Prévia do material em texto
Introdução A Trichomonas vaginalis é uma infecção sexualmente transmissível, não viral, mais comum do mundo; possui uma interação com o hospedeiro de forma complexa. É amitocondriado e tem um genoma muito extenso e curioso. Já a Trichomona hominis não é patogênica e vive no trato intestinal dos humanos como microbiota. A Trichomona tenax se apresenta na cavidade oral e também não é patogênico. Filo - Sarcomastigophorea Classe - Zoomastigophorea Ordem - Trichomonadida Família - Trichomonadidae Gênero - Trichomonas Espécies – T. tenax; T. hominis e T. vaginalis Trichomonas vaginalis Morfologia É uma célula polimorfa, possuindo formas variáveis, sendo considerado um protozoário “plástico” e capaz de formar pseudópodes que são utilizados para se alimentar e se fixar. As formas mais comuns são: - Elipsoides, oval ou esférica! Não possui estágio de cisto, APENAS trofozoíto!! Se localizam no trato geniturinário, pois os resíduos glicídicos da mucina (muco) são compatíveis com as proteínas da membrana plasmática do protozoário, e assim são capazes de se fixar! Fazem multiplicação por divisão binária longitudinal e a divisão nuclear é do tipo criptopleuromitótica. É anaeróbio facultativo e gosta de ambientes de pH mais ácidos. Possui 4 flagelos anteriores livres; Membrana ondulante + costa – se originam do complexo granular basal anteiro (complexo citossomal); Axóstilo – é uma estrutura rígida e hialina; Núcleo – é elipsoide, fica na extremidade anterior (parece um olhinho) e tem dupla membrana nuclear; Não possui mitocôndrias, mas tem grânulos densos paraxostilares livres pelo citoplasma e fixados ao longo do Axóstilo (hidrogenossomos). Patogênese 1- Após a transmissão DST, o protozoário irá colonizar as células epiteliais vaginas pela interação/ligação com a mucina; 2- Ocorre uma interação ligante-receptor entre as proteínas de citoadesão da membrana da T. vaginalis e as células epiteliais; 3- Quando se fixa, a Trichomonas passa por altrações morfológicas de eliosóide para amebóide; 4- A infecção se insta-la e o pH da região infectada aumenta, pois a T. vaginalis se desenvolve em pH acima de 5; Patologias a) Infertilidade: É 2x mais incidente em pacientes que nunca tiveram infecção; Gera uma doença inflamatória pélvica; Mulheres com mais de um episódio de infecção tem maior riscos de infertilidade do que aquelas com apenas 1 b) Problemas relacionados com a gravidez Pode ocorrer ruptura prematora de membrana; Parto prematuro; Endometriose pós-parto Morte neonatal c) Transmissão do HIV Por conta da grande resposta imune celular, inflamação na região, induz uma grande infiltração de leucócitos, as células alvo do HIV; Os pontos hemorrágicos da mucosa permite o maior acesso ao vírus e outros patógenos. Sintomas e Sinais Em mulheres: - Infecta principalmente o epitélio do trato genital; - Exocérvice e endocévice podem ser identificadas; - Vaginite; - Purido, irritação vulvovaginal e dores abaixo do ventre; - Dor e dificuldade nas relações sexuais; - Disúria e poliúria Em homens: - É comum ser assintomática; - Causa uretrite; - Leve sensações de prurido; - Desconforto ao urinar; - Pode colonizar a próstata; - Prostatite e balanopostite; - Podem colonizar na bexiga e na vesícula seminal. Diagnóstico Coleta ------------------------------------------------------ Para mulheres: - não realizar higiene vaginal entre 18/24hrs; - não fazer uso de medicamento tricomonicida há 15 dias; - coleta do material nos primeiros dias após a mestruação; - swab Para homens: - não ter urinado no dia da coleta (urina do dia); - não fazer uso de de medicamento tricomonicida há 15 dias; - é encontrado facilmente no sêmen -Swab