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Isabela Miquilini Fraturas NOE Fraturas Naso-órbito-etmoidal • Reparo difícil • E s t r u t u ra s d e a c e s s o complicado • Associação com outras fraturas • Unilateral ou bilateral Deformidade pós-traumática Etiopatogenia e fatores causais - Difere de outras fraturas da face - Resultado de transferência de alta energia focalizada para área intercantal - Traumas de alta energia - Atentar para traumas associados (TCE, cervical, ocular) - Ferimentos por armas de fogo ou lesões penetrantes **TCE em 51% dos casos Anatomia da região • Conjunto de pilares verticais do terço médio da face • Verticalmente da abertura piriforme em direção a barra frontal - Suporte a projeção nasal - Tendão cantal medial Tendão cantal medial (TCM) • Extensão medial do aparato tarsal • Desde o tubércu lo de Whitnall através dos tarsos até o processo frontal da maxila • Suporte as pálpebras e definição de formato de de 1 7 Isabela Miquilini a m ê n d o a d a f i s s u r a palpebral Hipertelorismo • Afrouxamento do aparato tarsal • Musculo orbicular colabora no deslocamento lateral do TCM • Arredondamento da fissura palpebral medial D i s t a n c i a intercantal •Po p u l a ç ã o caucasiana - 28 a 35 mm •Distância de a b e r t u r a palpebral • M e ta d e d a d i s t â n c i a interpupilar • D i s tânc ia > 40 mm é fortemente indicador de lesão NOE • Unilateral - até a linha média Teste da corda de arco Palpação e tracionamento l a t e r a l p a r a v e r i f i c a r crepitações em região medial de órbita Teste bimanual • Instrumento intranasal com movimentos laterais • Palpação em região medial TESTE DE FURNESS • A v a l i a o g r a u d e deslocamento do tendão cantal medial (TCM) • Agarra o canto medial com uma pinça REPARO ADEQUADO • Restauração do componente profundo (TCM) com direção a parte póstero-superior de 2 7 Isabela Miquilini • Manutenção da função do músculo de Horner Drenagem nasofrontal • Adequada drenagem do seio frontal • 99% das complicações do seio frontal são fruto da d re n a g e m n a s o f ro nta l inadequada em casos de lesões combinadas NOE + Frontal Ducto nasofrontal • Percurso póstero-inferior através do etmo ide e desemboca no meato médio nasal • Devida patência, acessar o ducto nasofrontal com algum cateter e inserir soluções com colorações ( A z u l d e m e t i l e n o , f l u o re s c e í n a o u s o ro fisiológico) • Sinusopatias e mucoceles Aparato lacrimal • Glândula lacrimal • Crista lacrimal anterior e posterior • Fossa lacrimal • Saco lacrimal • Canal lacrimonasal • Ducto lacrimal • Ligamento palpebral medial Musculo de Horner • TCM profundo/posterior • Or igem: Cr ista lacr imal posterior • Inserção: Pontos lacrimais • C o n t ra ç ã o a u x i l i a n o movimento do fluído através do sistema lacrimal • Realiza a dilatação dos pontos lacrimais Injurias ao ducto lacrimal • Cerca de 20% das fraturas NOE • Lesões em região medial da pálpebra • Tubos de si l icone para devolver a potência ducal -> tubo de crawford - Age para captar as duas e x t r e m i d a d e s s e c c i o n a d a s d o s canaliculos de 3 7 Isabela Miquilini Teste de Jones • TCM profundo/posterior • Or igem: Cr ista lacr imal posterior • Inserção: Pontos lacrimais • C o n t ra ç ã o a u x i l i a n o movimento do fluído através do sistema lacrimal • Realiza a dilatação dos pontos lacrimais Epífora 1. Lacerações na pálpebra 2. especialmente na porção medial 3. Fraturas NOE 4. Obstrução da drenagem 5. L a c r i m e j a m e n t o involuntário transitório 6. Epifora permanente 7. Dacriocistorinostomia Dacriocistite Inflamação/infecção do saco lacrimal Anosmia ou cacosmia • I par de nervos cranianos • Lâmina crivosa do osso etmoide • Paciente não sente mais cheiro = anosmia • Paciente tem alteração no olfato, sentindo sempre um che i ro desagradáve l = cacosmia Projeção nasal • P a r a p r e v e n i r o encurtamento e fornecer suporte para a cartilagem nasal e o septo, deve abranger todo comprimento do dorso nasal de 4 7 Isabela Miquilini • R e s t a u r a ç ã o d o comprimento e projeção do dorso nasal • Enxertia em cantiléver no dorso nasal para evitar colapso e encurtamento • Rinoplastia em caso de excesso • Estabilizado e fixado em frontal • Sitio doador mais comum = calota craniana - Facilidade de obtenção do enxerto - Contorno adequado Momento do reparo • Reparo precoce apresenta resultados superiores • Obter resultado satisfatório no reparo primário é crucial CANTOPEXIA DO TCM • Tamanho do fragmento ósseo aderido ao TCM é crítico • Redução de fragmento ou buscar um vetor adequado de posicionamento • Quando não for possível reduzir e fixar o fragmento é indicada a cantopexia • Real iza-se a cantopexia através da identificação e contenção do TCM em uma posição posterior e superior à crista lacrimal posterior • A c a p t u ra d o TC M e estabilização dele no vetor apropriado são mais fáceis d e d e s e n h a r d o q u e realmente executar • Passo final no reparo das fraturas NOE = Fraturas orbitárias • Apenas em fraturas NOE severas • Geralmente o osso na região de inserção do TCM é pulverizado • Realizar sobrecorreção Cantopexia medial • N ã o obté m a c o r reta redução e posicionamento adequado do TCM • V a n t a g e n s s o b r e a c a n t o p e x i a c o m f i o transnasal: • Não há necessidade de identificar o TCM • Passagem da agulha pela c a r ú n c u l a g a ra n te a ancoragem no denso tecido cantal. de 5 7 Isabela Miquilini • Garantia do posicionamento e vetor •Não é necessário osso estável na região de órbita medial •A b o r d a g e m u n i l a t e r a l é possível Splints nasais externos • Pobres substitutos para redução precisa • Resultados insatisfatórios quando uti l izados como forma de tratamento isolada • Reduz o potencial de edema CLASSIFICAÇÃO DAS FRATURAS NOE • Proposta por Markowitz, de acordo com a relação da fratura com O TCM • Tipo I - fragmento central de segmento único • Tipo II - fragmento central cominuído com fraturas correndo externamente a • inserção do TCM • Tipo III - fragmento central cominuído com fraturas d e nt ro d o osso de suporte d o TCM Acessos cirúrgicos Exposições Acesso coronal • Ampla exposição • Ferimentos e acessos locais são contraindicados - Lynch - Open sky - Asa de gaivota de 6 7 Isabela Miquilini Imaginologia • Tc de face = padrão ouro • Cortes coronal e axial Controle tomográfico do seio frontal • Verificar sinusopatia frontal • Cirurgia endoscópica para devolver a potencia do ducto R I N O " E I A D E L Í Q U I D O C E R E B R O E S P I N H A L O U CEFALO"AQUIDIANO • Corrimento de fluido pelas narinas • Rinorreia l iquórica está p re s e nte e m 42 % d a s fraturas NOE • Fluido aquoso e incolor que o c u p a o e s p a ç o s u b a r a c n ó i d e o e a s cavidades ventriculares • A ausência de rinorreia do FCE também é objetivo do tratamento das fraturas NOE •F r a t u r a s d a l â m i n a cribriforme ou da base anterior do crânio com ruptura de dura-máter •A abordagem da fratura NOE pode precipitar uma rinorreia não detectada • Confirmação = - Teste de ß2 transferrina - Níveis de glicose e - cloreto - Teste do Duplo Halo • Na maioria dos casos opta-se pelo tratamento conservador, visto que a mesma é auto-limitada - Decúbito elevado 30° - Antitussígenicos - Restrição de fluídos - Manitol - A c e ta zo l a m i d a - reduz a produção de líquor MANEJO DE VIA AÉREA NO PACIENTE COM FRATURA NOE • Risco de epistaxe • Risco de complicação intra- craniana • Risco que laceração do balonete do cuff • Preferência por intubação submentoniana de 7 7