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INTERAÇAO FAI IV – 26/08/2021 NUTRIÇAO ENTERAL DESNUTRIÇAO HOSPITALAR Prevalência de 19 A 80% - varia de acordo com pais e dos grupo de pacientes estudados. TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL (TNE) TNE Procedimentos terapêuticos Manutenção e recuperação Estado nutricional Nutrição enteral Administração de nutrientes pelo trato gastrointestinal pelo artificio de sondas Via exclusiva – calorias e nutrientes Suplementação – associada a via oral ou parenteral Atualmente – dietas desenvolvidas para uso enteral, mesmo que ingeridas por via oral, são consideradas alimentação enteral e o paciente categorizado em esquema de terapia nutricional enteral. TNE BEM CONDUZIDA Precoce para melhor a repercussão sobre o estado nutricional do paciente. ▪ Preserva a imunidade mucosa e sistêmica ▪ Evita deficiência de nutrientes ▪ Melhora os resultados clínicos ▪ Reduz permanência hospitalar ▪ Reduz o custo POR QUE ESCOLHER A VIA ENTERAL? Desde que o TGI esteja funcionante e tenha capacidade de digerir e observar alimentos, mesmo que parcialmente. A regra é: se o trato gastrointestinal funciona, mesmo que parcialmente, use-o Considerada como a mais fisiológica, quando comparada com a parenteral: - Evita a atrofia da mucosa - Mantem a flora enteral mais próxima do normal e preserva a função imune do trato gastrointestinal NUTRIÇAO ENTERAL PRECOCE Oferta de NE mas primeiras 48 horas de hospitalização, geralmente após a ocorrência de um evento traumático ou infeccioso. Intervenção necessária. A ausência de nutrientes no trato gastrointestinal, especialmente no intestino: -hipertrofia intestinal -quebra da barreira imunológica -maior permeabilidade intestinal (possível translocação bacteriana) Complicações infecciosas e ⇧ taxa de mortalidade VANTAGENS E DESVANTAGENS DA SONDA PRE E POS-PILORICA TNE: METODOS DE ADMINISTRAÇAO - Alimentação intermitente • Dieta administrada em períodos fracionados: em bolo e em gotejamento intermitente - Alimentação continua • Dieta administrada continuamente, por 12 ou 24 horas - utilizando Bomba de infusão SISTEMA DE ADMINISTRAÇÃO – Aberto: preparo da dieta e/ou envasamento de frascos, e geralmente com gotejamento intermitente – Fechado: aquisição da dieta pronta (já preparada) e gotejamento contínuo FÓRMULAS PARA NUTRIÇÃO ENTERAL Variáveis comumente avaliadas para a seleção de dietas enterais: – Densidade calórica – Osmolaridade/osmolalidade – Fórmula vs via e tipo de administração – Fontes dos nutrientes: carboidratos, proteínas, lipídios, vitaminas e minerais NUTRIENTES - Carboidratos - Fibras - Proteínas - Lipídios - Vitaminas e Minerais BASES CONCEITUAIS NA SELEÇAO DE NUTRIENTES EM TNE “Quando o intestino é funcionante e pode ser utilizado, use-o”. • Nutrientes são mais efetivamente metabolizados e utilizados quando administrados pela via enteral do que parenteral • Selecionar adequadamente o que deve ser administrado pela sonda enteral – nutrir adequadamente o doente (atividade complexa) - FIBRAS ALIMENTARES (CARBOIDRATOS COMPLEXOS NÃO-DIGERÍVEIS): • São todos os polissacarídeos vegetais da dieta e lignina – resistem à hidrólise pelas enzimas digestivas humana. • Fermentadas pelas bactérias intestinais • Vêm integrando a formulação enteral: categoria de “nutrientes”. • Recomendação: iniciar com quantidade mínima e evoluir segundo tolerância do enfermo. • Fontes mais comuns empregadas em nutrição enteral: Polissacarídeo de soja. • Conteúdo formulações: entre 5 e 14g de fibra/litro • Objetivos: regularizar o hábito intestinal e fornecer substrato energético colonócito-específico. (Após fermentação – produto final: ácido acético, butírico e propiônico) COMPOSIÇAO LIPIDICA · TCL - Triglicerídeos de cadeia longa - São importantes pois fornecem os ácidos graxos essenciais - ω 6: ácido araquidônico Principal fonte – óleo de soja e açafrão - ω 3: ácido eicosapentaenoico Principal fonte – óleo de peixe · TCM: triglicérides de cadeia media - são digeridos e absorvidos mais rapidamente, via sistema portal. - são absorvidos a partir do duodeno e jejuno, sem formação de micelas - São rapidamente hidrolisados por lipase lipoproteica no plasma - São substratos independentes da carnitina para transporte intramitocondrial. Fonte rápida de energia e rápido esvaziamento gástrico DENSIDADE CALORICA - É a expressão da quantidade de calorias fornecidas por mililitro de dieta pronta. – Determinação da DC: total de calorias que o paciente precisa receber versus o volume de dieta enteral que deverá ser administrado durante o dia (em função da sua capacidade de tolerar esta quantidade a ser infundida). Densidade calórica vs Quantidade de líquidos – Quantidade de calorias/ml de dieta – Necessidade energética x volume a ser administrado Dieta Padrão: 1 kcal/Ml DENSIDADE CALORICA VS QUANTIDADE DE LIQUIDOS • EXEMPLO: - Necessidade calórica do paciente: 2.000 kcal/dia - Este tem condição de receber até 2.000 mL/dia de dieta via enteral Densidade calórica da dieta enteral poderá ser de 1kcal/Ml Pacientes com restrição hídrica: dietas com maior densidade calórica (1,5 a 2 kcal/mL) CARGA OSMOLAR Categorização das fórmulas enterais segundo valores de osmolalidade na solução OSMOLARIDADE VALORES DE OSMOLARIDADE (m0sm/kg de agua) Hipotônica 280 – 300 Isotônica 300 a 350 Levemente Hipertônica 350 a 550 Hipertônica 550 a 750 Acentuadamente Hipertônica Maior que 750 OSMOLARIDADE • Valores relacionados a tolerância digestiva da formulação enteral (posição sonda) - estômago: tolera dietas ↑ osmolalidade - Pós-pilóricas, duodeno e jejuno: tolera dietas isosmolares Administração lenta de dietas hiperosmolares (bomba de infusão) permite controlar a intolerância CARACTERISTICAS DA NE VIA E TIPO DE ADM. • Escolha da via para administração da NE + tipo de infusão a ser adotado influência na escolha da formulação. • Determinação: horários de administração da dieta, volume a ser infundido, velocidade de infusão, tipo de administração (contínua ou intermitente; gotejamento gravitacional, em bolo). • Posicionamento gástrico - maior flexibilidade quanto ao volume total a ser infundido em cada horário de administração de dieta, maior liberdade quanto às variáveis osmolalidade e método de infusão da fórmula, volumes maiores em cada horário Dietas iso-osmolares até as hiperosmolares • Posicionamento pós-pilórico - Dietas preferencialmente iso-osmolares ou levemente hiperosmolares - Método intermitente: volume infundido não poderá ser muito elevado, variando entre 200 a 300 mL/horário. - Gotejamento mais indicado que o em bolos (menor intercorrências digestivas) - Controle do tempo para administração – importante. - Padrão: 60 gotas/minuto, podendo progredir até 120 gotas/minuto ADMINISTRAÇAO - TIPO DE DIETA E POSICIONAMENTO DA SONDA LOCAL VOLUME OSMOLARIDADE VANTAGENS DESVANTAGENS ESTOMAGO Volume maior é tolerado Dieta hipertônica é bem tolerada Uso de dieta polimérica e volume maior Risco de aspiração DUODENO OU JEJUNO Volume menor é tolerado Dieta hipo ou isotônica é a unica tolerada Menor risco de aspiração Uso de dieta oligomérica/ monomérica. MODO DE PREPARO: – Industrializadas: são quimicamente definidas, proporcionam uma maior segurança microbiológica; podem ser pó, líquidas (semipronta: latas 230 a 260 mL) ou prontas (frasco para bomba: 1000 a 1500 mL) – Artesanais: não apresentam garantia de valor nutricional e podem ter mais chance de contaminação. INDUSTRIALIZADAS APRESENTAÇAO DA DIETA SUPLEMENTOS ALIMENTARES CARACTERISTICAS DA NE COMPLEXIDADE DOS NUTRIENTES Categorização das fórmulas enterais segundo a complexidade de nutrientes TIPO TIPO DE NUTRIENTE NUTRIENTES Elementar / monomérica Nutrientes hidrolisados Aa, monossacarídeos(glicose) TCM e/ou óleo Oligomérica Nutrientes parcialmente hidrolisados Aa, peptídeos, oligossacarídeos (maltodextrose), TCM e /ou óleo Polimérica Nutrientes na sua forma intacta Proteínas (caseína, lactalbumina, proteína isolada de soja), polissacarídeos (amido, polímeros de glicose), óleo DIETAS MODULARES ▪ Nutrientes adquiridos separadamente para: - Elaborar dietas artesanais; - Acrescentar em dietas industrializadas; - Acrescentar em alimentação via oral (v.o.) ▪ Estão disponíveis: módulos de carboidratos, lipídeos, proteína, aa isolados, fibras, eletrólitos, minerais, aromatizantes e espessantes. MODULOS DE NUTRIÇAO ENTERAL ▪ Módulos de CHO - Oligossacarídeos (maltodextrina) ou polímeros de glicose; - Ex: Oligossac® (Support), Resource Dextrol® (Novartis), Nutri Dextrin® (Nutrimed) e Polycose® (Abbott). ▪ Módulos de LIPÍDEOS - TCM (triglicérides de cadeia média); - Ex: Resource TCM® (Novartis), Nutri TCM® (Nutrimed) e Trigliceril® (Support). ▪ Módulos de PROTEÍNAS - Proteínas (caseinato de Ca e polipeptídeos); - Ex: Promod® (Abbott), Resource Protein® (Novartis), Nutri Protein® (Nutrimed), Caseical® (Support). ▪ Módulos de FIBRAS - Totais, solúveis e FOS (frutooligossacarideos) - Ex: Benefiber (Novartis), Stimulance (support) ▪ Módulos de VITAMINAS E MINERAIS - Ex: Plurimineral e Pluriivitamin (support) ▪ ESPESSANTES - Ex: Thicken-up® (Nestlé), Thick&Easy® (Fresenius) e Nutilis® (Support). MEMBROS DA EQUIPE - Medico - Nutricionista - Enfermeiro - Fonodiologo - Farmacêutico - Psicólogo - Fisioterapeuta - Assistente social - Terapeuta ocupacional