoplasia e hipertensão pulmonar com desvio do mediastino. diagnóstico. intra-útero, ultrassom suspeita (polidrâmnio); após o nascimento pode haver um período de “lua de mel” (assintomático nas primeiras horas). os sintomas começam nas primeiras 24h. desconforto respiratório, cianose, taquicardia, intolerância alimentar, abdome escavado (herniação visceral), MV reduzido, pode haver RHA no tórax, sons cardíacos abafados e deslocados. RX. confirma alças intestinais no tórax e desvio do mediastino. sonda nasogástrica descomprime o estômago e ajuda o diagnóstico (sonda no tórax). tratamento. IOT, SNG, monitorização cardíaca, gasometria arterial, PA, sonda vesical, oximetria pré e pós-ductal. cirurgia, se estável, fazer em 24-72h, sutura ou tela de PTFE. HÉRNIA DE PAREDE ABDOMINAL.# hérnia inguinal. indireta na criança; persistência do conduto peritoniovaginal. tratamento cirúrgico ressecção do saco herniário, sem necessidade de reforço da parede (não utiliza-se tela na criança). hérnia umbilical. a maioria resolve-sesozinho. indicação cirúrgica caso a hérnia seja > 2cm, encarcerada, caso não resolva-se após 5 anos de idade. ONFALOCELE.# fisiopatologia. vísceras crescem mais rápido que a parede e são expulsas da cavidade abdominal após a 6° semana (pelo umbigo) e retornam na 10° semana. quando não retornam, forma-se a onfalocele. local da evisceração. cicatriz umbilical. cobertura das vísceras por membrana. sim. outras mal formações associadas. frequentes (50%); trissomias 21, 13, 18; cardiopatias; síndrome de Prune Belly, síndrome de Beckwith-Wiedemann. diagnóstico. USG pré-natal 18 semanas. via de parto por critérios obstétricos. tratamento. cobrir as alças ao nascer; hidratar; SNG para descomprimir alças; buscar outras mal formações fechamento primário. defeitos de até 4cm são chamados de hérnias de cordão e podem ser reparados logo após o nascimento sem prótese. defeitos com mais de 4cm, (que podem ser reduzidos com facilidade), também realizamos o fechamento primário (excisão do saco + redução do conteúdo + fechamento). fechamento tardio. aplicar na membrana substâncias inflamatórias para reforço e espessamento (nitrato de prata, povidine, neomicina), é a chamada escarificação em grandes conteúdos. reparar a hérnia ventral depois. #HARDTOPICS cirurgia pediátrica 02 GASTROSQUISE.# fisiopatologia. defeito na formação da parede abdominal, a partir da 4° semana. Mais comum emmães < 21 anos. dosagem de alfafetoproteína elevada nas mães. local da evisceração. defeito da parede a direita do cordão umbilical. cobertura das vísceras por membrana. não. outras mal formações associadas. menos frequentes (quando ocorre, a atresia intestinal é a mais comum). diagnóstico. USG pré-natal 20 semanas (alças intestinais “boiando” no líquido amniótico). via de parto por critérios obstétricos. tratamento. cobrir as alças ao nascer; hidratar; SNG para descomprimir alças; decúbito lateral direito (evitar torção do meso); buscar outras mal formações. fechamento primário. reduzir o conteúdo e fechar a parede. avaliar a pressão intra- abdominal, se estivar acima de 10-15 mmHg, não fechar. redução gradativa do conteúdo. cobrir o conteúdo com saco plástico e fazer a redução gradativa, após cerca de 14 dias finalizar o fechamento. NEUROBLASTOMA.# epidemiologia. é o tumor sólido mais comum em lactentes e crianças (excluindo-se os tumores do SNC), 90% antes dos 5 anos, média de diagnóstico aos 22 meses. fisiopatologia. é um tumor do sistema nervoso simpático (células primitivas – simpatoblastos), presentes na medula da supra-renal e gânglios simpáticos. localização. mais comum no abdome, principalmente na supra-renal; também podem localizar-se no tórax (mediastino posterior), pescoço e pelve. quadro clínico. massa abdominal dura, irregular que ultrapassa a linha média. geralmente em crianças menores de 2 anos, com comprometimento do estado geral (podem apresentar febre, mal estar, perda de peso, dor e distensão). evolução. doença avançada no diagnóstico em 50% dos casos; metástase linfática e hematogênica (linfonodos, ossos longos, calota craniana, medula óssea, fígado e pele). acometimento periorbital pode levar a proptose e equimose (sinal de Guaxinim). atenção. elevação dos metabólitos de catecolaminas na urina - ácido vanilmandélico e homovanílico. diagnóstico confirmado por biópsia. TUMOR DEWILMS OU NEFROBLASTOMA.# epidemiologia. em geral, acomete crianças de 2 a 4 anos. pode ser associado a outras anomalias e síndromes genéticas. localização. neoplasia renal embrionária. quadro clínico. massa abdominal dura, que ultrapassa a linha média. a criança costuma estar bem disposta e em bom estado geral. pode haver hematúria (invasão do sistema coletor) e hipertensão arterial secundária (25%). tratamento. cirurgia + quimioterapia, pode ser utilizada radioterapia. sem consenso. prognóstico. alta sobrevida, bom prognóstico. #HARDTOPICS climatério 01 O QUE CAI?# VISÃO GERAL.# Exames da rotina, tratamento dos sintomas, prevenção e abordagem dos riscos específicos. climatério. fase biológica da vida da mulher que se inicia por volta dos 40 anos de idade, podendo se estender até os 65 anos. menopausa. diagnóstico retrospectivo, após 12 meses da última menstruação. menopausa precoce. antes dos 40 anos. irregularidade menstrual. pela ocorrência de ciclos anovulatórios. síndrome do climatério. sintomas que podem ocorrer nesse período da vida da mulher: fogachos, insônia, alterações de humor (irritabilidade / depressão), incontinência urinária, alteração de memória, etc. fogachos. sintomas mais característicos dessa fase que decorrem da diminuição da resistência da pele e aumento da condutância térmica, da diminuição da temperatura do tronco, do aumento da frequência cardíaca, do fluxo sanguíneo palmar, aumento da temperatura dos dedos, vasodilatação e aumento da atividade simpática. produção periférica de estrogênios. conversão de androgênios em estrona em tecidos extra-ovarianos pode atenuar os sintomas dessa fase. diagnóstico. clínico; desnecessária a coleta de FSH ou outros exames. QUADRO CLÍNICO.# causa. queda de produção de estrogênios e progesterona pelos ovários, com aumento de produção e secreção de FSH e LH, ocasionados pela queda contínua do patrimônio folicular dos ovários, até sua extinção. não farmacológico. melhora da qualidade de vida (alimentação, perda de peso, cessação de ingestão de álcool e tabagismo), vitamina D e cálcio (se ingesta inadequada), atividade física. farmacológico não hormonal. sintomas vasomotores proeminentes, sem melhora com terapias não farmacológicas: 1ª escolha são os antidepressivos (paroxetina, fluoxetina, venlafaxina, imipramina); ou clonidina, metildopa, propranolol, cinarizina, gabapentina. tratamento hormonal. depende dos sintomas e da presença de menstruação. TRATAMENTO.# se ainda houver menstruação (irregular). medida inicial para regularização é utilização de progestógenos na 2ª fase do ciclo (10 a 14 dias). indicações de TH com estrogênios. tratamento dos sintomas vasomotores moderados a severos; tratamento da atrofia urogenital moderada a severa e na prevenção das alterações da massa óssea associadas à menopausa em mulheres de alto risco para fraturas e em que os benefícios sejam maiores do que os riscos do uso da terapia hormonal. tempo de uso. menor tempo possível (máximo 5 anos), menor dose possível. Iniciar até 59 anos de idade. #HARDTOPICS climatério 02 contraindicações absolutas. câncer de mama, câncer de endométrio, doença hepática grave, sangramento genital não esclarecido, história de tromboembolismo agudo e recorrente, porfiria. contraindicações relativas. hipertensão arterial não controlada, diabetes mellitus não controlado, endometriose, miomatose uterina. tipo de TH. quando em amenorreia, se houver útero, estrogênio + progestógeno (proteção endometrial); se não houver, apenas estrogênio. via de administração. depende de morbidades associadas. indicações. colpocitologia oncótica (até 64 anos), mamografia (a partir dos 50 anos - MS), hemograma, glicemia, perfil lipídico, função hepática e renal (se presença de doenças). não indicados. não há indicação de realização de USG pelve nem rastreamento rotineiro de osteoporose até 65 anos de idade, a menos que tenha fatores de risco. atenção. principal causa de sangramento na pós-menopausa: atrofia endometrial. atenção. espessamento endometrial: possibilidade de câncer de endométrio; espessura normal do endométrio na menopausa: 5mm (sem TH) e 8 mm (com TH). EXAMES.# tibolona. esteroide sintético com comportamento de acordo com o órgão- alvo: útero funciona como TH combinada contínua, porém sem efeito estimulante no tecido mamário (menos risco de câncer de mama), efeito protetor ósseo com redução do risco de fraturas, associado a efeito androgênico; reduz os níveis de triglicerídeos e de HDL. #HARDTOPICS climatério 01 O QUE CAI?# VISÃO GERAL.# Exames da rotina, tratamento dos sintomas, prevenção e abordagem dos riscos específicos. climatério. fase biológica da vida da mulher que se inicia por voltados 40 anos de idade, podendo se estender até os 65 anos. menopausa. diagnóstico retrospectivo, após 12 meses da última menstruação. menopausa precoce. antes dos 40 anos. irregularidade menstrual. pela ocorrência de ciclos anovulatórios. síndrome do climatério. sintomas que podem ocorrer nesse período da vida da mulher: fogachos, insônia, alterações de humor (irritabilidade / depressão), incontinência urinária, alteração de memória, etc. fogachos. sintomas mais característicos dessa fase que decorrem da diminuição da resistência da pele e aumento da condutância térmica, da diminuição da temperatura do tronco, do aumento da frequência cardíaca, do fluxo sanguíneo palmar, aumento da temperatura dos dedos, vasodilatação e aumento da atividade simpática. produção periférica de estrogênios. conversão de androgênios em estrona em tecidos extra-ovarianos pode atenuar os sintomas dessa fase. diagnóstico. clínico; desnecessária a coleta de FSH ou outros exames. QUADRO CLÍNICO.# causa. queda de produção de estrogênios e progesterona pelos ovários, com aumento de produção e secreção de FSH e LH, ocasionados pela queda contínua do patrimônio folicular dos ovários, até sua extinção. não farmacológico. melhora da qualidade de vida (alimentação, perda de peso, cessação de ingestão de álcool e tabagismo), vitamina D e cálcio (se ingesta inadequada), atividade física. farmacológico não hormonal. sintomas vasomotores proeminentes, sem melhora com terapias não farmacológicas: 1ª escolha são os antidepressivos (paroxetina, fluoxetina, venlafaxina, imipramina); ou clonidina, metildopa, propranolol, cinarizina, gabapentina. tratamento hormonal. depende dos sintomas e da presença de menstruação. TRATAMENTO.# se ainda houver menstruação (irregular). medida inicial para regularização é utilização de progestógenos na 2ª fase do ciclo (10 a 14 dias). indicações de TH com estrogênios. tratamento dos sintomas vasomotores moderados a severos; tratamento da atrofia urogenital moderada a severa e na prevenção das alterações da massa óssea associadas à menopausa em mulheres de alto risco para fraturas e em que os benefícios sejam maiores do que os riscos do uso da terapia hormonal. tempo de uso. menor tempo possível (máximo 5 anos), menor dose possível. Iniciar até 59 anos de idade. #HARDTOPICS climatério 02 contraindicações absolutas. câncer de mama, câncer de endométrio, doença hepática grave, sangramento genital não esclarecido, história de tromboembolismo agudo e recorrente, porfiria. contraindicações relativas. hipertensão arterial não controlada, diabetes mellitus não controlado, endometriose, miomatose uterina. tipo de TH. quando em amenorreia, se houver útero, estrogênio + progestógeno (proteção endometrial); se não houver, apenas estrogênio. via de administração. depende de morbidades associadas. indicações. colpocitologia oncótica (até 64 anos), mamografia (a partir dos 50 anos - MS), hemograma, glicemia, perfil lipídico, função hepática e renal (se presença de doenças). não indicados. não há indicação de realização de USG pelve nem rastreamento rotineiro de osteoporose até 65 anos de idade, a menos que tenha fatores de risco. atenção. principal causa de sangramento na pós-menopausa: atrofia endometrial. atenção. espessamento endometrial: possibilidade de câncer de endométrio; espessura normal do endométrio na menopausa: 5mm (sem TH) e 8 mm (com TH). EXAMES.# tibolona. esteroide sintético com comportamento de acordo com o órgão- alvo: útero funciona como TH combinada contínua, porém sem efeito estimulante no tecido mamário (menos risco de câncer de mama), efeito protetor ósseo com redução do risco de fraturas, associado a efeito androgênico; reduz os níveis de triglicerídeos e de HDL. #HARDTOPICS climatério 01 O QUE CAI?# VISÃO GERAL.# Exames da rotina, tratamento dos sintomas, prevenção e abordagem dos riscos específicos. climatério. fase biológica da vida da mulher que se inicia por volta dos 40 anos de idade, podendo se estender até os 65 anos. menopausa. diagnóstico retrospectivo, após 12 meses da última menstruação. menopausa precoce. antes dos 40 anos. irregularidade menstrual. pela ocorrência de ciclos anovulatórios. síndrome do climatério. sintomas que podem ocorrer nesse período da vida da mulher: fogachos, insônia, alterações de humor (irritabilidade / depressão), incontinência urinária, alteração de memória, etc. fogachos. sintomas mais característicos dessa fase que decorrem da diminuição da resistência da pele e aumento da condutância térmica, da diminuição da temperatura do tronco, do aumento da frequência cardíaca, do fluxo sanguíneo palmar, aumento da temperatura dos dedos, vasodilatação e aumento da atividade simpática. produção periférica de estrogênios. conversão de androgênios em estrona em tecidos extra-ovarianos pode atenuar os sintomas dessa fase. diagnóstico. clínico; desnecessária a coleta de FSH ou outros exames. QUADRO CLÍNICO.# causa. queda de produção de estrogênios e progesterona pelos ovários, com aumento de produção e secreção de FSH e LH, ocasionados pela queda contínua do patrimônio folicular dos ovários, até sua extinção. não farmacológico. melhora da qualidade de vida (alimentação, perda de peso, cessação de ingestão de álcool e tabagismo), vitamina D e cálcio (se ingesta inadequada), atividade física. farmacológico não hormonal. sintomas vasomotores proeminentes, sem melhora com terapias não farmacológicas: 1ª escolha são os antidepressivos (paroxetina, fluoxetina, venlafaxina, imipramina); ou clonidina, metildopa, propranolol, cinarizina, gabapentina. tratamento hormonal. depende dos sintomas e da presença de menstruação. TRATAMENTO.# se ainda houver menstruação (irregular). medida inicial para regularização é utilização de progestógenos na 2ª fase do ciclo (10 a 14 dias). indicações de TH com estrogênios. tratamento dos sintomas vasomotores moderados a severos; tratamento da atrofia urogenital moderada a severa e na prevenção das alterações da massa óssea associadas à menopausa em mulheres de alto risco para fraturas e em que os benefícios sejam maiores do que os riscos do uso da terapia hormonal. tempo de uso. menor tempo possível (máximo 5 anos), menor dose possível. Iniciar até 59 anos de idade. #HARDTOPICS climatério 02 contraindicações absolutas. câncer de mama, câncer de endométrio, doença hepática grave, sangramento genital não esclarecido, história de tromboembolismo agudo e recorrente, porfiria. contraindicações relativas. hipertensão arterial não controlada, diabetes mellitus não controlado, endometriose, miomatose uterina. tipo de TH. quando em amenorreia, se houver útero, estrogênio + progestógeno (proteção endometrial); se não houver, apenas estrogênio. via de administração. depende de morbidades associadas. indicações. colpocitologia oncótica (até 64 anos), mamografia (a partir dos 50 anos - MS), hemograma, glicemia, perfil lipídico, função hepática e renal (se presença de doenças). não indicados. não há indicação de realização de USG pelve nem rastreamento rotineiro de osteoporose até 65 anos de idade, a menos que tenha fatores de risco. atenção. principal causa de sangramento na pós-menopausa: atrofia endometrial. atenção. espessamento endometrial: possibilidade de câncer de endométrio; espessura normal do endométrio na menopausa: 5mm (sem TH) e 8 mm (com TH). EXAMES.# tibolona. esteroide sintético com comportamento de acordo com o órgão- alvo: útero funciona como TH combinada contínua, porém sem efeito estimulante no tecido mamário (menos risco de câncer de mama), efeito protetor ósseo com redução do risco de fraturas, associado a efeito androgênico; reduz os níveis de triglicerídeos e de HDL. Na colecistite, caso clínico com sinal de Murphy perguntando o tratamento; na colangite a tríade de Charcot, perguntando conduta. #HARDTOPICS colecistite aguda e colangite COLECISTITE AGUDA.# 01 O QUE CAI?# colecistite aguda litiásica. maioria dos casos, relacionada à colelitíase, 4F (female, forty, fat, fertility) – mulher,40 anos, sobrepeso, multípara. colecistite aguda alitiásica. inflamação da vesícula SEM cálculo. quadros de isquemia da vesícula por dificuldade de perfusão (grandes queimados, uso de drogas vasoativas, jejum prolongado e uso de nutrição parenteral). Cálculo grande que obstrui a saída da vesícula, levando à distensão e edema, com possibilidade de isquemia, necrose e perfuração. quadro clínico. dor em hipocôndrio direito (HCD) de forte intensidade, associada a náuseas e vômitos, pode haver febre. sinal de Murphy positivo! parada da inspiração durante a compressão do HCD. ultrassonografia. é o melhor exame para avaliação da vesícula. principais achados: parede espessada ≥ 4mm; líquido perivesicular; visualização do cálculo impactado e imóvel no infundíbulo. atenção. não é comum a presença de icterícia na colecistite aguda, pois quem está obstruída é a saída da vesícula, não o colédoco! grau 1 - leve. ausência de complicações locais ou sistêmicas. grau 2 – moderada. complicação local, plastrão palpável, leucócitos> 18mil, mais de 72h de evolução. grau 3 – grave. complicação sistêmica, disfunção orgânica (respiratória, renal, hepática, neurológica, cardiovascular) / sepse. videocolecistectomia. quando? assim que fizer o diagnóstico! atenção. não devemos mais “esfriar o processo” e operar futuramente pelo alto risco de complicações! em casos graves – Tokyo 3. o paciente pode não suportar nem mesmo a anestesia geral! realizamos inicialmente uma colecistostomia (drenagem do foco infeccioso), e iniciamos antibiótico de amplo espectro (gram negativos e anaeróbios). após a recuperação clínica do paciente, realizamos a colecistectomia. EPIDEMIOLOGIA.# FISIOPATOLOGIA.# DIAGNÓSTICO.# CLASSIFICAÇÃO DE TOKYO.# TRATAMENTO.# #HARDTOPICS 02 síndrome de Mirizzi. compressão do ducto hepático comum por um processo inflamatório na vesícula. causa de icterícia na colecistite aguda! tratamento. é cirúrgico desde uma colecistectomia simples até a necessidade de realização de anastomose biliodigestiva (depende do grau). colecistite enfisematosa. necrose da parede da vesícula com gás. comum em homens diabéticos! íleo biliar. grande cálculo da vesícula é “expulso” para o duodeno através de uma fístula e impacta na região do íleo distal, causando abdome agudo obstrutivo. COLANGITE AGUDA.# grau 1. compressão extrínseca do ducto hepático pela vesícula inflamada, sem fístula; grau 2. fístula colecistobiliar de até 1/3 do diâmetro do ducto biliar; grau 3. fístula colecistobiliar de até 2/3 do diâmetro do ducto biliar; grau 4. fístula colecistobiliar envolvendo toda a circunferência do ducto biliar. tríade de Rigler. obstrução intestinal; pneumobilia; presença de um cálculo biliar ectópico. tratamento. cirúrgico priorizando-se o tratamento da obstrução. COMPLICAÇÕES.# colecistite aguda e colangite Infecção das vias biliares + obstrução. a principal causa da obstrução são os cálculos no colédoco. outras causas: neoplasia, estenose inflamatória, lesões iatrogênicas. tríade de Charcot. dor em HCD; icterícia; febre com calafrios. pêntade de Reynolds. dor em HCD; icterícia; febre com calafrios; hipotensão; alterações neurológicas. sinais de sepse. laboratório. leucocitose com desvio a esquerda, aumento de bilirrubinas às custas de dieta, aumento de enzimas canaliculares (fosfatase alcalina e gama GT), pode haver acidose metabólica com aumento de lactato. FISIOPATOLOGIA.# DIAGNÓSTICO.# ultrassonografia. deve ser realizado para avaliar se há cálculo na vesícula e provavelmente no colédoco. colangiorressonância. ótimo exame para avaliar a via biliar e confirmar a obstrução por cálculo. Além de suporte hemodinâmico intensivo e antibiótico de amplo espectro, é importante a desobstrução das vias biliares: CPRE. método de escolha por ser menos invasiva que cirurgia. exploração cirúrgica das vias biliares. na impossibilidade da CPRE. TRATAMENTO.# Na colecistite, caso clínico com sinal de Murphy perguntando o tratamento; na colangite a tríade de Charcot, perguntando conduta. #HARDTOPICS colecistite aguda e colangite COLECISTITE AGUDA.# 01 O QUE CAI?# colecistite aguda litiásica. maioria dos casos, relacionada à colelitíase, 4F (female, forty, fat, fertility) – mulher, 40 anos, sobrepeso, multípara. colecistite aguda alitiásica. inflamação da vesícula SEM cálculo. quadros de isquemia da vesícula por dificuldade de perfusão (grandes queimados, uso de drogas vasoativas, jejum prolongado e uso de nutrição parenteral). Cálculo grande que obstrui a saída da vesícula, levando à distensão e edema, com possibilidade de isquemia, necrose e perfuração. quadro clínico. dor em hipocôndrio direito (HCD) de forte intensidade, associada a náuseas e vômitos, pode haver febre. sinal de Murphy positivo! parada da inspiração durante a compressão do HCD. ultrassonografia. é o melhor exame para avaliação da vesícula. principais achados: parede espessada ≥ 4mm; líquido perivesicular; visualização do cálculo impactado e imóvel no infundíbulo. atenção. não é comum a presença de icterícia na colecistite aguda, pois quem está obstruída é a saída da vesícula, não o colédoco! grau 1 - leve. ausência de complicações locais ou sistêmicas. grau 2 – moderada. complicação local, plastrão palpável, leucócitos> 18mil, mais de 72h de evolução. grau 3 – grave. complicação sistêmica, disfunção orgânica (respiratória, renal, hepática, neurológica, cardiovascular) / sepse. videocolecistectomia. quando? assim que fizer o diagnóstico! atenção. não devemos mais “esfriar o processo” e operar futuramente pelo alto risco de complicações! em casos graves – Tokyo 3. o paciente pode não suportar nem mesmo a anestesia geral! realizamos inicialmente uma colecistostomia (drenagem do foco infeccioso), e iniciamos antibiótico de amplo espectro (gram negativos e anaeróbios). após a recuperação clínica do paciente, realizamos a colecistectomia. EPIDEMIOLOGIA.# FISIOPATOLOGIA.# DIAGNÓSTICO.# CLASSIFICAÇÃO DE TOKYO.# TRATAMENTO.# #HARDTOPICS 02 síndrome de Mirizzi. compressão do ducto hepático comum por um processo inflamatório na vesícula. causa de icterícia na colecistite aguda! tratamento. é cirúrgico desde uma colecistectomia simples até a necessidade de realização de anastomose biliodigestiva (depende do grau). colecistite enfisematosa. necrose da parede da vesícula com gás. comum em homens diabéticos! íleo biliar. grande cálculo da vesícula é “expulso” para o duodeno através de uma fístula e impacta na região do íleo distal, causando abdome agudo obstrutivo. COLANGITE AGUDA.# grau 1. compressão extrínseca do ducto hepático pela vesícula inflamada, sem fístula; grau 2. fístula colecistobiliar de até 1/3 do diâmetro do ducto biliar; grau 3. fístula colecistobiliar de até 2/3 do diâmetro do ducto biliar; grau 4. fístula colecistobiliar envolvendo toda a circunferência do ducto biliar. tríade de Rigler. obstrução intestinal; pneumobilia; presença de um cálculo biliar ectópico. tratamento. cirúrgico priorizando-se o tratamento da obstrução. COMPLICAÇÕES.# colecistite aguda e colangite Infecção das vias biliares + obstrução. a principal causa da obstrução são os cálculos no colédoco. outras causas: neoplasia, estenose inflamatória, lesões iatrogênicas. tríade de Charcot. dor em HCD; icterícia; febre com calafrios. pêntade de Reynolds. dor em HCD; icterícia; febre com calafrios; hipotensão; alterações neurológicas. sinais de sepse. laboratório. leucocitose com desvio a esquerda, aumento de bilirrubinas às custas de dieta, aumento de enzimas canaliculares (fosfatase alcalina e gama GT), pode haver acidose metabólica com aumento de lactato. FISIOPATOLOGIA.# DIAGNÓSTICO.# ultrassonografia. deve ser realizado para avaliar se há cálculo na vesícula e provavelmente no colédoco. colangiorressonância. ótimo exame para avaliar a via biliar e confirmar a obstrução por cálculo. Além de suporte hemodinâmico intensivo e antibiótico de amplo espectro, é importante a desobstrução das vias biliares: CPRE. método de escolha por ser menos invasivaque cirurgia. exploração cirúrgica das vias biliares. na impossibilidade da CPRE. TRATAMENTO.# Na colecistite, caso clínico com sinal de Murphy perguntando o tratamento; na colangite a tríade de Charcot, perguntando conduta. #HARDTOPICS colecistite aguda e colangite COLECISTITE AGUDA.# 01 O QUE CAI?# colecistite aguda litiásica. maioria dos casos, relacionada à colelitíase, 4F (female, forty, fat, fertility) – mulher, 40 anos, sobrepeso, multípara. colecistite aguda alitiásica. inflamação da vesícula SEM cálculo. quadros de isquemia da vesícula por dificuldade de perfusão (grandes queimados, uso de drogas vasoativas, jejum prolongado e uso de nutrição parenteral). Cálculo grande que obstrui a saída da vesícula, levando à distensão e edema, com possibilidade de isquemia, necrose e perfuração. quadro clínico. dor em hipocôndrio direito (HCD) de forte intensidade, associada a náuseas e vômitos, pode haver febre. sinal de Murphy positivo! parada da inspiração durante a compressão do HCD. ultrassonografia. é o melhor exame para avaliação da vesícula. principais achados: parede espessada ≥ 4mm; líquido perivesicular; visualização do cálculo impactado e imóvel no infundíbulo. atenção. não é comum a presença de icterícia na colecistite aguda, pois quem está obstruída é a saída da vesícula, não o colédoco! grau 1 - leve. ausência de complicações locais ou sistêmicas. grau 2 – moderada. complicação local, plastrão palpável, leucócitos> 18mil, mais de 72h de evolução. grau 3 – grave. complicação sistêmica, disfunção orgânica (respiratória, renal, hepática, neurológica, cardiovascular) / sepse. videocolecistectomia. quando? assim que fizer o diagnóstico! atenção. não devemos mais “esfriar o processo” e operar futuramente pelo alto risco de complicações! em casos graves – Tokyo 3. o paciente pode não suportar nem mesmo a anestesia geral! realizamos inicialmente uma colecistostomia (drenagem do foco infeccioso), e iniciamos antibiótico de amplo espectro (gram negativos e anaeróbios). após a recuperação clínica do paciente, realizamos a colecistectomia. EPIDEMIOLOGIA.# FISIOPATOLOGIA.# DIAGNÓSTICO.# CLASSIFICAÇÃO DE TOKYO.# TRATAMENTO.# #HARDTOPICS 02 síndrome de Mirizzi. compressão do ducto hepático comum por um processo inflamatório na vesícula. causa de icterícia na colecistite aguda! tratamento. é cirúrgico desde uma colecistectomia simples até a necessidade de realização de anastomose biliodigestiva (depende do grau). colecistite enfisematosa. necrose da parede da vesícula com gás. comum em homens diabéticos! íleo biliar. grande cálculo da vesícula é “expulso” para o duodeno através de uma fístula e impacta na região do íleo distal, causando abdome agudo obstrutivo. COLANGITE AGUDA.# grau 1. compressão extrínseca do ducto hepático pela vesícula inflamada, sem fístula; grau 2. fístula colecistobiliar de até 1/3 do diâmetro do ducto biliar; grau 3. fístula colecistobiliar de até 2/3 do diâmetro do ducto biliar; grau 4. fístula colecistobiliar envolvendo toda a circunferência do ducto biliar. tríade de Rigler. obstrução intestinal; pneumobilia; presença de um cálculo biliar ectópico. tratamento. cirúrgico priorizando-se o tratamento da obstrução. COMPLICAÇÕES.# colecistite aguda e colangite Infecção das vias biliares + obstrução. a principal causa da obstrução são os cálculos no colédoco. outras causas: neoplasia, estenose inflamatória, lesões iatrogênicas. tríade de Charcot. dor em HCD; icterícia; febre com calafrios. pêntade de Reynolds. dor em HCD; icterícia; febre com calafrios; hipotensão; alterações neurológicas. sinais de sepse. laboratório. leucocitose com desvio a esquerda, aumento de bilirrubinas às custas de dieta, aumento de enzimas canaliculares (fosfatase alcalina e gama GT), pode haver acidose metabólica com aumento de lactato. FISIOPATOLOGIA.# DIAGNÓSTICO.# ultrassonografia. deve ser realizado para avaliar se há cálculo na vesícula e provavelmente no colédoco. colangiorressonância. ótimo exame para avaliar a via biliar e confirmar a obstrução por cálculo. Além de suporte hemodinâmico intensivo e antibiótico de amplo espectro, é importante a desobstrução das vias biliares: CPRE. método de escolha por ser menos invasiva que cirurgia. exploração cirúrgica das vias biliares. na impossibilidade da CPRE. TRATAMENTO.# fatores de risco, diagnóstico e tratamento. #HARDTOPICS colite pseudomembranosa VISÃO GERAL. fisiopatologia. colite causada por toxinas (A e B) produzidas pelo Clostridium difficile; o C difficile coloniza habitualmente o intestino, mas se houver desequilíbrio da flora, pode hiperproliferar, com hiperprodução de toxinas... fatores de risco. os que desequilibrem flora intestinal. # DIAGNÓSTICO.# antibióticos. a rigor, qualquer um pode se associar; os mais relevantes são cefalosporinas, clindamicina, quinolonas. outros fatores. idade avançada, nutrição enteral, uso de inbidor de bomba de prótons, cirurgia gastrintestinal... antibióticos. a ideia é usar vancomicina ou metronidazol preferencialmente por via oral, pois a bactéria está no lúmen intestinal; atualmente há preferência pela vancomicina, principalmente em casos graves. atenção. o metronidazol pode ser usado por via venosa nos casos de impossibilidade de uso VO; é que tem eliminação pela bile, e uma pequena quantidade acaba atingindo o lúmen intestinal; a vancomicina, do contrário, não pode ser ofertada por via venosa. atenção. em casos de extrema gravidade – como na colite fulminante – pode ser feita associação de vancomicina oral com metronidazol venoso. cirurgia. tratamento de exceção em casos graves/fulminantes e refratários – colectomia. transplante fecal. tratamento peculiar que pode ser considerado em casos de colite recorrente, pois comprovadamente reduz recorrências; a ideia é ajustar a flora intestinal; pode ser uma alternativa ao tratamento cirúrgico em casos graves. 01 O QUE CAI?# quadro. a história típica é de paciente hospitalizado (e com um ou mais fatores de risco) que passa a apresentar diarreia líquida/pastosa (raramente há sangue), associada ou não a dor abdominal, febre e leucocitose. diagnóstico. três opções. bicho. identificar o C difficile nas fezes – coprocultura ou PCR. toxina. A/B nas fezes. pseudomembrana. placas amareladas/esbranquiçadas na mucosa. TRATAMENTO.# depende da gravidade. os quadros são classificados como leves/moderados ou graves. grave. leucocitose (>15mil/mm3) ou creatinina elevada (>1,5mg/dL) atenção. alguns autores usam o termo fulminante para casos com hipotensão/choque, íleo, megacólon. #HARDTOPICS complicações de cirrose: PBE, SHR e EH. 01 O QUE CAI?# PERITONITE BACTERIANA ESPONTÂNEA - PBE.# diagnóstico, tratamento de PBE; fisiopatologia da SHR e da EH. o que é. infecção peritoneal – líquido ascítico – na ausência de um foco abdominal; está associada a mau prognóstico. cuidado. a PBE é uma complicação clássica da cirrose hepática, mas não exclusiva. pode ocorrer em outros cenários em que exista ascite transudativa e redução do componente imunológico na circulação esplâncnica, como na síndrome nefrótica (lembre que há perda de imunoglobullinas); já foi descrita também na insuficiência cardíaca. tratamento. preferencialmente cefalosporinas de 3a geração - cefotaxima ou ceftriaxone por 5-7 dias. mas atenção a medidas profiláticas adicionais tanto para novo episódio de PBE quanto para síndrome hepatorrenal! para evitar nova PBE (profilaxia secundária) a profilaxia secundária é feita com norfloxacino; para reduzir os riscos de síndrome hepatorrenal ofertaremos albumina nos primeiros dias do tratamento. profilaxia primária. indicada nos casos: (a) após episódio de hemorragia digestiva alta; (b) se a proteína do líquido ascítico for menor que 1,0g/dL; (c) proteína do líquido menor que 1,5g/dL e um fator de risco adicional, como Child C, bilirrubinas ou creatinina elevadas, ou hiponatremia). o fármaco de escolha é norfloxacino. agentes. raramente identificamos o germe, mas o mais comum é Escherichia coli; eventualmente Klebsiellaou pneumococo. quadro. Inespecífico, nem sempre haverá dor abdominal, febre...os pacientes podem ser oligo ou assintomáticos, de forma que todo paciente com ascite que evolua com piora clínica necessita ser avaliado para a possibilidade de PBE. diagnóstico. contagem de neutrófilos no líquido maior ou igual a 250/mm3. outros cenários. atenção com condições diferenciais... peritonite secundária. resultado de contaminação direta por ruptura de alça intestinal, diálise peritoneal, paracentese, entre outros. o quadro tende a ser mais intenso, e há geralmente inflamação exuberante no líquido ascítico: proteína elevada, glicose consumida. pode ser polimicrobiana. ascite neutrofílica cultura-negativa. neutrófilos ≥250/mm3 e cultura negativa do líquido ascítico, devendo ser tratada como PBE clássica. bacterascite não-neutrofílica. há germe no líquido ascítico, mas sem neutrófilos, sem inflamação. a recomendação atual é tratar se houver sintomas; caso contrário, considerar nova punção no dia seguinte. ASCITE.# hipertensão portal. a presença de ascite denota estágio mais avançado da cirrose, associado a hipertensão portal. transudato. o líquido ascítico na hipertensão portal tipicamente é transudativo, o que é caracterizado pelo gradiente de albumina soro-ascite (GASA) maior ou igual a 1,1g/dL. atenção. GASA <1,1g/dL sugere ascite exsudativa, que pode ser visto em cenários como tuberculose, carcinomatose peritoneal, síndrome nefrótica (apesar de classicamente promover transudação de líquido para o extravascular pelo déficit de proteínas, a hipoalbuminemia é tão severa que o gradiente não fica elevado). tratamento. restrição de sódio, diurético (espironolactona com ou sem furosemida). #HARDTOPICS complicações de cirrose: PBE, SHR e EH. 02 tratamento. tratamento definitivo da síndrome hepatorrenal é o transplante de fígado, afinal, os rins estão normais estruturalmente! a desordem funcional ocorre pela doença hepática. o controle da função renal de outra forma pode ser tentado com uso de vasoconstrictores (terlipressina) e albumina (para manter o líquido no intravascular). em pacientes graves, instáveis, considerar a associação de noradrenalina e albumina. ENCEFALOPATIA HEPÁTICA - EH.# o que é. encefalopatia associada a disfunção hepatocelular intensa; é multifatorial, mas o evento primordial é o aumento de metabólitos não depurados pelo fígado, como amônia. fatores precipitantes. (a) aumento da produção de amônia (hemorragia digestiva, alcalose, hipocalemia, desidratação); (b) constipação (com proliferação bacteriana); (c) sepse. graus. graus variados: (0) há apenas alteração em testes psicomotores; (1) há alterações discretas, com déficit de atenção e tremores; (2) desorientação, letargia, asterix/flapping; (3) sonolento, mas responsivo, desorientação significativa, rigidez muscular e clonus; (4) coma e postura em descerebração. diagnóstico. clínico, com exclusão de outras causas. tratamento. envolve controle do fator precipitante e redução da produção da amônia, que pode ser feito com lactulose e rifaximina. SÍNDROME HEPATORRENAL – SHR.# o que é. uma desordem funcional dos rins promovida por doença hepática. por definição os rins são morfologicamente normais - não há hematúria nem proteinúria significativas! são "critérios da síndrome hepatorrenal": (a) ter doença hepática; (b) alteração aguda da função renal (IRA); (c) rins estruturalmente normais; (d) exclusão de outras causas potenciais; (e) excluir hipovolemia (reduzir diurético e ofertar albumina , se melhorar o diagnóstico é de hipovolemia). tipos. dois padrões de evolução da síndrome hepatorrenal: (a) tipo 1, mais grave e com maior mortalidade, de início mais repentino, muitas vezes motivada por outras intercorrências relacionadas à doença hepática, como peritonite bacteriana espontânea (até por isso há necessidade de profilaxia de SHR em pacientes com PBE); (b) tipo 2, menos grave e de instalação insidiosa. #HARDTOPICS febre sem sinais de localização. 01 O QUE CAI?# VISÃO GERAL.# Manejo do recém-nascido e do lactente jovem com febre sem foco. febre sem foco. quando a história clínica e o exame físico detalhados, na criança com febre por menos de 7 dias, não indicam a razão da febre. infecção bacteriana grave (IBG). o risco de IBG reduz quanto maior a idade da criança e aumenta quanto maior o valor da temperatura. avaliação clínica. os principais parâmetros clínicos são a idade, o estado geral, o valor da temperatura e a situação vacinal. esses aspectos associados a avaliação laboratorial aumenta a possibilidade de identificar precocemente os quadros de IBG. recém-nascido. internação para iniciar a terapêutica antimicrobiana empírica e realizar investigação laboratorial para sepse. de 30 a 90 dias de vida. se nascido a termo e sem intercorrências perinatais, exame clínico normal e sem doença crônica, o lactente é de baixo risco e deve-se prescrever antitérmicos e reavaliar em 24 horas. alguns serviços coletam, nesses casos, pesquisa de vírus respiratório (PVR), hemograma e urina tipo 1. quando há história de complicações perinatais, doença crônica, leucocitúria ou alteração da leucometria (leucócitos < 5.000/mm3 ou > 15.000/mm3) é considerado um lactente de alto risco e deve-se internar para avaliação laboratorial (hemograma, hemocultura, urina tipo 1, urocultura, líquor) e início da antibioticoterapia (por exemplo: cefalosporina de 3ª geração). de 3 a 36 meses de idade. avalia-se, inicialmente, a situação vacinal. CONDUTA.# vacinação completa. solicitar urina (sedimento e cultura) e considerar PVR; vacinação incompleta. avaliar valor da temperatura corporal (TAx) e, se disponível, solicItar PVR. atenção. quando o estado geral da criança com febre sem foco estiver comprometido ou sinais indicativos de toxemia, ela deve ser internada para realizar exames complementares e iniciar antibioticoterapia, independente da situação vacinal e da idade. temperatura ≤ 39ºC. coletar urina (sedimento e urocultura) e se normais, reavaliação em 24 horas. temperatura >39oC – coletar urina (sedimento e urocultura) e se leucocitúria considerar infecção do trato urinário. quando sedimento urinário normal, solicitar hemograma. se hemograma normal, reavaliação em 24 horas. mas se leucocitose (> 20.000 leucócitos/mm3) solicitar hemocultura e radiografia de tórax. ante a uma radiografia de tórax alterado, conduzir o caso como pneumonia. porém quando exame de imagem normal, administrar cefalosporina de 3ª geração e reavaliação diária até resultado das culturas. #HARDTOPICS convulsão febril 01 O QUE CAI?# VISÃO GERAL.# Características da convulsão febril simples. conceito. é considerada convulsão febril a crise que ocorre na infância, geralmente na primeira infância, associada à febre e na ausência de infecção do sistema nervoso central ou de outra causa neurológica já definida. fatores predisponentes. córtex cerebral em desenvolvimento e com baixo limiar, tendência a mais infecções com febre (por exemplo: IVAS e doenças exantemáticas) nos primeiros anos de vida, interferência do componente genético no limiar de convulsão. idade de ocorrência. 6 meses a 5 anos. etiologia. multifatorial (fatores genéticos e ambientais). tipo. tônico-clônica generalizada, principalmente. duração. períodos curtos, inferiores a 15 minutos. risco de recorrência. baixo. recuperação. completa, não gera déficit motor nem cognitivo, durante o período pós-ictal não se observa manifestação neurológica significativa. CARACERÍSTICAS DA CRISE SIMPLES.# atenção. deve-se considerar o risco de recorrência quando há histórico familiar de crises, a crise ocorre antes dos 12 meses ou na ausência de febre, e se for uma convulsão febril complexa. atenção. histórico de epilepsia na família (predisposição genética), doença neurológica prévia, recorrência das crises, crise febril complexa ou sinais de atraso do desenvolvimento neuropsicomotor são fatores de risco para o desenvolvimento de epilepsia. ideia geral. como na maioria das vezes não há anormalidades ao exame físico, os examescomplementares são dispensáveis. a Academia Americana de Pediatria recomenda que se considere a análise liquórica (punção lombar) nos menores de 12 meses. o eletroencefalograma não prediz o risco de recorrência das crises ou de desenvolver epilepsia no futuro, por isso não é um exame realizado rotineiramente. tratamento durante a crise febril. manutenção das vias aéreas pérvias, oxigênio, acesso venoso, glicemia, benzodiazepínicos. EXAMES E TRATAMENTO.# Abordagem terapêutica. #HARDTOPICS crise hipertensiva VISÃO GERAL.# definição. manifestações clínicas decorrentes de elevação acentuada da pressão arterial, com acometimento de órgão-alvo (emergência hipertensiva), ou potencial de promover (urgência hipertensiva)... mas qual o valor da pressão que define a crise? arbitrariamente considera-se que valores de PA diastólica maiores ou iguais a 120mmHg são necessários para a crise hipertensiva; no entanto, o mais importante são as manifestações clínicas! a crise pode ocorrer com valores mais baixos, tanto como valores mais elevados não necessariamente indicam crise instalada. 01 O QUE CAI?# ENCEFALOPATIA HIPERTENSIVA.# o que é? perda da regulação do fluxo vascular cerebral, com hiperemia, lesão endotelial e edema vasogênico. quadro. início agudo de cefaleia, alteração do estado mental, alterações visuais, náuseas, vômitos, sinais focais, convulsão, papiledema. tríade clássica. elevação da pressão, alteração de consciência e papiledema. diferencial. AVCH, neoplasia, vasculite... exames. RNM não é obrigatória, mas pode mostrar hipersinal na região cortical occipital, que resolve com o tratamento. tratamento. reduzir a PA em 10-20% na primeira hora; 5-15% nas 23h seguintes. usar fármaco intravenoso (como nitroprussiato) para controle fino; buscar níveis menores nos dias seguintes. adaptação fisiológica a variação de pressão. toleramos ampla faixa de variação da pressão arterial média [(sistólica + 2xdiastólica) /3], geralmente entre 60-120mmHg; ou seja, estando a pressão média nessa faixa, não há comprometimento de perfusão orgânica/sofrimento vascular agudo. atenção. hipertensos sofrem adaptação da curva, e a faixa pode se modificar para valores como 120-160mmHg; observe que, agudamente, uma redução da pressão para níveis não tão baixos podem resultar em hipoperfusão. atenção. a crise pode ocorrer com valores de PA diastólica inferiores a 120mmHg, como na síndrome HELLP – o efeito da elevação repentina da pressão pode ser mais importante que os níveis em si. afinal, o que motivou a medida da pressão? essa pergunta é a chave para definição, ou não de crise hipertensiva.... pseudocrise. elevação da pressão arterial por motivação diversa – dor, ansiedade...não é crise hipertensiva! HAS. muitas vezes não é crise hipertensiva....o paciente “só” é um hipertenso que acabou de receber o diagnóstico, ou deixou de usar os fármacos... crise hipertensiva. cenário no qual a medida foi motivada por alguma queixa específica que pode denotar lesão de órgão-alvo; geralmente a pressão diastólica estará acima de 120mmHg...AVCH, síndrome coronariana, edema agudo de pulmão, dissecção de aorta, são exemplos, mas os intrinsecamente relacionados à elevação da PA são: encefalopatia hipertensiva e a hipertensão acelerada-maligna. #HARDTOPICS crise hipertensiva 02 HIPERTENSÃO ACELERADA MALIGNA.# o que é? atualmente denominada pressão arterial acentuadamente elevada com lesão de órgãos-alvo (cérebro, rins, coração...), denota um cenário de comprometimento rapidamente progressivo de órgãos-alvo por hipoperfusão – há necrose fibrinoide das arteríolas, proliferação da íntima... quadro. alteração de escórias (pode haver proteinúria/hematúria), alteração de consciência, papiledema (retinopatia grau IV) ou hemorragias/exsudatos (retinopatia grau III), edema agudo de pulmão; anemia hemolítica microangiopática com esquizócitos pode estar presente. tratamento. similar ao descrito para encefalopatia hipertensiva. URGÊNCIA HIPERTENSIVA.# o que é? elevação acentuada da pressão em que consideramos que há potencial lesão de órgão-alvo,, que se instalará em 24-48 horas se não tratada, principalmente aqueles com lesão de órgão-alvo prévia mas estável, como doença coronariana, doença renal etc; na prática, representa encontrar um paciente com PA acentuadamente elevada mas que não se trate de pseudocrise, um hipertenso com desajuste medicamentoso ou emergência hipertensiva... tratamento. iniciar tratamento para controlar a PA em 24-48 horas, preferencialmente por via oral, e não necessariamente com internação hospitalar; inibidores de ECA ou clonidina são muito usados nesse cenário. Abordagem terapêutica. #HARDTOPICS crise hipertensiva VISÃO GERAL.# definição. manifestações clínicas decorrentes de elevação acentuada da pressão arterial, com acometimento de órgão-alvo (emergência hipertensiva), ou potencial de promover (urgência hipertensiva)... mas qual o valor da pressão que define a crise? arbitrariamente considera-se que valores de PA diastólica maiores ou iguais a 120mmHg são necessários para a crise hipertensiva; no entanto, o mais importante são as manifestações clínicas! a crise pode ocorrer com valores mais baixos, tanto como valores mais elevados não necessariamente indicam crise instalada. 01 O QUE CAI?# ENCEFALOPATIA HIPERTENSIVA.# o que é? perda da regulação do fluxo vascular cerebral, com hiperemia, lesão endotelial e edema vasogênico. quadro. início agudo de cefaleia, alteração do estado mental, alterações visuais, náuseas, vômitos, sinais focais, convulsão, papiledema. tríade clássica. elevação da pressão, alteração de consciência e papiledema. diferencial. AVCH, neoplasia, vasculite... exames. RNM não é obrigatória, mas pode mostrar hipersinal na região cortical occipital, que resolve com o tratamento. tratamento. reduzir a PA em 10-20% na primeira hora; 5-15% nas 23h seguintes. usar fármaco intravenoso (como nitroprussiato) para controle fino; buscar níveis menores nos dias seguintes. adaptação fisiológica a variação de pressão. toleramos ampla faixa de variação da pressão arterial média [(sistólica + 2xdiastólica) /3], geralmente entre 60-120mmHg; ou seja, estando a pressão média nessa faixa, não há comprometimento de perfusão orgânica/sofrimento vascular agudo. atenção. hipertensos sofrem adaptação da curva, e a faixa pode se modificar para valores como 120-160mmHg; observe que, agudamente, uma redução da pressão para níveis não tão baixos podem resultar em hipoperfusão. atenção. a crise pode ocorrer com valores de PA diastólica inferiores a 120mmHg, como na síndrome HELLP – o efeito da elevação repentina da pressão pode ser mais importante que os níveis em si. afinal, o que motivou a medida da pressão? essa pergunta é a chave para definição, ou não de crise hipertensiva.... pseudocrise. elevação da pressão arterial por motivação diversa – dor, ansiedade...não é crise hipertensiva! HAS. muitas vezes não é crise hipertensiva....o paciente “só” é um hipertenso que acabou de receber o diagnóstico, ou deixou de usar os fármacos... crise hipertensiva. cenário no qual a medida foi motivada por alguma queixa específica que pode denotar lesão de órgão-alvo; geralmente a pressão diastólica estará acima de 120mmHg...AVCH, síndrome coronariana, edema agudo de pulmão, dissecção de aorta, são exemplos, mas os intrinsecamente relacionados à elevação da PA são: encefalopatia hipertensiva e a hipertensão acelerada-maligna. #HARDTOPICS crise hipertensiva 02 HIPERTENSÃO ACELERADA MALIGNA.# o que é? atualmente denominada pressão arterial acentuadamente elevada com lesão de órgãos-alvo (cérebro, rins, coração...), denota um cenário de comprometimento rapidamente progressivo de órgãos-alvo por hipoperfusão – há necrose fibrinoide das arteríolas, proliferação da íntima... quadro. alteração de escórias (pode haver proteinúria/hematúria), alteração de consciência, papiledema (retinopatia grau IV) ou hemorragias/exsudatos (retinopatia grau III), edema agudo de pulmão; anemia hemolítica microangiopática com esquizócitospode estar presente. tratamento. similar ao descrito para encefalopatia hipertensiva. URGÊNCIA HIPERTENSIVA.# o que é? elevação acentuada da pressão em que consideramos que há potencial lesão de órgão-alvo,, que se instalará em 24-48 horas se não tratada, principalmente aqueles com lesão de órgão-alvo prévia mas estável, como doença coronariana, doença renal etc; na prática, representa encontrar um paciente com PA acentuadamente elevada mas que não se trate de pseudocrise, um hipertenso com desajuste medicamentoso ou emergência hipertensiva... tratamento. iniciar tratamento para controlar a PA em 24-48 horas, preferencialmente por via oral, e não necessariamente com internação hospitalar; inibidores de ECA ou clonidina são muito usados nesse cenário. Abordagem terapêutica. #HARDTOPICS crise hipertensiva VISÃO GERAL.# definição. manifestações clínicas decorrentes de elevação acentuada da pressão arterial, com acometimento de órgão-alvo (emergência hipertensiva), ou potencial de promover (urgência hipertensiva)... mas qual o valor da pressão que define a crise? arbitrariamente considera-se que valores de PA diastólica maiores ou iguais a 120mmHg são necessários para a crise hipertensiva; no entanto, o mais importante são as manifestações clínicas! a crise pode ocorrer com valores mais baixos, tanto como valores mais elevados não necessariamente indicam crise instalada. 01 O QUE CAI?# ENCEFALOPATIA HIPERTENSIVA.# o que é? perda da regulação do fluxo vascular cerebral, com hiperemia, lesão endotelial e edema vasogênico. quadro. início agudo de cefaleia, alteração do estado mental, alterações visuais, náuseas, vômitos, sinais focais, convulsão, papiledema. tríade clássica. elevação da pressão, alteração de consciência e papiledema. diferencial. AVCH, neoplasia, vasculite... exames. RNM não é obrigatória, mas pode mostrar hipersinal na região cortical occipital, que resolve com o tratamento. tratamento. reduzir a PA em 10-20% na primeira hora; 5-15% nas 23h seguintes. usar fármaco intravenoso (como nitroprussiato) para controle fino; buscar níveis menores nos dias seguintes. adaptação fisiológica a variação de pressão. toleramos ampla faixa de variação da pressão arterial média [(sistólica + 2xdiastólica) /3], geralmente entre 60-120mmHg; ou seja, estando a pressão média nessa faixa, não há comprometimento de perfusão orgânica/sofrimento vascular agudo. atenção. hipertensos sofrem adaptação da curva, e a faixa pode se modificar para valores como 120-160mmHg; observe que, agudamente, uma redução da pressão para níveis não tão baixos podem resultar em hipoperfusão. atenção. a crise pode ocorrer com valores de PA diastólica inferiores a 120mmHg, como na síndrome HELLP – o efeito da elevação repentina da pressão pode ser mais importante que os níveis em si. afinal, o que motivou a medida da pressão? essa pergunta é a chave para definição, ou não de crise hipertensiva.... pseudocrise. elevação da pressão arterial por motivação diversa – dor, ansiedade...não é crise hipertensiva! HAS. muitas vezes não é crise hipertensiva....o paciente “só” é um hipertenso que acabou de receber o diagnóstico, ou deixou de usar os fármacos... crise hipertensiva. cenário no qual a medida foi motivada por alguma queixa específica que pode denotar lesão de órgão-alvo; geralmente a pressão diastólica estará acima de 120mmHg...AVCH, síndrome coronariana, edema agudo de pulmão, dissecção de aorta, são exemplos, mas os intrinsecamente relacionados à elevação da PA são: encefalopatia hipertensiva e a hipertensão acelerada-maligna. #HARDTOPICS crise hipertensiva 02 HIPERTENSÃO ACELERADA MALIGNA.# o que é? atualmente denominada pressão arterial acentuadamente elevada com lesão de órgãos-alvo (cérebro, rins, coração...), denota um cenário de comprometimento rapidamente progressivo de órgãos-alvo por hipoperfusão – há necrose fibrinoide das arteríolas, proliferação da íntima... quadro. alteração de escórias (pode haver proteinúria/hematúria), alteração de consciência, papiledema (retinopatia grau IV) ou hemorragias/exsudatos (retinopatia grau III), edema agudo de pulmão; anemia hemolítica microangiopática com esquizócitos pode estar presente. tratamento. similar ao descrito para encefalopatia hipertensiva. URGÊNCIA HIPERTENSIVA.# o que é? elevação acentuada da pressão em que consideramos que há potencial lesão de órgão-alvo,, que se instalará em 24-48 horas se não tratada, principalmente aqueles com lesão de órgão-alvo prévia mas estável, como doença coronariana, doença renal etc; na prática, representa encontrar um paciente com PA acentuadamente elevada mas que não se trate de pseudocrise, um hipertenso com desajuste medicamentoso ou emergência hipertensiva... tratamento. iniciar tratamento para controlar a PA em 24-48 horas, preferencialmente por via oral, e não necessariamente com internação hospitalar; inibidores de ECA ou clonidina são muito usados nesse cenário. Abordagem terapêutica. #HARDTOPICS crise hipertensiva VISÃO GERAL.# definição. manifestações clínicas decorrentes de elevação acentuada da pressão arterial, com acometimento de órgão-alvo (emergência hipertensiva), ou potencial de promover (urgência hipertensiva)... mas qual o valor da pressão que define a crise? arbitrariamente considera-se que valores de PA diastólica maiores ou iguais a 120mmHg são necessários para a crise hipertensiva; no entanto, o mais importante são as manifestações clínicas! a crise pode ocorrer com valores mais baixos, tanto como valores mais elevados não necessariamente indicam crise instalada. 01 O QUE CAI?# ENCEFALOPATIA HIPERTENSIVA.# o que é? perda da regulação do fluxo vascular cerebral, com hiperemia, lesão endotelial e edema vasogênico. quadro. início agudo de cefaleia, alteração do estado mental, alterações visuais, náuseas, vômitos, sinais focais, convulsão, papiledema. tríade clássica. elevação da pressão, alteração de consciência e papiledema. diferencial. AVCH, neoplasia, vasculite... exames. RNM não é obrigatória, mas pode mostrar hipersinal na região cortical occipital, que resolve com o tratamento. tratamento. reduzir a PA em 10-20% na primeira hora; 5-15% nas 23h seguintes. usar fármaco intravenoso (como nitroprussiato) para controle fino; buscar níveis menores nos dias seguintes. adaptação fisiológica a variação de pressão. toleramos ampla faixa de variação da pressão arterial média [(sistólica + 2xdiastólica) /3], geralmente entre 60-120mmHg; ou seja, estando a pressão média nessa faixa, não há comprometimento de perfusão orgânica/sofrimento vascular agudo. atenção. hipertensos sofrem adaptação da curva, e a faixa pode se modificar para valores como 120-160mmHg; observe que, agudamente, uma redução da pressão para níveis não tão baixos podem resultar em hipoperfusão. atenção. a crise pode ocorrer com valores de PA diastólica inferiores a 120mmHg, como na síndrome HELLP – o efeito da elevação repentina da pressão pode ser mais importante que os níveis em si. afinal, o que motivou a medida da pressão? essa pergunta é a chave para definição, ou não de crise hipertensiva.... pseudocrise. elevação da pressão arterial por motivação diversa – dor, ansiedade...não é crise hipertensiva! HAS. muitas vezes não é crise hipertensiva....o paciente “só” é um hipertenso que acabou de receber o diagnóstico, ou deixou de usar os fármacos... crise hipertensiva. cenário no qual a medida foi motivada por alguma queixa específica que pode denotar lesão de órgão-alvo; geralmente a pressão diastólica estará acima de 120mmHg...AVCH, síndrome coronariana, edema agudo de pulmão, dissecção de aorta, são exemplos, mas os intrinsecamente relacionados à elevação da PA são: encefalopatia hipertensiva e a hipertensão acelerada-maligna. #HARDTOPICS crise hipertensiva 02 HIPERTENSÃO ACELERADA MALIGNA.# o que é? atualmente denominada pressão arterial acentuadamente elevada com lesão de órgãos-alvo (cérebro, rins, coração...), denota um cenário de comprometimento rapidamente progressivo de órgãos-alvo por hipoperfusão – há necrosefibrinoide das arteríolas, proliferação da íntima... quadro. alteração de escórias (pode haver proteinúria/hematúria), alteração de consciência, papiledema (retinopatia grau IV) ou hemorragias/exsudatos (retinopatia grau III), edema agudo de pulmão; anemia hemolítica microangiopática com esquizócitos pode estar presente. tratamento. similar ao descrito para encefalopatia hipertensiva. URGÊNCIA HIPERTENSIVA.# o que é? elevação acentuada da pressão em que consideramos que há potencial lesão de órgão-alvo,, que se instalará em 24-48 horas se não tratada, principalmente aqueles com lesão de órgão-alvo prévia mas estável, como doença coronariana, doença renal etc; na prática, representa encontrar um paciente com PA acentuadamente elevada mas que não se trate de pseudocrise, um hipertenso com desajuste medicamentoso ou emergência hipertensiva... tratamento. iniciar tratamento para controlar a PA em 24-48 horas, preferencialmente por via oral, e não necessariamente com internação hospitalar; inibidores de ECA ou clonidina são muito usados nesse cenário. #HARDTOPICS delirium e demência 01 O QUE CAI?# DELIRIUM.# manifestações, diagnóstico e tratamento. o que é. alteração aguda e flutuante do estado mental. Há alteração da consciência, pensamento desorganizado e déficit de atenção. Em relação à consciência podemos observar quadros com hiperatividade, hipoatividade ou mistos. fatores de risco. é um transtorno mental orgânico muito comum em ambiente hospitalar (apesar de poder ocorrer em qualquer cenário) e pode ser precipitado por infecção, distúrbio eletrolítico, uremia, insuficiência hepática, doença cerebrovascular, uso de fármacos (como benzodiazepínicos, antibióticos etc), abstinência, entre outros. diagnóstico. é clínico. exames estarão indicados na busca de fatores precipitantes suspeitos, dependendo de cada cenário clínico - infecções, distúrbios eletrolícos e metabólicos, doença cerebrovascular entre outros. escala CAM. um dos critérios propostos para auxiliar no diagnóstico. obrigatório. flutuação do estado mental de início agudo e déficit de atenção. associado a 1 de. alteração de consciência e/ou pensamento desorganizado. cuidado. atenção com o diferencial com demência, que geralmente tem evolução progressiva e a consciência raramente é comprometida (apenas em fases tardias). tratamento. direcionado à correção da causa, se possível. se houver quadro hiperativo podemos utilizar neurolépticos, como a risperidona e haloperidol; benzodiazepínicos não devem ser utilizados (podem inclusive induzir delirium). no delirium hipoativo o tratamento é de suporte. DEMÊNCIA.# definição. comprometimento cognitivo capaz de comprometer a autonomia do paciente; possui várias causas, algumas reversíveis, outras não... causas degenerativas. Alzheimer, corpos de Lewy, Parkinson, demência frontotemporal.... causas não-degenerativas. hidrocefalia de pressão normal, esclerose múltipla, trauma, neoplasias, deficiência de B12... manifestações. são amplas e podem envolver vários domínios cognitivos: raciocínio, executar tarefas complexas, reter novas informações/memória, linguagem, cálculo, cognição social/comportamento, apraxias (dificuldade no uso de objetos). investigação inicial. busca por etiologias reversíveis: eletrólitos, função renal e tiroidiana, B12, VDRL, anti-HIV, neuroimagem... atenção. análise liquórica não é obrigatória, mas pode estar indicado em casos de progressão rápida, suspeita de doença inflamatória/infecciosa ou priônica.... #HARDTOPICS delirium e demência 02 ALZHEIMER.# principal característica. domínio mais envolvido é a memória para fatos recentes; na evolução surgem disfunções executivas mais amplas, como linguagem, praxias... diagnóstico. clínico, ainda que existam achados em exames complementares sugestivos, como atrofia cortical na neuroimagem. tratamento. não há fármaco com capacidade de controlar evolução; o foco é reduzir o impacto da doença – medidas comportamentais e uso de anticolinesterásico (donepezila, por exemplo) em quadros de repercussão intermediária, memantina (formas moderadas ou graves). DEMÊNCIA VASCULAR.# o que é. demência relacionada a eventos isquêmicos. evolução típica. piora a cada evento vascular – “em degraus”.. atenção. em alguns casos, principalmente se houver envolvimento apenas de pequenos vasos, a evolução pode ser progressiva, e não em degraus. tratamento. ajuste dos fatores de risco de doença cerebrovascular; anticolinesterásicos podem ser úteis em alguns casos. DOENÇA POR CORPOS DE LEWY.# principal característica. alucinações visuais; além disso, há flutuação cognitiva e parkinsonismo associado. atenção. a doença de Parkinson também pode ser causa de demência, mas geralmente é um evento final na evolução; na Lewy é concomitante. tratamento. sem tratamento específico que estabilize a evolução da doença. DEMÊNCIA FRONTOTEMPORAL.# principal característica. manifestações neuropsiquiátricas; segunda causa mais comum de demência abaixo dos 65 anos (perde apenas para Alzheimer). imagem. pode trazer consigo atrofia da região frontal. tratamento. não há tratamento específico. HIDROCEFALIA DE PRESSÃO NORMAL.# doença dos 3M. molhado (incontinência urinária), “maluquinho” (demência), marcha lenta (ataxia)... fisiopatologia. hidrocefalia não-obstrutiva com pressão intracraniana normal, por dificuldade crônica em dar vazão ao líquor, dilatando ventrículos, comprimindo parênquima TAP test. remove 50mL de líquor, se houver melhora, sugere o diagnóstico. diagnóstico. clínica sugestiva + exame de imagem com alargamento de ventrículos e lesão da substância branca. tratamento. definitivo é com derivação ventriculoperitoneal. Identificação de forma clínica, classificação de risco e abordagem de suporte. #HARDTOPICS dengue FORMAS CLÍNICAS.# dengue clássica. febre por 2-7 dias, acompanhada por mialgia, artralgia, cefaleia, dor retro-orbitária, exantema maculopapular; pode haver também náuseas, vômitos, diarreia, petéquias. 01 O QUE CAI?# dengue com sinais de alarme. indícios de evolução desfavorável, classicamente coincidem com a defervescência (entre 3º e 5º dia): dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos cavitários, hipotensão postural, hepatomegalia dolorosa >2cm abaixo do rebordo costal, sangramento de mucosa, letargia/irritabilidade, aumento progressivo do hematócrto. atenção. o estado de choque tem caracterização ampla: taquicardia, extremidades frias, pulsos filiformes, enchimento capilar lento >2s, pressão convergente <20mmHg, taquipneia, oligúria, hipotensão, cianose, acúmulo de líquidos com insuficiência respiratória. São 3 formas: dengue clássica, dengue com sinais de alarme e dengue grave. dengue grave. presença de disfunção orgânica. qualquer órgão pode ser incluído, mas classicamente são lembrados sangramento grave e choque. identificação do vírus. pode ser feito nos primeiros 5 dias, como através da pesquisa do antígeno NS1. sorologia. a partir do 6º dia da doença. GRUPO - A.# dengue clássica. pacientes estáveis, sem indícios de evolução desfavorável. DIAGNÓSTICO.# CLASSIFICAÇÃO DE RISCO – MINISTÉRIO DA SAÚDE.# conduta. tratamento domiciliar com hidratação oral; exames não são obrigatórios. GRUPO - B.# dengue clássica em paciente de risco. extremos de idade (<2 anos; >65 anos), gestantes, comorbidades e/ou sangramento cutâneo espontâneo (petéquias) ou induzido (prova do laço). conduta. solicitar hemograma e manter o paciente em observação; liberar se hematócrito normal; se elevado, hidratação (10mL/kg de cristaloide na 1ª hora) e manter internado até estabilização (mínimo 48h). prova do laço. insuflar o manguito até a pressão arterial média no braço, mantendo por 5min no adulto e 3min na criança; desenhar um quadrado de lado 2,5cm no antebraço; prova positiva: 20 ou mais petéquias no quadrado em adulto; 10 ou mais em crianças. #HARDTOPICS dengue 02 GRUPO - C.# dengue com sinais de alarme. risco maior de evolução para dengue grave. conduta. reposição volêmica imediata (10mL/kg de cristaloidena 1ª hora), com internação hospitalar até estabilização (mínimo de 48 horas); laboratório e imagem; repetir expansão volêmica em até 3 vezes. GRUPO - D.# dengue grave. disfunção orgânica conduta. reposição volêmica imediata (20mL/kg de cristaloide na 1ª hora), com internação em UTI; laboratório e imagem; repetir expansão volêmica em até 3 vezes, reavaliando a cada 15-30min; avaliar necessidade de droga vasoativa. atenção. a fase de choque costuma ter recuperação rápida em 24-48 horas; a monitorização deve ser contínua para evitar complicações como hiperhidratação. atenção. aas e aines devem ser evitados nos primeiros 7 dias da doença – qualquer forma clínica- pelo risco de sangramento. atenção. não esquecer da notificação dos casos suspeitos. Identificação de forma clínica, classificação de risco e abordagem de suporte. #HARDTOPICS dengue FORMAS CLÍNICAS.# dengue clássica. febre por 2-7 dias, acompanhada por mialgia, artralgia, cefaleia, dor retro-orbitária, exantema maculopapular; pode haver também náuseas, vômitos, diarreia, petéquias. 01 O QUE CAI?# dengue com sinais de alarme. indícios de evolução desfavorável, classicamente coincidem com a defervescência (entre 3º e 5º dia): dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos cavitários, hipotensão postural, hepatomegalia dolorosa >2cm abaixo do rebordo costal, sangramento de mucosa, letargia/irritabilidade, aumento progressivo do hematócrto. atenção. o estado de choque tem caracterização ampla: taquicardia, extremidades frias, pulsos filiformes, enchimento capilar lento >2s, pressão convergente <20mmHg, taquipneia, oligúria, hipotensão, cianose, acúmulo de líquidos com insuficiência respiratória. São 3 formas: dengue clássica, dengue com sinais de alarme e dengue grave. dengue grave. presença de disfunção orgânica. qualquer órgão pode ser incluído, mas classicamente são lembrados sangramento grave e choque. identificação do vírus. pode ser feito nos primeiros 5 dias, como através da pesquisa do antígeno NS1. sorologia. a partir do 6º dia da doença. GRUPO - A.# dengue clássica. pacientes estáveis, sem indícios de evolução desfavorável. DIAGNÓSTICO.# CLASSIFICAÇÃO DE RISCO – MINISTÉRIO DA SAÚDE.# conduta. tratamento domiciliar com hidratação oral; exames não são obrigatórios. GRUPO - B.# dengue clássica em paciente de risco. extremos de idade (<2 anos; >65 anos), gestantes, comorbidades e/ou sangramento cutâneo espontâneo (petéquias) ou induzido (prova do laço). conduta. solicitar hemograma e manter o paciente em observação; liberar se hematócrito normal; se elevado, hidratação (10mL/kg de cristaloide na 1ª hora) e manter internado até estabilização (mínimo 48h). prova do laço. insuflar o manguito até a pressão arterial média no braço, mantendo por 5min no adulto e 3min na criança; desenhar um quadrado de lado 2,5cm no antebraço; prova positiva: 20 ou mais petéquias no quadrado em adulto; 10 ou mais em crianças. #HARDTOPICS dengue 02 GRUPO - C.# dengue com sinais de alarme. risco maior de evolução para dengue grave. conduta. reposição volêmica imediata (10mL/kg de cristaloide na 1ª hora), com internação hospitalar até estabilização (mínimo de 48 horas); laboratório e imagem; repetir expansão volêmica em até 3 vezes. GRUPO - D.# dengue grave. disfunção orgânica conduta. reposição volêmica imediata (20mL/kg de cristaloide na 1ª hora), com internação em UTI; laboratório e imagem; repetir expansão volêmica em até 3 vezes, reavaliando a cada 15-30min; avaliar necessidade de droga vasoativa. atenção. a fase de choque costuma ter recuperação rápida em 24-48 horas; a monitorização deve ser contínua para evitar complicações como hiperhidratação. atenção. aas e aines devem ser evitados nos primeiros 7 dias da doença – qualquer forma clínica- pelo risco de sangramento. atenção. não esquecer da notificação dos casos suspeitos. Identificação de forma clínica, classificação de risco e abordagem de suporte. #HARDTOPICS dengue FORMAS CLÍNICAS.# dengue clássica. febre por 2-7 dias, acompanhada por mialgia, artralgia, cefaleia, dor retro-orbitária, exantema maculopapular; pode haver também náuseas, vômitos, diarreia, petéquias. 01 O QUE CAI?# dengue com sinais de alarme. indícios de evolução desfavorável, classicamente coincidem com a defervescência (entre 3º e 5º dia): dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos cavitários, hipotensão postural, hepatomegalia dolorosa >2cm abaixo do rebordo costal, sangramento de mucosa, letargia/irritabilidade, aumento progressivo do hematócrto. atenção. o estado de choque tem caracterização ampla: taquicardia, extremidades frias, pulsos filiformes, enchimento capilar lento >2s, pressão convergente <20mmHg, taquipneia, oligúria, hipotensão, cianose, acúmulo de líquidos com insuficiência respiratória. São 3 formas: dengue clássica, dengue com sinais de alarme e dengue grave. dengue grave. presença de disfunção orgânica. qualquer órgão pode ser incluído, mas classicamente são lembrados sangramento grave e choque. identificação do vírus. pode ser feito nos primeiros 5 dias, como através da pesquisa do antígeno NS1. sorologia. a partir do 6º dia da doença. GRUPO - A.# dengue clássica. pacientes estáveis, sem indícios de evolução desfavorável. DIAGNÓSTICO.# CLASSIFICAÇÃO DE RISCO – MINISTÉRIO DA SAÚDE.# conduta. tratamento domiciliar com hidratação oral; exames não são obrigatórios. GRUPO - B.# dengue clássica em paciente de risco. extremos de idade (<2 anos; >65 anos), gestantes, comorbidades e/ou sangramento cutâneo espontâneo (petéquias) ou induzido (prova do laço). conduta. solicitar hemograma e manter o paciente em observação; liberar se hematócrito normal; se elevado, hidratação (10mL/kg de cristaloide na 1ª hora) e manter internado até estabilização (mínimo 48h). prova do laço. insuflar o manguito até a pressão arterial média no braço, mantendo por 5min no adulto e 3min na criança; desenhar um quadrado de lado 2,5cm no antebraço; prova positiva: 20 ou mais petéquias no quadrado em adulto; 10 ou mais em crianças. #HARDTOPICS dengue 02 GRUPO - C.# dengue com sinais de alarme. risco maior de evolução para dengue grave. conduta. reposição volêmica imediata (10mL/kg de cristaloide na 1ª hora), com internação hospitalar até estabilização (mínimo de 48 horas); laboratório e imagem; repetir expansão volêmica em até 3 vezes. GRUPO - D.# dengue grave. disfunção orgânica conduta. reposição volêmica imediata (20mL/kg de cristaloide na 1ª hora), com internação em UTI; laboratório e imagem; repetir expansão volêmica em até 3 vezes, reavaliando a cada 15-30min; avaliar necessidade de droga vasoativa. atenção. a fase de choque costuma ter recuperação rápida em 24-48 horas; a monitorização deve ser contínua para evitar complicações como hiperhidratação. atenção. aas e aines devem ser evitados nos primeiros 7 dias da doença – qualquer forma clínica- pelo risco de sangramento. atenção. não esquecer da notificação dos casos suspeitos. Investigação inicial e causas de transudato e exsudato, além de peculiaridades de algumas etiologias. O derrame parapneumônico será discutido à luz da pneumonia. #HARDTOPICS derrame pleural QUANDO INVESTIGAR?# causa indefinida. se houver apenas suspeita da etiologia, existindo dúvidas ainda, a toracocentese diagnóstica estará indicada. 01 O QUE CAI?# derrame significativo. da série “doença tem que ter sustância”... a forma mais comum de avaliar é com radiografia em decúbito lateral e raios horizontais (Laurell): o líquido escorrerá lateralmente entre o pulmão e as costelas; se a distância for maior que 10mm poderemos puncionar. OUTROS DADOS CLÁSSICOS.# macroscopia. transparente (sugere transudato), amarelo-citrino (sugere exsudato), purulento (empiema), leitoso (sugere quilotórax), hemorrágico (pode ser hemotórax, acidente de punção ou por inflamação). celularidade diferencial. nos exsudatos costuma haver predomínio de neutrófilos na pneumonia; de linfócitos na tuberculose e neoplasia. ph eglicose. são importantes na avaliação de complicações no derrame da pneumonia, mas podem estar reduzidos na tuberculose, neoplasia, artrite reumatoide... exceção. no derrame parapneumônico já sabemos a causa, certo? a pneumonia! mas cuidado, nesses casos a punção será indicada por outra razão, avaliar complicações...pra isso, basta que tenhamos “derrame significativo”. A toracocentese diagnóstica se a causa for indefinida E o derrame significativo. ÁGUA OU INFLAMAÇÃO...OPS...TRANSUTATO VS EXSUDATO?# como diferenciar. critérios de Light...se um dos 3 presentes define exsudato. proteína líquido / proteína sangue. >0,5. DHL líquido / DHL sangue. >0,6. DHL líquido isolado. >2/3 do limite de referência para o sangue. motivação. habitualmente são etiologias distintas que causam cada tipo. transudato. insuficiência cardíaca, síndrome nefrótica, hipoproteinemia, hidrotórax hepático... exsudato. pneumonia, tuberculose, neoplasia, lúpus, artrite reumatoide... cuidado. algumas doenças podem se apresentar com qualquer dos cenários, como tromboembolia pulmonar. adenosina deaminase (ADA). pode estar elevada na tuberculose pleural, mas também no linfoma, artrite reumatoide, mesotelioma e empiema. amilase. pode estar aumentada na ruptura de esôfago e pancreatite, mas a causa mais comum de sua elevação é neoplasia. triglicerídeos. elevados no quilotórax (>110mg/dL). #HARDTOPICS CAUSAS ESPECÍFICAS.# INSUFICIÊNCIA CARDÍACA.# geral. derrame transudativo bilateral ou unilateral à direita; raramente é unilateral à esquerda. 02 celularidade. predomínio de linfócitos, embora nos primeiros dias possa ter predomínio de neutrófilos. os mesoteliócitos (que são células que revestem a pleura) costumam estar reduzidos ou ausentes, pela inflamação difusa. adenosina deaminase (ADA). indica tratamento se acima de 40U/L e inexistirem indícios de outras etiologias. pesquisa de micobactéria. se houver expectoração podemos solicitar pesquisa no escarro; ora, se for positivo confirma! caso contrário, até pedimos a pesquisa no líquido, mas raramente é positiva (tuberculose extrapulmonar é paucibacilar). cuidado. os critérios de Light podem falhar na insuficiência cardíaca por conta do uso de diuréticos! é que o líquido fica mais concentrado, alterando os valores de proteína e DHL, sugerindo falsamente um exsudato. se isso ocorrer, avaliaremos o gradiente de albumina: alb (sangue) – alb (líquido); se > 1,2 é um transudato. tratamento. otimizar o tratamento da insuficiência cardíaca. HIDROTÓRAX HEPÁTICO.# geral. derrame transudativo por passagem do líquido ascítico para o espaço pleural. habitualmente é unilateral à direita e o tratamento é direcionado à doença hepática. TUBERCULOSE PLEURAL.# geral. derrame exsudativo habitualmente unilateral, com quadro subagudo de 2-3 semanas de evolução – pode haver tosse seca ou produtiva, febre baixa, dor torárica... glicose e ph. podem estar reduzidos, mas não confirmam, não afastam e nem mudam conduta. atenção. raramente pode ocorrer “drenagem” de uma cavidade pulmonar para o espaço pleural, jorrando um caldo cheio de bacilos para a pleura....é o empiema tuberculoso; nesses casos a baciloscopia do líquido costuma ser positiva. biópsia. pode ser indicada nos casos com ADA negativa; se houver granuloma o diagnóstico estará definido. não é essencial encontrar o bacilo. atenção. o testemolecular no líquido não é recomendado nas diretrizes vigentes doMS. diagnóstico. a citologia oncótica pode ajudar, mas frequentemente é negativa; a definição habitualmente é pelo histopatológico. NEOPLASIA.# geral. denota metástase pleural e tumor em fase avançada...os sítios primários mais comuns são pulmão, mama e linfoma. é um exsudato com predomínio de linfócitos. tratamento. esquema básico para tuberculose. não há indicação de drenagem. tratamento. direcionado à neoplasia; se derrame recorrente considerar pleurodese. derrame pleural Investigação inicial e causas de transudato e exsudato, além de peculiaridades de algumas etiologias. O derrame parapneumônico será discutido à luz da pneumonia. #HARDTOPICS derrame pleural QUANDO INVESTIGAR?# causa indefinida. se houver apenas suspeita da etiologia, existindo dúvidas ainda, a toracocentese diagnóstica estará indicada. 01 O QUE CAI?# derrame significativo. da série “doença tem que ter sustância”... a forma mais comum de avaliar é com radiografia em decúbito lateral e raios horizontais (Laurell): o líquido escorrerá lateralmente entre o pulmão e as costelas; se a distância for maior que 10mm poderemos puncionar. OUTROS DADOS CLÁSSICOS.# macroscopia. transparente (sugere transudato), amarelo-citrino (sugere exsudato), purulento (empiema), leitoso (sugere quilotórax), hemorrágico (pode ser hemotórax, acidente de punção ou por inflamação). celularidade diferencial. nos exsudatos costuma haver predomínio de neutrófilos na pneumonia; de linfócitos na tuberculose e neoplasia. ph e glicose. são importantes na avaliação de complicações no derrame da pneumonia, mas podem estar reduzidos na tuberculose, neoplasia, artrite reumatoide... exceção. no derrame parapneumônico já sabemos a causa, certo? a pneumonia! mas cuidado, nesses casos a punção será indicada por outra razão, avaliar complicações...pra isso, basta que tenhamos “derrame significativo”. A toracocentese diagnóstica se a causa for indefinida E o derrame significativo. ÁGUA OU INFLAMAÇÃO...OPS...TRANSUTATO VS EXSUDATO?# como diferenciar. critérios de Light...se um dos 3 presentes define exsudato. proteína líquido / proteína sangue. >0,5. DHL líquido / DHL sangue. >0,6. DHL líquido isolado. >2/3 do limite de referência para o sangue. motivação. habitualmente são etiologias distintas que causam cada tipo. transudato. insuficiência cardíaca, síndrome nefrótica, hipoproteinemia, hidrotórax hepático... exsudato. pneumonia, tuberculose, neoplasia, lúpus, artrite reumatoide... cuidado. algumas doenças podem se apresentar com qualquer dos cenários, como tromboembolia pulmonar. adenosina deaminase (ADA). pode estar elevada na tuberculose pleural, mas também no linfoma, artrite reumatoide, mesotelioma e empiema. amilase. pode estar aumentada na ruptura de esôfago e pancreatite, mas a causa mais comum de sua elevação é neoplasia. triglicerídeos. elevados no quilotórax (>110mg/dL). #HARDTOPICS CAUSAS ESPECÍFICAS.# INSUFICIÊNCIA CARDÍACA.# geral. derrame transudativo bilateral ou unilateral à direita; raramente é unilateral à esquerda. 02 celularidade. predomínio de linfócitos, embora nos primeiros dias possa ter predomínio de neutrófilos. os mesoteliócitos (que são células que revestem a pleura) costumam estar reduzidos ou ausentes, pela inflamação difusa. adenosina deaminase (ADA). indica tratamento se acima de 40U/L e inexistirem indícios de outras etiologias. pesquisa de micobactéria. se houver expectoração podemos solicitar pesquisa no escarro; ora, se for positivo confirma! caso contrário, até pedimos a pesquisa no líquido, mas raramente é positiva (tuberculose extrapulmonar é paucibacilar). cuidado. os critérios de Light podem falhar na insuficiência cardíaca por conta do uso de diuréticos! é que o líquido fica mais concentrado, alterando os valores de proteína e DHL, sugerindo falsamente um exsudato. se isso ocorrer, avaliaremos o gradiente de albumina: alb (sangue) – alb (líquido); se > 1,2 é um transudato. tratamento. otimizar o tratamento da insuficiência cardíaca. HIDROTÓRAX HEPÁTICO.# geral. derrame transudativo por passagem do líquido ascítico para o espaço pleural. habitualmente é unilateral à direita e o tratamento é direcionado à doença hepática. TUBERCULOSE PLEURAL.# geral. derrame exsudativo habitualmente unilateral, com quadro subagudo de 2-3 semanas de evolução – pode haver tosse seca ou produtiva, febre baixa, dor torárica... glicose e ph. podem estar reduzidos, mas não confirmam, não afastam e nem mudam conduta. atenção. raramente pode ocorrer “drenagem” de uma cavidade pulmonar para o espaço pleural, jorrando um caldo cheio de bacilos para a pleura....é