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As primeiras formas de anestesias eram: o Intoxicação com etanol/ ópio o Banhos de gelo em extremidades o Criação de condições isquêmicas o Indução de estado de inconsciência o “assistentes fortes” Primeiro agente a ser empregado, sendo utilizado até hoje (na odontologia). É um agente muito pouco eficaz na contenção química, então em altas concentrações as pessoas eram sedadas, mas a cirurgia não ocorria de forma tranquila. Esse gás tem como particularidade a alteração de algumas conexões do sistema límbico, causando o riso em pacientes, por isso conhecido como gás hilariante. Primeiro sucesso na demonstração de um procedimento cirúrgico sob anestesia, no qual houve tanto uma indução anestésica (paciente entre em estado de sonolência de maneira química), quanto o despertar anestésico (recuperação dos sentidos normais). E foi a partir dele que teve início a uma contenção química satisfatória em pacientes submetidos a anestesia geral e a cirurgia. No entanto, não é mais utilizado hoje em dia em dia na medicina. ANESTESIA GERAL O estado de anestesia geral é definido como a depressão reversível do sistema nervoso central, resultando na perda da capacidade de percepção e resposta à estímulos externos, induzida por substâncias que se traduzem por vários comportamentos, que incluem hipnose, amnésia, imobilidade frente a estímulos nocivos, diminuição dos reflexos autonômicos, analgesia e perda da consciência. Obs1.: A analgesia que ocorre na anestesia geral acontece para impedir apenas a percepção da dor, pois deprime as conexões neuronais, mas não significa que os estímulos da dor não estejam acontecendo. ANESTÉSICOS GERAIS INTRAVENOSOS E INALATÓRIOS FARMACOLOGIA II Maria Eduarda Marchi - 2025.1 ÓXIDO NITROSO ÉTER DIETÍLICO ESTÁGIO I - Analgesia: inicialmente sem amnésia, porém esta surge com progressão. Paciente começa a deprimir e entra em hipnose. Ocorre o fenômeno da indução anestésica. ESTÁGIO II - Excitação: paciente delirante e excitado, ânsia de vômito, vômitos e respiração irregular. ESTÁGIO III - Anestesia cirúrgica: marcado pelo retorno da regularidade respiratória. O paciente está devidamente anestesiado em planos mais profundo, fazendo com que esteja quimicamente imobilizado e não reaja a nenhum estímulo nocivo. ESTÁGIO IV - Depressão respiratória: grave depressão do SNC, levando a incapacidade de manutenção dos movimentos respiratórios. Obs2.: No estágio I ainda não é possível realizar a cirurgia, pois ainda é muito superficial. E o estágio II normalmente não ocorre na medicina, pois na medicina é usado uma técnica que aumenta rapidamente a concentração dos anestésicos no sangue e faz com que também chegue de forma rápida no cérebro, ocorrendo a depressão do SNC. Obs3.: O estágio III apresenta 4 planos: Obs4.: O estágio IV se não reduzido rapidamente para o estágio III pode levar a uma parada cardiorrespiratória (proveniente da anestesia geral), que é muito difícil de ser revertido. E essa dificuldade se deve a depressão do SNC causada por uma questão farmacológica (anestesia), e com isso, ao aplicar a adrenalina, ela irá competir com a ação anestésica. MECANISMO DA ANESTESIA GERAL De uma maneira geral, os anestésicos deprimem o SNC, tendo como exceção a ketamina/ cetamina que em doses habituais não deprime o SNC. Desse modo, tem-se ações em diferentes estruturas do SNC (córtex, tálamo, tronco encefálico e estriado) relacionadas ao diferentes componentes do efeito anestésico. Correlação de Overton-Meyer (1937) A anestesia geral se baseia na chegada do fármaco no SNC. Nesse sentido, em 1937, Overton Meyer quantificou as moléculas de gases e mostrou que a passagem pelas gorduras é um fator importante para a anestesia. No gráfico podemos visualizar a relação MAC x coeficiente de partição óleo: gás. Onde a MAC/ CAM é definida como a concentração alveolar mínima, ou seja, representa a ESTÁGIO III PLANO 1: Superficial, ainda não é possível operar o paciente. PLANO 2: Já alcança uma profundidade maior da anestesia, já é possível fazer a cirurgia. PLANO 3: Perfeito para a anestesia, onde qualquer intervenção cirúrgica será possível de ser feita. Normalmente para nesse plano. PLANO 4: Já começa a evidenciar depressões mais graves no SNA, como redução da FC e FR. Podendo ser reversível de acordo com o tipo de anestesia: venosa (reduz a infusão contínua) ou inalatória (reduz a vaporização e superficializar o paciente). quantificação em número de moléculas que chegam ao alvéolo, referente a dose de um anestésico inalatório. Desse modo, anestésicos que possui CAM muito pequena são potentes e suficientes para deprimir o SNC, visto que, quanto menos moléculas chegam ao alvéolo e essas são suficientes para gerar um efeito anestésico, mais potente será aquela anestesia. Além disso, esses anestésicos possuem uma boa solubilidade em gordura, ultrapassando a BHE e deprimindo o SNC como um todo, como exemplo: Halotano e Metoxiflurano. A partir desse gráfico, é possível compreender que a potência anestésica está intimamente relacionada com a solubilidade lipídica e não com a estrutura química. o Os anestésicos de maneira geral, exceto a ketamina, são moduladores alostéricos positivos de receptores GABAA. Quando o neurotransmissor GABA se liga ao seu receptor GABAA, tem-se a abertura dos canais, o que favorece a entrada de íons Cl- na célula, negativando a célula neuronal e dessa forma, deixando-a hiperpolarizada. E ao hiperpolarizar, deprime a capacidade do neurônio em conseguir liberar outros neurotransmissores ou deprime uma região que precisa de uma atividade elétrica para manter o seu funcionamento. Os anestésicos ao se ligarem as suas subunidades, sensibilizará o canal ao próprio neurotransmissor. E desse modo, no momento em que a GABA chegar no canal, ele já estará sensibilizado, fazendo com que mais Cl- entre na célula (muito mais do que quando tem apenas gaba). E isso gera correntes inibitórias, caracterizando a perda de consciência. o Modulação alostérica positiva de receptores de glicina: Existem outros canais sensíveis aos anestésicos, como o canal de glicina presente na medula espinhal, o que gera o relaxamento muscular do paciente. Onde os anestésicos aumentam a sensibilidade do receptor a glicina, e desse modo, desempenham um importante papel na neurotransmissão inibitória na medula espinhal, deprimindo-a. Modulação de canais iônicos o Antagonismo não competitivo de receptores NMDA: Ao invés de alguns anestésicos deprimirem o SNC a partir do cloreto, eles geram um processo inibitório bloqueando a atividade excitatória e não intensificando a atividade que já era inibitória. E o anestésico que possui essa propriedade antagonista de NMDA é a ketamina, e por esse motivo também é um ótimo analgésico. o Canais k2P: Os anestésicos inalatórios halogenados ativam alguns membros de uma classe de canais de K+ conhecida como canais de domínio de dois poros (K2P); outros membros da família desses canais são ativados pelo xenônio, pelo N2O e pelo ciclopropano. E estes canais (presente tanto nos sítios pré-sinápticos, quanto nos pós-sinápticos) quando abertos permite uma saída muito grande de potássio das células, deprimindo o neurônio pré e pós-sináptico. Os canais pós- sinápticos podem constituir o local molecular por meio do qual esses agentes hiperpolarizam os neurônios. O midazolam, que é um benzodiazepínico, aumenta a frequência de disparo entre a abertura e fechamento do canal GABAA, só que isso não é o suficiente para que haja depressão do SNC ao ponto de inibir qualquer resposta autonômica a dor. O máximo que se atinge com o benzo é a hipnose, se aumentar muito a dose para tentar chegar ao estágio III pode causar uma parada cardiorrespiratória. Os anestésicosem doses pequenas conseguem ultrapassar o fator limítrofe do benzodiazepínico, ou seja, o efeito da hipnose. E fato se dá devido aos medicamentos (enflurano, Halotano, proprofol e etomidato), que quando presente no cérebro fazem com que a taxa de disparos elétricos entre os neurônios caem muito, surgindo assim, a depressão. Os anestésicos além de aumentar a frequência de disparo como o benzo, ele também aumenta o tempo de abertura, fazendo com a entrada de cloreto seja muito intensa. BENZODIAZEPINÍCOS E ANESTÉSICOS GERAIS A anestesia geral é dita como uma “montanha russa”, tendo como início a fase da pré anestesia, na qual pode ser feita o uso do midazolam, devido ao seu efeito sedativo e relaxante muscular de ação central. Além disso, quando se usa um pré-anestésico antes da cirurgia, reduz em até a metade a dose do anestésico geral. Posteriormente a sedação e o relaxamento, tem-se o processo de indução, usando o proprofol por exemplo, onde tem a perda da consciência e a intubação do paciente, mantendo a anestesia de forma venosa ou optando pela inalatória posteriormente ao início com a venosa. Nesse momento, a concentração de anestésico no cérebro aumenta bastante, caracterizando a depressão do SNC, sendo o momento de risco da parada cardiorrespiratória. Ao final da cirurgia de sucesso, o paciente para de receber os medicamentos e com isso, a atividade inibitória vai sendo reduzida, a atividade glutamatérgica volta ao seu habitual, caracterizando o despertar do paciente. ANESTÉSICOS E SEDATIVOS VENOSOS A anestesia venosa é um tipo de anestesia geral que usa apenas fármacos venosos como componentes para promover hipnose, analgesia e bloqueio neuromuscular, quando necessário. o Tiopental Anestésico derivado do ácido barbitúrico, que atua como um modulador alostérico positivo de receptores GABAA, promovendo a abertura dos canais de cloro e, consequentemente, a hiperpolarização do neurônio pós-sináptico. É uma solução alcalina (se extravasar causa necrose) diluída a 2,5% (25 mg/ml) que promove hipnose em 30 segundos, depressão indistinta do SNC, reduz o metabolismo cerebral. E o processo de recuperação após dose única ocorre em 5 minutos. Farmacocinética: Metabolismo hepático lento, hipnose (início de ação em 10 a 20s, pico de efeito em 30 a 40s, Duração do efeito de 5 a 15min), elevada lipossolubilidade (gera efeito acumulativo). ANESTÉSICOS GERAIS INALATÓRIOS ANESTÉSICOS GERAIS VENOSOS Farmacodinâmica: Rápida recuperação por redistribuição, Deprime o SNC dose dependente (depressão cardiovascular, depressão respiratória, hipnose mas não a analgesia), amnésia retrógada. Indicações e doses clínicas: Indução da hipnose na anestesia (adulto 3 a 5mg/kg; criança 5 a 6 mg/kg), anticonvulsivante ((0,5 a 2 mg/kg), diminuição da pressão intracraniana ((1 a 4 mg/kg) e proteção cerebral (8 mg/kg para manter EEG isoelétrico; dose 40 mg/kg). Contraindicações clínicas: Choque, broncoespasmo, porfiria e coproporfiria. o Propofol É o anestésico mais utilizado na medicina. O ingrediente ativo é o 2,6-di- isopropilfenol, é um óleo insolúvel em soluções aquosas. Esse anestésico é formulado para administração intravenosa como emulsão a 1% (10 mg/mL) em óleo de soja a 10%, glicerol a 2,25% e lectina de ovo purificado a 1,2%. Deve ser administrado dentro de um período de 4 horas após a sua remoção da embalagem estéril; o fármaco não utilizado deve ser descartado. Atua como um modulador alostérico positivo de receptores GABAA, promovendo a abertura dos canais de cloro e, consequentemente, a hiperpolarização do neurônio pós-sináptico. O propofol é mais utilizado do que o tiopental, devido as suas vias extra- hepáticas de metabolização, tendo assim, uma rápida eliminação pela corrente sanguínea. E com isso, o efeito acumulativo não é visível. E esse fato, faz com que o propofol seja o anestésico mais utilizado nas cirurgias bariátricas e em infusão contínua. Farmacocinética: Metabolismo hepático e pulmonar, excreção renal < 0,3%, hipnose (início de ação em 40s, pico de efeito em 1min, Duração do efeito de 5 a 10min), elevada lipossolubilidade, insuficiência hepática e renal não modifica clerance, idade > 50 anos diminui o clerance. Farmacodinâmica: Rápida recuperação por redistribuição, Deprime o SNC dose dependente (depressão cardiovascular (dessensibiliza o receptor β1 de nora, e em doses altas a bradicardia pode ser intensa), depressão respiratória, hipnose mas não a analgesia, amnésia retrógada, flebite (ardor) na infusão. Indicações clínicas: Indução da anestesia, sedação consciente, manutenção da hipnose na anestesia venosa total e antiemético. Doses clínicas: Hipnose IV (indução adulto: 2 a 2,5 mg/kg; manutenção adulto: 100 a 200 µg/kg/min), sedação IV (indução adulto: 0,5 a 1,0 mg/kg; manutenção adulto: 20 a 70 µg/kg/min), antiemético IV (10 mg). Contraindicações: Depressão respiratória, choque, insuficiência cardíaca e estados hipovolêmicos. o Midazolam É um benzodiazepínico usado como pré-anestésico, solúvel em água (pH < 4) e a sua dose de bolus é de 0,1 - 0,3 mg/kg. Promove a hipnose, relaxamento muscular, inconsciência de forma demorada (3-5 min), possui lento despertar (15-30 min) e possui mínimo efeito residual. Possui rápido metabolismo, não gerando efeito acumulativo. Pode causar depressão miocárdica, diminuição da pressão arterial, diminuição da resistência vascular sistêmica, aumento discreto da frequência cardíaca, depressão respiratória. Indicações clínicas: Sedação consciente, indução da hipnose na anestesia, manutenção da hipnose durante a anestesia venosa total, anticonvulsivante e relaxante muscular. o Etomidato É precariamente solúvel em água e formulado como uma solução de 2 mg/mL em propilenoglicol a 35%. O receptor GABAA se liga subunidade β. Possui a propriedade de afetar áreas diferentes do cérebro, gerando a desinibição subcortical, levando a movimentos mioclônicos; e para evitar isso usa-se o etomidato associado ao midazolam. Promove a estabilidade cardiovascular, diminui TMCO2, FSC, PIC mantendo PPC, náuseas, vômitos e possui propriedade anticonvulsivante. Além disso, em infusão contínua por um longo período, ele pode inibir transitoriamente a enzima 11- β-hidroxilase, presente na glândula adrenal e, consequentemente, deprime a produção de cortisol. Indicações: Paciente com doença cardiovascular significativa e em anestesia de pacientes em choque proveniente de trauma. Dose: 0,2 a 0,3 mg/kg IV Não inibe a resposta simpática a laringoscopia e à intubação. o Cetamina/ ketamina A anestesia acontece por antagonismo da canal NMDA e de canais de Na+; e ao bloquear a zona de concentração muito grande de canais NMDA, ela promove a dissociação dos hemisférios, e essa falha de comunicação gera a perda de consciência, bem como, a amnésia dissociativa (dissocia o tálamo do sistema A síndrome de infusão do propofol (SIPR) é caracterizada pelo recebimento desse anestésico por um longo período, como exemplo, o coma induzido. Promovendo alteração na cadeia respiratória das células. E, consequentemente, afeta o organismo como um todo, levando a insuficiência cardíaca, rabdomiólise, acidose metabólica, insuficiência renal, hipercalemia, hipertrigliceridemia e hepatomegalia. O efeito do midazolam quando usados em altas doses pode ser revertido com flumazenil (0,5 a 10 mg IV), uma vez que esse fármaco é eliminado mais rapidamente do que os benzodiazepínicos. límbico). E dissocia também a medula espinhal, por isso funciona como um excelente analgésico. Muito utilizada na analgesia de pacientes com queimaduras. Estimula o SNS, tem efeito broncodilatador, mínima depressão da FR e inibição do NTS. É um vasodilator cerebral, aumenta a TMCO2, FSC e PIC. Doses: 1 a 2 mg/kg IV 4 a 6 mg/kg IV Infusão gabaérgica(3-5 µg/kg/min) durante a anestesia geral pode ser usada em pacientes com dor crônica resistente aos opioides, os quais o manejo da dor pós- operatória provavelmente é difícil. Como ela trabalha somente em NMDA e não trabalha em canais inibitórios, como gaba e glicina na medula espinhal, a ketamina tem como fator limitante cirurgias maiores, que precisam de um relaxamento muscular maior, pois ela deia o paciente mais rigidez devido a não inibição da glicina. MEIA VIDA DOS ANESTÉSICOS As meias vidas de alguns, como o etomidato, o propofol e a cetamina, aumentam apenas discretamente com as administrações prolongadas; as de outros (tiopental) aumentam drasticamente. ANESTÉSICOS INALATÓRIOS A anestesia inalatória é obtida através da inalação de um princípio ativo, que pela via respiratória ocorre absorção e passagem para a corrente sanguínea, atingindo o SNC, produzindo anestesia geral. Nesse sentido, a anestesia é produzida quando a pressão parcial do anestésico no cérebro é igual ou maior que a CAM. Como o cérebro é bem Devido ao fato dele só dissociar e não deprimir o cérebro, ele é um agente muito seguro, pois ele basicamente não deprime o sistema cardíaco e respiratório. perfundido, a pressão parcial no cérebro se iguala àquela no gás alveolar (e no sangue) no decorrer de alguns minutos. Os agentes inalatórios comportam-se como gases, e não como líquidos, de modo que é necessário usar diferentes construtos farmacocinéticos para analisar a sua captação e distribuição. Os anestésicos inalatórios distribuem-se entre os tecidos (ou entre o sangue e o gás), de modo que seja alcançado um equilíbrio quando a pressão parcial do gás anestésico for igual nos dois tecidos. Depressão do hipotálamo, córtex e medula espinhal com inibição da síntese, liberação e captação de neurotransmissores. o Mecanismo de ação medular: Evidências de pesquisa básica e clínica induzem a concluir a imobilidade causada pelos inalatórios durante estímulos nociceptivos é primeiramente mediada por uma atividade medular. Diminuição da atividade medular com consequente diminuição da atividade cerebral: é dose dependente. − 1 CAM de AI não alteram atividade EEG − 3 CAM de AI produzem imobilidade durante estímulos nociceptivos. o Mecanismo de ação cerebral: Diminuição do fluxo sanguíneo e metabolismo cerebrais com depressão seletiva da atividade celular (dose dependente). Desacoplamento da coerência da atividade elétrica entre as porções anteroposteriores e inter hemisférios cerebrais, pode estar relacionada com a atividade hipnótica, durante a indução anestésica. o Nível molecular − Sinapses inibitórias - receptores gabaérgicos ( ) − Sinapses excitatórias - receptor NMDA glutamato ( ) − Ação pré-sináptica: neurotransmissor excitatório (Ach) Neurotransmissor inibitório (GABA) − Ação pós-sináptica: sensibilização da ativação GABA ( influxo Cl-) A anestesia inalatória tem grande afinidade pelos canais K2P VANTAGEM Bom controle dos planos anestésicos Recuperação mais rápida Possibilidade de indução direta na máscara Economia de anestésico quando se usa em circuito fechado DESVANTAGEM Custo de equipamentos específicos Treinamento para a utilização do aparelho Poluição do ambiente cirúrgico Mecanismo de ação Quando tem o espelho da profundidade anestésica, ou seja, quando tem a mesma quantidade de gás no alvéolo e no SNC tem-se um equilíbrio, e isso, garante o efeito máximo do anestésico geral. Por isso a anestesia inalatória é mais segura, pois em casos de depressão severas, ao fechar a vaporização o que está no alvéolo diminui, assim como o que está no cérebro para se equilibrar, e isso faz com o que paciente superficialize. A CAM é definida como a concentração alveolar mínima de anestésico a uma atmosfera de pressão, que produz 50% de imobilidade no homem e animais submetidos a estímulos dolorosos, tais como os de uma incisão cirúrgica. E nesse sentido, quanto menor a CAM, mais potente será o anestésico. [ ]ANESTÉSICA ALVEOLAR [ ]ANESTÉSICA NO SANGUE ARTERIAL [ ]ANESTÉSICA NO SNC ESPELHO DA PROFUNDIDADE ANESTÉSICA Concentração alveolar mínima (CAM) HALOTANO 0,74% ENFLURANO 1,68% ISOFLURANO 1,15% DESFLURANO 6,3% SEVOFLURANO 2% ÓXIDO NITROSO 104% Os anestésicos inalatórios superficializam mais rápido do que os anestésicos venosos. o Metabolismo dos agentes inalatórios − Fígado: primário (pouca metabolização) − Pulmões, rins, TGI e pele: secundário o Éter dietílico (éter anestésico) Líquido volátil, incolor, com cheiro forte e penetrante. Altamente inflamável e explosivo em concentrações altas de oxigênio. 85 a 90% é eliminado sem modificações pelos pulmões e o restante pela pele, secreções orgânicas e urina. Estimula a respiração, possui ação broncodilatadora, aumentando as secreções. o Óxido nitroso (N2O, protóxido de nitrogênio) O óxido nitroso é um gás incolor, inorgânico, de odor adocicado, não irritante. O N2O não é inflamável nem explosivo. E não sofre metabolização. Possui ação anestésica fraca, não produzindo planos profundos. E não pode ser utilizado isoladamente, utilizado para efeito segundo gás, que acelera a indução da anestesia. É frequentemente usado em concentrações de aproximadamente 50% para promover analgesia e sedação leve em pacientes odontológicos ambulatoriais. Não pode ser usado em concentrações acima de 80%, visto que isso limita a administração de O2 em quantidade adequada. Em virtude dessa limitação, o N2O é principalmente usado como adjuvante de outros anestésicos inalatórios ou intravenosos. Farmacocinética dos anestésicos inalatórios Agentes anestésicos inalatórios Os halogenados são os anestésicos mais utilizados Possui baixa solubilidade sanguínea, aumenta o consumo de oxigênio cerebral. Para a sua utilização recomenda-se aparelhos sensíveis, para evitar flutuações (rotâmetros). E ele não altera parâmetros cardiocirculatórios e respiratórios. o Halotano (fluotano) É um líquido volátil, não irritante, incolor, de cheiro agradável. A mistura de halotano com O2 ou ar não é inflamável nem explosiva. Possui uma rápida indução de anestesia e, após a interrupção da administração, uma rápida recuperação anestésica. É quatro vezes mais potente que o éter. Deprime o miocárdio, bradicardia, provoca vasodilatação periférica (bloqueia os gânglios simpáticos), sensibiliza (β1) o miocárdio ao efeito das catecolaminas (se tiver um parada cardíaca a dose de adrenalina deve ser 10x menor do que o habitual, para evitar que ocorra uma fibrilação cardíaca), deprime os reflexos laringotraqueais permitindo facilmente a intubação, hipertermia maligna (interage com o canal rianodina), diminui as secreções, deprime o volume corrente (resultando em diminuição do volume minuto), reduz a diurese (ácido trifluoracético). Cerca de 12% é biotransformado pelo sistema citocromo P-450. Indução: no máximo 4% Manutenção: de 0,5 - 2,5% o Isoflurano (forane) É um líquido volátil, incolor, de odor agradável, que não é inflamável nem explosivo em misturas de ar ou de O2. O isoflurano é um anestésico inalatório de uso comum em todo o mundo. Promove indução e recuperação suaves. Na presença de adrenalina, possui efeito disritmogênico 3 a 5 vezes menor do que halotano. Promove estabilidade cardíaca, deprime a respiração proporcionalmente ao aumento da concentração alveolar, diminui o fluxo sanguíneo renal (não apresentando nefrotoxicidade) . Cerca de 0,25% é biotransformado pelo fígado. Há formação de metabolitos não hepatotóxico, sendo o halogenado de escolha no paciente hepatopata. Indução: 2,5 a 4% Manutenção:1,0 - 3,0% o Enflurano (etrane) O enflurano é um líquido volátil, claro e incolor, com leve odor doce. Não é inflamável nem explosivo em misturas de ar ou oxigênio. Possui propriedades farmacológicas próximas do halotano. Promove indução rápida e suave (até 4V%), sem irritação da mucosa. Manutenção com respiração espontânea, sem necessidade de exceder a 3V%. O halotano produz metabólitos que são hepatotóxicos para os anestesistas e não para o paciente. Causa depressão respiratória proporcional à concentração e, de acordo com o plano, mantém a FC estável, hipotensão proporcional ao plano anestésico, não causa arritmias (quando utiliza adrenalina), relaxamento muscular suficiente (principalmente os abdominais). 2,4% é biotransformado pelo fígado. Em planos profundos de anestesia, pode desenvolver sinais de irritabilidade da área motora cerebral (tremores de mandíbula, pescoço e extremidades). o Desflurano (suprane) O desflurano é um líquido altamente volátil e a liberação de quantidades exatas requer o uso de um vaporizador especialmente aquecido que libera vapor puro que é, então, diluído de modo apropriado com outros gases (O2, ar ou N2O). Não é inflamável nem explosivo em misturas de ar e O2. Possui baixa potência, com CAM variando entre 7 - 10%. Promove uma indução e recuperação mais rápida do que o isoflurano, com perfil cardiorrespiratório similar. Não sensibiliza o miocárdio à adrenalina, desencadeia hipotensão e depressão respiratória dose dependente. Não é hepatotóxico nem nefrotóxico. É irritante as vias aéreas, podendo provocar a tosse. o Sevoflurano É um líquido claro, incolor e volátil. Não é inflamável nem explosivo em misturas de ar ou O2. Entretanto, o sevoflurano pode sofrer uma reação exotérmica com absorvente de CO2 dessecado, produzindo queimaduras das vias respiratórias ou ignição espontânea, explosão e incêndio. Apresenta taxa de recuperação e indução rápida. A sua taxa de biotransformação é de 1,5%. Volume-minuto diminui proporcionalmente a profundidade anestésica. Possui menor instabilidade na cal soldada (filtra CO2 e libera o anestésico de volta para o paciente). EFEITOS PROVOCADOS PELA EXPOSIÇÃO AOS VAPORES ANESTÉSICOS RECOMENDAÇÕES CEFALÉIA NÁUSEA FADIGA IRRITABILIDADE ABORTO ANOMALIAS CONGENITAS TUMORES MALIGNOS DOENÇAS HEPÁTICAS UTLIZAÇÃO DE SONDAS EM CUFF EVITAR CIRCUITOS ABERTOS INTERROMPER A VAPORIZAÇÃO ANTES DE REALIZAR A DESCONEXÃO REPARAR VAZAMENTOS NOS EQUIPAENTOS UTILIZAR SINTEMAS ANTIPOLUENTES NOS CENTRO CIRÚRGICOS