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Uma glomerulonefrite será definida como rapidamente progressiva (GNRP) na presença de rápida evolução para insuficiência renal, associada à intensa proliferação extracapilar. A imunopatogenia poderá classificar a doença como relacionada a anticorpos anti-membrana basal, a deposição de imunocomplexos ou a uma forma dita pauci-imune. Exemplo de GNRP por deposição de imunocomplexos é a:

A) síndrome de Goodpasture
B) granulomatose de Wegener
C) nefropatia por IgA
D) nefropatia diabética
E) poliarterite nodosa
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Questões para Estudantes

há 2 anos

Respostas

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há 2 anos

Para identificar o exemplo de glomerulonefrite rapidamente progressiva (GNRP) por deposição de imunocomplexos, vamos analisar cada uma das alternativas: A) Síndrome de Goodpasture: É uma glomerulonefrite causada por anticorpos anti-membrana basal, não por deposição de imunocomplexos. B) Granulomatose de Wegener: Também conhecida como granulomatose com poliangeíte, é uma vasculite que pode causar GNRP, mas não é classificada como por deposição de imunocomplexos. C) Nefropatia por IgA: É uma glomerulonefrite que envolve a deposição de imunocomplexos, mas não é tipicamente classificada como GNRP rapidamente progressiva. D) Nefropatia diabética: É uma complicação da diabetes mellitus e não se encaixa na categoria de GNRP por deposição de imunocomplexos. E) Poliarterite nodosa: É uma vasculite que pode causar GNRP, mas não é especificamente uma glomerulonefrite por deposição de imunocomplexos. Dentre as opções, a que melhor se encaixa como exemplo de GNRP por deposição de imunocomplexos é a C) nefropatia por IgA. Portanto, a resposta correta é: C) nefropatia por IgA.

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1) (UNICAMP 2016) Homem, 46a, procura a unidade de emergência com história de febre baixa diária (até 37,8oC) e episódios de sudorese noturna há 15 dias. Refere perda de peso nos últimos 2 meses, de 82 para 75 Kg. Exame Físico: bom estado geral, PA= 130x80 mmHg, FC = 72 bpm, palidez cutânea, linfonodos de até 1cm de diâmetro em cadeias cervicais anteriores e posteriores, e inguinais bilateralmente. Baço palpável a 2 cm do rebordo costal esquerdo. Hemograma: Hb= 10,6g/dL, leucócitos= 29.000/mm3 (segmentados= 54%, bastonetes= 12%, metamielócitos= 6%, mielócitos= 4%, promielócitos= 4%, blastos= 1%, linfócitos= 13%, eosinófilos= 3%, basófilos= 2%, monócitos= 1%), plaquetas= 567.000/mm3. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA E A CONDUTA SÃO:

A) Leucocitose reacional, investigação de foco infeccioso
B) Leucemia aguda, esfregaço e cariótipo de medula óssea
C) Linfoma não Hodgkin/Leucemia linfoide crônica, biopsia de medula óssea
D) Leucemia mielóide crônica, esfregaço e cariótipo de medula óssea

3) (UNICAMP 2016) Homem 45a, procura serviço médico com queixa de dor em região cervical esquerda, com irradiação para ombro, lateral do braço e antebraço ipsilateral. Refere adormecimento em polegar esquerdo. Exame físico: força muscular grau IV à flexão do cotovelo contra resistência. A RAIZ NERVOSA AFETADA E O REFLEXO A SER PESQUISADO SÃO:

A) C4; tricipital
B) C5; radial
C) C6; bicipital
D) C7; estiloradial

4) (UNICAMP 2016) Mulher, 22a, previamente hígida, procura Unidade de Pronto Atendimento com queixa de tosse há um mês, com expectoração em moderada quantidade, de início amarelada mas que se tornou hemoptoica há uma semana, acompanhada de dor em aperto no lado esquerdo do tórax desde o início do quadro. Nega outras queixas. Exame físico: Regular estado geral, T= 37,9ºC, FC= 96 bpm, FR= 22 irpm, PA= 110 x 90mmHg, Oximetria em ar ambiente = 95%. Pulmões: roncos difusos e estertores subcrepitantes e crepitantes em campos médio e inferior esquerdo. DEPOIS DE REALIZADO O RADIOGRAMA DE TÓRAX, A CONDUTA É:

A) Coletar três amostras de escarro para pesquisa de bacilo álcool-ácido resistente
B) Tomografia computadorizada de tórax
C) Realizar sorologia para paracoccidioidomicos
D) Iniciar antibioticoterapia para cobertura de germes de flora mista

5) (UNICAMP 2016) Homem, 23a, encaminhado ao serviço de referência de AIDS, de um serviço de hemoterapia por sorologia positiva para vírus de imunodeficiência humana, sem queixas. Exame físico: sem alterações. A TERAPIA ANTIRRETROVIRAL (TARV) DEVERÁ SER PRESCRITA:

A) Independente da carga viral e da contagem de linfócitos-T CD4+
B) Quando apresentar uma doença oportunista
C) Quando apresentar carga viral detectável em qualquer nível
D) Quando houver contagem de linfócitos-T CD4+ menor que 500 células/mL.

6) (UNICAMP 2016) Homem, 30a, realiza avaliação admissional e é encaminhado a Unidade Básica de Saúde por exame alterado (ALT =60U/L). Solicitado investigação sorológica: AgHBs: reagente, Anti-HBs: não reagente, Anti-HBc: reagente, AgHBe: não reagente, AntiHBe: reagente; sorologia Hepatite C: não reagente; sorologia Hepatite A: IgG reagente, IgM: não reagente. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA E CONDUTA SÃO:

A) Hepatite B crônica ativa, solicitar HBV DNA quantitativo
B) Hepatite B resolvida, seguimento ambulatorial
C) Hepatite B crônica ativa, iniciar tenofovir ou entecavir
D) Hepatite B aguda, seguimento ambulatorial.

7) (UNICAMP 2016) Homem, 21a, trabalhador rural, procura Unidade Básica de Saúde queixa de bolhas que se rompiam facilmente na face e no tronco há seis meses. Exame dermatológico: exulcerações e crostas em regiões malares e asas nasais; bolhas flácidas de conteúdo citrino e áreas de exulcerações e crosta na região esternal e no alto dorso. Sem lesões de mucosas. Sinal de Nikolski positivo. O DIAGNÓSTICO, O SUBSTRATO HISTOPATOLÓGICO E A IMUNOFLUORESCÊNCIA DIRETA SÃO:

A) Pênfigo de Cazenave, bolha subepidérmica, ausência de depósito de imunoglobulinas
B) Pênfigo vulgar, bolha supra-basal, depósito de IgG na zona da membrana basal
C) Pênfigo foliáceo endêmico, bolha subcórnea, depósito de IgG intercelular na camada espinhosa
D) Penfigoide bolhoso, bolha subepidérmica, depósito de IgA na zona da membrana basal.

8) (UNICAMP 2016) Homem, 57a, diabético há 20 anos, retorna em consulta de rotina com os seguintes exames: glicemia de jejum: 168mg/dL, hemoglobina glicada: 8,4%; colesterol total: 232mg/dL, HDL: 32mg/dL, LDL: 175 mg/dL, Triglicérides: 205mg/dL, ureia: 40mg/dL, creatinina: 1.0mg/dL. Em uso regular de 20mg de gliblenclamida, 2g de metformina, 75mg de captopril. Faz dieta adequada. A CONDUTA É:

A) Substituir a sulfaniluréia por glimepirida 4 mg por dia; introduzir estatina
B) Substituir metformina por roseglitazona; dieta hipolipemiante
C) Acrescentar insulina na hora de dormir (bedtime); introduzir estatina
D) Suspender a sulfaniluréia; dieta hipolipemiante

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