ok diagnostico 22.02.11
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ok diagnostico 22.02.11

Disciplina:Diagnóstico Patológico Por Análise De Imagem11 materiais32 seguidores
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Diagnóstico Patológico por Análise de Imagem
Rio, 22/02/2011
Alexandra Woods

O abdômen do eqüino e do bovino já é um problema pro nosso diagnóstico. Agente tem dificuldade muitas vezes de acessar determinadas regiões pelo tamanho do abdômen pois vc não tem o transdutor apropriado para o exame.
Existem porções de algumas estruturas do abdômen como, por exemplo, o fígado, que vc não consegue ver.
O rim esquerdo do eqüino tem um formato de feijão e o rim direito tem formato de coração.
Temos o transdutor setorial e linear.

Rim e bexiga
Existem 2 vias para avaliação de rim e de bexiga:
- via transretal
- via transabdominal

Pela via transretal eu consigo avaliar bexiga, e rim esquerdo.
Pela via transabdominal eu consigo avaliar bexiga, rim esquerdo e rim direito.

Porque eu não consigo avaliar o rim direito pela via transretal?
Se agente colocar o cavalo num tronco, com posterior voltado pra mim, o rim esquerdo é mais caudal do que o rim direito. Ou seja, não tem braço, vc não consegue acessar o rim direito de um eqüino. Mesmo o rim esquerdo, uma pessoa não muito grande tem dificuldade, tem que subir num banquinho pra conseguir fazer essa avaliação do rim esquerdo. Dependendo do porte do animal vc não alcança.
	Agente fala dessa via porque o rim esquerdo é mais profundo, então se vc avaliar pela via transabdominal a imagem do rim esquerdo é pior.
	A via de escolha pra rim esquerdo e bexiga é a via transretal, porque é a via que me confere melhor qualidade de imagem. Mas isso não significa que eu não posso fazer a via transabdominal se eu não tiver acesso pela via transretal.

Via transretal
	Pra via transretal eu vou trabalhar com um transdutor de preferência linear de 5 mHz.
Vou colocar o animal num tronco de contenção, se outras vias já eram importantes a contenção apropriada, para essa avaliação transretal é mais ainda porque vc vai ficar atrás do animal.
	Agente vai colocar esse animal num tronco de contenção e vai fazer a limpeza do reto. Com a mão enluvada e vai retirar as fezes e o ar do reto do animal, porque tanto o ar quanto as fezes vão diminuir o contato, senão vc não vai ter uma imagem legal, e também dificulta muito a palpação.
Depois que vc fizer a limpeza do reto, vc vai colocar o transdutor na palma da mão com os dedos a frente dele (que servem como guia), se vc leva o transdutor primeiro vc pode ficar com ele esbarrando na mucosa, então a mão vai sempre à frente, os dedos vão sempre a frente guiando esse transdutor, colocando onde eu acho que tem que ser colocado.
	Entra com o transdutor, localiza imediatamente a bexiga. O reto é uma região onde vc pode ficar fazendo muitos movimentos diferentes, vc fica restrito ali, então agente trabalha com movimentos de lateralidade no sentido cranial, com isso observo toda a bexiga. Depois vou voltar, o movimento é sempre no sentido crânio e depois caudal, vc nunca faz num sentido e abandona, vc vai e volta fazendo o movimento de lateralidade. Com isso estou avaliando o conteúdo da bexiga, parede da bexiga.
Quando acabou essa avaliação, vamos fazer uma técnica chamada Balotamento.agente vai colocar o transdutor em cima da bexiga e vai entre aspas, chacoalhar a bexiga, pra cima e pra baixo com um transdutor (imagina quicando essa bola), e depois pára o transdutor. O objetivo desse exame é re-suspender o conteúdo. O conteúdo da bexiga do eqüino pode ser até hiperecoica de tanto muco e cristal que tem, então é difícil ver o conteúdo na parede de tanto conteúdo hiperecoico, então vc precisa re-suspender. Então vc balota, para e observa esse conteúdo que está ficando livre e aproveita pra observar essa parede, fora que vc pode ter um cálculo ali que vc não esteja vendo por conta do conteúdo e ai quando vc suspende vc obtém um resultado melhor.

Rim esquerdo
	Avaliação: Vou levando a mão, virando pra esquerda no sentido da parede abdominal, vou virando a mão na parede abdominal, até que ele vai aparecer. Ele está localizado no fundo próximo a parede abdominal.

Transabdominal
	Vc vai ter que fazer tricotomia pra trabalhar. No caso do rim esquerdo, vc vai fazer a tricotomia do 17º espaço intercostal à fossa paralombar esquerdo (flanco esquerdo).
Pro rim direito, faço tricotomia do 15º espaço intercostal ao 17º espaço intercostal, na altura da tuberosidade coxal.
	Pro rim esquerdo eu tenho que usar um transdutor de 3,5 mHz setorial. Pro rim direito eu tenho que usar um transdutor 5,0 mHz setorial. O rim esquerdo é mais profundo do que o rim direito. Nos 2 tem que ser setorial, sendo que no rim esquerdo eu uso um de 3,5 mHz e pro rim direito eu uso 5,0 mHz, porque o rim esquerdo é mais profundo do que o rim direito, por isso que a via de escolha pra rim esquerdo é transretal, porque vc tem uma imagem melhor, vc consegue fazer o exame do rim esquerdo com um transdutor de 5,0 mHz que tem uma imagem melhor.

Como que eu trabalho no espaço intercostal
Pego do ponto mais alto da região que eu quero avaliar ao ponto mais baixo. Sempre dorsal pro ventral e do cranial para o caudal, esse é sempre o nosso protocolo pro espaço intercostal.

Temos o porem também nos rins de animais de grande porte, o que acontece: se vc usar um transdutor de qualidade (ex. 5,0 mHz), que dá uma qualidade de imagem boa, vc faz uma imagem grande daquela estrutura, isso significa que vc não consegue mensurar o rim desses animais, é grande demais. Pela imagem USG de qualidade, vc não consegue fazer uma mensuração de tamanhos como vc faz em pequenos. Em eqüinos e bovinos vc só consegue ver aumento ou diminuição quando a coisa é evidente. Porque ele está pegando pelo menos de 2 a 3 espaços intercostais, então ele não cabe na tela do aparelho se vc usar um transdutor de qualidade. Então a mensuração nesse caso é falha, vc não consegue mensurar direito.

Bexiga
Por via transabdominal é um problema. Porque como agente vai chegar à bexiga de um bovino ou eqüino com todo o abdômen deles?
Então a bexiga vc só avalia pela via transabdominal se ela tiver cheia. E tem que usar um transdutor de 3,5 mHz, pode ser de setorial, ou outro pq não tem impedimento nenhum.

Dificilmente alguém vai fazer bexiga de cavalo pela via transabdominal, porque pela via transretal é muito simples, não precisa de bexiga ou não, porque pela via transabdominal se a bexiga estiver vazia vc tem que infundir liquido, ou via sonda ou via EV pra essa bexiga encher e vc ver. Por isso que o de eleição pra bexiga é transretal.

Imagem normal da bexiga
O rim tem uma imagem impar, não dá pra confundir. Depois de ver uma vez não tem como errar, porque não tem nenhuma outra imagem que se assemelhe à aquela imagem.
Vc vai observar uma cápsula hiperecoica, a cápsula vem com uma linha hiperecoica. O parênquima renal é dividido em cortical que vemos como uma zona mais escura e medular que é a zona mais clara que vemos.
A literatura coloca que a cortical é hipoecóica e que a medular é hipoecóica ou anecóica, sendo que mesmo quando a medular é hipoecóica, vc diferencia medular de cortical. Mas vc vai ver que pra fazer essa diferenciação vc tem que ter um aparelho de ponta, os aparelhos portáteis vc vai ver o parênquima como um todo, vc não consegue diferenciar cortical de medular (vemos hipoecóica).
Vamos observar também uma linha hiperecóica que referencia a pelve renal. Essa linha é bem evidente, uma linha hiperecoica mais grossinha.
Ureteres não são visualizados no exame normal. Se vc começar a visualizar ureter de bovino e eqüino é pq tem patologia. As mesmas coisas os vasos do hilo, também não são visualizados em animais de grande porte, só em caso de patologia.

Bexiga
	Vai aparecer com uma parede hipoecóica de espessura variável porque vai depender da distensão dela, se ela está repleta ou não.
	O conteúdo da urina do eqüino é interessante, o eqüino tem urina rica em cristais de carbonato de cálcio e muco, o que faz que a urina dele seja normalmente densa, sem ser patologia. Essa urina vai variar de uma urina toda anecóica até uma urina com cristais hiperecoicos que podem até se depositar no fundo (que também é normal),