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caderno de processo do trabalho atualizado

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RACHEL LOPES 2021.1
CADERNO DE PROCESSO DO TRABALHO
Professor: Juliane Facó
PRINCIPIOS; PECULIARIDADES E TÉCNIAS DE PROCEDIMENTO 
Princípios gerais - formam o tronco comum do Direito Processual – unidade, coerência e harmonia do sistema – NCPC e Normas Fundamentais – Direito Processual Fundamental Constitucional
Peculiaridades - dizem respeito a determinado ramo do processo – adequadas às especificidades do direito material instrumentalizado através do processo.
Técnicas - estão relacionadas ao procedimento e revestem caráter funcional – adequar o processo em movimento aos princípios que o informam. 
PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS APLICÁVEIS: 
Devido processo legal (art. 5°, LIV)
Ampla defesa e contraditório (art. 5°, LV)
Juiz e promotor natural (art. 5°, XXXVIII e LIII)
Controle judicial ou acesso à justiça (art. 5°, XXXV)
Isonomia (art. 5°, caput)
Segurança jurídica (art. 5°, XXXVI) 
Publicidade (art. 93, IX)
Motivação das decisões judiciais (art. 93, IX)
Duplo grau de jurisdição
Proibição de prova ilícita
Celeridade e duração razoável do processo (art. 5°, LXXVIII)
PRINCIPIOS GERAIS DO PROCESSO APLICÁVEIS: 
Instrumentalidade
Imediatidade do juiz
Identidade física do juiz (súm.136 do TST – cancel.)
Imparcialidade do juiz 
Igualdade de tratamento das partes
Boa-fé ou Lealdade processual.
NORMAS FUNDAMENTAIS (CPC – 2015) APLICAVEIS: 
O cpc de 2015 aproximou o processo do direito constitucional, tentando aproximar regras e princípios, o que impactou diretamente no direito processual do trabalho. 
Direito Processual Fundamental Constitucional – tentativa de concretizar normas fundamentais que decorrem diretamente da CF.
Art. 1o CPC/2015 - O processo civil será ordenado, disciplinado e interpretado conforme os valores e as normas fundamentais estabelecidos na Constituição da República Federativa do Brasil, observando-se as disposições deste Código.
Unidade e integridade das normas – método de interpretação; o CPC de 73 não possuía coerência e no CPC de 2015 isso já fica nítido, devendo ser entendido de forma geral; essas normas são um método de interpretação e de concretização do direito processual 
Normas fundamentais – conjunto de princípios e regras que estrutura o modelo de processo civil brasileiro e serve de norte para compreensão de todas as demais normas jurídicas:
Capítulo I – arts. 1 a 12 – DAS NORMAS FUNDAMENTAIS DO PROCESSO CIVIL.
Pilares do novo sistema de processo civil brasileiro:
-negócio jurídico processual (autorregramento da vontade) – art. 190 – aplicação controversa no processo do trabalho por conta da assimetria de partes – Reforma trabalhista
-sistema de precedentes judiciais – arts. 926/928 
Modelo de processo comparticipativo/cooperativo – sugerido pelo CPC 2015; sem que as partes ou o juiz tenham protagonismo exclusivo, devendo as partes cooperarem entre si, agindo de forma conjunta. 
Premissas interpretativas: primazia do julgamento do mérito – o formalismo excessivo não importa; e máximo aproveitamento do ato processual.
Princípio da cooperação
Art. 6o Todos os sujeitos do processo devem cooperar entre si para que se obtenha, em tempo razoável, decisão de mérito justa e efetiva. Equilíbrio entre as partes 
-Vício sanável x litigância de má fé (arts. 793-A, 793-B, 793-C, 793, D)
Cooperação sistêmica: se o comportamento imputado é contrario a esse princípio, consequências devem ser aplicadas (sanções processuais) 
Princípio do contraditório dinâmico (prévio e efetivo)
A ideia é a de analisar esse princípio como garantia de influência em decisão não surpresa; o juiz passa de um espectador para ser também sujeito processual, onde sua decisão também precisa de contraditório
-Direito de participação na construção do provimento: garantia de influência e não surpresa
-passa a ser um dever ônus do juiz: necessidade de provocar, de ofício, o debate sobre quaisquer questões determinantes para a resolução da demanda.
-agir de ofício x agir sem ouvir as partes: agir de oficio significa que o juiz pode trazer uma questão que as partes não trouxeram desde que seja uma questão de ordem publica, mas não pode fazer isso que traga isso durante o processo.
-questão não debatida = decisão surpresa – fere o contraditório, o princípio da cooperação e o princípio da proteção da confiança – confiar que a decisão é legitima e de acordo com o que foi debatido.
Artigos que tratam sobre decisão surpresa:
Art. 7o É assegurada às partes paridade de tratamento em relação ao exercício de direitos e faculdades processuais, aos meios de defesa, aos ônus, aos deveres e à aplicação de sanções processuais, competindo ao juiz zelar pelo efetivo contraditório. – o juiz como sujeito do contraditório.
Art. 9o Não se proferirá decisão contra uma das partes sem que ela seja previamente ouvida.
Art. 10.  O juiz não pode decidir, em grau algum de jurisdição, com base em fundamento a respeito do qual não se tenha dado às partes oportunidade de se manifestar, ainda que se trate de matéria sobre a qual deva decidir de ofício.
EM 39/2016 do TST:
-Admite o contraditório dinâmico no processo do trabalho, especialmente os arts. 9 e 10 do CPC/2015 – art. 4˚ da IN.
-Define o que é decisão surpresa: art. 4˚, § 1˚ 
“a que, no julgamento final do mérito da causa, em qualquer grau de jurisdição, aplicar fundamento jurídico ou embasar-se em fato não submetido à audiência prévia de uma ou de ambas as partes”. 
-Decisão não surpresa: art. 4˚, § 2˚ (uma decisão valida no processo do trabalho)
“a que, à luz do ordenamento jurídico nacional e dos princípios que informam o Direito Processual do Trabalho, as partes tinham obrigação de prever, concernente às condições da ação, aos pressupostos de admissibilidade de recurso e aos pressupostos processuais, (questões de ordem pública) salvo disposição legal expressa em contrário.
Princípio da boa-fé processual
Art. 5º. Aquele que de qualquer forma participa do processo deve comportar-se de acordo com a boa-fé.
-Destinatários: sujeitos processuais
-Função hermenêutica – as decisões judiciais e as postulações devem ser interpretadas de acordo com a boa fé (art. 322, §2˚ e 489, §3˚)
-Função de impedir o formalismo exacerbado – se procura um formalismo democrático – possibilidade de sanar vícios
-Proibição de venire contra factum proprium
-Outros exemplos: equívoco no preenchimento de guias; deficiência do traslado em sede de AI; proibição de o juiz modificar o ônus da prova em fase processual inadequada.
 Princípio da primazia da decisão de mérito (artigos do CPC)
Art. 4o As partes têm o direito de obter em prazo razoável a solução integral do mérito, incluída a atividade satisfativa.
Art. 76 – possibilidade de sanar a incapacidade processual ou a irregularidade de representação – súmula 383 do TST – antes nao permitia que esse saneamento acontecesse 
-Art. 139, IX – o juiz tem o dever de determinar o suprimento dos pressupostos processuais e o saneamento de outros vícios processuais;
-Art. 317 – antes de proferir decisão sem resolução do mérito, o órgão jurisdicional deve conceder a parte oportunidade para, se possível, corrigir o vício.
-Art. 321 – antes de indeferir a petição inicial, o juiz deve mandar que a parte autora a emende ou a complete;
-Art. 1029, § 3˚ - vício não grave em sede de tribunal superior deve ser sanado -art. 896, § 11 da CLT.
PETIÇÃO INICIAL
DEVER DE O JUIZ MANDAR SANAR OS VÍCIOS (139, IX)
DETERMINAR A EMENDA OU O COMPLEMENTO (321) - com a especificação sobre o que precisa ser emendado ou complementado 
RECURSO 
O RELATOR DEVE INTIMAR A PARTE PARA SANAR O VÍCIO (932, P. ÚNICO) 
VÍCIO SANÁVEL = INTIMAÇÃO DA PARTE PARA RENOVAÇÃO DO ATO (938)
PREPARO
INSUFICIÊNCIA PREPARO = INTIMAÇÃO PARA COMPLEMENTAR (1007, § 2˚)
AUSÊNCIA DE PREPARO (PAGAMENTO EM DOBRO, § 4˚)
Art. 15 do CPC/2015 x art. 769 da CLT
Art. 15.  Na ausência de normas que regulem processos eleitorais, trabalhistas ou administrativos, as disposições deste Código lhes serão aplicadas supletiva e subsidiariamente. Aplicação supletiva x subsidiária
Art. 769 da CLT

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