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DESCRIÇÃO Apresentar os conceitos logísticos aplicados ao comércio virtual. PROPÓSITO Compreender a logística em ambientes virtuais como e-commerce, marketplaces e e-logistics é essencial ao estudante da área de Logística. PREPARAÇÃO Antes de iniciar o estudo deste tema, tenha papel e caneta para que você consiga anotar os principais assuntos que serão apresentados. OBJETIVOS MÓDULO 1 Reconhecer a importância da logística nas vendas virtuais MÓDULO 2 Descrever os conceitos de estoques e distribuição em lojas virtuais MÓDULO 3 Reconhecer o sistema de ERPS e e-commerce BEM-VINDO À LOGÍSTICA EM AMBIENTES VIRTUAIS MÓDULO 1 Reconhecer a importância da logística nas vendas virtuais IMPORTÂNCIA DA LOGÍSTICA EM AMBIENTES VIRTUAIS GLOBALIZAÇÃO E LOGÍSTICA Nos últimos anos, as empresas estenderam sua logística de negócios domésticos (locais) para a logística global (GLs), devido a uma demanda de clientes internacionais, mas tal logística global não apresentará sucesso sem que haja estratégias adequadas, que englobem parâmetros mais complexos do que aqueles apresentados na logística doméstica. Um dos fatores mais importantes e também um dos mais complexos a ser considerado é o da taxa de informações e fluxo de dinheiro, pois no cenário internacional envolve: diferentes preços de transferência, taxas de câmbio, barreiras comerciais e custos trabalhistas diferenciados. Outro fator associado é a questão da utilização de novas tecnologias, devido à evolução do e- commerce e a criação de marketplaces para incremento dos negócios, a fim de impulsionar os novos processos logísticos. Diante disso, vamos então começar a entender o uso das tecnologias associadas ao E-commerce e como elas estão favorecendo o processo de globalização. A globalização representa a integração e coordenação funcional transnacional de atividades econômicas espacialmente dispersas. Uma gama crescente de setores da economia está se voltando para a globalização como uma norma. Portanto, resulta em uma harmonização complexa o processo na coordenação da produção e do abastecimento em todo o mundo. Essa complexidade é resultado de diferenças de culturas, sistemas econômicos, regulamentações governamentais e de tantas regras e acordos internacionais. Foto: Shutterstock.com O ambiente de decisões de negócios está sendo fundamentalmente alterado pela globalização, uma vez que esse processo amplifica a competição entre as empresas e faz com que elas tenham que responder de forma estratégica para se manterem competitivas nesse novo contexto. Dois fatores principais da globalização em tempos recentes são: 1. Redução das barreiras comerciais, incluindo barreiras tarifárias e não tarifárias. 2. Redução considerável nos custos de logística e de comunicação. Esses dois fatores aceleraram a difusão da globalização. O primeiro fator explica a redução das barreiras comerciais, que foram eliminadas com o regime de livre comércio executado pelos Estados Unidos. Esse regime teve seus regulamentos representados pelo Acordo Geral de Tarifas e Comércio (GATT) e a Organização Mundial do Comércio (OMC). Como resultado, o fluxo de mercadorias e produtos em diferentes países acelerou rapidamente na maior parte do mundo. Globalização reduz barreiras comerciais. A mudança tecnológica no transporte e os setores de Tecnologia da Informação (TI) constituem o segundo fator. Eles enfatizam que o combinado efeito das mudanças no transporte e nas tecnologias de informação complementares (TIs) são visíveis em diferentes instalações, incluindo transporte tradicional, serviços com mais agilidade e confiabilidade e menores custos, além da introdução de novas classes de serviços de transporte. VOCÊ SABIA? A globalização foi o principal fator que levou ao crescimento da logística nas últimas décadas, sendo o comércio um fator fundamental que impulsiona o crescimento econômico. No novo quadro da política comercial, as empresas têm a melhor oportunidade de crescer, e a logística se tornou a principal forma de integrar as redes de intermediários e produção final a fornecedores de serviços associados à globalização. Assim como o comércio global está aumentando, a natureza das empresas também está mudando. Elas estão deixando de ser empresas nacionais para se tornarem corporações internacionais e globais. Imagem: Shutterstock.com Empresas alcançam mais espaço no mercado globalizado. Tornar-se transnacional significa que as empresas enfrentam um ambiente mais complexo de negócio, sendo fortemente encorajados a formar acordos com potenciais parceiros: FORNECEDORES CLIENTES CONCORRENTES ALIADOS Esses acordos criam uma rede de relações comerciais complexas, que se tornaram um componente necessário da globalização. A globalização causa diferentes mudanças no setor de logística, tais como: Os prazos de entrega são estendidos. Os tempos de transição são estendidos e sujeitos a incertezas. Existem várias alternativas de carga fracionada e consolidação. Existem vários modos de frete e, consequentemente, diferentes alternativas de custo. O adiamento da produção é implantado. É óbvio que, como visto até o momento, há um conflito direto entre a globalização e a mudança para as operações just-in-time (JIT) como uma nova estratégia em algumas empresas. Em empresas globais, há uma tendência de aumentar os prazos de entrega dos pedidos e níveis de estoque devido às distâncias envolvidas e à complexidade da logística. Nas empresas que adotam a filosofia JIT, a situação se inverte, e há um desejo de reduzir os prazos de entrega e o estoque tanto quanto possível. A solução é buscar compensações entre pedidos e custos de estoque versus custos impostos, por incerteza nas entregas dos produtos. TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO Muitos pesquisadores discutiram a TI como um meio de criar competitividade logística. Nos últimos anos, A TI influenciou o ambiente de muitas atividades e seu poder está aumentando em função do trade-off entre o aumento da capacidade e o decréscimo dos custos. Analisando os aspectos gerais, a logística revela que a TI e seus derivados no comércio, como o e- commerce, são os maiores fatores de influência na logística atual. Observe o quadro a seguir: Foto: Shutterstock.com Características da Logística Tradicional e E-Logística Tradicional E-Logística Tipos de carga Altos volumes Encomendas Cliente Conhece Não conhece Valor médio do pedido ($) > 1.000 < 100 Destinos Concentrados Altamente disperso Tendência de demanda Regular Volátil ⇋ Utilize a rolagem horizontal Quadro: E-commerce é fator importante na logística atual. Elaborado por Mauro Rezende Filho. SAIBA MAIS A TI incentivou várias facilidades no negócio de logística. Por exemplo, o e-commerce é um fator importante no crescimento da indústria distributiva, entretanto, a taxa de expansão e a extensão do desenvolvimento do comércio eletrônico ainda permanecem incertos. O comércio eletrônico necessita de uma organização mais complexa do que todo o sistema de logística, organização essa chamada de e-logística. A nova organização de logística deve ser capaz de gerenciar remessas de pequeno e médio porte para muitos clientes em diferentes áreas. Como vemos, a TI mudou a maneira como as empresas administram seus negócios e, assim, transformou o sistema de logística tradicional em um sistema de e-logística. A TI é o iniciador e o pano de fundo para muitas informações e para o compartilhamento de informações em sistemas da cadeia de suprimentos. Esses sistemas fornecem os requisitos estruturais (organizacionais), culturais e de infraestrutura eletrônica para compartilhar o conhecimento certo entre as pessoas certas no momento certo. Infraestrutura eletrônica refere-se principalmente a recursos e instalações de TI, embora a TI forneça uma infraestrutura importante e principalmente exclusiva para compartilhamento de conhecimento. Outras novas tecnologias relevantes para a gestão logística, comoIdentificação por Radiofrequência (RFID) e Sistema de Posicionamento Global (GPS), também são dependentes de TI. NOVAS TECNOLOGIAS Tecnologia permite conexão e facilita dinâmica comercial. As tecnologias emergentes são outra tendência que influencia a logística atualmente. As empresas focadas no futuro são dinâmicas e colaboram com as partes interessadas do negócio, como fornecedores, clientes e alguns concorrentes. Usam modernas tecnologias e compartilham informações e conhecimento em um esforço para criar uma cadeia de suprimentos muito mais dinâmica. Atualmente, o gerenciamento das atividades da cadeia de suprimentos é apoiado por diferentes tipos de fluxos de informação internamente e entre as partes. EXEMPLO Exemplos como Planejamento de Requisitos de Material (MRP), Planejamento de Recursos de Manufatura (MRPII) e Planejamento de Recursos Empresariais (ERP) são novos sistemas de informação apoiados em TI, melhorando a logística e a gestão da cadeia de abastecimento. Nos últimos anos, tecnologias avançadas, como RFID, Wi-Fi, e GPS, têm sido amplamente aplicadas em sistemas de logística, especialmente nos setores de varejo. Ao mesmo tempo, também propiciaram melhoria da performance na cadeia de suprimentos devido à grande entrada de dados, análise e relatórios em intervalos curtos. Podemos citar as seguintes vantagens: O rastreamento da logística do produto é muito mais fácil. O processamento de informações é feito de forma mais eficiente. A segurança é aprimorada. Os relatórios são reduzidos. Pedidos rápidos e relacionamento com o cliente aprimorado. Melhor controle de suprimentos, entre outros benefícios. ATENÇÃO O Intercâmbio Eletrônico de Dados (EDI) tem sido amplamente utilizado para transferir informações entre fornecedores e clientes em uma cadeia de suprimentos. O código de barras ainda é extensivamente utilizado para rastrear produtos. Tecnologias há muito estabelecidas, como EDI e código de barras, não são tão caras quanto RFID quando consideramos a rapidez com que podem ser implementados em qualquer nível da cadeia de suprimentos. O padrão do leitor e a compatibilidade com os sistemas dos fornecedores parecem ser uma restrição para aplicação integrada de RFID em uma cadeia de abastecimento, embora a configuração de RFID e os custos para sua utilização estejam diminuindo. Big data e computação em nuvem permitem que a logística moderna armazene e analise informações de forma mais eficaz. Essas serão as principais tecnologias adotadas pela logística de próxima geração, pois o armazenamento de dados e a arquitetura de análises eficientes permitem que os dados logísticos sejam armazenados e extraídos em tempo, e a poderosa arquitetura de computação em nuvem permite que os aplicativos de logística desfrutem de serviços de computação de alto desempenho. A alta largura de banda do 5G torna a arquitetura de logística em nuvem, baseada em big data e computação em nuvem, uma solução mais prática. Na próxima geração de logística, a computação de dados nos nós de logística terá dois modelos: computação centralizada e computação móvel de ponta. A combinação dos dois esquemas torna mais fácil calcular com precisão os dados em logística. Correspondentemente, existem dois esquemas de armazenamento de dados, centralizado ou distribuído, que se complementam. Imagem: Shutterstock.com Tecnologia 5G promove maior dinamismo e rapidez às relações comerciais e de consumo. A tecnologia 5G pode fornecer comunicações de alta velocidade para computação de ponta na próxima geração de soluções de computação de logística. Sua capacidade de permitir acesso simultâneo a muitos dispositivos também integra computação de ponta e centralizada. Uma das principais vantagens do 5G é fornecer soluções de comunicação eficientes para computação de ponta. A computação de ponta em nuvem móvel distribuída também é um modelo para computar nós de ponta na logística da próxima geração. Imagem: Shutterstock.com Evolução da rede de comunicação. VOCÊ SABIA? A tecnologia Blockchain permite registrar e transmitir de forma verdadeira e confiável as transações, produtos e locais, entre outras informações geradas no processo de logística, em tempo real durante o transporte. Já a tecnologia 5G serve para garantir que as informações sejam transmitidas de fato em tempo real, melhorando assim a eficiência geral da indústria. Imagem: Shutterstock.com Conceito da cadeia Blockchain. Além disso, como os ativos registrados no blockchain não podem ser alterados ou falsificados, todas as mercadorias em questão são registradas como ativos, ou seja, cada mercadoria tem um identificador único, que pode ser usado para rastrear o item. Em outras palavras, graças à tecnologia blockchain, as mercadorias se tornam rastreáveis e não falsificáveis, e suas informações não podem ser alteradas. Os membros da cadeia de suprimentos de logística podem registrar as informações de logística e de usuário no blockchain por meio de contratos inteligentes, e projetar um mecanismo de criptografia para garantir que as informações sejam confidenciais e com base em modificações de cálculo. Isso porque o sistema de segurança de logística baseado em blockchain, sustentado por 5G, usa contratos inteligentes em vez de servidores tradicionais para possibilitar a execução de programas de contrato específicos. Como resultado, os contratos inteligentes injetam no sistema de segurança logística proteção de privacidade, automação e inteligência, tornando o processo logístico mais transparente e melhorando a autenticidade e confiabilidade dos dados na cadeia de abastecimento. O 5G traz velocidade e largura de banda aprimoradas para comunicações entre módulos distribuídos, o que permitirá que a logística de próxima geração se desenvolva em uma velocidade mais rápida do que nunca. Desde 2019, espera-se que o 5G comece a operar no reino comercial e que várias indústrias façam o uso de aplicativos 5G. Em 2021, o 5G provavelmente entrará no setor privado e todos poderão desfrutar da conveniência proporcionada pelo serviço. O setor de logística, como um degrau na escada do setor de serviços, assumirá a liderança para popularizar os aplicativos 5G. De longe, as principais empresas de courier, logística e varejo estão na linha de frente, se preparando para o uso comercial total da tecnologia 5G. Alimentado por 5G, o setor de logística de próxima geração fornecerá a empresas e indivíduos novos serviços de logística de melhor qualidade e inteligência. A taxa de adoção de qualquer uma das oportunidades de tecnologia não será limitada pela taxa de avanço técnico. Em vez disso, será impulsionado pelas taxas de regulamentação e aceitação do cliente. REDEFININDO A COLABORAÇÃO A colaboração horizontal já está acontecendo, especialmente na entrega de última milha, mas é prejudicada por inconsistências. Níveis mais altos de eficiência podem ser alcançados por padrões mais consistentes, definidos por meio da Internet física e maior colaboração, seja na forma de alianças, joint ventures ou M&A (aquisições e fusões). CONSTRUINDO PARCERIAS DE ÚLTIMA MILHA Já existem exemplos notáveis de participantes do mercado operando de forma colaborativa. Há muitos anos, empresas como a FedEx e a DHL têm feito parcerias com empresas postais nacionais e pequenos participantes locais e, com o advento de novas tecnologias, a colaboração pode se tornar muito mais dinâmica. No entanto, na fragmentação, a responsabilidade e a falta de consistência tornam a colaboração mais difícil. EXEMPLO Cada empresa tem seu próprio sistema de rotulagem e algumas empresas têm medo de passar o último quilômetro crucial da jornada para uma operadora que não reflita sua própria marca e seus níveis de serviço. E, além da última milha, os acordos de parceria são a exceção, e não a regra. Veja o encaminhamento de frete. Embora os contêineres tenham um tamanho padrão, os pacotes que vão para eles não têm,bem como os formulários e entradas digitais usados para passar pela alfândega. A empresa de logística contratada coopera amplamente com os remetentes, mas muitas vezes não compartilham recursos com os concorrentes. Entrega por drones: futuro da última milha. COLABORAÇÃO E PADRONIZAÇÃO AUMENTARIAM A EFICIÊNCIA Para muitos setores, a suposição padrão é que um número maior de concorrentes é benéfico para os clientes. No entanto, em certos setores de logística, há benefícios substanciais em ter mais consolidação, não menos. De acordo com uma estimativa, um aumento de 10% a 30% na eficiência no setor de logística da União Europeia se traduziria entre 100 e 300 bilhões de euros em economia de custos para a indústria europeia. A Internet física poderia ajudar a enfrentar esse grande desafio aumentando drasticamente a cooperação entre empresas e modais de transporte por meio de uma maior padronização. Para que a Internet física funcione na prática, porém, as empresas precisam estar dispostas a colaborar de forma muito mais ampla do que fazem atualmente. A maioria dos 535 mil centros de distribuição nos Estados Unidos são operações independentes pertencentes a diferentes empresas. Imagine a economia se todos estivessem conectados e os fluxos de trabalho físicos fossem padronizados para eficiência máxima. CENÁRIOS LOGÍSTICOS Como será o mercado de logística entre cinco e dez anos? Essa ainda é uma questão em aberto. Agora, examinaremos mais de perto como podem interagir algumas das principais interrupções que o setor enfrenta. Vamos verificar quatro cenários de logística. Em cada um deles, a tecnologia desempenha um papel fundamental, mas afeta o mercado de maneiras diferentes. Em dois modelos, os novos participantes são os principais impulsionadores da mudança, enquanto os operadores históricos mantêm uma posição dominante nos outros dois. A natureza da dinâmica do mercado, especialmente o nível de colaboração versus competição, também varia entre os cenários. COMPARTILHANDO A INTERNET FÍSICA (PI) Os operadores históricos aumentam sua eficiência e reduzem seu impacto ambiental, colaborando mais entre si e desenvolvendo novos modelos de negócios, como redes de compartilhamento. A pesquisa em torno da Internet Física (PI) leva a padrões compartilhados para tamanhos de remessas, maior conectividade modal e requisitos de TI entre as transportadoras. Diversas forças convergem para esse cenário. Com os clientes exigindo cadeias de suprimentos baratas, verdes e rápidas, as empresas de logística estabelecidas procuram maneiras de criar propostas de valor exclusivas. Alguns clientes industriais importantes ainda desejam o conforto de lidar com um parceiro de logística, mas procuram novas formas de parceria. START-UP, SHAKE-UP O termo start-up refere-se a novas empresas inovadoras e de rápido crescimento, enquanto o termo shake-up refere-se ao movimento de sacudir, uma alusão ao efeito das start-ups no mercado. Os novos participantes tornam-se significativos e obtêm participação de mercado por meio de novos modelos de negócios baseados em análise de dados, blockchain ou outras tecnologias. Um ou dois tornam-se dominantes em segmentos específicos. A entrega na última milha torna-se mais fragmentada, com as soluções de entrega em massa ganhando terreno. Essas start-ups colaboram com os operadores históricos e complementam suas ofertas de serviços. A inovação tecnológica e a mudança do comportamento do cliente são fundamentais aqui. No espaço do CEP, as start-ups aproveitam o crescente interesse dos consumidores na economia do compartilhamento para desenvolver novas soluções de compartilhamento coletivo, às vezes vinculadas ao compartilhamento de carros. Surgem e-marketplaces para serviços de transporte e logística, visando setores específicos da indústria com grande sucesso. Start-ups que começaram oferecendo aplicativos individuais no espaço de carga, pacote ou última milha também se expandem para se tornarem plataformas independentes, agregando acesso a embarcadores e transportadores. As soluções de logística baseadas na tecnologia blockchain são desenvolvidas por start-ups e ganham impulso em áreas como documentos comerciais digitalizados, cadeia de custódia, liberação alfandegária e financiamento comercial. COMPETIÇÃO COMPLEXA Os grandes participantes do varejo expandem suas ofertas de logística para atender às suas próprias necessidades, passando efetivamente de clientes a concorrentes. Eles compram pequenos participantes de logística para ajudar a cobrir os principais mercados e contam com seu profundo conhecimento do comportamento do cliente para otimizar as cadeias de suprimentos. Empresas de tecnologia que eram fornecedoras do setor também entram na área de logística, oferecendo serviços de logística e se transformando em concorrentes. O cenário competitivo muda acentuadamente. Os varejistas on-line expandem suas próprias ofertas de logística. Em alguns casos, isso reduz o uso de provedores externos, mas não o substitui totalmente. Outros usam suas próprias análises sofisticadas de dados de clientes para aumentar substancialmente a eficiência logística. Para usar totalmente sua capacidade, participantes como as grandes redes de supermercados e varejistas começam a oferecer seus próprios serviços de logística e procuram combinar suas cadeias de suprimentos tradicionais e on-line. A ESCALA É IMPORTANTE Os operadores históricos aumentam a eficiência, simplificando suas operações e aproveitando ao máximo as novas tecnologias. Eles financiam novas tecnologias promissoras com dinheiro de capital de risco e atraem novos funcionários com habilidades essenciais e experiência na competição para criar uma posição dominante no mercado. Os principais participantes se fundem para estender sua escala geográfica e aumentar sua cobertura modal. O acesso ao capital para financiar esses investimentos torna-se cada vez mais importante. A tecnologia continua a melhorar, mas seu desenvolvimento é dominado pela própria pesquisa dos operadores históricos e suas aquisições de novos participantes em áreas específicas de tecnologia. O tamanho e a eficiência da rede continuam a ser as principais fontes de vantagem competitiva, e a consolidação se acelera. A chave do sucesso neste modelo é comprar as start-ups certas na hora certa: muito cedo, elas serão muito especulativas; muito tarde, o preço será muito alto. LIDERANDO PELA INCERTEZA A base da vantagem competitiva no setor de logística está mudando fundamentalmente. Uma rede estabelecida pode se tornar um obstáculo em vez de uma vantagem. As novas tecnologias mudarão o modelo de custo da indústria e colocarão em questão os modelos de negócios existentes. E é possível haver novas abordagens para preços dinâmicos que levem à utilização da capacidade mais plenamente em conta. Embora as necessidades básicas da maioria dos clientes tenham mudado pouquíssimo, as suas expectativas estão aumentando muito, sejam esses clientes consumidores que enviam pacotes ou OEMs (fabricantes do equipamento original) em parceria com um fabricante na linha de produção. Foto: Shutterstock.com Novas tecnologias mudam relação comercial e posicionamento das empresas no mercado. Nos futuros que descrevemos, uma empresa de logística pode atender às expectativas crescentes dos clientes, permanecer lucrativa e gerar crescimento? A resposta curta é sim. Mas não vai ser simples nem fácil. Qualquer que seja o segmento da indústria em que uma empresa produtora opere, será crucial se comprometer com uma identidade e desenvolver uma estratégia clara para cumprir isso, focando apenas nos mercados em que acredita ter o direito de vencer. As empresas devem se perguntar se possuem as capacidades distintas e necessárias para competir. Senão, podem desenvolver esses recursos, usar a colaboração para ter sucesso ou devem se afastar de certos elementos de seus negócios? ATENÇÃO As empresas de logística precisarãose concentrar em aptidão digital, eficiência de custos, produtividade de ativos e inovação se quiserem atender às expectativas em mudança. Construir, refinar essas e outras capacidades e, depois, colocá-las em escala em toda a empresa será fundamental à medida que traduzem a estratégia para o dia a dia. A mudança no ambiente competitivo coloca a cultura de uma empresa à prova, especialmente em uma indústria madura como a logística, que pode ser difícil mudar, mesmo quando as tradicionais formas de jogar estão sendo fundamentalmente alteradas ou mesmo substituídas. As empresas produtoras precisam estar prontas para essa mudança, e as empresas de sucesso serão aquelas com culturas ágeis e flexíveis que facilitam às pessoas o trabalho conjunto além das fronteiras internas. Você precisa colocar a cultura interna para funcionar. As empresas de logística também precisam reduzir os custos, mas não apenas por uma questão de eficiência. É preciso cortar o que não importa e, assim, liberar recursos para as principais áreas de foco, como digitalização, produtividade de ativos e inovação, e investir mais para apoiar os principais recursos e propostas de valor da empresa. Portanto, cortar custos para crescer mais forte deve ser visto como algo intimamente relacionado à estratégia. Finalmente, com mais inovações pela frente, as empresas precisam antecipar como suas capacidades precisarão evoluir. Os melhores desenvolverão serviços e soluções que criarão demanda em vez de apenas segui-la. Para fazer isso, as empresas produtoras precisam estabelecer relacionamentos fortes com os principais clientes, ficar atentas aos mercados que almejam e se moldar ativamente ao futuro. Foto: Shutterstock.com Redução de custos é primordial para investir no que é importante. Quando olhamos para o futuro, vemos rupturas, colisões, transformação, mas, acima de tudo, vemos oportunidades. O que você vê quando olha para o futuro? Como sua companhia está agindo? VERIFICANDO O APRENDIZADO (CESGRANRIO 2010): O USO DA TECNOLOGIA DE INFORMAÇÃO, PARA COORDENAR OU ORQUESTRAR O DESEMPENHO INTEGRADO DA LOGÍSTICA COM O PROCESSO PRODUTIVO, PERMITE QUE O(A) A) tempo de viagem de um produto perecível para outra região seja reduzido. B) número de funções gerenciais específicas para o setor aumente. C) quadro de funcionários da logística, em uma unidade industrial, seja reduzido. D) responsabilidade pelo trabalho seja distribuída por toda a organização. E) gerência seja estrategicamente instalada próxima à área operacional. (UEPB 2012): AO ANALISAR O AVANÇO TECNOLÓGICO OCORRIDO DURANTE O PROCESSO DE GLOBALIZAÇÃO, É CORRETO AFIRMAR QUE A) os avanços tecnológicos aconteceram de maneira simultânea em todo o planeta. B) o setor de serviço perdeu espaço no mundo globalizado, enquanto a indústria “verde” ganhou terreno devido à pressão do movimento ecologista. C) observa-se uma tendência dos monopólios dos meios de comunicação asiáticos em detrimento das empresas americanas que dominavam o mercado. D) os fluxos de informações e capitais estão em crescente aumento, obedecendo à nova tendência tecnológica. E) o crescimento econômico dos países em desenvolvimento tornou-se uma realidade, pois agora o saber é difundido democraticamente por meio da Internet. GABARITO (CESGRANRIO 2010): O uso da tecnologia de informação, para coordenar ou orquestrar o desempenho integrado da logística com o processo produtivo, permite que o(a) A alternativa "D " está correta. A tecnologia de informação introduziu a possibilidade da integração eletrônica em oposição à combinação física de funções logísticas. O uso da tecnologia de informação para coordenar ou orquestrar o desempenho integrado permite que a responsabilidade pelo trabalho seja distribuída por toda organização. (UEPB 2012): Ao analisar o avanço tecnológico ocorrido durante o processo de Globalização, é correto afirmar que A alternativa "D " está correta. Cada vez mais, o mundo está conectado e novas tecnologias e produtos são criados a fim de aperfeiçoar as comunicações. A grande evolução prevista será a implantação da tecnologia 5G, que possibilitará a conexão em alta velocidade. MÓDULO 2 Descrever os conceitos de estoques e distribuição em lojas virtuais CONCEITOS DE ESTOQUES E DISTRIBUIÇÃO EM LOJAS VIRTUAIS Empresas de varejo estão cada vez mais presentes na rede. PRINCÍPIOS-CHAVE NA CONSTRUÇÃO DE UMA REDE DE DISTRIBUIÇÃO O cenário de produtos de consumo e varejo continua a evoluir à medida que as empresas correm para alcançar os principais varejistas eletrônicos. Varejistas tradicionais, como Carrefour, Pão de Açúcar, Walmart, Casas Bahia e Magazine Luiza, estão expandindo suas ofertas on-line e introduzindo novos modelos, como atendimento de pedidos virtuais em lojas físicas. Já os tradicionalmente on-line como Amazon e Privalia estão abrindo suas próprias lojas físicas. Participantes verticalmente integrados, como Boticário, NetShoes e Nike, estão promovendo fortemente seus negócios diretos ao consumidor por meio de novas lojas físicas e virtuais. Varejistas de todos os tipos estão complementando suas lojas físicas e ofertas de e-commerce com aplicativos inovadores e com mídia social para montar uma presença verdadeiramente multicanal. No entanto, muitos participantes ainda lutam com o sucesso em multicanal devido aos requisitos que ele impõe às suas cadeias de suprimentos, especialmente em termos de velocidade, complexidade e eficiência. Os clientes esperam receber seus produtos a qualquer hora e em qualquer lugar com um curto espaço de tempo entre o pedido e a entrega, com excelente atendimento e alta comodidade. VOCÊ SABIA? Pesquisas mostram que o serviço representa o principal fator que marcas e varejistas podem usar para se diferenciar e encantar os compradores. O CENÁRIO ATUAL DE COMÉRCIO ELETRÔNICO Enquanto o vestuário ultrapassa setores como eletrônicos e artigos esportivos na penetração do comércio eletrônico, o número de pessoas que compram roupas e sapatos on-line está crescendo rapidamente. Essa tendência é verdadeira em todas as regiões. De 2014 a 2017, as compras de vestuário on-line cresceram de 24%, 15% e 14% no Sul da Europa, Norte e Oeste da Europa e Europa Central, respectivamente. Nos Estados Unidos, as vendas on-line de roupas cresceram 18,5% somente em 2018, para mais de um terço de todas as vendas de roupas naquele ano. Esse crescimento ultrapassou em muito o crescimento total das vendas de roupas de 5,3% no mesmo ano. Na China, o gasto total no varejo on-line cresceu 27% em 2018, com 24% das vendas no varejo ocorrendo virtualmente. No Brasil, o faturamento com as vendas on-line subiu 47% no primeiro semestre, totalizando 38,8 bilhões de reais. Ao todo, foram feitos 90,8 milhões de pedidos entre janeiro e junho de 2020. Foto: Shutterstock.com Mercado de vestuário tem presença marcante no comércio eletrônico. VOCÊ SABIA? Não só aumentou o número de vendas como também subiu o valor gasto pelas pessoas em compras on-line. O tíquete médio passou de 404 reais no primeiro semestre de 2019 para 427 reais em 2020. Além disso, cerca de 7,3 milhões de brasileiros fizeram sua primeira compra on- line durante o primeiro semestre de 2020, um crescimento de 40%. Com isso, o Brasil chega à marca de 41 milhões de usuários ativos no e-commerce. Desse total, 58% compraram pelo menos quatro vezes ao longo do semestre e 20% realizaram mais de dez pedidos no período. Empresas de todos os tipos, não apenas de vestuário, estão correndo para atender às necessidades dos clientes; entretanto, adaptar sua cadeia de suprimentos costuma ser um dos principais obstáculos. As redes tradicionais da cadeia de suprimentos muitas vezes não são construídas para entrega no mesmo dia com serviço excelente. Esse é um problema especialmente quando a concorrência acirrada oferece tempos de entrega mais curtos com uma ótima experiência do cliente; por exemplo, a Amazon redefine continuamenteos padrões de entrega. A cadeia de suprimentos multicanal do futuro tem sete elementos-chave que combinam melhor práticas com inovação digital: ESTRATÉGIA DE CADEIA DE SUPRIMENTOS CENTRADA NO CLIENTE Estratégia e segmentação da cadeia de suprimentos – Quantos segmentos da cadeia de suprimentos são necessários para cumprir a missão? Qual é o objetivo de cada segmento da cadeia de suprimentos, ou seja, capacidade de resposta versus eficiência? Aspirações de serviço apoiadas pelo cliente – O que o cliente oferece nos diferentes segmentos? Em que a velocidade importa versus flexibilidade e serviços? Como podemos nos diferenciar dos concorrentes? Gerenciamento de variedade e complexidade – Como podemos personalizar o sortimento para um varejista ou para um canal (por exemplo, apenas on-line)? Como o portfólio de produtos é gerenciado? Gestão de riscos – Quais são os principais riscos da cadeia de abastecimento? Como podemos nos preparar melhor para interrupções na cadeia de suprimentos? Quais são as melhores estratégias proativas de mitigação e planos de contingência? Sustentabilidade – Como podemos criar uma cadeia de suprimentos sustentável usando as melhores práticas, por exemplo, apoiar a economia circular e usar matérias-primas e embalagens sustentáveis? REDE E ECOSSISTEMA DO FUTURO Rede de abastecimento – Qual é o fluxo físico de mercadorias por meio da rede? Quais são os diferentes modelos de velocidade de fornecimento de produto e qual é o impacto no fornecedor e na pegada de produção? Gestão e colaboração de fornecedores – Os fornecedores (gerenciados e integrados) oferecem suporte a uma cadeia de suprimentos ágil que responde rapidamente às mudanças, conforme exigido pelo cliente multicanal? Rede de distribuição – É projetada para cada canal individualmente ou é uma rede multicanal? Qual é a composição certa de centros de distribuição (CDs), novos tipos de nós e localizações de parceiros? Conceitos de compartilhamento de inventário – Como o inventário pode ser compartilhado entre os canais? Cada canal tem seu próprio inventário? Qual é a melhor governança e modelo de negócios para esses conceitos? Colaboração com o cliente – Quais são as principais áreas de colaboração com o cliente que podem melhorar a troca de informações e o fluxo de produtos ao longo da cadeia de valor? Onde os parceiros devem ser empregados para impulsionar e acessar a inovação? PLANEJAMENTO PONTA A PONTA (E2E) E FLUXO DE INFORMAÇÕES Planejamento da demanda – Quais são os diferentes sinais de demanda no ambiente multicanal? Como eles podem ser capturados para prever o potencial da demanda, aproveitando análises avançadas? Como podemos combiná-los em uma perspectiva de mercado E2E? Gerenciamento de estoque – Qual é o nível de estoque ideal em cada estágio da cadeia de valor, CDs, lojas, parceiros etc.? Como podemos gerenciar ativamente o estoque para aumentar a disponibilidade e manter as necessidades de caixa sob controle? Planejamento de abastecimento e reabastecimento – Como podemos sincronizar melhor o abastecimento do produto com a demanda do cliente nas lojas, CDs e parceiros? Como garantir a quantidade certa de capacidade ao longo dos diferentes segmentos da cadeia de suprimentos? Controle de vendas e operações – Como podemos alinhar as diferentes entidades organizacionais e planos em marcos importantes? Como gerenciar e decidir sobre compensações? Como alocar e priorizar clientes, canais e pedidos em caso de restrição? Gerenciamento distribuído de pedidos – Como podemos garantir a visibilidade e acessibilidade em tempo real do estoque em todos os canais e locais? Como encontrar e acessar o nó de atendimento correto para atender aos pedidos dos clientes com eficiência? ANALISANDO OS MULTICANAIS Gerenciamento de armazém – Como podemos alcançar a excelência no armazém em um ambiente mais complexo? Como aproveitar a automação para aumentar a velocidade, a qualidade e a eficiência? Os CDs devem ser operados internamente ou por terceirizados? Fluxos de devolução e processamento – Como podemos gerir as devoluções de uma forma eficiente e eficaz? Como otimizar os fluxos de retorno pela rede? Quais decisões sobre o fluxo de mercadorias podem ser feitas por quais partes da cadeia de valor? Operações na loja – Como podemos habilitar toda a cadeia de suprimentos para multicanal? Como otimizar o layout e os processos da loja para permitir o atendimento local e, ao mesmo tempo, garantir uma ótima experiência do cliente? GESTÃO DOS SERVIÇOS DE TRANSPORTE E LOGÍSTICA (LSP) Gerenciamento de transporte – O que é necessário para gerenciar as operações de transporte com eficiência em um mundo cada vez mais exigente? Como mantemos os custos de transporte sob controle? Como criar transparência de ponta a ponta dos fluxos de produtos? Gestão de fornecedores de serviços de logística – Quais são os parceiros de logística certos para os diferentes segmentos da cadeia de abastecimento? Como fornecemos e gerenciamos da melhor forma os LSPs para obter taxas e serviços competitivos? MODELO OPERACIONAL E GESTÃO DE MUDANÇAS Processos – Como projetamos processos da cadeia de suprimentos para apoiar a otimização de multicanais? Como a inovação digital pode ser integrada ao design do processo? Como podemos acelerar as decisões? Estruturas – Como podemos ajustar a estrutura organizacional para capturar benefícios em canais cruzados e fazer a mudança acontecer? Existem armazéns entre canais? Como utilizar o pensamento baseado na filosofia orçamento zero no dimensionamento organizacional? Capacidades e mentalidade – Quais habilidades adicionais são necessárias para capacitar a futura organização? Onde deve ser usada uma forma ágil de trabalhar e como? Qual a melhor maneira de abordar a mudança cultural em direção ao comportamento de multicanais? Gerenciamento de desempenho – Como o desempenho da cadeia de suprimentos E2E deve ser medido? Como podemos incorporar dimensão multicanal, medindo o desempenho conjunto ao invés de canais individuais? Como ajustar incentivos para permitir o comportamento correto? DIGITALIZAÇÃO E AUTOMAÇÃO DE PROCESSOS Software básico – Qual é o e as ferramentas necessárias para habilitar a cadeia de suprimentos multicanal? Quais decisões de otimização precisam de ativação de ferramentas especiais? Estratégia de dados – Como podemos capturar dados e usá-los ao longo da cadeia de valor? Como construir a base de dados do multicanal para vincular os dados de diferentes plataformas e sistemas? Como os sistemas legados são integrados? Como nos integramos em um ecossistema com nossos parceiros? Estratégia de análise – Como podemos contextualizar os dados para conduzir análises relevantes? Os dados operacionais estão consolidados e acessíveis aos tomadores de decisão certos? Como podemos visualizar melhor os dados e análises para torná-los acessíveis aos tomadores de decisão? Automação de processos – De que modo ferramentas digitais avançadas, como automação de processos robóticos, blockchain e a Internet das Coisas (IoT), podem ser implantadas? Quais são os principais benefícios dessas tecnologias e como elas podem permitir a otimização dos multicanais? Imagem: Shutterstock.com Construir a experiência multicanal pode trazer um enorme valor para varejistas, varejistas eletrônicos e participantes integrados verticalmente com negócios diretos ao consumidor. Pesquisas comprovaram que os clientes que compram on-line tendem a comprar mais, e os clientes que pegam pedidos on-line na loja costumam fazer compras adicionais no local. Para começar, as empresas precisam adotar uma perspectiva do que o cliente realmente deseja, atualmente e no futuro. Esse entendimento informará quais canais servir, quais produtos e serviços oferecer e onde oferecê-los. EXEMPLO Um jovem adulto que mora em uma grande cidade, como São Paulo ou Rio de Janeiro, deseja comprar e receber um tênis recém-lançado que uma celebridade apresentouno Instagram no mesmo dia. No entanto, o cliente não sabe onde estará em algumas horas, por isso é importante poder rastrear a entrega e redirecioná-la a qualquer momento. Se, por exemplo, ele for a um café, os produtos são redirecionados (por meio de um App) para serem entregues lá. Em um ambiente cada vez mais volátil, a velocidade de implementação e o uso eficiente de recursos são cruciais. Representação de multicanal: mídia social, e-mail, site, anúncios etc. FUTURO DO VAREJO: PERSONALIZADO, DIGITALIZADO, CONECTADO E AUTOMÁTICO Talvez um dos mitos mais discutidos do setor de varejo seja que as lojas físicas estão se tornando obsoletas. Na verdade, as experiências digitais estão moldando a maneira como os consumidores compram. Enquanto os especialistas criam hipóteses sobre como o varejo deve evoluir, um ponto permanece válido: as lojas físicas vieram para ficar. De acordo com estudo divulgado por Deloitte (2018), as lojas físicas ainda são extremamente importantes e devem atender às expectativas cada vez mais altas dos consumidores. Nesse contexto, excelentes serviços ao cliente fornecidos por uma equipe de linha de frente bem treinada são essenciais, assim como a capacidade de a loja oferecer uma experiência de compra multicanal conectada, como o recebimento de devoluções de pedidos on-line. Doug Stephens, também conhecido como o Profeta do Varejo, enfatiza o papel da loja física na entrega de experiências complexas, em vez de apenas vender mercadorias, em entrevista à Revista Franquia & Negócios ABF (VOZ..., 2007). Ele, portanto, destaca a importância de as lojas promoverem um ambiente voltado para o serviço. Por exemplo, um lugar onde os clientes podem cocriar produtos com a ajuda de especialistas e tecnologia. Na verdade, usando a tecnologia de visualização 3D e realidade aumentada, os consumidores podem agora dar vida aos seus próprios designs e depois experimentá-los. Baume, a marca do grupo Richemont, está trazendo essa nova perspectiva para o mercado relojoeiro. Para mostrar seu portfólio altamente personalizável de produtos de última geração, criaram uma ferramenta suportada por visualização 3D e realidade aumentada, que permite aos clientes criarem seu próprio relógio dos sonhos em 3D, escolhendo tudo, desde pulseiras, ponteiros, mostradores e caixa, por meio de uma gravura de um total de mais de 2 mil combinações possíveis. Imagem: Shutterstock.com Exemplo de realidade aumentada: empresas e serviços no guia de tela de smartphones. Além disso, após a configuração, os consumidores também podem usar a tecnologia NFC (tecnologia de comunicação sem fio) para visualizar o design em seus próprios pulsos antes de fazer o pedido. Isso, é claro, está contribuindo para taxas de vendas mais altas. Doug Stephens, na mesma entrevista (VOZ..., 2017) ainda apoia a ideia de que as lojas não devem ser avaliadas nas vendas, já que o principal objetivo será imergir os consumidores na narrativa da marca e expô-los às mensagens dela e a um estilo de vida ambicioso. Nos próximos anos, não importa onde as compras serão feitas, pois os profissionais estão começando a entender o futuro das lojas de varejo: um centro emocional de gravidade para a marca que visa atrair, envolver e fidelizar os consumidores. Plataformas dirigidas diretamente ao consumidor são mais do que nunca fundamentais para o desenvolvimento de marcas, mas, mesmo nesse contexto, as empresas digitalmente nativas estão procurando abrir locais físicos. Como previsto, a Indústria 4.0 permite que as empresas digitalizem e automatizem seus negócios, enquanto reduz o envolvimento de trabalhadores humanos nos processos de produção reais, aumentando assim a produtividade e os lucros. Por um lado, a digitalização de big data e análises avançadas permite que as marcas coletem informações de vários pontos de contato e comportamento dos consumidores para oferecer serviços mais precisos e personalizados. Foto: Shutterstock.com Sede da empresa Amazon, na Califórnia, Estados Unidos. A automação permite que os processos se tornem mais rápidos e, portanto, mais eficazes, gerando sinergia entre departamentos e canais. Em última análise, isso leva a uma redução nos custos de operações e recursos humanos. Empresas de todo o mundo estão tentando integrar novas tecnologias para automatizar o máximo possível níveis de fabricação, embalagem e remessa. A Amazon é uma das empresas que está liderando essa transição. A empresa espera ter depósitos totalmente automatizados nos próximos 10 ou 15 anos. Nesse sentido, logística está diretamente relacionada a: Imagem: Shutterstock.com Fluxo de informações eficiente Foto: Shutterstock.com Entrega rápida Foto: Shutterstock.com Estoque conectado O inventário conectado também será muito útil, pois permitirá que outros players ofereçam produtos semelhantes aos seus, mas atualmente indisponíveis ou incompatíveis para os consumidores, alcançando a totalidade dos estoques do mercado. Esse sistema pode ser aplicado tanto internamente em uma mesma empresa quanto externamente, reunindo fabricantes, varejistas e distribuidores. VOCÊ SABIA? Os benefícios do inventário conectado incluem o aumento da disponibilidade do produto, a obtenção de oportunidades de negócios extras, a otimização da entrega e o melhor atendimento às demandas dos consumidores. Ainda mais, os varejistas que integram esse sistema também garantem taxas de conversão mais altas, pois os clientes já determinaram o que precisam. MARKETPLACE VERSUS LOJA ON-LINE Um mercado é uma plataforma em que os fornecedores podem se reunir para vender seus produtos ou serviços a uma base de clientes selecionada. O papel do proprietário do mercado é reunir os fornecedores e clientes certos para impulsionar as vendas por meio de uma plataforma de vários fornecedores. Os vendedores têm um lugar para ganhar visibilidade e vender seus produtos, e o proprietário ganha uma comissão por cada venda. Uma loja on-line, por outro lado, é uma única loja que vende seus próprios produtos on-line. Todo o marketing e operações são administrados pela empresa proprietária do site e dos produtos. Foto: Shutterstock.com Lojas on-line facilitam a compra e venda de produtos e serviços. Os proprietários de mercado não possuem os produtos que sua plataforma vende, ao contrário dos proprietários de lojas on-line. O proprietário do marketplace, portanto, deixa o lado mais operacional do negócio para os fornecedores enquanto se concentra principalmente na promoção de sua marca no marketplace com o objetivo de direcionar o tráfego para a plataforma e converter visualizações do site em vendas. Mesmo que todos os mercados lidem com mercados diferentes e ofereçam produtos e serviços diferentes, todos eles têm os mesmos objetivos: Conectar compradores e vendedores. Construir relacionamentos entre usuários. Acelerar a busca de parceiros. Fornecer novas oportunidades de compra e venda. Fazer negócios. Facilitar transações. O que diferencia os tipos de marketplace são os vendedores e os consumidores que cada um possui, tais como: B2B é o Business to Business. Este marketplace diz respeito à compra que acontece entre vendedores e fornecedores, ou também de empresas para empresas. B2C significa Business to Consumer, o qual realiza o intermédio entre as empresas e os consumidores. C2C é o Consumer to Consumer. Este marketplace é o modelo de plataforma em que as pessoas exibem seus produtos para aquelas que estejam interessadas nos itens. B2G significa Business to Government e é destinado a empresas que vendem para o governo, seja ele municipal, estadual ou federal. B2B2C é o Business to Business to Consumer. Nele, comerciantes fazem negócios com outros vendedores. No entanto, focando sempre no consumidor final. Em 2020, o volume de vendas em marketplaces aumentou cerca de 50%. É normal que os e- vendors queiram aproveitar essa grande oportunidade. No entanto, a vendaem mercados não pode ser simplesmente improvisada: é essencial pensar cuidadosamente uma estratégia de e- logística de alto desempenho. Veja a seguir algumas regras para atingir esse objetivo: 1 Mantenha o controle de seus níveis de estoque: O bom gerenciamento de estoque é a chave para o sucesso nos mercados. Certifique-se de ter estoque suficiente em todos os momentos, sem encher seus depósitos com produtos que você pode ter que se desfazer a baixo custo no final do ano e que custarão muito no armazenamento nesse meio tempo. 2 javascript:void(0) javascript:void(0) Controle sua cadeia de suprimentos do início ao fim: Uma estratégia de e-logística de alto desempenho é aquela que garante a entrega impecável do produto. Para cada pedido feito, você precisa fornecer a mercadoria em questão e entregá-la dentro do prazo definido. Quanto mais tempo os compradores tiverem de esperar, menos satisfeitos eles ficarão. 3 Centralize seus pedidos de vários mercados: Assim que você começa a vender em vários mercados, o gerenciamento de pedidos pode se tornar um verdadeiro pesadelo. Como saber quem está comprando o quê e de qual plataforma? Uma boa estratégia de e-logística consiste em centralizar seus pedidos em uma mesma ferramenta, como uma solução de gerenciamento de pedidos. 4 Opte por um serviço de atendimento de mercado: Se sua e-logística está causando problemas, por que não a entregar aos próprios mercados? Várias experiências sugerem gerenciar todos os aspectos logísticos em seu nome, desde o armazenamento do produto (em seus próprios centros de distribuição) até o despacho (Amazon, por exemplo). Esse serviço tão precioso para as empresas é conhecido como atendimento de mercado. No geral, o futuro do varejo parece interessante e promissor. As marcas estão se tornando cada vez mais competitivas, desenvolvendo estratégias que tornarão os negócios mais eficientes e orientados para o cliente. Serviços excelentes, experiências envolventes na loja e alto nível de customização e automação serão os critérios que redefinirão o novo cenário do varejo. VERIFICANDO O APRENDIZADO OBSERVE AS AFIRMAÇÕES A SEGUIR, COM RELAÇÃO AO MARKETPLACE: MARKETPLACES SÃO, ACIMA DE TUDO, PLATAFORMAS DE DIVULGAÇÃO QUE PODEM SER VOLTADAS PARA UM NICHO OU TER UMA ABRANGÊNCIA MAIS GERAL. javascript:void(0) javascript:void(0) UM TÓPICO MUITO IMPORTANTE É SOBRE AS RESPONSABILIDADES DO MARKETPLACE E SOBRE COMO AS POLÍTICAS DA PLATAFORMA DEVEM SER DEFINIDAS PARA AGRADAR O CLIENTE, O ANUNCIANTE E O PRÓPRIO ADMINISTRADOR. A MAIORIA DOS PROBLEMAS COM OS PRODUTOS OU SERVIÇOS, COMO PROBLEMAS NA ENTREGA, DANOS OU GARANTIA, É DE RESPONSABILIDADE EXCLUSIVA DO ADMINISTRADOR DO MARKETPLACE. VENDEDORES COM BOA REPUTAÇÃO OU GRANDE QUANTIDADE DE VENDAS COSTUMAM PAGAR MAIS POR PRODUTO VENDIDO, UMA VEZ QUE ATRAEM PÚBLICO E REPUTAÇÃO. ESTÁ CORRETO O QUE SE AFIRMA EM A) I e II. B) I, II e III. C) I, II, III e IV. D) III e IV. E) II, III e IV. (FCC 2013): O VAREJO É UMA ÁREA QUE VEM SOFRENDO UMA INTENSA EVOLUÇÃO NOS ÚLTIMOS ANOS. É UMA TENDÊNCIA RELEVANTE PARA O FUTURO DO SETOR A) o aumento das ofertas de marcas próprias, produtos vendidos exclusivamente por organizações varejistas que detêm o controle da marca. B) o acesso às tecnologias de gestão de estoque e de meios de pagamento limitado a grandes redes com recursos disponíveis e necessários para esse investimento. C) das grandes redes varejistas, o foco mais concentrado na abordagem massificada, isto é, lojas com sortimento amplo para atendimento de variados perfis de consumidores. D) a diminuição da consolidação, com maior pulverização do faturamento entre diversos concorrentes de diversos portes no mercado. E) maiores restrições à entrada de novos competidores devido a requisitos crescentes de investimentos em estruturas físicas, como lojas, caixas, estacionamentos e estoques, para disputar o mercado. GABARITO Observe as afirmações a seguir, com relação ao marketplace: Marketplaces são, acima de tudo, plataformas de divulgação que podem ser voltadas para um nicho ou ter uma abrangência mais geral. Um tópico muito importante é sobre as responsabilidades do marketplace e sobre como as políticas da plataforma devem ser definidas para agradar o cliente, o anunciante e o próprio administrador. A maioria dos problemas com os produtos ou serviços, como problemas na entrega, danos ou garantia, é de responsabilidade exclusiva do administrador do marketplace. Vendedores com boa reputação ou grande quantidade de vendas costumam pagar mais por produto vendido, uma vez que atraem público e reputação. Está correto o que se afirma em A alternativa "A " está correta. A afirmação III está incorreta, pois a responsabilidade é do anunciante; o marketplace é somente um local de exposição do produto. A afirmação IV também está incorreta, pois boa reputação do anunciante e maior quantidade vendida fazem com que ele acabe pagando uma margem menor por produto vendido. (FCC 2013): O varejo é uma área que vem sofrendo uma intensa evolução nos últimos anos. É uma tendência relevante para o futuro do setor A alternativa "A " está correta. Segundo o especialista do marketing, Kotler e Armstrong (1988, p. 500), o varejo inclui todas as atividades relativas à venda de produtos ou serviços diretamente ao consumidor final, para uso pessoal e não comercial. Um varejista, ou uma loja de varejo, é qualquer empreendimento comercial cujo faturamento provenha principalmente da venda de pequenos lotes no varejo. MÓDULO 3 Reconhecer o sistema de ERPS e E-commerce O SISTEMA DE ERPS E E-COMMERCE A RELAÇÃO ENTRE ERP E E-COMMERCE Enterprise Resource Planning (ERP) é o sistema de gerenciamento de recursos internos da empresa que se preocupa com finanças corporativas, recursos humanos, gerenciamento de projetos etc. Envolve algumas partes de Customer Relationship Management (CRM) e Supply Chain Management (SCM), por exemplo, produto desenvolvimento e design, controle de trabalho, planejamento de produção, aquisição de matéria-prima, estoque, gestão de pessoal e outros módulos, conforme demonstrado na figura a seguir. Imagem: Mauro Rezende Filho e Gabriel Burlandy Partes envolvidas pelo ERP. RELEMBRANDO Portanto, o planejamento de recursos empresariais (ERP) é definido como a capacidade de fornecer um conjunto integrado de aplicativos de negócios. As ferramentas ERP compartilham um processo comum e um modelo de dados, cobrindo processos operacionais de ponta a ponta amplos e profundos, como os encontrados em finanças, RH, distribuição, manufatura, serviços e cadeia de suprimentos. Os aplicativos ERP automatizam e dão suporte a uma variedade de processos administrativos e operacionais de negócios em diversos setores, incluindo linha de negócios, contato direto com o cliente, aspectos administrativos e de gerenciamento de ativos de uma empresa. As implantações de ERP são complexas e caras, e algumas organizações lutam para definir os benefícios para os negócios. O ERP pode gerar grande economia de tempo e finanças, fornecendo visibilidade em toda a organização que destaca processos ineficientes e revela oportunidades de crescimento. Existem vários modelos de implantação de software ERP, incluindo local, nuvem e híbrido. Embora o ERP em nuvem tenha se tornado extremamente popular nos últimos anos, a melhor abordagem depende das necessidades da empresa. As empresas devem certificar-se de que compreenderam os recursos, os modelos de implementação, os requisitos de integração e o custo total de propriedade de uma pequena lista de fornecedores antes de escolher um vencedor. E-commerce é o gerenciamento de recursos externos da empresa. Ela se preocupa com o processo de negócios com os parceiros upstream e downstream, e também com vendas on- line, marketing da marca e outros negócios. Envolve CRM, SCM e gerenciamento de desenvolvimento de produto (veja a figura seguir). Imagem: Mauro Rezende Filho e GabrielBurlandy As partes que o comércio eletrônico envolve. O e-commerce é construído com base em aplicativos ERP, ou seja, o ERP é o sistema de suporte dessa modalidade de comércio. Mas, de outro ponto de vista, e-commerce e ERP podem ser atribuídos ao mesmo nível de aplicação; são plataformas de suporte necessárias para o desenvolvimento empresarial, partes essenciais da construção da informação empresarial. Foto: Shutterstock.com A internet dinamiza as relações comerciais. O ERP está preocupado com a programação da produção interna, recursos de logística e distribuição de outros recursos. O e-commerce é a conexão entre a empresa e o mundo externo da rede. É baseado na internet, que pode facilitar contato com os clientes, obter pedidos de vendas e aumentar os lucros corporativos. Os dois sistemas estão intimamente ligados e são funcionalmente complementares. Portanto, devido à estreita relação entre e-commerce e ERP, não podemos simplesmente considerá-los como dois objetos independentes, mas devemos usar o ponto de vista do contato para entendê-los e estudá-los. A NECESSIDADE DE INTEGRAÇÃO DE ERP E E-COMMERCE Para as empresas, as relações entre e-commerce e ERP são externa e interna e estão intimamente associadas. É um sistema de informação empresarial bem-sucedido. Na operação real, quaisquer mudanças nos links externos ou internos, mesmo que muito sutis, são passadas diretamente para outros links relacionados. ATENÇÃO Quando o e-commerce está fora de contato com o ERP, muitas informações e dados importantes serão colocados em um sistema relativamente independente. Isso pode levar a uma situação péssima, em que o fluxo de informações da empresa, o fluxo de capital e a logística não podem ser uma unidade orgânica, e a consistência, integridade e precisão dos dados no software de faturamento também não podem ser garantidas. Além disso, o trabalho se torna redundante dentro da empresa, o que leva à redução da eficiência do trabalho e ao aumento dos custos operacionais. Portanto, o funcionamento do ERP e e-commerce separados tem sido incapaz de atender aos requisitos de desenvolvimento empresarial. A integração do ERP com o e-commerce permite a integração total do gerenciamento da cadeia de suprimentos; da gerência do relacionamento com o cliente; da inteligência de negócios; da automação do escritório; e do próprio e-commerce. Isso alcançará o compartilhamento de recursos e de dados. Além disso, líderes em todos os níveis podem obter as informações de que precisam com rapidez e precisão e, então, tomar as decisões mais eficazes no menor tempo possível. Portanto, a integração de e-commerce e ERP é imperativa. A VIABILIDADE DA INTEGRAÇÃO DE ERP E E-COMMERCE Pode-se obter, a partir da relação entre o ERP e o e-commerce, que: O E-COMMERCE É BASEADO NO ESTABELECIMENTO DO ERP. O ERP TEM SIDO O SISTEMA DE SUPORTE DO E- COMMERCE. A relação específica entre ambos pode ser descrita com base na compatibilidade da cadeia de suprimentos, na relevância da gestão do relacionamento com o cliente etc. A relação entre ERP e e-commerce os leva a enfrentar a reorganização do processo de negócios, mas também requer que o software de aplicativo ERP e e-commerce seja redividido e integrado. A integração de ambos está sendo apresentada sob o novo ambiente de competição do mercado, de modo que a gestão empresarial está ciente do impacto dessa ação na competitividade do núcleo das empresas. Do ponto de vista da demanda integrada, a integração do ERP com o e-commerce é totalmente viável. A tecnologia da informação avançada fornece suporte técnico para a integração, e alguns estudiosos têm estudado a integração com base em XML (eXtensible Markup Language, linguagem para criar uma programação específica) e SOAP (Simple Object Access Protocol, linguagem usada para troca de informações entre sistemas diferentes). Portanto, do ponto de vista técnico, a integração de ERP com e-commerce é factível. AS ESTRATÉGIAS DE INTEGRAÇÃO DE ERP E E-COMMERCE Para fazer uma melhor integração entre eles, as seguintes estratégias devem ser consideradas. INTEGRAÇÃO ORGÂNICA DE MÓDULOS DE SOFTWARE DE APLICAÇÃO No aspecto de ERP, as prioridades devem ser dadas a módulos como compras, plano de produção, marketing, vendas e estoque e finanças, que estão intimamente relacionados à logística e ao fluxo de capital. No aspecto do e-commerce, deve-se considerar os módulos de gerenciamento de site, de vendas, de compras e de pagamento, todos on-line. Os dois módulos devem ser integrados para formar um novo sistema de aplicação. INOVAÇÃO ORGANIZACIONAL E OTIMIZAÇÃO E REORGANIZAÇÃO DE DIVERSOS DEPARTAMENTOS A integração de ERP e e-commerce necessita da operação coordenada de todo a organização. As empresas devem continuar a melhorar o modelo de negócios existente e reestruturar, ajustar o pessoal e mudar o modo tradicional de trabalho, de modo a construir uma nova filosofia de negócios. Enquanto isso, qualquer mudança no modelo de negócios terá um impacto profundo na arquitetura do e-commerce, promovendo o desenvolvimento contínuo da sua estrutura para melhor servir a empresa. Essa reestruturação das empresas formará um círculo virtuoso entre o ERP e o e-commerce, que promoverá o desenvolvimento coordenado dos dois lados, bem como o desenvolvimento saudável das empresas. MUDANÇA DE VISÕES TRADICIONAIS A integração do ERP e com o e-commerce está fadada a afetar a situação geral, envolvendo todos os aspectos da empresa que sofrerão uma mudança profunda, ou seja, afetará inevitavelmente as ideias atuais de gestão, gestão de sistemas e métodos de gestão. E, mais importante, essa transformação causará a redistribuição dos benefícios para muitas pessoas, portanto, é provável que encontre muitos obstáculos. Os principais tomadores de decisão precisam fazer com que os líderes de negócios, gerentes e funcionários mudem totalmente suas ideias e, então, aceitem a gestão e os conceitos avançados. Os funcionários precisam aceitar a filosofia de gestão avançada e ter uma compreensão correta da ideologia. Quais são os benefícios de integrar ERP, CRM e e-commerce? RESPOSTA Qualquer projeto de integração de sistemas requer um investimento de tempo e dinheiro. No caso da integração de ERP e e-commerce, entretanto, os benefícios superam qualquer outra consideração. Confira: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 Eliminação da entrada manual de dados: Com a integração, o sistema ERP rastreia automaticamente os pedidos de e-commerce e detalhes do cliente, eliminando a necessidade de entrada de dados redundantes. Além disso, as descrições dos itens e os níveis de estoque são carregados na interface de comércio eletrônico. O resultado é uma redução de dados redundantes e de erros que resultam do envolvimento humano. 2 Redução dos custos operacionais: Quanto mais automatizado for o processo de e-commerce, menor será a necessidade de interação humana. Os funcionários podem ser realocados para tarefas mais produtivas devido à simplificação do processo de atendimento de pedidos. 3 Melhoria na precisão dos níveis de estoque: As vendas por e-commerce atualizam seu sistema de estoque no ERP imediatamente. O departamento de compras pode rastrear e fazer novos pedidos de estoque com precisão, evitando situações de excesso de estoque. Além disso, os níveis de estoque podem ser acessados pelo cliente sem necessidade de pessoal adicional. 4 Redução dos pedidos pendentes: Com um gerenciamento de estoque preciso, há menos probabilidade de que os itens em estoque sejam vendidos em excesso, o que reduz o número de pedidos pendentes. 5 Facilitar as alterações de preços e produtos: Quando um local controla todas as informações de estoque, alterar preços de itens e adicionar ou eliminar produtos pode ser feito uma vez, eliminando a entrada de dados redundantes. 6 Aumento dos níveis de autoatendimento: A melhoria da satisfação do cliente resulta do acesso a informações em tempo real dosistema ERP para a interface de e-commerce. Os clientes podem revisar o estoque disponível, o status do pedido e rastrear as remessas. 7 Notificar os clientes quando os pedidos forem enviados: Não é necessário que o cliente verifique o status do pedido. O sistema pode enviar uma notificação quando o pedido é enviado e fornecer informações de rastreamento para conveniência do cliente. 8 Geração de relatórios financeiros consolidados: Quando os sistemas de e-commerce e ERP são separados, os relatórios financeiros não são consolidados. A intervenção é necessária para consolidar esses relatórios separados em um. Com um sistema integrado, os relatórios não precisam ser consolidados e a gestão recebe informações financeiras muito claras e definitivas. 9 Melhoria da experiência geral do cliente: Os clientes esperam uma experiência fácil e personalizada, enquanto mantêm suas informações pessoais seguras. A integração de sistemas ERP, CRM e e-commerce oferece aos varejistas a capacidade de atender a essas expectativas. Os clientes podem obter o mesmo tipo de informação on-line que fariam em uma loja. Os varejistas estão tornando sua experiência de compra conveniente, reduzindo erros e fornecendo o máximo possível de informações de autoatendimento e funcionalidade on-line. O ERP integrado pode interagir automaticamente com fornecedores e clientes por intercâmbio de informações, aumentando a eficiência de toda a gestão de compras e relacionamento com o cliente ao mesmo tempo. Isso porque o ERP faz um link com o Business to Business (B2B), permitindo implementar o E-Business que, por sua vez, reduz significativamente os custos intermediários em TI e aumenta a competitividade da empresa no mercado. Não importa o método usado, se o front-end e o back-end das empresas forem integrados perfeitamente, a implementação da rede de entrada de pedidos e cotação será mais fácil, pois é equivalente a uma extensão do software de front-end aberto apenas para a equipe de vendas da rede. Desde que os clientes existentes ou potenciais possam acessar informações da interface de rede como catálogos de produtos, preços unitários, taxas de desconto e informações de estoque, eles podem decidir se farão ou não um pedido. Os pedidos inseridos pelos clientes na rede são iguais aos pedidos inseridos pelas vendas, e as informações sobre os pedidos podem ser transmitidas imediatamente para o ERP em background. Após recebê-los, o sistema ERP fará os cálculos. Por fim, os dados dos resultados sobre o preço do pedido, número do pedido e valor do desconto etc. serão enviados de volta para a interface de rede. Se os clientes registrarem as informações, eles podem rastrear esse pedido a qualquer momento por meio do central de atendimento ou entrando em contato com a equipe de vendas. Foto: Shutterstock.com Produtos e serviços podem ser escolhidos virtualmente. O CRM se integra com a produção de back-end e os sistemas financeiros e de logística podem desempenhar um papel real no atendimento ao cliente e na análise de informações. A empresa que usa o CRM está totalmente ciente dos dados de interação e dados de transação sobre os clientes e, em seguida, irá analisar as contribuições do cliente para o negócio e decidir se melhora a qualidade dos serviços. Imagem: Mauro Rezende Filho e Gabriel Burlandy Modelo de Integração para ERP e e-business. ATENÇÃO O foco principal do e-business está na eficiência e eficácia de processos externos e transversais à empresa. Embora os sistemas ERP apoiem a estratégia de negócios, novas oportunidades estratégicas tornam-se acessíveis ao e-business, o que faz com que o ERP dê um passo adiante para transformar-se de modelo de sistema ERP independente para modelo de sistema ERP integrado. A ponte entre as empresas e seus parceiros de negócios é fornecida pela tecnologia da web para tornar o e-business possível, enquanto o e-business torna o sistema ERP mais transparente e externo. Em vez de pensar em ERP dentro de uma empresa, podemos ver o sistema ERP ao longo da cadeia de valor de empresas do mesmo setor ou entre setores. Comércio está cada vez mais focado nas vendas on-line. As organizações agora estão voltando sua atenção para fora com o intuito de se envolver em negócios com clientes, fornecedores e parceiros de negócios por meio do uso da Internet e WWW Serviços. Como a maioria dos principais processos de negócios está sendo realizada na web, a funcionalidade do ERP precisa ser transferida para lá. A integração de ERP e e-commerce não é apenas uma inovação técnica, mas também uma inovação em gestão e o atendimento a uma demanda, considerando a necessidade de as empresas lidarem com a competição de mercado no ambiente de economia de rede. A integração eficaz de ERP e e-commerce pode maximizar a capacidade de resposta da empresa ao mercado dinâmico, atender às necessidades individuais dos usuários e permitir que as empresas obtenham mais economia com base em sua situação real, desenvolvendo ativamente estratégias para integrar ERP e e-commerce, e criando uma nova situação na gestão empresarial. VOCÊ SABIA? A implementação da tecnologia de sistema ERP baseado no modelo de e-business está consubstanciada no desempenho de integração de sistemas de informação. Portanto, apenas integrado ao e-business, o ERP pode acompanhar as mudanças do mercado. O ERP integrado pode interagir automaticamente com fornecedores e clientes por intercâmbio de informações, aumentando a eficiência de toda a gestão de compras e do relacionamento com o cliente. Ao mesmo tempo, pode vincular-se a um site Business to Business (B2B) de terceiros, implementar e-business, reduzir os custos dos elos intermediários e, assim, aumentar a competitividade da empresa no mercado. Novos modelos de e-business estão surgindo à medida que empresas de todos os setores estão se transformando para competir na economia da Internet. A transformação bem-sucedida requer novas estratégias e processos de e-business, bem como aplicativos e plataformas de tecnologia robustas e escaláveis. VERIFICANDO O APRENDIZADO OBSERVE A SEGUINTE PERGUNTA: POR QUE INTEGRAR SISTEMAS DE VAREJO ERP, CRM E E-COMMERCE? ESTÁ INCORRETO O QUE SE AFIRMA EM: A) Quando os funcionários inserem pedidos manualmente em qualquer sistema de varejo, é fácil cometer erros. B) Quando os sistemas de e-commerce e ERP são integrados, não importa se a venda é feita on-line, em uma loja ou on-line para retirada na loja. C) Os clientes estão cada vez mais sofisticados e esperam o mesmo nível de serviço em todos os canais. Integrar sistemas ERP, CRM e e-commerce não é, portanto, uma única forma de atender a essa expectativa. D) Com a integração, o sistema ERP rastreia automaticamente os pedidos de e-commerce e os detalhes do cliente, eliminando a necessidade de entrada de dados redundantes. E) As vendas por e-commerce atualizam o sistema de estoque ERP imediatamente. O departamento de compras pode rastrear e fazer novos pedidos de estoque com precisão, evitando situações de excesso de estoque. PODEMOS AFIRMAR QUE OS BENEFÍCIOS DE INTEGRAR ERP, CRM E E- COMMERCE SÃO: ELIMINAÇÃO DA ENTRADA MANUAL DE DADOS. REDUÇÃO DOS CUSTOS OPERACIONAIS. PIORA NA PRECISÃO DOS NÍVEIS DE ESTOQUE. AUMENTO DOS PEDIDOS PENDENTES. NOTIFICAÇÃO AOS CLIENTES QUANDO OS PEDIDOS FOREM ENVIADOS. ESTÁ CORRETO O QUE SE AFIRMA EM A) I, II e III. B) I, II e IV. C) I, II e V. D) II, III e IV. E) III, IV e V. GABARITO Observe a seguinte pergunta: por que integrar sistemas de varejo ERP, CRM e e- commerce? Está incorreto o que se afirma em: A alternativa "C " está correta. A integração do ERP e com o e-commerce possibilitará um alto nível de serviço, atendendo, portanto, às expectativas do cliente, da única forma possível. Podemos afirmar que os benefícios de integrar ERP, CRM e e-commerce são: Eliminação da entrada manual de dados. Redução dos custos operacionais. Piora na precisão dos níveis deestoque. Aumento dos pedidos pendentes. Notificação aos clientes quando os pedidos forem enviados. Está correto o que se afirma em A alternativa "C " está correta. Com a integração do ERP e com o e-commerce e a interconexão gerada, haverá uma grande melhora no controle dos estoques, bem como uma redução dos pedidos pendentes; portanto, as afirmações III e IV estão incorretas. CONCLUSÃO CONSIDERAÇÕES FINAIS A mudança dos papéis da informação nos sistemas de logística e o surgimento de novas tecnologias nessa área estão transformando o gerenciamento da logística ou, em alguns casos, a estrutura dos sistemas de logística. Com o uso de novas tecnologias em logística, competir em ambientes globais é possível, e melhorias podem ser realizadas no atendimento ao cliente e nos prazos de entrega, principais elementos dos sistemas logísticos. Os avanços tecnológicos nas áreas de informação facilitam a tomada de decisões porque dados e informações precisas e em tempo real estão disponíveis. Além disso, o surgimento de novos hardwares, softwares de suporte e redes está ajudando a melhorar as funções de logística, como o gerenciamento da armazenagem, do transporte, e o processamento de pedidos. AVALIAÇÃO DO TEMA: REFERÊNCIAS A VOZ do profeta? Revista Franquia & Negócios ABF. Publicado em: jun. 2017. Consultado na internet em: 9 abr. 2021. BALLOU, R. H. Business logistics management. 3. ed. Londres: Prentice Hall, 1992. BARNHART, G.; LAPORTE, G. (eds.). Handbook in operation research and management science: transportation. Amsterdam: Elsevier, 2007, vol. 14, 783 p. DELOITTE TOUCHE TOHMATSU LIMITED. Global powers of retailing 2018: mudança transformadora, comércio revigorado. 2018. Consultado na internet em: 9 abr. 2021. GHIANI, G.; LAPORTE, G.; MUSMANNO, R. (eds.). Introduction to logistics systems planning and control. Nova York: John Wiley & Sons, 2004. KLOTER, P.; ARMSTRONG, G. Fundamentos de mercadotecnial. Nacualpan de Juárez: Prentice-Hall, 1988. RUSHTON, A.; CROUCHE, P. H.; BAKER, P. The handbook of logistics and distribution management. 3. ed. Londres/Filadélfia: Kogan Page Limited, 2006. WATER, D. Inventory control and management. 2. ed. Chichester: John Wiley & Sons, 2003. EXPLORE+ Se você deseja se aprofundar neste conteúdo, recomendamos explorar os periódicos no Portal de Periódicos da Capes, ou ainda buscar sobre Logística em Ambientes Virtuais na Biblioteca Digital de Domínio Público. CONTEUDISTA Mauro Rezende Filho CURRÍCULO LATTES javascript:void(0);