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Gastrite é a inflamação da mucosa gástrica causada por vários quadros, como infecção (Helicobacter pyolori), medicamentos ou intoxicantes (AINE e bebidas alcoólicas), estresse e fenômenos autoimunes (gastrite atrófica). Muitos casos são assintomáticos, mas algumas vezes pode ocorrer dispepsia e sangramento gastrintestinal. Gastrite é a inflamação, infecção ou erosão do revestimento do estômago. Ela pode durar por pouco tempo, na chamada gastrite aguda, ou pode durar meses e até mesmo anos (gastrite crônica). Gastrite erosiva é a erosão da mucosa gástrica causada por dano nas defesas da mucosa. É tipicamente aguda, manifestando-se com sangramento, mas pode ser subaguda ou crônica com pouco ou nenhum sintoma. Erosões superficiais e pontuais podem ocorrer na mucosa gástrica. Estas podem ocorrer já 12 horas após a lesão inicial. Erosões profundas, úlceras e algumas vezes perfuração, podem ocorrer em casos mais graves ou que não foram tratados. As lesões classicamente acontecem no corpo, mas o antro pode também estar envolvido. A causas comuns da eritrocitose incluem: anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), álcool, estresse. As causas menos comuns incluem: radiação, infecções virais (p. ex., citomegalovírus), lesão vascular trauma direto (p. ex., sondas nasogástricas), Doença de Crohn. A gastrite aguda por estresse é uma forma de gastrite erosiva. A patogênese provavelmente está relacionada com hipoperfusão da mucosa gastrointestinal, provocando diminuição das defesas da mucosa. Pacientes com história de trauma na cabeça ou queimaduras podem também apresentar excesso da produção de ácido. Pacientes com gastrite erosiva leve em geral são assintomáticos, embora alguns possam referir dispepsia, náusea ou vômitos. Com frequência, o primeiro sinal é hematêmese, melena ou sangue no aspirado da sonda nasogástricas, em geral dentro de 2 a 5 dias após o evento etiológico. O sangramento costuma ser leve a moderado, embora possa ser maciço, se houver lesão ulcerosa profunda, em particular na gastrite aguda por estresse. Gastrites erosivas agudas ou crônicas são diagnosticadas endoscopicamente. Para sangramento: hemostasia endoscópica Para supressão ácida: IBP ou bloqueadores H2 Nas gastrites mais intensas, o sangramento é manuseado com líquidos intravenosos e transfusões sanguíneas, quando necessário. A hemostasia endoscópica deve ser tentada, com a cirurgia (gastrectomia total) como última opção. A angiografia não tende a ser eficaz nos sangramentos mais intensos, já que existem vários vasos colaterais suprindo o estômago. A supressão ácida deve ser iniciada, se o paciente ainda não estiver recebendo esse tratamento. Para gastrites mais leves, podem ser suficientes a remoção do agente etiológico e o uso de fármacos para diminuir a acidez gástrica de modo a limitar lesão futura e promover a cicatrização. https://www.minhavida.com.br/saude/temas/gastrite https://www.minhavida.com.br/saude/materias/31426-gastrite-cronica-causas-sintomas-e-tratamento https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-gastrointestinais/doen%C3%A7a-inflamat%C3%B3ria-intestinal/doen%C3%A7a-de-crohn . A gastrite não erosiva representa uma variedade de anormalidades histológicas que são principalmente o resultado da infecção por Helicobacter pylori. A maioria dos pacientes é assintomática. O diagnóstico é por endoscopia. O tratamento consiste na erradicação de H. pylori e, algumas vezes, supressão ácida. Gastrite superficial Linfócitos e plasmócitos entremeados com neutrófilos representam o infiltrado inflamatório predominante. A inflamação é superficial e pode envolver antro, corpo ou ambos. Geralmente não é acompanhada de atrofia ou metaplasia. Sua prevalência aumenta com a idade. Gastrite profunda É sintomática (p. ex., dispepsia inespecífica). Infiltrados mononuclear e de neutrófilos atinge toda a mucosa até a muscular, mas raramente causa exsudato ou abscessos de cripta, como se poderia esperar nesse tipo de inflamação. A distribuição pode ser focal. Gastrite superficial pode estar presente, assim como atrofia glandular parcial e metaplasia. Atrofia gástrica A atrofia das glândulas gástricas pode seguir-se à gastrite, mais frequentemente gastrite crônica antral (algumas vezes referida como de tipo B). Alguns pacientes com atrofia gástrica apresentam anticorpos contra células parietais, em geral em associação com gastrite de corpo (tipo A) e anemia perniciosa. A atrofia pode ocorrer sem sintomas específicos. Endoscopicamente, a mucosa pode parecer normal até que a atrofia se torne avançada, quando a vascularização submucosa pode se tornar visível. Assim que a atrofia se completa, a secreção de ácido e pepsina diminui e o fator intrínseco se perde, resultando em má absorção de vitamina B12. Metaplasia Metaplasia glandular mucosa (metaplasia pseudopilórica): Quando há atrofia intensa das glândulas gástricas, que são progressivamente substituídas por glândulas mucosas (mucosa antral), em especial ao longo da pequena curvatura. As úlceras gástricas podem estar presentes (tipicamente na junção da mucosa do antro com o corpo), mas ainda não está claro se isto é causa ou consequência das mudanças metaplásicas. A metaplasia intestinal : Começa tipicamente no antro em resposta a uma inflamação crônica dessa mucosa e pode se estender até o corpo. As células da mucosa gástrica mudam, tornando-se semelhantes às células da mucosa intestinal — com células caliciformes, endócrinas (enterocromafins ou semelhantes à enterocromafim) e com vilos rudimentares — podendo até assumir função absortiva. Classifica-se histologicamente como completa (mais comum) ou incompleta. Na metaplasia completa, a mucosa gástrica é totalmente transformada em mucosa de intestino delgado, tanto histológica quanto funcionalmente, com capacidade absortiva de nutrientes e de secreção de peptídeos. Na metaplasia incompleta, o epitélio assume a aparência histológica semelhante à do intestino grosso e com frequência apresenta displasia. A metaplasia intestinal pode predispor ao câncer gástrico. . A gastrite não erosiva é geralmente causada pela infecção por Helicobacter pylori. Muitos pacientes com gastrite associada a H. pylori são assintomáticos, embora alguns possam se queixar de dispepsia leve, dores ou desconforto, náusea ou vômito. https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-gastrointestinais/gastrite-e-doen%C3%A7a-ulcerosa-p%C3%A9ptica/infec%C3%A7%C3%A3o-por-helicobacter-pylori https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-gastrointestinais/tumores-do-trato-gastrointestinal/c%C3%A2ncer-de-est%C3%B4mago https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-digestivos/gastrite-e-%C3%BAlcera-p%C3%A9ptica/infec%C3%A7%C3%A3o-por-helicobacter-pylori https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-digestivos/gastrite-e-%C3%BAlcera-p%C3%A9ptica/infec%C3%A7%C3%A3o-por-helicobacter-pylori https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-gastrointestinais/sintomas-dos-dist%C3%BArbios-gastrointestinais/dispepsia Endoscopia Com frequência, essa condição é descoberta durante realização de endoscopia solicitada para outros propósitos. Testar pacientes assintomáticos não é indicado. Após a gastrite ser identificada, teste para H. pylori é apropriado. Erradicação de H. pylori Algumas vezes, fármacos antiácidos O tratamento da gastrite crônica não erosiva consiste na erradicação do H. pylori. O tratamento de pacientes assintomáticos é controverso dada a alta prevalência da gastrite superficial associada a H. pylori e a incidência relativamente baixa de sequelas clínicas (i.e., doença ulcerosa péptica). Entretanto, H. pylori é um carcinógeno de classe 1; a erradicação diminui o riscode câncer. Nos pacientes negativos para H. pylori, o tratamento é dirigido aos sintomas com o uso de fármacos supressores do ácido (p. ex., bloqueadores H2, inibidores da bomba de prótons) ou antiácidos. https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-gastrointestinais/gastrite-e-doen%C3%A7a-ulcerosa-p%C3%A9ptica/infec%C3%A7%C3%A3o-por-helicobacter-pylori#v892026_pt https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-gastrointestinais/gastrite-e-doen%C3%A7a-ulcerosa-p%C3%A9ptica/infec%C3%A7%C3%A3o-por-helicobacter-pylori#v892052_pt https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-gastrointestinais/gastrite-e-doen%C3%A7a-ulcerosa-p%C3%A9ptica/tratamento-farmacol%C3%B3gico-da-acidez-g%C3%A1strica https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-gastrointestinais/gastrite-e-doen%C3%A7a-ulcerosa-p%C3%A9ptica/tratamento-farmacol%C3%B3gico-da-acidez-g%C3%A1strica