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Assinale a alternativa incorreta:
A) Não há nada de arbitrário no Direito Natural, como há arbitrariedade na aritmética. Os ditames da reta razão são o que a natureza humana das coisas ordenam.
B) Não é mais Deus ou a ordem divina o substrato do Direito, mas a natureza humana e a natureza das coisas. Não há possibilidade de uma sanção religiosa. O Direito Natural não mudaria seus ditames na hipótese da inexistência de Deus, nem poderia ser modificado por ele.
C) O método dedutivo, influência do raciocínio matemático e geométrico, é o que possibilita à reta razão alcançar as regras invariáveis da natureza humana.
D) A teoria do Direito Natural de Hugo Grócio não reflete o desejo de autonomia, que se manifesta, de modo inicial, em relação à teocracia.
E) Grócio inaugura uma nova concepção do direito natural. O princípio último de todas as coisas não seria mais Deus, nem a natureza, mas a razão. Estava criada a Escola Clássica do Direito Natural.
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Vamos analisar cada uma das alternativas para identificar a incorreta: A) Esta afirmação fala sobre a não arbitrariedade do Direito Natural em comparação com a aritmética e menciona que os ditames da reta razão são o que a natureza humana ordena. Isso está alinhado com a visão do Direito Natural. B) Esta alternativa afirma que o Direito Natural não depende de Deus e que seus princípios não mudariam com a inexistência de Deus. Isso é uma posição comum na teoria do Direito Natural, especialmente na visão de Grócio. C) Aqui, menciona-se que o método dedutivo, influenciado pelo raciocínio matemático e geométrico, é o que permite alcançar as regras invariáveis da natureza humana. Isso também está em linha com a lógica do Direito Natural. D) Esta afirmação diz que a teoria do Direito Natural de Hugo Grócio não reflete o desejo de autonomia em relação à teocracia. No entanto, a obra de Grócio realmente reflete uma busca por autonomia em relação à teocracia, o que torna essa afirmação incorreta. E) Esta alternativa afirma que Grócio inaugura uma nova concepção do Direito Natural, onde a razão é o princípio último, o que é uma interpretação correta de sua obra. Portanto, a alternativa incorreta é: D) A teoria do Direito Natural de Hugo Grócio não reflete o desejo de autonomia, que se manifesta, de modo inicial, em relação à teocracia.

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Sobre a moral, é correto afirma que:
A) determina o caráter da sociedade e valores como altruísmo e virtudes, ensina a melhor forma de agir e de se comportar em sociedade, e capacita o ser humano a competir com os antiéticos, utilizando os mesmos meios destes.
B) diferencia-se da ética no sentido de que esta tende a julgar o comportamento moral de cada indivíduo no seu meio. No entanto, ambas buscam o bem-estar social.
C) é o conjunto de regras aplicadas no cotidiano, usadas eventualmente por cada cidadão, que orientam cada indivíduo, norteando as suas ações e os seus julgamentos sobre o que é moral ou imoral, certo ou errado, bom ou mau.
D) é o conjunto de regras necessariamente declaradas pelo Estado.

Considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa que contenha apenas as assertivas que são corretas.
A) Kant se impressionou com os escritos de Rousseau, desenvolvendo a ideia rousseauniana de que a moral é assunto do coração e não da inteligência. A moralidade não pode ser privilégio do sábio, pois não é preciso conhecer as leis da natureza para que alguém se disponha a atuar como um ser moral.
B) Para Kant, todos os homens, independentemente de sua escolaridade ou erudição, foram chamados a uma vida impregnada de moralidade. Não há ser humano provido de discernimento incapaz de desconhecer o seu dever.
C) Em David Hume, Kant encontrou a ideia fundamental de que a partir do conhecimento empírico ou metafísico - suficiente para mostrar aquilo que é - não se extrai a regra daquilo que deve ser. A experiência é sempre concreta e não suscita a dedução de leis universais.
D) Kant concluiu que as leis universais são conhecidas pelo sujeito graças a um julgamento sintético a priori. Para Kant, se uma parte da ciência existe e outra parte não pode resultar apenas da experiência, é porque ela é o produto de uma síntese operada pelo sujeito do conhecimento a partir de suas sensações. Esse conhecimento não resulta de uma síntese a posteriori que consistiria em associar os termos constatados na experiência, mas de uma síntese a priori, isto é, anterior à própria experiência.

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