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Registro de Empresas

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REGISTRO DE EMPRESÁRIO (Natureza declaratória) – art. 966 e ss. e Lei 8.934/94 (Lei de Registros Empresariais)
Empresário regular: É aquele que tem o seu ato constitutivo elaborado e devidamente registrado na junta comercial.
Empresário irregular: É aquele que não elaborou o seu ato constitutivo e não o registrou na junta comercial.
OBS: Ambos são considerados empresários para o Direito Brasileiro.
Consequência do registro: art. 985. Só vai adquirir a personalidade jurídica com o registro no devido órgão competente. A personalidade jurídica impede que os bens pessoais dos sócios sejam atingidos. 
OBS: O ajuizamento de dívida é retroativo, ou seja, se uma sociedade empresária agia de maneira irregular e contraiu dívidas durante esse tempo, para depois se regular na junta comercial, as dívidas feitas durante a sua atividade irregular podem atingir os bens dos sócios. 
Finalidade do registro: Dar garantia, publicidade, autenticidade, segurança e eficácia dos atos jurídicos das empresas mercantis. 
Publicidade do registro: Qualquer ato levado a registro pelo empresário passa a ser uma informação pública. Se o ato não for publicitado, não poderá ter validade contra terceiros (oponibilidade a terceiros).
SINREM (Sistema Nacional de Registro de Empresas Mercantis)
1) PREVISÃO LEGAL: Lei 8.434/94
2) ÓRGÃOS QUE O COMPÕEM: 
Departamento de Registros de Empresa de Integração – DREI – Órgão Federal
Coordena o registro de empresas do Brasil. Órgão de supervisão e incumbido de normatizar (infralegal) as questões envolvendo o registro de empresa. 
EX: A pessoa jurídica constituir mais de uma EIRELI. (Instrução Normativa n. 38 do DREI). 
Juntas Comerciais
são órgãos que executam as determinações do DREI. É “a mão” do DREI.
OBS: as juntas comerciais têm uma dupla subordinação. Administrativamente ao estado no qual está situada (cada estado e o DF tem uma JC); Tecnicamente (do ponto de vista normativo) são subordinadas ao DREI.
3) ATOS DAS JUNTAS COMERCIAIS
Praticam 3 atos: 
a) Matrícula: registro dos paracomerciais. EX: Tradutores e leiloeiros.
b) Autenticação: autenticar (é verdadeiro) os livros comerciais.
c) Arquivo: todas as manifestações empresariais que modifiquem ou possam extinguir algum ato. EX: Constituição de sociedade -> arquivar contrato social na JC; Alteração do quadro societário; Dissolver vínculo e extinguir empresa.
· O Código civil determina que os atos modificativos da inscrição do empresário sejam averbados à margem desta (art. 968, §1º). A averbação é uma espécie de arquivamento. 
4) INATIVDADE DO REGISTRO
Quando uma empresa será considerada INATIVA em razão de seu registro? Ela ficar por 10 anos sem realizar nenhum arquivo (art. 60 da Lei 8.434/94).
Obs: esse fenômeno gera a perda automática da proteção do nome empresarial.
5) PRAZO PARA DELIBERAÇÃO DO ARQUIVAMENTO DE ATOS NA JUNTA COMERCIAL
Há 3 prazos distintos para a deliberação das matérias que lhe serão submetidas.
a) 2 dias úteis: regra e residual (prazo geral). Ex: transformação de empresário individual para EIRELI.
b) 5 dias úteis: prazo específico para os seguinte temas: constituição de sociedades anônimas; transformação, cisão, fusão e incorporação de sociedades empresárias; formação de grupos empresariais e consórcio entre empresas (rol é taxativo).
c) Automático: i) consulta prévia de nome empresarial; ii) viabilidade de localização do estabelecimento; iii) extinção de empresa individual, EIRELI e sociedades que não se enquadrem no item “b” acima (Instituído pela Lei n. 13.874/19).
OBS: há a seguinte condição: utilização de instrumento (formulário) padrão disponibilizado pelo DREI.
OBS 2: na ausência de deliberação nos aludidos prazos, irá haver um deferimento tácito do ato, desde que o sujeito interessado assim o requeira.
OBS 3: a publicidade dessas decisões, a partir da Lei 13.874/19, passou a ser através do site da Junta Comercial (internet) e não mais pela publicação na imprensa oficial (art. 31 da Lei de Registros Empresariais).
6) AUSÊNCIA DE REGISTRO E SEUS RESPECTIVOS EFEITOS
Premissa (“regra”): todo empresário deve, antes do exercício da atividade, realizar seu registro no Órgão Competente (art. 967 do CC).
OBS: o fato de NÃO estar inscrito no registro empresarial NÃO afasta a qualidade de EMPRESÁRIO. Será, assim, empresário “IRREGULAR”.
EFEITOS DA AUSÊNCIA DE REGISTRO (F.C.C.C.C.C...)
a) Não poderá pedir a recuperação judicial, na forma do art. 51, V, da Lei de Falências e Recuperação – LFR (Lei 11.101/05).
b) Não poderá pedir a falência de terceiros (art. 97, § 1° da LFR). Ex.: a empresa é uma distribuidora de máscaras para o combate da Covid-19. Uma outra empresa solicita
100.000 unidades no valor de R$ 50.000,00 e não pague por isso. ? é possível que a empresa fornecedora pleiteie a falência dessa outra empresa? Não, se não for regular (= inscrição na Junta Comercial). A distribuidora, mesmo não tendo registro, poderá sofrer falência? Ou, ainda, pedir a própria falência?
SIM e SIM. OBS: A empresa IRREGULAR não poderá pedir a falência dos outros, mas pode sofrer falência ou pedir a sua própria falência.
c) Ausência de qualificação como ME/EPP e seus respectivos benefícios.
d) Em caso de falência, haverá configuração de crime falimentar (art. 178 da LFR).

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