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Ação

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extraordinária autônoma é aquela que 
prescinde da vontade do titular do direito invocado para a 
propositura da ação (ex: art. 5, LACP). A legitimidade extraordinária 
autônoma pode ser exclusiva ou concorrente. Será exclusiva quando 
o legitimado extraordinário é o único legitimado a propor a ação (o 
legitimado ordinário não tem legitimidade para tanto). Ao revés, será 
concorrente quando o legitimado ordinário também tem legitimidade 
para propor a ação. Para a doutrina majoritária, a legitimidade 
extraordinária autônoma exclusiva seria inconstitucional, pois 
ofenderia o acesso à justiça; ii) A legitimidade extraordinária 
subordinada é aquela em que o legitimado extraordinário está 
subordinado à vontade do titular do direito para exercer o direito de 
ação (ex: assistência); iii) A legitimidade extraordinária subsidiária é 
aquela em que a legitimidade extraordinária somente surge em 
virtude da inércia do legitimado ordinário (ex: art. 9º da LAP: quando 
haja abandono da causa na ação popular, o MP terá legitimidade 
para assumir a ação). 
Legitimidade Ordinária Extraordinária
Obs: distinção entre substituição processual, sucessão processual e 
representação processual: a substituição processual ocorre na legitimidade extraordinária. A 
sucessão processual pode ocorrer por ato causa mortis ou inter vivos. Na causa mortis, os 
herdeiros sucedem o de cujus na relação processual. Pode ocorrer sucessão por ato inter vivos 
na alienação de coisa litigiosa, sendo que o adquirente assumiria o polo processual do alienante 
(art. 108 do CPC). O §1º do artigo 108 do CPC dispõe que a parte contrária deverá consentir com 
a sucessão processual. Ainda quanto a sucessão processual, cabe destacar que esta só será 
possível quando o direito deduzido em juízo for transmissível (caso contrario acarretará a 
extinção do processo sem exame de mérito). Nesse ponto, destaca-se a impossibilidade de 
ocorrência da sucessão processual na ação de mandado de segurança, visto tratar-se de direito 
personalíssimo (exceto quando a demanda se encontrar em fase de cumprimento de sentença e 
versar sobre direitos patrimoniais, passíveis de prosseguimento pelos sucessores). Por fim, a 
representação processual é a complementação de vontades dos sujeitos incapazes segundo as 
regras do Código Civil. Os absoluta ou relativamente incapazes necessitam de representação ou 
assistência para ingressar em juízo (art. 71 do CPC).
obs2: "Será o fim das condições da ação?”. Em artigo, Fredie Didier Jr. 
sustenta que o novo CPC teria acabado com a categoria das “condições da ação”. Segundo ele, 
diferentemente do CPC/73 (art. 267, VI), o artigo 485, inciso VI, que trata da extinção do processo 
sem resolução de mérito por ausência de legitimidade e de interesse processual, não apresenta 
expressamente esses institutos como "condições da ação”. Ademais, não haveria mais nenhuma 
menção no novo CPC acerca dos termos "condições da ação” ou “carência de ação”. Além 
disso, Didier sustenta que o órgão jurisdicional somente manifesta duas espécies de juízo sobre a 
demanda: o juízo de admissibilidade (que seria referente aos pressupostos processais) e o juízo 
de mérito. Assim, para esse doutrinador, a legitimidade e o interesse processual teriam sido 
incorporados aos pressupostos processuais, não mais subsistindo as "condições da ação" como 
1) Ordinária
- Originária
- Superveniente
2) Extraordinária
- subsidiária/residual
- Concorrente
- Exclusiva (não é admitida no 
ordenamento brasileiro)
- Ação proposta por Caio em face 
do Tício (caio está defendendo 
direito próprio em nome próprio), 
caio tem legitimidade ativa 
ordinária originária. 
- No meio do processo caio 
morreu, no lugar do caio veio 
Caiane (herdeira), nome próprio, 
direito próprio, adquiriu com a 
morte do pai, tem legitimidade 
ordinária superveniente. 
- Defender direito alheio em 
nome próprio (direito de 
alguém).
- Extraordinária subsidiária é a 
possibilidade de ir a juízo 
defender direito alheio quando 
o dono desse direito alheio não 
vai. Lei da sociedade por 
ações L. 6.404/76.
- - Extraordinário concorrente – 
tanto o legitimado ordinário 
quanto extraordinário podem 
propor a ação. 
- Ex.: Ação de alimentos pelo 
MP em proteção ao menor. 
- - Extraordinário exclusiva 
(definição) – Somente o 
legitimado extraordinário pode 
ingressar em juízo para 
defender direito alheio e o 
legitimado ordinário não pode 
fazer isso. 
- -> Não tem exemplo se tivesse 
seria inconstitucional, viola o 
princípio da inafastabilidade da 
jurisdição (princípio do acesso 
à justiça) 
categoria autônoma. Já para Alexandre Câmara (doutrina majoritária), o novo CPC não extinguiu 
a categoria das "condições da ação”, pois condições da ação e os pressupostos processuais são 
requisitos de institutos distintos (aquelas da ação e estes do processo). Segundo Câmara, ambos 
podem ser considerados como espécies do gênero “requisitos para o pronunciamento do 
mérito”, mas que, nem por isso, deixam de se tratar de institutos diferentes. 
Teoria da asserção (prospecção): É uma técnica para aferição das condições 
da ação. Segundo essa técnica, As condições da ação devem ser examinadas in status 
assertionis, isto é, com base naquilo que está afirmado na petição inicial. Para se verificar a 
existência ou não das condições da ação não se examinará as provas produzidas, mas apenas 
as afirmações apresentadas (entende-se que as provas que instruirem a inicial também podem 
ser analisadas). O exame probatório acarretará exame de mérito. 
Há casos em que pode se verificar a perda ou o surgimento da 
condição da ação após a propositura da demanda. Por exemplo, no 
caso de perda superveniente do objeto, no momento da propositura 
da ação as condições da ação estariam presentes, mas no decorrer 
do processo não haveria mais interesse de agir. Ou no caso de o 
autor propor ação de cobrança de dívida ainda não vencida, mas que 
ela acaba vencendo no decorrer do processo. No começo não havia 
interesse de agir, mas depois passou a existir essa condição da ação. 
Alguns doutrinadores afirmam que nessas situações haveria uma 
mitigação da teoria da asserção. 
São elementos de identificação da ação: partes, causa de pedir e pedido. Para 
que uma ação seja idêntica a outra é necessária a tríplice identidade (art. 337, §2º ). São partes o 3
autor e o réu. A causa de pedir trata-se do motivo que levou o autor a pleitear seu direito em 
juízo. Pela teoria da individuação ou individualização a causa de pedir é formada pelo direito 
alegado (ex: na ação reivindicatória a causa de pedir seria o direito de propriedade). Já pela teoria 
da substanciação (majoritária) a causa de pedir é formada pelos fatos e pela relação jurídica que 
dá ensejo ao pedido (vide art. 319, inciso III). A doutrina divide a causa de pedir em próxima e 
remota. A causa de pedir próxima seria o fundamento jurídico do pedido, enquanto a causa de 
pedir remota são os fatos que levaram o autor a juízo. Não se deve confundir "fundamento 
jurídico" com "fundamento legal”. Este é o dispositivo da lei que fundamenta o pedido. Ele não 
precisa ser expresso e o juiz pode decidir com base em dispositivo diverso, pois o juiz conhece o 
direito (iuri novit curia). Basta a apresentação dos fatos que o juiz irá realizar a subsunção com o 
ordenamento jurídico ("dá-me os fatos e te darei o direito" - da mihi factum dabo tibi ius). Embora 
isso seja possível, o juiz deverá oportunizar as partes a se manifestarem sobre o dispositivo 
jurídico que será aplicado, com base no artigo 10 do CPC, que veda as decisões surpresas. Da 
mesma forma, não se confunde fundamento jurídico com "qualificação jurídica". Esta é o nomen 
iuris que se atribui a um instituo. Contudo, o fato de se atribuir nome jurídico a um determinado 
instituto não altera suas qualidades essenciais, e. g., o fato de autor chamar determinado fato de 
dolo, mas que, pelas características apresentadas, configura uma lesão, o instituto

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