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Cirurgia pré-protética básica

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Thalya Silveira - Odontologia UFAM 
Cirurgia pré-protética básica 
 
O que é? 
Qualquer procedimento cirúrgico realizado para preparar os tecidos orais de suporte 
antes de reabilitação protética. 
 
Objetivos: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Avaliação do tecido ósseo 
Forma da crista óssea e rebordo alveolar 
Presença de anormalidades de contorno 
Localização do forame mentual (radiograficamente) 
Localização do canal mandibular 
Tórus e exostoses 
Relação entre maxilares 
Dentes inclusos 
 
PARA TODOS IREMOS SOLICITAR EXAMES DE IMAGEM 
-Inicial: Radiografia panorâmica 
-Telerradiografia de perfil (avalia bem a relação intermaxilares); Fazer radio com 
paciente utilizando a prótese. 
-Tomografia computadorizada 
 
Avaliação do tecido mole 
Qualidade do tecido na área de suporte (tec queratinizado) 
Presença de freios e bridas(diminui prof de vestíbulo) (princ quem precisa de prótese 
convencional; podem fazer deslocamento da prótese) 
Excesso de tecido 
Mucosa com hipermobilidade 
Profundidade de vestíbulo 
Áreas livres de alterações inflamatórias 
Assoalho bucal (Em maxila principalmente por vestibular e em mandíbula por 
vestibular e lingual) 
 
 Crista óssea adequada (rebordo 
alveolar); Podemos encontrar 
rebordo em lâmina de faca 
(envelhecimento) 
 Mucosa queratinizada na área de 
suporte da prótese (importante 
para implantodontia também) 
 Profundidade de vestíbulo 
adequada (para próteses 
convencionais; para prótese 
sobre implantes não é tão 
importante) 
 Correto relacionamento 
maxilomandibular 
 
Mandíbula: 
 Perda vertical óssea; 
 Forame mentual superficial; 
 Prótese pressiona o nervo 
mentual e gera dor e 
sensibilidade. Acontece 
também com o canal 
mandibular 
 Cirurgia pre-protética avançada 
 
Cirurgia Bucal - Pré-Clínica I 
Thalya Silveira - Odontologia UFAM 
Plano de tratamento 
Resultado a longo prazo; Paciente pensa futuramente em ter implantes? 
Se indicado, intervenções ósseas primeiro; excesso de tecido muitas vezes pode ser 
benéfico 
Suporte ósseo aceitável: cirurgias de tecido mole 
Implantes dentários e/ou prótese convencional (Questionar o paciente para guiar o 
tratamento) 
 
Cirurgias de tecido ósseo 
I. Alveoloplastia (Fazemos em qualquer exodontia quando há irregularidade 
óssea) 
Geralmente em cirurgias múltiplas 
Incisão intrasulcular (quando tem dentes) Se não tiver dentes, faz incisão no meio do 
rebordo. 
Descolamento mucoperiosteal 
Exodontias 
Alveoloplastia (Alveolotomo, lima para osso ou peça reta com broca tipo pêra ou 
maxcuti; broca esférica carbide) Com broca para áreas de multiplas exodontias. 
Sempre finaliza com lima para osso pois alveolotomo e brocas sempre deixam 
pequenas irregularidades. 
SE NECESSÁRIO: Plastia do tecido mole; (Metzembau ou íris reta) (Apenas excessos) 
Irrigar abundantemente para retirar esquírulas (pó de quando usamos broca) 
Sutura simples ou contínua (Opção: Contínua festonada) 
 
Prótese imediata 
Prótese confeccionada previamente a exodontia múltipla 
Vantagens psicológicas e estéticas 
Alterações durante o processo de cicatrização e reparo ósseo 
Exodontia e instalação IMEDIATA da prótese 
 
Passo a passo: 
1. Moldagem e confecção de modelos de estudo 
2. Montagem de articulador 
3. Cirurgia no modelo de estudo e confecção de guia cirúrgico (idealmente 
transparente; usa durante cirurgia; simula a prótese do paciente) 
4. Confecção de prótese imediata 
5. Exodontia múltipla e alveoloplastia 
6. Instalação de prótese com material resiliente (tipo soft) 
7. Acompanhamento por 60 dias (processo de reparo e cicatrização; protesistas vão 
reembasar a prótese) 
Oriente o paciente a utilizar a prótese apenas se for sair de casa, receber uma visita; se 
puder ficar sem prótese em alguns momentos é ideal 
Orientar também não retirar a prótese pelo período de 24h devido o edema pois no 
dia seguinte a prótese pode não adaptar bem. 
Após esse período pode moldar o paciente e confeccionar prótese definitiva 
Thalya Silveira - Odontologia UFAM 
Guia cirúrgico: 
Regiões de compressão 
Realizar desgastes e debridamento 
 
 
Redução da tuberosidade maxilar 
Remover irregularidades verticais ou horizontais para retenção da prótese 
É tecido mole ou tecido duro? 1º Solicitar radiografia especialmente em região 
posterior de maxila (seio maxilar); 2º Inserir agulha gengival para ter noção. 
De inicio: Panorâmica se for só vertical; Tomografia se for em sentido horizontal 
Incisão na crista óssea até a região da tuberosidade da maxila 
Osteoplastia - Cuidado com seio maxilar 
Brocas, cinzéis, alveolótomos ou limas para osso 
Suturas (Primeiro ponto será no vértice do retalho, sutura a relaxante depois sutura 
contínua de posterior para anterior para facilitar) 
Se for remover tecido mole será sempre pela vestibular pois por palatina tem a artéria 
palatina maior. 
 
Exostoses 
Remoção cirúrgica de protuberâncias verticais ou horizontais 
Incisão na crista óssea, 1cm além da área e relaxantes 
Plastia do tecido ósseo 
Palpação para avaliar irregularidades 
Sutura contínua; se tiver relaxantes: sutura simples. 
AVISAR AO PACIENTE QUE PODE VOLTAR A CRESCER 
 
Tórus palatino: Exostose em palato 
Com múltiplas configurações e pode necessitar de remoção em pacientes edêntulos 
Indicação para remoção de tórus palatino: 
Se for edêntulo e for usar próteses convencionais 
Trauma e ulceração frequente 
Atrapalha fonação 
 
Complicações: 
Perfuração da cavidade nasal 
Hematoma pós-operatório 
Necrose do retalho palatino 
 
Cirurgia: 
Não faz relaxante em palato; exceto em região central do palato 
Incisão em Y ou duplo Y 
Descolamento com cuidado pois é um tecido muito friável 
Ponto de reparo (ajuda durante a cirurgia e depois é removido; mantém o retalho em 
posição e deixa uma mão livre) 
Broca tronco-cônica 702 para osteotomias, faz segmentos no tórus. Cinzel para 
remover os segmentos. 
Pode remover na broca tipo pêra desgastando usando irrigação contínua. 
Thalya Silveira - Odontologia UFAM 
Sutura simples devido o tecido friável. 
Bloqueio de nervo nasopalatino e palatino maior bilateral (3 anestesias) 
 
 
 
Inclinação do cinzel para remoção óssea: 
 
 
Hupp. Cirurgia Oral e Contemporânea. 6Ed. Rio de Janeiro. Elsevier, 2014. 
 
Sempre que for remover osso em palato, utilizar cinzel curvo. 
 
Tórus mandibular 
Poucos problemas: 
Interferência na fala 
Ulceração 
Pacientes edêntulos 
Caso deseje fazer enxertia óssea (pode utilizar o tórus) 
Para remoção bilateral: 
Faixa de tecido na linha média= Mantém o assoalho de boca em posição, diminui 
chance de hematoma. 
 
Anestesia: Bloqueio do nervo lingual bilateral. Para suturar provavelmente vai precisar 
anestesiar também região vestibular(Mentual). 
Incisão intrasulcular 
Gaze na região inferior do retalho porque cai muito pó de osso 
 
1ª forma: Broca tipo pêra ou Maxcut e desgastar 
2ª Broca 702: Faz canaleta contornando o tórus, remove com cinzel ou elevador. 
Regulariza com broca tipo pêra ou lima para osso. 
 
Cirurgia de tecido mole 
Hipermobilidade tecidual 
Sem suporte 
Antes da cirurgia, avaliar necessidade de enxerto ósseo 
Incisões paralelas nas faces V e P, em espessura total 
Thalya Silveira - Odontologia UFAM 
Incisão em elipse, se encontram no final do excesso e destaca. 
 
Redução de tuberosidade da maxila 
Promover espaço entre os arcos com mucosa livre 
Vai remover tecido até chegar em osso 
Como saber se é tecido mole ou ósseo? 
Pode requerer remoção de tecido mole e tecido ósseo 
Avaliação radiográfica prévia 
Sutura contínua 
Qual anestesia? Nervo alveolar superior posterior e médio 
 
 
 
 
Remoção de hiperplasia fibrosa inflamatória 
Aumento hiperplásico do tecido mole 
Hiperplasia pequena= Trat conservador com prótese + condicionador de tecido 
(material soft) 
Fibrose presente: Excisão simples 
Se for muito grande não fazemos sutura de bordo a bordo. Deixa região cruenta para 
cicatrizar por segunda intenção. 
Verificar prótese. (Pequenos ajustes ou troca) 
 
Investigar causas:
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