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Dinâmica celular 2 ENDEREÇAMENTO DE PROTEÍNAS E TRÁFEGO VESICULAR Objetivos ✔Compreender como as proteínas são direcionadas especificamente às organelas ✔Conhecer a dinâmica do processo de distribuição de proteínas nos diferentes compartimentos celulares ✔Entender a importância da glicosilação nas funções das proteínas ✔Descrever os mecanismos e proteínas envolvidas no tráfego vesicular Compartimentos onde acontecem reações especificas Ribossomos: sintetizam as proteínas e podem estar livres ou aderidos ao RER. REL: síntese de lipídeos (por exemplo os da membrana ) Como a proteína sabe o seu destino? Todas as proteínas sintetizadas vão ter uma porção de peptídeo sinal, sinal de enderece amente. é a porção N terminal da proteínas que vai enderece-la pra onde ela precisa ir .ligado a metionina.. Se ela não tiver esse peptídeo sinal, vai ficar livre no citoplasma. Sinal de endereçamento → porção da sequência de aminoácidos da proteína, tipicamente com 15 a 60 resíduos de comprimento. O destino de uma proteína sintetizada no citosol depende do sinal de endereçamento (sequência sinal) receptores de endereçamento Complementares Proteínas são sintetizadas no ribossomo (citosol). DNA >> RNA >> PROTEINA Sinal de endereçamento → porção da sequência de aminoácidos da proteína, tipicamente com 15 a 60 resíduos de comprimento O destino de uma proteína sintetizada no citosol depende do sinal de endereçamento (sequência sinal) - receptores de endereçamento complementares As sequências-sinal direcionam as proteínas aos destinos corretos. As proteínas destinadas ao RE possuem uma sequência-sinal N-terminal que as direciona para aquela organela, As proteínas destinadas a permanecerno citosol não possuem tal sequência-sinal. Técnicas de DNA recombinante podem ser usadas para alterar o destino das duas proteínas: se a sequência-sinal é removida de uma proteína do RE e ligada a uma proteína citosólica, ambas as proteínas ocuparão para o local inapropriado esperado. E se não houver sinal??? A proteína permanece no citosol Ribossomos. Livre no citoplasmas Aderido no RER Como a célula vai saber se a proteína vai ser traduzida pelo livre ou do RER, vai depender do destino final? RNAm e os ribossomos se ligsm para formarem as proteínas, o N terminal é o peptídeo sinal que é reconhecido pelo SRP, ao se ligar direciona para o RER e a partir disso o ribossomo termina a tradução da proteína dentro do RER. Depois de sintetizado a proteína o peptídeo sinal é liberado no citosol. EX: INSULINA, hormônio polipeptídico. Serve para lecar a glicose para as células promovendo a redução da glicemia entérica. Precisa estar na corrente sanguínea, assim precisa sair da celular (complexo de golgi), precisando ser sintetizada por ribossomos aderidos ao RER. 1. RNAm sai do núcleo para o citosol 2. Ribossmo se liga a esse rna e tem um sinal 3. Receptor se liga ao ribossomo SRP 4. Direciona o ribossomo para RER 5. Vai para o golgi 6. Exocitada – insulina Na célula todas as proteínas são traduzidas pelos ribossomos que estão no citoplasma ou RER, dependendo do destino final da proteína vamos saber pra onde vai, se for traduzida no lúmen depois no CG depois membrana celular sendo exocitada pelos ribossomo livres e são sintetizadas no RER pelo direcionamento do SRP, indo p onde for direcionada, já se não tiver o peptídio sinal ficam livres no citoplasma com os ribossomos produzindo essa proteína As proteínas que serão traduzidas no RER terão um certo peptídeo sinal que encaminha ela para o reticulo. As proteínas que serão produzidas no citsol livre terão um certo peptídeo sinal Ex: proteína de memb plasmática ou para ser secretada vai precisar passar pelo complexo de golgi. Mas, para isso ela precisa ser produzida no RER. Ou seja, proteínas que vao pra mem plasmática, secretedas precisa ser sintetizada no RER. Se precisar ir pro núcleo, peroxissomo vai ser produzida no citoplasma. É importante serem sintetizadas no rer porque la vão ser N glicosiladas.. Essa n-glicosilaçao determinar o estado de enovelamento das proteínas. As proteínas mal enoveladas no RER são exportadas e degradas no citosol, no proteassoma pois recebe um sinalizador para essa degradação. Trafego celular RER >> GOLGI >> pode ir para membrana, fora da célula, formar lisossomo tardio. Trafego celular mediado por vesículas, a partir da face do trans do golgi. Essas vesículas vao ter sinais de direcionamentos. Revestidas pr certas proteínas que sera reclicladas. Cop1 Cop2 Clatrina Botulismo O complexo de SNARE e SNAP25 é o alvo da poderosa toxina Clostridium botulinum, protease que cliva ligações específicas nessas proteínas, impedindo a neurotransmissão e causando a morte do organismo. Devido à sua alta especificidade para essas proteínas, a toxina botulínica purificada tem servido como poderosa ferramenta para o detalhamento do mecanismo de liberação de neurotransmissor in vivo e in vitro. As organelas delimitadas por membranas importam proteínas por um destes três mecanismos. Todos esses processos requerem energia. A proteína permanece enovelada durante o transporte nos mecanismos 1 e 3, mas em geral deve ser desnaturada durante o mecanismo 2.. -TIPOS DE TRANSPORTE: 1. proteínas que vão do citosol ao núcleo pelos poros nucleares; permitem a passagem de macromoléulas específicas que contém o sinal de endereçamento (sinal de localização nuclear, consiste em uma sequência com várias lisinas e argininas carregadas positivamente), e também a difusão livre de moléculas menores; -no envelope nuclear há diversos receptores de transporte nuclear que ligam-se ao sinal de localização nuclear nas proteínas, isso permite a passagem para o meio interno ao envelope nuclear; após a passagem o receptor retorna ao citosol para ser reutilizado; esse transporte requer energia advinda do GTP; -o envelope nuclear possui duas membranas concêntricas, sendo que a membrana nuclear interna contém proteínas que atuam como sítios de ligação para os cromossomos e fornecem sustentação para a lâmina nuclear, uma malha tecida de filamentos proteicos que se dispõe sobre a face interna dessa membrana e que fornece um suporte estrutural para o envelope nuclear; 2. proteínas que vão do citosol ao RE e mitocôndrias por meio de translocadores proteicos localizados nas membranas; a molécula proteica transportada normalmente deve desdobrar-se e possui uma sequência N-terminal; cada proteína é desenovelada à medida que é transportada da membrana externa para a interna, e sua sequência-sinal é removida após a translocação ser completada; quando a proteína tem que chegar a uma região + específica dentro da mitocôndria ou do RE, há outro sinal que é exposto quando o 1 sinal for removido; -a manutenção da mitocôndria se dá também principalmente pela importação de lipídeos para sua membrana, que advém do RE e citosol; Os fosfolipídeos são transportados individualmente para essas organelas por proteínas hidrossolúveis carreadoras de lipídeos que extraem uma molécula fosfolipídica de uma membrana e a entregam à outra. Essas proteínas asseguram que as diferentes membranas celulares sejam capazes de manter sua composição lipídica característica. -o RE, muitas vezes é apenas o ponto de entrada para essas proteínas, que muitas vezes não estão 100% sintetizadas, ou seja, os ribossomos que estão sintetizando essas proteínas devem permanecer também presos na membrana do RE, formando o RER; as proteínas que devem permanecer no RE tem um sinal de endereçamento chamado de sinal de retenção no RE; -devemos analisar os 2 tipos de proteínas que são transferida do citosol para o RE: 1.proteínas hidrossolúveis que passam pela membrana doRE e entram para o lúmen são destinadas a secreção ou para o lúmen de uma organela; 2.proteínas transmembrana que são parcialmente translocadas e ficam embebidas no RE, ficam em membranas do RE, de organelas ou até mesmo da membrana plasmática; essa translocação ocorre normalmente como uma proteína solúvel, porém chega outro sinal hidrofóbico que impede a passagem completa da proteína para dentro do lúmen; podem haver também proteínas de passagem dupla; 3. proteínas que se movem do RE para outras organelas por vesículas de transporte; as quais se tornam cheias de uma carga de proteínas do espaço interior, ou lúmen, de um compartimento, à medida que se desprendem das suas membranas. As vesículas subsequentemente descarregam a sua carga em um segundo compartimento ao fusionar-se com a membrana deste; -o destino geralmente é o aparelho de Golgi; as rotas de transporte mediadas pelas vesículas se estendem para fora do RE em direção à membrana plasmática e para dentro da membrana plasmática para os lisossomos, fornecendo, portanto, rotas de comunicação entre o interior da célula com suas vizinhanças. À medida que proteínas e lipídeos são transportados para fora por essas rotas, muitos deles sofrem vários tipos de modificações químicas, como a adição de cadeias laterais de carboidratos e a formação de pontes dissulfídicas que estabilizam a estrutura proteica; -o transporte vesicular entre compartimentos envoltos por membranas do sistema de endomembranas é altamente organizado; Para realizar sua função corretamente, cada vesícula de transporte que brota de um compartimento deve levar consigo somente as proteínas apropriadas para o seu destino e fusionar-se com a membrana-alvo apropriada; -vesículas que brotam da membrana possuem uma capa proteica distinta na sua superfície, sendo chamadas de vesículas revestidas, essa capa proteica serve para proteção da vesícula e para promover interações durante o transporte a ser realizado; -as vesículas revestidas pela proteína clatrina são + estudadas, elas brotam do aparelho de Golgi, na via secretória (para fora) e da membrana plasmática, na via endocítica (para dentro); as proteínas de revestimento conhecidas como adaptinas, são responsáveis por manter a clatrina ligada à vesícula e selecionam as moléculas que serão carregadas no transporte; -as adaptinas ajudam a capturar moléculas carga específicas pelo aprisionamento dos receptores de carga que se ligam a elas. Dessa forma, um conjunto selecionado de moléculas carga, ligadas aos seus receptores específicos, é incorporado ao lúmen de cada vesícula revestida de clatrina recém- formada; -outra classe de vesículas revestidas, chamadas de vesículas COP-revestidas, está envolvida no transporte de moléculas entre o RE e o aparelho de Golgi, e de uma parte do aparelho de Golgi para outra -Na maioria dos casos, a vesícula é ativamente transportada por proteínas motoras que se movem ao longo das fibras do citoesqueleto; as proteínas Rab e SNAREs auxiliam diretamente no transporte de vesículas para suas membranas-alvo. Uma proteína de aprisionamento filamentosa sobre uma membrana se liga à proteína Rab na superfície de uma vesícula. Essa interação permite à vesícula ancorar na sua membrana-alvo. A v-SNARE sobre a vesícula então se liga a uma t-SNARE (permite a fusão das bicamadas, eliminando qualquer partícula de H20 presente) complementar sobre a membrana-alvo. Enquanto as proteínas Rab e as de aprisionamento fornecem o reconhecimento inicial entre uma vesícula e a sua membrana-alvo, o pareamento de SNAREs complementares também ajuda a assegurar que as vesículas de transporte alcancem suas membranas-alvo apropriadas; VIAS SECRETORAS -proteínas recém-sintetizadas, lipídeos e carboidratos são distribuídos do RE, via aparelho de Golgi, para a superfície celular pelas vesículas de transporte que se fundem à membrana plasmática em um processo chamado de exocitose, durante todo esse processo a molécula é modificada quimicamente; -muitas proteínas quando entram no lúmen ou na membrana do RE são convertidas em glicoproteínas por meio das ligações covalentes de cadeias laterais curtas de oligossacarídeos, esse processo só é possível porque no RE há enzimas responsáveis por essa GLICOSILAÇÃO; essa reação é importante pois o oligossacarídeo protege a proteína da degradação, prendendo ela no RE até o fim do seu enovelamento correto, também pode servir como um sinal de endereçamento e transporte; esses processos são concomitantes à tradução; -o oligossacarídeo é originalmente preso a um lipídeo especializado, chamado de dolicol, na membrana do RE; então é transferido para o grupo amino (NH2) de uma cadeia lateral de asparagina da proteína, imediatamente após a imersão da asparagina-alvo no lúmen do RE durante a translocação proteica. A adição ocorre em uma única etapa enzimática catalisada por uma enzima ligada à membrana (uma oligossacarídeo-proteína-transferase) que possui o seu sítio ativo exposto na face luminal da membrana do RE, o que explica por que as proteínas citosólicas não são glicosiladas dessa maneira; - No processo O-glicosilação, a ligação é feita entre o grupo hidroxila da serina ou treonina e o carboidrato; -as proteínas que tiveram erro durante seu enovelamento e formação são mantidas no RE, pela ligação com as proteínas chaperonas moleculares que lá residem(ATP dependentes); essas chaperonas permitirão o enovelamento correto e quando isso acontecer a proteína será liberada do RE; Dessa forma, o RE controla a qualidade das proteínas que exporta para o aparelho de Golgi; -há também as chaperoninas, que formam câmaras de enovelamento dentro das quais todas as proteínas desnaturadas, ou parte delas, podem ser sequestradas, fornecendo-lhes tempo e ambiente adequados para que o processo de enovelamento ocorra apropriadamente; -cada pilha de Golgi possui duas faces distintas: uma face de entrada, ou cis, e uma face de saída, ou trans. A face cis é adjacente ao RE, e a face trans aponta em direção à membrana plasmática. A cisterna mais externa de cada face está conectada a uma rede de vesículas e tubos membranosos interconectados. As proteínas solúveis e membrana entram na rede cis de Golgi pelas vesículas de transporte derivadas do RE. As proteínas viajam pelas cisternas em sequência por meio de vesículas de transporte que brotam de uma cisterna e se fusionam com a próxima. As proteínas saem da rede trans de Golgi em vesículas de transporte destinadas para a superfície celular ou para outro compartimento; VIAS ENDOCÍTICAS -pinocitose: ingestão de líquido e moléculas por pequenas vesículas; há presença das clatrinas nesse processo, ou seja, após o englobamento da partícula, a clatrina a reveste e forma o endossomo(meio ácido), esse compartimento endossômico age como a principal estação de distribuição na via endocítica de entrada, da mesma forma que a rede trans de Golgi serve essa função na via secretória de saída.; -a endocitose mediada por receptores fornece uma rota específica dentro de células animais; as macromoléculas se ligam a receptores complementares na superfície celular e entram na célula como complexos de receptor- macromolécula em vesículas revestidas de clatrina; metabólitos essenciais como :LDL, vitamina B12 e ferro, utilizam esse mecanismo para entrar nas células; -os endossomos podem entregar seu conteúdo aos lisossomos, ou podem seguir outras rotas dentro da célula; -fagocitose: ingestão de partículas grandes, como microrganismos e fragmentos celulares, por meio dos fagossomos; essas células fagocitárias, como os macrófagos, por exemplo, realizam a defesa do organismo contra agentes invasores; primeiro deve haver o contato do invasor com a membrana da célula fagocitáriae consequente ativação de diversos receptores celulares, que reconhecem anticorpos, após isso a célula emite pseudópodes, que são projeções que engolfam a bactéria, formando então um fagossomo; esse fagossomo se fusiona com o lisossomo que se encarrega de liberar enzimas hidrolíticas (pH 5) para digestão; -a maioria das proteínas da membrana lisossômica é bastante glicosilada de forma singular; os açúcares, que cobrem muito da superfície das proteínas revestindo o lúmen, protegem as proteínas da digestão pelas proteases lisossômicas; -autofagia é usada para a degradação de partes obsoletas da própria célula;