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ASSISTÊNCIA NUTRICIONAL NAS PATOLOGIAS DO SISTEMA DIGESTÓRIO E ÓRGÃOS ANEXOS Profª Angélica Ozório Linhares angelicaozorio@gmail.com 03/setembro/2021 FACULDADE ANHANGUERA PELOTAS CURSO DE NUTRIÇÃO – 6º SEMESTRE DISCIPLINA DE ASSISTÊNCIA NUTRICIONAL NAS PATOLOGIAS DO SISTEMA DIGESTÓRIO E ÓRGÃOS ANEXOS ASSISTÊNCIA NUTRICIONAL NAS PATOLOGIAS DO SISTEMA DIGESTÓRIO E ÓRGÃOS ANEXOS • Assistência nutricional nas doenças do esôfago: • Acalasia • Disfagia • Esofagite • Refluxo gastroesofágico • Divertículos e varizes esofagianas • Câncer de esôfago Para que nos alimentamos? Para nos mantermos nutridos. Alimentar-se está ligado a manter-se vivo. Mas, não podemos desconsiderar o aspecto psicossocial da alimentação. Qual a diferença entre comer um bolo de chocolate ou uma porção de quiabo? Sem considerar o valor nutricional, o que faz com que a maioria das pessoas escolha o bolo? Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças do esôfago Para que nos alimentamos? Escolhas alimentares associações com situações positivas. História de vida e hábitos diários formam nosso paladar. Dimensão social festas e comemorações sem comida? Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças do esôfago QUALIDADE DE VIDA O esôfago tem como principal função, a condução de alimentos da faringe até o estômago. Esse tubo musculomembranoso e elástico possui três camadas: mucosa, submucosa e muscular e é dividido em: Esfíncter Esofágico Superior (EES) e Esfíncter Esofágico Inferior (EEI). Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças do esôfago Quando o EES encontra-se em repouso, está contraído, formando uma barreira ao refluxo de alimento para a faringe e impede a entrada de ar para o esôfago durante a respiração. O alimento ingerido é conduzido ao estômago por gravidade e contrações peristálticas, variando de acordo com a consistência do alimento. Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças do esôfago O ato de engolir. O transporte do conteúdo (bolo alimentar ou saliva) da boca até o estômago. https://www.youtube.com/watch?v=HUAGCimpR00 Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças do esôfago DEGLUTIÇÃO Existem doenças esofagianas que interferem potencialmente no estado nutricional do indivíduo, podendo levá-lo a quadros graves de desnutrição. Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças do esôfago QUALIDADE DE VIDA DEGLUTIÇÃO – 3 FASES 1. Fase preparatória oral 2. Fase faríngea 3. Fase esofágica Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças do esôfago DISFAGIA É um sintoma que se caracteriza por qualquer alteração no trânsito do alimento da boca até o estômago, colocando o indivíduo em risco de aspiração pulmonar, desnutrição e/ou desidratação. Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças do esôfago Disfagia Qualquer dificuldade na deglutição. Seja resultante de influencias na precisão e sincronia dos movimentos musculares como também, nas alterações das estruturas associadas a deglutição. Essas circunstâncias causam inabilidades advindas tanto do controle do Sistema Nervoso Central (SNC), quanto disfunção mecânica (REIS, 2010). Muito comum em idosos, podendo chegar a 60% dos pacientes atendidos em domicílio, e isso ocorre devido as alterações fisiológicas desta faixa etária, como, redução de secreção salivar, aumento do tempo de resposta motora necessária para formar o bolo alimentar e prejuízo na peristalse faríngea e na abertura do esfíncter esofágico. Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças do esôfago Disfagia orofaringeana Ocorre em função de anormalidades que afetam o mecanismo neuromuscular de controle do movimento do palato, faringe e Esfíncter Esofágico Superior (EES). Os engasgos são frequentes. Pode ocorrer em pacientes com doenças do SNC ou distúrbios neuromusculares, como acidente vascular encefálico, neoplasias, doença de Parkinson, esclerose múltipla, esclerose lateral amiotrófica. Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças do esôfago Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças do esôfago A Terapia Nutricional (TN) tem como objetivos definir a via de alimentação, adaptar a alimentação Via Oral (VO) ao grau de disfagia e manter ou melhorar o estado nutricional dos pacientes. Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças do esôfago Quando se faz uso da alimentação por VO de forma exclusiva, a consistência dos alimentos e a viscosidade dos líquidos será definida em função do grau de disfagia. Em alguns casos há a necessidade de espessamento dos líquidos e para isso, existem muitos produtos com esta finalidade no mercado, na forma de pó, que quando adicionados aos líquidos promovem o espessamento destes, sem necessidade de aquecimento. Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças do esôfago ESPESSAMENTO Caso não seja utilizado esse tipo de espessante, o nutricionista pode sugerir o uso de farinhas a base de amido – como amido de milho ou gomas vegetais – que são feitas a partir de fibras solúveis, como a goma guar ou ágar-ágar – produto elaborado a partir de algas. Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças do esôfago REINTRODUÇÃO DA ALIMENTAÇÃO POR VO Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças do esôfago Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças do esôfago Disfagia esofágica • É caracterizada pela dificuldade na propulsão do alimento por meio do esôfago, em direção ao estômago. • O peristaltismo esofágico é um processo neuromuscular, ou seja, é conduzido em parte pelo sistema nervoso central, e em parte por mecanismos locais. • As causas mais comuns de alteração nessa região são as obstruções que invadem a luz do órgão, como neoplasias, divertículos, espasmos difusos, distúrbios de motilidade inespecíficos, e podem ser também secundárias a processos de degeneração crônica dos tecidos. Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças do esôfago A avaliação nutricional desses pacientes deve contemplar: - avaliação antropométrica - análises bioquímicas - inquéritos alimentares. Para triagem nutricional: Avaliação Subjetiva Global (ASG). Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças do esôfago As recomendações para o tratamento dietoterápico estão voltadas para o fornecimento de uma dieta hipercalórica e hiperproteica. A consistência da dieta VO dependerá do grau de disfagia, sendo, na maioria dos casos, indicada DIETA LÍQUIDA e, ainda pode ser indicado o uso da TNE. Em algumas preparações VO, o nutricionista poderá indicar alimentos que poderão proporcionar maior oferta energética e proteica. Na presença de inflamação da mucosa esofágica, alguns alimentos devem ser evitados, como frutas ácidas e seus respectivos sucos, condimentos e especiarias picantes e irritantes e temperaturas extremas. Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças do esôfago Acalasia do esôfago É um distúrbio motor da musculatura lisa esofagiana, que faz com que o esfíncter esofágico inferior se torne hipertenso e assim, não relaxa de forma adequada para abrir durante a deglutição. Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças do esôfago Acalasia do esôfago Nesses casos, a peristalse do corpo esofagiano não ocorre de forma normal e passa a apresentar contrações atípicas, alterando a motilidade esofagiana e provocando disfagia, odinofagia, dilatação, podendo até mesmo predispor o indivíduo ao desenvolvimento de câncer nessa região. Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças do esôfago Dor ao engolir. Unidade 1.Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças do esôfago O tratamento dietoterápico deve ser composto por: - Dieta LÍQUIDA completa - Hiperproteica - Normoglicídica - Normolipídica - com valor energético e quantidades de micronutrientes ajustados as necessidades do indivíduo e em consideração as possibilidades de interações fármacos x nutrientes. Fracionar de 6 a 8 refeições diárias, em pequenos volumes. Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças do esôfago Esofagite e Refluxo Gastroesofágico (RGE) A esofagite é a inflamação da mucosa esofágica e ocorre em função do Refluxo Gastroesofágico (RGE). Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças do esôfago Esofagite e Refluxo Gastroesofágico (RGE) O RGE advém de uma redução da pressão do EEI, a qual não permite que esse esfíncter se contraia de forma apropriada, após a passagem do alimento para o compartimento gástrico. Há um retorno desse conteúdo do estômago para o esôfago. Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças do esôfago Esofagite e Refluxo Gastroesofágico (RGE) O sintoma mais prevalente nessas condições é a sensação de queimação (pirose) acompanhada de dor epigástrica. Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças do esôfago Esofagite e Refluxo Gastroesofágico (RGE) Dois tipos de ocorrências clássicas que provocam aumento da pressão intra- abdominal e desencadeia o RGE, são a gravidez e a obesidade. Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças do esôfago A terapia nutricional tem como objetivos reduzir a irritação da mucosa esofágica, assim como o RGE, promover o aumento da pressão do EEI e corrigir ou manter o estado nutricional adequado e saudável do paciente. As recomendações nutricionais para esofagite são as mesmas para RGE. Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças do esôfago Divertículos esofagianos • São pequenas bolsas em escavações localizadas nas zonas débeis da parede que, quando inflamadas, recebem o nome de diverticulite. Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças do esôfago http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=2ahUKEwiql-7o46LdAhUBhJAKHXhDAt0QjRx6BAgBEAU&url=http://doctoralua.com/diverticulos-en-el-esofago/&psig=AOvVaw0Lb6iWE9j9acFVGaJ409x0&ust=1536199624811877 Divertículos esofagianos O objetivo do tratamento nutricional é evitar depósito de alimentos nos divertículos, pois dessa forma, evita-se a inflamação ou infecção nessas regiões. A consistência da dieta deve ser branda, com características semelhantes ao tratamento nutricional da esofagite. Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças do esôfago Varizes esofagianas São dilatações circunscritas das veias dos plexos submucoso e periesofagiano, que se desenvolvem geralmente no terço inferior e parte do terço médio do esôfago. Essas condições podem prejudicar, por exemplo, a circulação do sangue da veia porta (REIS, 2010). Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças do esôfago http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=2ahUKEwidhN-a5aLdAhUDTZAKHZtYD08QjRx6BAgBEAU&url=http://www.hepcentro.com.br/varizes.htm&psig=AOvVaw3kgJ2GDHsE_G1ocIyJmcv3&ust=1536200027711493 http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=2ahUKEwj9vdCo5aLdAhULkZAKHWZoBK8QjRx6BAgBEAU&url=http://www.hepcentro.com.br/varizes.htm&psig=AOvVaw3kgJ2GDHsE_G1ocIyJmcv3&ust=1536200027711493 Varizes esofagianas Os sintomas mais comuns são: • dificuldade respiratória, • vômitos e aspiração, • distensão abdominal, • Hematêmese (vomito com sangue) e melena (sangue intestinal), • Confusão mental, • Icterícia e coma hepático. • Caso o paciente apresente hemorragia importante, ele poderá desenvolver anemia e inclusive entrar em choque e óbito. • O tratamento é de caráter clínico e/ou cirúrgico. Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças do esôfago Havendo condições de uso da VO, esta deve ser a primeira escolha. Em muitos casos é comum o uso da terapia nutricional enteral para se alcançar os objetivos nutricionais. O nutricionista deve ser cauteloso quanto ao tipo de dieta proposta, para que se possa reduzir a frequência de constipação intestinal e diminuir o risco de encefalopatia hepática. Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças do esôfago A dieta deve ser de consistência líquida completa, fracionada em várias vezes ao dia, e com volume reduzido. As características da dieta deve ser: normo ou hiperproteica - dependendo do estado nutricional do paciente e das condições da função hepática, normoglicídica – sem concentrações de dissacarídeos. Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças do esôfago CÂNCER DE ESÔFAGO • No Brasil • 6º mais frequente entre os homens • 15º entre as mulheres • É o oitavo mais frequente no mundo. • A incidência em homens é cerca de duas vezes maior do que em mulheres. Unidade 2. Seção 2.1. Assistência nutricional nas doenças gástricas https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-esofago https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=2ahUKEwjU1vjH9KLdAhVBDZAKHX7UC48QjRx6BAgBEAU&url=https://www.naturalcura.com.br/cancer-no-esofago/&psig=AOvVaw0d97oFo68OZ6xHd2VJhF_a&ust=1536204148446553 CÂNCER DE ESÔFAGO • O tipo de câncer de esôfago mais frequente é o carcinoma epidermoide escamoso, responsável por 96% dos casos. • Outro tipo, o adenocarcinoma, vem aumentando significativamente. Unidade 2. Seção 2.1. Assistência nutricional nas doenças gástricas https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-esofago • Estimativa de novos casos: 11.390, sendo 8.690 homens e 2.700 mulheres (2020 - INCA). • Número de mortes: 8.716, sendo 6.802 homens e 1.914 mulheres (2019 - Atlas de Mortalidade por Câncer - SIM). Unidade 2. Seção 2.1. Assistência nutricional nas doenças gástricas CÂNCER DE ESÔFAGO O que aumenta o risco? • O consumo frequente de bebidas muito quentes como chimarrão, em temperatura de 65ºC ou mais, pode levar ao câncer de esôfago. • O consumo de bebidas alcoólicas pode causar câncer de esôfago, não havendo níveis seguros de ingestão. • É importante destacar que, não só o consumo regular, como também o consumo excessivo e esporádico de qualquer tipo de bebida alcóolica. Unidade 2. Seção 2.1. Assistência nutricional nas doenças gástricas O que aumenta o risco? • O excesso de gordura corporal favorece o desenvolvimento de câncer de esôfago. A obesidade também facilita o desenvolvimento da doença do refluxo gastroesofagiano (DRGE), importante fator de risco para o desenvolvimento da doença. • O tabagismo isoladamente é responsável por 25% dos casos de câncer de esôfago. • O risco aumenta rapidamente com a quantidade de cigarros consumida. Mesmo as pessoas que já fumaram, mas interromperam, possuem risco aumentado de desenvolver este câncer quando comparadas aos que nunca fumaram. Unidade 2. Seção 2.1. Assistência nutricional nas doenças gástricas O que aumenta o risco? • Estão associadas à maior incidência desse tumor história pessoal de câncer de cabeça, pescoço ou pulmão. • Infecção pelo Papilomavírus humano (HPV). • Tilose (espessamento da pele nas palmas das mãos e na planta dos pés), acalasia (falta de relaxamento do esfíncter entre o esôfago e o estômago), esôfago de Barrett (crescimento anormal de células do tipo colunar para dentro do esôfago), lesões cáusticas (queimaduras) no esôfago e Síndrome de Plummer-Vinson (deficiência de ferro). Unidade 2. Seção 2.1. Assistência nutricional nas doenças gástricas O que aumenta o risco? • Exposição a poeiras da construção civil, de carvão e de metal,vapores de combustíveis fósseis, óleo mineral, herbicidas, ácido sulfúrico e negro de fumo está associada ao desenvolvimento de câncer de esôfago. • Os trabalhadores da construção civil, metalurgia, indústria de couro, eletrônica, mineração e agricultura, engenheiros eletricistas, mecânicos, extratores de petróleo, motoristas de veículos a motor, trabalhadores de lavanderias/lavagem a seco e serviços gerais podem apresentar risco aumentado de desenvolvimento da doença. Unidade 2. Seção 2.1. Assistência nutricional nas doenças gástricas Como prevenir? • Não fumar e não se expor ao tabagismo passivo. • Parar de fumar sempre vale a pena em qualquer momento da vida, mesmo que o fumante já esteja com alguma doença causada pelo tabagismo. • Evitar o consumo bebidas alcoólicas. • Manter o peso corporal adequado. Unidade 2. Seção 2.1. Assistência nutricional nas doenças gástricas Como prevenir? • Identificar e tratar a doença do refluxo gastroesofagiano (DRGE). • Consumir bebidas quentes como chimarrão em temperaturas inferiores a 60ºC. • Para garantir a temperatura adequada para consumo, após o preparo, deve-se esperar em torno de cinco minutos para ingerir a bebida. • Utilizar camisinha durante a relação sexual. Unidade 2. Seção 2.1. Assistência nutricional nas doenças gástricas Sinais e sintomas • Em sua fase inicial, o câncer de esôfago não apresenta sinais. • Com a progressão da doença, podem surgir sintomas tais como dificuldade ou dor ao engolir, dor retroesternal (atrás do osso do meio do peito), dor torácica, sensação de obstrução à passagem do alimento, náuseas, vômitos e perda do apetite. • Na maioria das vezes, a disfagia já sinaliza doença em estado avançado. • A disfagia progride de alimentos sólidos até pastosos e líquidos. • A perda de peso pode chegar até 10% do peso corporal. Unidade 2. Seção 2.1. Assistência nutricional nas doenças gástricas Detecção precoce A detecção pode ser feita por meio da investigação com exames clínicos, laboratoriais, endoscópicos ou radiológicos, de pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença (diagnóstico precoce), ou com o uso de exames periódicos em pessoas sem sinais ou sintomas (rastreamento), mas pertencentes a grupos com maior chance de ter a doença. Não há evidência científica de que o rastreamento do câncer de esôfago traga mais benefícios do que riscos e, portanto, até o momento, ele não é recomendado. Já o diagnóstico precoce desse tipo de câncer é possível em apenas parte dos casos, pois a maioria só apresenta sinais e sintomas em fases mais avançadas da doença. Unidade 2. Seção 2.1. Assistência nutricional nas doenças gástricas Detecção precoce • Os sinais e sintomas mais comuns e que devem ser investigados são: • Dificuldade em engolir. • Refluxo. • Dor epigástrica (parte alta do abdômen). • Perda de peso. Na maioria das vezes, esses sintomas não são causados por câncer, mas é importante que eles sejam investigados por um médico, principalmente se não melhorarem em poucos dias. Unidade 2. Seção 2.1. Assistência nutricional nas doenças gástricas Diagnóstico • É feito por meio da endoscopia digestiva. • Exame que investiga o interior do tubo digestivo e que permite a realização de biópsias para confirmação do diagnóstico. • Quando o tumor é detectado precocemente, as chances de cura aumentam muito. Unidade 2. Seção 2.1. Assistência nutricional nas doenças gástricas Tratamento • De forma geral, pode ser feito com cirurgia, radioterapia e quimioterapia, de forma isolada ou combinada, de acordo com o estágio da doença e das condições clínicas do paciente. Casos selecionados de tumores iniciais podem ser tratados por ressecção local durante a endoscopia, sem a necessidade de procedimento cirúrgico formal. • Nos casos onde o objetivo é a cura, os pacientes são inicialmente submetidos a um tratamento combinado com quimioterapia e radioterapia, e posteriormente é feita a cirurgia. • Para os tumores muito avançados ou no caso de pacientes muito debilitados, o tratamento tem caráter paliativo (sem finalidade curativa) e é feito por radioterapia combinada ou não à quimioterapia. Unidade 2. Seção 2.1. Assistência nutricional nas doenças gástricas As recomendações nutricionais para o tratamento do câncer devem ser específicas para cada caso, pois devem considerar o estado nutricional pré e pós diagnóstico, tipo e localização do tumor, tipo de tratamento proposto e executado (medicamentoso, com ou sem uso de quimioterapia e radioterapia), avaliação bioquímica, avaliação dietética, complicações clínicas da doença e do tratamento, entre outras. Também deverá ser considerado se o tratamento apresenta caráter paliativo, pois nesses casos, as recomendações nutricionais são distintas. Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças do esôfago angelicaozorio@gmail.com 53 - 999372010 mailto:angelicaozorio@gmail.com