Classificação dos Solos
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Classificação dos Solos


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A esse fenômeno, Skempton chamou de 
atividade da fração argilosa. Segundo Skempton, a medida da atividade da fração 
argilosa no solo pode ser feita pela seguinte expressão: 
mm
IPA
002,0%
 
(1.8) 
IP é o índice de Plasticidade e o termo %<0.002mm representa a percentagem de 
partícula com diâmetro inferior a 2µ presente no solo. 
De acordo com a proposta de Skempton, a argila presente no solo poderá ser 
classificada conforme a sua atividade: 
Argila inativa: A < 0,75 
Argila normal: 0,75 < A < 1,25 
Argila ativa: A> 1,25 
A Figura (1.19) apresenta a variação do índice de plasticidade de amostras de 
solo confeccionadas em laboratório em função da percentagem de argila (% < 
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0,002mm) presente nos mesmos. Da equação (1.8) percebe-se que a atividade do argilo-
mineral corresponde ao coeficiente angular das áreas hachuradas apresentadas na 
Figura. Na mesma Figura apresentam-se valores típicos de atividade para os três 
principais grupos de argilo-minerais. 
 
Figura 1.19. Variação do IP em função da fração argila para solos com diferentes argilo-
minerais 
As Figuras a seguir ilustram resumidamente o comportamento das areias e das 
argilas. Nessas Figuras são apresentadas a compacidade (areias) e a consistência 
(argilas) em função do SPT \u2013 Standard Penetration Test (valor característico do ensaio 
de penetração estática). Esse ensaio é muito utilizado na área de fundações para avaliar 
o perfil do solo em profundidade e para estabelecer um valor de resistência a penetração 
que, indiretamente, fornece a resistência do solo. 
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Figura 1.20. Comportamento e compacidade das areias 
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Figura 1.21. Comportamento e consistência das argilas 
A Figura seguinte ilustra de forma esquemática os itens até aqui mencionados. 
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Figura 1.22. Fluxograma de caracterização do solo 
1.4.4. Classificação Unificada (SUCS \u2013 Sistema Unificado de Classificação de Solos) 
Sistema de classificação proposto por Arthur Casagrande, em 1942, destinado à 
utilização na construção de aeroportos que, mais tarde, foi adotado pelo U.S. Corps of 
Engineers. Diante disso é que esse tipo de classificação também é chamado de 
Classificação da U.S. Corps of Engineers. Posteriormente, essa classificação passou a 
ser utilizada também para uso em barragens e outras obras geotécnicas. 
Esse tipo de classificação adota a curva granulométrica e os limites de 
consistência do solo. A premissa básica é a de que os solos nos quais a fração fina não 
existe em quantidade suficiente para afetar o seu comportamento, a classificação é feita 
de acordo com a sua curva granulométrica, enquanto que nos solos nos quais o 
comportamento de engenharia é controlado pelas suas frações finas (silte e argila), a 
classificação é feita de acordo com suas características de plasticidade. 
Os solos são classificados com duas letras com origem na língua inglesa: um 
prefixo relacionado ao tipo e um sufixo que corresponde à granulometria e à 
plasticidade. 
Os solos grossos serão aqueles que tiverem mais de 50% retidos na peneira 200 
(comumente representada por #200) e recebem os prefixos G (Gravel) ou S (Sand). Os 
subgrupos recebem as letras W, P, M e C. 
Dessa forma, os solos poderão ser GW, GP, GM, GC, SW, SP, SM e SC. 
Os solos finos serão aqueles que tiverem mais de 50% passando na #200. Os 
principais tipos serão designados pelas letras M (Mo), C (Clay) e O (Organic). A letra 
M que designa o grupo silte provém do Sueco \u201cmjäla\u201d. Cada grupo pode ser 
classificado em dois subgrupos: 
H (High): solos com alta compressibilidade apresentando LL = 50% 
L (Low): solos com baixa compressibilidade apresentando LL < 50% 
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Os solos formados por esse grupo poderão ser MH, ML, CH, CL, OH e OL. 
As turfas, que são solos muito orgânicos, são geralmente identificadas 
visualmente e recebem a denominação Pt, do inglês \u201cpeat\u201d. 
Resumidamente, têm-se as seguintes denominações para o conjunto de letras: 
Solos Grossos: 
G = Pedregulho; S = Areia 
W = material praticamente limpo de finos, bem graduado; 
P = material praticamente limpo de finos, mal graduado; 
M = material com quantidades apreciáveis de finos, não plásticos; 
C = Material com quantidades apreciáveis de finos, plásticos. 
Solos Finos: 
M = Silte; C = Argila; O = Orgânico 
H = Alta Compressibilidade; L = Baixa Compressibilidade 
Para a classificação dos solos grossos, basta seguir o fluxograma apresentado na 
Figura (1.23). Para uma visualização mais rápida da classificação dos solos finos, pode-
se lançar mão da carta de plasticidade de Casagrande (Figura 1.24). 
 
Figura 1.23. Classificação de solos de acordo com o SUCS (extraído de MACHADO, 
2002) 
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Carta de Plasticidade \u2013 Esquema geral 
 
Figura 1.24. Carta de plasticidade de Casagrande - usual 
A carta de plasticidade dos solos foi desenvolvida de modo a agrupar os solos 
finos em diversos subgrupos, a depender de suas características de plasticidade. Ao 
colocar o IP em função do LL do solo num gráfico, Casagrande percebeu que os solos 
se faziam representar por dois grupos distintos separados por uma reta inclinada 
denominada de linha A, cuja equação é IP = 0,73.(LL \u2013 20). Acima da linha A 
encontram-se os solos inorgânicos e, abaixo, os solos orgânicos. A linha B, cuja 
equação é LL = 50%, paralela ao eixo da ordenadas, divide os solos de alta 
compressibilidade (à direita) dos solos de baixa compressibilidade (à esquerda). Existe 
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ainda a linha U (de equação IP = 0,9.(LL \u2013 8)). Deste modo, para a classificação dos 
solos finos, basta a utilização dos pares LL e IP na carta de plasticidade. Quando o 
ponto cair dentro de uma região fronteiriça das linhas A ou B, ou sobre o trecho com IP 
de 4 a 7, considera-se um caso intermediário e se admite para o solo nomenclatura dupla 
(por ex., CL-ML, CH-CL, SC-SM, etc). 
1.4.5. Classificação segundo a AASHTO 
O sistema de classificação proposto pela AASHTO (American Association of 
State Highway and Transportation Officials) foi desenvolvido nos Estados Unidos e é 
baseado na granulometria e nos limites de Atterberg. Esse sistema foi proposto com a 
finalidade de classificar os solos para fins rodoviários e, por isso, é chamado também de 
sistema rodoviário de classificação. 
A classificação enquadra os solos em grupos com denominações A1 a A3 (solos 
grossos) e A4 a A7 (solos finos). Os solos altamente orgânicos são classificados 
visualmente e enquadrados no grupo A8. Existem ainda subgrupos para esses grupos e o 
índice de grupo (IG) que é um número inteiro que varia de 0 a 20. O IG deve ser 
apresentado entre parênteses ao lado da classificação e, quanto maior seu valor, pior 
será o solo comparado a outro dentro do mesmo grupo. Por exemplo, o solo A4 (8) será 
pior que o solo A4 (5). O valor do IG pode ser calculado pela seguinte expressão: 
IG = (A - 35).[0,20 + 0,005.(LL - 40)] + 0,01.(B - 15).(IP -10) (1.9) 
onde A e B são as percentagens de solo passando na #200; 
Se A < 35, adota-se A = 35 Se B < 15, adota-se B = 15 
Se A > 75, adota-se A = 75 Se B > 55, adota-se B = 55 
Se LL < 40, adota-se LL = 40 Se IP < 10, adota-se IP = 10 
Se LL > 60, adota-se LL = 60 Se IP > 30, adota-se IP = 30 
Observações: 
a). Quando trabalhando com os grupos A-2-6 e A-2-7, o IG deve ser determinado 
utilizando-se somente o IP; 
b). Se IG < 0 deve-se adotar um IG nulo; 
c). Aproximar o valor de IG para o inteiro mais próximo; 
A classificação é feita inicialmente pela verificação da quantidade de solo que 
passa na #200. Contudo, aqui se considera o material grosso como aquele que possui 
menos de 35% passando nesta peneira. Os solos