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PATRÍCIA LINDEMANN 1 Choque Vasculogênico (Distributivo) Não há perda de volume sanguíneo circulante, o que ocorre é o aumento da capacidade vascular (vasodilatação), diminuindo a resistência periférica causando uma hipovolemia relativa, e aí por volemia acarreta na diminuição da Pressão Arterial, diminuindo o retorno venoso e débito cardíaco. O coração é irrigado na fase diastólica ao contrário do corpo que se irriga na fase sistólica. Isso ocorre, pois na sístole, os vasos também são contraídos, dessa forma, o sangue não consegue entrar nos vasos para realizar a irrigação, entretanto, durante a diástole, os vasos se abrem e o sangue por relaxamento entra nos vasos irrigando o coração. E por isso o retorno venoso se vê importante, pois vai conferir também a irrigação do miocárdio. O choque vasculogênico apresenta algumas variedades como: ➔ Paralisia vasomotora (choque neurogênico): pode ocorrer em paralisias do sistema nervoso simpático; traumatismo na medula oblonga e tóraco- lombar; depressão por anestesia geral profunda (barbitúricos); ou ainda em casos de intoxicação por fármacos hipotensores ou produtos químicos. ➔ Agentes vasoativos de anafilaxia (choque anafilático): ocorre pela falência circulatória periférica provocada principalmente pela liberação de histamina serotonina e bradicinina, que aumentam a capacitância vascular(vasodilatação), causando uma queda na pressão de perfusão tecidual. ➔ Toxinas bacterianas (choque séptico ou endotóxico): nele ocorre 2 fases de liberação de catecolaminas, onde a primeira fase é compensatória, e a segunda uma fase descompensatória. Cerca de 80% do sangue que sai pela aorta, retorna para irrigar o coração, pois sua demanda de oxigênio é muito grande, e por isso o mecanismo de revezamento sanguíneo se vê tão importante. PATRÍCIA LINDEMANN 2 Na primeira fase, ou fase hiperdinâmica, ocorre o aumento do débito cardíaco e aumento do tono periférico, ou seja, diminuindo a capacitância e aumentando a pressão de perfusão tecidual. Na segunda fase ou a fase hipodinâmica ocorre a diminuição do débito cardíaco por sequestro capilar o que acarreta na diminuição do retorno venoso. No choque neurogênico ocorre uma hipovolemia relativa pelo aumento da capacidade vascular e manutenção da volemia o que desencadeia na baixa da pressão de perfusão.