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Teorias da Aprendizagem Tema 07 - Psicogênese da pessoa completa de Henry Wallon Bloco 1 Vanessa Moreira Crecci Inicialmente você irá conhecer a trajetória de Heny Wallon. Em seguida, em linhas gerais, conhecerá a perspectiva teórica do autor para, então, compreender os estágios de desenvolvimento que o autor elaborou que são intitulados estágios da psicogênese da pessoa completa. Henry Wallon (1879 – 1962) •Nasceu em Paris, França, em 1879. •Aos 23 anos formou-se em Filosofia e, aos 29 anos, em Medicina. Naquela altura, estava trabalhando com crianças diagnosticadas com deficiências mentais e problemas psicomotores. A tese de doutorado do pesquisador foi intitulada de A Criança Turbulenta, que seria o primeiro de vários livros com a temática da psicologia da criança. Fonte: <http://www.psicologos.com.br>. Acesso em: 7 dez. 2018. Figura 1 | Henri Wallon http://www.psicologos.com.br/ Atenção! Os trabalhos de Wallon se situam no campo da psicologia genética e do desenvolvimento. É importante não confundir a teoria de psicologia genética com epistemologia genética. A segunda foi criada por Jean Piaget para compreender como uma pessoa passa de um estado de não conhecimento para um estado de conhecimento. A psicologia genética, por sua vez, tem interesse em compreender quais as origens dos processos psíquicos. •A estrutura biológica seria a primeira condição para o desenvolvimento, mas existem as condições do mundo externo. Segundo o pesquisador, o desenvolvimento ocorre a partir de interdependência de fatores biológicos e sociais. Fonte: <https://www.istockphoto.com/br/foto/l%C3%BAdica-de- crian%C3%A7as-se-divertindo-durante-uma-corrida-abaixo-arco-%C3%ADris- bolhas-na-gm991876520-268769933>. Acesso em: 7 dez. 2018. A evolução psicológica da criança Wallon foi um autor contrário a linearidade que transitou entre diferentes temas e funcionalidades da dinâmica do desenvolvimento da criança, em coerência com as contradições e sobreposições que a caracterizam. A evolução psicológica da criança Wallon, ao longo de sua trajetória, é coerente com seus posicionamentos políticos, pois estuda a criança como um ser completo. Fonte: <https://www.istockphoto.com/br/foto/quatro-crian%C3%A7as- saindo-juntos-no-jardim-gm944585218-258011791 >. Acesso em: 7 dez. 2018.c Teorias da Aprendizagem Tema 07 – Psicogênese da pessoa completa de Henry Wallon Bloco 2 Vanessa Moreira Crecci A criança passa diferentes estágios que oscilam entre momentos de maior interiorização e outros mais voltados para o exterior, sendo possível demarcar alguns deles ao longo do desenvolvimento infantil. Destacamos que os slides a seguir foram elaborados com base em Junqueira (2010). Interiorização versus Exteriorização Fonte: <https://www.istockphoto.com/br/foto/crian%C3%A7a-est%C3%A1- brincando-de-super-her%C3%B3i-gm918395150-252628578>. Acesso em: 7 dez. 2018. Fonte: <https://www.istockphoto.com/br/foto/crian%C3%A7a-est%C3%A1- brincando-de-super-her%C3%B3i-gm918395154-252628579>. Acesso em: 7 dez. 2018. Estágio 1 Impulsivo (0 a 3 meses) Emocional (3 meses a 1 ano) O estágio 1 é dividido em dois momentos. O primeiro ano de vida da criança é predominantemente afetivo. A partir da afetividade que a criança estabelece suas primeiras relações sociais e com o ambiente. Os movimentos do bebê, de início, são caóticos, mas as relações que estabelecem, gradualmente permitem que a criança passe da desordem gestual às emoções diferenciadas, caracterizando o segundo momento. Estágio 2 Sensório-motor (12 a 18 meses) Projetivo (3 anos) Esse estágio também pode ser dividido em duas partes. Até por volta dos 3 anos de idade, a criança tem predomínio das relações exteriores e da inteligência. Esta é eminentemente prática e, uma vez que os campos funcionais são indissociáveis, o pensamento, via de regra, se projeta em atos motores. Em seguida, destacam-se os aspectos discursivos que, por meio da imitação favorece a aquisição da linguagem. Estágio 3 Personalismo (3 a 6 anos); Crise de Oposição (3 a 4 anos); Idade da graça (4 a 5 anos); Imitação (5 a 6 anos) Refletindo a característica pendular do desenvolvimento, nesse estágio há predomínio da afetividade. Estendendo-se até aos seis anos de idade, nesse período, forma-se a personalidade e a autoconsciência do indivíduo, muitas vezes refletindo-se em oposições da criança em relação ao adulto e, ao mesmo tempo, com imitações motoras e de posturas sociais. Estágio 4 Categorial (6 a 11 anos) Mais uma vez, predominando a inteligência e a exterioridade, no estágio categorial – que se estende até por volta dos onze anos de idade –, a criança passa a pensar conceitualmente, avançando para o pensamento abstrato e raciocínio simbólico, favorecendo funções como a memória voluntária, a atenção e o raciocínio associativo. Estágio 5 Adolescência (a partir dos 11 anos) As transformações físicas e psicológicas da adolescência acentuam o caráter afetivo desse estágio. Conflitos internos e externos fazem o indivíduo voltar-se a si mesmo, para autoafirmação e poder lidar com as transformações de sua sexualidade. Em síntese... Os trabalhos de Wallon se situam no campo da psicologia genética e do desenvolvimento. O seu método de estudo considera o meio e a condição orgânica. A estrutura biológica seria a primeira condição para o desenvolvimento, mas existem as condições do mundo externo. Wallon, ao longo de sua trajetória e coerente com seus posicionamentos políticos, estuda a criança como um ser completo. Para Wallon, o desenvolvimento, pensado dialeticamente, alterna momentos de maior introspecção e de maior extroversão. Na perspectiva de Wallon, a criança passa por diferentes estágios que oscilam entre momentos de maior interiorização e outros mais voltados para o exterior, sendo possível demarcar alguns deles ao longo do desenvolvimento infantil. Referência JUNQUEIRA, Patrícia. Wallon e a psicogênese da pessoa na educação brasileira. In: JUNQUEIRA, Patrícia (Tradução); DIAS, Elaine Terezinha Dal Mas (Org.). Henry Wallon. Recife: Fundação Joaquim Nabuco – Editora Massangana, 2010.