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QUESTÃO 09. Antônio ajuizou, perante a Vara Cível de Brusque, cidade onde reside, ação de cobrança em face exclusivamente de Maria. Isso porque ela era devedora solidária, juntamente com João, seu marido, de R$ 1.000.000,00. Informa que os devedores vinham pagando as prestações com atraso, até que deixaram de quitar a última e mais substancial parcela. Em sua contestação, João e Maria invocam a cláusula de eleição de foro prevista em contrato, segundo a qual a demanda deveria ser proposta no foro do pagamento, quando vencida a dívida. Como não havia disposição expressa acerca do lugar do pagamento, defendem recair sobre seu domicílio. Noticiam, então, terem se mudado de Florianópolis para Blumenau antes da data prevista para pagamento da última parcela, mas logo depois de se instaurar concurso de credores contra João, que se declarou insolvente. Nesse caso, então, à luz da cláusula validamente celebrada, o foro competente será:

a) Brusque;
b) Florianópolis;
c) Blumenau;
d) Florianópolis ou Blumenau, à escolha do credor;
e) Florianópolis ou Blumenau, à escolha do devedor.
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Praticando Para o Saber

ano passado

Respostas

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Para resolver essa questão, precisamos analisar a cláusula de eleição de foro e as informações apresentadas. 1. Domicílio dos Devedores: João e Maria mudaram-se de Florianópolis para Blumenau. A cláusula de eleição de foro menciona que a demanda deve ser proposta no foro do pagamento, e como não há disposição expressa sobre o lugar do pagamento, o foro deve ser o do domicílio dos devedores. 2. Mudança de Domicílio: Como João e Maria se mudaram para Blumenau antes da data prevista para o pagamento da última parcela, Blumenau se torna o novo domicílio deles. 3. Concurso de Credores: A menção ao concurso de credores e à insolvência de João não altera a cláusula de eleição de foro, que continua válida. Diante disso, a cláusula de eleição de foro deve ser interpretada considerando o domicílio atual dos devedores, que é Blumenau. Portanto, a resposta correta é: c) Blumenau.

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QUESTÃO 10. A sociedade XYZ adquiriu da fabricante Peça Pronta todo o maquinário para modernizar seu parque industrial. A fim de viabilizar a milionária compra e venda, a fabricante procurou financiamento no Banco Dinheiro Fácil S/A, que lhe anteciparia o valor parcelado, mediante cessão do crédito que tinha contra a sociedade XYZ. Em resumo, esta era a dinâmica do negócio: a sociedade XYZ pagaria à fabricante Peça Pronta diretamente o valor da entrada e, após, suportaria 20 parcelas iguais. Paralelamente, a fabricante cederia ao Banco Dinheiro Fácil S/A o crédito relativo ao valor financiado (total subtraído da entrada) em troca do adiantamento desse mesmo importe, tudo sem a interveniência da sociedade XYZ. Sucede que, até o vencimento da décima parcela, a fabricante Peça Pronta, que ainda nada tinha entregue, pediu falência e fechou as portas. Nesse caso, à luz exclusivamente do ordenamento civil, a instituição financeira:

a) fará jus aos valores vencidos e às parcelas vincendas, na qualidade de cessionária do crédito, de modo que somente a inadimplência da fabricante é res inter alias acta;
b) não terá a obrigação de devolver os valores já pagos, mas não fará jus às parcelas vincendas;
c) deverá devolver todos os valores diante da insubsistência do objeto contratual, inclusive a entrada, por força da interdependência entre as avenças coligadas;
d) deverá ceder à sociedade XYZ o crédito que anteriormente lhe fora transferido, para que a sociedade possa executá-lo em face da fabricante Peça Pronta, embora não esteja obrigada a devolver os valores recebidos;
e) deverá devolver todos os valores diante da insubsistência do objeto contratual, mas não a entrada, porquanto a interdependência entre as avenças coligadas não concretiza a unificação do regime de responsabilidade civil.

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