A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
2 pág.
Antropologia Urbana Ativ. A1 EAD 4°S

Pré-visualização | Página 1 de 1

João Victor Alves Bella – 3511645
 No sentido em que se difere a etnografia urbana da antropologia tradicional, eu pontuaria a exclusividade da etnografia em enxergar o objeto de forma micro, considerando o ato de se aproximar do objeto para melhor observa-lo. Transmitindo um resultado de pesquisa diferente a de uma pesquisa realizada com olhar mais distante, onde realiza-se uma descrição das ações sem participação. 
Em uma pesquisa de campo etnográfica, existe maior envolvimento com o objeto. Trata-se de uma experiência etnográfica, uma metodologia que usa como instrumento de sua pesquisa o envolvimento com o objeto para melhor descreve-lo. Ocasionando na maioria das vezes, uma nova visão de mundo através dos olhos de quem observa, e esta experiência é considerada nesta área cientifica como uma espécie de “rito de passagem” para o compreendimento do sentido da etnografia.
 Contudo, é necessário levarmos em consideração que cada antropólogo, demonstra sua individualidade metodológica para explicar os hábitos do objeto em questão. Lévi-Strauss por exemplo, enfatiza a necessidade do pesquisador em afastar qualquer tipo de pré-conceito já estabelecido antes de realizar seu trabalho etnográfico, pois os estereótipos afetariam na descrição pura dos rituais e/ou hábitos em questão. 
 A respeito da Escola de Chicago do século XX, houveram professores da área das ciências sociais que colaboraram para a popularização das pesquisas de campo nas áreas urbanas, isto porque havia neste período uma forte onda de eugenia e imigrações nos Estados Unidos, gerando colapsos sociais nas metrópoles que estavam ligados a mão de obra barata e preconceitos sofridos pelas minorias. Neste momento, nota-se a necessidade de compreender as dificuldades que passavam as populações marginalizadas, dando origem a várias pesquisas de metodologias etnográficas na grande metrópole.
 Aos poucos essa influência acadêmica de Chicago foi se diluindo por outros estados dos Estados Unidos, sendo Albion W. Small considerado um dos grandes nomes das ciências socias desta geração, se destacando por ter uma visão de base religiosa reformista-protestante que acaba por influenciar nas escolhas dos temas de pesquisas relacionadas as minorias desprivilegiadas. Além de Small, houveram grandes outros professores que motivaram inúmeros estudantes a se debruçarem nas pesquisas de campo urbanas, como William Thomas e Florian Znaniecki, responsáveis por consolidar mais autonomia a ciência antropológica urbana e aos métodos etnográficos nas grandes cidades.

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.