Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

UCEFF FACULDADES 
CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO 
DISCIPLINA DE PLANEJAMENTO URBANO II 
 
 
RESENHA CRÍTICA 
 
 
Artigo: NERY, Juliana Cardoso; BAETA, Rodrigo Espinha. Do restauro à recriação. 
Arquitextos, São Paulo, ano 15, n. 179.07, Vitruvius, maio 2015. Disponível em: 
<https://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/15.179/5534>. 
 
 
Autoria da resenha crítica 
Danieli Gysi; ARQUI11212018 - Patrimônio da Arquitetura e do Urbanismo 2021/2º 
Semestre - TER-N|SAB-M; 4º semestre. 
 
 
Estrutura do texto 
Título do artigo: Do restauro à recriação. 
 
 1920 – 1930 – até 1980: no Brasil a preservação do patrimônio, interesse de 
poucas pessoas e instituições. 
 1980 – Patrimônio da Humanidade: é com a declaração de Patrimônio da 
Humanidade pela Unesco, que passa-se a ter maior atenção no Brasil sobre o tema. 
 Interesse não de salvaguardar, mas do capitalismo no Brasil: de acordo 
com Fredric Jameson, revelando haver um interesse não de preservar o patrimônio, 
mas sim por interesses de lucro. 
 Chama atenção: a valorização do patrimônio, todavia preocupa o interesse 
meramente econômico, revelando pouco conhecimento em relação ao objeto de 
patrimônio. 
 Despreparo: dos agentes que atuam nos estabelecimentos e instituições de 
preservação e manutenção, bem como dos gestores. 
 Resultado: fragmentação das expressões históricas das obras que estejam 
 
 
 
sob a proteção de patrimônio da humanidade. 
 Ações atuais de preservação: preexistência de interesse de preservação 
vem sendo nomeada como restauro e que dentro dessa então alargada categoria 
se estabeleceriam graus variantes da disciplina. 
 A descontinuidade construtiva: inicia com a Revolução Industrial a 
descontinuidade arquitetônica e construtiva. 
 O abandono da mímesis: sucessivas substituições por soluções 
construtivas e plásticas modernas da fase industrializada é contributo essencial 
para a necessidade de se perpetuar artificialmente as obras antigas. Tal fato, 
também ocorre, pela imperativa necessidade do novo, como valor de novidade na 
era moderna capitalista. 
 A capacidade humana: de discernir e valorar as obras patrimoniais, e na 
compreensão e valoração dessas diferenças que se deve sim mover o pendulo da 
preservação/renovação. 
 A restauração e recriação: a restauração ou a recriação, bem como a 
consolidação, a estabilização, a conservação preventiva ou a anastilose são apenas 
partes das ações de preservação. 
 A teoria brandiana: propõe o restauro das obras de arte. 
 A crítica de Lagunes sobre a teoria de Cesare Brandi: é de que leve em 
consideração só os problemas pictóricos e assim não é pertinente. Mesmo que a 
teoria tenha se desenvolvido, em primeira instância, para a temática de restauro em 
pinturas, a primazia que Brandi dá a imagem, e não ao suporte, não se refere à 
bidimensionalidade espacial das pinturas, em detrimento da tridimensionalidade 
escultórico, arquitetônica ou urbana. 
 Debate entre preservação e criação: práticas contemporâneas parecem 
tender para a defesa dos enfrentamentos criativos-modificadores frente às 
preexistências, legitimados pela ideia de uma tradição que, de um lado se perpetua 
na sua renovação e não no seu congelamento, e de outro, na delegação aos sujeitos 
e subjetividades envolvidas, a legitimação de decisões sobre o tipo e a forma de 
intervir. 
 
 
 
 A intervenção do restauro: não pode se colocar à frente da obra 
preexistente, modificando o seu caráter; não pode alterar a imagem que era fruída 
anteriormente, para a inclusão de um novo aspecto. 
 Exemplos de restauro e intervenção urbano bem sucedido: a construção 
da Galeria Myslbek, em Praga; a Casa do Arcebispo em Mariana; a Nationale-
Nederlanden Building; o conjunto do palacete das Artes em Salvador (Brasil); o 
Museu do Louvre; as Ruínas dos Mercados de Trajano em Roma. 
 
 
 
Síntese 
O artigo do Restauro à recriação possibilita a reflexão acerca da necessidade de 
preservação, proteção e conservação do patrimônio das Nações. Os autores 
demonstram que é na década de 1980, com a UNESCO e a declaração de 
patrimônio mundial, que o tema avança. Também, ressalta-se no artigo que 
evidencia-se a inabilidade dos agentes em valorar os interesses envolvidos, e de 
colisão entre eles, levando à prevalência da resolução das questões em favor do 
capital em detrimento das efetivas preocupações do patrimônio e sua preservação. 
O resultado é de pasteurização patrimonial, da qual restam apenas caricaturas 
artificiosas ou pálidos espectros do que um dia foram saberes e fazeres, tecidos na 
espessura da história de um lugar e de um povo, responsáveis pela configuração 
dos elementos materiais e imateriais de interesse de preservação. 
Outro aspecto destacado do artigo é de que existe o problema da descontinuidade 
arquitetônica e construtiva que insere a necessidade de preservação das obras do 
passado. Sendo que a mímesis foi a guia do processo criativo e as condições 
construtivas se mantiveram subordinadas aos materiais e técnicas tradicionais, as 
criações na arquitetura seguiam a ordem da continuidade, e o presente e o passado 
não eram postos em campos opostos. Ainda, o abandono das técnicas e formas 
tradicionais da arquitetura e as sucessivas substituições por soluções construtivas 
e plásticas modernas da etapa industrial é contributo essencial para a necessidade 
de se perpetuar artificialmente as obras antigas. 
 
 
 
Os autores enfatizam que o desaparecimento dos limites do campo também pode 
levar ao absoluto oposto, no qual nada deve ser preservado artificialmente, pois a 
preservação se daria na natural renovação entre recriação/inovação/esquecimento 
nas e das manifestações e produções da cultura humana. Evidentemente que num 
mundo neoliberal. Para os autores o atual momento de crise da noção de cidade é 
visível através das ideias de “não-cidade”: seja por congelamento, ou seja por 
difusão. Essas duas correntes do pensamento urbano contemporâneo, apesar de 
aparentemente antagônicas, tendem a um resultado bem semelhante e que pode 
ser chamado de ‘espetacularização’ das cidades contemporâneas. Também, no 
artigo são destacadas exemplos de restauro e intervenção urbano bem sucedido: a 
construção da Galeria Myslbek, em Praga; a Casa do Arcebispo em Mariana; a 
Nationale-Nederlanden Building; o conjunto do palacete das Artes em Salvador 
(Brasil); o Museu do Louvre; as Ruínas dos Mercados de Trajano em Roma, entre 
outras. Por fim, cabe ressaltar que para os autores deve-se ter claro que são muitos 
os agentes, fatores, condicionamentos e interesses que interagem na preservação 
do patrimônio edificado, sendo fundamental para enfrentarem-se a diversidade do 
campo hoje, e que o condensador de tão diversas naturezas sobre o mesmo objeto, 
no caso do patrimônio edificado, ainda é a sua materialidade e o que ela é capaz 
de emanar e aceitar entre signo e significados, sendo importante dar a devida 
compreensão, respeito e valor. 
 
 
Destaque de citações relevantes 
 “A relativização da materialidade é uma tendência contemporânea que transfere 
importância dos aspectos materiais para os aspectos imateriais do patrimônio. Um 
exemplo claro desta tendência é a mudança que nos levou do conceito de 
‘monumento’ ao conceito de ‘lugar’. [...] A importância dada à materialidade vem 
sendo relativizada ao longo da história, chegando a um ponto no qual Cesare Brandi 
(1963) pôde declarar que a matéria deve ser preservada enquanto veículo para 
manifestação da imagem”. (PEREIRA, Horácio Nicholls, 2011, p. 105). 
 
 
 
 
“Todo o discurso promocional sobre as relações entre patrimônio e a identidade 
instala apenas um ato de legitimação institucional que dá um sentido construtivo à 
angústia do desaparecimento dos traços culturais. A verdadeira questão social da 
conservação patrimonial é a resistência emotiva ao declínio, ao abandono, à 
decrepitude, enfim a caça às rachaduras que cortam osmuros. Sob sua 
organização institucional, o patrimônio não é simplesmente um negócio sentimental 
rentável? (JEUDY, Henri-Pierre, 2012, p. 15-16). 
 
“O restauro deve dirigir-se ao restabelecimento da unidade potencial da obra de 
arte, desde que isso seja possível sem cometer um falso artístico ou um falso 
histórico, e sem apagar nenhuma referência da passagem da obra de arte no 
tempo”. (BRANDI, Cesare, 2004, p. 140. 
 
 
Avaliação crítica 
O artigo de NERY, Juliana Cardoso e BAETA, Rodrigo Espinha, com o título: Do 
restauro à recriação, oportunizou refletir sobre o tema patrimônio das obras do 
passado que carregam em si a história de nações, povos e culturas, e que sem 
dúvida enriquecem o conhecimento sobre o passado e o estilo das pessoas de 
outras gerações. Também, constata-se que é preciso buscar o conhecimento sobre 
o cenário da obra que está sendo um patrimônio, não basta olhar minimamente, é 
preciso compreender os aspectos que envolvem a mesma. Outro aspecto é de que 
não deve-se apenas pensar de um ponto de vista que visa apenas o valor 
econômico, é preciso como mencionam os autores saber conhecer, compreender, 
respeitar e valorar. 
Exemplificando meu entendimento, significa que não é porque não sou a favor do 
nazismo, que não vou entender e buscar a preservação de todos os materiais que 
existem sobre a época do holocausto, pois afinal é com a conservação, proteção e 
preservação dos mesmo que pode-se demonstrar os horrores de um regime 
totalitário, sem qualquer hegemonia da Democracia. Outro exemplo são as obras 
 
 
 
que simbolizam a Ditadura no Brasil, mesmo sendo contra essa época não significa 
que não deve haver a preservação de todo o material que marcam essa fase do 
Brasil, da mesma maneira às obras relacionadas aos povos indígenas, as culturas 
alemã, polonesa, italiana e outras, enfim de todas as manifestações que retratem 
tanto as obras que marcam a evolução do homem, como igualmente aquelas que 
demonstram o lado cruel do homem.

Mais conteúdos dessa disciplina