Introdução à disciplina história do direito brasileiro

Disciplina:História do Direito Brasileiro2.361 materiais101.251 seguidores
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romano-germânico e a common law) e o pertencimento do direito brasileiro ao sistema romano-germânico.

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SEMANA 2 – A ORIGEM DO BRASIL PORTUGUÊS E O DIREITO NA COLÔNIA
A chegada dos portugueses ao litoral atlântico da América do Sul e sua inserção no contexto da grande expansão marítima européia do início da chamada Idade Moderna.
A “construção” da América Portuguesa ao longo dos séculos XVI, XVII e grande parte do XVIII: principais aspectos sócio-político-econômicos e as estruturas mentais típicas das sociedades da Idade Moderna européia e de suas colônias.
Os aspectos mais significativos do Direito e da estrutura judicial implantados no Brasil colonial pela metrópole portuguesa e sua influência (na forma e no conteúdo) sobre as instituições e na normatividade jurídicas sobre o futuro Estado independente brasileiro).

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SEMANA 3 – O DIREITO NA COLÔNIA: DA DECADÊNCIA DO SISTEMA COLONIAL À INDEPENDÊNCIA
Principais aspectos sociais, políticos e econômicos do Brasil colonial ao longo do século XVIII e no período correspondente à crise do sistema colonial europeu moderno (segunda metade do século XVIII e primeiras décadas do século XIX).
As revoltas antifiscais no Brasil colonial do século XVIII. As reformas pombalinas. Os movimentos autonomistas. A aplicação da legislação penal portuguesa (Livro V das Ordenações Filipinas) e sua inserção na lógica punitiva das sociedades européias do Antigo Regime: o caso da pena de morte aplicada a Tiradentes.
A presença do Estado Português no Brasil (a transmigração da Família Real) e o fim do status jurídico-político colonial brasileiro. O Brasil como sede jurídico-política do Império Português entre 1808 e 1821.

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SEMANA 4 – ASPECTOS RELEVANTES DO DIREITO NO BRASIL IMPERIAL: O PERÍODO DO PRIMEIRO REINADO.
As condições que levaram ao movimento de independência do Brasil. Os tensionamentos políticos que marcaram este processo.
A ruptura jurídico-político-institucional com a Metrópole portuguesa. A convocação da Assembléia Constituinte de 1823 e sua posterior dissolução. As conturbações políticas que envolveram a “imposição”, nas províncias e na Corte, da independência e da centralização política a partir do Rio de Janeiro.
A primeira constituição brasileira: a constituição outorgada de 1824. Os principais aspectos da organização jurídico-política do Estado Brasileiro. As relações entre a Igreja e o Estado. Os direitos civis e políticos presentes nesta Carta Constitucional e as razões de sua baixa efetividade.

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SEMANA 5 – ASPECTOS RELEVANTES DO DIREITO NO BRASIL IMPERIAL: O PERÍODO DA REGÊNCIA E DO SEGUNDO REINADO.
A ambiência jurídico-política do Período Regencial (mais precisamente do período compreendido entre 1831 e 1837): as reformas liberalizantes, a experiência da descentralização jurídico-político-administrativa e do fortalecimento dos poderes locais (os códigos Criminal e de Processo Criminal).
As conturbações políticas nas províncias. As ameaças de revolução social e de secessão. O fim da experiência liberal-descentralizadora: o Regresso, a partir de 1837.
O Golpe jurídico-político da Maioridade. A primeira década do Segundo Reinado: implantação e consolidação. O apogeu do Segundo Reinado (de 1850 a 1870) e a modernização jurídico-política: A Lei de Terras, a lei de extinção do tráfico de escravos para o Brasil, o Código Comercial, a Consolidação das Leis Civis de Teixeira de Freitas.

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SEMANA 6 – O DIREITO NA REPÚBLICA VELHA
A implantação da República no Brasil a partir da crise do Segundo Império: o processo abolicionista (e a produção de uma legislação abolicionista), a Questão com a Igreja e a crise com os militares.
A proclamação da República como um golpe militar. Os tensionamentos políticos nos primeiros anos da República (a fase militar de 1889 a 1894). O Código Penal de 1890: principais características. A Constituição de 1891: perfil político-ideológico desta Carta Constitucional e principais aspectos da organização do Estado Brasileiro.
A etapa civil da República Velha (a República Oligárquica de 1894 a 1930). A Política dos Governadores. A ambiência jurídico-política desta etapa. O Código Civil de 1916: principais características. A crise da República Velha (a década de 1920).

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SEMANA 7 – A ERA VARGAS E O DIREITO: DO GOVERNO PROVISÓRIO AO ESTADO NOVO.
A crise da República Velha, a crise capitalista mundial iniciada em 1929 e a Revolução de 1930: a ruptura da ordem jurídico-político-institucional da República Velha com a implantação de um Governo Provisório.
O início da construção de uma nova institucionalidade jurídico-política a partir do Governo Provisório. O tensionamento entre o modelo jurídico-político de organização liberal-individualizante e as tendências centralizadoras e corporativistas no mundo e no Brasil a partir da crise de 1929. A confrontação entre correntes políticas autoritárias de direita (conservadoras, fascistas) e de esquerda (socialistas, comunistas) no mundo e no Brasil. O Código Eleitoral de 1932: principais inovações políticas. A Constituição de 1934: perfil político-ideológico e principais características da organização do Estado Brasileiro.
O período de vigência da Carta de 1934: deterioração do ambiente democrático e escalada autoritária até a implantação do regime do Estado Novo.

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SEMANA 8 – A ERA VARGAS E O DIREITO: A DITADURA DO ESTADO NOVO.
A implantação da ditadura do Estado Novo: aspectos sociais, políticos e econômicos. As propostas de modernização do Estado Brasileiro.
A Constituição outorgada de 1937. Principais aspectos sociais, políticos, jurídicos e econômicos desta constituição. As influências autoritárias, fascistas e corporativistas externas sobre o texto da Carta de 1937. A Constituição que “já nasceu histórica”, segundo Francisco Campos. A CLT: a Consolidação das Leis Trabalhistas da Era Vargas. Os códigos Penal (1940) e de Processo Penal (1941): a influência do pensamento jurídico positivista.
O perfil político-ideológico do regime do Estado Novo. A construção do “mito Vargas”: o papel do DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda) neste processo.
A participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial e o fim do Estado Novo. A preparação política para o retorno ao regime liberal-democrático.

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SEMANA 9 – O DIREITO NO BRASIL DO PÓS-SEGUNDA GUERRA MUNDIAL.
A ambiência político-ideológica no mundo e no Brasil no pós-guerra. A configuração da Guerra Fria.
O fim do Estado Novo e a construção de um ambiente partidário (ainda sob a égide de Vargas) que marcaria o panorama político brasileiro entre 1946 e 1964.
A Constituição de 1946: perfil político-ideológico. Principais características da organização do Estado Brasileiro de acordo com esta Carta. A permanência das estruturas corporativistas oriundas da Era Vargas e da tutela do Estado nas relações entre capital e trabalho. A manutenção dos direitos sociais e trabalhistas no texto desta constituição.
As tensões políticas do período de vigência da Carta de 1946. O crescimento da oposição ao legado de Vargas que levaria à implantação do regime militar-tecnocrático em março/abril de 1964.

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SEMANA 10 – O DIREITO NO BRASIL DO PÓS-SEGUNDA GUERRA MUNDIAL: A IMPLANTAÇÃO DO REGIME MILITAR-TECNOCRÁTICO DE 1964 – A BUSCA PELA INSTITUCIONALIZAÇÃO.
A ambiência sócio-político-econômica que levou à deposição do Governo de João Goulart e a implantação do regime militar pela via do GOLPE DE ESTADO.
O Golpe de Estado de 1964 na lógica da Guerra Fria.
A construção da institucionalidade autoritária do novo regime: os Atos Institucionais. As principais medidas implantadas pelos quatro primeiros atos institucionais.
A Constituição de 1967: perfil político-ideológico. O processo de produção do texto desta Carta Constitucional. Constituição outorgada ou promulgada?

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SEMANA 11 – O DIREITO NO BRASIL DO PÓS-SEGUNDA GUERRA MUNDIAL: O GOLPE DENTRO DO GOLPE E A EXACERBAÇÃO AUTORITÁRIA.
O “fechamento” do regime: a ambiência política que levou à implantação do Ato Institucional no 5.
Perfil do AI-5: principais medidas restritivas de natureza