Prévia do material em texto
HISTOLOGIA II | NATÁLIA LETÍCIA SANTOS SISTEMA URINÁRIO: · Estudo da histologia dos órgãos do sistema urinário: Rins, ureteres, bexiga e uretra. RINS · Funções do rim: · Filtragem do sangue · Eliminação de toxinas e consequente formação da urina · Regulação da pressão arterial: · Conversão de angiotensionogênio em angiotensina 1 feita pela renina que vai posteriormente ser transformada em angiotensina 2 que através de vários mecanismos vai contribuir para a regulação da pressão arterial. Além de produzir a enzima responsável por desencadear a angiotensina 2, os rins acabam sendo alvo dos hormônios produzidos em resposta a angiotensina 2, e através de uma menor excreção de água ele ajuda a regular a pressão arterial e a elevar a pressão. · Quando os rins não estão sob ação desses hormônios o volume de urina excretado é maior o que ajuda a manter e/ou diminuir a pressão arterial. · Regulação do equilibro ácido-base · Produzir a forma ativa da VIT-D · Função endócrina · Secreção de renina - (PA) · Secreção de medulipina 1 – Pró-hormônio que vai ser convertido em medulipina 2 no fígado e tem ação vasodilatadora, ou seja, ação contraria a renina. · Secreção de eritropoietina – Importante hormônio regulador e indutor na formação de hemácias pelas células da medula óssea. · Na imagem ao lado: · Fotografia de um rim com menor aumento no microscópio · CP – Cápsula renal formada por um tecido conjuntivo fino revestido por mesotélio · Tem sua forma convexa em uma face e côncava na face oposta. Essa concavidade renal é invadida e ocupada por tecido conjuntivo que leva pro interior do órgão artéria, coleta veias e também o ureter. Essa região de entrada e saídas de estruturas é o hilo renal (H) que se expande na região côncava formando a pelve renal (P). · Na pelve renal é encontrado os elementos coletores da urina (cálices menores e cálices maiores). · A partir do cálice menor até grande parte da uretra o epitélio de revestimento dessas vias excretoras do sistema urinário é o epitélio de transição (característico e só encontrado nessa região). Linha rosa (ao retor dos cálices menores perto do P mais a esquerda – difícil de ver). 1. O parênquima renal é dividido em 2 regiões bem distintas: 1. Medular (Mais clara) · Possui túbulos coletores, túbulos dos néfrons, túbulos retos espessos, segmento delgado da alça de Henle. · A medula renal é formada por estruturas com formato de pirâmide (entre os P na fotografia) cuja a base dela faz limite com a região cortical e o ápice se encaixa dentro de um cálice menor. Cada pirâmide vai despejar nesse cálice a urina formada por cada lobo renal. 1. Cortical (mais escura) · Onde estão os elementos de filtragem do sangue, os corpúsculos renais. É possível encontrar túbulos coletores e as partes contorcidas dos néfrons. · Os túbulos contorcidos proximais e distais e os corpúsculos renais são encontrados apenas na região cortical. · Muitos órgãos são divididos em lobos por septos conjuntivos que partem da capsula. Os lobos são subdivididos em estruturas menores, os lóbulos. No rim também existe essa divisão e é possível verificar na imagem anterior os lobos, que não são divididos por septos conjuntivos nos rins. Nos rins, cada lobo renal será formado por uma pirâmide e pelo tecido cortical associado (em formato de cogumelo na parte inferior e esquerda da imagem). Cada cálice menor vai ser responsável por coletar a urina formada em 1 lobo renal. · Na imagem acima: · Na parte inferior da imagem é possível identificar a figura de um cálice menor (com sua luz em branco) revestido pelo epitélio de transição e encaixando na cavidade do cálice menor é encontrado uma papila renal (RP) – que é formada pelo ápice da pirâmide renal. · A pirâmide renal tem sua base no limite com o córtex e seu ápice se encaixa no cálice menor. · Na medula são encontrados vários túbulos de trajetória retilínea e paralela. · Como a medula tem a base larga e se afunila para seu ápice, a tendência e que os túbulos acabem confluindo e formando túbulos de calibre maior, próximo da região papilar. Os túbulos (logo acima do escrito RP) são os túbulos coletores dos rins, e à medida que eles chegam no ápice da pirâmide e vão fundindo uns com os outros, eles se abrem na papila renal, túbulos maiores denominados - Ductos de bellini. · Na região cortical – existem glomérulos renais, bolinhas roxas (difícil identificar). Eles são elementos de filtração do sangue (só encontrados na região cortical). Na superfície quase não é possível enxergar a capsula (bem fina). · Marcados com a letra V e AV são os vasos que se distribuem pelos rins (artérias e veias). Unidade morfofuncional dos rins: · Tubulos uriníferos: formado por cada néfron e seu túbulo coletor associado. · Néfrons são estruturas tubulares cuja a parede é epitelial (apoiada em uma lâmina basal) e cada néfron é responsável por filtrar um determinado volume de sangue e produzir a urina correspondente a esse filtrado. · Os néfrons são formados pelo corpúsculo renal (onde ocorre a filtração) e um sistema de túbulos que começa com um túbulo saindo do corpúsculo renal (por isso chamado túbulo proximal) que tem uma trajetória sinuosa em torno do corpúsculo e por isso túbulo contorcido proximal. Esse túbulo contorcido proximal se continua com um túbulo reto descendente que forma o segmento espesso reto descendente da alça de Henle. Esse túbulo reto espesso vai se tornando fino, o que forma o segmento delgado da alça de Henle, esse segmento delgado faz uma curva na região medular e retorna a se direcionar para o córtex renal. Após isso ele se espessa novamente formando o segmento reto espesso ascendente da alça de Henle. Esse segmento reto espesso próximo ao corpúsculo renal volta a ter uma trajetória sinuosa e passa a ser chamado de túbulo contorcido distal. Daí então ele se abre no seu túbulo coletor. 1. Na imagem acima: · Túbulo coletor na extremidade esquerda do desenho · Associado ao túbulo é possível identificar um néfron. · O tufo capilar (bolinha escura superior na imagem) é um glomérulo renal. · O glomérulo renal é envolvido por uma cápsula de tecido epitelial. A junção do glomérulo + cápsula = Corpúsculo renal. · O glomérulo renal se continua em um túbulo que tem uma trajetória sinuosa – Túbulo contorcido proximal. · Depois esse túbulo passa a ter uma trajetória retilínea em direção a medula – Segmento reto espesso descendente da alça de henle. · Esse segmento se afina, formando o segmento delgado da alça de henle. · Ao chegar na medula renal ele faz uma curva e retorna a se dirigir para o córtex. · Esse segmento se espessa, formando o segmento reto espesso ascendente da alça de henle. · Ao se aproximar do corpúsculo novamente ele começa a ter uma trajetória sinuosa, formando o túbulo contorcido distal, que se abre no túbulo coletor. · O túbulo coletor recebe o filtrado urinário de vários néfrons vizinhos a ele. Tubinhos na imagem. · A parede do néfron e do túbulo coletor é formada por epitélio simples cubico na sua maior parte, exceto no segmento delgado da alça de Henle – que é simples pavimentoso. No folheto parietal da capsula do corpúsculo também existe epitélio simples pavimentoso. · Por fora da lamina basal seria encontrado um tecido conjuntivo reticular (fino) envolvendo os tubulos. Esse tecido é vascularizado, esses vasos vao envolver os tubulos e fazer varias trocas com os néfrons e o tubulo coletor. 1. Na imagem acima: · Essa imagem ilustra a explicação anterior. Em amarelo o túbulo coletor com vários segmentos de túbulos contorcidos distais atingindo-o. · Néfron e corpúsculo renal (formado pelo glomérulo e sua capsula). · Os túbulos contorcidos proximais, segmento reto descendente, segmento delgado da alça de henle, segmento reto ascendente espesso, túbulo contorcido distal e túbulo coletor. · Todos esses túbulos estão envolvidos por uma rede de capilar e o epitélio então vai mediar as trocas entre sangue e a luz do túbulo, filtrado urinário. 1. 2 formas de analisar o néfron: 1. Néfroné composto pelo corpúsculo renal, um túbulo contorcido proximal, uma alça que tem 2 segmentos espessos retos (um descendente e outro ascendente) e um segmento delgado, e o túbulo contorcido distal 1. Néfron é formado por um corpúsculo renal, um túbulo proximal contorcido e reto (espesso), a alça de Henle seria apenas o segmento delgado (inferior) e a outra parte seria o túbulo distal com uma parte reta e outra contorcida (espessa). Tipos de néfrons: · Na imagem acima: · No desenho a direita esta dividido a região medular da região cortical. Na região cortical ocorre a filtragem do sangue (corpusculos renais). Os corpusculos são encontrados no cortex em diferentes profundidades. · Sendo assim, os nefrons são classificados em 2 grupos: · Justamedulares – aqueles cuja os curpusculos renais se localizam proximos da medula · Corticais – néfrons com o corpusculo renal mais proximos da cápsula (da superficie do órgão). · Os néfrons, em termo de funcionamento, não apresentam diferenças. Contudo, em termos de vascularização é diferente. · Os néfrons corticais tem seus segmentos espessos retos ainda na região cortical e só uma pequena parte desses segmentos espessos estão na medula. Já os néfrons justamedulares quase não tem segmentos retos na região cortical, predominantemente toda a alça de Henle. · Na região da papila renal existe tubulos coletores e segmentos delgados. · Na parte mais periférica da medula é possivel identificar mais segmentos de túbulos: tubulo coletor, segmentos delgados da alça de Henle, segmentos espessos retos (ascendentes e descendentes). · Na parte profunda do córtex é encontrado tubulos contorcidos (proximais e distais), corpusculos renais, tubulo coletor (em toda a extensão do rim) e numero variado de tubulos retos (maioria pertencente aos néfrons corticais). Vascularização: · Hilo renal – onde chega a arteria renal, sai a veia renal e o ureter · A arteria renal adentra o hilo e se ramifica. Cada ramificação é chamada de arteria lobar. Essa arteria se encaminha para um lobo renal, ao chegar proximo ao lobo ela se ramifica em artérias interlobares (tem trajetória retilínea, paralela com a lateral das piramides renais) e quando essa arteria chega na base da piramide ela ramifica-se (+- 90 graus) formando a arteríola (ou artéria) arqueada (arteíola aciforme – paralela a base da piramide). Essa arteria (ou arteriola) arqueada vai dar varios ramos que vao subir em direção a cápsula renal (córtex) – arteíolas interlobulares. 1. Na imagem acima: · Parte inferior – piramide renal · Arteria que passa rente a lateral da piramide – arteria interlobar. Quando essa arteria chega na base da piramide ela ramifica-se dando origem a uma arteria paralela a base da pirâmide – artéria arqueada (arteria arciforme). Essa arteria emite varios ramos que subirão em direção ao córtex, formando as arteríolas interlobulares. Essas também se ramificam dando origem as arteriolas glomerulares aferentes, que vai capilarizar formando os glomerulos (representados pelas bolinhas). · Os glomérulos formados por capilares fenestrados vai sair da cápsula, formando a arteriola glomerular eferente. · A partir daí o que vai acontecer depende do tipo de néfron observado: · Néfrons corticais: · Arteriola glomerular eferente assim que sair da capsula vai dar 2 ramos. Um ramo vai subir em direção a cápsula – arteriola estrelada, ela forma um plexo capilar subcapsular, esses capilares vao se concentrar formando venulas estreladas que vão drenar (confluir umas com as outras), formando as venulas interlobulares (perpendiculares a arteriola interlobular). A venula interlobular drena para a veia arqueada que drena para a veia interlobar que se funde umas com as outras formando as veias lobares que se fundem para formar as veias renais. O outro ramo vai descer capilarizando em torno dos tubulos contorcidos e retos do néfron (formando a rede capilar peritubular). · Néfrons justamedulares: · A arteriola glomerular eferente vai dar 2 ramos. Um deles vai descer em direção a medula quase sem ramificar – arteriola reta, que vai capilarizar na medula para suprir a medula de sangue arterial. O outro ramo dessa arteriola capilariza em torno dos tubulos de néfron justamedular. · Os capilares formados pela arteriola reta confluem formando a veia ou venula reta que sobe em direção a veia arqueada, e que drena para a interlobar que se funde umas com as outras formando as veias lobares que se fundem para formar as veias renais. · O sangue que circula na região cortical depois das devidas hematoses ele drena para as veias arqueadas. E o sangue que circula na medula, da mesma forma, drena para a veia arqueada. CÓRTEX RENAL · Na imagem ao lado: · Observa-se 3 corpúsculos renais. · Ao redor desses corpúsculos varios segmentos de túbulos renais. · Os segmentos em torno dos córpusculos são túbulos contorcidos. A maioria proximal (P), e alguns poucos distais (D). · Ambos os túbulos são revestidos por epitélio cubico · Para diferenciar os túbulos proximais e distais. O tubulo contorcido proximal tem um “material” ocupando a sua luz, que é na verdade borda estriada das células epiteliais que revestem a parede do túbulo (melhor observado no tubulo proximal marcado com P em seu interior na direita da imagem). Outra diferença notável é que as células dos tubulos proximais, apesar cúbicas são altas. Enquanto as células dos tubulos distais são cubicas baixas. Outra diferença é que as células dos tubulos proximais se coram mais fortemente do que as células dos tubulos distais, porque ela tem uma quantidade maior de mitocondrias (porque a quantidade de transporte de solutos que os tubulos proximais fazem é bem maior do que o transporte dos solutos feitos pelos tubulos distais. · Em relação aos corpusculos renais eles são um tufo capilar (capilares emaranhados em si mesmos). Nesse corte é possivel obervar dentro dos glomérulos buraquinhos brancos – que são capilares fenestrados. · O glomérulo é formado pelas alças de capilares fenestrados, algumas células que são as que tem o citoplasma mais escuro na imagem – células mesangeal. E revestindo o capilar pelo lado de fora é encontrado um tipo de celula denominado podócito. E sempre entorno do glomérulo existe um espaço subcapsular, delimitado por um epitélio paviemntoso simples que forma o folheto parietal da cápsula glomerular. · Na imagem ao lado: · Coloração por Mallory – tecido conjuntivo corado em azul. · Tecido conjuntivo fino e delicado, envolvendo e sustentando os componentes do néfron (tanto o corpusculo renal, tantos os tubulos contorcidos). · No meio desse tecido conjuntivo é possivel verificar capilares sanguíneos (C) – rede capilar peritubular. Os capilares fazem trocas entre o filtrado e o sangue. Trocas com as células que formam a parede dosa tubulos. · É possivel verificar na porção superior da imagem um tubulo com luz ampla, células cubicas baixas. Caracteristicas de segmentos dos tubulos cortorcidos distais. · Na porção inferior da imagem existem tubulos com luz menos ampla (borda estriada das células que revestem e formam a parede desse tubulo), epitélio cubico com células altas que se coram mais intensamente. Caracteristicas de segmentos dos tubulos contorcidos proximais. · Verifica-se também o espaço subcapsular do glomérulo se continuando com a luz do tubulo contorcido proximal. · O glomérulo é constituido por 3 componentes. · Alças capilares revestidas por endotélio (espaços branquinhos) · Por fora da alça capilar – nucleo redondo; celula abraçando o capilar pelo lado de fora – podócitos. · Células mesangeais não visiveis. OBS – hemacias coradas em vermelho no glomérulo. · Na imagem ao lado: · Imagem de córtex renal corado em PAS e contra corado em HE · A linha rosa ao redor (externa) é a lamina basal (BM) de um tubulo contorcido proximal (células altas, com borda estriada, luz não muito ampla parecendo estar obstruida). · Do lado de fora da lamina tem tecido conjuntivo reticular; as fibras colágenas estão coradas em rosa. · Presença de capilaresperitubulares. · Reparar a diferença dos tubulos contorcidos proximais e distais. · Tecido conjuntivo reticular passa rente aos tubulos, sustentando-os e trazendo os capilares para realizarem a trocas com os epitelios dos túbulos. Túbulos contorcidos proximais: · Constituido por células são cubicas, lateralmente apresentam zonulas de adesao, zonulas de oclusão, desmossomas, interdigitações. · Na parte basal da celula, a membrana invagina formando as invaginações basais associadas a mitocondrias, indicando que essas células fazem transporte ativo de íons. · Essas células absorvem grande parte do soluto do filtrado urinário, transportam ele até o citoplasma e do citoplasma em direção ao tecido conjuntivo para que eles drenem para os capilares sanguineos adjacentes. Quando o sangue passa sobre pressão dentro do glomérulo, como sua parede é cheia de fenestras, tudo que for menor do que o orificio tende a sair do plasma em direção ao espaço subcapsular (agua, ions, sais, glicoses, aminoácidos, pequenas proteínas mas que ficam agarradas na membrana basal). · O filtrado urinario quando sai do corpusculo renal e entra no tubulo contorcido proximal é uma solução aquosa com muitos solutos (açucar, glicose, aminoácidos). Tudo isso vais ser reaborvidos pelas células dos tubulos proximais. · Em condições normais 100% da glicose e dos aminoácidos filtrados são reabsorvidos pelos tubulos contorcidos proximais. Eles também absorvem grande parte do volume de agua que foi perdido, realizam a recaptação de agua com a recaptura de solutos (fluxo de agua por osmose). Além disso, as células transportam muito sódio para dentro do seu citoplasma e depois do citoplasma em direção ao intersticio, de modo que esse fluxo osmotico é intensificado. Essas células também apresentam em suas membranas baso-laterais canais de aquaporinas do tipo 1 (ficam constantemente expostos na membrana lateral das células). O objetivo desses canais é que devida a suas microvilosidades formando as bordas estriadas, ocorrerá uma grande captação de solutos, portanto o fluxo de água em direção ao interior da celula em direção ao citoplasma deve escoar rapido para não lesionar a celula. Parte da agua vai escoar para o tecido conjuntivo seguindo o fluxo de transporte de íons, açucares e aminoácidos a partir de inaginações basais em direção ao conjuntivo, mas parte da agua escapolhe do citoplasma rapidamente pelos canais de aquaporina que drenam já para o espaço intercelular. Túbulos contorcidos distais: · É possível verificar a luz do túbulo distal com pouquíssimas microvilosidades, sem borda estriada. · As células dos túbulos contorcidos distais recapturam água do filtrado, mas fazendo apenas transporte de íons (principalmente sódio e cloro). Na membrana apical e basal vão ter receptores de canais transportadores de cloro e sódio. Elas absorvem íons do filtrado urinário pela parte apical, promovem um influxo de água em direção ao citoplasma. Esses íons absorvidos são excretados no tecido conjuntivo através da membrana basal e a água faz a mesma trajetória. · As células do túbulo contorcido distal são sensíveis a aldosterona e ao ADH (discutível). A aldosterona e o ADH elevam a pressão arterial economizando água no corpo. Na presença destes as células dos túbulos distais aumentam a quantidade de canais transportadores de cloro e sódio na membrana apical intensificando a reabsorção desses íons a partir do filtrado e consequentemente fazendo com que um volume maior de água seja transportado por osmose em direção ao tecido conjuntivo. Essa água adentra os capilares peritubulares, aumentando o volume de sangue e consequentemente contribuindo para o aumento da pressão arterial. · Os túbulos distais no segmento que se aproxima dos corpúsculos renais, o túbulo contorcido distal forma uma estrutura denominada mácula densa – funciona como um sensor de pressão. · Na imagem acima: · R – corpúsculo renal (formado pelo glomérulo e sua capsula glomerular). Espaço branco ao redor – espaço glomerular de Bowman ou espaço subcapsular glomerular. · Mácula densa – perto do glomérulo a esquerda (em roxo com uma linha branca ao meio). · É possivel verificar os tubulos contorcidos proximais e distais. · Na extremidade direita da imagem é possivel verificar os tubulos em trajetória retilinea. · Da esquerda para a direita (depois do glomérulo no centro da imagem) tem um segmento reto espesso descendente, depois um segemnto espesso reto ascendente e posteriormente tem um possivel tubulo coletor ( é possivel diferir do segmento reto ascendente pela divisória evidente entre uma celula cubica e outra). · M – raios medulares. Conjunto de tubulos retos que descem paralelos em direção a medula. · S – espaço sub-capsular · P – camada parietal da CB · Na imagem acima: · TCP – Túbulo contorcido proximal cortado transversalmente com características típicas. · Visualizar o intimo contato dos capilares com o epitélio que forma a parede dos túbulos. · Esse contato íntimo do endotélio com as células do túbulo renal facilita essa troca entre filtrado e sangue. 1. Na imagem acima: · Microscopia eletronica de varredura · 2 corpúsculos renais; o superior com o glomérulo (g). E a região onde chega e saem as arteríolas aferentes e eferentes do glomérulo é denominada polo vascular do corpusculo. · Espaço entorno do glomérulo – espaço subcapsular (menor, houve retração na fotografia). · No cantinho esquerdo do glomérulo superior é possivel verificar um polo urinário (seta), que é a continuação da capsula glomerular com o tubulo contorcido proximal. · P – tubulos contorcidos proximais. CORPÚSCULO RENAL: · Na imagem acima: · Todo Corpúsculo renal tem um polo vascular, por onde chega à arteríola glomerular aferente e por onde sai a arteríola glomerular eferente. Oposto a essa região, temos o polo urinário, região de continuação entre o corpúsculo e o túbulo contorcido proximal. · Observamos na imagem o epitélio pavimentoso simples que forma o folheto parietal da cápsula glomerular. A capsula glomerular possui folheto duplo, um visceral e um parietal. Observamos uma linha fina muito clara (folheto visceral da capsula glomerular) ao redor dos capilares que indica essa distinção. · Na imagem acima: · Os rins se formam na lâmina gonadofrodina ou lâmina média do mesoderma intraembrionário. Nessa região teremos a formação de vários pequenos túbulos mesonéfricos epiteliais, que vão crescer em direção ao tufo glomerular presente nessa região. · Cada tufo capilar com seu túbulo epitelial correspondente vai dar origem a um nefro do futuro rim. · Na medida em que o epitélio vai crescendo as células epiteliais se direcionam ao tufo capilar, e aquelas que estão na borda do túbulo tendem a entrar em contato com a superfície externa das alças capilares como mostrado na ultima foto. Ao mesmo tempo, as células da borda lateral do tubo vão “subindo” para revestir externamente a cavidade que foi formada com as alças capilares, e junto a elas, a luz do tubo (parte mais superior) vai se alargando para envolver o corpúsculo e os capilares. · Teremos assim, um tufo capilar, revestido intimamente por uma camada de célula epiteliais que vão formar o folheto parietal da capsula glomerular. · Na última foto temos: · Corpúsculo glomerular, com seu polo vascular e polo urinário · Células epiteliais · Folheto parietal da cápsula glomerular (epitélio pavimentoso simples), delimitando o corpúsculo. · Folheto visceral da capsula, que reveste os capilares sanguíneos. · Esse vai participar do processo de filtragem do sangue para formar a urina. · As células que formam o folheto visceral parecem achatadas na foto, vão crescendo, emitem prolongamentos em torno das alças capilares e terminam com forma de polvo com vários tentáculos (prolongamentos). Essas células serão chamadas de podócitos. · Os capilares são formados de endotélio + lâmina basal; os podócitos são células que secretam lâmina basal. Como essas duas estruturas estão em contato, entre um podócito e um capilar termos uma membrana basal(lâmina basal dupla). Membrana basal glomerular: · Lâmina rara interna: · Lâmina rara do endotélio · Entre o endotélio e a lâmina densa · Formada por laminina, fibronectina, perlecan e agrina · Lâmina densa dupla: · Lâmina densa do endotélio mais a lâmina densa do podócito · Formada por colágeno do tipo IV · Próxima ao tecido conjuntivo · Lâmina rara externa: · Lâmina rara do podócito · Localizada entre a lâmina densa e o folheto visceral da CB · Formada por laminina, fibronectina, perlecan e agrina Componentes do corpúsculo renal: · Polo vascular: · Arteríola aferente (A) · Arteríola eferente · Glomérulo: · Endotélio fenestrado (E) · Membrana Basal Glomerular (GMB) · Podócitos · Revestindo as alças capilares pelo lado de fora. · Observamos seu núcleo fazendo saliência no espaço subcapsular glomerular ou espaço subcapsular de Bowman · Células Mesangeais Intraglomerulares (N) · Células de citoplasma acidófilos. · Importantes para manter as condições ideais de filtragem dos rins. · Espaço de Bowman · Folheto Parietal da Cápsula de Bowman · Polo Urinário: · Região de continuidade com o túbulo Contorcido Proximal (PCT) · Na imagem acima: · Observamos dois corpúsculos renais · Observamos citoplasma acidófilos de células mesangeais. · Em “S” o espaço subcapsular · Em “P” o folheto parietal da capsula glomerular · A região em “M” a região do povo vascular, observamos um túbulo contorcido distal fazendo contato com a parede das artérias. · No corpúsculo renal superior, observamos também um túbulo contorcido distal com a mácula densa ao seu redor. · No entorno dos corpúsculos vemos túbulos contorcidos proximais e distais. · Na imagem ao lado: · Observamos o suprimento vascular glomerular · Foi feito injeção de látex · Observamos a arteríola glomerular aferente (AA) formando um tufo capilar no glomérulo (G) e a arteríola glomerular eferente (EA). · Observar a diferença de calibre entre as duas arteríolas aferente e eferente. Isso indica que o calibre pode contribuir para a pressão dentro do sistema glomerular facilitando a filtragem do sangue. Há quem diga que não há diferença na luz das artérias e isso não contribui para a pressão. · Observamos a arteríola inter-lobular (IA) que origina a arteríola aferente. · Observamos a rede capilar peri-tubular (RT) no entrono dos túbulos contorcidos que envolvem o corpúsculo. Podócitos: · Formam o folheto visceral da cápsula de Bowman, ou capsula glomerular. · Prolongamentos citoplasmáticos: · Primários: · Tem continuidade com o corpo celular; saem do corpo celular · Se ramificam lateralmente formando prolongamentos secundários ou pedicelos. · Secundários = Pedicelos · Participam da barreira glomerular de filtração · Por onde o filtrado passa para atingir o espaço subcapsular. · Dessa forma, o sangue passa por alta pressão no glomérulo, é filtrado pela primeira vez nas fenestras dos capilares, uma segunda vez na membrana basal glomerular (entre podócito e endotélio) e uma terceira vez na fenda de filtração. · Na imagem ao lado: · Observamos alças capilares dos glomérulos revestidas externamente pelos podócitos. · Em “P” observamos seu corpo celular onde vamos encontrar organelas e ao redor seus “tentáculos” que envolvem pelo lado de fora as alças capilares glomerulares. · Observamos fendas de filtração, espaço preto entre pedicelos. · Na imagem acima: · Observamos em um aumento a fenda de filtração. · Observamos 3 alças capilares. · O capilar tem parede formada por endotélio (E) fenestrados (F). Sendo uma célula epitelial, o endotélio secreta e se apoia em uma lâmina basal. O endotélio é revestido externamente por podócitos com seus prolongamentos primários (P1), e secundários (P2) ou pedicelos. Os podócitos são células epiteliais que assim como o endotélio secretam e se apoiam em uma lâmina basal. Com isso, tem-se a formação de uma membrana basal glomerular (BM). · O filtrado é formado por um processo de sub-filtragem, · A primeira filtragem ocorre nas fenestras dos capilares O que for menor que o orifício passa. No caso dos peptídeos, eles conseguem passar, mas agarram na membrana basal. Se nada for feito, a membrana ficaria entupida de tantos peptídeos agarrados. Com isso, espalhados nessa membrana tem células mesangeais (fagocíticas). Células mesangeal: · Na imagem acima: · Observamos a representação de um pedaço de um glomérulo com suas alças capilares. · Externamente vemos um podócitos com prolongamentos primários e secundários ou pedicelos. Entre os pedicelos e o endotélio (rosa) vemos uma membrana basal (azul). Entre a membrana basal vemos uma célula mesangeal. · A célula mesangeal fica o tempo todo fagocitando pedaços de membrana basal e junto com isso peptídeos e pequenas proteínas que agarram na membrana basal, e, dessa forma, ela obriga podócitos e endotélio a continuar secretando lâmina basal para reconstruir a membrana basal Promover renovação da membrana basal para impedir a obstrução. · Na imagem acima: · Observamos uma célula mesangeal · Luz de capilar sanguíneo (L); espaço de Bowman (B); · Observamos o endotélio (E) fenestrado, a membrana basal glomerular, os pedicelos dos podócitos se apoiando na membrana basal, em ambos os lados. · Em “MC” observamos a célula mesangeal, célula elétron-densa com vários pseudópodes que ficam fagocitando a membrana basal para estimular uma constante renovação da mesma. · Na imagem acima: · Observamos a imagem da lâmina na figura A e em B vemos o desenho com os componentes. · Observamos células mesangeais com citoplasma bem corado, espalhadas pela membrana basal com seus prolongamentos citoplasmáticas. · Uma linha mais azulada no canto direito superior mostra o folheto parietal da capsula glomerular formado por epitélio simples pavimentoso · Parte mais clara é o espaço de Bowman (BS) · Observamos os capilares (C) e externamente a eles podócitos (P) em roxo. · Em “M” células mesangeais · Na imagem ao lado: · Em contato com as arteríolas vemos parte do túbulo contorcido distal com células cubicas baixas. As células que fazem contato direto com a parede das arteríolas são colunares altas, e formam a mácula densa. · Observar que as células musculares lisas contrateis se modificam próximas ao polo vascular do corpúsculo. Elas se tornam células musculares cubicas secretoras de renina e perdem sua função contrátil. Aparelho justa-glomerular: · O aparelho justa-glomerular é um conjunto de estruturas que encontramos do polo vascular de cada um dos glomérulos renais. · É formado por: · Mácula Densa dos túbulos contorcidos distais · Células justaglomerulares da arteríola aferente · Células que ajudam a formar a túnica média das arteríolas glomerulares aferentes. · Não são contrateis (Modificadas) são secretoras de renina. · Células mesangeais extraglomerulares · É um controlador da pressão arterial. · Se a pressão arterial cai, o volume de filtrado diminui. Assim, termos uma menor quantidade de íons sódio no filtrado urinário. Muitos desses íons serão reabsorvidos pelos túbulos contorcidos proximais, túbulos retos, etc, e poucos íons sódio vão passar pela mácula densa. Quando a quantidade de sódio for menor no filtrado urinário, os receptores que a macula densa possui para sódio, vão ficar desocupados. Esse fato, permite que esses receptores ativem uma transdução de sinal, que estimulem células justa-glomerulares a secretarem renina na corrente sanguínea. A renina é uma enzima que retira aminoácidos do angiotensinogênio (produzido pelo fígado), o que transforma ele em um peptídeo de 10 aa, chamado de angiotensina 1. Assim como foi formada, a angiotensina 1 permanece circulando na corrente sanguínea pelo corpo. Quando ela passa por determinadas artérias, especialmente as pulmonares, elas vão encontram na membrana dessas artérias uma enzima chamada de ECA (Enzima conversora de angiotensina). A ECA retira mais 2 aa da angiotensina 1, transformando-a em angiotensina 2. A angiotensina 2 a partir do momento que for formada na corrente sanguínea, e encontra vários receptores em estruturas pelo corpo.A angiotensina 2 vai aumentar a pressão arterial a partir de várias formas: I. Vasoconstrição: A angiotensina 2 tem ação direta na túnica media dos vasos sanguíneos. As células musculares lisas na túnica média das artérias possuem receptores para a angiotensina 2 e elas se contraem em resposta a presença de angiotensina 2. Contração muscular promove aumento da pressão arterial II. Estimula a liberação de aldosterona: As células do córtex do adrenal possuem receptores para angiotensina 2, e quando elas possuem contato, a angiotensina 2 estimula a secreção de aldosterona, hormônio que vai circular pelo corpo e estimular a recaptação iônica em várias glândulas e nos túbulos contorcidos distais dos rins, estimulando também a recaptação de agua por osmose. Essa água retorna para a corrente sanguínea, aumenta o volume celular e consequentemente aumenta a pressão arterial. III. Aumenta a sede: No hipotálamo a angiotensina 2 tem receptores em neurônios que estimulam a sede. O indivíduo vai beber água que vai contribuir para o aumento do volume de sangue e da pressão arterial. IV. Estimula a secreção de ADH: No hipotálamo a angiotensina 2 tem receptores em neurônios que estimulam a secreção de ADH. O ADH cai na corrente sanguínea e vai ter duas ações, uma na parede das artérias estimulando a vasoconstrição e outra nos túbulos coletores dos rins estimulando a recaptação de água. Ele pode ter também receptores nos túbulos contorcidos distais. V. A angiotensina 2 controla sua própria secreção, inibindo a secreção de renina Feed-back negativo Resumo: Células justa-glomerulares Renina Angiotensinogênio Angiotensina 1 (10 aa) Angiotensina 2 (8 aa). · Na imagem acima: · Imagem A: · Observamos em “DCT” os túbulos contorcidos distais no polo vascular · A macula densa em “MD” · As células justa-glomerulares. · Na imagem acima: · Células mesongeais intraglomerulares fagocitam a membrana basal. · Células mesongeais extraglomerulares parecem ter receptores para a angiotensina 2. Elas possuem esqueleto contrátil e na presença de angiotensina 2 acredita-se que elas acabam contraindo o esqueleto contribuindo para diminuir o calibre das arteríolas, aumentando a pressão no interior do glomérulo e de filtração sanguínea. Assim aumentando o volume de sangue e pressão. · Na imagem acima: · Observamos a barreira de filtração glomerular. · O sangue passa por alta pressão no glomérulo, é filtrado pela primeira vez nas fenestras dos capilares, uma segunda vez na membrana basal glomerular (formada por lâmina rara interna do endotélio, lâmina densa do podócito e endotélio e uma lâmina rara interna do podócito e uma terceira vez entre os dois pedicelos, ou prolongamentos secundários do podócito. A ultima parte da filtragem (fenda de filtração entre os pedicelos) é a mais difícil já que os pedicelos emitem uma membrana lateral que conecta com a membrana lateral do outro. · Se houver uma situação em que existe um complexo antígeno-anticorpo circulando pelo corpo, se eles passam pela fenestra e agarra na membrana glomerular, se sua fração comum ficar exposta ela pode ser reconhecida por um macrófago que estivesse passando por ali, o macrófago vai agarrar na fração comum e fagocitar esse antígeno-anticorpo. Se for muita quantidade os complexos antígenos-anticorpos isso gera lesão no complexo de filtração, pois vão formar orifícios no glomérulo que permitem que proteínas atingem o filtrado. · Exame que indicia proteína na urina reflete lesão na membrana basal glomerular e nos elementos de filtração do glomérulo. Se tiver hemácias essa lesão é bem maior. Essas lesões caracterizam as glomerulonefrite. Barreira de filtração glomerular: · Célula Endotelial (fenestras) · Membrana Basal glomerular · Feda de Filtração · Esses componentes formam o ULTRA-FILTRADO que entram nos túbulos contorcidos proximais dos néfrons e que vai ser processado, concentrado ate ser eliminado. MEDULA RENAL: · Na medula não existem corpúsculos renais, nem túbulos contorcidos (distais e proximais). Podemos encontrar túbulo coletores, túbulos espessos retos e seguimentos delgados da alça de henle. · Se o corte passar no ápice da pirâmide (papila renal) só vamos encontrar túbulos coletores e seguimentos da alça de henle. · Na imagem acima: · Observamos um corte na parte apical da pirâmide que só possui túbulos coletores (CT), grandes, com luz ampla limpa sem acumulo de material no interior, parede formada por epitélio cubico simples. Vemos nitidamente entre uma célula e outra uma linha rosa bem marcada que mostra a delimitação de uma célula e outra. Essa linha escura é devido ao acumulo de proteínas na face interna da membrana dessas células. · Se um túbulo coletor recebe filtrado de vários néfrons que lhes são vizinhos, na região da papila vamos encontrar envolto aos túbulos coletores vários segmentos delgados de alças de Henle pertencente á néfrons que drenam os filtrados para aquele túbulo coletor. · Encontramos também alças capilares fazendo trocar de íons e águas com os elementos dessa região. Túbulo coletor: · O túbulo coletor é encontrado em toda extensão renal, desde o córtex até a região da papila renal (medula renal). · Ele é formado por: · Células principais · Possuem canais Aquaporina-2 · São sensíveis ao ADH – Quando as células principais são acionadas por esse hormônio, elas expressão canais de aquaporina que permitem que parte da água da urina entre no seu citoplasma e sai em direção ao tecido conjuntivo por outro canal de aquoporina na membrana basal. · Na ausência de ADH, as células fecham esse canal de aquaporina e as pessoas passam a secretar maior volume de urina. · Células intercalares: · Relacionadas ao controle ácido-base no organismo. · São divididas em: · Tipo A: Possui na membrana apical canais transportadores de H+ - ATPase · Quando o PH do fluido intersticial está baixo, essas células retiram H+ e lançam ele ao filtrado urinário, elevando o PH Fluido ácido · Quando o PH está elevado, elas secretam H+ em direção ao interstício diminuindo o PH do fluido intersticial Fluido alcalino · Tipo B: Possui na membrana baso-lateral canais transportadores de H+ - ATPase S= tecido conjuntivo de suporte IC = Célula intercalar BM= membrana basal CD= túbulo coletor · Na imagem acima: · Imagem A: · Túbulos cortados longitudinalmente · A esquerda observamos um túbulo reto com epitélio cubico, baixo, e entre as células não vemos a divisão entre as células · A direita observamos um túbulo coletor com epitélio cúbico, alto, e vemos nitidamente a linha dividido células umas das outras. · A diferença entre as células intercalares e células principais é a intensidade de coloração que nas células intercalares é mais forte. A célula intercalar é transportadora de íons e por isso possui muitas mitocôndrias com citoplasma acidófilo. · Imagem B: · Túbulos cortados transversalmente · Em CD vemos túbulos coletores, com epitélio colunar ao invés de cúbico. Na medida em que os túbulos coletores se aproximam do ápice da pirâmide, eles vão se aproximando uns dos outros e se fundindo, formando túbulos com calibre maior e epitélio mais alto. Na imagem o autor chama os túbulos de ductos coletores. · O nome mais comum para os túbulos coletores é túbulos ou ductos de delíneo, que acabam se abrindo na região da papila. · Ao redor de CD vemos alças de capilares e ao redor espalhados vemos alças de henle. · Na imagem acima: · Imagem A: · CT é um túbulo coletor · DC é um ducto coletor · Medula, túbulos cortados transversalmente · Em “A” vemos segmentos retos espessos descendentes · Em “T”, vemos luz ampla, epitélio mais baixo e células mais claras, são segmentos reto ascendentes. · Comparar o túbulo reto descendente com o túbulo coletor no círculo. · Como vemos segmentos espessos das alças de henle significa que estamos na porção mais periférica da medula renal, onde ainda encontramos segementos retos ascendentes e descendentes. · Imagem B: · Medula, túbulos cortados longitudinalmente · Vemos em CD um ducto coletor, sabemos que é coletor devido a linhade divisão entre as células. · Em CT vemos um segmento reto espesso ascendente, ascendente porque as células são baixas e mal coradas. Entres os segmentos vemos alças de henle com epitélio pavimentoso simples. Papila renal: · Em azul vemos o tecido conjuntivo · Em PCS vemos um cálice menor abrigando uma papila renal. · Observamos na papila renal os ductos de bellini (DB) se direcionando para a placa crivosa da papila renal onde eles vão se abrir para lançar a urina no interior do cálice. · Em “E” vemos o epitélio de transição típico da pelve renal, ureter, bexiga e uretra (epitélio urinário). PROCESSAMENTO DO ULTRA-FILTRADO E DA URINA: · O processamento do ultrafiltrado e da urina se da na media em que o filtrado urinário sai do corpúsculo renal, adentra túbulos contorcidos próximas, túbulos contorcidos retos, segmentos delgados da alça de henle, segmento reto espesso ascendente... · Em cada semento do néfron vai ocorrer reabsorção dos solutos, troca de água entre sangue e filtrado e uma modificação na concentração desse filtrado na medida em que ele se encaminha para o túbulo coletor. · Na presença do hormônio antidiurético a osmolaridade da urina aumenta enormemente. Temos recaptação de água nos túbulos coletores que não temos na ausência do ADH, de modo que a urina se torna muito concentrada em relação a urina no estado de diurese normal. · Na antidiurese o ADH atua no túbulo coletor que expressa canais de aquaporina na membrana, reabsorvendo a água na urina, eliminando-a em um volume menor com concentração maior de solutos. URETERES: · A histologia dos órgãos urinários é simples, já que são órgãos ocos, tubulares, com parede formada por camadas de tecidos (característicos de órgãos ocos). · Os ureteres possuem algumas camadas: · Camada Mucosa · Formada pelo epitélio de transição e lâmina própria (corada em azul). · Camada Muscular · Interna longitudinal · Externa circular · Camada Adventícia · Rica em vasos sanguíneos, células adiposas e etc. · Na medida em que os ureteres se aproximam da bexiga eles ficam mais espessos, porque ganham uma terceira camada de musculo, camada externa com fibras longitudinais. · Na imagem acima: · Observamos a lâmina própria da camada mucosa com o epitélio de transição. Os dois juntos formam a camada mucosa do ureter. · Em seguida temos a camada muscular dividida em muscular interna e externa. · Mais externamente vemos a camada adventícia. · Na imagem acima: · Observamos a lâmina própria · Observamos o epitélio de transição, que parece ser pseudoestratificado. · Quando a parede do órgão atinge sua extensão máxima o epitélio acaba de desdobrando se tornando simples. BEXIGA: · Observamos na imagem ao lado um corte de bexiga, que também é formada por 3 camadas de tecido: · Mucosa · Epitélio de transição · Lâmina própria mais desenvolvida com muitas fibras elásticas (tecido conjuntivo fribro-elástico) · Lâmina própria superficial: Começa como tecido conjuntivo frouxo. · Lâmina própria profunda: Na medida em que vai se distanciando do epitélio vai se tornando denso desordenado. · Muscular · Longitudinal interna · Circular média · Longitudinal externa · Adventícia/Serosa: Serosa na maior parte da bexiga e adventícia na região de origem dos ligamentos suspensores da bexiga. · Na imagem acima: · Detalhes da parede da bexiga · Observamos da metade para a direita a camada mucosa com o epitélio de transição, a lâmina própria superficial mais à direita com tecido frouxo e a lâmina própria profunda com tecido denso ordenado. · Na imagem acima: · Observamos o epitélio de transição da bexiga apoiado na lâmina própria. URETRA: · Observamos a distribuição de camadas da uretra: · Mucosa · Epitélio de transição, e mais próximo ao óstio da uretra s torna estratificado pavimentoso · Lâmina própria com glândulas mucosas lubrificantes, que lubrificam o canal da uretra. · Muscular · Interna longitudinal · Externa circular · Adventícia · Tecido conjuntivo denso desordenado