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FRATURAS NASAIS - Cirurgia e Traumatologia BMF

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Cirurgia Bucomaxilofacial (BMF) 
Fratura de Nariz 
As fraturas de nariz são muito comuns e devem 
ser consideradas após um trauma direto sobre o 
nariz. 
O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado 
na anamnese (história) detalhada e no exame 
físico do paciente. O diagnóstico pode ser 
confirmado com exames de imagem apropriados. 
 
 
1. História do Trauma 
A história de trauma envolvendo a região do 
nariz é fundamental no estabelecimento do 
diagnóstico. A direção do impacto e a sua 
intensidade devem ser questionadas e ajudam a 
entender a localização das fraturas. A presença 
de epistaxe (sangramento nasal), de intensidade 
variável, costuma ser comum. A presença de dor 
local e obstrução nasal também são sintomas 
frequentes. É importante avaliar uma foto 
antiga do paciente para detectar desvios e 
deformidades existentes antes do trauma. 
2. Exame físico 
O exame físico do paciente pode evidenciar 
sinais externos indicativos de fratura nasal, 
sendo o mais característico o desvio do nariz. 
Outros sinais envolvem: 
✓ a presença de edema (inchaço) local; 
✓ equimoses; 
✓ feridas e lacerações; 
✓ selamento (achatamento) do nariz 
✓ telecanto traumático (aumento da 
distância entre os cantos mediais dos 
olhos). 
A palpação da pirâmide nasal pode identificar 
degraus ósseos, com áreas de crepitação e 
pontos dolorosos. 
É preciso ainda investigar a cavidade nasal, para 
identificação de possíveis obstruções nasais, 
fraturas ou desvios do septo, hematomas septais, 
lacerações da mucosa nasal e sangramentos 
ativos. 
 
 
Os exames de imagem são secundários no 
diagnóstico de uma fratura nasal. 
Entre as diversas incidências radiográficas 
existentes, as mais indicadas para avaliação do 
nariz são: 
1. a incidência de Caldwell (frontonaso); 
2. a incidência de Waters (mentonaso); 
3. incidência de perfil 
 
Esquema e exemplo da incidência radiográfica de 
Caldwell (frontonaso) 
 
 
Esquema e exemplo da incidência de Waters 
(mentonaso) 
Vanessa Monteiro 9-O 2020.1 
Diagnóstico Clínico 
 
Diagnóstico Radiológico 
 
No entanto, é a tomografia computadorizada é o 
exame de imagem mais sensível e específico para 
o diagnóstico de uma fratura nasal. 
Ela fornece uma visão definitiva do deslocamento 
dos ossos da pirâmide nasal e da cartilagem septal. 
Além disso, exclui a lesão de estruturas 
adjacentes, como a órbita, o seio frontal e a área 
nasoetmoidorbital. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tomografia computadorizada mostrando fratura nasal 
com pequeno deslocamento ósseo 
 
A maioria das fraturas nasais são tratadas com 
uma redução fechada, dita não cruenta. Com 
efeito, o reposicionamento dos fragmentos 
ósseos deslocados pode ser realizado com a 
ajuda de fórceps especiais, como o de Walsham 
(para os ossos nasais) e o de Asche (para o septo 
nasal). 
 
Esquema do fórceps de Walsham e redução de fratura de 
nariz com o fórceps 
O tratamento pode ser realizado de forma: 
✓ precoce, imediatamente após o trauma; 
✓ tratamento tardio, após 3 dias do trauma 
dentro de um prazo até duas semanas 
(+comum); 
 Após duas semanas, já se inicia a consolidação 
(cicatrização) das fraturas e o tratamento passa 
a ser o de uma sequela. 
o Em crianças, o tempo de consolidação é mais 
rápido e o tratamento deve ser realizado 
dentro dos primeiros sete dias após o trauma. 
Após a redução das fraturas, realiza-se o 
tamponamento das cavidades nasais para 
promover um suporte interno para os 
fragmentos ósseos que foram reposicionados. 
Além disso, utiliza-se um curativo externo com 
gesso ou material similar, para a imobilização 
externa da região nasal. 
A redução aberta, dita cruenta, é reservada 
para as fraturas cominutivas (em diminutos 
fragmentos) e em alguns casos selecionados de 
deformidade septal. 
Tratamento