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1 C ro m a to g ra fi a Princípios É um processo de separação de substâncias químicas presentes em uma mistura através de uma coluna que retém alguns compostos por mais tempo que os outros. CROMATOGRAFIA (Adaptado de Harris – Quantitative Chemical Analysis) 2 C ro m a to g ra fi a Princípios É um processo físico-químico de separação de misturas, identificação e quantificação de seus componentes. CROMATOGRAFIA O primeiro componente da mistura a sair da coluna é o que fica menos absorvido na coluna. O último componente da mistura a atravessar a coluna é o que fica mais fortemente absorvido na coluna. Para realizar uma separação cromatográfica, precisa-se basicamente de: COLUNA, FASE MÓVEL (FM), FASE ESTACIONÁRIA (FE) e um DETECTOR. 3 C ro m a to g ra fi a É o solvente que se move através da coluna FASE MÓVEL (FM) Pode ser um líquido ou um gás É a substância que fica fixa dentro da coluna. FASE ESTACIONÁRIA (FE) Pode ser um sólido ou um líquido que, em geral, está covalentemente ligado às partículas do sólido ou às paredes da coluna capilar oca. Princípios 4 C ro m a to g ra fi a A separação ocorre devido a partição do soluto entre a FM e a FE. Pensem ... Princípios Se eu tenho uma FE polar e uma mistura constituída de uma espécie polar e outra apolar, qual das duas eluirá primeiro? ELUENTE: Fluido que entra na coluna. ELUATO: Fluido que emerge ao final da coluna. ELUIÇÃO: É o processo de passagem de um líquido ou de um gás por uma coluna cromatográfica. 5 C ro m a to g ra fi a (Adaptado de Skoog – Fundamentos de Química Analítica) Respondem ao soluto quando estes saem da coluna cromatográfica, gerando um cromatograma. 6 C ro m a to g ra fi a Gráfico que mostra a resposta do detector em função do tempo de eluição. CROMATOGRAMA Cada pico corresponde a uma substância diferente, eluída da coluna. Princípios Pensem ... Se o detector for um espectrofotômetro, qual será o sinal analítico? E se for um amperímetro? E se for um condutivímetro? E se for um Espectrômetro de Massas? 7 C ro m a to g ra fi a Considere a separação cromatográfica de uma mistura de A, B e C, cujo detector seja UV-VIS. Sabe-se que o comprimento de onda selecionado é 295 nm e que a ordem de eluição é a seguinte: Exemplo 1 Princípios A = 3 min. B = 5 min. C = 10 min. a) Sabendo que εA = 1500 ; εB = 500 e εC = 2000, desenhe o perfil do cromatograma. b) Sabendo que εA = 0 ; εB = 500 e εC = 2000, desenhe o perfil do cromatograma. 8 C ro m a to g ra fi a Considere as separações cromatográficas das misturas abaixo, cujo detector seja UV-VIS, funcionando em 295 nm e a FE uma coluna de caráter polar. Representes os respectivos cromatogramas. Exemplo 2 Princípios a) A: Muito Polar ; εA = 500 B: Polar ; εb = 1000 C: Apolar ; εc = 2000 b) A: Apolar ; εA = 500 B: Polar ; εb = 1000 C: Muito polar ; εc = 2000 9 C ro m a to g ra fi a Exemplo 2 – continuação ... Princípios c) A: Muito Polar ; εA = 500 B: Polar ; εb = 0 C: Apolar ; εc = 2000 d) A: Apolar ; εA = 500 B: Polar ; εb = 1000 C: Muito polar ; εc = 2000 10 C ro m a to g ra fi a Exemplo 2 – continuação ... Princípios e) A: Muito Polar ; εA = 500 B: Polar ; εb = 0 C: Pouco polar ; εc = 2000 f) A: Muito apolar ; εA = 500 B: Apolar ; εb = 1000 C: Muito apolar ; εc = 2000 Façam o exercício 2, considerando uma coluna com FE com caráter apolar. Exemplo 3 11 C ro m a to g ra fi a TERMOS COMUNS Considere a separação cromatográfica (CG) de uma mistura de octano, nonano e uma espécie desconhecida. Para esta separação, empregou-se o metano (CH4) como FM. (Adaptado de Harris – Quantitative Chemical Analysis) Princípios 12 C ro m a to g ra fi a TERMOS COMUNS Observa-se na Figura da imagem anterior que cada substância sai da coluna em um determinado tempo (TR). Princípios Observa-se também que o solvente (FM), também elui através da coluna, em um determinado tempo (Tm). É o tempo necessário, a partir da injeção, para que um determinado soluto alcance o detector. TEMPO DE RETENÇÃO (Tr) 13 C ro m a to g ra fi a Princípios É o tempo de retenção de um componente não retido pela FE, ou tempo de retardamento da FM – (IUPAC). TEMPO MORTO (Tm) ou “VAZIO” Fornece a velocidade da FM, que é igual a velocidade média de movimento das moléculas da FM. É um importante parâmetro na identificação de picos dos analitos. É o tempo adicional necessário para o soluto percorrer o comprimento da coluna, além do tempo necessário para o solvente, que não sofre retenção, percorrer o mesmo caminho. TEMPO DE RETENÇÃO AJUSTADO (Tr’) 14 C ro m a to g ra fi a Princípios Considere os seguintes cromatogramas. 15 C ro m a to g ra fi a Princípios Observe que os componentes da mistura não foram separados de maneira eficiente. 16 C ro m a to g ra fi a Princípios 17 C ro m a to g ra fi a Princípios Quanto maior a retenção do analito, maior é seu fator de capacidade. FATOR DE CAPACIDADE (k ou k’) ou FATOR DE RETENÇÃO Deve ser medido periodicamente para avaliação da degradação da coluna. Também chamado de razão de retenção ou razão de partição. Quando Kx é próximo de 1, significa que o analito x emerge em um tempo próximo ao eluente. Quando Kx é maior que 20 ou 30, significa que o Tr é muito longo. Ideal: entre 1 e 5 18 C ro m a to g ra fi a Princípios Exemplo: (Adaptado do concurso para UFMA de 2016) a) 1,20 b) 2,20 c) 2,50 d) 1,98 e) 3,20 Em um cromatograma obtido utilizando a cromatografia líquida de alta eficiência, o tempo de retenção (tR) de um pico é de 160s e o tempo de retenção de uma amostra que não teve interação com a fase estacionária foi de 50s. Qual o fator de capacidade (k’)? 19 C ro m a to g ra fi a Princípios Relação entre os tempos ajustados de cada espécie. RETENÇÃO RELATIVA (α) Quanto maior a retenção relativa, maior é a separação entre dois componentes. Nesta equação > Então, α será > 1. Como tempo de retenção relativa = tr – tm, podemos escrever a expressão acima da seguinte maneira: 20 C ro m a to g ra fi a Princípios Ex. 1: Uma mistura de benzeno, tolueno e metano foi injetada em um cromatógrafo a gás. O metano produziu um pico fino após 42 s, enquanto o benzeno necessitou de 251 s e o tolueno foi eluído em 333 s. Determine o tempo de retenção ajustado, o fator de capacidade e a retenção relativa para cada substância. (Adaptado de Harris – Análise Química Quantitativa) Parâmetro / Analito Benzeno Tolueno Tempo de retenção ajustado 209 291 Fator de Capacidade 4,98 6,93 Retenção Relativa 1,39 RESPOSTAS: 21 C ro m a to g ra fi a Parâmetros Quantitativos A eficiência de uma separação está relacionada, dentre diversos fatores, à qualidade da coluna cromatográfica. EFICIÊNCIA DE SEPARAÇÃO Historicamente, a destilação era o meio de separação mais poderoso para se separar compostos voláteis. Neste sentido, os estudos relacionados à eficiência de separação de uma coluna cromatográfica são baseados nos mesmos princípios. Considere a coluna de destilação da próxima imagem. 22 C ro m a to g ra fi a Parâmetros Quantitativos Kc = Constante de distribuição [A]FE = Conc. Do analito na FE [A]FM = Conc. Do analito na FM Quanto maior a quantidade de pratos, maior será o número de etapas de equilíbrio e melhor será a separação. Uma coluna de destilação era dividida em seções (pratos). Em cada prato, há um equilíbrio entre o líquido e o vapor. 23 C ro m a to g ra fi a Parâmetros Quantitativos EFICIÊNCIA DE SEPARAÇÃO Considera-se que uma coluna cromatográfica é dividida em seções discretas onde o soluto se encontra em equilíbrio com a FM e a FE. Estas seções discretas são denominadas PRATOS TEÓRICOS. A retenção de um determinado composto em uma dada coluna pode ser descrita pelo número de Etapas de Equilíbrio entre a injeção e a eluição. 24 C ro m a to g ra fi a Parâmetros Quantitativos Quanto maior o número de Etapas de Equilíbrio (MAIOR número de pratos teóricos), melhor é a separação, e mais ESTREITA será a banda quando o composto emergir. 25 C ro m a to g ra fi a Parâmetros Quantitativos (Adaptado de Harris – Quantitative Chemical Analysis) Uma curva ideal deve ter o perfil de uma curva gaussiana. h = altura. Wb = largura da base do triângulo Como uma coluna é dividida em várias seções, dizemos que ela possui um número de pratos (N) e um comprimento. Assim... 26 C ro m a to g ra fi a Prato Teórico (N): Coluna Cromatográfica ALTURA equivalente a um prato teórico (H) L = comprimento da coluna Quanto maior N (ou menor a H), melhor a separação e mais estreito é o pico. 27 C ro m a to g ra fi a Coluna Cromatográfica Exemplo: (Adaptado do concurso para analista – SEGEP/MA de 2016) Em um procedimento analítico utilizando a técnica de cromatografia gasosa, um determinado analito apresentou um tempo de retenção de 10 minutos e a largura do seu pico na base foi igual a 2 minutos, como mostra o cromatograma na figura abaixo. Com base nesses dados para o referido analito, o número de pratos teóricos da coluna é igual a: (A) 50. (B) 100. (C) 200. (D) 400. (E) 500. Início da injeção 28 C ro m a to g ra fi a Coluna Cromatográfica dc df H N 0,10 0,25 0,081 370370 0,25 0,25 0,156 192308 0,32 0,32 0,200 150000 0,32 0,50 0,228 131579 0,32 1,00 0,294 102041 0,32 5,00 0,435 68966 0,53 1,00 0,426 70423 0,53 5,00 0,683 43924 2,16 10% 0,549 3643 2,16 5% 0,500 4000 Capilar, L = 30 m Empacotada, L = 2 m dc = diâmetro da coluna em mm df = espessura da FE em µm 29 C ro m a to g ra fi a Ex. 1 a): Um soluto, com tempo de retenção de 400 segundos tem uma largura a meia altura de 8,0 segundos em uma coluna de 12,2 m de comprimento. Determine o número de pratos e a altura de prato da coluna. (Adaptado de Harris – Explorando a Química Analítica) Coluna Cromatográfica RESPOSTAS: N = 1,39 x 104 H = 8,74 x 10–4 30 C ro m a to g ra fi a Ex. 1 b): Se o número de pratos é constante e igual a 13875, qual é a largura de um pico que corresponde a um composto eluído em 600 segundos? (Adaptado de Harris – Explorando a Química Analítica) Coluna Cromatográfica RESPOSTA: Largura a meia altura = 12 seg 31 C ro m a to g ra fi a Ex. 2: Uma substância, com Tr de 407 s, tem um pico com largura de 13 s na base e uma coluna de 12,2 m de extensão. Determine o número de pratos e a altura do prato. RESPOSTA: N = 1,57 x 104 e H = 0,78 mm Coluna Cromatográfica (Adaptado de Harris – Análise Química Quantitativa) 32 C ro m a to g ra fi a Considere a separação de dois solutos através de uma coluna cromatográfica. Coluna Cromatográfica (Adaptado de Harris – Análise Química Quantitativa) 33 C ro m a to g ra fi a Parâmetro que avalia a separação dos picos vizinhos RESOLUÇÃO (R) Coluna Cromatográfica Tempos de retenção próximos Recomendação em QA: R ≥ 2 Para separar bem é necessário uma certa diferença nos tr’s. Assim, um MAIOR Δ tr implica numa MAIOR resolução e, consequentemente, numa MENOR sobreposição. 34 C ro m a to g ra fi a A resolução de uma coluna é uma medida quantitativa da sua capacidade de separação de dois analitos “A” e “B”. Assim, este parâmetro pode ser também calculado da seguinte maneira: RESOLUÇÃO (R) Coluna Cromatográfica 35 C ro m a to g ra fi a Ex. 3: As substâncias A e B têm tempos de retenção de 16,40 min. e 17,63 min., respectivamente, em uma coluna de 30 cm. Um composto não-retido passa através da coluna em 1,30 min. As larguras do pico na linha de base para os compostos A e B são 1,11 min. e 1,21 min. respectivamente. Coluna Cromatográfica (Adaptado de Skoog – Princípios de Análise Instrumental (exemplo 26,1)) Calcule: a) A resolução da coluna. b) O número médio de pratos na coluna. c) A altura de prato. d) O comprimento da coluna necessário para ter uma resolução de 1,5. e) O tempo necessário para eluir a substância B da coluna com Rs de 1,5. f) A altura de prato necessário para uma resolução de 1,5 na coluna original de 30 cm e no tempo original. 36 C ro m a to g ra fi a A equação descreve a altura do prato em função da vazão (u). EQUAÇÃO de van Deemter Alargamento das Bandas Caminhos Múltiplos Difusão Longitudinal Tempo de Equilíbrio Estes parâmetros são determinados pela coluna, FE, FM e temperatura. 37 C ro m a to g ra fi a Alargamento das Bandas Assim que o soluto entra na coluna, as moléculas tendem a se difundir nas extremidades, como se estivessem se espalhando. DIFUSÃO LONGITUDINAL É uma tendência natural e inevitável, que se inicia no início da coluna. 38 C ro m a to g ra fi a Alargamento das Bandas A passagem do soluto através da coluna é controlada por meio da vazão. DIFUSÃO LONGITUDINAL Quanto maior a vazão, menor é o tempo dentro da coluna e menor é a difusão. Assim, quanto mais rápido o fluxo (maior frequência analítica), mais estreitos os picos se apresentarão. onde u = vazão em mL/min. 39 C ro m a to g ra fi a Alargamento das Bandas Quanto menores as partículas da FE, menor será o alargamento frente a este mecanismo. CAMINHOS MÚLTIPLOS Este processo não ocorre em uma coluna capilar. (Adaptado de Harris – Quantitative Chemical Analysis) Ocorre em qualquer coluna empacotada com partículas sólidas, independentes da vazão. Ao entrar na coluna, o soluto passará por caminhos aleatórios. Assim, o soluto sairá em tempos diferentes, levando a um alargamento. 40 C ro m a to g ra fi a Alargamento das Bandas O soluto necessita de um tempo finito para alcançar o equilíbrio entre as FM e FE. TEMPO DE EQUILÍBRIO Se o equilíbrio é lento, o soluto na FE tende a ficar para trás do soluto na FM, provocando o alargamento. Quanto maior a vazão, menor é a zona de alargamento através desse mecanismo. Dentro de uma coluna, o soluto está em equilíbrio com as duas fases: FE e FM. (Adaptado de Harris – Quantitative Chemical Analysis) 41 C ro m a to g ra fi a Alargamento das Bandas TEMPO DE EQUILÍBRIO Ao contrário da difusão longitudinal, o alargamento devido à velocidade de equilíbrio é proporcional à vazão (u). OBSERVAÇÕES Vazão MAIOR alargamento por difusão. Vazão MAIOR alargamento pela velocidade finita de transferência de massa (equilíbrio não alcançado). 42 C ro m a to g ra fi a Alargamento das Bandas OBSERVAÇÕES vai ocorrer de qualquer maneira, mas deve ser mínimo. Necessita-se então de vazões intermediárias, onde ocorre um alargamento mínimo, mas com uma resolução ótima. PRÁTICA Deve-se encontrar uma vazão que atende a análise e sua demanda. Escolhe-se uma composição de solvente adequado, que permita uma boa separação. Trabalha-se com temperaturas adequadas. 43 C ro m a to g ra fi a Alargamento das Bandas PRÁTICA Cabe lembrarque o equilíbrio entre as fases é obtido mais rapidamente com o aumento da temperatura. Uma maior temperatura pode melhorar a resolução (equilíbrio alcançado mais rapidamente), permitindo uma separação mais rápida, sem a perda de resolução. Uma vez que os parâmetros para avaliar a Eficiência de uma coluna é a “H”, relaciona-se a altura de pratos (H) com os parâmetros de alargamento, da seguinte maneira: 44 C ro m a to g ra fi a Alargamento das Bandas Para cada FM, há uma condição em que H é menor. Em todos os casos, a melhor condição ocorre numa vazão intermediária. (Adaptado de David Harvey – Modern Analytical Chemistry)