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1 Gabrielle Nunes 
 PRÓSTATA 
INTRODUÇÃO 
Glândula em formato piramidal, fibromuscular, que 
envolve a parte prostática da uretra. Não possui cápsula 
fibrosa verdadeira, mas está incluída na fáscia visceral e 
contém tecido neurovascular. 
 
LOCALIZAÇÃO: Está a nível de pelve menor e estende-se 
do fundo da bexiga até a parte membranácea da uretra. 
RELAÇÕES ANATÔMICAS 
ANTERIOR Margem inferior da sínfise púbica e do 
arco do púbis 
POSTERIOR Músculo retouretral e ampola do reto. 
SUPERIOR Colo da bexiga, ducto deferente e 
glândula seminal 
INFERIOR Uretra membranosa e esponjosa, pênis 
Sustentação: Está unida aos ossos púbicos pelos 
ligamentos puboprostáticos. 
DIMENSÕES 
▪ Base: 4 cm transversalmente 
▪ Diâmetros: 2cm anteroposterior; 3cm vertical 
PESO: 8g no adolescente. Pode chegar a 150g ou mais 
nas primeiras cinco décadas de vida, devido ao processo 
de hiperplasia benigna de próstata. 
FORMATO DE CROISSANT X ROSQUINHA 
- Glândula sem HPB X Glândula com HPB 
 
DIVISÃO 
A fáscia que está aderida à glândula é continua com um 
septo mediano e com numerosos septos fibromusculares 
que dividem a próstata em lóbulos. 
FACES 
ANTERIOR Possui pouco tecido glandular e é 
composta por muito tecido 
fibromuscular. 
POSTERIOR Transversalmente plana e verticalmente 
convexa. Próximo de sua margem 
superior (justavesical) está uma 
depressão por onde penetram os dois 
ductos ejaculatórios. 
 
As faces lateral e anterior são cobertas pela fáscia lateral 
da próstata. Essa fáscia continua posteriormente na 
lateral da próstata, nos feixes neurovasculares e no reto. 
O plexo venoso prostático (Fig. 75.11) se localiza entre 
esta extensão de fáscia endopélvica e a próstata. 
A uretra penetra na próstata próximo à sua margem 
anterior e usualmente passa entre seus terços anterior e 
médio. 
LOBOS ANATÔMICOS 
Lobos laterais, direito e esquerdo, e lobo mediano. 
ZONAS GLANDULARES 
Zona Periférica 70% do volume prostático; maior e 
posterior; 
Zona central 25% do volume; ducto 
ejaculatório; circunda os ductos 
ejaculatórios posteriormente; 
Zona de transição 5% do volume; circunda a uretra; 
Zona anterior Fibromuscular; 
 
 
A anatomia regional da 
próstata é clinicamente 
importante, pois muitos 
carcinomas surgem na zona 
periférica, apesar da 
hipertrofia benigna da 
próstata afetar a zona 
transicional, que pode 
crescer para formar o 
volume da próstata. 
 
2 Gabrielle Nunes 
 
SUPRIMENTO VASCULAR, DRENAGEM 
LINFÁTICA E INERVAÇÃO 
IRRIGAÇÃO 
Ramos das artérias ilíacas internas: vesical inferior, 
pudenda interna e retal média. Prancha 381 do Netter. 
OBS: Já que existe uma irrigação em comum, a 
anatomia arterial do colo da bexiga urinária é sempre 
observada na ressecção transuretral da próstata e na 
remoção aberta de adenomas de hipertrofia benigna 
da próstata. 
DRENAGEM VENOSA 
Plexo venoso vesical (retropúbico) e Plexo venoso 
prostático drenando para a veia ilíaca interna. 
Sua principal tributária é a veia dorsal profunda do 
pênis. O plexo também recebe o ramo anterior vesical 
e prostático (que se une ao plexo vesical e à veia 
pudenda interna) e drena para as veias vesical e ilíaca 
interna 
DRENAGEM LINFÁTICA 
Vasos coletores do ducto deferente >ilíacos externos 
Vasos coletores da vesícula seminal > ilíacos internos e 
externos. 
Vasos coletores da próstata > linfonodos ilíacos internos, 
sacrais e obturadores. 
INERVAÇÃO 
Plexo hipogástrico inferior e superior. 
 
FUNÇÕES 
Liberação do LÍQUIDO PROSTÁTICO através do utrículo 
prostático: 
▪ 30% do volume do esperma ejaculado 
▪ Apresenta proteínas que correspondem a 1% de sua 
composição, 
▪ Ph alcalino e sua composição é formada por 
açúcares simples, representando assim entre 10 e 30% 
do volume de todo líquido seminal. 
▪ Sua alcalinidade também ajuda a neutralizar a 
acidez da vagina. 
 
Propriedades alcalinas: Protege os espermatozoides, 
aumentando as possibilidades reprodutivas. Contém sais 
minerais e enzimas que nutrem e protegem os 
espermatozoides. 
Para desenvolver sua função, a próstata precisa dos 
hormônios masculinos, chamados de andrógenos. O 
principal hormônio masculino é a testosterona, 
responsável pelo crescimento prostático. 
 
HISTOLOGIA 
A próstata normal contém glândulas com duas camadas 
de células: uma camada de célula basal plana e uma 
sobrejacente de célula secretora colunar. 
• Estroma: mistura de músculo liso e tecido fibrosos 
 
É constituída por 30 a 50 glândulas tubuloalveolares 
dispostas em três camadas concêntricas: 
1. Camada mucosa interna 
2. Camada submucosa intermediária 
3. Camada periférica contendo as glândulas 
prostáticas principais 
 
3 Gabrielle Nunes 
As glândulas da camada mucosa secretam diretamente 
na uretra; as outras duas camadas contêm ductos que se 
abrem nos seios prostáticos. 
O parênquima prostático adulto é dividido em quatro 
zonas anatômicas e clinicamente distintas: 
1. ZONA CENTRAL - circunda os ductos ejaculatórios 
que atravessam a próstata. Contém em torno de 25% 
do tecido glandular da próstata. Células com núcleos 
maiores. 
2. ZONA DE TRANSIÇÃO - circunda a parte prostática da 
uretra; compreende cerca de 5% do tecido glandular 
prostático e contém as glândulas mucosas. 
3. ZONA PERIFÉRICA - 70% do tecido glandular da 
próstata. Circunda a zona central e ocupa as 
porções posterior e lateral da glândula. 
• A maioria dos carcinomas de próstata origina-se da 
zona periférica da próstata. Tal zona é palpável 
durante o exame de toque retal e também é mais 
suscetível à inflamação 
4. ZONA PERIURETRAL - contém glândulas mucosas e 
submucosas 
 
Em cada zona da próstata, o epitélio glandular 
geralmente é simples colunar, mas podem ser 
observadas placas constituídas por epitélio simples 
cuboide, pavimentoso ou, em certas ocasiões, 
pseudoestratificado. O epitélio glandular é influenciado 
pelos hormônios sexuais, como testosterona e 
andrógenos suprarrenais. 
A próstata secreta a fosfatase ácida prostática (PAP), 
fibrinolisina, ácido cítrico e antígeno prostático específico 
(PSA). 
A superfície anterior da próstata é cercado por um 
estroma fibromuscular, composto por tecido conjuntivo 
denso não modelado, com fibras musculares lisas. 
A próstata é coberta por uma cápsula fibroelástica rica 
em músculo liso. 
Utrículo prostático - não possui nenhuma função 
conhecida. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Glândulas tubuloalveolares (GI) e o tecido fibromuscular 
que forma septos entre o tecido glândular. No lúmen 
podem ser observados concreções prostáticas de vários 
tamanhos. Em vermelho musculo liso. 2- Epitélio glandular 
pseudoestratificado; Células basais (seta); Núcleos mais 
alongados e mais distantes da base são das células 
secretoras 
 
 
 
 
▪ 
 
 
 
 
. 
 
4 Gabrielle Nunes 
HIPERPLASIA BENIGNA DE PROSTATA (HPB) 
CONCEITO: aumento progressivo da próstata devido à 
proliferação benigna de elementos celulares epiteliais e 
do tecido conjuntivo de sustentação. O processo é 
multifocal e exibe proporções variadas de proliferação 
do estroma e de hiperplasia glandular. 
• Homens, apartir dos 40 anos de idade; frequência 
progressiva com a idade; 90% dos homens aos 80 
anos apresentam o quadro de HPB; 
FISIOPATOLOGIA: causa provável do crescimento 
excessivo é a influência dos hormônios andrógenos. 
Testosterona circulante > enzima 5alfa-redutase > síntese 
de di-hidrotestosterona (DHT)- mediador do crescimento 
prostático- > A DHT se liga aos receptores do androgênio 
nuclear, que regulam a expressão de genes que 
sustentam o crescimento e a sobrevivência do epitélio 
prostático e das células estromais 
LOCALIZAÇÃO PREFERENCIAL: A hipertrofia benigna da 
próstata se inicia como micronódulos na zona transicional 
(região mais interna)que crescem e coalescem para 
formar macronódulos ao redor da margem inferior da 
parte pré-prostática da uretra, logo acima do colículo 
seminal. 
À medida que a zona transicional cresce, produz a 
aparência de “lobos” em ambos os lados da uretra. 
Oportunamente, esses lobos podem comprimir ou 
distorcer as partes pré-prostática e prostática da uretra e 
produzir sintomas clínicos de obstrução urinária. 
MORFOLOGIA: o peso fica entre 60-100g; contém nódulos 
bem circunscritos, esses podem conter espaços císticos 
ou serem sólidos; estreitamento do lúmen da uretra; os 
elementos glandulares e estromais hiperplásicos podem 
projetar-se no lúmen da bexiga como massa 
pedunculada; 
Microscopia: Nódulos compostos por elementos 
glandulares proliferativos e estroma fibromuscular. As 
glândulas hiperplásicas são revestidas por células 
epiteliais colunares altas e uma camada periférica de 
células basais planas (Fig. 17-12). Os lúmens glandulares 
geralmente contêm material denso de secreção proteica 
conhecido como corpos amiláceos 
ASPECTOS CLÍNICOS: Manifestações de obstrução do 
trato urinário inferior; dificuldade de iniciar o fluxo de urina 
(hesitação) e com a interrupção intermitente do fluxo 
urinário durante a micção; urgência e frequências 
urinárias, Nictúria; 
Presença de urina residual na bexiga, maior risco de 
infecções do trato urinário; em alguns casos, completa 
obstrução urinária > hidronefrose; 
TRATAMENTO: inicialmente farmacológico, com o uso de 
agentes terapêuticos direcionados que inibem a 
formação de DHT (Finestride®) ou que relaxam o músculo 
liso, bloqueando os receptores alfa adrenérgicos 
(Flomax®). Várias técnicas cirúrgicas estão reservadas 
para os casos severamente sintomáticos que resistem à 
terapia farmacológica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 Gabrielle Nunes 
CÂNCER DE PRÓSTATA 
O adenocarcinoma da próstata ocorre principalmente 
em homens acima dos 50 anos de idade. É o tipo de 
câncer mais comum nos homens. 
INCIDÊNCIA: O INCA estima que para cada ano do 
triênio 2020/2022, sejam diagnosticados no Brasil 65.840 
novos casos de câncer de próstata. Esse valor 
corresponde a um risco estimado de 62,95 casos novos a 
cada 100 mil homens (Instituto Nacional de Câncer, 
06/02/2020). 
O câncer de próstata é a segunda principal causa de 
morte por câncer em homens, atrás do câncer de 
pulmão. A cada 41 homens, pelo menos 1 morrerá de 
câncer de próstata. 
LOCALIZAÇÃO PREFERENCIAL: Entre 70-80% dos 
carcinomas surge nas zonas periféricas. Sendo assim, 
observa-se a importância do toque retal nos homens. 
FATORES DE RISCO: 
• Endógenos: Aumento da idade, origem étnica e 
predisposição genética. 
• Exógenos: dieta, comportamento sexual, consumo 
de álcool, exposição á radiação ultravioleta e 
exposição ocupacional; 
PATOGENIA 
ANDROGÊNIOS: Esses hormônios proveem o “solo fértil” no 
qual o câncer se desenvolve. Essa teoria foi criada a partir 
da observação de que o câncer regride ou não se 
desenvolve em pacientes com castração química ou 
cirúrgica; 
Notavelmente, os tumores resistentes à terapia 
antiandrogênica frequentemente adquirem mutações 
que permitem que os receptores de androgênio ativem a 
expressão dos seus genes-alvo, mesmo na ausência de 
hormônios. 
HEREDITARIEDADE: Há risco aumentado entre parentes de 
primeiro grau dos pacientes com câncer de próstata. 
• Asiáticos (incidência incomum); negros e 
escandinavos (incidência altíssima); 
• Variantes genéticas: uma variante próxima do 
oncogene MYC no cromossomo 8q24, que 
aparenta ser responsável por alguma da 
incidência aumentada do câncer da próstata 
em homens afro-descendentes. 
MUTAÇÕES SOMÁTICAS ADQUIRIDAS: Uma classe 
importante de mutações somáticas são os rearranjos 
genéticos que criam genes de fusão que consistem no 
promotor regulado por androgênio do gene TMPRSS2 e 
na sequência codificadora dos fatores de transcrição da 
família ETS (o mais comum é o ERG). 
Outras mutações comumente levam à ativação da via 
sinalizadora do oncogene PI3K/AKT, entre as quais as mais 
comuns são as mutações que inativam o gene supressor 
de tumor PTEN, que atua como um freio à atividade do 
PI3K. 
MORFOLOGIA: (1) Macroscópica: As lesões mais 
avançadas se apresentam como lesões firmes e branco-
acinzentadas, com margens maldefinidas que se infiltram 
na glândula adjacente. 
 
(2) Microscópica: a maioria das lesões é de 
adenocarcinoma. Características das lesões malignas: 
• Glândulas menores e revestidas por uma única 
camada uniforme de epitélio cúbico ou colunar 
baixo, sem as células basais vistas nas glândulas 
benignas; 
• Glândulas amontoadas e não apresentam 
ramificação e projeção papilar. 
• Citoplasma varia de pálido-claras a anfofílico distinto. 
• Pleomorfismo não é registrado. 
• Em graus crescentes, estruturas glandulares irregu-
lares, glândulas cribriformes e ninhos de células ou 
células infiltrantes individuais estão presentes 
SISTEMA DE GLEASON 
Criado em 1967 e atualizado em 2005, é o sistema mais 
comumente utilizado para graduação do CaP. De 
acordo com esse sistema, os cânceres da próstata são 
estratificados/graduados em cinco graus com base nos 
padrões glandulares de diferenciação. 
GRAU I 
Tumores mais bem diferenciados; glândulas pequenas 
e uniformes; 
GRAU II 
Mais estroma entre as glândulas 
GRAU III 
Margens distintamente infiltrativas 
GRAU IV 
 
6 Gabrielle Nunes 
Massas irregulares de glândulas neoplásicas 
GRAU V 
Não exibem qualquer diferenciação glandular. 
 
Já que a maioria dos tumores contém mais do que um 
padrão um grau primário é atribuído ao padrão 
dominante, e um grau secundário, ao segundo padrão 
mais frequente. Os dois graus numéricos são então 
somados, a fim de se obter uma pontuação combinada 
do sistema Gleason. Os tumores com apenas um padrão 
são tratados como se seus padrões primário e secundário 
fossem os mesmos e, assim, o número é dobrado. 
Portanto, os tumores mais diferenciados têm pontuação 
de 2 (1 + 1) e os menos diferenciados valem 10 (5 + 5). 
DIAGNÓSTICO: 
 
 
 
SISTEMA DE ESTADIAMENTO 
A 7ª edição da “Union Internacionale Contre le Cancer” 
(UICC) 2009, classificação Tumor, Nódulo, Metástase 
(TNM) é usada para estadiamento (Tabela 1). 
 
 
7 Gabrielle Nunes 
 
 
LINK: 
https://portaldaurologia.org.br/medicos/academia/asse
ts/pdf/Diretrizes_para_o_cancer_de_prostata.pdf 
COMO REALIZAR O ESTADIAMENTO? 
 
OBSERVAÇÕES 
Muitos cânceres localizados são clinicamente silenciosos 
e detectados pela monitoração das concentrações de 
PSA em homens mais velhos. Metástases ósseas, 
frequentemente osteoblásticas, tipificam o estágio 
avançado desse câncer. . 
As baixas sensibilidade e especificidade dos estudos de 
imagem da próstata limitam sua utilidade diagnóstica 
para a detecção precoce do câncer da próstata. 
PSA 
PSA é um produto do epitélio prostático normalmente 
secretado no sêmen. Ele é uma serinoprotease cuja 
função é clivar e liquefazer o coágulo seminal formado 
depois da ejaculação. 
• um nível sérico do PSA de 4ng/mL é o limite entre 
o normal e o anormal, embora algumas diretrizes 
considerem valores acima de 2,5ng/mL como 
anormais. 
A medição sérica do PSA é um teste de triagem útil, mas 
imperfeito, com significativas taxas de falso-negativo e 
falso-positivo. A avaliação das concentrações de PSA 
depois do tratamento tem enorme valor na monitoração 
da doença progressiva ou recorrente. 
Falsos positivos: HPB, a prostatite, os infartos prostáticos, a 
instrumentação da próstata e a ejaculação também 
aumentam os níveis séricos do PSA 
Uma vez diagnosticado o câncer, as medições seriadas 
do PSA são de enorme valor para a avaliação da 
resposta à terapia. Por exemplo, um nível crescente de 
PSA depois de prostatectomia radical ou de radioterapia 
para a doença localizada é indíciode doença 
disseminada ou recorrente. 
https://portaldaurologia.org.br/medicos/academia/assets/pdf/Diretrizes_para_o_cancer_de_prostata.pdf
https://portaldaurologia.org.br/medicos/academia/assets/pdf/Diretrizes_para_o_cancer_de_prostata.pdf
 
8 Gabrielle Nunes 
TRATAMENTOS MAIS COMUNS: Prostatectomia radical e 
radioterapia. 
Carcinoma metastático avançado é tratado com 
privação de androgênio, conseguida pela orquiectomia 
ou pela administração de agonistas sintéticos do 
hormônio liberador do hormônio luteinizante (HLHL), que, 
como consequência, alcança orquiectomia 
farmacológica 
BIÓPSIA DE PRÓSTATA 
Procedimento invasivo, que tem como objetivo realizar a 
coleta de fragmentos prostáticos para análise 
histopatológica. É realizado com o paciente sedado e o 
procedimento é guiado através a ultrassom transretal. 
São coletados, em geral, 12 fragmentos prostáticos, de 
modo a conseguir realizar uma análise de todas as zonas 
prostáticas. 
BIÓPSIA-INDICAÇÕES: 
• Toque retal prostático alterado (presença de nódulos 
suspeitos); 
• PSA > 4 ng/mL; corrigido de acordo com a idade; 
• PSA > 2,5 ng/mL em pacientes jovens (até 55 anos); 
• Densidade de PSA >0,15 ng/mL; 
• Velocidade de PSA > 0,75 ng/mL/ano. 
ACHADOS: 
Próstata sem alterações; HPB; Laudo indefinido (solicita 
exames complementares, como a imuno-histoquímica); 
Neoplasia intraepitelial prostática (lesão pré-maligna, 
PINN de alto grau); 
BIÓPSIA ASPIRATIVA POR AGULHA FINA (PAAF) 
É realiza através da aspiração de algumas células da 
lesão (no caso de nódulo sólido ou linfonodo) ou do seu 
conteúdo (no caso de cistos) para avaliação de sua 
etiologia. Pode ser guiada por ultrassonografia, sendo um 
método de fácil execução, com indicações específicas e 
limitadas. 
BIÓPSIA DE FRAGMENTO POR AGULHA GROSSA 
(CORE-BIOPSY) 
É um procedimento minimamente invasivo usado para 
diagnosticar lesões pela retirada de alguns fragmentos de 
tecido do seu interior. Os fragmentos podem ser colhidos 
de lesões suspeitas em várias partes do corpo (pescoço) 
e órgãos (próstata), sendo o procedimento guiado por 
ultrassonografia. 
BIÓPSIA DE SATURAÇÃO 
Remoção de 20 a 30 fragmentos da próstata. É um 
processo recomendado quando uma biópsia anterior 
não revelou a presença do câncer. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 Gabrielle Nunes

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