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PsiPsicologia Hospitalar

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PSICOLOGIA HOSPITALAR
Psicologia da Saúde, é o ramo da psicologia que estuda, cientificamente, o papel da profissão ‘Psicólogo” na área da saúde pública ou privada, sua atuação no sustento da profilaxia, na especificidade da doença que afeta o paciente, na investigação das causas, na cura, agindo também nas proposituras políticas de saúde pública. 
Focando nas experiências, comportamentais e relacionados, envolvendo contexto sócio culturais, a ocorrência territorial das doenças, as diferenças culturais. De acordo com Matarazzo:
“ a Psicologia da Saúde agrega o conhecimento educacional, científico e profissional da disciplina Psicologia para utilizá-lo na promoção e manutenção da saúde, na prevenção e no tratamento da doença, na identificação da etiologia e no diagnóstico relacionado à saúde, à doença e às disfunções, bem como no aperfeiçoamento do sistema de política da Saúde”  (MATARAZZO, Sunde, 2005).
A Psicologia Hospitalar é uma especialidade exclusivamente brasileira, trata os aspectos psicológicos do adoecimento, é a aplicação dos conhecimentos, das técnicas da psicologia na saúde, nas doenças e nos cuidados de saúde. Ela trata das questões psicológicas que surgem em toda doença, seja ela psicossomáticas ou em outro tipo qualquer de doença. O processo de hospitalização o indivíduo desestabiliza sua família e provoca uma série de transformações no seu cotidiano, o paciente muda seus hábitos, perde sua identidade e passa a não ser mais dono de si, na maior parte das vezes vira somente um número de prontuário.
 “A Psicologia da Saúde desafia a cisão mente-corpo, ao propor um papel para a mente, tanto na causa como no tratamento da doença. No entanto, difere da Medicina psicossomática, da Saúde comportamental e da Medicina comportamental, uma vez que a investigação realizada em Psicologia da Saúde é mais própria da disciplina de Psicologia.” (OGDEN, J. 1999)
A área de atuação da psicologia hospitalar é muito subjetiva, como podemos definir o psicólogo vai delimitando seu campo de atuação vai saindo do papel, da teoria para a realidade do paciente. A partir do momento que é apontado o “fato partida” desta realidade, sua atuação passa a ser efetivada junto ao paciente, após diagnosticar e classificar tem que compreender o que está envolvido, as reclamações, os sintomas a patologia. O psicólogo precisa avaliar como a doença está inserida na estrutura psíquica, os limites reais e imaginários, as fantasias que surgem. A doença se apresenta e se articula em cada pessoa com um significado diferente e para tanto tem que ter sentido e percepção para apontar os momentos de crises, de pânico, de aceitação ou negação do tratamento. Tem por finalidade ajudar o paciente ao enfrentamento da doença e da sua cura, de promover a saúde e prevenir a doença, para isso se utiliza das diversas áreas de seu conhecimento psicológico, desde a psicologia Clínica, a Psicologia Comunitária, a Psicologia Social, a Psicobiologia. Colocando-se também como colaborador da equipe multidisciplinar de saúde e sirva de mediador entre a equipe e o paciente. 
Difundir uma visão biopsicossocial de cada indivíduo é outro objetivo da psicologia hospitalar, desta forma prevenirá as doenças mentais. O desafio maior será elaborar projetos que objetivem o desenvolvimento do bem-estar social, gerando mecanismos para evitar o surgimento das psicopatias, e para que, perante as mesmas sejam aceitas ou amenizadas pela sociedade obtendo uma melhor a qualidade de vida. Desta forma contribuirá para a diminuição de internações hospitalares e utilização de medicamentos e da rede pública do serviço de saúde. Pacientes esclarecidos sobre a inevitabilidade de hospitalização, sobre a doença acometida ficam menos angustiados, em caso de cirurgia, obtendo as informações seguras tendem a cooperar no pós-cirúrgico observando um tratamento adequado e recuperação mais rápida, pois são trabalhados em seus medos e dúvidas.
O instrumento de trabalho do Psicólogo é a palavra, somente a palavra, portanto a estratégia da Psicologia Hospitalar pode ser resumida nesta frase de Freud (1917/1932): 
“...o trabalho clinico consiste em ajudar a pessoa a reencontrar a magia das palavras”.  
REFERÊNCIAS:
ALAMY, Suzana. Ensaios de Psicologia Hospitalar – a ausculta da alma. Belo Horizonte: 2003.
CAMPOS, Terezinha Calil Padis. Psicologia hospitalar: a atuação do psicólogo em hospitais. São Paulo: EPU, 1995.
CHIATTONE, H. B. C. A Significação da Psicologia no Contexto Hospitalar. In Angerami-Camon, V. A. (org.). Psicologia da Saúde – um Novo Significado Para a Prática Clínica. São Paulo: Pioneira Psicologia, 2000.
Artigo: CASTRO, Elisa Kern de; BORNHOLDT, Ellen. Psicologia da saúde x psicologia hospitalar: definições e possibilidades de inserção profissional. Psicol. cienc. prof., Brasília, v. 24, n. 3, Brasilia, Sept. 2004.   <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98932004000300007&lng=en&nrm=iso>. Acesso em 19/08/2018.  http://dx.doi.org/10.1590/S1414-98932004000300007.
Fonte: https://psicologado.com.br/finder?q=psicologia+hospitalar© Psicologado.com.br, acesso em 18/08/2018.