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Departamento de Química – UFSC Química Geral Experimental – QMC 5120 
Florianópolis - SC 2020.1 
Experimento no 13 –Complexos de cobre e cobalto 
Carolina de Araujo Girotto 
Introdução (baseada na literatura) 
Os cientistas há muito identificaram que várias 
das propriedades magnéticas e das cores dos 
complexos de metais de transição estão 
relacionadas à presença de orbitais de 
parcialmente preenchidos. A habilidade de um 
íon metálico atrair ligantes como a água ao 
redor de si mesmo é uma interação ácido-base 
de Lewis. A base (o ligante) doa um par de 
elétrons para um orbital vazio apropriado do 
metal. Grande parte da interação entre o íon 
metálico e os ligantes circundantes deve-se, 
entretanto, às forças eletrostáticas entre a carga 
positiva no metal e a cargas negativas nos 
ligantes.1 
Resultados e Discussão 
O cobre é classificado como metal de transição, 
pertence ao grupo 1B da tabela periódica. Com 
grande importância industrial, ele possui uma 
cor característica vermelha e é dúctil, maleável 
e um ótimo condutor de eletricidade (a maioria 
dos cabos de eletricidade são feitos de cobre), 
além de estar presente em ligas metálicas como 
latão e bronze. Já o cobalto (Co) é um metal de 
transição situado no grupo 9 da tabela periódica. 
Cobalto é obtido como subproduto dos 
processos de extração de outros minérios. 
Formam importantes ligas de alta temperatura 
com o aço, e cerca de um terço do metal 
produzido é usado para este fim. São ligas 
resistentes à corrosão, aços rápidos, carbetos e 
ferramentas de diamante. 
A teoria do campo cristalino usa uma visão 
muito simplificada do ambiente do átomo de 
metal (ou íon) central: ela supõe que cada 
ligante pode ser representado por uma carga 
pontual negativa. Essas cargas negativas 
representariam os pares de elétrons isolados dos 
ligantes, dirigidos para o átomo central de 
metal. Como o átomo metálico no centro deum 
complexo normalmente é um íon com carga 
positiva, as cargas negativas representando os 
ligantes são atraídas por ele. Entretanto, em 
muitos casos, ainda existem elétrons d no íon d 
metal central, e as cargas pontuais interagem de 
maneiras diferentes com cada elétron, 
dependendo da orientação e da forma do orbital 
d que ele ocupa.2 
Abaixo estão apresentadas as reações químicas 
que ocorreram em cada etapa do experimento: 
 
O CuCl2 reage com HCl: 
CuCl2 + 2 HCl → CuCl4
2-
 + 2 H+ 
 
O tetraclorocuprato(II) reage com H2O: 
CuCl4
2-
 + 6 H2O → Cu(OH2)6
2+
 + 2 Cl- + 2 HCl 
 
O hexaaquocobre(II) reage com NH3(aq): 
Cu(OH2)6
2+
+ 2 NH3 + 2 H2O → Cu (𝑁𝐻3)4
2+
 + 2 NH4
+ 
 
O hidróxido de cobre(II) reage com NH3: 
Cu(OH)
2
+ 4 NH3 → Cu (𝑁𝐻3)4
2+
 + 2 OH- 
 
O tetraamincobre(II) reage com CH3COOH: 
Cu(NH3)4
2+
+ 4 CH3COOH + 6 H2O → 
 ______________ + ______________ 
 
O hexaaquocobre(II) reage com [Fe(CN)6]
4-
: 
Cu(OH2)6
2+
+ 2 [Fe(CN)6]
4-
→ ______________ + 6 H2O 
 
Tanto o CuCl4(aq)
2-
 quanto o Cu(NH3)4
2+
possuem 
hibridização sp3 no íon cobre, com geometria 
tetraédrica. 
O íon Co2+ em solução aquosa forma o íon 
complexo hexaaquocobalto(II): [𝐶𝑜𝐶𝑙4](𝑎𝑞)
2− +
6𝐻2𝑂(𝑙) → [𝐶𝑜(𝐻2𝑂)6](𝑎𝑞)
2+ + 4𝐶𝑙− 
Que ao ser aquecido leva a formação do íon 
complexo tetraaquocobalto(II): 
[𝐶𝑜(𝐻2𝑂)6](𝑎𝑞)
2+ + 4𝐶𝑙− → [𝐶𝑜𝐶𝑙4](𝑎𝑞)
2− +
6𝐻2𝑂(𝑙). 
Departamento de Química – UFSC Química Geral Experimental – QMC 5120 
Florianópolis - SC 2020.1 
 
Figura 1 Íon complexo Tetraaquocobalto(II)) 
 
Figura 2 Íon complexo hexatetracobalto(II) 
 
Conclusões 
Através deste experimento foi possível notação 
e nomenclatura dos compostos de coordenação 
de cobre e cobalto, identificar o NOX e o 
número de coordenação do átomo central e sua 
geometria, além de notaras características(como 
cor) de cada um. 
Referências 
(1) BROWN, T. 
L.; et al. 
Química a 
ciência central. 
9ª ed. São 
Paulo: Pearson 
Prentice Hall, 
2005. 
(2) ATKINS, 
Peter; JONES, 
Loretta; 
Laverman, 
Leroy. 
Princípios de 
química: 
questionando a 
vida moderna e 
o meio 
ambiente. 7 ed. 
Porto Alegre: 
Bookman, 2018

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