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Resenha Crítica Dados Gerais DISCIPLINA História da Educação no Brasil PROFESSOR Paulo César Marques de Andrade Santos ALUNAS Edjara Valquíria Lacerda de Farias Krislaynne Monneska de Oliveira Souza Marta Vieira Sales Mirele Vieira Sales CURSO Pedagogia Análise do Texto A educação no período colonial: o sentido da educação na dominação das almas Autores Jerusa da Silva Gonçalves Almeida; Gilson Ruy Monteiro Teixeira Link de acesso http://www.nead.unama.br/site/bibdigital/pdf/artigos_revistas/5.pdf Palavras-Chaves do Texto Período Colonial, Educação Brasileira, Educação Jesuíta, Dominação de Almas Resenha O artigo A Educação no período colonial: o sentido da educação na dominação de almas. Convida ao leitor a fazer uma avaliação do passado no período colonial, desde a vinda da Companhia de Jesus para o Brasil em 1549, até sua expulsão em 1759, para que assim seja possível compreender como a educação jesuíta influenciou na história da educação no Brasil ao ponto de deixar marcas que estão presentes até os dias atuais. O Texto é autoexplicativo, os autores trazem recortes que esclarecem o assunto não necessitando ao leitor ter conhecimentos prévios além do básico em história do Brasil para entende-lo. Porém conhecer a atuação do trabalho dos Jesuítas em outros países facilita ainda mais no processo de assimilação das ideias que eles querem passar. O trabalho mantém o enfoque principal no processo educacional conduzido pelos jesuítas, sua obra missionária educativa e política, sendo assim, não analisa as condições da vida social no Brasil nesse período. O artigo contribui com a melhor compreensão de como se deu o processo inicial da educação no Brasil através dos padres jesuítas, de como esses utilizavam a educação como uma arma intelectual de domínio e submissão, entre os conquistadores (Portugal) e os povos conquistados (o nativo Brasileiro). Como a Companhia de Jesus utilizou o processo de evangelização para além do recrutar fiéis, subordiná-los à coroa portuguesa a quem se subordinavam As ideias dos autores para elaboração do texto foram ancoradas nos pensamentos prévios de autores como Fernando de Azevedo e Maria José G. Werebe, entre outros, dos quais eles apresentam diversos recortes como referência. Apesar de se tratar de um artigo acadêmico, o texto é de fácil compreensão, pois a escrita é clara e concisa. Os autores são realistas apontando aspectos históricos bem nítidos nas suas argumentações. Concordamos que a educação jesuíta era alienante, pois suplantava o pensamento crítico e aludia a restauração do dogma e da autoridade da igreja. Assim como concordamos que a Companhia de Jesus apesar de ter vindo ao Brasil com um ideal inicialmente missionário, após se firmar aqui acabou mudando seu enfoque para a instrução dos mais abastados e que assim acabaram por dar início as diferenças de instrução nas classes sociais, diferenças essas que nos sãos conhecidas até hoje. O texto evidência já no seu título a opinião dos autores de que a educação no período colonial foi caracterizada pela dominação de almas, uma vez que coibir o pensamento crítico e doutrinar eram suas ferramentas de dominação, já em um ideal contra reformista. Uma vez que na Europa fervilhavam os ideais da reforma protestante, que diferente da igreja propagava o pensamento crítico, batendo assim de frente com as “verdades” impostas pela igreja católica. Para que fique mais fácil o entendimento de tal afirmação, se faz necessário que aqui coloquemos um recorte do artigo Observamos que a conversão e o combate à heresia eram atividades específicas da Companhia de Jesus. Viviam a serviço da igreja, divulgando seus dogmas e dispostos a todos os sacrifícios. (...) no período que a Reforma Protestante passou a espalhar pela Europa o gosto pela Independência do espírito. Desse modo, a luta feroz da Companhia de Jesus contra a Reforma, deixa-nos uma pista bastante interessante. ALMEIDA e TEIXEIRA (2000) Sendo assim a colônia brasileira se tornou um palco bastante fértil para a implementação desses objetivos, uma vez que, os senhores de terras eram uma minoria e a grande massa era formado por escravos, e os padres eram os que possuíam instrução e podiam repassá-la aos que não possuíam, promovendo dessa forma o progresso da educação jesuítica no Brasil. Educação essa que não tinha em mente formar homens cultos, mas sim apenas letrados e eruditos. Em outras palavras bastava aos educandos dos padres jesuítas saber ler, escrever e contar. Conhecimentos políticos e científicos, entre outros eram considerados coisas de mentes ociosas. E mesmo esse pouco conhecimento foi relegado à elite, pois a catequese inicial foi substituída por uma educação de elite, que se tornou uma das principais ferramentas da oligarquia da época. E foi devido a essa cultura de elite, que não era uma característica exclusiva da atuação da Companhia de Jesus no Brasil, que esse sistema educacional acabou por ruir. Os adversários alegavam que os jesuítas eram incapazes de adaptar seus métodos as necessidades das novas gerações. E após diversas campanhas na Europa ao longo do século XVIII a Companhia de Jesus acabou sendo expulsa de Portugal e das colônias em 1759, na Reforma Pombalina. Reforma essa que não gerou resultados satisfatórios no Brasil, que só veio terá substituição dos educadores e do sistema de ensino jesuíta após13 anos e mesmo assim um novo sistema que seguiam princípios herdados dos jesuítas. Onde a educação servia apenas como um plano de fundo, para que a igreja continuasse seu empenho para reafirmar seu poder, sendo que agora submetida diretamente ao estado.