Logo Passei Direto
Buscar

AULA+SISTEMA+DIGESTÓRIO+E+ÓRGÃOS+ANEXOS+-+AULA+3_Prof+Angélica+03+09+2021

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

ASSISTÊNCIA NUTRICIONAL NAS 
PATOLOGIAS DO SISTEMA DIGESTÓRIO 
E ÓRGÃOS ANEXOS 
 
Profª Angélica Ozório Linhares 
angelicaozorio@gmail.com 
 
03/setembro/2021 
FACULDADE ANHANGUERA PELOTAS 
CURSO DE NUTRIÇÃO – 6º SEMESTRE 
DISCIPLINA DE ASSISTÊNCIA NUTRICIONAL NAS PATOLOGIAS DO 
SISTEMA DIGESTÓRIO E ÓRGÃOS ANEXOS 
 
ASSISTÊNCIA 
NUTRICIONAL NAS 
PATOLOGIAS DO 
SISTEMA 
DIGESTÓRIO E 
ÓRGÃOS ANEXOS 
• Assistência nutricional nas 
doenças do esôfago: 
 
• Acalasia 
• Disfagia 
• Esofagite 
• Refluxo gastroesofágico 
• Divertículos e varizes 
esofagianas 
• Câncer de esôfago 
Para que nos alimentamos? 
Para nos mantermos nutridos. 
 
Alimentar-se está ligado a manter-se vivo. 
 Mas, não podemos desconsiderar o aspecto psicossocial da alimentação. 
 
Qual a diferença entre comer um bolo de chocolate ou uma porção de quiabo? 
Sem considerar o valor nutricional, o que faz com que a maioria das pessoas 
escolha o bolo? 
Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças 
do esôfago 
Para que nos alimentamos? 
Escolhas alimentares  associações com situações positivas. 
 
História de vida e hábitos diários  formam nosso paladar. 
 
Dimensão social  festas e comemorações sem comida? 
Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças 
do esôfago 
QUALIDADE 
DE VIDA 
O esôfago tem como principal função, a 
condução de alimentos da 
faringe até o estômago. 
Esse tubo musculomembranoso e elástico 
possui três camadas: mucosa, submucosa e 
muscular e é dividido em: 
Esfíncter Esofágico Superior (EES) e 
Esfíncter Esofágico Inferior (EEI). 
Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças 
do esôfago 
Quando o EES encontra-se em 
repouso, está contraído, formando 
uma barreira ao refluxo de alimento 
para a faringe e impede a entrada de 
ar para o esôfago durante a 
respiração. 
 
O alimento ingerido é conduzido ao 
estômago por gravidade e contrações 
peristálticas, variando de acordo com 
a consistência do alimento. 
Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças 
do esôfago 
 
 O ato de engolir. 
 
O transporte do conteúdo (bolo alimentar ou saliva) da boca 
até o estômago. 
 
https://www.youtube.com/watch?v=HUAGCimpR00 
Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças 
do esôfago 
DEGLUTIÇÃO 
Existem doenças esofagianas que interferem potencialmente 
no estado nutricional do indivíduo, podendo levá-lo a quadros 
graves de desnutrição. 
Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças 
do esôfago 
QUALIDADE 
DE VIDA 
DEGLUTIÇÃO – 3 FASES 
 
1. Fase preparatória oral 
2. Fase faríngea 
3. Fase esofágica 
Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças 
do esôfago 
DISFAGIA 
 
É um sintoma que se 
caracteriza por qualquer 
alteração no trânsito do 
alimento da boca até o 
estômago, colocando o 
indivíduo em risco de 
aspiração pulmonar, 
desnutrição e/ou 
desidratação. 
Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças 
do esôfago 
Disfagia 
 
Qualquer dificuldade na deglutição. 
 
Seja resultante de influencias na precisão e sincronia dos movimentos musculares 
como também, nas alterações das estruturas associadas a deglutição. Essas 
circunstâncias causam inabilidades advindas tanto do controle do Sistema Nervoso 
Central (SNC), quanto disfunção mecânica (REIS, 2010). 
 
Muito comum em idosos, podendo chegar a 60% dos pacientes atendidos em 
domicílio, e isso ocorre devido as alterações fisiológicas desta faixa etária, como, 
redução de secreção salivar, aumento do tempo de resposta motora necessária para 
formar o bolo alimentar e prejuízo na peristalse faríngea e na abertura do esfíncter 
esofágico. 
Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças 
do esôfago 
Disfagia orofaringeana 
 
Ocorre em função de anormalidades que afetam o mecanismo 
neuromuscular de controle do movimento do palato, faringe e Esfíncter 
Esofágico Superior (EES). 
 
Os engasgos são frequentes. 
 
Pode ocorrer em pacientes com doenças do SNC ou distúrbios 
neuromusculares, como acidente vascular encefálico, neoplasias, doença de 
Parkinson, esclerose múltipla, esclerose lateral amiotrófica. 
Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças 
do esôfago 
 
Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças 
do esôfago 
 
A Terapia Nutricional (TN) tem como objetivos definir a via de 
alimentação, adaptar a alimentação Via Oral (VO) ao grau de 
disfagia e manter ou melhorar o estado nutricional dos 
pacientes. 
Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças 
do esôfago 
Quando se faz uso da alimentação por VO de forma exclusiva, a 
consistência dos alimentos e a viscosidade dos líquidos será definida 
em função do grau de disfagia. 
 
Em alguns casos há a necessidade de espessamento dos líquidos e para 
isso, existem muitos produtos com esta finalidade no mercado, na 
forma de pó, que quando adicionados aos líquidos promovem o 
espessamento destes, sem necessidade de aquecimento. 
Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças 
do esôfago 
ESPESSAMENTO 
 
Caso não seja utilizado esse tipo de espessante, o nutricionista 
pode sugerir o uso de farinhas a base de amido – como 
amido de milho ou gomas vegetais – que são feitas a partir de 
fibras solúveis, como a goma guar ou ágar-ágar – produto 
elaborado a partir de algas. 
Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças 
do esôfago 
REINTRODUÇÃO DA 
ALIMENTAÇÃO POR VO 
Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças 
do esôfago 
 
Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças 
do esôfago 
Disfagia esofágica 
 
• É caracterizada pela dificuldade na propulsão do alimento por meio do 
esôfago, em direção ao estômago. 
 
• O peristaltismo esofágico é um processo neuromuscular, ou seja, é 
conduzido em parte pelo sistema nervoso central, e em parte por 
mecanismos locais. 
 
• As causas mais comuns de alteração nessa região são as obstruções que 
invadem a luz do órgão, como neoplasias, divertículos, espasmos difusos, 
distúrbios de motilidade inespecíficos, e podem ser também secundárias 
a processos de degeneração crônica dos tecidos. 
Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças 
do esôfago 
A avaliação nutricional desses pacientes deve contemplar: 
 - avaliação antropométrica 
- análises bioquímicas 
- inquéritos alimentares. 
 
 
Para triagem nutricional: Avaliação Subjetiva Global (ASG). 
Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças 
do esôfago 
As recomendações para o tratamento dietoterápico estão voltadas para o 
fornecimento de uma dieta hipercalórica e hiperproteica. 
 
A consistência da dieta VO dependerá do grau de disfagia, sendo, na maioria 
dos casos, indicada DIETA LÍQUIDA e, ainda pode ser indicado o uso da TNE. 
 
Em algumas preparações VO, o nutricionista poderá indicar alimentos que 
poderão proporcionar maior oferta energética e proteica. 
 
Na presença de inflamação da mucosa esofágica, alguns alimentos devem 
ser evitados, como frutas ácidas e seus respectivos sucos, condimentos e 
especiarias picantes e irritantes e temperaturas extremas. 
Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças 
do esôfago 
Acalasia do esôfago 
 
É um distúrbio motor da musculatura lisa 
esofagiana, que faz com que o esfíncter 
esofágico inferior se torne hipertenso e 
assim, não relaxa de forma adequada para 
abrir durante a deglutição. 
 
Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças 
do esôfago 
Acalasia do esôfago 
 
Nesses casos, a peristalse do corpo 
esofagiano não ocorre de forma normal e 
passa a apresentar contrações atípicas, 
alterando a motilidade esofagiana e 
provocando disfagia, odinofagia, dilatação, 
podendo até mesmo predispor o indivíduo 
ao desenvolvimento de câncer nessa região. 
Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças 
do esôfago 
Dor ao engolir. 
 
Unidade 1.Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças 
do esôfago 
O tratamento dietoterápico deve ser composto por: 
 
- Dieta LÍQUIDA completa 
- Hiperproteica 
- Normoglicídica 
- Normolipídica 
- com valor energético e quantidades de micronutrientes ajustados as 
necessidades do indivíduo e em consideração as possibilidades de 
interações fármacos x nutrientes. 
 
Fracionar de 6 a 8 refeições diárias, em pequenos volumes. 
Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças 
do esôfago 
Esofagite e Refluxo Gastroesofágico (RGE) 
 
A esofagite é a inflamação da mucosa esofágica e ocorre em 
função do Refluxo Gastroesofágico (RGE). 
Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças 
do esôfago 
Esofagite e Refluxo Gastroesofágico (RGE) 
 
O RGE advém de uma redução da pressão do EEI, a qual não permite 
que esse esfíncter se contraia de forma apropriada, após a passagem 
do alimento para o compartimento gástrico. 
 
Há um retorno desse conteúdo do 
 estômago para o esôfago. 
Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças 
do esôfago 
Esofagite e Refluxo Gastroesofágico (RGE) 
O sintoma mais prevalente nessas condições é a sensação de 
queimação (pirose) acompanhada de dor epigástrica. 
Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças 
do esôfago 
Esofagite e Refluxo Gastroesofágico (RGE) 
Dois tipos de ocorrências 
clássicas que provocam 
aumento da pressão intra-
abdominal e desencadeia o 
RGE, são a gravidez e a 
obesidade. 
Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças 
do esôfago 
A terapia nutricional tem como objetivos reduzir a irritação 
da mucosa esofágica, assim como o RGE, promover o 
aumento da pressão do EEI e corrigir ou manter o estado 
nutricional adequado e saudável do paciente. 
 
As recomendações nutricionais para esofagite são as mesmas 
para RGE. 
Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças 
do esôfago 
Divertículos esofagianos 
• São pequenas bolsas em escavações localizadas nas zonas débeis da 
parede que, quando inflamadas, recebem o nome de diverticulite. 
Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças 
do esôfago 
http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=2ahUKEwiql-7o46LdAhUBhJAKHXhDAt0QjRx6BAgBEAU&url=http://doctoralua.com/diverticulos-en-el-esofago/&psig=AOvVaw0Lb6iWE9j9acFVGaJ409x0&ust=1536199624811877
Divertículos esofagianos 
 
O objetivo do tratamento nutricional é evitar depósito de 
alimentos nos divertículos, pois dessa forma, evita-se a 
inflamação ou infecção nessas regiões. 
 
A consistência da dieta deve ser branda, com características 
semelhantes ao tratamento nutricional da esofagite. 
Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças 
do esôfago 
Varizes esofagianas 
 São dilatações circunscritas das veias dos plexos submucoso e 
periesofagiano, que se desenvolvem geralmente no terço inferior e 
parte do terço médio do esôfago. 
 Essas condições podem prejudicar, por exemplo, a circulação do sangue 
da veia porta (REIS, 2010). 
Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças 
do esôfago 
http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=2ahUKEwidhN-a5aLdAhUDTZAKHZtYD08QjRx6BAgBEAU&url=http://www.hepcentro.com.br/varizes.htm&psig=AOvVaw3kgJ2GDHsE_G1ocIyJmcv3&ust=1536200027711493
http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=2ahUKEwj9vdCo5aLdAhULkZAKHWZoBK8QjRx6BAgBEAU&url=http://www.hepcentro.com.br/varizes.htm&psig=AOvVaw3kgJ2GDHsE_G1ocIyJmcv3&ust=1536200027711493
Varizes esofagianas 
Os sintomas mais comuns são: 
• dificuldade respiratória, 
• vômitos e aspiração, 
• distensão abdominal, 
• Hematêmese (vomito com sangue) e melena (sangue intestinal), 
• Confusão mental, 
• Icterícia e coma hepático. 
• Caso o paciente apresente hemorragia importante, ele poderá desenvolver 
anemia e inclusive entrar em choque e óbito. 
• O tratamento é de caráter clínico e/ou cirúrgico. 
Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças 
do esôfago 
Havendo condições de uso da VO, esta deve ser a primeira 
escolha. 
 
Em muitos casos é comum o uso da terapia nutricional enteral 
para se alcançar os objetivos nutricionais. 
 
O nutricionista deve ser cauteloso quanto ao tipo de dieta 
proposta, para que se possa reduzir a frequência de constipação 
intestinal e diminuir o risco de encefalopatia hepática. 
Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças 
do esôfago 
A dieta deve ser de consistência líquida completa, fracionada 
em várias vezes ao dia, e com volume reduzido. 
 
As características da dieta deve ser: normo ou hiperproteica - 
dependendo do estado nutricional do paciente e das 
condições da função hepática, normoglicídica – sem 
concentrações de dissacarídeos. 
Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças 
do esôfago 
CÂNCER DE ESÔFAGO 
• No Brasil 
• 6º mais frequente entre os homens 
• 15º entre as mulheres 
 
• É o oitavo mais frequente no mundo. 
 
• A incidência em homens é cerca de duas vezes maior do que em 
mulheres. 
Unidade 2. Seção 2.1. Assistência nutricional nas doenças 
gástricas 
https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-esofago 
https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=2ahUKEwjU1vjH9KLdAhVBDZAKHX7UC48QjRx6BAgBEAU&url=https://www.naturalcura.com.br/cancer-no-esofago/&psig=AOvVaw0d97oFo68OZ6xHd2VJhF_a&ust=1536204148446553
CÂNCER DE ESÔFAGO 
 
• O tipo de câncer de esôfago mais frequente é o carcinoma 
epidermoide escamoso, responsável por 96% dos casos. 
 
• Outro tipo, o adenocarcinoma, vem aumentando significativamente. 
Unidade 2. Seção 2.1. Assistência nutricional nas doenças 
gástricas 
https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-esofago 
• Estimativa de novos casos: 11.390, sendo 8.690 homens e 2.700 
mulheres (2020 - INCA). 
 
• Número de mortes: 8.716, sendo 6.802 homens e 
1.914 mulheres (2019 - Atlas de Mortalidade por Câncer - SIM). 
 
Unidade 2. Seção 2.1. Assistência nutricional nas doenças 
gástricas 
CÂNCER DE ESÔFAGO 
O que aumenta o risco? 
• O consumo frequente de bebidas muito quentes como 
chimarrão, em temperatura de 65ºC ou mais, pode levar ao 
câncer de esôfago. 
 
• O consumo de bebidas alcoólicas pode causar câncer de esôfago, não 
havendo níveis seguros de ingestão. 
 
• É importante destacar que, não só o consumo regular, como também 
o consumo excessivo e esporádico de qualquer tipo de bebida 
alcóolica. 
 
Unidade 2. Seção 2.1. Assistência nutricional nas doenças 
gástricas 
O que aumenta o risco? 
• O excesso de gordura corporal favorece o desenvolvimento de câncer de 
esôfago. A obesidade também facilita o desenvolvimento da doença do 
refluxo gastroesofagiano (DRGE), importante fator de risco para o 
desenvolvimento da doença. 
 
• O tabagismo isoladamente é responsável por 25% dos casos de câncer de 
esôfago. 
 
• O risco aumenta rapidamente com a quantidade de cigarros consumida. 
Mesmo as pessoas que já fumaram, mas interromperam, possuem risco 
aumentado de desenvolver este câncer quando comparadas aos que nunca 
fumaram. 
Unidade 2. Seção 2.1. Assistência nutricional nas doenças 
gástricas 
O que aumenta o risco? 
• Estão associadas à maior incidência desse tumor história pessoal de 
câncer de cabeça, pescoço ou pulmão. 
 
• Infecção pelo Papilomavírus humano (HPV). 
 
• Tilose (espessamento da pele nas palmas das mãos e na planta dos 
pés), acalasia (falta de relaxamento do esfíncter entre o esôfago e o 
estômago), esôfago de Barrett (crescimento anormal de células do 
tipo colunar para dentro do esôfago), lesões cáusticas (queimaduras) 
no esôfago e Síndrome de Plummer-Vinson (deficiência de ferro). 
Unidade 2. Seção 2.1. Assistência nutricional nas doenças 
gástricas 
O que aumenta o risco? 
• Exposição a poeiras da construção civil, de carvão e de metal,vapores 
de combustíveis fósseis, óleo mineral, herbicidas, ácido sulfúrico e 
negro de fumo está associada ao desenvolvimento de câncer de 
esôfago. 
 
• Os trabalhadores da construção civil, metalurgia, indústria de couro, 
eletrônica, mineração e agricultura, engenheiros eletricistas, 
mecânicos, extratores de petróleo, motoristas de veículos a motor, 
trabalhadores de lavanderias/lavagem a seco e serviços gerais podem 
apresentar risco aumentado de desenvolvimento da doença. 
Unidade 2. Seção 2.1. Assistência nutricional nas doenças 
gástricas 
Como prevenir? 
• Não fumar e não se expor ao tabagismo passivo. 
• Parar de fumar sempre vale a pena em qualquer momento da vida, 
mesmo que o fumante já esteja com alguma doença causada pelo 
tabagismo. 
 
• Evitar o consumo bebidas alcoólicas. 
 
• Manter o peso corporal adequado. 
 
Unidade 2. Seção 2.1. Assistência nutricional nas doenças 
gástricas 
Como prevenir? 
• Identificar e tratar a doença do refluxo gastroesofagiano (DRGE). 
 
• Consumir bebidas quentes como chimarrão em temperaturas 
inferiores a 60ºC. 
• Para garantir a temperatura adequada para consumo, após o preparo, 
deve-se esperar em torno de cinco minutos para ingerir a bebida. 
 
• Utilizar camisinha durante a relação sexual. 
 
Unidade 2. Seção 2.1. Assistência nutricional nas doenças 
gástricas 
Sinais e sintomas 
• Em sua fase inicial, o câncer de esôfago não apresenta sinais. 
 
• Com a progressão da doença, podem surgir sintomas tais como dificuldade 
ou dor ao engolir, dor retroesternal (atrás do osso do meio do peito), dor 
torácica, sensação de obstrução à passagem do alimento, náuseas, vômitos e 
perda do apetite. 
 
• Na maioria das vezes, a disfagia já sinaliza doença em estado avançado. 
• A disfagia progride de alimentos sólidos até pastosos e líquidos. 
• A perda de peso pode chegar até 10% do peso corporal. 
 
Unidade 2. Seção 2.1. Assistência nutricional nas doenças 
gástricas 
Detecção precoce 
 
A detecção pode ser feita por meio da investigação com exames clínicos, 
laboratoriais, endoscópicos ou radiológicos, de pessoas com sinais e 
sintomas sugestivos da doença (diagnóstico precoce), ou com o uso de 
exames periódicos em pessoas sem sinais ou sintomas (rastreamento), mas 
pertencentes a grupos com maior chance de ter a doença. 
 
Não há evidência científica de que o rastreamento do câncer de esôfago 
traga mais benefícios do que riscos e, portanto, até o momento, ele não é 
recomendado. 
 
Já o diagnóstico precoce desse tipo de câncer é possível em apenas parte dos 
casos, pois a maioria só apresenta sinais e sintomas em fases mais avançadas 
da doença. 
Unidade 2. Seção 2.1. Assistência nutricional nas doenças 
gástricas 
Detecção precoce 
• Os sinais e sintomas mais comuns e que devem ser investigados são: 
 
• Dificuldade em engolir. 
• Refluxo. 
• Dor epigástrica (parte alta do abdômen). 
• Perda de peso. 
 
Na maioria das vezes, esses sintomas não são causados por câncer, mas 
é importante que eles sejam investigados por um médico, 
principalmente se não melhorarem em poucos dias. 
 
Unidade 2. Seção 2.1. Assistência nutricional nas doenças 
gástricas 
Diagnóstico 
• É feito por meio da endoscopia digestiva. 
 
• Exame que investiga o interior do tubo digestivo e que permite a 
realização de biópsias para confirmação do diagnóstico. 
 
• Quando o tumor é detectado precocemente, as chances de cura 
aumentam muito. 
Unidade 2. Seção 2.1. Assistência nutricional nas doenças 
gástricas 
Tratamento 
• De forma geral, pode ser feito com cirurgia, radioterapia e quimioterapia, de 
forma isolada ou combinada, de acordo com o estágio da doença e das condições 
clínicas do paciente. Casos selecionados de tumores iniciais podem ser tratados 
por ressecção local durante a endoscopia, sem a necessidade de procedimento 
cirúrgico formal. 
 
• Nos casos onde o objetivo é a cura, os pacientes são inicialmente submetidos a 
um tratamento combinado com quimioterapia e radioterapia, e posteriormente é 
feita a cirurgia. 
 
• Para os tumores muito avançados ou no caso de pacientes muito debilitados, o 
tratamento tem caráter paliativo (sem finalidade curativa) e é feito por 
radioterapia combinada ou não à quimioterapia. 
Unidade 2. Seção 2.1. Assistência nutricional nas doenças 
gástricas 
As recomendações nutricionais para o tratamento do câncer devem 
ser específicas para cada caso, pois devem considerar o estado 
nutricional pré e pós diagnóstico, tipo e localização do tumor, tipo de 
tratamento proposto e executado (medicamentoso, com ou sem uso de 
quimioterapia e radioterapia), avaliação bioquímica, avaliação dietética, 
complicações clínicas da doença e do tratamento, entre outras. 
 
Também deverá ser considerado se o tratamento apresenta caráter 
paliativo, pois nesses casos, as recomendações nutricionais são 
distintas. 
Unidade 1. Seção 1.3. Assistência nutricional nas doenças 
do esôfago 
angelicaozorio@gmail.com 
53 - 999372010 
mailto:angelicaozorio@gmail.com

Mais conteúdos dessa disciplina