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O Plano Nacional de Promoção, Proteção Integral e Direito à Convivência Familiar e Comunitária de Crianças e Adolescentes é um documento importante na trajetória da garantia de direitos de crianças e adolescentes no Brasil. Sobre ele, é correto afirmar que:

a. Entre as diretrizes do Plano, está posta a centralidade na sociedade civil e a ausência de autonomia para crianças, adolescentes e suas famílias.
b. O documento preza que, nos casos em que ocorrem violações de direitos de crianças e adolescentes no âmbito da família, esses devem ser privados do convívio familiar e também comunitário, ficando até a fase adulta nas instituições ou nas famílias acolhedoras.
c. Uma das diretrizes fundamentais do Plano é o caráter provisório e excepcional da colocação de crianças e adolescentes nos Programas de Famílias Acolhedoras e de Acolhimento Institucional.
d. O Plano apresenta ênfase ao direito à convivência comunitária em detrimento da convivência familiar.
e. O Plano não tem relevância no histórico de garantia de direitos de crianças e adolescentes no Brasil, pois ele não reconhece esse público como sujeitos de direitos.
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ProjetandoIdeias

há 2 anos

Respostas

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há 2 anos

Vamos analisar cada uma das alternativas em relação ao Plano Nacional de Promoção, Proteção Integral e Direito à Convivência Familiar e Comunitária de Crianças e Adolescentes: a) Entre as diretrizes do Plano, está posta a centralidade na sociedade civil e a ausência de autonomia para crianças, adolescentes e suas famílias. - Esta afirmação é incorreta, pois o plano busca garantir a autonomia e a participação de crianças e adolescentes. b) O documento preza que, nos casos em que ocorrem violações de direitos de crianças e adolescentes no âmbito da família, esses devem ser privados do convívio familiar e também comunitário, ficando até a fase adulta nas instituições ou nas famílias acolhedoras. - Esta afirmação é incorreta, pois o plano prioriza a convivência familiar e comunitária, mesmo em situações de violação de direitos. c) Uma das diretrizes fundamentais do Plano é o caráter provisório e excepcional da colocação de crianças e adolescentes nos Programas de Famílias Acolhedoras e de Acolhimento Institucional. - Esta afirmação é correta, pois o plano realmente enfatiza que a colocação em acolhimento deve ser uma medida excepcional e temporária. d) O Plano apresenta ênfase ao direito à convivência comunitária em detrimento da convivência familiar. - Esta afirmação é incorreta, pois o plano prioriza a convivência familiar, embora também reconheça a importância da convivência comunitária. e) O Plano não tem relevância no histórico de garantia de direitos de crianças e adolescentes no Brasil, pois ele não reconhece esse público como sujeitos de direitos. - Esta afirmação é incorreta, pois o plano é fundamental para a garantia dos direitos de crianças e adolescentes. Portanto, a alternativa correta é: c) Uma das diretrizes fundamentais do Plano é o caráter provisório e excepcional da colocação de crianças e adolescentes nos Programas de Famílias Acolhedoras e de Acolhimento Institucional.

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O Plano Nacional de Promoção, Proteção e Defesa do Direito de Crianças e Adolescentes à Convivência Familiar e Comunitária, assim como qualquer outro instrumento regulador ou balizador da operacionalização de direitos de cidadania, implica em importantes desafios para a sua materialização. No contexto dos desafios e das possibilidades para a materialidade do Plano no cotidiano de crianças, adolescentes e suas famílias, pode-se afirmar que:​​​​​​​ A. A existência dos direitos de cidadania e a criação dos Planos, legislações e demais aparatos que os apresentam e regulamentam garantem, por si só, a materialização desses direitos. B. Um obstáculo à materialização do referido Plano é a falta de investimentos em políticas sociais voltadas às demandas das famílias em situação de vulnerabilidade social para que essas possam cumprir seu papel de espaço protetivo para os seus membros. C. A garantia do direito à convivência familiar e comunitária às crianças e adolescentes, enfatizado no Plano, não requer esforços para a garantia de direitos dos demais membros da família. D. Os diferentes profissionais que atuam com famílias, a exemplo dos assistentes sociais, precisam intervir de acordo com os preconceitos que têm e não articulando as relações familiares ao contexto societário vigente. E. A centralidade nas famílias, pressuposto das políticas sociais e diretriz presente no Plano, exime o Estado/Poder público da responsabilidade com essas, especialmente com eventuais situações de violação de direitos ocorridas em âmbito familiar.

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