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São Luís 
2020 
DOMINGAS DE RAMOS DE JESUS SOUSA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA EM CUIDADOS 
PALIATIVOS NO PACIENTE ADULTO ONCOLÓGICO 
 
 
 
 São Luís 
2020 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA EM CUIDADOS 
PALIATIVOS NO PACIENTE ADULTO ONCOLÓGICO 
 
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à 
Faculdade Pitágoras, como requisito parcial 
para a obtenção do título de graduado em 
Fisioterapia. 
Orientador: Marcela Jorge 
 
 
 
DOMINGAS DE RAMOS DE JESUS SOUSA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DOMINGAS DE RAMOS DE JESUS SOUSA 
 
 
INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA EM CUIDADOS PALIATIVOS 
NO PACIENTE ADULTO ONCOLÓGICO 
 
 
 
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à 
Faculdade Pitágoras, como requisito parcial 
para a obtenção do título de graduado em 
Fisioterapia. 
 
 
BANCA EXAMINADORA 
 
 
Prof(a). Titulação Nome do Professor(a) 
 
 
Prof(a). Titulação Nome do Professor(a) 
 
 
Prof(a). Titulação Nome do Professor(a) 
 
 
 
São Luís, junho de 2020 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dedico este trabalho à Deus por me 
permitir este momento especial e também 
à minha família (pai, mãe e irmãos), pela 
força e por sempre permanecerem ao meu 
lado nesta jornada. Dedico também ao 
meu companheiro Rafael, por sempre 
estar ao meu lado e a minha amiga Paula 
Alves, pelo apoio e carinho. Enfim, muito 
obrigada a todos! 
 
 
 
AGRADECIMENTOS 
 
Agradeço primeiramente à Deus por me proporcionar esse momento especial, 
mesmo com todas as dificuldades, sempre me proporcionando saúde, forças e 
coragem para conquistar os meus objetivos. 
Também à minha família e amigos por todo apoio, agradeço aos professores 
que participaram da minha graduação e por todo conhecimento durante essa 
caminhada e a minha tutora pela ajuda na realização deste trabalho de conclusão de 
curso. 
Agradeço às amizades que foram construídas ao longo desses anos, por 
sempre apoiarmos uns aos outros diante das dificuldades. 
 Muito obrigada, sem vocês não seria possível a realização deste sonho! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SOUSA, Domingas Ramos. Intervenção fisioterapêutica em cuidados paliativos 
no paciente adulto oncológico. 2020. 24 folhas. Trabalho de Conclusão de Curso 
(Graduação em Fisioterapia) – Faculdade Pitágoras, São Luís, 2020. 
 
RESUMO 
 
 
Tendo em vista que a fisioterapia, junto aos Cuidados Paliativos contribui para a 
melhora dos sintomas do paciente, intervindo nos fatores psicofísicos, como estresse, 
fadiga e dor, assim evitando uma série de agravamentos relacionada à patologia. Esta 
pesquisa é a respeito da intervenção fisioterapêutica nos cuidados paliativos no 
paciente adulto oncológico, com a finalidade de mostrar que a intervenção 
fisioterapêutica contribui de forma geral na vida de determinados pacientes que é 
direcionado ao tratamento, para isto, sempre haverá explicações e especificações das 
determinadas condutas que é realizada pelo profissional, dando ênfase no tratamento 
e proporcionando sempre uma melhor qualidade de vida ao paciente, assim 
confortando o familiar. Realiza-se então uma pesquisa de referências bibliográficas, 
de forma expositiva e dissertativa, pesquisadas em fontes como livros e artigos. Desta 
forma, considera-se que a fisioterapia se faz muito importante diante deste processo 
que é os cuidados paliativos, sempre buscando melhoras tanto para o paciente quanto 
para quem estar à sua volta. 
 
 
 
Palavras-chave: Fisioterapia; Intervenção; Câncer; Cuidados Paliativos. 
 
 
 
 
 
SOUSA, Domingas Ramos. Intervenção fisioterapêutica em cuidados paliativos 
no paciente adulto oncológico. 2020. 24 folhas. Trabalho de Conclusão de Curso 
(Graduação em Fisioterapia) – Faculdade Pitágoras, São Luís, 2020. 
 
 
 
 
ABSTRACT 
 
 
Bearing in mind that physiotherapy, together with Palliative Care, contributes to the 
improvement of the patient's symptoms, intervening in psychophysical factors, such as 
stress, fatigue and pain, thus avoiding a series of aggravations related to the pathology. 
This research is about the physiotherapeutic intervention in palliative care in adult 
cancer patients, with the purpose of showing that the physiotherapeutic intervention 
contributes in a general way in the life of certain patients that is directed to the 
treatment, for this, there will always be explanations and specifications of certain 
conduct that is performed by the professional, emphasizing treatment and always 
providing a better quality of life to the patient, thus comforting the family. Then, a search 
for bibliographic references is carried out, in an expository and dissertative way, 
researched in sources such as books and articles. Thus, it is considered that 
physiotherapy is very important in the face of this process, which is palliative care, 
always looking for improvements both for the patient and for those around him. 
 
 
 
 
Key-words: Physiotherapy; Intervention; Cancer; Palliative care. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LISTA DE ILUSTRAÇÕES 
 
 
Figura 1- Escala Visual Analógica........................................................................15 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS 
 
OMS Organização Mundial de Saúde 
EVA Escala Visual Analógica 
TENS Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea 
AVD’s Atividades de Vida Diária 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
1. INTRODUÇÃO ................................................................................................... 11 
 
2. DESCRIÇÃO ABORDANDO OS CUIDADOS PALIATIVOS E IMPORTÂNCIA 
DA FISIOTERAPIA NA ONCOLOGIA ...................................................................... 12 
 
3. CONDUTAS FISIOTERAPÊUTICAS NO AMBIENTE HOSPITALAR VOLTADO 
PARA O PACIENTE ONCOLÓGICO EM CUIDADOS PALIATIVOS ....................... 15 
 
4. CONTRIBUIÇÕES DO TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO MENCIONANDO 
OS BENEFICIOS DA INSERÇÃO PALIATIVA NA VIDA DO PACIENTE E 
FAMILIAR ................................................................................................................. 18 
 
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................... 21 
 
REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 22 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 
 
 
 
 
1.INTRODUÇÃO 
 
 A OMS (Organização Mundial da Saúde), esclarece que Cuidados Paliativos é 
uma assistência voltada para pacientes com doenças crônicas, progressivas e 
incuráveis, como o câncer. Será abordado como tema “ Intervenção fisioterapêutica 
em Cuidados Paliativos no Paciente Adulto Oncológico”, com a finalidade de 
apresentar a relevância da fisioterapia no atendimento do paciente Oncológico. 
A intervenção fisioterapêutica, junto aos Cuidados Paliativos contribui para a 
melhora das sintomatologias do paciente, intervindo nos fatores psicofísicos, como 
estresse, fadiga e dor, assim evitando uma série de agravamentos relacionada à 
patologia. Elucidou-se através de evidências que a função do fisioterapeuta é de 
extrema importância em ambientes onde os pacientes necessitam destes 
atendimentos terapêuticos e psicológicos, a comunicação, por exemplo, ajuda o 
paciente a ter pensamentos positivos das relações de vida e morte. 
Este trabalho foi realizado como o objetivo de responder uma determinada 
situação, ou seja, quais os benefícios e importância dos cuidados paliativos na vida 
do paciente e seus entes queridos? Através de pesquisas cientificas foi comprovado 
que medidas paliativas traz qualidade de vida ao paciente que não tem umaperspectiva curável de vida e conforto ao seu familiar, mostrando a real importância 
da fisioterapia no tratamento do paciente. 
Esta pesquisa aborda como principais fatores a ideia de esclarecimento através 
de objetivos que mostra que a intervenção terapêutica contribui de forma geral na vida 
de determinados pacientes que é direcionado ao tratamento, sempre havendo 
explicações e especificações das determinadas condutas que é realizada pelo 
profissional, dando ênfase no tratamento e proporcionando sempre uma melhor 
qualidade de vida ao paciente. 
Este estudo traz como método Revisão Bibliográfica, que foi pesquisado 
através de artigos e livros relacionados ao estudo. De forma expositiva apresentando 
ideias de diversos autores principais como MULLER, MELO, ARAÚJO, entre outros. 
Estes trabalhos foram publicados entre 2010 e 2020, utilizadas bases de dados Lilacs, 
Mediline, Google Scholar, Redalyc e Scielo. 
12 
 
 
 
2. DESCRIÇÃO ABORDANDO OS CUIDADOS PALIATIVOS E IMPORTÂNCIA 
DA FISIOTERAPIA NA ONCOLOGIA 
 
Segundo Muller et al (2011, p. 208) o conceito de cuidados paliativos teve 
origem no movimento hospice (hospitalidade), originado por Cecily Saunders e seus 
colegas, em 1950, disseminando pelo mundo uma nova filosofia sobre o cuidar, e não 
só curar, focado no paciente até o final de sua vida. 
De acordo com a OMS, cuidados paliativos consistem na assistência promovida 
por uma equipe multidisciplinar, que objetiva o aumento do conforto ao paciente e sua 
família, diante de uma doença que ameace a vida, por meio da prevenção e 
diminuição do sofrimento, da identificação precoce, avaliação impecável e tratamento 
de dor e demais sinais físicos, sociais, emocionais e espirituais (RODRIGUES e 
MOREIRA 2017, p. 14). 
Os cuidados paliativos surgiram como uma modalidade terapêutica, que tem 
por filosofia bem-estar dos pacientes e famílias no enfrentamento de doenças que 
ameaçam a vida, por meio da prevenção visa reduzir os sofrimentos físicos, 
psicossociais e espirituais, ou seja é importante que tenha esse foco de paliação 
voltado para o paciente, para que ele tenha momentos ao lado da sua família sem 
sintomas e sofrimentos (CARDOSO, 2013, p.1135). 
O foco do cuidado paliativo é muito maior no cuidar do que no curar, dando 
importância que geralmente pacientes que necessitam desses cuidados possuem 
doenças incuráveis, por tanto o intuito é fazer com que aquele paciente viva com mais 
qualidade e conforto, proporcionando alivio dos sinais e sintomas e amenizando o 
sofrimento tanto do paciente quanto da família. Podendo alcançar assim a “cura” 
aparente (SILVA 2011, p. 353). 
Nóbrega et al (2019, p. 10) relata que cuidar de pessoas que estão na fase 
transitória da vida final requer cuidados humanizados, que não são estandardizados 
e que resultam da aprendizagem mútua e contínua de quem cuida e da pessoa que 
recebe o cuidado. O principal objetivo é suprir as necessidades dos pacientes 
oncológicos que estão em progressiva incapacidade, e assim melhorar a saúde com 
o próprio ato de cuidar. Para isso é importante que se prevaleça a responsabilidade, 
o compromisso, a disponibilidade, o respeito e a paciência. 
 Florentino e Sousa et al (2012, p.51) mencionam que por meio da fase da 
enfermidade, a reabilitação paliativa que tenta abrandar o impulso do avanço da 
13 
 
 
 
doença que o acomete, diminui seus sintomas e estimula a realização de atividades 
de vida diária ao paciente e até mesmo a participação no seu tratamento, respeitando 
a sua capacidade funcional. 
Os cuidadores formais estão envolvidos nesse tratamento ao indivíduo nos 
últimos dias de vida que atuam em vários locais distintos como (hospitais, 
ambulatórios, instituições de longa permanência e residências). As atividades 
assistenciais levam a diversas formas de estresse, mas também proporcionam 
momentos de satisfação (NÓBREGA et al, 2019, p.10). 
Nas ações realizadas pela equipe multidisciplinar, almeja-se o alívio da dor, 
buscando-se acima de tudo, o conforto e bem-estar para aquela determinada pessoa 
que necessita desse atendimento. Porém é de suma importância destacar que a dor 
não afeta somente a pessoa que sente, mas também naqueles que estão ali de frente, 
como os cuidadores, que são afetados emocionalmente e as vezes se sentem 
incapazes de minimizar tal sintoma (FLORENTINO et al 2012, p 52). É importante 
ressaltar o conforto daquele paciente nessa fase cruel de sua vida, deixando quem 
estar ao seu lado como, cuidador, familiar e até mesmo os profissionais da equipe 
multidisciplinar, satisfeitos de que aquele atendimento proporcionado a ele, ameniza 
de certa forma a ocorrência de possíveis complicações deixando-os aliviados. 
Assim Silva (2016, p.9) declara que “a importância da inserção dos cuidados 
paliativos no atendimento de pacientes oncológicos além de ser necessário, tem se 
tornado imprescindível nas instituições de saúde”. 
Segundo Silva, Cardoso e Oliveira (2019, p.170) A fisioterapia oncológica foi 
reconhecida pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia ocupacional-COFFITO 
no ano de 2009 de acordo com a resolução Nº364 de 20 de maio de 2009, onde o 
profissional é habilitado para atuar na parte de prevenções, curativa e paliativa, 
otimizando o aconchego, qualidade de vida e fazendo com que o paciente seja 
independente, durante e logo após o tratamento oncológico. 
 É imprescindível que a função fisioterapêutica se faz necessária no tratamento 
paliativo, sempre buscando o melhor através do conforto, com o propósito de dar uma 
melhor condição de vida para esses pacientes, através dos conhecimentos e recursos 
terapêuticos empregados em alguns dos sintomas como dor, problemas 
osteomiarticulares e/ou síndrome do imobilismo, fadiga, linfáticos, disfunções no 
pulmão entre outros, podendo ajudar o paciente manter a sua autonomia, dando 
14 
 
 
 
suporte e auxiliando na continuidade da vida mais ativa e confortável possível (SILVA 
et al 2016,p.10). 
Florentino et al (2012, p.50) declara que os recursos terapêuticos na fisioterapia 
voltada para assistência ao paciente com doença avançada ou em fase progressiva 
que se encontra na paliação visam a qualidade de vida, por meio de condutas que 
reabilitem a funcionalidade do paciente, bem como ajuda o auxiliador a lidar com a 
antecipação da enfermidade. 
 É muito importante que tenha a atuação multidisciplinar no atendimento de 
pacientes que carecem de atendimentos, principalmente a atuação da fisioterapia que 
se torna muito necessária no tratamento, promovendo alivio de dores e 
proporcionando uma vida mais confortável ao paciente (FLORENTINO e SOUSA et al 
2012, p.50) 
São realizadas através de condutas fisioterapêuticas a prevenção de possíveis 
complicações em pacientes que não fazem uso adequado do seu padrão respiratório, 
não tem uma condição favorável das suas mobilidades articulares e que podem causar 
danos tantos físicos quanto na sua funcionalidade, pois através de orientações 
domiciliares, avaliações precisas, a fisioterapia vai intervir precocemente, através de 
ações que irão favorecer conforto e comodidade ao paciente e ao mesmo tempo, 
diminuindo tanto os custos pessoais quanto hospitalares (FLORENTINO et al 2012, 
p.51). 
Segundo Burgos e Daiane (2017, p.121) a principal finalidade da fisioterapia 
paliativa é aumentar ou manter o conforto e a independência de pacientes terminais, 
buscando reduzir o tempo de hospitalização e aumentar o tempo do paciente junto 
aos seus familiares e amigos, fazendo com que chegue mais rapidamente à fase de 
aceitação, através da estabilização dos potenciais diminuídos e do alívio dos 
desconfortos. 
Portanto a fisioterapia pode atuar de forma direta, sendo assim o fisioterapeuta 
um dos profissionais a ter contato com o paciente em toda a fase da patologia, 
proporcionando assim um resultado benéfico, afim de que o paciente melhore tendo 
conforto e qualidadede vida (SILVA, CARDOSO e OLIVEIRA, 2019, p.171 
 
 
 
15 
 
 
 
3. CONDUTAS FISIOTERAPÊUTICAS NO AMBIENTE HOSPITALAR VOLTADO 
PARA O PACIENTE ONCOLÓGICO EM CUIDADOS PALIATIVOS 
 
Segundo Silva, Cardoso e Oliveira (2019, p.170 ) muitos pacientes oncológicos 
realizam diversos procedimentos durante todo o seu tratamento, ou seja, aqueles que 
continuam no tratamento para uma possível regressão de sua doença ou aqueles que 
já passaram por todos os procedimentos e que não há mais perspectiva de cura, são 
pacientes que tem por direito o cuidado paliativo, pois ficam muito debilitados e não 
tem sua funcionalidade ativa, procedimentos como a quimioterapia, radioterapias e 
exames invasivos, tudo isso abala a estrutura física e emocional do paciente. 
Portanto, se faz necessária a atuação multidisciplinar no cuidado paliativo, 
como médicos, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas, entre outros, 
para atuar de forma direta, podendo ajudar na capacidade de realizar suas atividades 
de vida diária, promovendo conforto e uma qualidade de vida melhor ao paciente. 
(SILVA, CARDOSO e OLIVEIRA, 2019, p.171). 
Muitas são as complicações que esses pacientes enfrentam no decorrer da sua 
trajetória de tratamento, pois é necessário que se faça uma minuciosa avaliação neste 
paciente para identificar os pontos que devem ser tratados. Assim, será elaborado 
uma conduta sucinta para ajudar-lhe de forma geral e também o cuidador a saber lhe 
dar com as situações da enfermidade, tanto de forma que previne alterações mais 
complicadas e que também vai ajudar no estado físico e emocional. (MOURA e 
TROJANH, 2019, p.05). 
 
Figura 1- Escala Visual Analógica (EVA) 
 
 (Laurino, 2017) 
De acordo com Rodrigues et al (2018, p. 150) menciona a utilização da escala 
visual analógica é indispensável na avaliação da evolução do quadro clínico do 
paciente. A partir, dessa escala numérica, é possível avaliar a eficácia da conduta 
indicada e relacionar os efeitos de diferentes condutas para o mesmo paciente. 
16 
 
 
 
Costa (2017, p.23) confirma que a prevenção de tais mudanças deve ser 
priorizada, com uma intervenção precoce do fisioterapeuta junto aos pacientes 
acamados, sempre lembrando que a abordagem fisioterapêutica nos cuidados 
paliativos não deve objetivar apenas o controle dos sintomas, mas também a 
prevenção de disfunções possíveis de ocorrência durante o curso da doença. 
Aos pacientes que se encontram em tratamento nesse ambiente de cuidados 
paliativos e que restam somente meses para o fim de vida, dentro dos princípios 
éticos, cabe aos profissionais da equipe dar todo o suporte para a família, deixando 
claro e objetivo todos os procedimentos a serem feitos e esclarecer ao paciente ao 
paciente para que ele tenha uma aceitação de acordo com a proximidade da chegada 
dos fins de vida (ROGRIGUES et al 2018, p.137). 
O fisioterapeuta vai atuar junto a equipe de enfermagem no controle e execução 
nas manobras de trocas das posturas e no posicionamento que convém ao paciente, 
com o intuito de prevenir o aparecimento de úlceras por pressão e evitar o 
desenvolvimento de encurtamentos musculares (RODRIGUES et al 2018, p. 142). 
Assim, foi mostrado que pacientes que ficam muito tempo acamados podem 
desenvolver desordem nas suas funções articulares, musculares, originando-se 
retrações ou encurtamentos de nervos e músculos, assim ocasionando tensão 
musculares, portando desenvolvendo quadro álgicos, edemas, ocasionando a falta de 
circulação sanguínea adequada no paciente, por isso se faz necessária o tratamento 
terapêutico à base de terapias manuais e demais recursos (MOURA e TROJANH, 
2019, p.02). 
Segundo Costa (2017, p.24) para atuar de forma direta no tratamento dos 
cuidados paliativos, será toda uma equipe multidisciplinar de diversos profissionais 
que irar compor nesta demanda oncológica junto ao paciente, mas é preciso que se 
destaque a importância da atuação do fisioterapeuta que irá intervir de forma bem 
ampla neste tratamento com diversos recursos. É de suma importância que o 
fisioterapeuta esteja junto dando auxilio em todo o desenvolvimento ativo deste 
paciente apoiando toda a sua adaptação no decorrer do tratamento até os fins de vida. 
Segundo Rodrigues et al (2018, p. 140) deixa esclarecido que paciente com 
qualquer tipo de câncer, seja ele inoperável ou metastático, está sob o critério de 
inclusão aos cuidados paliativos. Nessa demanda de tratamento terapêutico há vários 
tipos de pacientes que são incluídos nesse atendimento e de acordo com a Academia 
Nacional de Cuidados Paliativos ela inclui diante desses critérios classificações nos 
17 
 
 
 
pacientes que necessitam desse cuidado, principalmente da fisioterapia, porém relata 
que a conduta não deve ser totalmente restrita a essas recomendações. 
O tratamento do paciente oncológico é muito delicado, pois são pacientes 
debilitados e que sentem muitas dores, e a fisioterapia atua para dor após o paciente 
ser medicado através de recomendações médicas, por isso se faz importante a 
atuação da equipe (FLORENTINO et al 2012, p.50). 
Segundo Rocha et al (2016, p.83) os recursos fisioterapêuticos mais ofertados, 
como coadjuvantes, no controle da dor de pacientes oncológicos foram a estimulação 
elétrica nervosa transcutânea (TENS), mas é necessário que tenha conhecimento da 
contraindicação, pois não pode realizar a aplicação em áreas que receberam 
radioterapia recente. 
A massagem terapêutica, alongamentos, a cinesioterapia com exercícios 
passivos e ativos para fortalecimento e relaxamento muscular, além da orientação 
específica aos pacientes, cuidadores e familiares. Pacientes oncológicos que 
permanecem muito tempo hospitalizado terminam tendo modificações na função 
pulmonar como a dispneia, a atelectasia, o acúmulo de secreções e outros sintomas 
ou complicações respiratórias que podem ser prevenidos, tratados ou aliviados, por 
meio da fisioterapia respiratória (MULLER et al, 2011, p. 212) 
A termoterapia superficial pode ser utilizada para aliviar a dor de pacientes em 
tratamento paliativo, tomando as devidas precauções, portanto, não é indicado a 
aplicação diretamente sobre áreas tumorais, podendo ocasionar vasodilatação, onde 
pode ocasionar disseminações de células tumorais por vias linfáticas (RODRIGUES, 
2018, p. 151). 
Segundo Muller et al (2011, p.212) menciona que desta forma, a fisioterapia 
possui um conjunto abrangente de técnicas que complementam os cuidados 
paliativos, tanto na melhora da sintomatologia quanto da qualidade de vida. Entre as 
principais indicações estão: terapia para a dor, alívio dos sintomas psicofísicos, 
atuação nas complicações osteomioarticulares, reabilitação de complicações 
linfáticas, atuação na fadiga, melhora da função pulmonar, cuidados com as úlceras 
de pressão. 
18 
 
 
 
4. CONTRIBUIÇÕES DO TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO MENCIONANDO 
OS BENEFICIOS DA INSERÇÃO PALIATIVA NA VIDA DO PACIENTE E 
FAMILIAR 
 
De acordo com Rangel e Telles (2012, p.32) a dor acomete 60 a 80 % dos 
pacientes com câncer, sendo 25 a 30% na ocasião do diagnóstico e 70 a 90% com 
doença avançada, pois são vários fatores envolvidos como o estado psicofísico, o 
emocional abalado e é essa dor envolve não somente o paciente, mas a família 
também. 
De acordo com Rodrigues et al (2018, p.135) a atuação da multidisciplinaridade 
não será voltada somente para o estado físico do paciente, mas baseando-se através 
dos princípios do cuidado paliativo, esses procedimentos será voltando também para 
a família, buscando e oferecendo o apoio, assim ajudando o familiar a lhe dar com a 
doença do ente querido no seu ambiente específico. 
O trabalho multiprofissional é necessário para o cuidado paliativo que procura 
resgatar os valores éticos e humanos, assim como a autonomia individual. O cuidado 
deve ser compartilhado, e o paciente com câncer merece do profissionaltoda a 
benevolência e respeito. Auxiliá-lo, em todas as fases deste processo, implica orientá-
lo sem coagir, mostrando-lhe os benefícios e desvantagens de cada tratamento, de 
forma acessível a seu nível de compreensão (CARDOSO et al 2013, p. 1140). 
Mello et al (2013, p.551) Mencionam, através de estudos que os cuidados 
paliativos adotam uma abordagem humanista e integrada para o tratamento de 
pacientes sem possibilidade de cura, minimizando os sintomas e aumentando a 
qualidade de vida. Para isso, necessita-se de uma equipe interdisciplinar apta a 
compreender todas as necessidades físicas, psicológicas e espirituais presentes 
nestes casos. 
O sofrimento pode desempenhar papel importante na qualidade de vida do 
paciente. Ignorar o sofrimento é tão desastroso como ignorar a dor não fazendo 
sentido, tratar uma sem a outra, portanto, o profissional e toda equipe multidisciplinar 
tem que tratar o paciente por completo seja fisicamente e psicologicamente, pois trata-
se de pessoas fragilizados e que merece todo apoio, fazendo com que sinta-se bem 
e acolhido (RANGEL e TELLES, 2012, p.33). 
Vale ressaltar que estar junto ao paciente, criando um vínculo e partilhar com 
ele seus sentimentos, ansiedades e angustias, mostrando que realmente há 
19 
 
 
 
preocupação com ele e com o que está sentindo, é o diferencial no cuidado prestado, 
sendo um simples gesto, um toque, o estar atento, um olhar, um sorriso carinhoso, 
maneiras de expressar interesse pelo outro, tudo isso faz com que o paciente se sinta 
bem e agradecido por toda atenção prestada à ele, e isso é algo muito importante, 
portando toda esse diferencial tem que ser ofertado pelo profissional (MULLER et al, 
2011, p.208). 
É importante frisar, que através de estudos é comprovado que a atuação da 
fisioterapia, através de todas as terapias no cuidado paliativo, como a massoterapia 
alongamentos, são úteis na redução da ansiedade e dos fatores emocionais da 
dispneia, pois aliviam a tensão muscular provocada pelo esforço respiratório, 
promovendo o relaxamento (PAIÃO, 2012, p.165) 
A terapia manual pode ser utilizada como recurso para complementar no 
tratamento do quadro álgico físico e psicologicamente, diminuindo o estresse e a 
tensão muscular, melhorando a circulação tecidual, promovendo a diminuição da 
ansiedade do paciente que se encontra em tratamento paliativo (FLORENTINO et al 
2012, p.52) 
Desta maneira, vale salientar que a intervenção fisioterapêutica junto com toda 
equipe multidisciplinar contribui de forma direta na vida do paciente, proporcionando 
a ele uma qualidade de vida melhor, através de exercícios que podem ajudar este a 
realizar suas atividades necessárias do dia a dia. Lembrando que o tratamento para 
esse paciente não se baseia somente em termos físicos, mas ajuda também 
psicologicamente e espiritualmente (FLORENTINO, et al 2012, p.51). 
Portanto, é através da terapia manual, alongamentos, exercícios motores, 
posicionamentos, saída do leito, estímulo à marcha, o fisioterapeuta visa reduzir a dor, 
auxiliando no condicionamento corporal, proporcionar relaxamento e prevenir algumas 
complicações. Assim como os exercícios respiratórios, entre outras manobras 
diminuem a ansiedade, evitam possíveis complicações, reduzindo a percepção 
sintomáticas e desconfortantes no paciente (MULLER et al, 2011, p.208). 
Burgos et al (2017, p. 121) os cuidados paliativos que são ofertados por 
profissionais da fisioterapia aos pacientes oncológicos têm se mostrado efetivos e são 
de extrema relevância já que as técnicas fisioterapêuticas atuam em todos os 
sintomas decorrentes do tratamento dos pacientes com câncer, possibilitando alivio 
aos sintomas e reduzindo o sofrimento humano. 
20 
 
 
 
 Sabendo que esse tipo de tratamento não irá possibilitar a cura do paciente, 
muito se falou sobre a qualidade de vida que o tratamento da fisioterapia traz para 
esses pacientes, sendo que essa melhora implica em melhor convívio social, na 
diminuição do tempo de hospitalização, melhora da condição física para que possa 
desenvolver as suas atividades de vida diária e promover a conformação do paciente 
para adaptar-se às mudanças de vida impostas pela doença (BURGOS et al, 2017, 
p.21) 
Portanto, é extremamente grandioso os profissionais dedicarem seus 
conhecimentos, valores éticos e diligência ao paciente, de tal forma que ampliem 
possíveis benefícios e reduzam riscos, devendo então encarar a morte como processo 
natural. Com isso, deve-se discutir com o paciente, a família e o profissional, todas as 
significações, para tornar o processo de morrer menos impactante, com uma 
atmosfera de paz, tendo consciência que se trata de um processo irreversível incluindo 
o nascer, o crescer, o decair e o morrer (NÓBREGA et al 2019, p.12). 
De acordo com Nóbrega et al (2019, p.11) é importante destacar a questão da 
religiosidade que é um meio intensificador do apoio social que permite uma melhor 
adaptação psicológica dos familiares e paciente, que ajuda a reduzir a sensação de 
sentimentos sofridos e depressivos, diante disto, o cuidador sente-se acolhido e 
protegido por um ser superior, encontrando, na religiosidade, o suporte para melhor 
aceitação das situações vivenciadas, superação de obstáculos e enfrentamento do 
câncer da melhor maneira possível. 
Ainda que seja um trabalho exaustivo e que atua com os limites da vida e as 
formas como os seres humanos enfrentam a doença e a morte, existe uma forte 
identificação dos profissionais com o paciente e a família com quem compartilham o 
sofrimento. Nesta mesma coerência, embora o conflito entre concepções sociais, 
opiniões e decisões seja princípio potencial de desgaste para os profissionais, através 
do trabalho eles conquistam reconhecimento e satisfação e seus discursos 
representam isso (KAPPAUN e GÓMEZ, 2013, p.2555). 
 
 
 
 
 
 
 
21 
 
 
 
5. CONSIDERACÔES FINAIS 
 
Levando-se em consideração todos esses aspectos pesquisados e estudados 
no decorrer deste trabalho, observou-se a importância da inclusão fisioterapêutica no 
departamento de cuidados paliativos, atuando junto com a equipe multidisciplinar com 
o foco de promover bem-estar a pacientes que tenham câncer progressivos e 
incuráveis. Pois é indispensável a atuação dos profissionais da fisioterapia nesta fase 
acolhedora aos pacientes e familiares. 
Este trabalho mostra como o processo de atuação dos cuidados paliativos se 
faz importante para o paciente, o seu cuidador e sua família. Os cuidados paliativos 
não visam a cura aparente, mas sim a diminuição de sofrimentos, ajuda a passar por 
processos complicados durante o tratamento e até mesmo na fase final de vida. Ajuda 
o paciente fisicamente e psicologicamente, portanto os objetivos de toda a intervenção 
é o cuidar e não o curar, oferecendo o que tem de melhor ao paciente que é uma 
qualidade de vida, seja para que tenha de volta a sua capacidade funcional com a 
perspectiva de realizar suas AVD’s ou para que tenha uma fase final de vida na melhor 
forma possível, sem sofrimentos. 
Nesta fase final do trabalho, é importante frisar que foi muito importante a 
relevância deste assunto abordado e que é algo que ainda se tem muita necessidade 
de estudo e abordagens, relacionada às pesquisas e também de ensino no decorrer 
da graduação. Mas em todas as pesquisas feita, foi visto que todas as abordagens 
direcionada ao paciente e sua família são de caráter humanistas e que não se deixa 
a desejar quanto aos atendimentos, deixando bem esclarecidos ao familiar e ao 
paciente quanto à sua saúde, como lhe dar com a doença ou como saber lhe dar com 
os fins de vida. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
22 
 
 
 
 
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