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CASO CLÍNICO 
SISTEMA LOCOMOTOR 
Lara Camila | 4º Semestre 
 
CASO 1 
Identificação: R.S.A., sexo masculino, de 
47 anos, pardo, casado, natural e 
procedente de Salvador, comerciante. 
 
QP: dor no tornozelo esquerdo há 3 dias; 
HMA: paciente vem para a emergência com 
história de dor no tornozelo esquerdo há 3 
dias, com manutenção do quadro até o 
momento – o que motivou sua procura. 
 
QUESTIONAMENTOS 
>> História da doença atual 
Fator de piora: repouso prolongado. Sem 
fatores de melhora. 
A dor não irradia, é de forte intensidade 
(9/10); 
Apresenta edema, hiperemia e calor no 
tornozelo esquerdo; 
Já apresentou quadro semelhante, porém 
no hálux, há 2 anos; não tem certeza, mas 
acredita ter relação com alimentação do 
fim de semana, um churrasco com os 
amigos. 
 
>> Hábitos de vida 
Sedentário; ex-tabagista, abstêmio há 5 
anos. Fumava meio maço/dia. É etilista, 
com episódios de alta ingestão em alguns 
finais de semana. Nega uso de drogas 
ilícitas. 
 
>> Antecedentes pessoais 
É hipertensoe dislipidêmico; já fez 
colecistectomia há 5 anos. Correção 
cirúrgica de fratura na perna direita há 20 
anos. Nega transfusões; “vacinação 
completa” – acredita que tenha tomado 
todas as vacinas da infância. 
 
>> Antecedentes familiares 
Genitora tem HAS e DM. Teve um episódio de 
AVC aos 50 anos. 
Genitor apresentava elevação de ácido úrico. 
Tinha HAS. Faleceu por um acidente 
automobilístico. 
Irmão com HAS. 
 
>> Interrogatório Sistemático 
 Refere ganho ponderal nos últimos meses 
– associa com as mudanças durante a 
pandemia; além do que foi dito na HMA, 
sem outras queixas do aparelho locomotor. 
Nega lesões cutâneas; 
Ritmo intestinal regular, uma 
dejeção/dia. Nega Dor abdominal ou outros 
sintomas. 
Nega precordialgia, dispneia ou edema nos 
MMII – exceção do tornozelo. 
Nega queixas como cefaleia, alterações de 
força, sensibilidade ou outras. 
 
➢ MONOARTRITE AGUDA DE CARÁTER 
INFLAMATÓRIO 
OBS: o fato de acometer apenas uma 
articulação, fala a favor de causa 
infecciosa. No entanto, o paciente não 
apresenta febre, o que nos leva a ficar em 
dúvida. 
 
O fato de piorar com o repouso prolongado + 
edema + hiperemia + calor + quadro 
semelhante no hálux nos faz pensar em 
doença autoimune. No entanto, ele não 
deve lesões cutâneas, sintomas associados 
e o fato de ele ser homem, afasta a hipótese 
de ser uma doença autoimune. 
 
O sobrepeso + dislipidemia + HAS + 
histórico do pai + hábitos alimentares + ex-
tabagista + etilista + sedentarismo nos faz 
a pensar em uma causa metabólica. No 
entanto, o fato de não ter tido muito 
acometimento sistêmico e o quadro ser 
agudo nos deixa em dúvidas. 
 
EXAMES LABORATORIAIS 
Hemograma: normal 
Ácido úrico: 12mg/dL 
Rx pés: sem alterações 
 
Como o hemograma deu normal, 
afastamos doenças infecciosas – que 
apresentaram alteração nos leucócitos. 
O ácido úrico está alto; 
 
Suspeita diagnóstica: artrite gotosa 
(monoartrite aguda inflamatória 
metabólica) 
 
Hiperuricemia é um achado do exame 
laboratorial, mas nem todo mundo que 
tem hiperuricemia tem gota. 
Normalmente, quem te gota tem 
hiperuricemia. A hiperuricemia pode ter 
várias causas com manifestações 
diferentes; a gota é a manifestação 
articular da hiperuricemia – há depósitos 
de cristais de ácido úrico, principalmente 
na articulação. Geralmente, tem 
predileções pela articulação metatarso 
falangiana e grandes articulações, como 
tornozelo, joelho etc. 
Além disso, as radiografias são normais; 
apenas casos graves e mais avançados 
podem apresentar alterações.

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