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São Luís 2020 DOMINGAS DE RAMOS DE JESUS SOUSA INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA EM CUIDADOS PALIATIVOS NO PACIENTE ADULTO ONCOLÓGICO São Luís 2020 INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA EM CUIDADOS PALIATIVOS NO PACIENTE ADULTO ONCOLÓGICO Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Faculdade Pitágoras, como requisito parcial para a obtenção do título de graduado em Fisioterapia. Orientador: Marcela Jorge DOMINGAS DE RAMOS DE JESUS SOUSA DOMINGAS DE RAMOS DE JESUS SOUSA INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA EM CUIDADOS PALIATIVOS NO PACIENTE ADULTO ONCOLÓGICO Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Faculdade Pitágoras, como requisito parcial para a obtenção do título de graduado em Fisioterapia. BANCA EXAMINADORA Prof(a). Titulação Nome do Professor(a) Prof(a). Titulação Nome do Professor(a) Prof(a). Titulação Nome do Professor(a) São Luís, junho de 2020 Dedico este trabalho à Deus por me permitir este momento especial e também à minha família (pai, mãe e irmãos), pela força e por sempre permanecerem ao meu lado nesta jornada. Dedico também ao meu companheiro Rafael, por sempre estar ao meu lado e a minha amiga Paula Alves, pelo apoio e carinho. Enfim, muito obrigada a todos! AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente à Deus por me proporcionar esse momento especial, mesmo com todas as dificuldades, sempre me proporcionando saúde, forças e coragem para conquistar os meus objetivos. Também à minha família e amigos por todo apoio, agradeço aos professores que participaram da minha graduação e por todo conhecimento durante essa caminhada e a minha tutora pela ajuda na realização deste trabalho de conclusão de curso. Agradeço às amizades que foram construídas ao longo desses anos, por sempre apoiarmos uns aos outros diante das dificuldades. Muito obrigada, sem vocês não seria possível a realização deste sonho! SOUSA, Domingas Ramos. Intervenção fisioterapêutica em cuidados paliativos no paciente adulto oncológico. 2020. 24 folhas. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Fisioterapia) – Faculdade Pitágoras, São Luís, 2020. RESUMO Tendo em vista que a fisioterapia, junto aos Cuidados Paliativos contribui para a melhora dos sintomas do paciente, intervindo nos fatores psicofísicos, como estresse, fadiga e dor, assim evitando uma série de agravamentos relacionada à patologia. Esta pesquisa é a respeito da intervenção fisioterapêutica nos cuidados paliativos no paciente adulto oncológico, com a finalidade de mostrar que a intervenção fisioterapêutica contribui de forma geral na vida de determinados pacientes que é direcionado ao tratamento, para isto, sempre haverá explicações e especificações das determinadas condutas que é realizada pelo profissional, dando ênfase no tratamento e proporcionando sempre uma melhor qualidade de vida ao paciente, assim confortando o familiar. Realiza-se então uma pesquisa de referências bibliográficas, de forma expositiva e dissertativa, pesquisadas em fontes como livros e artigos. Desta forma, considera-se que a fisioterapia se faz muito importante diante deste processo que é os cuidados paliativos, sempre buscando melhoras tanto para o paciente quanto para quem estar à sua volta. Palavras-chave: Fisioterapia; Intervenção; Câncer; Cuidados Paliativos. SOUSA, Domingas Ramos. Intervenção fisioterapêutica em cuidados paliativos no paciente adulto oncológico. 2020. 24 folhas. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Fisioterapia) – Faculdade Pitágoras, São Luís, 2020. ABSTRACT Bearing in mind that physiotherapy, together with Palliative Care, contributes to the improvement of the patient's symptoms, intervening in psychophysical factors, such as stress, fatigue and pain, thus avoiding a series of aggravations related to the pathology. This research is about the physiotherapeutic intervention in palliative care in adult cancer patients, with the purpose of showing that the physiotherapeutic intervention contributes in a general way in the life of certain patients that is directed to the treatment, for this, there will always be explanations and specifications of certain conduct that is performed by the professional, emphasizing treatment and always providing a better quality of life to the patient, thus comforting the family. Then, a search for bibliographic references is carried out, in an expository and dissertative way, researched in sources such as books and articles. Thus, it is considered that physiotherapy is very important in the face of this process, which is palliative care, always looking for improvements both for the patient and for those around him. Key-words: Physiotherapy; Intervention; Cancer; Palliative care. LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1- Escala Visual Analógica........................................................................15 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS OMS Organização Mundial de Saúde EVA Escala Visual Analógica TENS Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea AVD’s Atividades de Vida Diária SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO ................................................................................................... 11 2. DESCRIÇÃO ABORDANDO OS CUIDADOS PALIATIVOS E IMPORTÂNCIA DA FISIOTERAPIA NA ONCOLOGIA ...................................................................... 12 3. CONDUTAS FISIOTERAPÊUTICAS NO AMBIENTE HOSPITALAR VOLTADO PARA O PACIENTE ONCOLÓGICO EM CUIDADOS PALIATIVOS ....................... 15 4. CONTRIBUIÇÕES DO TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO MENCIONANDO OS BENEFICIOS DA INSERÇÃO PALIATIVA NA VIDA DO PACIENTE E FAMILIAR ................................................................................................................. 18 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................... 21 REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 22 11 1.INTRODUÇÃO A OMS (Organização Mundial da Saúde), esclarece que Cuidados Paliativos é uma assistência voltada para pacientes com doenças crônicas, progressivas e incuráveis, como o câncer. Será abordado como tema “ Intervenção fisioterapêutica em Cuidados Paliativos no Paciente Adulto Oncológico”, com a finalidade de apresentar a relevância da fisioterapia no atendimento do paciente Oncológico. A intervenção fisioterapêutica, junto aos Cuidados Paliativos contribui para a melhora das sintomatologias do paciente, intervindo nos fatores psicofísicos, como estresse, fadiga e dor, assim evitando uma série de agravamentos relacionada à patologia. Elucidou-se através de evidências que a função do fisioterapeuta é de extrema importância em ambientes onde os pacientes necessitam destes atendimentos terapêuticos e psicológicos, a comunicação, por exemplo, ajuda o paciente a ter pensamentos positivos das relações de vida e morte. Este trabalho foi realizado como o objetivo de responder uma determinada situação, ou seja, quais os benefícios e importância dos cuidados paliativos na vida do paciente e seus entes queridos? Através de pesquisas cientificas foi comprovado que medidas paliativas traz qualidade de vida ao paciente que não tem umaperspectiva curável de vida e conforto ao seu familiar, mostrando a real importância da fisioterapia no tratamento do paciente. Esta pesquisa aborda como principais fatores a ideia de esclarecimento através de objetivos que mostra que a intervenção terapêutica contribui de forma geral na vida de determinados pacientes que é direcionado ao tratamento, sempre havendo explicações e especificações das determinadas condutas que é realizada pelo profissional, dando ênfase no tratamento e proporcionando sempre uma melhor qualidade de vida ao paciente. Este estudo traz como método Revisão Bibliográfica, que foi pesquisado através de artigos e livros relacionados ao estudo. De forma expositiva apresentando ideias de diversos autores principais como MULLER, MELO, ARAÚJO, entre outros. Estes trabalhos foram publicados entre 2010 e 2020, utilizadas bases de dados Lilacs, Mediline, Google Scholar, Redalyc e Scielo. 12 2. DESCRIÇÃO ABORDANDO OS CUIDADOS PALIATIVOS E IMPORTÂNCIA DA FISIOTERAPIA NA ONCOLOGIA Segundo Muller et al (2011, p. 208) o conceito de cuidados paliativos teve origem no movimento hospice (hospitalidade), originado por Cecily Saunders e seus colegas, em 1950, disseminando pelo mundo uma nova filosofia sobre o cuidar, e não só curar, focado no paciente até o final de sua vida. De acordo com a OMS, cuidados paliativos consistem na assistência promovida por uma equipe multidisciplinar, que objetiva o aumento do conforto ao paciente e sua família, diante de uma doença que ameace a vida, por meio da prevenção e diminuição do sofrimento, da identificação precoce, avaliação impecável e tratamento de dor e demais sinais físicos, sociais, emocionais e espirituais (RODRIGUES e MOREIRA 2017, p. 14). Os cuidados paliativos surgiram como uma modalidade terapêutica, que tem por filosofia bem-estar dos pacientes e famílias no enfrentamento de doenças que ameaçam a vida, por meio da prevenção visa reduzir os sofrimentos físicos, psicossociais e espirituais, ou seja é importante que tenha esse foco de paliação voltado para o paciente, para que ele tenha momentos ao lado da sua família sem sintomas e sofrimentos (CARDOSO, 2013, p.1135). O foco do cuidado paliativo é muito maior no cuidar do que no curar, dando importância que geralmente pacientes que necessitam desses cuidados possuem doenças incuráveis, por tanto o intuito é fazer com que aquele paciente viva com mais qualidade e conforto, proporcionando alivio dos sinais e sintomas e amenizando o sofrimento tanto do paciente quanto da família. Podendo alcançar assim a “cura” aparente (SILVA 2011, p. 353). Nóbrega et al (2019, p. 10) relata que cuidar de pessoas que estão na fase transitória da vida final requer cuidados humanizados, que não são estandardizados e que resultam da aprendizagem mútua e contínua de quem cuida e da pessoa que recebe o cuidado. O principal objetivo é suprir as necessidades dos pacientes oncológicos que estão em progressiva incapacidade, e assim melhorar a saúde com o próprio ato de cuidar. Para isso é importante que se prevaleça a responsabilidade, o compromisso, a disponibilidade, o respeito e a paciência. Florentino e Sousa et al (2012, p.51) mencionam que por meio da fase da enfermidade, a reabilitação paliativa que tenta abrandar o impulso do avanço da 13 doença que o acomete, diminui seus sintomas e estimula a realização de atividades de vida diária ao paciente e até mesmo a participação no seu tratamento, respeitando a sua capacidade funcional. Os cuidadores formais estão envolvidos nesse tratamento ao indivíduo nos últimos dias de vida que atuam em vários locais distintos como (hospitais, ambulatórios, instituições de longa permanência e residências). As atividades assistenciais levam a diversas formas de estresse, mas também proporcionam momentos de satisfação (NÓBREGA et al, 2019, p.10). Nas ações realizadas pela equipe multidisciplinar, almeja-se o alívio da dor, buscando-se acima de tudo, o conforto e bem-estar para aquela determinada pessoa que necessita desse atendimento. Porém é de suma importância destacar que a dor não afeta somente a pessoa que sente, mas também naqueles que estão ali de frente, como os cuidadores, que são afetados emocionalmente e as vezes se sentem incapazes de minimizar tal sintoma (FLORENTINO et al 2012, p 52). É importante ressaltar o conforto daquele paciente nessa fase cruel de sua vida, deixando quem estar ao seu lado como, cuidador, familiar e até mesmo os profissionais da equipe multidisciplinar, satisfeitos de que aquele atendimento proporcionado a ele, ameniza de certa forma a ocorrência de possíveis complicações deixando-os aliviados. Assim Silva (2016, p.9) declara que “a importância da inserção dos cuidados paliativos no atendimento de pacientes oncológicos além de ser necessário, tem se tornado imprescindível nas instituições de saúde”. Segundo Silva, Cardoso e Oliveira (2019, p.170) A fisioterapia oncológica foi reconhecida pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia ocupacional-COFFITO no ano de 2009 de acordo com a resolução Nº364 de 20 de maio de 2009, onde o profissional é habilitado para atuar na parte de prevenções, curativa e paliativa, otimizando o aconchego, qualidade de vida e fazendo com que o paciente seja independente, durante e logo após o tratamento oncológico. É imprescindível que a função fisioterapêutica se faz necessária no tratamento paliativo, sempre buscando o melhor através do conforto, com o propósito de dar uma melhor condição de vida para esses pacientes, através dos conhecimentos e recursos terapêuticos empregados em alguns dos sintomas como dor, problemas osteomiarticulares e/ou síndrome do imobilismo, fadiga, linfáticos, disfunções no pulmão entre outros, podendo ajudar o paciente manter a sua autonomia, dando 14 suporte e auxiliando na continuidade da vida mais ativa e confortável possível (SILVA et al 2016,p.10). Florentino et al (2012, p.50) declara que os recursos terapêuticos na fisioterapia voltada para assistência ao paciente com doença avançada ou em fase progressiva que se encontra na paliação visam a qualidade de vida, por meio de condutas que reabilitem a funcionalidade do paciente, bem como ajuda o auxiliador a lidar com a antecipação da enfermidade. É muito importante que tenha a atuação multidisciplinar no atendimento de pacientes que carecem de atendimentos, principalmente a atuação da fisioterapia que se torna muito necessária no tratamento, promovendo alivio de dores e proporcionando uma vida mais confortável ao paciente (FLORENTINO e SOUSA et al 2012, p.50) São realizadas através de condutas fisioterapêuticas a prevenção de possíveis complicações em pacientes que não fazem uso adequado do seu padrão respiratório, não tem uma condição favorável das suas mobilidades articulares e que podem causar danos tantos físicos quanto na sua funcionalidade, pois através de orientações domiciliares, avaliações precisas, a fisioterapia vai intervir precocemente, através de ações que irão favorecer conforto e comodidade ao paciente e ao mesmo tempo, diminuindo tanto os custos pessoais quanto hospitalares (FLORENTINO et al 2012, p.51). Segundo Burgos e Daiane (2017, p.121) a principal finalidade da fisioterapia paliativa é aumentar ou manter o conforto e a independência de pacientes terminais, buscando reduzir o tempo de hospitalização e aumentar o tempo do paciente junto aos seus familiares e amigos, fazendo com que chegue mais rapidamente à fase de aceitação, através da estabilização dos potenciais diminuídos e do alívio dos desconfortos. Portanto a fisioterapia pode atuar de forma direta, sendo assim o fisioterapeuta um dos profissionais a ter contato com o paciente em toda a fase da patologia, proporcionando assim um resultado benéfico, afim de que o paciente melhore tendo conforto e qualidadede vida (SILVA, CARDOSO e OLIVEIRA, 2019, p.171 15 3. CONDUTAS FISIOTERAPÊUTICAS NO AMBIENTE HOSPITALAR VOLTADO PARA O PACIENTE ONCOLÓGICO EM CUIDADOS PALIATIVOS Segundo Silva, Cardoso e Oliveira (2019, p.170 ) muitos pacientes oncológicos realizam diversos procedimentos durante todo o seu tratamento, ou seja, aqueles que continuam no tratamento para uma possível regressão de sua doença ou aqueles que já passaram por todos os procedimentos e que não há mais perspectiva de cura, são pacientes que tem por direito o cuidado paliativo, pois ficam muito debilitados e não tem sua funcionalidade ativa, procedimentos como a quimioterapia, radioterapias e exames invasivos, tudo isso abala a estrutura física e emocional do paciente. Portanto, se faz necessária a atuação multidisciplinar no cuidado paliativo, como médicos, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas, entre outros, para atuar de forma direta, podendo ajudar na capacidade de realizar suas atividades de vida diária, promovendo conforto e uma qualidade de vida melhor ao paciente. (SILVA, CARDOSO e OLIVEIRA, 2019, p.171). Muitas são as complicações que esses pacientes enfrentam no decorrer da sua trajetória de tratamento, pois é necessário que se faça uma minuciosa avaliação neste paciente para identificar os pontos que devem ser tratados. Assim, será elaborado uma conduta sucinta para ajudar-lhe de forma geral e também o cuidador a saber lhe dar com as situações da enfermidade, tanto de forma que previne alterações mais complicadas e que também vai ajudar no estado físico e emocional. (MOURA e TROJANH, 2019, p.05). Figura 1- Escala Visual Analógica (EVA) (Laurino, 2017) De acordo com Rodrigues et al (2018, p. 150) menciona a utilização da escala visual analógica é indispensável na avaliação da evolução do quadro clínico do paciente. A partir, dessa escala numérica, é possível avaliar a eficácia da conduta indicada e relacionar os efeitos de diferentes condutas para o mesmo paciente. 16 Costa (2017, p.23) confirma que a prevenção de tais mudanças deve ser priorizada, com uma intervenção precoce do fisioterapeuta junto aos pacientes acamados, sempre lembrando que a abordagem fisioterapêutica nos cuidados paliativos não deve objetivar apenas o controle dos sintomas, mas também a prevenção de disfunções possíveis de ocorrência durante o curso da doença. Aos pacientes que se encontram em tratamento nesse ambiente de cuidados paliativos e que restam somente meses para o fim de vida, dentro dos princípios éticos, cabe aos profissionais da equipe dar todo o suporte para a família, deixando claro e objetivo todos os procedimentos a serem feitos e esclarecer ao paciente ao paciente para que ele tenha uma aceitação de acordo com a proximidade da chegada dos fins de vida (ROGRIGUES et al 2018, p.137). O fisioterapeuta vai atuar junto a equipe de enfermagem no controle e execução nas manobras de trocas das posturas e no posicionamento que convém ao paciente, com o intuito de prevenir o aparecimento de úlceras por pressão e evitar o desenvolvimento de encurtamentos musculares (RODRIGUES et al 2018, p. 142). Assim, foi mostrado que pacientes que ficam muito tempo acamados podem desenvolver desordem nas suas funções articulares, musculares, originando-se retrações ou encurtamentos de nervos e músculos, assim ocasionando tensão musculares, portando desenvolvendo quadro álgicos, edemas, ocasionando a falta de circulação sanguínea adequada no paciente, por isso se faz necessária o tratamento terapêutico à base de terapias manuais e demais recursos (MOURA e TROJANH, 2019, p.02). Segundo Costa (2017, p.24) para atuar de forma direta no tratamento dos cuidados paliativos, será toda uma equipe multidisciplinar de diversos profissionais que irar compor nesta demanda oncológica junto ao paciente, mas é preciso que se destaque a importância da atuação do fisioterapeuta que irá intervir de forma bem ampla neste tratamento com diversos recursos. É de suma importância que o fisioterapeuta esteja junto dando auxilio em todo o desenvolvimento ativo deste paciente apoiando toda a sua adaptação no decorrer do tratamento até os fins de vida. Segundo Rodrigues et al (2018, p. 140) deixa esclarecido que paciente com qualquer tipo de câncer, seja ele inoperável ou metastático, está sob o critério de inclusão aos cuidados paliativos. Nessa demanda de tratamento terapêutico há vários tipos de pacientes que são incluídos nesse atendimento e de acordo com a Academia Nacional de Cuidados Paliativos ela inclui diante desses critérios classificações nos 17 pacientes que necessitam desse cuidado, principalmente da fisioterapia, porém relata que a conduta não deve ser totalmente restrita a essas recomendações. O tratamento do paciente oncológico é muito delicado, pois são pacientes debilitados e que sentem muitas dores, e a fisioterapia atua para dor após o paciente ser medicado através de recomendações médicas, por isso se faz importante a atuação da equipe (FLORENTINO et al 2012, p.50). Segundo Rocha et al (2016, p.83) os recursos fisioterapêuticos mais ofertados, como coadjuvantes, no controle da dor de pacientes oncológicos foram a estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS), mas é necessário que tenha conhecimento da contraindicação, pois não pode realizar a aplicação em áreas que receberam radioterapia recente. A massagem terapêutica, alongamentos, a cinesioterapia com exercícios passivos e ativos para fortalecimento e relaxamento muscular, além da orientação específica aos pacientes, cuidadores e familiares. Pacientes oncológicos que permanecem muito tempo hospitalizado terminam tendo modificações na função pulmonar como a dispneia, a atelectasia, o acúmulo de secreções e outros sintomas ou complicações respiratórias que podem ser prevenidos, tratados ou aliviados, por meio da fisioterapia respiratória (MULLER et al, 2011, p. 212) A termoterapia superficial pode ser utilizada para aliviar a dor de pacientes em tratamento paliativo, tomando as devidas precauções, portanto, não é indicado a aplicação diretamente sobre áreas tumorais, podendo ocasionar vasodilatação, onde pode ocasionar disseminações de células tumorais por vias linfáticas (RODRIGUES, 2018, p. 151). Segundo Muller et al (2011, p.212) menciona que desta forma, a fisioterapia possui um conjunto abrangente de técnicas que complementam os cuidados paliativos, tanto na melhora da sintomatologia quanto da qualidade de vida. Entre as principais indicações estão: terapia para a dor, alívio dos sintomas psicofísicos, atuação nas complicações osteomioarticulares, reabilitação de complicações linfáticas, atuação na fadiga, melhora da função pulmonar, cuidados com as úlceras de pressão. 18 4. CONTRIBUIÇÕES DO TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO MENCIONANDO OS BENEFICIOS DA INSERÇÃO PALIATIVA NA VIDA DO PACIENTE E FAMILIAR De acordo com Rangel e Telles (2012, p.32) a dor acomete 60 a 80 % dos pacientes com câncer, sendo 25 a 30% na ocasião do diagnóstico e 70 a 90% com doença avançada, pois são vários fatores envolvidos como o estado psicofísico, o emocional abalado e é essa dor envolve não somente o paciente, mas a família também. De acordo com Rodrigues et al (2018, p.135) a atuação da multidisciplinaridade não será voltada somente para o estado físico do paciente, mas baseando-se através dos princípios do cuidado paliativo, esses procedimentos será voltando também para a família, buscando e oferecendo o apoio, assim ajudando o familiar a lhe dar com a doença do ente querido no seu ambiente específico. O trabalho multiprofissional é necessário para o cuidado paliativo que procura resgatar os valores éticos e humanos, assim como a autonomia individual. O cuidado deve ser compartilhado, e o paciente com câncer merece do profissionaltoda a benevolência e respeito. Auxiliá-lo, em todas as fases deste processo, implica orientá- lo sem coagir, mostrando-lhe os benefícios e desvantagens de cada tratamento, de forma acessível a seu nível de compreensão (CARDOSO et al 2013, p. 1140). Mello et al (2013, p.551) Mencionam, através de estudos que os cuidados paliativos adotam uma abordagem humanista e integrada para o tratamento de pacientes sem possibilidade de cura, minimizando os sintomas e aumentando a qualidade de vida. Para isso, necessita-se de uma equipe interdisciplinar apta a compreender todas as necessidades físicas, psicológicas e espirituais presentes nestes casos. O sofrimento pode desempenhar papel importante na qualidade de vida do paciente. Ignorar o sofrimento é tão desastroso como ignorar a dor não fazendo sentido, tratar uma sem a outra, portanto, o profissional e toda equipe multidisciplinar tem que tratar o paciente por completo seja fisicamente e psicologicamente, pois trata- se de pessoas fragilizados e que merece todo apoio, fazendo com que sinta-se bem e acolhido (RANGEL e TELLES, 2012, p.33). Vale ressaltar que estar junto ao paciente, criando um vínculo e partilhar com ele seus sentimentos, ansiedades e angustias, mostrando que realmente há 19 preocupação com ele e com o que está sentindo, é o diferencial no cuidado prestado, sendo um simples gesto, um toque, o estar atento, um olhar, um sorriso carinhoso, maneiras de expressar interesse pelo outro, tudo isso faz com que o paciente se sinta bem e agradecido por toda atenção prestada à ele, e isso é algo muito importante, portando toda esse diferencial tem que ser ofertado pelo profissional (MULLER et al, 2011, p.208). É importante frisar, que através de estudos é comprovado que a atuação da fisioterapia, através de todas as terapias no cuidado paliativo, como a massoterapia alongamentos, são úteis na redução da ansiedade e dos fatores emocionais da dispneia, pois aliviam a tensão muscular provocada pelo esforço respiratório, promovendo o relaxamento (PAIÃO, 2012, p.165) A terapia manual pode ser utilizada como recurso para complementar no tratamento do quadro álgico físico e psicologicamente, diminuindo o estresse e a tensão muscular, melhorando a circulação tecidual, promovendo a diminuição da ansiedade do paciente que se encontra em tratamento paliativo (FLORENTINO et al 2012, p.52) Desta maneira, vale salientar que a intervenção fisioterapêutica junto com toda equipe multidisciplinar contribui de forma direta na vida do paciente, proporcionando a ele uma qualidade de vida melhor, através de exercícios que podem ajudar este a realizar suas atividades necessárias do dia a dia. Lembrando que o tratamento para esse paciente não se baseia somente em termos físicos, mas ajuda também psicologicamente e espiritualmente (FLORENTINO, et al 2012, p.51). Portanto, é através da terapia manual, alongamentos, exercícios motores, posicionamentos, saída do leito, estímulo à marcha, o fisioterapeuta visa reduzir a dor, auxiliando no condicionamento corporal, proporcionar relaxamento e prevenir algumas complicações. Assim como os exercícios respiratórios, entre outras manobras diminuem a ansiedade, evitam possíveis complicações, reduzindo a percepção sintomáticas e desconfortantes no paciente (MULLER et al, 2011, p.208). Burgos et al (2017, p. 121) os cuidados paliativos que são ofertados por profissionais da fisioterapia aos pacientes oncológicos têm se mostrado efetivos e são de extrema relevância já que as técnicas fisioterapêuticas atuam em todos os sintomas decorrentes do tratamento dos pacientes com câncer, possibilitando alivio aos sintomas e reduzindo o sofrimento humano. 20 Sabendo que esse tipo de tratamento não irá possibilitar a cura do paciente, muito se falou sobre a qualidade de vida que o tratamento da fisioterapia traz para esses pacientes, sendo que essa melhora implica em melhor convívio social, na diminuição do tempo de hospitalização, melhora da condição física para que possa desenvolver as suas atividades de vida diária e promover a conformação do paciente para adaptar-se às mudanças de vida impostas pela doença (BURGOS et al, 2017, p.21) Portanto, é extremamente grandioso os profissionais dedicarem seus conhecimentos, valores éticos e diligência ao paciente, de tal forma que ampliem possíveis benefícios e reduzam riscos, devendo então encarar a morte como processo natural. Com isso, deve-se discutir com o paciente, a família e o profissional, todas as significações, para tornar o processo de morrer menos impactante, com uma atmosfera de paz, tendo consciência que se trata de um processo irreversível incluindo o nascer, o crescer, o decair e o morrer (NÓBREGA et al 2019, p.12). De acordo com Nóbrega et al (2019, p.11) é importante destacar a questão da religiosidade que é um meio intensificador do apoio social que permite uma melhor adaptação psicológica dos familiares e paciente, que ajuda a reduzir a sensação de sentimentos sofridos e depressivos, diante disto, o cuidador sente-se acolhido e protegido por um ser superior, encontrando, na religiosidade, o suporte para melhor aceitação das situações vivenciadas, superação de obstáculos e enfrentamento do câncer da melhor maneira possível. Ainda que seja um trabalho exaustivo e que atua com os limites da vida e as formas como os seres humanos enfrentam a doença e a morte, existe uma forte identificação dos profissionais com o paciente e a família com quem compartilham o sofrimento. Nesta mesma coerência, embora o conflito entre concepções sociais, opiniões e decisões seja princípio potencial de desgaste para os profissionais, através do trabalho eles conquistam reconhecimento e satisfação e seus discursos representam isso (KAPPAUN e GÓMEZ, 2013, p.2555). 21 5. CONSIDERACÔES FINAIS Levando-se em consideração todos esses aspectos pesquisados e estudados no decorrer deste trabalho, observou-se a importância da inclusão fisioterapêutica no departamento de cuidados paliativos, atuando junto com a equipe multidisciplinar com o foco de promover bem-estar a pacientes que tenham câncer progressivos e incuráveis. Pois é indispensável a atuação dos profissionais da fisioterapia nesta fase acolhedora aos pacientes e familiares. Este trabalho mostra como o processo de atuação dos cuidados paliativos se faz importante para o paciente, o seu cuidador e sua família. Os cuidados paliativos não visam a cura aparente, mas sim a diminuição de sofrimentos, ajuda a passar por processos complicados durante o tratamento e até mesmo na fase final de vida. Ajuda o paciente fisicamente e psicologicamente, portanto os objetivos de toda a intervenção é o cuidar e não o curar, oferecendo o que tem de melhor ao paciente que é uma qualidade de vida, seja para que tenha de volta a sua capacidade funcional com a perspectiva de realizar suas AVD’s ou para que tenha uma fase final de vida na melhor forma possível, sem sofrimentos. Nesta fase final do trabalho, é importante frisar que foi muito importante a relevância deste assunto abordado e que é algo que ainda se tem muita necessidade de estudo e abordagens, relacionada às pesquisas e também de ensino no decorrer da graduação. Mas em todas as pesquisas feita, foi visto que todas as abordagens direcionada ao paciente e sua família são de caráter humanistas e que não se deixa a desejar quanto aos atendimentos, deixando bem esclarecidos ao familiar e ao paciente quanto à sua saúde, como lhe dar com a doença ou como saber lhe dar com os fins de vida. 22 REFERÊNCIAS BURGOS, Daiane. Fisioterapia Paliativa Aplicada ao Paciente Oncológico Terminal. Revista Ensaios Cienc., Cienc. Biol. Agrar. Saúde. Taguará da Serra, v.21, n.2, p. 117-122, 2017. Disponível em: https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=26053412011.Acesso em: 09 de abril de 2020. COSTA, Emilie de Oliveira et al. Cuidados paliativos ao paciente com câncer: atuação de fisioterapeutas no âmbito hospitalar. 2017. Acesso em: 05 de maio de 2020. Disponível em: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/tede/9439 CARDOSO, Daniela Habekost, et al. Cuidados paliativos na assistência hospitalar: a vivência de uma equipe multiprofissional. 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