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AULA 1 CICATRIZES

Aula sobre cicatrização de feridas: tipos de intenção; fases inflamatória, proliferativa e de maturação; mediadores (PDGF, EGF, TGF‑β), papel de plaquetas e macrófagos; fatores que prejudicam a cicatrização; cicatriz hipertrófica, quelóide e feridas crônicas.

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Antonio Henrique Riquelme
 aula 1 – cICATRIZES
CICATRIZES
Primeira intenção: feridas sem perdas teciduais, bordos coaptados como as feridas cirúrgicas. Elas não apresenta tecido de granulação visível e geralmente resulta numa cicatriz aceitável esteticamente.
Segunda intenção: ocorre nas grandes perdas teciduais, após extensos desbridamentos e infecções ou ainda os bordos das feridas estão afastados. 
Terceira intenção ou primeira intenção retardada: dá-se quando uma ferida contaminada é deixada aberta para granular. Três a sete dias após a ausência do processo infeccioso, sutura-se. (drenagem no abcessos por exemplo.
I) FASE INFAMATÓRIA OU EXSUDATIVA.
1) Normalmente dura quatro dias e compreende a hemostasia, migração de leucócitos e epitelização. (envia plaquetas e fibrinas)
2) Hemostasia: contração dos vasos sanguíneos, coagulação, ativação do complemento e das respostas inflamatórias (minutos) – depleção de leucócitos, eritrócitos proteínas plasmáticas. (horas).
3) Plaquetas:
- Fator de crescimento derivado de plaquetas (PDGF) ele é mitógeno para fibroblasto e musculo lido dos vasos. 
- Fator de crescimento insulina “Like I” (IGF-I) que é mitógeno para fibroblastos, células ósseas, hematopoiéticas e endoteliais. 
- Fator de crescimento epitérmico (EGF) – mitógeno para células epiteliais, fibroblastos e endotélio. 
- Fator de crescimento beta-transformador (TGF-beta) regular dos outros fatores, quimiotaxia das células inflamatórias e estimula a síntese de colágeno. 
*48-96horas* = Afluxo de neutrófilo e macrófagos. 
4) Mcrófagos: Alfa- TGF, Beta-TGF, fator de crescimento para fibroblastos (Beta-FGF), e fator de crrecimento ligado a Heparina (HB- EGF); IL-1 (quimiotaxia para PMN); TNF (angiogenese e regulação da sintese do colágeno). 
- Estimulam a fibroplasia, a angiogênese e a divisão das células epiteliais (também a hipóxia e o aumento do ácido lático).
5) Epitelização: divisão das células escamosas – inicia-se nas primeiras 12 horas – proliferação das células epiteliais ao longas das bordas e abaixo da crosta de fibrina.
- dependendo de 02 e cessa quando há contato das células do bordo. 
II) FASE PROLOFERATIVA:
- De 48hrs após o trauma a 2-3 semana.
- Caracteriza-se pela proliferação de fibroblastos, síntese de colágeno, granulação e contração da ferida, além da neoformação vascular.
- Cofatores importante no síntese do colágeno: O2, ferro, ácido ascórbico e alfacetoglutarato, cobre piridoxina (B6)
- 30-50% colágeno é destruído pro macrófagos.
III) PROLIFERATIVA – CONTRAÇÃO 
- É responsabilidade dos microfibroblastos
- Áreas com excesso de pele tem efeito razoável
- Desastrosa a face ou dorso da mão
- Colchicina retarda contração. 
IV) FASE DE MATURAÇÃO
- Inicia-se três semana após o trauma e perdura por até dois anos.
- Um colágeno mais duro e resistente
- Acredita-se que uma ferida cutânea cicatrizada apresenta 80% da resistência normal. 
FATORES QUE ALTERA A CICATRIZAÇÃO
- Presença de corpos estranhos.
- Tecido desvitalizado 
- Infecção
- Déficit vascular e aporte de O2 (doenças cardíacas, pulmonares, obstruções vasculares
- Desnutrição e deficiências nutricionais (anemias, B9,vitamina C e A)
- Imunossupressores e corticoides – inibem a fase inflamatória, diminui o afluxo de PMN/macrófagos com consequente diminuição da fibroplasia, do colágeno, da angiogênese e da epitelização. 
- Doenças metabólicas – diabetes.
CICATRIZAÇÃO ANORMAL DE FERIDAS
1) Cicatriz hipertrófica
Cicatriz elevada que permanecem nos limites da ferida original e com frequência regridem espontaneamente. Podem ocorrer em qualquer lugar do corpo. Os feixes estriado de colágeno alinhados no mesmo planos de epiderme. 
2) Quelóide: 
Cicatriz que crescem além das margens da ferida original, raramente podem desaparecer com o tempo, há um predisposição genética e tende a ocorrer acimas das clavículas, no tronco, membros superiores e na face. Os feixes de colágenos são mais espessos. 
3) Feridas crônicas que não cicatrizam:
Cicatrização que estaciona na fase inflamatória, há a presença de enzimas proteolíticas que impedem a migração celular e os fatores de crescimento.
Diagnóstico diferencial é o carcinoma espinocelular (ferida irregular, elevada, descoloração branco perolada).

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