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Por que as matérias legisladas via lei ordinária são chamadas de residual?

Análise.


7 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Há mais de um mês

A Lei Complementar, como o próprio nome diz, tem o propósito de complementar, explicar ou adicionar algo à constituição, tendo seu âmbito material predeterminado pelo constituinte. Quanto ao quórum para aprovação, a lei complementar exige maioria absoluta.

Exemplos de Lei Complementar:

  • LC nº 7 - Institui o Programa de Integração Social;
  • LC nº 162 - Institui o Programa Especial de Regularização Tributária das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte optantes pelo Simples Nacional;
  • Entre outros.

No que se refere a lei ordinária, o seu campo material é alcançado por exclusão, isto é, o uso da lei ordinária é residual. Se a constituição não exige a elaboração de lei complementar, a lei ordinária será a via adequada. A lei ordinária exige apenas maioria simples de votos para ser aceita.

Exemplos de Lei ordinária:

  • Lei nº 8.069/1990 - Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente;
  • Lei nº 13.105/2015 - Dispõe sobre o Código de Processo Civil;
  • Entre outros.

Importa ressaltar, no entanto, que a jurisprudência do STF determina que não há hierarquia entre lei ordinária e lei complementar. Elas apenas atuam em campos diversos.

A Lei Complementar, como o próprio nome diz, tem o propósito de complementar, explicar ou adicionar algo à constituição, tendo seu âmbito material predeterminado pelo constituinte. Quanto ao quórum para aprovação, a lei complementar exige maioria absoluta.

Exemplos de Lei Complementar:

  • LC nº 7 - Institui o Programa de Integração Social;
  • LC nº 162 - Institui o Programa Especial de Regularização Tributária das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte optantes pelo Simples Nacional;
  • Entre outros.

No que se refere a lei ordinária, o seu campo material é alcançado por exclusão, isto é, o uso da lei ordinária é residual. Se a constituição não exige a elaboração de lei complementar, a lei ordinária será a via adequada. A lei ordinária exige apenas maioria simples de votos para ser aceita.

Exemplos de Lei ordinária:

  • Lei nº 8.069/1990 - Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente;
  • Lei nº 13.105/2015 - Dispõe sobre o Código de Processo Civil;
  • Entre outros.

Importa ressaltar, no entanto, que a jurisprudência do STF determina que não há hierarquia entre lei ordinária e lei complementar. Elas apenas atuam em campos diversos.

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Paulo

Há mais de um mês

Claro Jaqueline. Essa pergunta é bem interessante, de acordo com o art. 59 da Constituição Federal, as espécies legislativas são as seguintes: emendas constitucionais, leis complementares e ordinárias, leis delegadas, medidas provisórias, decretos legislativos e resoluções.

Agora rumo as especificidades das Emendas à Constituição em relação as outras espécies.

Primeiramente temos que falar da Emenda, no aspecto geral, são proposições apresentadas por parlamentares visando alterações no projeto de lei. As emendas conforme o objeto podem ser classificadas em aditivas (acrescenta a outra proposição), supressiva (que suprime, óbvio,rs), aglutinativa (fusão de outras emendas ou destascom o texto), modificativas (altera a proposição apresentada de forma não substancial) e substitutiva (aquela que visa substituir todo o projeto de lei). Temos as subemendas que são emendas apresentadas em comissão a outras emendas. E finalmente emenda de redação tem por objetivo sanar vícios de linguagem, incorreções de técnica legislativa e etc.

Emendas à Constituição, art. 59, I, e 60 é uma espécie normativa que se coloca dentro do elenco de medidas dessa natureza e tem a mesma força hierárquica das normas constitucionais. A emenda tem como característica fundamental o fato de produzir efeito análogo ao do próprio poder constituinte originário, pois ela produz uma norma constitucional, servindo para substituir, acrescer ou eliminar algo da Constituição. A grande diferença reside no fato de que o poder constituinte é originário, sem limitações, ao contrário do poder reformador, exercido nos termos da própria Constituição, com limitações. Mediante proposta: 1/3, no mínimo dos membros da câmara dos Deputados ou Senado Federal; do Presidente da República; de mais da metade das Assembleias Legislativas das unidades da federação, manifestando-se cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros. O quorum necessário é de 3/5 de cada uma das casas do Congresso Nacional, em dois turnos.

Leis Complementares à constituição, art.59,II e 60 traduz-se na possibilidade de as normas constitucionais se tornarem imediatamente eficazes, haja vista que nem todas têm o mesmo grau de aplicabilidade, daí a necessidade de uma lei que lhes confira os elementos faltantes. As leis complementares vêm a integrar a Constituição. A lei complementar é aquela que, versando matéria especificada pela Constituição, é aprovada por maioria absoluta de votos de cada uma das casas legislativas. 

Lei delegada art.59, IV e 68, é uma norma com idêntica força hierárquica das leis comuns, das quais difere no que respeita à autoridade que a elabora e promulga. É editada pelo Presidente da República, por força de delegação que recebe do Congresso Nacional possibilitando-se fazer a lei, obedecida as diretrizes básicas constantes do ato de delegação. O congresso Nacional aprova a transferência de poderes ao Presidente da República através de resolução em que serão especificados o conteúdo e os termos do seu exercício. 

A lei ordinária, art.59,III é o ato legislativo típico, ela edita normas gerais e abstratas, daí por que muitas vezes conceituadas em função da generalidade e da abstração. Em regra, não existem matérias cujo tratamento é vedado por lei ordinária, o que existe é uma repartição contitucional de competência. A lei ordinária tem outro campo material, é o chamado campo residual, que não foi entregue ao legislador complementar nem ao editor do decreto legislativo e das resoluções. cabe a leitura do art. 68, §1º.

As Medidas provisórias, art.59, V e 62. A constituição de 1988 substituiu o decreto-lei do direito anterior pelas medidas provisórias, atos normativos com força de lei, editados, em casos de relevância e urgência, pelo Presidente da República, que deverá submeetê-las à apreciação do Congresso Nacional. Recomenda-se ler o art.62. A medida provisória pressupõe "relevância" e "urgência",devendo ser submetida de imediato ao Congresso Nacional, sob pena de perda de eficácia se não for convertida em lei no prazo igual 60 dias, prorrogável uma vez, por igual periodo.

Decretos legislativos, art.59,VI são da competência exclusiva do Congresso Nacional e por isso não estão sujeitos à sanção ou veto do Presidente da República. Não há como confundi-los com os antigos decretos-lei nem com os decretos expedidos pelo Poder executivo.  //  Regula matérias de competência exclusiva do Congresso, tais como: ratificar atos internacionais, sustar atos normativos do presidente da República, julgar anualmente as contas prestadas pelo chefe do governo, autorizar o presidente da República e o vice-presidente a se ausentarem do país por mais de 15 dias, apreciar a concessão de emissoras de rádio e televisão, autorizar em terras indígenas a exploração e o aproveitamento de recursos hídricos e a pesquisa e lavra de recursos minerais.

E finalmente Resoluções art.59, VII são atos de competência privativa do Congresso Nacional, do Senado Federal e da Câmara dos Deputados e são utilizados nos demais casos previstos na CF (art. 51 e 52) e nos regimentos internos respectivos. Aliás, os atos normativos veiculados por resoluções são, em regra, definidos pelos regimentos das Casas Legislativas e pelo regimento do Congresso Nacional.

Se resta alguma duvida pode perguntar,

Essa deu um trabalho viu, kkkk, mas é um trabalho prazeroso. Bom, se Gostou da Resposta clica na seta para cima, para aprovar a resposta, isso me ajuda bastante. Quando ver um comentário meu em outras perguntas, e gostar da resposta é só clicar na seta para cima!

Valeu, Bons Estudos e Boa Sorte!

 

 

 

 

 

   

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Paulo

Há mais de um mês

Lei ordinária é a espécie normativa utilizada nas matérias em que não cabe lei complementar, decreto legislativo e resolução. Assim, o campo material das leis ordinárias é residual. Sendo assim, a lei ordinária é uma norma jurídica primária que contém normas gerais abstratas que regram nossa vida em coletividade. É uma norma infraconstitucional, que tem competência material residual, ou seja, o que a Constituição Federal não determinou que seja tratado por norma jurídica específica, será tratado por uma lei ordinária.

O texto constitucional se referirá a lei ordinária apenas como lei, sem a utilização do adjetivo “ordinária”, visto que este está implícito. Mas quando quer diferenciá-la de outra espécie normativa, normalmente traz a “expressão lei ordinária”.

Embora o constituinte apenas a mencione como lei, não podemos nos esquecer de que o nome dessa espécie normativa no próprio texto constitucional é lei ordinária (art. 59 da CF).

A lei ordinária será aprovada por maioria simples (relativa) de seus membros. Maioria relativa refere-se ao número de presentes na sessão ou reunião. Geralmente, é o veículo adequado para a criação de tributos.

 A lei complementar irá tratar da elaboração, redação, alteração e consolidações das leis (art. 59, parágrafo único da CF). Atualmente é a LC 95/98, com alterações promovidas pela LC 107/01, que cuida do processo legislativo.

Espero ter ajudado!

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Jaqueline

Há mais de um mês

Paulo, como você citou acima o art. 59 da CF, tenho mais uma pergunta para você sobre o mesmo artigo caso queira se disponibilizar para me ajudar novamente!

Quais as especificidades das Emendas à Constituição em relação às outras espécies apresentadas no art.59 da CF/88? Explicando as razões.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas